correio rural 25 de setembro de 2015

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Correio Rural 25 de setembro de 2015

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.257 | 25 DE sEtEMBRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

    Tradio na chuva e na avenidaContracapa

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    TALENTOS DA TERRA 20 DE SETEMBRO

    Lanamento de CDOs msicos viamonenses Marco Binatti, Daniel Fraga, Odilon e Ricardo lanam o CD do Grupo

    Os Atvicos. Ser neste domingo, 27 de setembro, s 19h30min, no Espao Viandantes, rua Francisco

    Carvalho da Cunha, 319, bairro Mendanha. Entrada franca e, no local, venda do CD a R$ 10,00.

    Um homem chamado vingana Pgina 3

  • 25 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR2

    Ns, gachos, com garbo cantamos o Hino Rio--grandense. Mas, neste momento, a voz sai apertada da gar-ganta e um azedo arranha as cor-das vocais para dizer que sirvam nossas faanhas de modelo a toda a terra.... O quadro que o nosso es-tado mostra para todo o Brasil no de um minuano vigoroso e va-lente mas, sim, de um torvelinho danoso que assola as coxilhas dos pampas. Ningum nem mesmo o Maranho, vejam! quer as nossas faanhas como modelo.

    A questo das finanas do esta-do, que est com o cofre raspado, necessita de imediata soluo. Po-rm, no momento em que a faanha desta busca se intensifica, foge o di-logo e afloram a politicagem par-tidria rasteira e a grosseria bestial da ofensa.

    No de agora que os gachos vm sentindo os efeitos dessa crise. Sucessivos governadores viraram administradores de dvidas, fazen-do malabarismos para conseguir in-vestir no bsico. H quem coloque o incio de tudo no 20 de setembro de 1996, data em que foi selado o acor-do que, em 1998, levaria a Unio a assumir a maior parte da dvida pblica do Rio Grande do Sul, um Estado ento beira da falncia. Mas, na verdade, a origem do rom-bo remonta a pelo menos 40 anos. No h um nico culpado. resul-tado de uma combinao crnica e perniciosa de gastos excessivos e descontrole financeiro, cujos efeitos foram potencializados por crises econmicas nacionais e interna-cionais. Durante dcadas, governo aps governo, a estratgia foi gerar dficits. E, assim, chegamos a este momento.

    Pior que, neste momento que a faanha exige a congregao de esforos, no h unio dos trs po-deres e dos partidos no Rio Grande do Sul. E este o maior mal. Todos puxam para lados opostos. Enquan-to algum no conseguir liderar verdadeiramente o Estado, no va-mos sair desta queda livre rumo a falncia total e irreversvel.

    EDItORIAL

    Nossas faanhas

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    [email protected] www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    [email protected]

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo CG

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    Detalhes As crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILtON sANtOs

    O maior presente de Viamo

    OMASKARA

    #movimentodoboloMais de 400 prefeituras gachas estaro engajadas no mo-

    vimento coordenado pela Federao das Associaes de Muni-cpios do Rio Grande do Sul (Famurs), hoje, sexta-feira. O obje-tivo do protesto alertar sobre a crise financeira dos municpios do Rio Grande do Sul. Em 2015, os municpios sofrero um prejuzo de R$ 776 milhes nos repasses do ICMS e do FPM. Outro problema que agrava essa situao a concentrao de recursos nos go-vernos estadual e federal. Atualmen-te, apenas 18% das receitas do bolo tri-butrio so destina-das para as prefei-turas. A Unio fica com a maior fatia, 57%, enquanto os Estados recebem 25% do bolo.

    Em Viamo, o protesto acontecer antes do horrio de ex-pediente, bem cedinho da manh, em pontos estratgicos da RS 040, com distribuio de material informativo, por secret-rios, diretores e funcionrios da Prefeitura.

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    Tamanho da crisePara se ter uma ideia do tamanho da encrenca, Bonatto

    no tem escondido a sua preocupao com o pagamento da folha de funcionrios, que normalmente paga no ltimo dia til do ms. Viamo uma das poucas cidades que no re-duziu drasticamente o ritmo de servios como manuteno de vias, mas, se a situao financeira do pas no melhorar, cortes acontecero.

    Arrasto em ViamoCom a aprovao pelo TSE do registro do partido Rede

    Sustentabilidade, liderado nacionalmente por Marina Silva, abre-se uma janela informal para que vereadores possam trocar de partido sem correr o risco de perder o mandato. Ser que em Viamo algum ser arrastado pela Rede?

    Com a palavra, os edisSerginho (PT) reclamou do veto do prefeito ao seu projeto

    de lei que proibia os poderes Executivo e Legislativo de Via-mo de celebrar ou prorrogar o contrato com empresas, que tenham efetuado doaes eleitorais: Muito estranho isso, por-que estamos debatendo h muito tempo, que a origem das mazelas polticas h de vir destes financiamentos privados.

