Controle Estatistico em Cortes Longitudinais

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SUMRIO

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INTRODUO................................................................................................................................ 12 REFERENCIAL TERICO.............................................................................................................. 17 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 2.10 2.11 2.12 EVOLUO HISTRICA DA GESTO DA QUALIDADE .......................................................... 17 CONCEITO DE QUALIDADE ................................................................................................... 18 PROCESSO ............................................................................................................................ 19 VARIABILIDADE DE PROCESSO ............................................................................................ 20 CONTROLE DE PROCESSO ................................................................................................... 22 INSPEES, CONTROLE E AVALIAO DA QUALIDADE ..................................................... 22 DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO ........................................................................................... 24 GRFICOS E CARTAS DE CONTROLE .................................................................................. 25 GRAFICO XBARRA E R ............................................................................................................. 26 NDICE DE CAPACIDADE ....................................................................................................... 27 LINHA DE CORTE LONGITUDINAL ......................................................................................... 30 O PROCESSO DA LCL ............................................................................................................ 31

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PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ........................................................................................ 33 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 ANTES DO ESTUDO ............................................................................................................... 33 OS OBJETIVOS DURANTE A IMPLANTAO......................................................................... 33 A CARACTERISTICA DE CONTROLE X CLIENTE................................................................... 35 SELEO E COLETA DE DADOS ........................................................................................... 36 CONSIDERAES METODOLOGICAS .................................................................................. 38

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DESENVOLVIMENTO .................................................................................................................... 39 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 A ESCOLHA DO GRFICO ...................................................................................................... 39 MONTAGEM DOS RELATORIOS ............................................................................................ 39 CARTA DE CONTROLE DO PROCESSO ................................................................................ 40 RELATRIO ESTATISTICO DO PROCESSO .......................................................................... 41 RELATORIOS CLIENTE 1........................................................................................................ 42 RELATORIOS CLIENTE 2........................................................................................................ 44

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CONSIDERAES FINAIS E RECOMENDAES ....................................................................... 47 REFRENCIAS .............................................................................................................................. 49 APNDICES ................................................................................................................................... 51 CARTA DE CONTROLE PARA AMOSTRAS - CLIENTE 1...........................................................52 CARTA DE CONTROLE PARA AMOSTRAS - CLIENTE 2...........................................................53 RELATORIO TCNICO - CLIENTE 1............................................................................................54 RELATORIO TCNICO - CLIENTE 2............................................................................................55 PLANO DE AO..........................................................................................................................56

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ANEXOS ........................................................................................................................................ 57 PROGRAMAO DE COLETA DE AMOSTRAS..........................................................................58

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INTRODUO

Quando bobinas de metais necessitam serem cortadas em tiras de largura inferior, com preciso, temos a necessidade de utilizar a Linha de Corte Longitudinal (LCL). O controle da preciso desses cortes deve ser monitorado e quando necessrio, um plano de ao devem ser aplicado para retomada do controle da variabilidade dos cortes efetuados.

A estatstica dedica-se ao desenvolvimento e ao uso de mtodos para a coleta e a analise de dados realizando a interpretao substancial e a construo de inferncias neles baseados (Csar, 2003).

O Controle Estatstico do Processo (CEP) atualmente a ferramenta mais poderosa desenvolvida visando o controle da qualidade de processos industriais. Apresentando simplicidade e grande efetividade nos resultados, o CEP vem sendo utilizado por empresas que buscam uma posio competitiva no mercado por meio do aumento da produtividade, confiabilidade e da qualidade de seus produtos (Montgomery, 2001).

Cartas de Controle (CCs) so ferramentas de monitoramento do desempenho de processos. Sendo uma excelente ferramenta para uso do CEP esta tem como objetivo detectar desvios de parmetros representativos do processo, reduzindo a quantidade de produtos fora da especificao e assim diminuindo o custo da produo. Sua utilizao pressupe em buscas dinmicas pelo controle da qualidade pelos produtos processados.

Segundo Kume (1993), esse procedimento foi proposto, inicialmente, pelo Dr. Walter A. Shewhart em 1924, como ferramenta para auxiliar na eliminao de variaes normais em processos, pela diferenciao entre as causas comuns e as causas especiais. Os problemas decorrentes das causas especiais so imprescindveis em qualquer

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processo, j os problemas decorrentes das causas comuns podem ser identificados. Sua tendncia de agravamento pode ser prevista e aes decorrentes desta analise, podem ser implementadas de modo a manter as causas dentro de nveis aceitveis.

