correio rural 04 de setembro de 2015

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Correio Rural 04 de setembro de 2015

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  • FUNDADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1912 | ANO 103 | NMERO 5.253 | 04 DE sEtEMBRO DE 2015 | R$ 1,00

    www.correiorural.com.br

    H 102 anos o seu jornal de Viamo

    Desfiles em Itapu e na Santa Isabel

    Pgina 3

    Ao solidria e cuidados em sade

    Contracapa

    NOVO ENDEREO Av. Sen. Salgado Filho, 9908 Pda. 57

    Fone 3054.0504 - Em frente ao Cabritos

    LAVA SECA PASSAEspecializados em: edredons - tapetes

    horA CvICA no CAlADo

    viamo est presente na

    38 ExpointerContracapa

    Cigarros, cachorros e mordidas Pgina 3

  • 04 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR2

    Setembro. Estamos em pleno desenvolvimento da Semana da Ptria quando celebramos mais um aniversrio da Indepen-dncia do Brasil. Setembro. Cami-nhamos para mais um ano de vida do municpio. Setembro. Chega-remos s celebraes farroupilhas. Setembro, 2015. Est a. Celebrar o qu?

    Neste momento, a Repblica Fe-derativa do Brasil passa por um de-clnio social, econmico, financeiro, poltico e administrativo e tende a agravar-se pelo que as manifestaes do povo mostram diariamente.

    Canta-se o Hino Nacional, que o grito derradeiro que sai da gargan-ta em busca de paz e harmonia para o pas: Ouviram do Ipiranga as mar-gens plcidas/ De um povo herico o brado retumbante.... Mas ao mesmo tempo, como dizer s nossas crian-as, por exemplo, versos do poema a Ptria, de Olavo Bilac?: Ama, com f e orgulho, a terra em que nasces-te! Criana! No vers nenhum pas como este!.... Talvez a criana nos responda: No d para amar com f e orgulho a nossa terra, quando somos obrigados a conviver com po-lticos e mandatrios com reputaes duvidosas. Por enquanto a gente diz, quase como um deboche, que realmente no h um pas como este. Em matria de vigarice, de patifaria, de malfeitos, os quais levaram, no correr dos anos, a este caos que afeta a economia e os governos (federal, estadual e municipal), realmente no h pas como este. Tudo to s avessas, que chega a ser cansativo.

    Quem sabe, um dia rezemos as geraes futuras possam cantar o Hino da Independncia, de Evaristo da Veiga, que diz: J podeis, da P-tria filhos,/ Ver contente a me gen-til;/ J raiou a liberdade/ No horizon-te do Brasil...

    Assim vamos seguindo. No ano que vem teremos eleio. Quem se habilitar espinhosa causa de go-vernar os municpios com as calas nas mos?

    EDItORIAL

    o Brasil que temos

    EXPEDIENTE

    CORREIO RURAL uma publicao da MV Santos Editora Ltda.

    CNPJ 15308385/0001-26.

    Rua Marechal Deodoro, 274- Centro - Viamo - RS - Fone (51) 3485.1313 -

    CEP 94410-000

    jornal@correiorural.com.br www.correiorural.com.br

    Diretor e Editor MILTON ZANI DOS SANTOS Jornalista Reg. MTb n 4506

    milton.santos@correiorural.com.br

    Circulao: Semanal Tiragem: 3.000 exemplares

    Editorao: MV Santos Editora Impresso: Grupo RBS

    O Jornal no se responsabiliza por conceitos emitidos em matrias assinadas.

    Detalhes As crnicas do cotidiano e as informaes de bastidoresPOR MILtON sANtOs

    Sexto sentido?

    O bicho vai pegar!

    OMASKARA

    Sartori: vilo ou heri?No preciso detalhar aqui o que est se passando no Rio

    Grande do Sul, vocs so bem informados. O curioso tentar entender se o Sartori est fazendo uma ttica suicida pra se tornar heri depois, ou se realmente a situao to dramti-ca. Fico com a segunda opo.

    Esta semana ele respondeu uma coluna do jornalista Da-vid Coimbra, de Zero Hora. Interessantes os argumentos, de parte a parte, que reproduzo alguns trechos, a seguir:

    David Coimbra: Gosto do governador Sartori, sei de suas timas intenes, mas ele est cometendo um erro profundo. um erro ttico, que, de to grave, comea a se tornar um erro estratgico, e erros estratgicos podem arrastar, mesmo os bons, runa. Antes, cabe ressaltar que ele est sendo ho-nesto. Sartori verdadeiramente concluiu que o Rio Grande do Sul est em situao falimentar, pelo seguinte motivo: o Rio Grande do Sul verdadeiramente est em situao falimentar.

    Em resposta crtica, Sartori se pronunciou: Caro David, em 38 anos de vida pblica, a primeira vez

    que escrevo para comentar o texto de um jornalista, mas que-ro contribuir com a reflexo que fizeste sobre a situao de emergncia financeira em que se encontra o Estado. ver-dade que, desde o primeiro dia, procuramos agir com trans-parncia. Abrimos os nmeros das finanas detalhadamente,

    Ningum v o seu rosto,mas ele est em todos os lugares

    como nunca ocorreu na histria. Em vez de jogar pedras no passado, decidimos comu-

    nicar a crise com verdade sem falso otimismo, nem falso pessimismo. Foi uma deciso poltica que tomei, mesmo que muitos quisessem uma postura mais crtica. Pedras funcio-nam melhor para construir do que para destruir, eu acredito nisso. Mas, diferente do que escreveste, no deciso mi-nha fazer com que as pessoas vivam qualquer espcie de drama. No questo de escolha. Quem imps o drama foi a situao do Estado, no a minha vontade. Ningum jamais faria a insensatez de causar sofrimento aos seus irmos, mui-to menos eu.

