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Correio Notícias - Edição 971

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  • 1Sexta-Feira - 25 de Abril de 2014Edio 971

    25Sexta-FeiraAbril / 2014Edio 971

    Obra de reconstruo interdita ponte que d acesso a Vila Nova, em Siqueira Campos

    A ponte do Ribeiro da Fartura, que d acesso a Vila Nova, em Siqueira Campos, est interditada para veculos e pedestres devido a obras. A interdio ocorreu aps vistoria que averiguou certas irregularidades no local. De acordo com assessor de gabinete da prefeitura, Ademir Gonzalez Silveira, o engenheiro constatou rachaduras na base da ponte. Pgina 4

    Dois detentos fogem da carceragem de

    Siqueira Campos na madrugada de ontemPor volta das 2h18 da madrugada de ontem (24), dois detentos fugiram da carceragem de Siqueira Campos. De acordo com informaes da Polcia Civil de Siqueira Campos, os presos Leandro dos Santos Barros (21) e Rafael Francisco Machado (23) utiliza-ram pedaos de serra e serraram quatro grades da cela onde estavam abrigados, em seguida subiram no andar de cima e fizeram um buraco no telhado. Pgina 6

    Estado oferece linha de financiamento para municpios acabarem com lixes

    A Fomento Paran instituio financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado vai financiar a elabora-o de projetos de aterros sanitrios e outras solues para gesto de resduos slidos nos municpios. Pgina 3

    Apae de Jacarezinho promove tradicional churrasco

    beneficente

    Acontece neste domingo, 27, o tradicional churrasco da Associao dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Jacarezinho. O evento movimenta toda cidade e atrai pessoas de toda regio do Norte Pioneiro. O churrasco da Apae, como j tradio, serve o almoo nas dependncias da instituio, logo aps haver leilo de gados. Pgina 4

  • Sexta-Feira - 25 de Abril de 2014Edio 971

    2OPINIO

    Siqueira CamposCornlio ProcpioCuritibaIbaitiJapiraJabotiSalto do ItararCarlpolisJoaquim TvoraGuapiramaQuatiguJacarezinhoConselheiro MairinckPinhalo

    DIrEOElizabete GoisEDITOrA CHEFEElizabete GoisrEDAOCamila Consulin, Isa Machado,Regiane Romo, Isamara MachadoDIAGrAMAOBruno, MarcosADMINISTrATIvOClaudenice Machado, Emilia KusterCOLUNISTAGnesis Machado

    CIrCULAO

    rEPrESENTAOMERCONET Representao de Veculos de Comuni-cao LTDARua Dep. Atilio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PRFone: 41-3079-4666 | Fax: 41-3079-3633

    FILIADO A

    Associao dos Jornais Dirios do Interior do Paran

    jornalstica correio do norte s/c ltda - cnpj: 07.117.234/0001-62

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    TomazinaCurivaFigueiraVentaniaSapopemaSo Sebastio da AmoreiraNova Amrica da ColinaNova Santa BrbaraSanta Ceclia do PavoSanto Antnio do ParasoCongoinhasItambaracSanta MarianaLepolis

    SertanejaRancho AlegrePrimeiro de MaioFlorestpolisSo Gernimo da SerraSanto Antnio da PlatinaArapotiJaguariavaSengsSo Jos da Boa VistaWenceslau BrazSantana do ItararJundia do SulAndir

    AbatiCambarRibeiro do PinhalNova FtimaBarra do JacarSanta AmliaSertanpolisBela Vista do ParasoRibeiro Claro

    CHARGE DO DIA

    Por Demtrio Magnoli

    Benito Mussolini comandou a Marcha sobre Roma, em 1922, para assestar o golpe final no frgil governo conservador italiano. A marcha fascista reuniu menos de 30 mil militantes, mas triunfou: sob o temor da guerra civil, e estimu-lado pela crena de que Musso-lini salvaria a Itlia dos sindicatos vermelhos, o rei Vittorio Emanuele III entregou ao Duce a chefia do governo. Hoje, o PT anuncia uma Marcha sobre Braslia para impor a sua verso de uma reforma pol-tica. O projeto tem o aval de Dilma Rousseff, expresso na declarao presidencial de que preciso uma conjuntura que envolva as ruas para pressionar o Congresso a fazer a reforma poltica. A histria se repete, obviamente como farsa. A farsa, contudo, esclarece muita coisa.Um embrio do projeto veio luz num artigo assinado pelo governa-dor do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, no fim de janeiro. Intitulado Uma perspectiva de esquerda para o Quinto Lugar, o texto elucu-brava sobre as virtudes do modelo econmico chins para, na conclu-so, preconizar a convocao de uma nova Assembleia Nacional Constituinte no bojo de um amplo movimento poltico inspirado pelas jornadas de junho, mas com partidos frente. No era uma proposta de mdio prazo, mas um chamamento ao: Penso que as esquerdas no pas devem abordar programaticamente estas novas exigncias para o futuro, j neste processo eleitoral, escreveu Genro.As palavras de Genro tm um

