CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS DE FLORES E HORTALIÇAS

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CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

Gustavo Filgueira CruzEngenheiro Agrnomo

Francisco Aliomar Albuquerque FeitosaConsultor Tcnico em Hortalias e Flores

10 SEMANA INTERNACIONAL DA FRUTICULTURA, FLORICULTURA E AGROINDSTRIA 01 a 04 de setembro de 2003 Centro de Convenes Fortaleza Cear Brasil

Copyright FRUTAL 2003 Exemplares desta publicao podem ser solicitados : Instituto de Desenvolvimento da Fruticultura e Agroindstria Frutal Av. Baro de Studart, 2360 / sl: 1305 Dionsio Torres Fortaleza CE Site: www.frutal.org.br Tiragem: 150 exemplares EDITOR INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DA FRUTICULTURA E AGROINDSTRIA FRUTAL DIAGRAMAO E MONTAGEM PEDRO MOTA RUA: HENRIQUE CALS, 85 BOM SUCESSO FONE: (85): 484.4328 Os contedos dos artigos cientficos publicados nestes anais so de autorizao e responsabilidade dos respectivos autores. Ficha catalogrfica: Feitosa, Francisco Aliomar Albuquerque. Controle de pragas e doenas de flores e hortalias / Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa. Fortaleza: Instituto Frutal, 2003. 222p. 1.Floricultura Praga - Controle. 2. Floricultura Doena Controle. 3. Horticultura Praga Controle. 4. Horticultura- Doena Controle. I. Ttulo. CDD 635.9 CEP: 60.120-002 E-mail: geral@frutal.org.br

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APRESENTAOA nossa FRUTAL chega a sua 10 edio e com ela atingimos a marca aproximada de 10.000 pessoas capacitadas nos Cursos Tcnicos que anualmente oferecemos. Vrias pessoas tm participado dos Cursos da FRUTAL, destacandose produtores, empresrios, pesquisadores, estudantes, alm do pblico geral visitante que, mesmo sendo de outro ramo de atividade, passou a acreditar na fruticultura irrigada estimulados pelo nosso movimento, que tem feito o Cear se destacar em nvel do cenrio nacional no Agronegcio da Agricultura Irrigada. Procurando deixar registrado todo o contedo tcnico dos Cursos da FRUTAL, temos anualmente editado apostilas como esta, com o contedo de cada tema que so cuidadosamente selecionados para cada FRUTAL, com uma mdia de 10 Cursos por edio. A escolha dos temas para os Cursos da FRUTAL se baseia nas sugestes obtidas das Avaliaes realizadas com os prprios participantes, acrescida de temas de vanguarda como o Curso Produo Integrada de Frutas que estamos promovendo nesta edio. Toda a Programao Tcnica da FRUTAL est direcionada para o tema central que este ano foi eleito Cooperativismo e Agronegcio, tema este em consonncia com a atual poltica do governo federal. Na sua composio temos Cursos, Palestras Tcnicas, Painis, Seminrios Setoriais, Fruns e Eventos Paralelos variados, que referendada por uma Comisso Tcnico-Cientfica formada por ilustres e competentes representantes dos principais rgos, Instituies e Entidades ligados ao setor do Agronegcio da Agricultura Irrigada do Cear, cujas contribuies tm sido essenciais para a qualidade e nvel que atingimos. Nesta edio a comunidade cientfica ter uma programao especial. Acontecer pela primeira vez no Nordeste e terceira vez no Brasil, j em sua 49 edio, a Reunio Anual da Sociedade Interamericana de Horticultura Tropical, evento que dever trazer para o ambiente da FRUTAL cerca de 600 pesquisadores, que apresentaro os mais recentes resultados de trabalhos de pesquisa na rea de Fruticultura, Floricultura e Horticultura. Vale ressaltar tambm neste momento a credibilidade que os Patrocinadores tem da FRUTAL, principalmente da iniciativa privada que cada ano tem tido maior participao, sendo este um veredicto de nossa inteno de estimular, incrementar e consolidar a FRUTAL como uma Feira tipicamente de negcios. Portanto, esperamos com a edio desta Apostila estar contribuindo para o aprimoramento tecnolgico do setor da Fruticultura, Floricultura e Agroindstria do Brasil e em especial do Estado do Cear. Antonio Erildo Lemos Pontes Coordenador Tcnico do Instituto Frutal Diretor Tcnico do Instituto Frutal

