correio rural - edição 64

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Jornal Correio Rural - O Jornal que Fala com o Homem do Campo

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  • CYMK

    Julho de 2012 - Ano 5 - N 64 - O Jornal que fala com o Homem do Campo - Distribuio Gratuita

    Pgina 03

    Pginascentrais

    Nesta edio:

    Caderno Espdecial d

    o

    Colono e MotoristaNucleao

    de nuvens:

    Sperotto afirma que produtores

    aguardam a liberao para a renegociar

    as dvidas Pgina 05

    tecnologia poder ser usada para amenizar reflexos da estiagem

  • CYM K

    CYMK

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    2

    Nucleao de nuvens: planejando o futuro

    Terminadas as fases de campo, a cultura encontra-se em fase de comercializao. Os agricultores esto aproveitando o bom preo do mercado e esto vendendo a produo, que foi menor que a projetada, mas que vem conseguindo bons retor-nos econmicos. A comercializao mantm-se aquecida, com tendncia de alta, mesmo que em pequenas parcelas semanais.

    Feijo 2 safra

    A semeadura evoluiu rapidamente neste perodo, atin-gindo 72% da rea destinada cultura, que neste ano dever ficar em torno de 990 mil ha. A semente incorporada terra est germinando muito bem, demonstrado pelo timo stand e padro de lavouras. Beneficiados pelas condies meteo-rolgicas at o momento, os triticultores esto conduzindo as lavouras com boa tecnologia, com o objetivo de produ-zir, se possvel, gros com qualidade superior.

    Pontos de Distribuio do Jornal Correio Rural na regioAJURICABA SINDICATO RURALMERCADO DEPIERIFERRAGENS COTRIJUISUPERM. COTRIJUIAGROCIAPOSTO CENTRALAUGUSTO PESTANAAGRIPLANCASA COLONIALSINDICATO RURALMERCADO PESTANENSELOJA JOSTSUPERM. COTRIJUIBOM GOSTOEQUIPALEITEBOA VISTA DO CADEADOCORREIOPADARIA BOA VISTASICREDIPOSTO IPIRANGABOZANOESCOLA PEDRO COSTA BEBERCOTRIJUIPOSTO BOZANOAGRO-VETERINRIA BOZANOCATUPEAGROP. GIRASSOLSINDICATO RURALCASA RURALPOSTO BURMANNSUPERMECADO COTRISAAGROCENTROLOJA JOSTNEDEL DELLA CORTEAGRO CAMPOEMATERCORONEL BARROSCOTRIJUI

    COMERCIAL KIRCHNERLOJAS JOSTEMATERCASA DO PRODUTORPOSTO LARACONDORPOSTO COTRIPALSINDICATO RURALPOSTO LATINA DO CENTROMERCADO AVENIDAJOSCILCRUZ ALTASTARMAQCRUZAUTOMARASCA SEMENTESCENTROSUL NEG.RURAISGARAFFA AGROCOM.RAZERAREDEMAQREBELATTO FARM. VETERINRIACRUZ ALTA AGRCOLAAGRICRUZSUL PEASEUGNIO DE CASTROMERCADO FRISKEPOSTO EVERLINGMERCADO WILDNERSIND. RURALJIACOTRIJUIPOSTO STA. TEREZINHASIND. RURALLOJA JOSTVET. BICHO DE SETE CABEASIJU SCHULZ MAT. CONSTRUO ISCHULZ MAT. CONSTRUO IIARCO RISTRATOR SUL

    REDEMACAGROVELIROPELCENTRAL DA CONSTRUOFERRAGENS COTRIJUICOTRIJU-ATEND. AO PRODUTORHORTISULSINDICATO RURALASSOC. ARAIOSTER PNEUS/CHOROESCOLA BARREIROESCOLA CHORONOVA RAMADA COTRIJUIPANAMBIVET. IVO GAERTNERCASA PRODUTOR DE LEITECOMERCIAL TRENTINIINNOVAPOSTO BR CENTRALSINDICATO RURALSEMENTES VAN ASSPEJUARA COOPERLATESINC.DOS TRAB. RURAISSINDICATO RURALREBELATTO FARM. VETERINRIASICREDI COTRIMAIOSANTO AUGUSTOSINDICATO DOS TRABALHADORES RURAISCOOMACELPLANTASULLUPA AGRCOLASUPERMERCADO PARA TODOSAGROPECURIA FORTETARUM PREFEITURA MUNICIPAL

