correio rural 50

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Maio de 2011

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  • CYMK

    1Maio de 2011

    Maio de 2011 - Ano 4 - N 50 - O Jornal que fala com o Homem do Campo - Distribuio Gratuita

    FENII E FECOLONIA

    I Forum da Rede Leite

    Vencedores do Concurso Leiteiro

    da 15 FENAMILHO

    Nesta edio cadernos de aniversrios:

    Ajuricaba, Pejuara e Augusto Pestana

    Pastagem e seus benefciosO alimento maisem conta para o gado leiteiro

    Pgina 19

    Pgina 4

    Pgina 23

    Pgina 23

    Experimentosem tomatesNovas alternativaspara combaterpragas

    Pgina 6

    Produzir semAgrotxicosSeminrio analisapor que to difcil no usar

    Pgina 4

    Sul do Brasil lidera produo de trigo

    Pgina 3

  • 2CYM K

    CYMK

    Maio de 2011CYMK

    As chuvas ocorridas ainda na virada do ms no trouxeram grandes paralisaes no processo de co-lheita, que evolui dentro da normalidade. A partir de agora, a tendncia de que o processo se realize de forma mais gil, uma vez que, com a colheita da soja finalizada, a ateno dos produtores se volte para o milho. Sem problemas de falta de umidade nos l-timos perodos, as lavouras semeadas mais tardia-mente seguem apresentando bom desenvolvimen-to, mantendo os rendimentos mdios obtidos em paridade com as expectativas divulgadas recente-mente. Outro fator que vem ao encontro das expec-tativas dos produtores so os preos praticados para o gro, que se mantm em patamares elevados em relao mdia dos ltimos anos. Nesta semana, a saca de 60 kg foi comercializada no Estado a um pre-o mdio de R$24,87. Uma variao de 0,32% para menos em relao ao valor anterior.

    No perodo houve ocorrncia de chuvas de baixa intensidade na maioria dos municpios do Estado, melhorando as condies de umidade do solo e de disponibilidade de gua para o desenvolvimento das espcies forrageiras nativas e cultivadas, tanto as de primavera/vero em final de ciclo, como as de outo-no/inverno em incio de desenvolvimento vegetati-vo. Embora em alguns municpios da Regio Sul ou Fronteira Oeste o volume acumulado de gua dos reservatrios para dessedentao dos animais ainda seja pequeno, na maioria das regies produtoras do Estado o volume de gua acumulado satisfatrio.

    A colheita da soja se encontra praticamente encer-rada, alcanando 95% da rea plantada nesta safra de 2011. As lavouras que ainda restam e que j se encon-tram maduras, localizam-se em reas mais ao sul e no nordeste do Estado, regies onde tradicionalmente a colheita termina em meados de maio. Assim como o milho, a soja tambm no enfrenta problemas na co-mercializao, uma vez que o produto apresenta boa procura e preos atraentes. Nesta semana, a saca de 60 kg registrou aumento de 0,60% na cotao mdia estadual, o que elevou o preo para R$ 41,72.

    Milho

    Edio nmero 50

    ForrageirasSoja

    Pontos de Distribuio do Jornal Correio Rural na regio

    As primeiras movimentaes em direo prxi-ma safra do cereal comeam a fazer sentir nas regies produtoras. Com a colheita de vero se encaminhando para o final, parte dos produtores comeam os prepa-rativos para mais um ciclo. No momento, as ativida-des ainda se restringem procura de financiamentos e reserva de insumos. Preos baixos e dificuldades na colocao da safra de 2010 e que tanto prejudicaram os produtores ainda repercutem no meio, fazendo com que estes sejam cautelosos nas suas decises em relao ao prximo plantio. Informaes preliminares quanto inteno de plantio do conta de que a rea dever se manter praticamente igual do ano anterior, com uma pequena tendncia de elevao, motivada, talvez, pelos bons resultados obtidos com a comerciali-zao da soja e do milho, o que deixa os produtores em uma situao um pouco mais favorvel na realizao de novos investimentos. Nos prximos dias, a Emater/RS dever finalizar o primeiro levantamento quanto inteno de plantio para a safra 2011.

    Trigo

    com grande satisfao que chegamos a edio de nmero 50, sempre com o in-tuito e a prioridade em levar at voc lei-tor informaes e assuntos que seja de seu total interesse. Mostrando realidades e acontecimentos de nossa regio. Onde somos conhecidas como uma das regies mais produtivas de todo o Brasil. Essa edi-o em ser uma edio especial pra ns, estamos trazendo at voc 3 cadernos de aniversrios.

    Os municpios de Augusto Pestana que est completando 45 anos de emancipa-o. Pejuara que completa no dia 15 de maio seu 45 aniversrio e o municpio de Ajuricaba que conhecido como uma capital do peixe est comemorando tambm 45 anos de emancipao. J na matria prin-cipal desta edio falaremos sobre o Trigo, no qual comea a ser visto como prioridade por grande parte dos produtores. O cultivo que feito no inverno e primavera fonte de muitos produtos que usamos no nosso dia a dia e nada como trazer esse assunto at voc. Tambm uma matria sobre o VI Frum Nacional do Trigo que acontecer na cidade de Iju entre os dias 16 e 17 de maio est entre esse assunto tambm.

    Falaremos ainda sobre a 4 Feira de Ne-gcios da Indstria de Iju (Fenii) e a 4 Fe-colnia que j foi eleita a comisso que ir presidir as feiras. As inscries para partici-pao da feira j esto abertas e os prazos para as industrias de Iju garantir seu espao na feira at o dia 23 de maio. Ainda uma matria sobre experimentos em estufa de tomate, mostrando as armadilhas para com-bater a traa do tomate.