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COMISSO EXECUTIVA DA FRUTAL 2003

Euvaldo Bringel OlindaPRESIDENTE DA FRUTAL

Idealizador da Frutal, Empresrio, Engenheiro Ps-Graduado em Administrao e Negcios. Presidente do SINDIFRUTA e da Frutal, Ex-diretor da PROFRUTAS Associao dos Produtores e Exportadores de Frutas do Nordeste e do IBRAF Instituto Brasileiro de Fruticultura e das Federaes FAEC e FACIC.

Afonso Batista de AquinoCOORDENADOR GERAL DA FRUTAL

Engenheiro Agrnomo, Ps-graduado em Nutrio de Plantas, com especializao em Extenso Rural e Marketing em Israel e Espanha. Diretor Geral do Instituto Frutal e Coordenador Geral da Frutal desde 1998.

Antonio Erildo Lemos PontesCOORDENADOR TCNICO

Engenheiro Agrnomo com vasta experincia de trabalho voltado para Fruticultura Irrigada, Especializado em Israel em Agricultura Irrigada por Sistema Pressurizado, Membro Efetivo do IBGE/GCEA do Cear, Consultor do SEBRAECE na rea de Agronegcios da Fruticultura, Coordenador Titular do Nordeste no Frum Nacional de Conselhos de Consumidores de Energia Eltrica e Coordenador Tcnico da Frutal desde sua primeira edio em 1994.

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COMISSO TCNICO-CIENTFICA DA FRUTAL 2003 Afonso Batista de Aquino Ana Luiza Franco Costa Lima Antonio Belfort B. Cavalcante Antonio Erildo Lemos Pontes Antonio Vieira de Moura Csar Augusto Monteiro Sobral Czar Wilson Martins da Rocha Daniele Souza Veras Ebenzer de Oliveira Silva Egberto Targino Bonfim Enid Cmara Euvaldo Bringel Olinda Francisco Eduardo Costa Magalhes Francisco Jos Menezes Batista Francisco Marcus Lima Bezerra Francisco Zuza de Oliveira Joo Nicdio Alves Nogueira Jos Carlos Alves de Sousa Jos de Souza Paz Jos dos Santos Sobrinho Jos Ismar Giro Parente Jos Maria Freire Joviniano Silva Jussara Maria Bisol Menezes Leo Humberto Montezuma Santiago Filho Liliane Nogueira Melo Lima Marclio Freitas Nunes Maria do Carmo Silveira Gomes Coelho Paulo de Tarso Meyer Ferreira Raimundo Nonato Tvora Costa Raimundo Reginaldo Braga Lobo Regolo Jannuzzi Cecchettini Rui Cezar Xavier de Lima INSTITUTO FRUTAL SETUR INSTITUTO CENTEC INSTITUTO FRUTAL SEBRAE/CE AEAC DFA/CE AGRIPEC EMBRAPA EMATERCE PRTICA EVENTOS INSTITUTO FRUTAL BANCO DO BRASIL SRH UFC/CCA SEAGRI/CE OCEC/SESCOOP COOPANEI SEAGRI/CE FAEC/SENAR SECITECE SEAGRI/CE DFA/CE FIEC DNOCS SEAGRI/CE CEASA/CE BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A -BNB CREA-CE UFC/CCA SEBRAE/CE INSTITUTO AGROPLOS DO CEAR INCRA/CE

