correio rural - edição 54

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Stembro 2011

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  • CYMK

    1Setembro de 2011

    Setembro de 2011 - Ano 4 - N 54 - O Jornal que fala com o Homem do Campo - Distribuio Gratuita

    Concurso de Vinho Artesanal contou com a participao

    de 70 amostrasEmpresas de defensivos agrcolas discutem regulamentao junto

    ao Governo do Estado

    Pgina 3

    Pgina 21

    So Luiz Gonzaga sediar

    4 Encontro de Produtores

    de Milho

    SUSAF debatido em Seminrio em Iju

    Veja nesta edio

    Caderno da 9a FEICAT

    Pgina 5

    Pgina 4

    Zoneamento de Citrus ampliado no Rio Grande do Sul

    Pgina 23

  • 2CYM K

    CYMK

    Setembro de 2011CYMK

    Os canteiros encontram-se em fase de flora-o e maturao dos primeiros frutos na Regio Sul. Est se iniciando a 1 apanha dos frutos ma-duros de morango, mas sendo uma produo re-duzida. Com o clima frio prolongado e dias muito nublados, a qualidade dos frutos est abaixo do desejado. Isso reduz os teores de aucares e di-minui a colorao intensa do fruto.

    Moranguinho

    Impasse na Instalao de empresas de

    defensivos agrcolas em zona urbana dever

    chegar ao fim em setembro

    O excesso de umidade dos ltimos dias, aliado falta de luminosidade, comea a prejudicar o desenvolvimento de algumas lavouras, propor-cionando, inclusive, condies favorveis ao sur-gimento de doenas fngicas, fazendo com que os produtores redobrem a ateno no monitora-mento das mesmas. A aplicao de adubos em cobertura tambm ficou prejudicada, uma vez que as lavouras no apresentavam condies de manejo devido alta umidade presente no solo. Nas lavouras semeadas mais cedo e que se loca-lizam principalmente nas Misses e no Noroeste Colonial, algumas comeam a entrar na fase flo-rao. Todavia, o somatrio destas no alcana 1% do total cultivado este ano, denotando ligei-ro atraso em relao mdia dos ltimos cinco anos, que indica que o Estado deveria alcanar, nesta poca, cerca de 3%.

    Trigo

    A cultura encontra-se na fase de desenvolvi-mento vegetativo com 90% e 10% em florao, sem problemas com pragas e doenas, no mo-mento. As condies climticas foram irregulares no perodo, mas possibilitaram a recuperao de plantas em algumas reas, que estavam estres-sadas em razo das chuvas excessivas e pelas ge-adas consecutivas. Preo de referencia - entre R$ 43,00 e R$ 46,00/sc.

    Canola

    Pontos de Distribuio do Jornal Correio Rural na regio

    As empresas do ramo de defensivos agrcolas esto passando por um impasse que j ultrapas-sa 10 anos. Entre os pontos mais discutidos diz respeito ao distanciamento imposto por uma normativa que indica que seja mantida a distn-cia de 30 metros de residncias. No entanto, a criao dessa Portaria foi baseada em outra nor-matizao do Ministrio do Trabalho e destinada aos agricultores que utilizam o produto.

    Com a mudana do Governo do Estado hou-ve alguns entraves. No entanto, se buscou uma nova negociao que d indcios de que se che-gar a um consenso. Para isso, um grupo de tra-balho foi constitudo e j foram realizados dois encontros. A perspectiva que com a realizao de mais dois o processo seja concludo e que o distanciamento seja visto de outra forma.

    Os representantes das empresas do ramo de defensivos deixam claro que no so contra a fis-calizao da Fundao Estadual de Proteo Am-biental RS (Fepam), que garantam a seguridade ambiental. Apenas discordam com a metragem exigida, o que faria que as empresas se instalas-sem prximas a rodovias o que poderia tornar alvo fcil de quadrilhas.

    Outro ponto que deve ser observado que muitas empresas no teriam recursos para cus-tear uma obra, alm da adequao. Com esta Portaria existe o risco de se ter muitas empresas atuando na clandestinidade, sendo que o comr-cio de produto ficaria restrito apenas grandes empresas.

    Atravs da formao deste grupo de traba-lho espera-se que sejam tomadas decises que olhem atentamente para as condies das em-presas de defensivos agrcolas, observando as questes ambientais e de sade da populao.

    AJURICABA MERCADO DEPIERIFERRAGENS COTRIJUSUPERM. COTRIJUAGROCIAPOSTO CENTRALAUGUSTO PESTANASINDICATO RURALMERCADO PESTANENSELOJA JOSTSUPERM. COTRIJUBOM GOSTOBOA VISTA DO CADEADOCORREIOPADARIA BOA VISTASICREDIPOSTO IPIRANGABOZANOMERCADO MANCHINNIANTONELLO MAT DE CONST.COTRIJUPOSTO BOZANOCATUPESINDICATO RURALSUPERMECADO COTRISAAGROCENTROLOJA JOSTNEDEL DELLA CORTEAGRO CAMPOEMATER

    CORONEL BARROSCOTRIJUILOJAS JOSTEMATERCASA DO PRODUTORCONDORPOSTO COTRIPALSINDICATO RURALPOSTO LATINA DO CENTROMERCADO CONDORJOSILCRUZ ALTAFACCINNICENTROSUL NEG.RURAISAGROCILGARAFFA AGROCOM.RAZERAAGROCILREDEMAQREBELATTO FARM. VETERINRIACRUZ ALTA AGRCOLAAGRICUZBOA SAFRASUL PEASEUGNIO DE CASTROPOSTO SANTA TEREZIMNHAMERCADO FRISKEPOSTO EVERLINGMERCADO WILDNERSIND. RURAL