    sentido. Assembleia Constituinte , por definio, o rgo que, con-centrando a soberania popular, introduz um novo regime. Histo-ricamente, ela nasce da falncia do Estado ou seja, do desaba-mento do antigo regime. Quando, porm, o prprio governo que, em plena democracia, conclama o povo a exigir a mudana de regime, estamos diante de uma tentativa de concentrao de poder cujo alvo so as liberdades pblicas e os direitos polticos da oposio. Por sorte, Genro no fala em nome do governo (e, alis, esse o motivo pelo qual ele se d ao desfrute de publicar desvarios autoritrios dessa espcie).A mobilizao anunciada pelo PT segue rota um tanto distinta. O par-tido prepara a coleta de 1,5 milho de assinaturas para respaldar um projeto de lei de iniciativa popular articulado em torno das propostas de financiamento pblico de cam-panha eleitoral e voto em listas partidrias fechadas. No projeto petista, a Assembleia Nacional Constituinte cede lugar curiosa ideia de uma Constituinte exclu-siva destinada a legislar unica-mente sobre a reforma poltica. A conclamao de Genro tinha uma certa coerncia poltica: Assem-bleia Constituinte , sempre e ine-vitavelmente, um rgo soberano, pois rene os representantes elei-tos pelo povo para produzir uma Constituio. A verso branda da Marcha sobre Braslia, por outro lado, equivale a inventar uma roda quadrada: uma Constituinte amputada de soberania, circuns-crita a uma esfera de decises desenhada pelo Executivo e pelo Congresso. farsa e um tanto

    ridcula.A farsa, porm, tem a sua prpria lgica. Por que, no 12. ano de poder, o lulopetismo proclama a urgncia de uma ampla reforma poltica? A primeira resposta encontra-se no calendrio eleito-ral. Os estrategistas da reeleio de Dilma pretendem, por meio da Marcha sobre Braslia, colorir a campanha com as cores de um mudancismo ilusrio, conec-tando-se de alguma forma com a vontade de mudana expressa nas jornadas de junho e regis-trada nas sondagens eleitorais. O sucesso do truque depende das reaes ou da ausncia delas dos candidatos oposicionistas.A primeira resposta, entretanto, no perfura a pelcula da questo. Segundo depoimento de uma mili-tante, Dilma explicou a interlocu-tores de movimentos sociais que a reforma poltica no s uma questo de caneta, pois a maio-ria que ela tem no Congresso no uma maioria em todos os temas. As palavras da presidente tm um sentido. O lulopetismo almeja, efetivamente, um tipo singular de reforma poltica: a criao das regras mais propcias cristaliza-o de seu poder. A Marcha sobre Braslia o instrumento escolhido para atemorizar os parceiros da santa aliana governista, dobran-do-os vontade do PT.Os dois eixos da proposta petista de reforma poltica tm objetivos distintos. O financiamento pblico de campanha, que no exclui o recurso subterrneo ao caixa dois, destina-se a libertar completa-mente os partidos da necessidade de arrecadar dinheiro com sua base eleitoral. Somado manu-

    teno do Fundo Partidrio e do horrio gratuito nos meios ele-trnicos de comunicao, ele cris-taliza a constelao de partidos estatais (que abrange os partidos de aluguel), funcionando como um escudo defensivo do conjunto da elite poltica. , sobretudo, uma contrarreforma.J o voto em listas partidrias fechadas destina-se a reforar o controle das direes partidrias sobre os representantes eleitos e tambm a ampliar o potencial elei-toral da sigla partidria com maior reconhecimento, que o prprio PT. O principal prejudicado seria o PMDB, um partido-nibus, heterogneo e descentralizado, que congrega mquinas polticas estaduais. No cenrio dos sonhos do PT, o parceiro privilegiado da coalizo de poder seria reduzido a um partido de porte mdio, con-denado a orbitar inerme, ao lado de outros, em torno da estrela vermelha.Elucidativamente, o projeto petista de reforma no toca no alicerce do sistema de poder, que sustenta o atual sistema polti-co-partidrio: a colonizao do Estado pelos partidos polticos. A oportunidade de conquistar fra-es valiosas do poder pblico aparelhos ministeriais, empresas estatais, agncias regulatrias constitui o motor do sistema pol-tico brasileiro e tambm a fonte primria da corrupo estrutural no pas. A Marcha sobre Bras-lia passar ao largo desse tema, que ocupa o lugar de um tabu no discurso falsamente reformista do PT.

    Demtrio Magnoli socilogo.

    Marcha sobre Braslia Da terra do crack ao campo de refugiados

    Por auro Danny Lescher

    H dcadas o paulistano tem se acostumado a conviver com um fenmeno bizarro: centenas de pessoas, homens, mulheres e crianas, descalas, cinzas e esfarrapadas habitando um territrio do tamanho de trs quarteires bem no corao da cidade. De longe se observa um amontoado de zumbis vagando a esmo, ciscando o cho na busca frentica por mais uma pedra de crack. A droga, que se cheira, se pica, se ingere ou se fuma, a maneira muitas vezes desesperada que o sujeito tem para alterar a sua percepo sobre o mundo (externo e interno). , tambm, um potente anestsico que ameniza a dor de quem vive a memria de uma grande ruptura: os exilados, os imigrantes, os soldados no front, os loucos, os moradores de rua. Podemos at afirmar que, nessas situaes extremas, o exlio qumico p