    Trigo

    Cevada

    As lavouras encontram-se em fase de crescimento, com bom padro fitossanitrio. Muitos produtores cultivam em parceria com empresas de bebidas, as quais distribuem a se-mente e adquirem a produo, proporcionando aos produ-tores garantia da comercializao e liquidez. Isso assegura tranquilidade, possibilitando o aumento da rea desse cere-al nas regies produtoras. Outro motivo de aumento est na colheita mais no cedo, quando comparada ao trigo, o que permite antecipar o plantio de soja colocando a oleaginosa em perodo mais oportuno e dentro do zoneamento. Preo de referncia de R$ 28,62/sc.

    Os produtores que investiram nas culturas de vero tiveram perdas devido a estiagem pro-vocada pelo fenmeno La Nia. Sabendo que este fenmeno cclico ocorrendo a cada cinco anos foi promovido um Seminrio sobre Nucleao de nu-vens. A ideia inicial conhecer esta tecnologia que provoca chuvas localizadas em determinadas regies. Na oportunidade, foram apresentados casos de So Paulo e da Bahia onde j aplicada com sucesso.

    Outra tecnologia que ir beneficiar a zona rural a disponibilizao de internet. Este projeto ser desen-volvido pela Ceriluz em parceria com a South Tech Tecnologia. Sero distribudos cabos de fibra tica para todos os municpios da rea de abrangncia da Cooperativa. Com a internet no campo, os produtores podero contar com cmeras de segurana e tambm poder ser disponibilizado TV no campo.

    Recentemente, o Governo Federal lanou o Plano Safra 2012/2013. O presidente da Farsul, Carlos Spe-rotto, comentou em entrevista ao Jornal Correio Ru-ral, que entre as vantagens est a regionalizao das medidas. No entanto, a principal preocupao no Rio Grande do Sul consenso: renegociao de dvidas. Os produtores principalmente de milho e arroz preci-sam renegociar as dvidas para que no ms de agosto iniciem o plantio da cultura e para isso, necessrio a compra de insumos.

    A Fepagro divulgou recentemente uma pesquisa voltada para o cultivo da mandioca. De acordo com o Boletim Tcnico, a cultura pode ser cultivada em quase todas as regies gachas, porm os rendimentos variam conforme as condies climticas.

    A Associao de Produtores de Milho do RS (Apromilho) est conjuntamente com as demais en-tidades do pas desenvolvendo um estudo no qual se-ro apontados os gargalhos da cultura. A pesquisa est sendo desenvolvida por uma empresa de So Paulo e visa dobrar a produo de milho.

    Segundo dados do IBGE, no Rio Grande do Sul, os agricultores utilizam em suas plantaes 4,2 quilos de agrotxicos por hectare, o que representa 16,66% a mais do que a mdia nacional, que de 3,6 quilos para a mesma proporo. Os agrotxicos mais intensamen-te aplicados so os herbicidas (mais de 50% do total), usados no controle de ervas daninhas, seguidos pelos inseticidas, fungicidas e acaricidas.

    Canola A cultura encontra-se em fase de crescimento, sendo be-

    neficiada no momento pelas condies meteorolgicas de clima seco e temperatura amena. Os produtores esto reali-zando os tratos culturais de controle de invasoras e aplicao de nitrognio em cobertura. Preo de referncia atual de R$ 62,00/sc (balco).