    JIACOTRIJUPOSTO STA. TEREZINHASIND. RURALLOJA JOSTVET. BICHO DE SETE CABEASIJU IROPELCENTRAL DA CONSTRUOFERRAGENS COTRIJUCOTRIJU-ATEND. AO PRODUTORHORTISULSINDICATO RURALASSOC. ARAIOSTER PNEUS/CHOROESCOLA BARREIROESCOLA CHORONOVA RAMADA COTRIJUPANAMBIVET. IVO GAERTNERCOMERCIAL TRENTINIPOSTO BR CENTRALSINDICATO RURALSEMENTES VAN ASSPEJUARA COOPERLATESINC.DOS TRAB. RURAISSINDICATO RURALREBELATTO FARM. VETERINRIA

    Bovinocultura de corte Os animais criados em campo nativo apresen-

    tam baixa condio corporal em funo da me-nor produo de pasto devido ao frio. O campo nativo est em fase de incio de rebrote, com pa-ralisao no crescimento durante a semana em virtude das condies adversas e das recentes geadas.

    Alface Folhosa mais afetada pela alta e persistente

    umidade do solo e do ar e tambmpela escassa radiao solar dos ltimos per-

    odos. Nos lugares mais baixos, registram perdas totais pelo apodrecimento das folhas baixeiras e de manchas necrticas das demais. Panorama esse que vem afetando a qualidade e a oferta e, consequentemente, a cotao da hortalia no mercado.

  • CYMK

    CYMK

    3Setembro de 2011

    Normatizao de distanciamento de empresas de defensivos agrcolas de residncias est em andamento

    Desde 2001, as empresas que comercializam defensivos depara-se com algumas normas da Fundao Estadual de Proteo Ambiental - RS (Fepam). Esta regulamentao foi criada com base numa Portaria do Ministrio do Trabalho, na qual se exige o distanciamento de 30 metros para os depsitos de defensivos agrcolas de re-sidncias. No entanto, esta realidade era destina-da aos agricultores, estes que utilizam o produto.

    O responsvel pelo licenciamento de empre-sas de defensivos agrcolas e empresrio, Juarez Neme da Costa, explica que a partir desta Porta-ria, o rgo comeou a cobrar das empresas para que cumprissem o distanciamento de 30 metros das residncias. Contudo, a grande maioria a maioria das empresas e em funo do desconhe-cimento desta Portaria no encaminharam o pe-dido de licenciamento e a partir de 2009 come-aram a ser cobradas pela Fundao.

    Juarez ressalta que os empreendimentos sempre foram fiscalizados pela Secretaria Esta-dual de Agricultura. A partir do momento em que a Fepam passou a cobrar surgiram os primeiros problemas. Alguns tcnicos agrcolas pressiona-ram a Associao dos Tcnicos Agrcolas do Rio Grande do Sul (ATARGS) para que resolvesse este impasse. Cerca de 80% das empresas no Estado esto dentro das cidades. No estamos defen-dendo as empresas que esto no centro ou em zona residencial. S defendemos empresas que esto em zona comercial ou mista ou que a Pre-feitura concedeu o alvar de funcionamento da empresa e do depsito, ressalta Juarez.

    As primeiras negociaes partiram da ATARGS com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, na qual resultou na criao de um grupo de traba-lho, que infelizmente no possua nenhuma re-presentante de revenda de defensivos agrcolas. Deste grupo resultou a criao da Portaria 51, que dava condies para que o rgo fiscalizador liberasse a licena ambiental para as empresas que estivesse a menos de 30 metros de residn-cias. Porm, h alguns pontos controversos como a exigncia de equipamentos para medir gases. Este possui um custo de mais de R$ 500 mil, alm de ser necessrio um calibrador para cada pro-duto, o que se torna invivel para as empresas.

    Juarez relata que ao tomaram conhecimento deste fato contaram com o secretrio de Meio

    Ambiente e foi publicada uma nova Portaria 45 que estabeleceu a criao de um grupo de tra-balho para estudar a temtica a qual acrescen-tou a participao do empresrio ijuiense e do engenheiro agrnomo de Giru, Sebastiany. Com a identificao de diversos pontos divergentes na Portaria 51 foi agendada uma nova reunio, mas nem a Fepam e nem a Semana compareceram. Diante dessas circunstncias a Fundao passou a no cumprir a Portaria 51. Apenas uma empre-sa no Rio Grande do Sul garantiu o cumprimento da regulamentao na Justia.

    Um novo Governo assumiu a problemtica no foi resolvida. Assim, procurou-se a Secreta-ria de Agricultura que responsvel pela fiscaliza-o das empresas. Sabamos que a Secretaria ia comear a nos fiscalizar. Ns tnhamos esse impasse e compreendamos que a Fepam estava descumprindo a Portaria 51, lembra.

    O requerimento da licena foi prorrogado at o dia 31 de maio de 201. Sendo que durante todo o ano de 2010 foi realizadas negociaes sem avan-os. No incio de junho, ocorreu publicao de uma nova Portaria pela Secretaria de Agricultura informada que quem no houvesse protocolado o pedido de licena junto a Fepam estariam impedi-das de comercializar defensivos agrcolas no Esta-do. Isto , 220 empresas que estariam impedidas.

    Os empresrios foram surpreendidos. As ne-gociaes voltaram a ser realizadas com a Sema. Cerca de 94 empresas poderiam ser notificadas para que mudassem de local e mais de 220 em-preendimentos que no tinham o que fazer. Ns sabemos que essa norma que a Fepam publicou

    Juarez afirma que negociaes esto bastante avanadas

    no tinha base legal e nem tcnica. A ABNT no pede 30 metros para residncias, no existe ne-nhum Estado condio de 30 metros para li-ce