correio rural - edição 58

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Janeiro de 2012

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  • CYMK

    1Janeiro de 2012

    Janeiro de 2012 - Ano 4 - N 58 - O Jornal que fala com o Homem do Campo - Distribuio Gratuita

    Pgina 5

    Agricultores recorrem ao ProAgro Pgina 3

    Safra de gros ter

    crescimento de 0,3%

    Pgina 4

    Apresentadobalano de

    aes contra a febre aftosa

    Pgina 6

    Exportae de carne suna no atingem

    volume esperado

  • 2CYM K

    CYMK

    Janeiro de 2012CYMK

    Em algumas regies, a estiagem comea a cau-sar perda de peso nos animais, devido a reduo ou perda na quantidade de pasto ofertado. Na Fronteira Oeste, os campos ainda esto com bom desenvolvi-mento e boa condio de engorda. O preo do gado gordo continua estvel, assim como o gado de repo-sio. poca de entoure, com o gado de cria ainda em boas condies, mas as vacas com cria ao p e, principalmente, as paridas no tarde podero no re-petir cria devido ao agravamento da estiagem, que est reduzindo a condio alimentar do gado.

    Bovinocultura de corte

    Alternativas para amenizar os efeitos da estiagem

    Os campos da fronteira oeste esto em boas con-dies, devido s chuvas mais intensas ocorridas en-tre dias 22 e 24/12/2011, o que permite ganho de peso aos animais e melhores condies de reprodu-o para as vacas de cria.

    Pastagens

    Em reas onde no ocorreram chuvas na virada do ano, os vinhedos se apresentam em quadro de eviden-tes e graves deficincias hdricas. As plantas esto de-bilitadas, com folhagem amarelecida, bagas murchas e maturando forosamente. Os pontos mais secos nos parreirais esto com altos riscos quanto sobrevivn-cia das parreiras. O tamanho reduzido das bagas e dos cachos tero reflexos na produtividade da cultu-ra, principalmente na variedade Bord, a segunda em rea cultivada na Serra.

    Pontos de Distribuio do Jornal Correio Rural na regioAJURICABA MERCADO DEPIERIFERRAGENS COTRIJUISUPERM. COTRIJUIAGROCIAPOSTO CENTRALAUGUSTO PESTANASINDICATO RURALMERCADO PESTANENSELOJA JOSTSUPERM. COTRIJUIBOM GOSTOBOA VISTA DO CADEADOCORREIOPADARIA BOA VISTASICREDIPOSTO IPIRANGABOZANOMERCADO MANCHINNIANTONELLO MAT DE CONST.COTRIJUIPOSTO BOZANOCATUPESINDICATO RURALSUPERMECADO COTRISAAGROCENTROLOJA JOSTNEDEL DELLA CORTEAGRO CAMPOEMATER

    CORONEL BARROSCOTRIJUILOJAS JOSTEMATERCASA DO PRODUTORCONDORPOSTO COTRIPALSINDICATO RURALPOSTO LATINA DO CENTROMERCADO CONDORJOSILCRUZ ALTAFACCINNICENTROSUL NEG.RURAISAGROCILGARAFFA AGROCOM.RAZERAAGROCILREDEMAQREBELATTO FARM. VETERINRIACRUZ ALTA AGRCOLAAGRICUZBOA SAFRASUL PEASEUGNIO DE CASTROPOSTO SANTA TEREZIMNHAMERCADO FRISKEPOSTO EVERLINGMERCADO WILDNERSIND. RURAL

    JIACOTRIJUIPOSTO STA. TEREZINHASIND. RURALLOJA JOSTVET. BICHO DE SETE CABEASIJU IROPELCENTRAL DA CONSTRUOFERRAGENS COTRIJUICOTRIJU-ATEND. AO PRODUTORHORTISULSINDICATO RURALASSOC. ARAIOSTER PNEUS/CHOROESCOLA BARREIROESCOLA CHORONOVA RAMADA COTRIJUIPANAMBIVET. IVO GAERTNERCOMERCIAL TRENTINIPOSTO BR CENTRALSINDICATO RURALSEMENTES VAN ASSPEJUARA COOPERLATESINC.DOS TRAB. RURAISSINDICATO RURALREBELATTO FARM. VETERINRIA

