CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS DE FLORES E HORTALIÇAS

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CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

Gustavo Filgueira CruzEngenheiro Agrnomo

Francisco Aliomar Albuquerque FeitosaConsultor Tcnico em Hortalias e Flores

10 SEMANA INTERNACIONAL DA FRUTICULTURA, FLORICULTURA E AGROINDSTRIA 01 a 04 de setembro de 2003 Centro de Convenes Fortaleza Cear Brasil

Copyright FRUTAL 2003 Exemplares desta publicao podem ser solicitados : Instituto de Desenvolvimento da Fruticultura e Agroindstria Frutal Av. Baro de Studart, 2360 / sl: 1305 Dionsio Torres Fortaleza CE Site: www.frutal.org.br Tiragem: 150 exemplares EDITOR INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DA FRUTICULTURA E AGROINDSTRIA FRUTAL DIAGRAMAO E MONTAGEM PEDRO MOTA RUA: HENRIQUE CALS, 85 BOM SUCESSO FONE: (85): 484.4328 Os contedos dos artigos cientficos publicados nestes anais so de autorizao e responsabilidade dos respectivos autores. Ficha catalogrfica: Feitosa, Francisco Aliomar Albuquerque. Controle de pragas e doenas de flores e hortalias / Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa. Fortaleza: Instituto Frutal, 2003. 222p. 1.Floricultura Praga - Controle. 2. Floricultura Doena Controle. 3. Horticultura Praga Controle. 4. Horticultura- Doena Controle. I. Ttulo. CDD 635.9 CEP: 60.120-002 E-mail: geral@frutal.org.br

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APRESENTAOA nossa FRUTAL chega a sua 10 edio e com ela atingimos a marca aproximada de 10.000 pessoas capacitadas nos Cursos Tcnicos que anualmente oferecemos. Vrias pessoas tm participado dos Cursos da FRUTAL, destacandose produtores, empresrios, pesquisadores, estudantes, alm do pblico geral visitante que, mesmo sendo de outro ramo de atividade, passou a acreditar na fruticultura irrigada estimulados pelo nosso movimento, que tem feito o Cear se destacar em nvel do cenrio nacional no Agronegcio da Agricultura Irrigada. Procurando deixar registrado todo o contedo tcnico dos Cursos da FRUTAL, temos anualmente editado apostilas como esta, com o contedo de cada tema que so cuidadosamente selecionados para cada FRUTAL, com uma mdia de 10 Cursos por edio. A escolha dos temas para os Cursos da FRUTAL se baseia nas sugestes obtidas das Avaliaes realizadas com os prprios participantes, acrescida de temas de vanguarda como o Curso Produo Integrada de Frutas que estamos promovendo nesta edio. Toda a Programao Tcnica da FRUTAL est direcionada para o tema central que este ano foi eleito Cooperativismo e Agronegcio, tema este em consonncia com a atual poltica do governo federal. Na sua composio temos Cursos, Palestras Tcnicas, Painis, Seminrios Setoriais, Fruns e Eventos Paralelos variados, que referendada por uma Comisso Tcnico-Cientfica formada por ilustres e competentes representantes dos principais rgos, Instituies e Entidades ligados ao setor do Agronegcio da Agricultura Irrigada do Cear, cujas contribuies tm sido essenciais para a qualidade e nvel que atingimos. Nesta edio a comunidade cientfica ter uma programao especial. Acontecer pela primeira vez no Nordeste e terceira vez no Brasil, j em sua 49 edio, a Reunio Anual da Sociedade Interamericana de Horticultura Tropical, evento que dever trazer para o ambiente da FRUTAL cerca de 600 pesquisadores, que apresentaro os mais recentes resultados de trabalhos de pesquisa na rea de Fruticultura, Floricultura e Horticultura. Vale ressaltar tambm neste momento a credibilidade que os Patrocinadores tem da FRUTAL, principalmente da iniciativa privada que cada ano tem tido maior participao, sendo este um veredicto de nossa inteno de estimular, incrementar e consolidar a FRUTAL como uma Feira tipicamente de negcios. Portanto, esperamos com a edio desta Apostila estar contribuindo para o aprimoramento tecnolgico do setor da Fruticultura, Floricultura e Agroindstria do Brasil e em especial do Estado do Cear. Antonio Erildo Lemos Pontes Coordenador Tcnico do Instituto Frutal Diretor Tcnico do Instituto Frutal