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SUMRIO 1. APRESENTAO DE HORTALIAS.......................................................................7 2. GRFICO DE OCORRNCIA DE DOENAS DO TOMATE NO CEAR................ 8 3. DOENAS FNGICAS DO TOMATE.......................................................................9 4. DOENAS BACTERIANAS DO TOMATE................................................................42 5. DOENAS VIRTICAS DO TOMATE......................................................................78 6. GRFICO DE OCORRNCIA DE PRAGAS DO TOMATE NO CEAR.................. 87 7. PRAGAS DO TOMATE.............................................................................................89 8. PRAGAS E DOENAS DO PIMENTO...................................................................136 9. PRAGAS E DOENS DO REPOLHO.................................................................... 166 10. BIBLIOGRAFIA........................................................................................................176 11. PRAGAS E DOENAS DE ROSAS........................................................................177 12. BIBLIOGRAFIA........................................................................................................222 13. CURRCULO DO INSTRUTOR...............................................................................223 14. CURRCULO DO INSTRUTOR...............................................................................224

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1 - APRESENTAO DE HORTALIAS A elaborao deste trabalho, que vem fazer parte de um conjunto de muitas e timas publicaes, tem como finalidade principal fornecer dados sobre as principais pragas e doenas da cultura do Tomateiro (Lycopersicon esculentum, Mill), Pimento (Capsicum annuum) e Repolho (Brassica oleracea) . Para facilitar a identificao de cada praga e doena, procuramos descrever uma a uma, ao mesmo tempo comparando as mais parecidas usando uma linguagem simples, de tal modo que qualquer pessoa possa entender. Vrias fotos so utilizadas para melhor visualizar e permitir um diagnstico mais preciso das doenas e identificar cada praga. Dois pontos so essenciais, quando trabalhamos com pragas e doena, primeiro um diagnstico perfeito e rpido; segundo um programa de controle eficiente. Pensando assim, inclumos recomendaes de controle seja preventivo ou curativo para cada praga e doena, com indicaes de produtos com nome qumico e comercial, doses, volume de calda e cuidados a serem observados. Acompanhando a evoluo no Controle de P&D, apresentamos informaes sobre o uso de Feromnio e Trichogramma. Desejamos, com toda a sinceridade, que o trabalho seja til.

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2 - GRFICO DE OCORRNCIA DE DOENAS DO TOMATE NO CEAR OCORRNCIA DE DOENAS EM TOMATE ENVARADOPLANTIO DE CAMPO ESTADO DO CEAR

PINTA PRETA Alternaria solani FITFORA OU REQUEIMA Phytophthora ssp SEPTORIORE - Septoria lycopersici ESTENFLIO Stemphylium solani MURCHA BACTERIANA Ralstonia solonacearum NEMATIDES Meloidogyne ssp TALO OCO (Erwinia ssp) NECROSE MEDULAR (Pseudomonas corrugata) MANCHA BACTERIANA (Xanthomonas campestris) CANCRO BACTERIANO (Clavibacter michiganensis)FRISAMENTO (GEMINIVIRUS: TYLCV OUTROS)

ALTO RISCO

COLHEITA FLORAO E FRUTIFICAO

FASE INICIAL

DAT

D T

01 07

14

21

28

35

42

49

56

63

70

77

84

91

98

10 5

11 2

11 9

12 6

DAT = DIAS APS TRANSPLANTE D.T. = DIA DO TRANSPLANTE TOMATE SANTA CLARA = CONSIDERAR AT 112 DAT TOMATE HBRIDO LONGA VIDA = CONSIDERAR AT 126 DAT DOENAS CITADAS = PRESENTES NO ESTADO COM DANOS ECONMICOS

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3 - DOENAS FNGICAS DO TOMATE RELAO DOENAS FNGICAS 1 = ANTRACNOSE Colletotrichum ssp 2 = CLADOSPORIOSE Cladosporium fulvum (Fulvia fulvum) 3 = ESCLERCIO OU MURCHA DE ESCLERTIUM Sclerotium rolfsii 4 = ESTENFLIO Stemphylium solani 5 = MURCHA DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum 6 = PINTA PRETA OU ALTERNRIA Alternaria solani 7 = REQUEIMA OU FITFORA Phytophthora infestans, Phytophthora capsici, Phytophthora nicotinae, Phytophthora ssp 8 = SEPTORIOSE Septoria lycopersici DOENAS FNGICAS: 1- ANTRACNOSE: AGENTE CAUSAL = Colletotrichum gloesporioides. A antracnose foi por muitos anos a doena mais severa na Ibiapaba. Com o surgimento de fungicidas altamente eficientes, lentamente esse fungo foi sendo erradicado. Atualmente so raros os casos de perda de tomate causada pela antacnose.

