correio rural 30 de janeiro de 2015

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Correio Rural 30 de janeiro de 2015

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  • Viamo realiza

    workshop colaborativo

    Pgina 3

    Vence nesta sexta-feira prazo para pagar IPVA 2015 com at 23% de desconto

    Pgina 6

    FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.224 | 30 DE jANEiRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

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    Neste sbado a etapa regional acontece em Guaba

    Pgina 4

    Praias do Litoral Norte e de Itapu esto prprias para banho Contracapa

  • 30 DE janEiro DE 2015WWW.CorrEiorUraL.CoM.Br2

    Est na memria, ainda, quando h algum tempo havia uma campanha intensa, por parte de ecologistas, gelogos, meteorologistas e preservacio-nistas da natureza, no sentido da urgente necessidade de uso consciente, reduo de consumo e no desperdcio da gua. A voz da campanha baixou um pouco quan-do os divulgadores foram apelidados de ecochatos, mas continuaram alertando no sentido da preservao das nascentes e dos mananciais aquferos, assim como cla-mando pela despoluio e manuteno da limpeza constante das fontes de captao do lquido precioso. A populao crescen-te no deu ouvidos.

    A previso era de que, se no fossem adotadas formas racionais de uso da gua, perto estaramos de um colapso no abas-tecimento, com consequncias graves que viriam a atingir, tambm, o fornecimento de energia. Tinham como razo para seus chamamentos o to propalado aqueci-mento global, que redunda em mudanas climticas nos mais diversos pontos do globo terrestre.

    Dois teros da superfcie do nosso planeta constitui-se de gua. Cerca de 97% deste volume so os cinco oceanos, salgados. 3%, ou menos, apenas, so de guas doces. Destas, somente um tero acessvel ao consumo humano. Segundo estudos, o Brasil tem no seu solo 12% de toda gua doce disponvel no mundo. A Amaznia tem 54% deste manancial. H o Aqufero Guarani que ocupa 157 mil Km de subsolo do centro-sudoeste e sul do pas. Ainda temos o queijo na mo, basta saber como usar a faca.

    O racionamento (com ameaa de cor-te total no fornecimento) em So Paulo e em algumas localidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e os apages de energia ocorridos nas ltimas semanas, so avisos preocupantes de que chegamos no limite, sem falarmos na regio nordeste onde o drama tornou-se existencial. Estamos beira de um grave problema e s nos resta uma alternativa: preservar atravs da con-teno e do uso adequado. Caso contrrio, teremos o fim da gua.

    EDiTORiAL

    Pedindo gua

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    jornal@correiorural.com.br www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    milton.santos@correiorural.com.br

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo RBS

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    DetalhesAs crnicas do cotidiano e as informaes de bastidores

    POR MiLTON SANTOS

    MC e DJ, Vila Augusta em destaqueLembro quando um professor de Cincias, em sala de

    aula, perguntou aos alunos: vocs gostariam de ser um

    gato ou um cachorro? Logicamente as respostas foram

    variadas e houve at quem respondesse que queriam ser

    outros animais. Mas o cachorro foi a maioria da escolha.

    Houve at alguns alunos que mudaram de opinio

    aps ouvirem a breve explicao feita pelo professor a

    respeito da vida destes animais.

    O gato, por natureza, um bicho independente.

    Apesar dos mimos ele no leva ningum para compadre

    e logo mostra as unhas. Sai de casa a hora que quer,

    pela porta ou pela janela, no escolhe altura, vai para o

    telhado, escala muro e... da famlia do tigre, da ona,

    da puma, do leopardo, esses que sobem em qualquer

    rvore para buscar sua presa seja l na altura que for. O

    cachorro dependente e, mesmo roncando grosso, quer

    tudo na boca e precisa ser mandado, executa ordens.

    S sai pela porta. Pula

    pela janela s se esta

    for em baixa altura.

    da famlia do leo, no

    sobe em rvore. Fica

    l embaixo latindo,

    rosnando, urrando, na

    esperana de que a

    sua presa desa ou se

    despenque de l.

    Ento? Voc, leitor,

    quer ser um gato ou um

    cachorro?

    Outro assunto.

    Vemos na TV

    diariamente, em canais

    de msica e de shows,

    exibies de cantores,

    msicos, apresentadores, danarinos, malabaristas...

    Dentre estes artistas que sobem aos palcos, h um bom

    nmero de protagonistas que agradam, principalmente,

    aos jovens. Usam uma linguagem popularesca, com

    grias e ditos que levam a rebolados, a passos e a

    danas que reproduzem contorcionismos. Usam bon.

    o fenmeno artstico e musical do momento. So os MC

    e os DJ. Pergunto: voc gostaria de ser um MC ou um

    DJ?