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COMISSO EXECUTIVA DA FRUTAL 2003

Euvaldo Bringel OlindaPRESIDENTE DA FRUTAL

Idealizador da Frutal, Empresrio, Engenheiro Ps-Graduado em Administrao e Negcios. Presidente do SINDIFRUTA e da Frutal, Ex-diretor da PROFRUTAS Associao dos Produtores e Exportadores de Frutas do Nordeste e do IBRAF Instituto Brasileiro de Fruticultura e das Federaes FAEC e FACIC.

Afonso Batista de AquinoCOORDENADOR GERAL DA FRUTAL

Engenheiro Agrnomo, Ps-graduado em Nutrio de Plantas, com especializao em Extenso Rural e Marketing em Israel e Espanha. Diretor Geral do Instituto Frutal e Coordenador Geral da Frutal desde 1998.

Antonio Erildo Lemos PontesCOORDENADOR TCNICO

Engenheiro Agrnomo com vasta experincia de trabalho voltado para Fruticultura Irrigada, Especializado em Israel em Agricultura Irrigada por Sistema Pressurizado, Membro Efetivo do IBGE/GCEA do Cear, Consultor do SEBRAECE na rea de Agronegcios da Fruticultura, Coordenador Titular do Nordeste no Frum Nacional de Conselhos de Consumidores de Energia Eltrica e Coordenador Tcnico da Frutal desde sua primeira edio em 1994.

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COMISSO TCNICO-CIENTFICA DA FRUTAL 2003 Afonso Batista de Aquino Ana Luiza Franco Costa Lima Antonio Belfort B. Cavalcante Antonio Erildo Lemos Pontes Antonio Vieira de Moura Csar Augusto Monteiro Sobral Czar Wilson Martins da Rocha Daniele Souza Veras Ebenzer de Oliveira Silva Egberto Targino Bonfim Enid Cmara Euvaldo Bringel Olinda Francisco Eduardo Costa Magalhes Francisco Jos Menezes Batista Francisco Marcus Lima Bezerra Francisco Zuza de Oliveira Joo Nicdio Alves Nogueira Jos Carlos Alves de Sousa Jos de Souza Paz Jos dos Santos Sobrinho Jos Ismar Giro Parente Jos Maria Freire Joviniano Silva Jussara Maria Bisol Menezes Leo Humberto Montezuma Santiago Filho Liliane Nogueira Melo Lima Marclio Freitas Nunes Maria do Carmo Silveira Gomes Coelho Paulo de Tarso Meyer Ferreira Raimundo Nonato Tvora Costa Raimundo Reginaldo Braga Lobo Regolo Jannuzzi Cecchettini Rui Cezar Xavier de Lima INSTITUTO FRUTAL SETUR INSTITUTO CENTEC INSTITUTO FRUTAL SEBRAE/CE AEAC DFA/CE AGRIPEC EMBRAPA EMATERCE PRTICA EVENTOS INSTITUTO FRUTAL BANCO DO BRASIL SRH UFC/CCA SEAGRI/CE OCEC/SESCOOP COOPANEI SEAGRI/CE FAEC/SENAR SECITECE SEAGRI/CE DFA/CE FIEC DNOCS SEAGRI/CE CEASA/CE BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A -BNB CREA-CE UFC/CCA SEBRAE/CE INSTITUTO AGROPLOS DO CEAR INCRA/CE

