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    Apostolado do Oratrio Meditao dos Primeiros Sbados

    Mistrios Dolorosos Maro 2013

    Coroao de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo

    Responsrio: Is 53, 5; I Pd 2, 24 R. Foi ferido por nossos pecados e esmagado por nossos delitos; sobre ele caiu o castigo, que trouxe a paz para ns.

    * Por suas chagas ns fomos curados. V. Carregou sobre si nossas culpas em seu corpo no lenho da Cruz, para que mortos aos nossos pecados, na justia de Deus ns vivamos.

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    Meditao do Primeiro Sbado:

    Nossa Senhora em Ftima, alm da comunho, da confisso, do tero do Rosrio, ps como condio para se lucrar os privilgios do primeiro sbado que se fosse tambm uma meditao de quinze minutos, pelo menos, a respeito de um dos mistrios do Santo Rosrio.

    E na sequncia, hoje nos caberia meditar sobre a coroao de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos, pois, nos dirigir a Nossa Senhora, pedindo graas especiais para bem fazer esta meditao.

    Orao inicial:

    Me Santssima! que assististes a Paixo de vosso Divino Filho, Vs que com os vossos olhos de Me, de Me perfeita, perfeitssima, de Me terna, de Me carinhosa, de Me cheia de amor e adorao por seu Filho... Me! neste momento em que nos propomos a cumprir com este quesito do primeiro sbado, meditando sobre um dos mistrios do Rosrio, sobre a coroao de espinhos de vosso Divino Filho, ns Vos pedimos que obtenhais de Jesus flagelado, coroado de espinhos, chagado; que Jesus nos conceda por vosso intermdio as melhores graas; graas de dor, graas de sofrimento, graas por onde tenhamos no fundo de nossa alma as mesmas dores, os mesmos sofrimentos, guardadas as devidas propores, que Vs tivestes neste momento. Ns queremos participar das dores de Jesus, queremos participar de vossas dores, nossa Me!

    Ns vos pedimos a graa de compreender a profundidade desse fato: a Coroao de Espinhos; o quanto ele est relacionado com a minha vida, o quanto ele est relacionado com minha existncia, o quanto as graas compradas com esse fato trouxeram-me a esta igreja, neste dia 2 de maro de 2013, rezando diante de Vs e meditando a Paixo de Vosso Filho, para desagravar o Vosso Sapiencial e Imaculado Corao!

    Que esta meditao Vos sirva de consolo naquele momento, dado que a orao tem efeito retroativo, ns Vos pedimos que esta orao, esta meditao, seja aceita por Vs em desagravo ao Vosso Imaculado Corao, pelas ofensas que Jesus e Vs sofreis naqueles momentos.

    Ns Vos pedimos, Me! que nossa meditao seja acompanhada por graas

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    especialssimas, obtidas pelos Anjos, pelos bem-aventurados e sobretudo por Vs.

    I Compondo o ambiente deste mistrio:

    E coloquemo-nos diante daquela cena; cena terrvel, diante de Jesus, que, de fato, Rei, porque a pessoa dEle Divina, Ele Deus! Ele a Segunda Pessoa da Santssima Trindade. Sendo a Segunda Pessoa da Santssima Trindade, o mximo ttulo de rei Ele possui. Ele Deus, Eterno, Onipotente, Onipresente, Onisciente: Ele Deus, e portanto Rei!

    Alm disso, Ele rei por direito de sangue porque descendente da casa de David, Ele o pretendente ao trono. O trono caberia a Ele, rei por ser Deus, rei por ser O pretendente ao trono; rei por conquista, porque depois de tudo o que Ele havia feito e sofrido, depois da prpria flagelao, Ele j era rei, pelo fato de ter conquistado o ttulo, ainda que no fosse Deus, ainda que no fosse o pretendente ao trono. Um homem que tenha feito o que Ele fez merecia bem o ttulo de rei.

    Este que o Criador, Este que o Redentor. Este, apanhado, preso e entregue aos algozes para ser flagelado, e, se j no bastasse, os algozes zombeteiramente o vestem de rei, revestindo-O com um tecido purpreo quaisquer; e O vestem mal, com aquele trapo que certamente era um trapo desprezvel. Se no bastasse, de livre e espontnea vontade, porque no tinha sido mandado por Pilatos. Pilatos no ordenara que ele fosse coroado de espinhos; isso foi da prpria iniciativa dos soldados. Se isso no bastasse, os soldados ainda tecem uma coroa de espinhos. Que espinhos deveriam ser aqueles para que pudessem servir de escrnio, pudessem servir de desprezo. Espinhos que so colocados na cabea de Nosso Senhor Jesus Cristo, cabea Sagrada, cabea Sacrossanta, cabea Divina. Ali colocada essa coroa. E se no bastasse colocarem-Lhe a coroa, eles ainda vo dar golpes; to terrvel era a coroa, to cheia de espinhos, que eles no usam as prprias mos para ajust-la cabea de Nosso Senhor Jesus Cristo, eles usam uma cana, um pedao de pau, e do golpes para fazer com que a coroa de espinhos penetre ao mximo na cabea. Se no bastasse, eles ainda colocam uma cana, guisa de cetro, para ridiculariz-lo ainda mais; e tambm escarram nEle. possvel um dio mais satnico? possvel um sofrimento mais terrvel da parte de Nosso Senhor? Ele aceita tudo isso

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    com inteira humildade, e os soldados no param a, continuam dizendo salve rei dos judeus!. Deboche atrs de deboche.

