correio rural 18 de setembro

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Correio Rural 18 de Setembro

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.256 | 18 DE sEtEMBRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

    Fonte da Bica tem praa revitalizada

    Pgina 3

    Desfiles no centro e guas Claras

    Pgina 4

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    histria preservaDa 274 anos De viamo

    semana Farroupilha

    encerra com desfilePgina 5

    no deveria existir Pgina 3

  • 18 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR2

    Como no poderia deixar de ser, as dificuldades de ordem econmica, fi-nanceira, social e poltica afligem a Nao como um todo. Sofrem o governo Federal, os governos dos Estados e dos Municpios, os quais, como numa famlia, preci-sam tomar medidas que garantam a sustentabilidade de uma vida saudvel e digna a todos os cida-dos.

    Em momentos assim emer-gem, mesmo que no sejam acei-tos e recomendveis, conflitos polticos subvertendo a ordem e a educao, dando lugar insensatez e violncia. Em protestos e dis-cursos so proferidos improprios e os exaltados ganham o direito de agredir.

    Pode-se questionar, isso sim, por que as medidas de conserto da economia e das finanas no foram realizadas l atrs, no nascedouro? Por que no foram contidas e veri-ficadas a tempo, e depois punidas com severidade, as corrupes que afligiram a vida do pas? Mas as respostas precisam ser ouvidas com calma, reunindo a todos ao redor de uma mesa, num clima de pura democracia e sem focos ideo-lgicos partidrios.

    Com certeza, as medidas a se-rem tomadas, as aprovaes que vierem a acontecer para o sane-amento das dificuldades e a im-plantao da ordem quilo que for decidido, no tero unanimidade de aceitao, embora fosse o de-sejvel. Haver sempre um sapato que vai apertar mais o calo. Mas necessrio que haja entendimento de que aquilo que est sendo im-plementado vir em benefcio ge-ral no futuro.

    A Nao, como um todo, neste instante, precisa de calma para que no surjam desavenas as quais no levaro ordem e ao progres-so que o pas precisa.

    EDItORIAL

    a ordem necessria

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    jornal@correiorural.com.br www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    milton.santos@correiorural.com.br

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo CG

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    Detalhes as crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILtON sANtOs

    O volume da CPMF

    OMASKARA

    A crise e o 13O dinheiro est cada vez mais curto nos cofres de todas

    as prefeituras, principalmente aqui no Rio Grande do Sul, que passa por uma crise sem precedentes. Corte de cargos, turno nico, diminuio de servios, so algumas das medidas que estamos vendo pela regio metropolitana e interior. No so poucas as Prefeituras que esto atrasando salrios.

    Aqui em Viamo, os reflexos da crise esto sendo ameniza-dos pela gesto de mo firme do prefeito Bonatto. Mas Viamo no uma ilha e tambm vai comear a sentir os reflexos da crise. Dias nublados podem estar chegando.

    A Prefeitura est com diversas medidas para aumentar a receita do municpio e adotando duras medidas de economia interna. Ar condicionado ligado coisa que no se v mais.

    J est na Cmara um projeto de lei para autorizar convnio com o Banrisul para antecipao do 13 dos funcionrios. Os juros ficam por conta da Prefeitura. o preo pago para no deixar os servidores na mo.

    ConjecturasAs novas datas para filiao e transferncia de partido pre-

    cisam da sano da presidente Dilma at o dia 2 de outubro para valer nas eleies de 2016. Mas ela no obrigada a avisar o dia em que vai fazer isso. Pode deixar para depois. Pode deixar para as eleies de 2018.

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    Ento, perguntei para um conhecido sem-partido da ci-dade: e se tu acordar, na manh do dia 2 de outubro e ela ainda no tiver sancionado?

    No tive resposta. Alis, nem ele tem a resposta.

    Viamo e a tecnologiaNa quinta-feira, dia 17, o prefeito Bonatto esteve no Pa-

    lcio Piratini para assinatura, juntamente com o governador Sartori, do termo que consolida a implantao do Polo de Inovao Tecnolgica Metropolitano Delta do Jacu. O polo formado por 20 entidades de ensino e pesquisa, prefeituras e empresas que somaro esforos para a implementao e desenvolvimento de projetos tecnolgicos e inovadores, por meio de universidades representativas no cenrio tecnolgi-co. Entre as diversas reas de atuao do polo, destaca-se a da sade, com a recente formalizao do Cluster da Sade a ser instalado no Rio Grande do Sul.

    Aps a cerimnia, Sartori e Bonatto conversaram ao p do ouvido. O que ser que os gringos falavam?

    A volta da Contribuio Provisria sobre Movimentao Financeira, a CPMF, apesar dos pesares, j aparece como realidade. Recolhendo algumas consideraes, repasso aos leitores os caminhos da dita cuja, desde a sada das contas bancrias. A cada R$ 10,00 movimentado ser debitado em conta R$ 0,02 de CPMF, que o banco repassa para o governo. Ento vejam um simples exemplo do volume que isso representa.