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SUMRIO 1. APRESENTAO DE HORTALIAS.......................................................................7 2. GRFICO DE OCORRNCIA DE DOENAS DO TOMATE NO CEAR................ 8 3. DOENAS FNGICAS DO TOMATE.......................................................................9 4. DOENAS BACTERIANAS DO TOMATE................................................................42 5. DOENAS VIRTICAS DO TOMATE......................................................................78 6. GRFICO DE OCORRNCIA DE PRAGAS DO TOMATE NO CEAR.................. 87 7. PRAGAS DO TOMATE.............................................................................................89 8. PRAGAS E DOENAS DO PIMENTO...................................................................136 9. PRAGAS E DOENS DO REPOLHO.................................................................... 166 10. BIBLIOGRAFIA........................................................................................................176 11. PRAGAS E DOENAS DE ROSAS........................................................................177 12. BIBLIOGRAFIA........................................................................................................222 13. CURRCULO DO INSTRUTOR...............................................................................223 14. CURRCULO DO INSTRUTOR...............................................................................224

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1 - APRESENTAO DE HORTALIAS A elaborao deste trabalho, que vem fazer parte de um conjunto de muitas e timas publicaes, tem como finalidade principal fornecer dados sobre as principais pragas e doenas da cultura do Tomateiro (Lycopersicon esculentum, Mill), Pimento (Capsicum annuum) e Repolho (Brassica oleracea) . Para facilitar a identificao de cada praga e doena, procuramos descrever uma a uma, ao mesmo tempo comparando as mais parecidas usando uma linguagem simples, de tal modo que qualquer pessoa possa entender. Vrias fotos so utilizadas para melhor visualizar e permitir um diagnstico mais preciso das doenas e identificar cada praga. Dois pontos so essenciais, quando trabalhamos com pragas e doena, primeiro um diagnstico perfeito e rpido; segundo um programa de controle eficiente. Pensando assim, inclumos recomendaes de controle seja preventivo ou curativo para cada praga e doena, com indicaes de produtos com nome qumico e comercial, doses, volume de calda e cuidados a serem observados. Acompanhando a evoluo no Controle de P&D, apresentamos informaes sobre o uso de Feromnio e Trichogramma. Desejamos, com toda a sinceridade, que o trabalho seja til.

FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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2 - GRFICO DE OCORRNCIA DE DOENAS DO TOMATE NO CEAR OCORRNCIA DE DOENAS EM TOMATE ENVARADOPLANTIO DE CAMPO ESTADO DO CEAR

PINTA PRETA Alternaria solani FITFORA OU REQUEIMA Phytophthora ssp SEPTORIORE - Septoria lycopersici ESTENFLIO Stemphylium solani MURCHA BACTERIANA Ralstonia solonacearum NEMATIDES Meloidogyne ssp TALO OCO (Erwinia ssp) NECROSE MEDULAR (Pseudomonas corrugata) MANCHA BACTERIANA (Xanthomonas campestris) CANCRO BACTERIANO (Clavibacter michiganensis)FRISAMENTO (GEMINIVIRUS: TYLCV OUTROS)

ALTO RISCO

COLHEITA FLORAO E FRUTIFICAO

FASE INICIAL

DAT

D T

01 07

14

21

28

35

42

49

56

63

70

77

84

91

98

10 5

11 2

11 9

12 6

DAT = DIAS APS TRANSPLANTE D.T. = DIA DO TRANSPLANTE TOMATE SANTA CLARA = CONSIDERAR AT 112 DAT TOMATE HBRIDO LONGA VIDA = CONSIDERAR AT 126 DAT DOENAS CITADAS = PRESENTES NO ESTADO COM DANOS ECONMICOS

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3 - DOENAS FNGICAS DO TOMATE RELAO DOENAS FNGICAS 1 = ANTRACNOSE Colletotrichum ssp 2 = CLADOSPORIOSE Cladosporium fulvum (Fulvia fulvum) 3 = ESCLERCIO OU MURCHA DE ESCLERTIUM Sclerotium rolfsii 4 = ESTENFLIO Stemphylium solani 5 = MURCHA DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum 6 = PINTA PRETA OU ALTERNRIA Alternaria solani 7 = REQUEIMA OU FITFORA Phytophthora infestans, Phytophthora capsici, Phytophthora nicotinae, Phytophthora ssp 8 = SEPTORIOSE Septoria lycopersici DOENAS FNGICAS: 1- ANTRACNOSE: AGENTE CAUSAL = Colletotrichum gloesporioides. A antracnose foi por muitos anos a doena mais severa na Ibiapaba. Com o surgimento de fungicidas altamente eficientes, lentamente esse fungo foi sendo erradicado. Atualmente so raros os casos de perda de tomate causada pela antacnose.

