Controle Interno Nos Municipios

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<p>Bibliografia CRUZ, Flvio da; GLOCK, Jos Osvaldo. Controle Interno nos Municpios. So Paulo: Atlas, 2003. APRESENTAO Mais recentemente, com a Carta Magna de 1988, ocorreu uma manifestao legal explicita pela adoo do controle interno para os trs poderes e nas trs esferas do governo. Ainda assim, apenas a Unio e alguns Estados foram competentes para sistematizar e de fato implantar o controle interno de forma oficial e tecnicamente capacitada para responder s exigncias constitucionais. 1 INTRODUO E CONCEITOS DE CONTROLE INTERNO 1.1. Historia do Controle Interno e sua Adoo pelos Municpios Embora ao longo do tempo tenha-se perdido a origem da informao, alguns pesquisadores concluram que a palavra controle deriva da expresso contrle e provem da Frana, quando no sculo XVII, j significava o poder ou o ato de controlar, averiguar, verificar, etc. segundo os historiadores, um registro de nomes, por exemplo, era chamado de rle, e o contre-rle era outro registro, o qual, ao ser confrontado com o original, propiciava uma ao de controle. A verso at aqui colocada tradicionalmente encontrada nos compndios que tratam de auditoria. Entretanto, para pesquisadores das cincias contbeis da corrente neopatrimonialista h outro enfoque conceitual. Lopes S, um dos mais dedicados pesquisadores da historia da contabilidade, ao tratar desse tema assim se expressa: A necessidade de guardar memria dos fatos ocorridos com a riqueza patrimonial gerou critrios de escrita em formas progredidas mesmo nas civilizaes mais antigas, como a da Sumria; h cerca de 6.000 anos, encontram-se registros em peas de argila que indicam tais evolues. Pequenas tbuas de barro cr serviam para gravar, de forma simples, fatos patrimoniais diversos. (S, 1994:13). Com a constatao de que havia registros formais houve a especializao e as curiosidades normais da poca e com elas a estimulao para que se iniciassem as fiscalizaes sobre a conduta e o desempenho das pessoas. S, 1994:13-14, cita que: Na Sumria, pois, a escrita contbil j havia conquistado um razovel grau de evoluo e o trabalho de registrar j era confiado a profissionais especialistas. Provas, tambm, de revises ou conferncias dos registros para certificar a exatido foram encontradas. Uma primitiva, mas eficiente, auditoria j ocorria 2.600 anos a.C., feita por revisores ou inspetores de contas na poca do Rei Uru-Kagina (tal prova acha-se no Museu do Centenrio, em Bruxelas, na Blgica e foi estudada pelo emrito historiador da Contabilidade, o Prof. Federico de Melis, das Universidades de Florena e Pisa).</p> <p>A partir da Constituio Federal de 1988, que introduziu novos enfoques ao controle, alertando, inclusive para a observncia dos aspectos de eficincia, eficcia e economicidade na aplicao de recursos pblicos, em aliana com outros fatores, como o crescimento do controle social, onde se destaca o papel da imprensa bem intencionada, a prpria limitao de recursos, decorrentes de planos econmicos mais exigentes, o rigorismo cada vez maior da legislao e a assuno, pelos Municpios, de obrigaes antes de responsabilidade de outras esferas de governo, demandou a necessidade de fortalecimento dos procedimentos de controle interno.</p> <p>BIBLIOGRAFIA CRUZ, Flvio da; GLOCK, Jos Osvaldo. Controle Interno nos Municpios. So Paulo: Atlas, 2003.</p>