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Vale observar, que nos ltimos 4 anos (2000 a 2003), a antracnose tem sido o principal fungo do pimento. Sem, no entanto, causar danos no tomateiro. No caso especfico do pimento, temos registrado perdas de at 100% dos frutos. SINTOMAS EM TOMATEIRO: A presena do C. gloeosporioides, no tomateiro, facilmente identificado nos frutos. No caules, flores e frutos so mais raros os sintomas, menos perceptveis e causam menores danos. Nos frutos, principalmente no estdio de incio de maturao, os sintomas iniciais so pequenas manchas circulares levemente profundas. Com a evoluo, a depresso aumenta em profundidade e a mancha cresce em dimetro, apresentando anis concntricos. O centro da mancha apresenta pontos negros que so os microesclerdios dos fungos. CONTROLE Para o controle da antracnose, recomendamos: DEROSAL: 15 ml/20 litros de gua STROBY: 20 ml/20 litros de gua CABRIO TOP = 60 g/20 litros de gua MANAGE = 20 g/20 litros de gua DACOSTAR = 50 g/20 litros de gua ORTHOCIDE = 50 g/20 litros de gua POLYRAM = 60 g/20 litros de gua 2- CLADOSPORIOSE AGENTE CAUSAL Cladosporium fulvum (Fulvia fulvum) A Cladosporiose uma doena nova na Regio da Ibiapaba. As ocorrncias so raras e de pouco ou quase nenhum dano econmico. Vale, no entanto, citarmos sua incidncia em tomate, tendo em vista que, como em outros casos, podero surgir surtos mais significativos, dependendo da evoluo do fungo. O que vai depender de vrios 10FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

fatores, tais como: condies climticas, controle efetivo do fungo na sua fase inicial de incidncia , maior ou menor resistncia dos novos hbridos a esse patgeno. Maiores cuidados devem ser tomados quando do cultivo em Estufas. Verificamos um ataque severo do Cladosporium fulvum em cultivo protegido, onde as condies climticas so plenamente favorveis ao seu desenvolvimento. SINTOMAS A presena do Cladosporium fulvum verificada inicialmente nas folhas mais velhas, portanto, seu ataque de baixo para cima. Sua presena tem sido constatada somente nas folhas. O fungo fica localizado na face inferior do limbo foliar. Sua principal caracterstica a formao de manchas de cor marrom claro, de forma irregular, em grande quantidade, em geral mais de 10 manchas por fololo. Na face superior das folhas, surge uma mancha de cor mais clara que o restante da folha, correspondente mancha da face inferior para cada mancha inferior, surge uma igual na face superior, sem apresentar o fungo. A presena do fungo somente na face inferior, sendo uma das causas de passar desapercebido, no incio da infestao. Para diagnosticar rpido, h a necessidade de sempre verificar nas folhas mais velhas, os fololos nas duas faces. CONTROLE A cladosporiose facilmente controlada com Clorotalonil e com alguns Triazis. Ver o programa preventivo de controle de doenas, pgina 41.

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CLADOSPORIOSE Cladosporium fulvum

