correio rural 11 de dezembro de 2015

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Correio Rural 11 de Dezembro de 2015

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 104 | NMERO 5.268 | 11 DE DEzEMBRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 103 anos o seu jornal de Viamo

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    A carta Pgina 3

    Viamo na Luta contra a Aids

    cArtA de pAris

    Foto

    : Luiz

    Ch

    av

    es/PaL

    Cio

    Piratin

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    psB no governo Pgina 3

    Anulada conveno do

    pMdB Pgina 2 - O Mskara

    O prefeito em exerccio de Viamo, Andr Pacheco, juntamente com a secretria municipal de Sade, Sandra Sperotto, assinou a adeso do municpio Carta de Paris, documento de 2014 que marcou o Dia Mun-dial de Luta contra a Aids, quando prefeitos de todo o mundo se reuni-ram na capital francesa para buscar solues para a epidemia da doena no planeta. A cerimnia ocorreu na quinta-feira, dia 10, no Palcio Pi-ratini, e o governador Jos Ivo Sartori tambm chancelou o documento.

    No Rio Grande do Sul assinaram a Carta representantes dos mu-nicpios considerados prioritrios no enfrentamento Aids: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Guaba, Gravata, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, Santana do Livramento, So Le-opoldo, Sapucaia do Sul, Uruguaiana e Viamo. Entre os compromissos da declarao est o alcance das metas 90-90-90 do Programa Conjunto das Naes Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), que significa ter, at 2020, 90% das pessoas que vivem com HIV sabendo que tm o vrus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebendo tratamento antirretroviral; e 90% das pessoas em tratamento antirretroviral com carga viral inde-tectvel.

  • 11 DE DEZEmBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COm.BR2

    H bem pouco tempo, aqui neste espao, de-dicamos comentrios enaltecendo as atividades desen-volvidas na rea da cultura em nossa cidade. Pois voltamos ao assunto, uma vez que relevan-te no momento em que muito se fala em transmitir s crianas e aos jovens o hbito pela leitura e pelas artes, como forma de bem educ-los.

    Pois bem! Esta semana a Se-cretaria Municipal de Educao promove o projeto Teatro na Es-cola levando duas apresentaes teatrais a nove escolas da rede: O Natal da Famlia Gentil e O Natal de Natanael. Uma forma de levar a arte teatral para perto dos estudantes e para o olhar dos professores.

    Enquanto isso, de forma di-reta, a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida realizou sua Feira Literria, quando levaram at as salas de aula a escritora de literatura infantil Lia Cas-sol, quando convidaram alunos e professores da Escola Alberto Pasqualini.

    uma realizao daquela es-cola com o ttulo de projeto Para e L que j se desenvolve h cin-co anos, onde todas as segundas--feiras tem um momento para a leitura.

    , de fato, motivo para elo-giar-se.

    lamentvel, porm e h explicaes -, que neste ano no teremos a Feira Literria de Via-mo, que seria a 12 edio. A fal-ta de recursos financeiros sustou a sua realizao.

    Mas Viamo caminha passo a passo para o aprimoramento de seus projetos culturais, mesmo com as dificuldades que a crise atual impe.

    EDITORIAL

    cultura

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    [email protected] www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    [email protected]

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo CG

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    detalhes As crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILTON SANTOS

    Virgem vestalJ ouviram este termo? Pois ele invoca a imagem da virgem suprema. Tem origem catlica e, provavelmente, realizava seus secretos rituais de purificao ao cair da tarde, no momento vespertino. Na verdade, as virgens vestais j existiam antes do nascimento de Jesus Cristo.

    Vesta, deusa romana, era a filha mais velha de Saturno. Nunca se casou, mas dedicou-se famlia e ao lar. Transformou-se em matriarca e comandou o templo circular de Roma. As virgens eram sacerdotisas que zelavam pela chama sagrada que ardia no templo de Vesta. Por isso, as virgens vestais...

    Jantar CampeiroNo prximo dia 19, sbado, tendo como local o Salo Paroquial da igreja matriz, s 20h30min, realiza-se um Jantar Campeiro, promoo cuja renda reverter em benefcio da Associao de Pais e Amigos dos Excepcionais APAE Viamo. Ser servido carreteiro, feijo mexido, quibebe, galinha de viagem e mais sobremesa. Para embalar a noite, at a meia-noite os presentes podem danar a vontade ao som de boa msica. Valor do ingresso: R$ 25,00. Maiores informaes e reservas atravs do telefone 3435.0626.

    Bota fora no lixo

    OMASKARA

    Anulada conveno do PMDBNo final da tarde de quarta-feira, dia 9, a conturbada Con-

    veno Municipal do PMDB teve seu ponto final. A Executiva Estadual reuniu seus oito membros que, por unanimidade, de-cidiram anular o pleito. Na oportunidade, a Chapa 01, liderada por Jair Mesquita e Sarico, venceu por larga margem de votos a Chapa 02, liderada por Russinho e Joozinho da Sade.

