correio rural - edição 59

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Fevereiro de 2012

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  • CYMK

    1Fevereiro de 2012

    Fevereiro de 2012 - Ano 4 - N 59 - O Jornal que fala com o Homem do Campo - Distribuio Gratuita

    Pgina 3

    Pgina 4

    Produtores devem observar ndices

    recomendados na utilizao de agrotxicos

    Pgina 6

    Irrigao: investimento pode ser pago em curto prazo

    Programa de Sanidade Apcola debatido no

    Rio Grande do Sul

    Desenvolvimento de lavoura de soja preocupam produtores

    Pgina 18

    Produo de queijo artesanal ganha nova

    regulamentao

    Sindicato Rural de Pejuarainaugura Auditrio

    Pgina 19

  • 2CYM K

    CYMK

    Fevereiro de 2012CYMK

    Est em andamento a colheita na maioria das re-gies produtoras de mel do Estado, com perspectiva de boa produo. As condies ambientais com baixa umidade e dias ensolarados esto favorecendo o tra-balho das abelhas. O preo do mel na venda direta para o consumidor varia entre R$ 6,00 e R$ 9,00/kg.

    Apicultura

    Alternativas para combater os efeitos da estiagem

    A falta de chuvas esto ocasionando perdas prin-cipalmente para os produtores que no usam formas de controle de insolao como o sombrite. Em funo disso, houve aumento de preo em relao semana anterior, passando de R$ 12,00 para R$ 15,00/dz. A produo local abastece cerca de 80% do mercado na cidade.

    Alface

    A colheita da cebola j est concluda e os produ-tores da regio da Serra esto realizando a comercia-lizao da produo, que se apresenta com razovel qualidade, porm, de calibre muito abaixo do espe-rado, em decorrncia da falta de chuva no perodo. As perdas na produo dessa safra aproximam-se dos 50% do volume estimado.

    Pontos de Distribuio do Jornal Correio Rural na regio

    AJURICABA SINDICATO RURALMERCADO DEPIERIFERRAGENS COTRIJUISUPERM. COTRIJUIAGROCIAPOSTO CENTRALAUGUSTO PESTANAAGRIPLANCASA COLONIALSINDICATO RURALMERCADO PESTANENSELOJA JOSTSUPERM. COTRIJUIBOM GOSTOBOA VISTA DO CADEADOCORREIOPADARIA BOA VISTASICREDIPOSTO IPIRANGABOZANOESCOLA MUNICIPALCOTRIJUIPOSTO BOZANOAGRO-VETERINRIA BOZANOCATUPESINDICATO RURALCASA RURALPOSTO BURMANNSUPERMECADO COTRISAAGROCENTROLOJA JOSTNEDEL DELLA CORTE

    AGRO CAMPOEMATERCORONEL BARROSCOTRIJUICOMERCIAL KIRCHNERLOJAS JOSTEMATERCASA DO PRODUTORPOSTO LARACONDORPOSTO COTRIPALSINDICATO RURALPOSTO LATINA DO CENTROMERCADO AVENIDAJOSCILCRUZ ALTACENTROSUL NEG.RURAISAGROCILGARAFFA AGROCOM.RAZERAAGROCILREDEMAQREBELATTO FARM. VETERINRIACRUZ ALTA AGRCOLAAGRICUZSUL PEASEUGNIO DE CASTROMERCADO FRISKEPOSTO EVERLINGMERCADO WILDNERSIND. RURALJIACOTRIJUI

    POSTO STA. TEREZINHASIND. RURALLOJA JOSTVET. BICHO DE SETE CABEASIJU IROPELCENTRAL DA CONSTRUOFERRAGENS COTRIJUICOTRIJU-ATEND. AO PRODUTORHORTISULSINDICATO RURALASSOC. ARAIOSTER PNEUS/CHOROESCOLA BARREIROESCOLA CHORONOVA RAMADA COTRIJUIPANAMBIVET. IVO GAERTNERCASA PRODUTOR DE LEITECOMERCIAL TRENTINIINNOVAPOSTO BR CENTRALSINDICATO RURALSEMENTES VAN ASSPEJUARA COOPERLATESINC.DOS TRAB. RURAISSINDICATO RURALREBELATTO FARM. VETERINRIASICREDI COTRIMAIO