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Vale observar, que nos ltimos 4 anos (2000 a 2003), a antracnose tem sido o principal fungo do pimento. Sem, no entanto, causar danos no tomateiro. No caso especfico do pimento, temos registrado perdas de at 100% dos frutos. SINTOMAS EM TOMATEIRO: A presena do C. gloeosporioides, no tomateiro, facilmente identificado nos frutos. No caules, flores e frutos so mais raros os sintomas, menos perceptveis e causam menores danos. Nos frutos, principalmente no estdio de incio de maturao, os sintomas iniciais so pequenas manchas circulares levemente profundas. Com a evoluo, a depresso aumenta em profundidade e a mancha cresce em dimetro, apresentando anis concntricos. O centro da mancha apresenta pontos negros que so os microesclerdios dos fungos. CONTROLE Para o controle da antracnose, recomendamos: DEROSAL: 15 ml/20 litros de gua STROBY: 20 ml/20 litros de gua CABRIO TOP = 60 g/20 litros de gua MANAGE = 20 g/20 litros de gua DACOSTAR = 50 g/20 litros de gua ORTHOCIDE = 50 g/20 litros de gua POLYRAM = 60 g/20 litros de gua 2- CLADOSPORIOSE AGENTE CAUSAL Cladosporium fulvum (Fulvia fulvum) A Cladosporiose uma doena nova na Regio da Ibiapaba. As ocorrncias so raras e de pouco ou quase nenhum dano econmico. Vale, no entanto, citarmos sua incidncia em tomate, tendo em vista que, como em outros casos, podero surgir surtos mais significativos, dependendo da evoluo do fungo. O que vai depender de vrios 10FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

fatores, tais como: condies climticas, controle efetivo do fungo na sua fase inicial de incidncia , maior ou menor resistncia dos novos hbridos a esse patgeno. Maiores cuidados devem ser tomados quando do cultivo em Estufas. Verificamos um ataque severo do Cladosporium fulvum em cultivo protegido, onde as condies climticas so plenamente favorveis ao seu desenvolvimento. SINTOMAS A presena do Cladosporium fulvum verificada inicialmente nas folhas mais velhas, portanto, seu ataque de baixo para cima. Sua presena tem sido constatada somente nas folhas. O fungo fica localizado na face inferior do limbo foliar. Sua principal caracterstica a formao de manchas de cor marrom claro, de forma irregular, em grande quantidade, em geral mais de 10 manchas por fololo. Na face superior das folhas, surge uma mancha de cor mais clara que o restante da folha, correspondente mancha da face inferior para cada mancha inferior, surge uma igual na face superior, sem apresentar o fungo. A presena do fungo somente na face inferior, sendo uma das causas de passar desapercebido, no incio da infestao. Para diagnosticar rpido, h a necessidade de sempre verificar nas folhas mais velhas, os fololos nas duas faces. CONTROLE A cladosporiose facilmente controlada com Clorotalonil e com alguns Triazis. Ver o programa preventivo de controle de doenas, pgina 41.

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CLADOSPORIOSE Cladosporium fulvum

CLADOSPORIOSE EM FOLHA DE TOMATE FACE INFERIOR DA FOLHA

CLADOSPORIOSE EM FOLHA DE TOMATE FACE INFERIOR E SUPERIOR DA FOLHA

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3- ESCLERCIO Outro Nome: Murcha de Esclerotium AGENTE CAUSAL - Sclerotium rolfsii. Mesmo no sendo um fungo muito comum, em algumas regies do Estado do Cear por exemplo Cariri -, alguns prejuzos j foram...

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