    O Google explica: MC um acrnimo de Mestre de

    Cerimnias, que se pronuncia eme ci. Um MC pode

    ser um artista que atua a nvel musical ou pode ser o

    apresentador de um determinado evento que no est

    necessariamente ligado a uma manifestao musical. As

    primeiras manifestaes de um MC surgiram na msica

    jamaicana, onde em festas homens usavam o microfone

    para animar o pblico. Mais tarde, nos Estados Unidos,

    o MC nas funes conhecidas hoje em dia, apareceu

    no mbito do hip hop. Em muitos casos, o MC ajuda

    o trabalho do DJ. No Brasil, os MCs ganharam muita

    popularidade nos ltimos anos e normalmente esto

    includos no gnero musical hip hop e funk. A maioria

    dos MCs esto envolvidos no funk. Os MCs escrevem as

    suas letras e as comunicam ao pblico em rap.

    Um disc jockey, DJ, um artista profissional que

    seleciona e toca as mais diferentes composies,

    previamente gravadas ou produzidas para um

    determinado pblico alvo, trabalhando seu contedo

    e diversificando seu trabalho em rdios, TV, pistas

    de dana, bailes, clubes, boates e danceterias. DJ

    foi utilizado para descrever primeiramente a figura

    do locutor de rdio que introduzia e tocava discos,

    posteriormente o long play, mais tarde compact disc

    laser (CD) e, atualmente,

    emprega o uso do mp3.

    Popularizou-se pelos DJs

    jamaicanos, que tocavam

    principalmente discos

    estadunidenses de R&B nos

    sistemas de som e faziam

    sucesso entre a populao

    menos privilegiada que no

    tinha condies de ter rdio

    ou toca-discos.

    Nessa onda artstica

    Viamo est por cima. Na

    Vila Augusta, Juliano, 22

    anos, buscou inspirao em

    uma das mais premiadas

    sries de TV dos Estados

    Unidos para criar seu grupo,

    a Famlia Soprano. Em 2008, apaixonado por hip hop e

    pelas rimas, fundou o Sopranos MCs. Inicialmente um

    grupo, acabou virando uma dupla, pela sada de alguns

    integrantes. H cerca de um ano, Fernando, 23 anos,

    passou a ser o parceiro de Juliano nas rimas. Juliano

    diz: Eu sempre fiz rima e o Fernando tambm. Cada

    um fazia em sua casa, em cima de batidas eletrnicas,

    e gravava no celular. Quando me contou chamei ele para

    formar o grupo. Colocamos esse nome pois Soprano

    um naipe vocal feminino mais agudo, mas tambm

    vem sendo alcanado por homens. um estmulo para

    chegar nesse nvel. Com um rap forte e letras que

    mostram o dia a dia de suas vidas e da comunidade

    Vila Augusta, a dupla dos Sopranos comea a chamar

    a ateno na Regio Metropolitana. Foram notcia no

    Dirio Gacho de 27 de janeiro.

  • 30 DE janEiro DE 2015WWW.CorrEiorUraL.CoM.Br 3

    OMASKARA

    As areieirasEm ritmo de veraneio, a Cmara no aprovou o Projeto de Lei que pro-

    punha acabar com essa baguna apelidada de explorao de recursos mi-

    nerais, chulamente conhecida como a questo das areeiras. O governo quer

    instituir taxas de controle, acompanhamento e fiscalizao das atividades de pesquisa, lavra, explorao e aproveitamento de recursos minerais no muni-

    cpio. Mas a oposio soterrou a iniciativa. Botou areia na ideia. Quer um

    debate mais aprofundado, quer cavocar mais fundo na questo mineral.

    O resultado da votao foi 10X10. O presidente da Casa, vereador Ederson

    Machado, o Ddo do PT, desempatou e disse: No estamos dizendo que a lei no necessria e importante, mas precisamos ouvir a sociedade e prin-

    cipalmente os envolvidos no projeto de explorao mineral...

    Aaaaaah! Sim! Ouvir, principalmente, os exploradores minerais... J en-

    tendi!

    O poeta sem pautaA falta de pautas na cidade parada um problema. Como no sou do

    tipo que viaja na maionese das redes sociais, achei um tempinho pra fazer uns versinhos.

    Vero praia, mania de brasileiro/ comparar doleiro com petroleiro./ No

    mar da Cidreira chama ateno o pesqueiro/ e em Itapu o veleiro./ Prefiro o meu travesseiro,/ do que pensar no vespeiro./No sonho, chuta forte o

    boleiro,/ azar do goleiro./ Acordo inteiro/ pronto pra me tornar um festeiro...Baaaah! Ruim das letras, no ? Mas t bem melhor do que as trapa-

    lhadas de nmero e grana do Cerver, do Costa, do Youssef, do Baiano e

    outros...

    MedalhasA deputada Marisa Formolo, do PT, resolveu, nos minutos finais de seu

    mandato, conceder homenagem a 21 familiares seus, com medalhas de

    honrarias do parlamento gacho. Deputados e a direo do prprio partido

    mandaram ela devolver, mas ela garante que est usando suas prerrogat