correio rural 23 de outubro de 2015

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Correio Rural 23 de Outubro de 2015

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.261 | 23 DE OUTUBRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    economia para os cofres pblicos

    sem desperdcio: prefeitura reduz r$ 400 mil em dirias de viagens

    Em comparao com o mesmo perodo da gesto Alex Boscaini, a reduo supera os 90%. Pgina 3

    entrevista com o prefeito Pgina 3

    Rua Bento Gonalves, 891 Centro

    TELE-buSCA: 3446.5433

    APrESEnTE ESTE AnnCio E gAnhE umA

    hidrATAo PArA o SEu Amiguinho.

    GASTOS COM DIRIAS GESTO 2009-2012 GESTO 2012-2016

    ANO VALOR* ANO VALOR

    2009 R$ 83.425,27 2013 R$ 10.881,09

    2010 R$ 204.505,38 2014 R$ 12.061,08

    2011 R$ 181.911,90 2015 R$ 16.766,64

    TOTAL R$ 469.842,55 TOTAL R$ 39.708,81

    *Valores corrigidos at dezembro do ano correspondente (2009/2013; 2010/2014; 2011/2015)

  • 23 DE outuBRo DE 2015WWW.CoRREIoRuRAL.CoM.BR2

    Os administradores go-vernamentais, polticos que se apresentam para assumirem o mando do pas, do estado, do municpio, sucedem--se e/ou permanecem no contexto guindados pelos votos recebidos por parte da populao eleitora. H outros que no concorrem, mas por influncia partidria, por amizades fortes, por boa sustenta-bilidade financeira e outros fatores, acabam chegando administrao ocupando cargos de notabilidade. A estas pessoas cabem o dever e a responsabilidade de gerir as finan-as e os servios que venham em benefcio do governo e da comu-nidade.

    Se olharmos o quadro geral do pas no momento, temos uma vi-so que varia entre o caos generali-zado, nos mbitos poltico e gover-namental, e uma pequena tentativa de regularizao por parte de pou-cos que se mantm sensatos.

    A instabilidade governamental se instala geralmente pela incapa-cidade, inaptido e irresponsabi-lidade daqueles que foram colo-cados frente da administrao e seus indicados. E a sucesso desse pessoal no comando reverte num decrscimo no desenvolvimento de uma comunidade e nas condi-es de vida de seu povo.

    Estudos realizados indicam que o fracasso destas pessoas, pol-ticos colocados frente de um go-verno, se devem a fatores diversos onde se incluem o paternalismo, o despreparo do pessoal que chama para auxiliar, a falta de viso e pro-jetos futuros, dentre outros tantos onde esto embutidos a m f, a ar-rogncia e a nsia desmedida pelo poder e o ganho escuso.

    preciso corrigir. Encontre-mos a frmula.

    EDITORIAL

    a desgovernana

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    [email protected] www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    [email protected]

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo CG

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    Detalhes as crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILTON SANTOS

    FALECIMENTO Registro aqui, com muito pesar, o falecimento de Juarez Veiga, ocorrido esta semana. Envio dona Satut, a suas filhas e demais familiares, minhas condolncias.

    A formiga professora

    OMASKARA

    A conveno ainda no acabouNo sbado passado, dia 17, aconteceu a to esperada

    conveno municipal do PMDB. Para relembrar, o encontro foi adiado aps pedido da chapa de oposio de reviso na lista de filiados aptos a votar. A Executiva Estadual determinou uma nova data e entregou para as duas chapas concorrentes uma lista vlida de votantes.

    No sbado, muita confuso, muita discusso e, no se sabe ao certo qual a lista que foi utilizada para validar os votos. De certo, apenas que a chapa de oposio retirou-se da disputa, alegando diversas irregularidades. O resultado apurado foi de 564 x 22, a favor da chapa de Sarico e Jair. O resultado final, pode ser outro. Ou no.

    Russinho abre o verboDurante a semana, o grupo capitaneado pelo vereador e

    secretrio municipal Russinho, aos poucos deixou vazar as su-postas irregularidades, prometendo entregar provas de vdeo e testemunhais Executiva Estadual.

    De outro lado, Sarico e Jair esto agindo na mais absolu-ta normalidade, comemorando a vitria e reafirmando a todo instante a aliana com o secretrio de Estado, deputado Juvir Costella.

    Agora o pepino vai para o colo de Ibsen Pinheiro, presidente estadual da sigla.

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    Cenrios possveisConvido o leitor a fazer um exerccio de futurologia. Se a

    conveno anulada, a disputa se reinicia e os nimos con-tinuaro acirrados. Se o resultado for confirmado, Russinho e todo o seu grupo devem sair do partido, atirando para todos os lados.