    Cebola

    A irrigao uma alternativa que ajuda minimizar os reflexos da estiagem

    PisciculturaAs ltimas chuvas amenizaram os efeitos da estia-

    gem. Nas ltimas duas semanas, os produtores tive-ram melhora da qualidade da gua e, consequente-mente, possibilitou o manejo dos peixes. Nos casos mais graves, os produtores tm sido orientados para que realizem despesca parcial dos reservatrios, per-mitindo um ambiente mais oxigenado e ameno para o desenvolvimento dos animais estocados em virtude da reduo da lotao.

    Nos ltimos meses o Rio Grande do Sul vem en-frentando os efeitos do fenmeno La Nia que fazem que ocorra falta de chuvas. Entre as culturas mais afe-tadas est o milho. Como auxlio, o Governo do Esta-do anunciou um pacote de medidas destinadas aos municpios afetados pela estiagem.

    Agora o momento causa preocupao com o soja que est no perodo de desenvolvimento. As primei-ras estimativas prevem a perda de produtividade em quase 60%. Diante disso, o Governo Federal j anun-ciou na queda de estimativa de produo de gros no pas. Alm destes fatores, os agricultores devem redobrar os cuidados no controle de pragas.

    Uma das alternativas para combater os efeitos a irrigao. Para isso, est sendo repensado um pro-grama que visa incentivar os produtores a aderirem a este sistema na propriedade, evitando assim, quando seja ano de La Nia as perdas sejam reduzidas. Vale ressaltar que este fenmeno acontece a cada 5 anos.

    O municpio de Jia aderiu ao Programa Projeto Territrios da Cidadania. A cidade foi uma das mais prejudicada na regio com os efeitos da estiagem. O Programa visa dar suporte principalmente fortale-cer as pequenas empresas e qualificar o trabalho no setor de produo de leite, na questo da gesto da propriedade e no melhor uso dos recursos naturais.

    A Anvisa atravs do Programa de Anlise dos Res-duos de Agrotxicos de Alimentos (Para) divulgou um balano da pesquisa realizada em 18 itens: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, cou-ve, feijo, laranja, ma, mamo, manga, morango, pepino, pimento, repolho e tomate. O alto ndice de agrotxicos detectados nos produtos est relaciona-do principalmente a utilizao para a cultura errada e o no cumprimento das recomendaes do rtulo. Alguns produtores utilizam uma quantia acima do re-comendado, diante disso a anlise apontou o ndice agrotxicos nas culturas.

    A criao do Programa Estadual de Sanidade Ap-cola, e de um projeto de Georreferenciamento das propriedades gachas produtoras de mel est sendo articulada pela Cmara Setorial da Apicultura. So-mente em 2012, o Estado produziu 8 mil toneladas de mel, em cerca de 38 mil propriedades que trabalham com apicultura, com a presena de 500 a 600 mil col-mias. A exportao gacha de 3 mil toneladas.

    Uva

    Na regio da Serra Gacha, os vinhedos em geral mantm boa sanidade, com exceo das reas atingi-das pelo granizo, e mesmo essas vm se recuperando do estresse hdrico, pois na ltima semana as chuvas ocorridas foram de boa intensidade. Os preos m-dios na semana foram de R$ 1,00/kg para a varieda-de Nigara rosada e branca e de R$ 0,70/kg para a bord.