CLADOSPORIOSE EM FOLHA DE TOMATE FACE INFERIOR DA FOLHA

CLADOSPORIOSE EM FOLHA DE TOMATE FACE INFERIOR E SUPERIOR DA FOLHA

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3- ESCLERCIO Outro Nome: Murcha de Esclerotium AGENTE CAUSAL - Sclerotium rolfsii. Mesmo no sendo um fungo muito comum, em algumas regies do Estado do Cear por exemplo Cariri -, alguns prejuzos j foram registrados. Na cultura do Pimento, tem sido o responsvel pela mortalidade de plantios inteiros (com perda de 100% das plantas, antes de iniciar a fase de colheita). O Cultivo de tomate em solos argilosos e com excesso de umidade, ou em reas anteriormente cultivadas com pimento ou tomate, favorecem o surgimento desse patgeno. SINTOMAS Sendo um fungo de solo, os sintomas sero visto no colo da planta ou um pouco acima deste. Inicialmente, o fungo apresenta uma fina camada branca, envolvendo o caule da planta, na parte externa. Internamente, o caule apresenta uma colorao arroxeada, que vai evoluindo em dimenso e colorao ficando prxima a cor marrom. Com a evoluo natural do fungo, os esclerdios surgiro. No caso do Scletorium rolfsii, os esclerdios so numeroso (formando um pequena colnia), em forma de pequenas esferas (muito semelhantes s sementes de repolho) . O Sclerotium rolfsii, pela sua posio de ataque nas plantas (prximo ao colo da plantas, em geral encoberto pelo solo), passa desapercebido principalmente na fase inicial de parasitismo. Somente nos estdios mais avanados quando os vasos de circulao das seivas esto comprometidos promovendo a murcha das plantas (pela impossibilidade de absoro de gua e nutrientes), os sintomas so mais fceis de serem vistos. O murchamento de plantas chama a ateno, demonstrando que algo de anormal est acontecendo no plantio. S ento, o produtor procura orientao tcnica. O diagnstico da Murcha de Esclerotium, inconfundvel pela presena de miclio esbranquiado e de esclerdios esfricos sobre a parte afetada. Plantas infectadas por esse patgeno, podero murchar sem a perda da colorao verde e sem tombamento. As plantas esto aparentemente perfeitas em um dia e no dia seguinte iniciam o processo de murchamento irreversvel, levando morte.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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CONTROLE Em condies de risco - solos argilosos, solos com facilidade de encharcamento, reas antes cultivadas com solanceas, perodo de chuvas e mtodos de irrigao que utilizam grande volume de gua os cuidados devem ser bem maiores. Medidas preventivas precisam ser adotadas, merecendo destaque: - bom preparo do solo, - matria orgnica no mnimo 2,5%, - construo de sulcos de drenagem, - controle de irrigao, evitando excesso de gua - controle qumico preventivo - equilbrio nutricional Para o controle qumico preventivo, pela sua alta eficincia, o PCNB (QUINTOZENE), nome comercial Kobutol 75 PM, o mais recomendado. A aplicao poder ser realizada via sistema de Fertirrigao ou com jato dirigido ao colo das plantas. Utilizar a dosagem de: A. Fertirrigao = 1 a 2 Kg / H a B. Jato dirigido ao colo da planta = 40g/20 litros de gua, aplicar 15 a 20 ml da calda por planta. Em reas de risco elevado, a aplicao poder ser realizado de 2 a 3 dias antes do transplantio, como tratamento de solo. Sendo mais usado a aplicao no colo das plantas, at 5 DAT. Cerca de 2 a 3 pulverizaes, com intervalos de 10 a 15 dias, no colo da planta so suficientes para o controle desse fungo Para o controle do Esclerrio em reas com o fungo j instalado, portanto, com tratamento curativo, usar: I. Pulverizar com jato dirigido ao colo da planta, com Kobutol 75 PM Dosagem = 50 g/ 20 litros de gua. Mnimo de 20 ml/planta da calda 14FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

Manter o pulverizador com alta presso Preferencialmente usar bico regulvel Jacto azul. II.Pulverizar , jato dirigido para as folhas, com Score Dosagem = 10 ml/ 20 litros de gua Fazer cobertura total das plantas Usar espalhante adesivo de boa qualidade III.Pulverizao foliar, 3 dias aps a pulverizao com Score, Cercobim700 PM Dosagem = 20 gramas/20 litros de gua Fazer cobertura total das plantas Usar espalhante adesivo de boa qualidade Somente repetir o tratamento quando o fungo voltar a surgir na cultura. Monitorar a cada 10 dias, verificando o colo das plantas. Em geral uma nica aplicao de cada produto controla totalmente, sem reinfestao. MURCHA DE ESCLETORIUM Sclerotium solfsii