    Um horticultor compra sementes para intensificar sua plantao. Ao sacar o dinheiro no banco para comprar as sementes, lhe debitado a CPMF que o banco repassa para o governo. Depois de cultivado, o produto vendido para o comerciante que, ao retirar dinheiro para a compra v debitado em sua conta a CPMF que o banco repassa para o governo. O comerciante pe venda o produto ao consumidor que faz retirada bancria para compr-lo, quando ser debitada a CPMF em sua movimentao. O banco repassa para o governo.

    Viram? Um produto da horticultura, desde a sua semente, crescimento e comercializao, rende CPMF em todas as etapas. E isso serve para todos os segmentos da cadeia produtiva nacional.

    Faam as contas e vejam o volume da grana...

    Remdios amargosTrago muitas recordaes da infncia e quem nas as traz?... Uma dessas lembranas traz a figura da minha av materna, que era muito zelosa com filhos e netos, principalmente quando havia o acometimento de uma gripe, uma tosse, uma diarreia, quando no algo mais grave como sarampo e coqueluche. Hoje h vacina para tudo.A minha av sempre tinha os remdios. Eram poucos, mas que serviam para tudo. Alguns eram amargos, a maioria. O campeo de todos era o leo de rcino. Para engolir tinha-se que tapar o nariz. Para questes digestivas, o leite de magnsia. Era uma trava no cu da boca. Tosse, l aparecia o Phimatozan, um docinho-azedo que, em excesso, gerava dor de barriga. Para a falta de apetite, a soluo era o leo de fgado de bacalhau. Nas rouquides mais insistentes, o remdio era a aplicao do cataplasma, quente.Ah! Minha av chamava-se Ruth. Seus remdios amargos me ajudaram a chegar at aqui. Os amargos da Dilma vo levar o Brasil aonde?...

    As boas aesNo de agora que o empresrio Jorge Pinheiro, da JP Assessoria Imobiliria, realiza atividades scio-comunitrias de auxlio a entidades viamonenses. Na semana passada, ao comemorar seu aniversrio, reuniu seu vasto crculo de amizades para um encontro onde o presente exigido era a doao de leite. Pinheiro angariou 120 litros e, nesta semana, fez a doao para a APAE Viamo.Atitudes como estas merecem aplausos. Parabns, Pinheiro!

    Semana da SadeNos prximos dias 21, 22 e 23 de setembro, pela manh e tarde, o Lions Clube Viamo Nossa Senhora Aparecida desenvolve atividades no Calado Tapir Rocha, centro da cidade, relativos Semana da Sade. Haver a presena da Unidade Mvel Oftalmolgica da Fundao Leonstica Distrito LD3 que atender estudantes das escolas viamonenses, alm da distribuio de mudas de rvores, medio de presso arterial, testes de glicemia, orientaes preventivas de cncer de mama pelo Grupo Viamama, dentre outras atividades.

  • 18 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR 3

    PANOpra manga

    POr PANO TerrA

    Nestes tempos de crise econmica em que se discute reduo da jornada de trabalho, por que no abolir as teras-feiras?

    No deveria existirOh caridoso lorde, obrigado pela sua abnegao e disponibilidade

    neste momento sublime de sua existncia. Isso o que eu gostaria de ou-vir quando minha mulher pede para que eu traga um copo de gua para ela no quarto. Tenho horror que me fiquem pedindo coisas e sou adepto do levanta e pega e do procura que tu acha. Sou um sujeito bacana, solcito, mas fao as coisas quando quero e to somente. Nunca troquei uma lmpada na minha vida, sequer tenho uma caixa de ferramentas em casa. Confesso, sou uma nulidade domstica. No entanto, cozinho razoa-velmente bem e lavo uma loua como ningum. como minha mulher diz: Por causa de um pedao de linguia, tive que levar o porco inteiro.

    Fiquei pensando em coisas que no deveriam existir. Ficar importunando os outros pedindo coisas uma delas. Nestes tempos de crise econmica em que se discute reduo da jornada de trabalho, por que no abolir as teras--feiras? As teras-feiras no prestam para nada. Pensem comigo: segun-da-feira o dia de zoar seu amigo gremista no trabalho, de reencontrar aquela sua secretria puro suco e ainda finaliza com uma Tela Quente. Quarta-feira o dia de namorar no sof (nem deve existir mais isso!), ver o Inter na TV e o prato do dia panquecas. Nas quintas para voc que no pelado, nem funcionrio do Sartori, acontecem as melhores festas. No lotam, mas a qualidade garantida. Sexta-feira j final de semana. O Correio Rural est na sua casa ou nas bancas, o chopp desce redondo e se houvesse bar com bolinho de bacalhau em Viamo, seria perfeito. Sbado dia