    A Chapa 02, se retirou da disputa alegando diversas irre-gularidades, com direito a vdeo nas redes sociais. Imediata-mente entrou com recurso e, desta vez, devolveu a goleada.

    Alm de analisar os materiais enviados por ambos os la-dos, a Executiva ouviu Sarico e Russinho. Alm da anulao da Conveno, ser indicada uma Comisso Provisria, que ter a misso de realizar nova Conveno Municipal e, quem sabe, trazer paz ao PMDB.

    Quem ganha e quem perdeNo existem santos nessa disputa. So todos macacos

    velhos. Mas inegvel que Valdir Elias Russinho, sai ampla-mente fortalecido deste processo. Aps a derrota na Conven-o, foi alvo inclusive de gozaes em jornais da cidade, que decretavam o seu fim poltico. Pois, ele conseguiu manter o seu grupo de sustentao unido e colocou seu prestgio em jogo, arriscando a ter que sair do PMDB desmoralizado. Ele foi, viu e venceu.

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    Ainda no se sabe se as denncias da Chapa 02 sero levadas adiante, trazendo alguma implicao judicial para a Chapa 01, mas tambm inegvel que Jair Mesquita e Sarico sofreram uma das piores derrotas de sua trajetria poltica. Uma conveno ser anulada um fato grave, no acontece todo dia.

    Resta saber qual a composio dessa Comisso Provi-sria e, se ela ter de fato condies e poderes para promo-ver a unio do PMDB de Viamo. Ou se ainda teremos mais captulos da Conveno.

    PSB t dentroA to falada entrada do PSB no governo Bonatto e Andr

    teve mais um captulo esta semana, quando o partido con-firmou o movimento e inclusive anunciou secretrio. O go-verno ainda no se pronunciou oficialmente sobre o assunto e, ao que tudo indica, vai promover uma transio suave, ao estilo do que tem feito ao longo destes trs anos de gesto.

    Mas, o mais interessante a reao nas redes sociais das pessoas que gravitam em torno da poltica local. Certamente no entenderam como que o cara que mais apanhou do Bonatto na campanha de 2012, agora est no governo.

    Geraldinho era o homem a ser batido em 2012 e tinha ponto fraco. De l pra c, ganhou experincia, projeo, mas no conseguiu decolar, no conseguiu se eleger deputado. Observou atentamente o governo Bonatto e deve ter chega-do concluso que tinham muito mais semelhanas do que diferenas. Pensou no projeto, pensou no partido.

    Os analistas de rede social ainda vo demorar a entender o movimento, talvez no consigam, mas uma coisa certa: Geraldinho mais uma vez est incomodando muita gente.

    Um acessrio deveras fundamental o guarda-chuva. Ele nos protege da intemprie molhada quando esta teima em cair atrapalhando-nos no momento que necessitamos estar nos deslocando pelas ruas.

    O guarda-chuva j foi considerado um objeto de estimao. E, preconceituosamente, reservado ao exclusivo uso masculino, ou seja, s homem podia us-lo. mulher era reservada apenas a sombrinha, colorida, floreada, sensvel. O guarda-chuva era maior, mais robusto, pano preto, grosso como se fosse uma lona, com varetas fortes e cabo vigoroso.

    Aquele instrumento de proteo era guardado a sete chaves, em local especial. Relquia que durava anos e anos, at desbotar. Esquec-lo num local publico era uma tragdia. O homem estaria perdendo um amigo inseparvel, um parente.

    O tempo passou, os costumes foram se modificando e o guarda-chuva acompanhou a evoluo. Surgiram espcies de outras cores, com tecidos mais finos, varetas frgeis e cabos torneados o que prenunciou o livre uso. Tornou-se um acessrio comum. Esquec-lo ou perd-lo j no causaria mais choro. Afinal, hoje compra-se guarda-chuva em qualquer esquina, oferecido por camels que perambulam pela caladas. Adquire-se num momento e, mais adiante, em questo de horas, j no o temos mais pois a vareta quebra, o cabo entorta, o tecido rasga.

    De assessrio de estimao, relquia, o guarda-chuva passou a reles objeto pelo qual homem algum hesita em coloc-lo no lixo. No tem conserto. De bom, caro, bonito, forte e durvel, ele tem hoje a garantia de ser barato, enfeitado, fraco e desprezvel a qualquer momento. Basta um ventinho.

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    PANOpra manga

    POr PANO TerrA

    Eu escrevia cartas de amor para namoradas de amigos meus a pedido deles

    A cartaSempre gostei de escrever, desde a mais tenra idade. Na escola le-

    vava redaes extras para serem vendidas para meus colegas vadios que no faziam a lio de casa. Na verdade, trocava por um po com maionese no recreio na cantina do colgio. Depois veio a fase de cartas. J contei aqui que escrevia at cartas d