    Uva

    Melancia As frutas esto maturando com peso em torno de

    9 kg (20% a 25% de reduo no peso esperado). Algu-mas reas implantadas e com expectativa de incio de colheita para 20/01 j apresentam frutas maduras. As lavouras apresentam boa sanidade,

    requerendo menores cuidados. Os preos do mer-cado esto entre R$ 0,08 e R$ 0,10/kg na Ceasa-P.A. e, em outros mercados, entre R$ 0,25 e R$ 0,30/kg. A comercializao est bastante complicada, pois as chuvas abundantes na regio sudeste, maior merca-do comprador, reduzem as vendas.

    O Rio Grande do Sul est passando por um mo-mento difcil devido ao fenmeno La Nia que resulta em estiagem. A safra de milho foi totalmente prejudi-cada pela falta de umidade no solo. Vrios produtores tiveram perdas totais e hoje esto acionando o Pro-Agro. Diante disso, tambm teve reflexos na regio a produo leiteira. No entanto, necessrio que tanto o Governo Federal como o Governo Estadual pensem polticas pblicas para que estes efeitos que geral-mente ocorrem a cada cinco anos sejam amenizados. Ainda, criar subsdios para que seja incentivada a irri-gao, bem como a criao de reservatrios de guas para serem utilizados nestes momentos.

    Atualmente, os olhos se voltam para a produo de soja. Algumas lavouras esto com o desenvol-vimento das plantas abaixo do esperado. Porm, a expectativa que a produo ainda possa ser recu-perada, mas para isso necessrio que chova uma quantidade suficiente.

    No dia 14 de janeiro, foi anunciado em Jia uma srie de medidas do Governo Federal para auxiliar centenas de municpios que decretaram estado de emergncia devido h falta de chuvas, alm dos pro-dutores. Agora espera-se que alm disso, a ajuda ve-nha dos cus, a to aguardada chuva. Na sexta-feira, em Iju choveu cerca de 50 milmetros, no entanto, em alguns municpios vizinhos, no foi registrado a chuva.

    Apesar deste cenrio o IBGE divulgou a estimativa da safra de gros para o ano de 2012. No balano est previsto um crescimento de 0,3%, sendo o que no Es-tado ser responsvel pela produo de 67,6 milhes de toneladas, do total de 160,3 milhes de toneladas do pas.

    Outro segmento gacho que est aguardando sua expanso a suinocultura. De acordo com dados pre-liminares divulgados pela Secretaria Estadual, a ex-portao de carne suna para os pases russos e sul-africanos ainda no esto consolidados e nem para a China.

    Na regio da Fronteira do Estado seguem a inten-sificao da entrada de produtos de origem animal. Um novo foco de febre aftosa fez com que fossem redobradas as medidas para que a doena no atin-ja o Estado. O Governo divulgou no incio de 2012 o balano das aes que vem sendo realizadas princi-palmente pelas Supervises Regionais de Iju e Santa Rosa.

    Citros As frutas ctricas encontram-se na fase de desen-

    volvimento. A queda de frutas pequenas em virtude da falta de gua prejudica com mais intensidade as laranjas e menos as bergamotas. No ms de feverei-ro, est previsto o incio do raleio nas bergamoteiras. Entretanto, se a estiagem persistir, esta prtica pode-r no ser realizada, j que o objetivo da mesma reduzir o nmero de bergamotas por planta para que as remanescentes fiquem maiores, e com a queda ocasionada pela estiagem, esta prtica torna-se des-necessria.

    PimentoA cultura vem se beneficiando das ridas condi-

    es do clima, mantendo plantas sadias e frutas de bom tamanho. Algumas lavouras esto com frutos afetados pela forte insolao dos ltimos dias. Os preos mdios esto em R$ 10,00/cx de 10 kg.