Processo um conjunto de causas que provoca um ou mais efeitos ou qualquer atividade que recebe uma entrada, agrega-lhe valor e gera uma sada. exatamente onde o CEP age, onde o processo agrega valor em um determinado produto (Campos, 1992). Em detrimento do tradicional mtodo dos produtos processados, onde a inspeo realizada por pessoas, o CEP valoriza e acompanha o controle do processo.

OK

Matria Prima

Processo 01

Processo 02

InspeoNO OK

Expedio

Refugo ou Retrabalho

Figura 01 - Fluxo Tradicional de Processo Fonte: Picchi, 1993

Quando o CEP utilizado, este intermdia o processo gerenciando e buscando minimizar a produo de produtos fora da especificao predeterminada.

Matria Prima CEP

Processo 01 CEP NO OK

Processo 02 CEP

Expedio

Refugo ou Retrabalho

Figura 02 - Fluxo de processo com utilizao do CEP Fonte: Picchi, 1993

O CEP trata-se de um de uma das ferramentas mais utilizadas para controle da qualidade de produtos manufaturados, sendo que o mesmo deve ser utilizado

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juntamente com outras ferramentas que buscam estabelecer em um processo a excelncia da qualidade.

Este estudo trata do uso de tcnicas para desenvolvimento de Controle Estatstico de Processos para controle da variao dos cortes realizados longitudinalmente. A LCL atualmente conta com pessoal capacitado, bem treinado, apto para o servio e atualmente todo o processo realizado na LCL segue restrito ao controle da qualidade voltado para as especificaes de tolerncias solicitadas pelo cliente.

A variabilidade da Linha de Corte longitudinal no monitorada de forma a manter o controle de qualidade das tiras cortadas longitudinalmente. Mas, qual a melhor forma de manter o controle do desempenho da qualidade dos materiais processados?

Cartas de Controle estatstico so utilizadas para monitorar o desempenho de processos industriais, mais como aplicar as CCs de forma simples e eficaz em uma LCL utilizando resultados processo realizado?

Segundo Montgomery, a qualidade pode ser definida como um conjunto de atributos que tornam um bem ou servio plenamente adequado ao uso para o qual foi concebido. O cenrio competitivo exige a melhoria dos processos. Isso implica em reduo de variabilidade fazendo necessria a busca continua de melhorias no processo.

A LCL conta com bons equipamentos de controle administrativos que torna o processo capaz de usufruir de bons recursos para auxilio a produo. Mas a idia de produzir de forma a manter uma estabilidade da qualidade voltada para resultado em excelncia ainda algo no visado pela linha.

Hoje a LCL o principal fornecedor de tiras cortadas longitudinalmente para produo de embalagens para uma grande empresa nacional do setor de manufatura em aos conhecida pela busca constante da qualidade na produo de seus produtos. Alm de

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produzir insumos para diversos tipos de embalagens de bobinas de ao tambm realiza o papel de cortar bobina em forma de tiras para importantes clientes.

Todo processo constitudo de variveis incontrolveis ou desconhecidas, vista que para a busca continua pela excelncia em qualidade se faz necessrio monitorar o processo e identificar a sua variabilidade. Prope-se utilizar o CEP para quantificao da influncia das variveis incontrolveis no processo e permitir quando buscar ou atuar para reduzir essas variveis.

O objetivo principal foi monitorar com base em amostras a variao das tiras cortadas longitudinalmente atravs das CCs, identificar desvios representativos de parmetros do processo, analisar a localizao dos cortes entre as tolerncias e assim avaliar a necessidade de se estabelecer um plano de ao para reduzir a variabilidade do processo ou centraliz-lo em torno da media.

Aps esse estudo era esperado que o CEP aplicado atravs das CCs viesse aprofundar significamente pontos de vista encobertos do processo e que as variveis controlveis passam a ser baseadas em fatos eliminando fatores importantes atualmente centralizados na experincia do funcionrio assim mudando a viso de produo qualitativa dos envolvidos, alm de estimular positivamente a busca de novos mtodos e formas de reduzir a variabilidade do processo.