    MilhoNa maioria das lavouras atingidas pela estiagem,

    que j causou perdas de produtividade, os agriculto-res cortaram o milho para silagem, porm, o material de baixa qualidade. Entretanto, em algumas reas com plantios bem do cedo, como o caso da regio de Celeiro, mais prxima do Rio Uruguai, alguns pro-dutores conseguiram colher entre 50 e 100 sc/ha (en-tre 3mil e 6 mil kg/ha). Na comercializao do gro, o preo mdio da saca de 60 kg se manteve pratica-mente estvel em relao semana passada, sendo negociada a R$ 27,45 (-0,65%).

  • CYMK

    CYMK

    3Fevereiro de 2012

    Investimento em irrigao pode ser pago em at 3 anos aps a implantao

    O Rio Grande do Sul enfrenta os efeitos do fen-meno La Nia que gera a falta das chuvas. O Gover-no do Estado atravs da Emater/RS Ascar possui um Programa de Irrigao voltado aos produtores que tenham condies de construir micro-audes, cisternas e sistemas de irrigao. Assim, possvel molhar olercolas, pastagens e outras culturas.

    O engenheiro agrnomo e assistente tcnico da Emater/RS Ascar em Iju, Volnei Righi, destaca que o Programa possui trs linhas principais para os agricultores: microaudes, sistema de irrigao e armazenagem em cisterna. O Programa est pas-sando por algumas adequaes para que sejam in-cludos os poos artesianos e as redes de gua.

    A irrigao no Rio Grande do Sul

    Os agricultores podem requerer um valor mxi-mo de R$ 8 mil, como subsdio para a implantao do Programa de Irrigao, destes 20% o produtor paga e o Governo cobre o restante, cerca de 80%. O percentual de teto pode ser modificado caso sejam feitas alteraes pelo Governo no Programa.

    No sistema de irrigao seja por gotejamento ou asperso, o limite so R$ 6 mil, tambm com 80% de subsdio do Estado e 20% do agricultor. O produtor pode pagar a diferena, caso seja do seu interesse e o projeto ultrapasse o custo estabele-cido.

    No caso de cisternas h uma definio que seja at R$ 12 mil, e o Estado entre com metade, isto , 50% para cada uma das partes. J o aude, 80% subsdio do Estado e 20% em contrapartida do agri-cultor.

    Requisitos para adeso ao Programa

    Conforme Righi se enquadram no Programa os produtores que possuem a linha do Programa Na-cional de Agricultura Familiar (Pronaf). Para isso, necessrio que o interessado possua Declara-o de Aptido ao Pronaf (DAP). O procedimento para buscar recursos no Programa de Irrigao o agricultor demonstrar interesse, procurar a Ema-

    A irrigao uma alternativa que ajuda minimizar os reflexos da estiagem

    ter, que responsvel por preencher uma ficha de inscrio, ressalta o engenheiro agrnomo. Aps, todos os produtores passam pelo crivo de um Conselho Agropecurio do municpio que ir verificar se os produtores possuem DAP, se enqua-dram no programa. A partir do momento em que o produtor est apto a ter o projeto, a Emater o elabora. De acordo com Volnei, no sistema atual, os projetos que esto sendo montados so envia-dos para a Secretaria de Desenvolvimento Rural, onde organizada a relao de projetos voltam ao municpio e firmado um convnio. Esse um diferencial que tem em relao ao programa anterior e o programa atual. O atual prev que se tenha convnio com os municpios e as licitaes de obras so feitas pelo municpio, esclarece.

    Algumas dificuldades

    Um aspecto que deve ser levado em conside-rao onde possvel construir os audes, pois existe toda uma questo ambiental. Para encon-trar um consenso, a Emater tem procurado fir-mar parcerias nas cidades via Conselhos de Meio Ambiente ou com profissionais responsveis pela liberao ambiental, e assim sejam vistoriadas as reas e que os projetos sejam executados em lo-cais que no impliquem em problemas ambien-tais. A legalidade ambiental est prevista dentro do projeto.

    Adeses ao Progra