  • CYMK

    CYMK

    3Janeiro de 2012

    Em 2012, IBGE prev safra 0,3% maior que em 2011

    A 12 estimativa da safra nacional de cere-ais, leguminosas e oleaginosas indica uma pro-duo de 159,9 milhes de toneladas, superior em 6,9% safra recorde de 2010 (149,6 milhes de toneladas) e 0,2% maior (348.177 toneladas) que a estimativa de novembro. A rea colhida em 2011, de 48,7 milhes de hectares, apresen-tou acrscimo de 4,7% frente rea colhida em 2010, e de 39.305 hectares (0,2%). As trs princi-pais culturas, que somadas representaram 90,3% da produo de cereais, leguminosas e oleagino-sas, o arroz, o milho e a soja, responderam por 82,4% da rea colhida, registrando, em relao ao ano anterior, variaes positivas de 1,7%, 3,5% e 3,3%, respectivamente. No que se refere produo, o arroz, o milho e a soja mostram, nessa ordem, acrscimos de 19,0%, 0,1% e 9,2%.

    O IBGE tambm realizou, em dezembro, o ter-

    ceiro prognstico de rea e produo para 2012, segundo o qual a produo de cereais, legumino-sas e oleaginosas para 2012 estimada em 160,3 milhes de toneladas, superando em 0,3% a sa-fra de gros constatada em 2011.

    Entre as grandes regies, o volume da produ-o apresenta a seguinte distribuio: regio Sul, 67,6 milhes de toneladas; Centro-Oeste, 56,0 milhes de toneladas; Sudeste, 17,2 milhes de toneladas; Nordeste, 14,7 milhes de toneladas; e Norte, 4,3 milhes de toneladas. Comparativa-mente safra passada, houve incrementos em todas as regies: Norte, 7,6%; Nordeste, 25,1%; Sudeste, 0,6%; Sul, 5,3%; e Centro-Oeste, 6,7%.

    Entre os estados, o Paran liderou a produ-o nacional de gros, com uma participao de 19,7%, seguido pelo Mato Grosso, com 19,5%, e o Rio Grande do Sul, com 18,5%.

    A estimativa de 160,3 milhes de toneladas, superando em 0,3% a safra de 2011

    A regio Sul ser responsvel pela produo de 67,6 milhes de toneladas do total de 160,3 milhes de toneladas do pas

    Pesquisadores concluem segunda etapa de estudo da brucelose ovina

    A segunda etapa do estudo sobre a prevalncia de brucelose ovina e dos fatores de risco associado doena no Estado, foi concluda neste ms com a entrega no Instituto de Pesquisas Veterinrias Desi-drio Finamor (IPVDF) do ltimo lote de amostras de soro ovino. O material, cuja coleta foi realizada por mdicos veterinrios do Departamento de De-fesa Agropecuria (DDA) da Secretaria, passar ago-ra por um processo de anlise laboratorial, cujos resultados sero entregues pelo IPVDF ao DDA/SEAPA-RS at o final de janeiro. A segunda fase do trabalho, coordenada pelo chefe do servio de do-enas parasitrias do DDA/SEAPA-RS, mdico vete-rinrio Ivo Kohek Jr, foi realizada a campo e contou com a colaborao de 25 mdicos veterinrios e 25 auxiliares de campo. Os tcnicos realizaram a cole-ta de soro de 1.742 ovinos em 640 propriedades ru-rais em todo o estado. Essa etapa foi realizada entre os dias 12 a 30 de dezembro.

    Durante a terceira e ltima etapa do estudo ser feita a anlise dos dados laboratoriais, junta-mente com a anlise dos dados de campo, como questionrio aplicado aos proprietrios e os pro-cedimentos de palpao dos animais coletados, a serem realizados pelos mdicos veterinrios.

    Os resultados finais devero ser divulgados pelo DDA/SEAPA-RS at o ms de abril. Todos os dados desse estudo sero publicados em revista cient-fica internacional e os resultados individuais de cada animal coletado sero entregues ao seu res-pec