correio rural 28 de agosto de 2015

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Correio Rural 28 de agosto de 2015

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.253 | 28 DE AGOSTO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

    Braslia no pagou, mquinas paradasPgina 3

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    Mquinas Para a zona rural esto Paradas

    a semana da Pessoa

    com deficincia

    Contracapa

    de repente 97Pgina 3

    Em maro deste ano a Prefeitura de Viamo entregou comunidade 36 vecu-los novos adquiridos atravs de convnios, recursos prprios e Emendas Parlamen-tares. Do total, trs veculos que estavam destinados a atender especificamente as estradas da zona rural, ainda aguardam liberao do recurso para quitar a com-pra. So duas motoniveladoras e um ca-minho caamba. Os veculos foram ad-quiridos atravs de Emenda Parlamentar do deputado federal Ronaldo Zulke (PT), garantida em dezembro de 2013, atravs do Ministrio do Desenvolvimento Agr-rio. O contrato de repasse foi celebrado atravs da Caixa Econmica Federal, mas

    at o momento no houve o depsito na conta do valor do recurso de R$ 1 milho por parte do governo federal.

    Diante da urgncia em fazer uso das mquinas, solicitamos autorizao da Caixa Econmica Federal para quitar-mos o fornecedor com recurso prprio da Prefeitura e vistoria das mquinas para liberarmos o uso, mas isso nos foi nega-do, pois somente o Ministrio pode fazer o pagamento na conta vinculada ao con-trato de repasse. Com isso, a manuteno das estradas da zona rural ficam prejudi-cadas e, por conseguinte o escoamento da produo, desabafa o prefeito Valdir Bonatto.

  • 28 de AGOSTO de 2015WWW.CORReIORURAL.COM.BR2

    O tema corrupo um dos mais preferidos nas con-versas. H uma indigna-o geral pelas sucessivas notcias de escndalos e, pior, sem vislumbre de punio imediata se houver.

    Mas o que precisa entrar nas ro-das de conversa dos segmentos sa-dios da sociedade, como podemos combater a corrupo, e como faz--lo. Sociologicamente, a corrupo no um problema brasileiro, nem uma questo moral. Ela um fen-meno universal associado opor-tunidades. Segundo estudiosos das reas econmicas e sociais, os prin-cipais fatores que levam corrup-o so a falta de transparncia, a concentrao do poder em poucas pessoas e o monoplio do poder econmico. Sugerem que poss-vel combater a corrupo criando condies para que esta no ocorra. Simples, no ?

    Agora, precisam todos ter a conscincia de que o Brasil no vai se tornar um pas desenvolvi-do se no combater vigorosamente a corrupo. No Brasil foi regu-lamentada a Lei Anticorrupo, fruto dos protestos que ocorreram no Pas. A lei brasileira baseou-se na legislao americana FCPA e na inglesa UK Bribery Act, que so bastante rigorosas com empresas que cometem atos de corrupo. Resta saber se a penalidade no Brasil rigorosa. Parece que no!

    Pois o Brasil tem uma boa oportunidade, com a promulgao da Lei Anticorrupo, de evoluir como sociedade e combater esta praga, mas ultimamente estamos prdigos em perder oportunidades quando as janelas se abrem. Esta tarefa no apenas do governo, mas da sociedade civil, das empre-sas e, principalmente, das pessoas que tm condies e conscincia de agir no seu dia a dia com tole-rncia zero corrupo.

    EDITORIAL

    Combate corrupo

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    [email protected] www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    [email protected]

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo RBS

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    detalhes as crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILTON SANTOS

    Citaes que ficam

    OMASKARA

    PMDB em polvorosaA conveno do PMDB de Viamo programada para este

    final de semana foi adiada para 17 de outubro, por interven-o da direo estadual, mais especificamente do presiden-te Ibsen Pinheiro. Oficialmente a executiva municipal no se manifestou, mas o grupo de oposio ao atual presidente Jair Mesquita foi s redes sociais e soltou o verbo.

    A chapa encabeada pelo vereador Joozinho da Sade ago-ra vai ter tempo para se articular e, quem sabe, fazer frente tur-ma do Sarico. O problema que a eleio ser depois do prazo de transferncia de partidos, ou seja, quem perdeu, vai ter que ficar no PMDB e danar a msica de quem ganhou.

    A no ser que a janela da infidelidade salve os desconten-tes. O certo que sero dias de muita articulao.

    As mquinas na praaO estilo Bonatto de governar no se caracteriza por fac-

    toides ou aes pirotcnicas, mas desta vez o prefeito agiu rpido e no perdeu a oportunidade. Na esteira do anncio da presidente Dilma que vai liberar R$ 500 milhes para emen-das parlamentares, mandou colocar na praa as mquinas e o caminho que esto parados espera do dinheiro que o Governo Federal precisa mandar para pag-las.