    A Emater/RS-Ascar e entidades estaduais aprovam instrumento para facilitar o acesso ao crdito dos produtores tambm assun-to dessa edio. Um artigo sobre pastagem na pgina 19 ir mostrar que os estudos comprovam que a pastagem, hoje um dos alimentos mais em conta para a alimenta-o do gado leiteiro na economia do final do ms. Por tanto, teremos ainda mais matrias e assuntos de interesse do leitor.

    O Correio Rural homenageia e parabeni-za todas as Mes pela passagem de seu dia comemorado no dia 8 de maio. Parabns a todas as mes rurais!

    AJURICABA MERCADO DEPIERIFERRAGENS COTRIJUSUPERM. COTRIJUAGROCIAPOSTO CENTRALAUGUSTO PESTANASINDICATO RURALMERCADO PESTANENSELOJA JOSTSUPERM. COTRIJUBOM GOSTOBOA VISTA DO CADEADOCORREIOPADARIA BOA VISTASICREDIPOSTO IPIRANGABOZANOMERCADO MANCHINNIANTONELLO MAT DE CONST.COTRIJUPOSTO BOZANOCATUPESINDICATO RURALSUPERMECADO COTRISAAGROCENTROLOJA JOSTNEDEL DELLA CORTE

    AGRO CAMPOEMATERCORONEL BARROSCOTRIJUILOJAS JOSTEMATERCASA DO PRODUTORCRUZ ALTAFACCINNICENTROSUL NEG.RURAISAGROCILGARAFFA AGROCOM.RAZERAAGROCILREDEMAQREBELATTO FARM. VETERINRIACRUZ ALTA AGRCOLAAGRICUZBOA SAFRASUL PEASEUGNIO DE CASTROPOSTO SANTA TEREZIMNHAMERCADO FRISKEPOSTO EVERLINGMERCADO WILDNERSIND. RURALJIACOTRIJU

    POSTO STA. TEREZINHASIND. RURALLOJA JOSTVET. BICHO DE SETE CABEASIJU IROPELCENTRAL DA CONSTRUOFERRAGENS COTRIJUCOTRIJU-ATEND. AO PRODUTORHORTISULSINDICATO RURALASSOC. ARAIOSTER PNEUS/CHOROESCOLA BARREIROESCOLA CHORONOVA RAMADA COTRIJUPANAMBIVET. IVO GAERTNERCOMERCIAL TRENTINIPOSTO BR CENTRALSINDICATO RURALSEMENTES VAN ASSPEJUARA COOPERLATESINC.DOS TRAB. RURAISSINDICATO RURALREBELATTO FARM. VETERINRIA

  • CYMK

    CYMK

    3Maio de 2011

    Trigo, opo de economia na produo de inverno

    Caminho-feira valoriza cadeia produtiva de peixes

    O trigo (Triticum aestivum) uma planta de ciclo anual, cultivada durante o inverno e a primavera. O gro consumido na forma de po, massa alimentcia, bolo e biscoito. , usado tambm como rao animal, quando no atinge a qualidade exigida para consu-mo humano. O trigo ocupa o primeiro lugar em volume de produo mundial. No Brasil, a produo anual oscila entre 5 e 6 milhes de toneladas. Cerca de 90% da produo de trigo est no Sul do Brasil.

    Na regio do Noroeste Gacho, a cultura est presente nas propriedades rurais como uma opo econmica de produo de gros no inverno favorecida por alguns fatores im-pulsionadores como: estrutura logstica e infra-estrutura das propriedades adequadas a produo do cereal, opo para diluir cus-tos fixos, agricultores com bom conhecimen-to tcnico e adequado aporte de assistncia tcnica, boa opo para cobertura do solo com palhada, crdito e seguro agrcola dispo-nveis, pesquisa atuante no setor e entidades presentes nas discusses da cadeia do trigo.

    Alguns fatores restritivos como problemas climticos que dificultam a produo de trigo po e trigo melhorador (de melhor qualida-

    O trigo vem se tornando uma tima opo na produo de inverno, no somente para tratar o solo com na economia dos produtores

    O Congresso Nacional discute a modifica-o do Cdigo Florestal Brasileiro que trar grandes mudanas no cenrio florestal e do agronegcio. A criao de um cdigo medi-da urgente e necessria para adequao do assunto ao cenrio globalizado que vivemos hoje. Isto porque, desde a edio do primei-ro Cdigo Florestal Brasileiro, em 1934, a lei ambiental vem sofrendo apenas remendos e por isso permanece arcaica, imprecisa e fora da realidade dos tempos modernos. No de-bate poltico duas frentes se confrontam: de um lado a bancada ruralista e de outro lado a bancada ambientalista. Nas discusses le-gislativas duas correntes apresentam os prs e contras da reforma. Os polticos verdes e a bancada ruralista. O debate entre os dois lados ferrenho, contudo as autoridades de-vem ter muita cautela e bom senso para edi-tar uma lei que atenda ao seu destinatrio final: o meio ambiente e o povo brasileiro. preciso pensar em estratgias de longo pra-zo para evitar medidas essencialmente puni-tivas como vem acontecendo ao longo dos anos. lamentvel ver o Poder Pblico, em especial o Executivo e o Judicirio, insistindo em multas e penalidades bastante severas sem ao menos ter feito uma campanha de educao ambiental ou uma poltica adequa-da. indispensvel o debate de idias com conhecimento cientfico e as decises sejam ponderadas, pois o meio ambiente um di-reito constitucional difuso, no pertence aos produtores, tampouco aos ambientalistas.

    Esperamos que o novo Cdigo Flores-tal tenha um olhar a frente, mas de for-ma atenta aos erros do passado. preciso inovar na pluralidade de temas, contudo sem deixar de r