ESCLERCIOS NO CAULE

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ESCLERCIOS NO CAULE

4- ESTENFLIO AGENTE CAUSAL = Stemphylium solani O Stemphylium solani tem sido um fungo causador de considerveis prejuzos na Ibiapaba. Alguns fatores tm contribudo para que esse fungo seja considerado como uma das principais doenas da regio, merecendo destaque: a) a rapidez com que o fungo evolui, em trs ou quatros dias ele contamina todas as plantas, de modo extremamente agressivo; b) o estdio das plantas em que o fungo ataca, geralmente aps os 40 DAT; c) a dificuldade de um diagnstico preciso e rpido. Algumas outras doenas so confundidas na fase inicial, com o estenflio. O produtor, em geral, s procura orientao tcnica quando as plantas j esto com mais de um tero das folhas atacadas, dificultando a eficincia dos produtos indicados para o controle, bem como, os prejuzos j so irreversveis. d) perodo climtico o estenflio mais encontrado nas pocas de alta umidade do ar tempo chuvoso, e baixas temperaturas. A eficincia de fungicidas menor, principalmente pela lavagem promovida pelas chuvas em muitos casos, antes mesmo de terminar a aplicao de fungicidas, a chuva chega e promove uma verdadeira lavagem das folhas.

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SINTOMAS O Stemphylium solani um fungo que ataca o tomateiro de forma descendente, isto , de cima para baixo. Logo, pela sua posio de ataque, inicia pela parte mais nova, o topo da planta, descendo de forma rpida e violenta. Por iniciar a infestao nas parte mais nova, portanto, a mais frgil, as plantas sofrem srios danos. As variedades mais sensveis ou Estenflio, so rapidamente destrudas. Para o diagnstico, essa caracterstica (fungo descendente) facilita muito, evitando confundir com outros fungos tendo o cuidado com a semelhana com algumas bactrias. Enquanto a Alternria, a Septoriose e a Cladosporiose atacam de forma ascendente de baixo para cima -, o Estenflio uma doena do topo do tomateiro. A presena desse fungo diagnosticada pela presena de numerosas e pequenas pintas nas duas faces dos fololos. As manchas tem cor escura e so de forma circulares, mas irregulares(por vezes circulares, noutras alongadas). A mancha de Estenflio tem a cor mais clara no centro, do que nas bordaduras. Nos estdios mais avanados, o centro da mancha apresenta furo. O fungo causador do Estenflio, especfico das folhas. Os frutos, caules e flores no apresentam sintomas. Em um mesmo fololo, podero ser encontrados manchas com e sem furos. CONTROLE Para o controle eficiente do Estenflio, de primordial importncia o diagnstico logo no aparecimento dos primeiros sintomas. Da, a vistoria peridica do topo das plantas ser muito importante, principalmente nos perodos chuvosos. O fungo facilmente eliminado com uso de fungicidas do grupo qumico dos triazis, com a ajuda de clorotalonil. Exemplos de fungicidas com alta eficincia para o controle de Estenflio: Caramba (Metconazole), Sialex (Procimidone), Dascostar e Isatalonil (Clorothalonil). Estrobilurinas

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Os tomates Santa Clara, bem como alguns hbridos so muito sensveis a esse fungo, merecendo maior ateno quando forem cultivadas. Exemplos de hbridos sensveis: Sculus, Monalisa, Carmen. Muitos dos Hbridos Longa Vida so resistentes ao Estenflio, sendo o mtodo mais prtico para o controle da doena. Exemplos de Tomates resistentes: BS 9271 (Red Cheef) e Thomas. O cultivo de tomates resistentes, no entanto, fica limitado por vrios fatores, sendo os principais: a) Baixa produtividade, Exemplo do Thomas. b) No adaptabilidade ao cultivo de campo, Ex. BS 9271. c) No aceitao dos frutos no mercados, por serem frutos pequenos ou frutos de moles (sem resistncia ps-colheitas). d) Sensibilidade rachaduras de frutos em condies climticas adversas chuvoso). O tomate Red Chif (BS 9271) tem timo comportamento em cultivo em estufa. MANCHA DE ESTENFLIO - Stemphylium solani (perodo