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    Reao imediataA emenda foi conseguida pelo ento deputado Ronaldo

    Zulkhe do PT, juntamente com o vereador Ddo. Realmente o recurso foi empenhado, ou seja, a emenda foi liberada de fato. Mas, depois das eleies de 2014, a fonte da compa-nheirada secou. Resultado: vai ter muito parlamentar petista passando vergonha, sem poder cumprir as promessas fei-tas. A Dilma vai deix-los com o pincel na mo.

    De repente eles fazem uma vaquinha, igual fizeram para o Z Dirceu, e pagam essas mquinas.

    Reao rpidaDdo Machado rapidamente, por meio da assessoria da

    Cmara, reafirmou que esta emenda para Viamo ser paga no pacote anunciado pela Dilma. Mas, enquanto o dinheiro no vier de fato, as mquinas no sairo da praa. Pelo me-nos o que dizem os mais prximos de Bonatto.

    Lago Tarum em obrasA Prefeitura de Viamo, capitaneada pelo engenheiro Nil-

    ton Magalhes, est trabalhando firme no entorno do Lago Tarum. O objetivo fiscalizar, identificar, notificar e multar se for preciso, os proprietrios de residncias que jogam seu esgoto dentro do lago. Durante toda a semana uma mquina est abrindo o valo em torno do Lago e descobrindo os ca-nos que jogam sujeira nas guas do Tarum.

    Desde muito tempo essa ao deveria ter sido feita, mas as gestes anteriores nunca fizeram. E ainda se do ao di-reito de ir pra rede social falar que o Lago est sujo. Era s olhar pro vizinho ao lado.

    O j consagrado cronista do CR, Pano Terra, ao enviar o texto da semana passada, quando fez referncia ao falecimento do Bito, alcanou-me uma conhecida citao de Plato, que est grafada na lpide do tmulo de Telly Savalas, o ator que consagrou Kojak nas telas. A citao: "A hora da partida chegou e seguimos nossos caminhos: eu para morrer e voc para viver. O que melhor s Deus sabe".

    Gosto de ler citaes, sentenas. Elas entram na mente e levam meditao, reflexo. Podem ser lindas, ou filosficas, mais ou menos simples e, quem sabe, at complicadas no seu entendimento. Mas ficam. Esto na citao de nomes famosos e, tambm, de simples pensadores annimos; tambm saem de profissionais dos mais diversos ramos de atividades. Vejam esta: Entre o preto e o branco h o cinza. Entre as luzes e as trevas existe o crepsculo. E at o feio e o bonito variam conforme o gosto. Esta do jornalista Zuenir Ventura.

    At ns, o Pano, eu e outros que escrevem semanalmente nos nossos jornais, temos a capacidade de criar frases, de fazer citaes. E fazemos. Fica ento a dvida sobre os efeitos que nossos escritos causam nos leitores. Ser que nossas frases ficam na mente das pessoas que nos leem? Pelo sim, pelo no, procuro seguir a frase do escritor Affonso Romano de SantAnna: Quando no sabemos como dizer certas coisas, pedimos a voz do poeta emprestada e entoamos uma verdade simblica.

    Filosofia popularSobre este assunto de frases, conversando com um amigo, professor que dividiu comigo as salas de aulas do Aorianos, ele sentenciou que a filosofia popular fantstica. , realmente! Produz frases que lemos nos locais menos esperados. Vejam estas: Existo porque insisto; Os ltimos sero desclassificados; Olhar para a fonte no mata a sede; Quem cedo madruga passa o dia com sono; Perigo no um cavalo na pista, mas um burro na direo.

    Combate s doenasA humanidade vive um momento em que tudo ocorre com uma velocidade alucinante. A cada instante surgem novidades nas mais diversas reas da civilizao terrestre. Avanos cientficos e tecnolgicos so notcias sistemticas, as quais nos do a perfeita viso do porqu da longevidade humana. Novos planetas so descobertos e j h a busca por vida em outras instncias da galxia. A medicina empreende estudos e pesquisas alcanando estgios adiantados para a aniquilao e conteno definitivas de doenas.

    O sculo XX foi o da Fsica, da diviso do tomo e da biotecnologia, antecedido pela era das medicinas curativa e preventiva. O sculo XXI est a, ocupando esta velocidade dos avanos, com seus progressos e descobertas da gentica o que nos coloca na era genmica e na fase da medicina preditiva. Esta, mais do que intervir a partir dos sintomas de doenas da humanidade, instaladas de formas diferentes no corpo dos cidados, parte para atuar na raiz das predisposies genticas das doenas.

    No h dvida, crescem as esperanas de cura para centenas de doenas genticas que infernizam a humanidade.

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    PANOpra manga

    POr PANO TerrA

    De repente 97Voc conhece algum com 97 anos de vida? Pois bem, eu conheo. Para se

    chegar aos 97 anos preciso ter nascido em 1918. Em 1918 o mundo rumava para o final da 1 Guerra Mundial (1914-1918). Foi o incio da guer