    Alho

    Apesar de o plantio ainda ser todo manual, exigindo muito esforo e mo de obra para sua implementao, a prtica con-tinuou evoluindo rapidamente neste perodo, atingindo apro-ximadamente 75% da rea destinada cultura que dever ser em torno de 1.500 ha. Bulbilhos dispostos terra, grandemente favorecidos pelas condies do clima e solo, esto emergindo muito bem, demonstrando timo estande e padro de lavouras. Os alhicultores esto conduzindo os empreendimentos com boa tecnologia, com o objetivo de produzir bulbos de qualidade su-perior e boa produtividade.

    CebolaInicia na serra o transplantio das variedades precoces, es-

    tando as mudas com qualidade razovel, embora a consider-vel recuperao dos efeitos das geadas. Sementeiras da varie-dade crioula, material que perfaz 90% dos 1.500 ha da rea tradicionalmente cultivada na regio, esto nos mais diversos estgios. O calor ocorrido recentemente trouxe acelerao na recuperao das plntulas afetadas pelo frio e na germinao e emergncia nas reas ressemeadas. Inicia tambm o transplan-tio no litoral mdio do RS, operao beneficiada por chuvas de aproximadamente 50 mm. Ser inevitvel a reduo da rea cultivada nessa zona cebolicultora, frente s perdas de mudas, principalmente pelos efeitos da estiagem.

    Forrageiras

    Em virtude das condies climticas caractersticas do inverno gacho, com temperaturas muito baixas e ocorrn-cia de geadas frequentes, os campos nativos encontram-se com baixa oferta de alimentos, especialmente para os ani-mais mantidos exclusivamente sob o regime denominado de pecuria extensiva. No entanto, as condies climticas deste incio de inverno, principalmente as chuvas e temperaturas amenas que ocorreram na ltima quinzena, favoreceram o desenvolvimento vegetativo das espcies forrageiras de in-verno, especialmente as gramneas anuais mais cultivadas no Estado, aveia e azevm.

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    3

    Nucleao de nuvens visa amenizar os efeitos da estiagem

    A tcnica conhecida como semeadura de nuvens e consiste em lanar gua potvel facilitando a ocorrncia de chuva

    Luiz Fernando Mainardi

    Secretrio da Agricultura, Pecuria e Agronegcio do Estado do Rio Grandedo Sul

    Dinheiro para o campoA chamada agropecuria empresarial rece-

    ber, neste ano agrcola, que se inicia agora em ju-lho e vai at junho do ano que vem, o maior volu-me de recursos do Governo Federal. A presidenta Dilma Roussef, na semana passada, em cerimnia realizada no Palcio do Planalto, da qual partici-pei, anunciou a destinao de R$ 115,2 bilhes de reais para investimentos e custeio, alm da redu-o das taxas de juros de referncia de 6,75 para 5,5%. No incio do governo Lula, o Governo Cen-tral disponibilizava R$ 27 bilhes de reais para o Plano Agrcola e Pecurio. Portanto, houve, nos ltimos 11 anos, um crescimento de aproximada-mente quatro vezes no volume de recursos para o setor primrio, o que significa o reconhecimento do papel estratgico da agricultura e da pecuria para a economia nacional.

    Plano Safra Gacha

    O governador Tarso Genro lana, no dia 22, o Plano Safra Gacho, em que anunciar, publica-mente, as aes do governo estadual para o apoio aos grandes, mdios e pequenos produtores de nosso Estado. Alis, o Rio Grande do Sul o ni-co Estado a ter o seu Plano Safra.

    Raiva Herbvora

    Lanaremos, nos prximos dias, uma campa-nha de intensificao das aes da Secretaria da Agricultura na conteno da Raiva Herbvora. Ela se propaga a partir do ataques de morcegos em bovinos e eqinos que, quando mordidos, acabam morrendo. Houve um crescimento da incidncia neste ano em funo do longo perodo de estiagem, o que acaba provocando a migrao dos morcegos que necessitam de locais escuros e midos para se abrigarem. Vamos, alm de intensificar a atuao dos dez Ncleos de Combate Raiva, promover campanha de educao sanitria e de conscienti-zao do produtor sobre o seu pa