    Eu aposto numa terceira via, a interveno estadual, indi-cando um presidente provisrio, que teria o papel de acalmar as lideranas e negociar a paz no seio do PMDB de Viamo.

    gua e esgotoEm 2007, o ento prefeito Alex Boscaini assinou um con-

    trato de renovao da concesso da Corsan por mais 20 anos. S esqueceu de um pequeno detalhe: de dizer para a Cor-san o que Viamo precisava de investimentos. Deixou tudo na mo da Companhia que, ao longo dos anos, apenas fez obras paliativas, que no mudaram o cenrio de falta dgua a cada vero e dos vergonhosos 1% de esgoto tratado.

    Aps estudar o assunto, Bonatto tomou trs medidas: en-trou na Justia para romper este contrato; contratou um ad-vogado especialista no assunto; a Prefeitura elaborou o Plano Municipal de Saneamento.

    O resultado dessas trs aes o acordo finalizado nes-ta semana, que vai mudar radicalmente a relao da Corsan com Viamo. Pela primeira vez o municpio est dando as car-tas, afinal o fornecimento de gua e o tratamento de esgoto so servios concedidos, e no favores que a Corsan presta populao.

    Nos prximos 10 dias devem ser anunciados todos os detalhes do novo contrato, bem como os prazos para que a populao j sinta os efeitos dessa relao renovada.

    Est cada vez mais atual a parbola que escolhi para alcanar a voc, leitor, esta semana. Ela explica muito de alguns (muitos) brasileiros improdutivos e, tambm, do eleitor de saco cheio com a gesto pblica em geral, de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Qualquer semelhana com a nossa realidade ser mera coincidncia? Sim? No? Voc decide! Voc j viu este filme.

    Todos os dias, uma Formiga professora chegava cedinho escola e pegava a srio no trabalho. A Formiga ensinava e era feliz.

    O Ministro Besouro estranhou a Formiga trabalhar sem superviso. Se ela ensinava to bem sem superviso, seria ainda melhor se fosse supervisionada. E colocou no cargo uma Barata, que nunca tinha lecionado, mas preparava belssimos relatrios e tinha muita experincia com muita coisa, menos com sala de aula.

    A primeira preocupao da Barata foi a de padronizar o horrio de entrada e sada da Formiga. Pouco depois, a Barata precisou de uma secretria para ajudar a preparar os relatrios e contratou tambm uma Aranha para organizar os arquivos e controlar as ligaes telefnicas.

    O Besouro ficou encantado com os relatrios da Barata e pediu tambm grficos com indicadores e anlise das tendncias que eram mostradas em reunies. A Barata, ento, contratou uma Mosca e comprou um computador com impressora colorida. Logo a Formiga, produtiva e feliz, comeou a lamentar-se de toda aquela movimentao de papis e reunies.

    O Besouro concluiu que era o momento de criar a funo de Diretor para a Escola onde a Formiga ensinava e era feliz. O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar um carpete no seu escritrio e comprar uma cadeira especial. Alm de precisar de um computador e de uma vice-diretora, a Pulga (sua assistente no tacho anterior), para ajud-la a preparar um plano estratgico de melhorias no ensino e o controle do oramento para as salas onde trabalhava a Formiga, que j no cantarolava e cada vez ia ficando mais aborrecida. A Cigarra, ento, convenceu o gerente Besouro, que era preciso fazer um estudo do clima mas ele, ao rever os relatrios, deu-se conta de que a turma na qual a Formiga era professora no atingia os objetivos como antes e contratou a Coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnstico da situao. A Coruja permaneceu trs meses na escola e emitiu um volumoso relatrio, com vrios volumes, que conclua: H muita gente nesta escola!

    E adivinhe quem o Besouro mandou demitir? A Formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida.

  • 23 DE outuBRo DE 2015WWW.CoRREIoRuRAL.CoM.BR 3

    PANOpra manga

    POr PANO TerrA

    Ao final, os trs concordam em algumas coisas: o PT vai levar uma vassourada no ano que vem e partidos nanicos continuaro sendo nanicos.

    Entrevista com o prefeitoEscrevo desde Poos de Caldas, Minas Gerais. A cidade de 170 mil ha-

    bitantes, no sul de Minas, prosperou no passado como fonte de guas ter-mais e teve seu apogeu com os inmeros hotis e cassinos na dcada de 1940. Por aqui passaram, para descansar ou para jogar, D. Pedro II, Getlio Vargas, Juscelino Kubitschek entre outros figures de nossa histria. Com o advento dos antibiticos, as guas perderam espao como tratamen-to teraputico e em 1946 proibiram o jogo no Brasil. O turismo afundou. A cidade foi junto. Hoje a cidade se caracteriza pela grande agenda de atividades para a melhor idade e destino certo de casais em lua de mel. Obviamente, no estou aqui nem por um nem por outro. Sou jovem, ainda, e casado h 12 anos. Continuo traba-lhando arduamente para tentar sair da crise que os incompetentes petistas nos meteram.

    Aqui no hotel onde estou hospeda-do est ha