    Essa cena nos faz considerar o grande dio que existe contra o Bem, porque ali estava o Rei, ali estava o Criador, ali estava Deus. Por que esse dio? Em si o dio que s vezes passa pela alma de um e de outro. Quanto dio ao bem existe no mundo de hoje; quanto delrio no mundo de hoje, de desejo de destruir o bem, de desejo de destruir a verdade, de desejo de destruir a virtude. Quantos crimes, quantos horrores; quantos pecados no so cometidos com esta sanha de dio ao bem? Eu devo me perguntar aqui se existem homens como aqueles que coroaram Nosso Senhor de espinhos, se esses homens deixaram de existir ou se eles continuam a existir e se eles existiro at o fim do mundo. a reao de alma daqueles que aderem ao mal, abraam-no. Eles so consequentes, porque, ou ns somos partidrios do bem, da santidade e da virtude, com entrega total, ou seguiremos o caminho do mal.

    A temos nesta cena o Bem por excelncia, a Santidade por excelncia. No que Jesus tivesse santidade; Ele A Santidade, Ele O Bem. E a ns temos o dio ao Bem, a nos temos o dio Santidade. Bom momento para me perguntar se durante a minha vida no passei por momentos, por situaes nas quais eu mesmo no tive certo dio ao Bem. Quando diante de mim algum recebe uma graa especial, ou assistido largamente pela Providncia, e eu vejo que esse algum muito mais feliz do que eu, a minha tendncia devida ao pecado original, invejar esse algum. A inveja no combatida tende a se transformar em dio ao bem que est no outro, e se eu ceder, eu participo de alguma maneira desse dio que os algozes tiveram em relao a Nosso Senhor Jesus Cristo, coroando-O de espinhos. Minhas invejas, minhas comparaes, meu orgulho. Eu quando me sinto como prncipe ou uma princesa descida no sei de que astro, ou pelas minhas qualidades, sinto que eu sou mais do que Deus e aceito este sentimento, eu, no fundo estou destronando a Deus na minha alma e portanto rejeitando a Nosso Senhor.

    Mas vamos imaginar nessa cena algum que por acaso passasse pelo pretrio e visse Nosso Senhor Jesus Cristo Flagelado. Esse algum poderia no ter um dio que tinham aqueles soldados. Mas este algum poderia participar de alguma coisa deste dio. De que forma? Sendo surdo e cego. Surdo e cego porque Nosso Senhor Jesus Cristo est ali, e ns no o ouvimos, nem queremos v-lo e enquanto Ele est sofrendo, Ele est rezando, Ele est pedindo, Ele est oferecendo o sofrimento dEle at pelos algozes. Ele est passando aqueles tormentos todos e oferecendo aqueles tormentos para que aqueles que O esto maltratando, aqueles que esto usando de seu poder para torn-Lo um verme (se arrependam e sejam salvos). Jesus, todo misericrdia, est sofrendo por eles. Ele se oferece como vtima expiatria para que eles sejam beneficiados, para que eles se convertam e para que eles entrem no Cu junto com Ele.

    Passa algum de fora e no ouve a voz de Nosso Senhor no fundo do corao dele

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    como tambm no ouvem os algozes; ele se faz de surdo. Quantas vezes em minha vida Jesus no falou no meu interior? Quantas e quantas vezes Jesus no me convidou a ser humilde como Ele? Quantas e quantas vezes Nosso Senhor no me convidou a fazer companhia a Ele nessa hora de sofrimento? Ns estamos entrando na Semana Santa. Com que esprito entro eu para me relembrar os sofrimentos e tormentos de Nosso Senhor? Ns assistiremos desde a priso at a Morte e at a Ressurreio de Nosso Senhor. Com que esprito eu vou acompanhar? Ser que eu no estarei fazendo o papel destes que so indiferentes, que so surdos voz de Nosso Senhor? Esses so os tais que se a gente dissesse: esse aqui no catlico, ou este aqui no cristo, ele se ofenderia; mas na hora de fazer companhia a Nosso Senhor ele foge e deixa Nosso Senhor inteiramente s.

    O no querer converter-se, o no querer abandonar aquele pecado, o no querer abandonar aquela ocasio, o no querer abandonar aquela amizade que me faz mal e me leva para o inferno; tudo isto querer ser indiferente Coroao de Espinhos de Nosso Senhor, ser indiferente Paixo de Nosso Senhor.

    Nesse momento de nossa meditao Nossa Senhora olha para o fundo de nossos coraes e nos convida Ela mesma a levarmos a srio esta Coroao de Espinhos de Nosso Senhor, do Divino Filho dEla. Que aqui nesta hora, j, faamos o propsito firme: eu vou cortar com tal amizade, eu vou acabar com tal pecado, eu no quero saber mais de tal circunstncia que me leva a pecar, eu vou abandonar esse meu capricho...

    E h outros que de fato querem seguir a Nosso Senhor. Ali est um leproso que foi curado por Ele, um cego que est vendo e assistindo aquela cena, ali est um surdo que est ouvindo as chibatadas todas que caem sobre Nosso Senhor, mas possvel que se faa o papel de sensatos sensatos eles acompanharam Nosso Senhor a partir do momento em que foram curados. A lepra me abandonou, e eu agora no abandonarei este homem nunca, jamais! A cegueira como que se evaporou de minha face e eu estou enxergando eu ho

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