O estudo foi desenvolvido no modo que busca as descries de caractersticas, coletando informaes geradas pelo fenmeno, analisando as relaes entre as variveis do processo e agindo sempre que necessrio, sendo uma pesquisa-ao no campo designado como descritiva.

As etapas apresentadas foram realizadas de modo a manter o estudo baseado em critrios aptos a desenvolver uma pesquisa voltada para pr analise de dados j existentes e ento utilizando caractersticas j designadas em potencial para influncia no produto final.

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O campo para coleta das amostras foi realizado na empresa EMBASIL Embalagens Siderrgicas Ltda situada na Avenida das Indstrias Auxiliares, 500, bairro Bom Retiro Norte que contm a linha de corte longitudinal, esta operante e com bons recursos para medio como paqumetros, trenas calibradas e vistoriadas regularmente, alm de contar com profissionais com experincia, bem treinados e aptos a realizar as coletas necessrias para o estudo.

As coletas de dados foram realizadas obedecendo a um critrio de decises onde o objetivo determinar aproximadamente a mdia do processo e o desvio padro apresentado, sendo amostras no inicio, meio e fim do processo com uma mesma montagem de ferramental aplicada ao processo.

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REFERENCIAL TERICO

Este capitulo visa abortar os conceitos tericos necessrios para a aplicao das ferramentas de controle estatstico do processo e o ponto de vista da qualidade no meio produtivo, sua evoluo histrica, conceitos, definies e polticas.

2.1

EVOLUO HISTRICA DA GESTO DA QUALIDADE

Qualidade sempre foi parte integrante de praticamente todos os produtos e servios. No entanto, a conscientizao de sua importncia e a introduo de mtodos formais para o controle e melhoria da qualidade tem tido um desenvolvimento evolutivo (Montgomery, 2001). Diversas abordagens so realizadas a respeito da evoluo, destas segue na figura 1 abordagem realizada por Picchi.

Figura 03 - Evoluo da Gesto da Qualidade Fonte: Picchi (1993, p.52)

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A histria da gesto da qualidade tem seu inicio atravs de Frederick W. Taylor, este teve seus princpios no Gerenciamento Cientifico. Sua base era dividir o processo em unidades menores, tornando o trabalho mais fcil de realizar.

No final da dcada de 1920 foram realizados estudos por Harold F. Dodge e Harry G. Romig, este desenvolveram atravs de base estatstica amostragem como alternativa a 100% de inspeo.

Mas foi a partir da Segunda Guerra Mundial palco do grande desenvolvimento da produo em grandes quantidades que os nomes como Shewart e Dodge surgiram com o desenvolvimento do controle estatstico do processo. 2.2 CONCEITO DE QUALIDADE

Em qualquer rea do conhecimento o conceito do objeto em estudo fundamental, quando se volta para qualidade no diferente. Mas, definir ou conceituar qualidade no tarefa fcil, pois envolve mltiplos aspectos. No entanto alguns so definidos por muitos como: "Qualidade adequao ao uso, esta pode ser dividida em: Caractersticas de produto que atendem necessidades de clientes e ausncia de deficincias (JURAN, 1993, p. 17).

Juran ainda adiciona sobre o conceito de Qualidade, diz ainda que Cliente qualquer um que recebe e afetado pelo produto ou processo. Sendo este cliente o utilizador deste produto, a forma e utilizao direta do produto no deve apresentar insatisfao.

J Paladini (1997, p. 18), considerando que a adequao ao uso meta da qualidade, prope nova estrutura na empresa. Nela se verificam trs ambientes bsicos da Qualidade: In-line que o conjunto de elementos voltados para o processo de fabricao. O ambiente off-line aquele que est na empresa, afeta a linha de produo indiretamente e que pode ou no estar ativado. E por fim on-line que seria o ambiente que trata das relaes da empresa com o mercado.

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Uma boa definio a de Campos (1992, p.12) onde um produto ou servio de qualidade aquele que atende perfeitamente, de forma confivel, de forma acessvel, de forma segura e no tempo certo as necessidades do Cliente". O conceito de qualidade definido idealizando o processo e sua utilizao final agregando valor de forma esperada pelo utilizador de acordo com suas variveis de qualidade, sendo conformidade de especificaes de um...