    Nadim (PP) rebateu: Pena que o Serginho, quando esteve no comando no criou esse projeto, porque parece, ento, que naquela poca os financiamentos eram bons. A Petrobras finan-ciava as campanhas da Dilma e agora j est tudo esclarecido.

    Sopa de letrinhasCom a Rede, agora o Brasil soma inacreditveis 34 agre-

    miaes polticas. O 33, tambm registrado nesta ltima se-mana o Partido Novo, que ainda no tem diretrio no RS.

    O viamonense Joo Carlos Rodrigues, que jornalista e consultor de comunicao, viveu 35 anos na Vila Ceclia e agora est em Braslia. Ele enviou crnica em homenagem a Viamo a qual repasso para os leitores. Vejam:

    Viamo chega jovem e cheia de energia aos 274 anos, mesmo diante das adversidades impostas por um pas marcado pela injustia social. Por trs de sua jovialidade, est a fora de trabalho de sua gente, que em sua maioria nem tem tempo para celebrar a data de fundao do municpio. Neste momento de comemoraes de mais um aniversrio, os viamonenses no podem perder a perspectiva de que so o grande presente da cidade, porque do a ela pulsao para seguir em frente, em busca de um desenvolvimento socioeconmico mais dinmico e justo, a fim de garantir a melhoria de sua qualidade de vida.

    A gente de Viamo grande parte sada de outros municpios gachos, de estados acima do Rio Mampituba e de pases vizinhos ou alm-mar tambm o seu grande patrimnio. So negros, mestios, ndios e brancos, majoritariamente trabalhadores pobres e de classe mdia baixa e remediada, que saem todos os dias de suas casas, faa sol ou chuva, para trabalhar e/ou estudar.

    esse vai e vem incessante que movimenta a economia local, permitindo a gerao de renda e de empregos para parte dos seus mais de 251 mil habitantes, espalhados em dezenas de vilas e bairros, a maioria ainda carente de servios pblicos essenciais, resultado do descaso secular. o desprendimento de sua gente que faz de Viamo um bom lugar para viver.

    Sem desconhecer a importncia de reverenciar o passado do municpio, entrelaado historicamente colonizao e s lutas que marcaram o territrio rio-grandense, impe-se aproveitar este setembro para exaltar o que Viamo tem de melhor e mais valioso, a sua gente. Com sua coragem e determinao, ela cumpre seu destino de resistir para sobreviver, mantendo vivo o legado de seus primeiros habitantes, os ndios mby-guaranis e caigangues. Parabns, viamonenses!

    Vou-me embora pra ViamoCoincidncia. Sonhei que estava morando numa cidade longe de Viamo. Insatisfeito, queria voltar. Ao me acordar, veio mente as estrofes de Manuel Bandeira em Vou-me embora pra Pasrgada. Com o devido respeito, roubei alguns versos daquela obra literria e fiz o meu Vou-me embora pra Viamo, respondendo ao meu sonho.Vou-me embora pra Viamo/ L sou amigo de todos, sei/ L tenho a natureza que eu quero/ Com a viso que escolherei/ Vou-me embora pra Viamo.Vou-me embora pra Viamo/ Aqui eu no sou feliz/ L a existncia uma ventura/ De tal modo consequente/ E como farei ginstica/ Andarei de bicicleta/ Montarei em cavalo brabo/ Subirei no Morro Grande/ Tomarei banhos no Fiza!/ E quando estiver cansado/Deito na beira do riacho/ Mando chamar a lambari-me/ Pra me contar as histrias/ Que no tempo de eu menino/ Etelvina vinha me contar/ Vou-me embora pra Viamo.Em Viamo tem tudo/ outra civilizao/ No tem processo seguro/ Pra impedir a corrupo/ Mas tem telefone celular/ Tem cachaa vontade/ Tem tantas coisas bonitas/Pra gente admirar e cantar.E quando eu estiver mais triste/ Mas triste de no ter jeito/ Quando de noite me der/ Vontade de me mandar/ L sou amigo de todos, sei / Terei a natureza que eu quero/Na viso que escolherei/ Vou-me embora pra Viamo.

  • 25 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR 3

    Semana da SadeDentro das comemoraes do seu 3 aniversrio, o Lions Clube Viamo Nossa

    Senhora Aparecida promoveu a Semana da Sade, de 21 a 23 de setembro, em conjun-to com o seu Ncleo Viamo Velha Capital, integrado por senhoras da comunidade. Durante trs dias, no Calado Tapir Rocha, no centro, esteve a Unidade Mvel de Sade, da Fundao de Assistncia do Distrito LD3 de Lions Clube, com mdico of-talmologista que realizou centenas de exames de acuidade visual em alunos da escolas das redes pblicas de Viamo. Aqueles que necessitaram de uso de culos, receberam, gratuitamente, as lentes e as armaes numa deferncia da tica Real, de Viamo. No calado, durante a semana, estiveram tambm dando apoio o Grupo Viamama, com orientaes sobre a preveno do cncer de mama, a Escola Valentia, atravs de pro-fessores e alunos do curso de Enfermagem que realizaram aferio de presso arterial e teste de glicemia.