    David, a ampliao do uso dos depsitos judiciais est sendo negociada desde o primeiro dia do governo. Mas no verdade que isso resolve o problema. No mesmo! Esse dinheiro no do Estado, e sim de pessoas que esto com aes na Justia. Alm disso, o juro que se paga por ele exorbitante. Para teres uma ideia: neste ano, pagaremos quase o valor referente a uma folha do funcionalismo, cerca de R$ 1 bilho, por causa dos juros dos saques feitos ante-riormente. Quanto ao relacionamento com a Unio, lembro que estamos na luta federativa em favor do Rio Grande do Sul desde o primeiro dia do nosso mandato.

    Procuramos agir com equilbrio poltico e jurdico, tan-to que ingressamos com uma ao no STF. Ser duro nem sempre fazer espetculo ou jogar para a torcida. Os que escolheram esse caminho no chegaram a lugar algum em termos de resultado. No podemos pensar em governar o Estado como se isso fosse uma corrida de 100 metros. Te-mos uma longa maratona pela frente, e sabemos que os pri-meiros passos so os mais pesados.

    A 22 de novembro de 1963, em Dallas/EUA, era assassinado a tiros o ento presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Naquela mesma data, j noite na Inglaterra, estava sendo realizado um espetculo musical no cinema Globe, em Londres. Estava se apresentando uma novata banda chamada The Beatles.

    Na oportunidade, quando a notcia da morte de Kennedy espalhou-se no local, um dos integrantes da banda, John Lennon, virou-se para um amigo que estava beira do palco e disse: Est vendo? Isso o que acontece quando se famoso. Atiram na gente.

    A banda cresceu mundialmente nos anos subsequentes e os seus membros ficaram famosos. Em 8 de dezembro de 1980, em Nova Iorque, John Lennon foi assassinado a tiros.

    Em meio a crise nacional, bom dizer que no s o Rio Grande do Sul que est gemendo. H outras unidades federativas sentindo o galope. E a falta de recursos que atinge os estados j alcana, tambm, muitos municpios que comeam a botar as barbas de molho. Notcias do conta de que vrias prefeituras j reduziram horrio de atendimento e fizeram cortes de cargos CCs e FGs. Em diversas cidades do Paran as Cmaras Municipais foram o alvo, quando vereadores tiveram que reduzir seus salrios e cortar nmero de assessores por presso popular. Em Jacarezinho, a ao popular intitulou-se como gatos pingados quando o povo compareceu nas sesses miando a todo instante. Em Mar da Serra at o padre fez sermo na igreja pedindo reduo de gastos na Cmara da cidade.

    Ouvi um zum-zum de que aqui em Viamo j h uma embrionria ao popular para chegar na Cmara e pedir reduo dos salrios e corte de assessores. Seriam os cachorros pit bull. Vo latir! O bicho vai pegar!

    verdade?No vai longe, ouviu-se do ex-Presidente da Repblica Luiz Incio Lula da Silva, respondendo a pergunta sobre corrupo, a seguinte frase: O combate corrupo uma faxina. Quando voc comea a limpar, o que mais aparece lixo: atrs da porta, debaixo dos mveis....

    De onde pode-se deduzir que ele no conseguiu limpar o lixo, pois a sujeira continua em volume maior atravancando as portas e revirando os mveis em todos os prdios do Executivo e do Legislativo de Braslia, dos estados e dos municpios.

    isso mesmo?Difcil aceitar algumas situaes. Enquanto o pas pede socorro e clama por unio e sensatez de todos, deputados federais discursam baboseiras na Cmara. Dias atrs, um parlamentar sugeriu a instalao de uma embaixada para recepcionar visitantes extraterrestres. Sim, ele quer receber ETs. Nesta semana, um dos debates entre os deputados voltou-se padronizao da vestimenta dos funcionrios e funcionrias que atuam na casa. Modelitos e etc.

    Mas o que isso? Por favor, acordem-me! Devo estar sonhando!...

  • 04 DE SETEMBRO DE 2015WWW.CORREIORURAL.COM.BR 3

    PANOpra manga

    POr PANO TerrA

    As duas melhores coisas que eu fiz foram largar o cigarro e o PT.

    Cigarros, cachorros e mordidas

    Comecei a fumar por necessidade. Na verdade a estria comea um pouco antes. Como desde que lembro da minha mais tenra existncia, passei todos os finais de semana de minha vida na casa dos meus avs, aqui em Viamo. Aos sbados de noite, minha av dormia cedo, meu tio ia namorar e eu e meu av ficvamos vendo filmes. Ambos de pijamas, bem recostados no sof, a nica di-ferena que meu av ficava com os ps de molho em uma bacia com gua quente. Parecia bem bom. Ele gostava de filmes de terror e bang-bang. Assim se passaram anos de sbados em minha ma-ravilhosa e feliz vida. Uma noite, l pelos meus 15 anos (antes disso crianas no saam noite, j hoje...), me aprumei de banho tomado e pijama limpinho no sof, meu av virou para mim e perguntou: No vais sair?. Aquilo foi a senha! Depois disso todos os sbados eram embalos noite. Virei um bomio mirim. Mas tinha um problema. O retorno tarde da noite, a p, e a selvageria