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MANCHA CARACTERSTICAS NA FOLHA MANCHAS EM UMA FOLHA SUPERIOR

MANCHAS CIRCULARES NAS FOLHA MARROM

MANCHAS COR

5- MURCHA DE ESCLEROTINIA - OUTROS NOMES: ESCLERTIUM MOFO BRANCO PODRIDO DE ESCLEROTINIA AGENTE CAUSAL Sclerotinia sclerotiorumFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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A Murcha de Esclerotium no uma doena comum na Ibiapaba, sendo mesmo raros os casos. No entanto, na regio do Cariri sul do Cear -, tornou-se em pouco tempo, uma doena causadora da mortalidade de muitas plantas. Sendo, em alguns casos, o problema principal dentre as doenas fngicas do incio do cultivo. SINTOMAS O fato da planta atacada murchar, poder, em um primeiro momento, confundir tal sintoma com outras murchas, principalmente a murcha bacteriana. Com a observao mais detalhada, uma diferena bsica entre a murcha de esclerotium e as demais murchas, a presena do fungo na base do caule. De cor branca, o miclio, cresce rapidamente sobre a regio infectada, recobrindo parcialmente a regio afetada. O caule apresenta colorao marrom (de claro a escuro), crescendo de forma ascendente. A regio do caule infectada, apresenta dimetro menor que a rea sadia. Com o progresso da doena, podero ser encontrados os esclerdios que so a frutificao do fungo de forma irregular e colorao preta, podem ser encontrados dentro ou fora do caule. A murcha total da planta verificada logo no incio dos primeiros sintomas: escurecimento do caule e formao de miclio. Aps iniciar o processo de murchamento, a doena irreversvel e rapidamente mata a planta. Os maiores danos so verificados no incio do plantio, geralmente com as plantas no estdio inicial de crescimento, at os 30 DAT. Solos pesados argilosos e com alta umidade, favorecem o surgimento e desenvolvimento do fungo. CONTROLE Mesmo sendo um fungo causador de rpida destruio do tomate, podemos classificar como sendo de controle relativamente fcil. Para no fugir regra, o diagnstico feito logo no aparecimento dos primeiros sintomas, de alta importncia para o rpido controle. A aplicao dos fungicidas, nesse caso, dever ser dada a seguinte ateno:

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a) Quando for usar produto de contato, direcionar o jato para o local da infestao, geralmente no colo da planta, at altura de 20 cm; b) Quando for aplicao de fungicidas sistmico, direcionar o bico do pulverizador para o colo das plantas e para as folhas. Proporcionando uma cobertura a total de toda a planta. c) Sempre que for controlar fungos com fungicidas sistmicos, misturar um fungicida protetor. Para controlar rapidamente o Esclerotium, so de alta eficincia os fungicidas : 1- Kobutol, = 80 g 2- Sialex, = 20 g 3- Rovral, = 30 ml 4- Orthocide = 50 g 5- Doses para 20 litros de gua. Como medidas auxiliares de controle, aconselhamos: a) Diminuio da umidade do solo, com suspenso total; ou parcial da irrigao; b) Suspender adubao nitrogenada, at o total desaparecimento do fungo; c) Erradicar plantas afetadas, retirando de dentro da rea cultivada. Sempre utilizando um saco para por as plantas doentes evitando espalhar o fungo por toda a rea plantada. d) Sempre que for realizar amontoa, aplicar antes um fungicida protetor.

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MURCHA DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum

MURCHA DE ESCLEROTINIA SINTOMAS NO COLO DA PLANTA

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6 PINTA PRETA OUTROS NOMES ALTERNRIA QUEIMA DA SAPATA QUEIMA DO TOMATE MANCHA DO TOMATE AGENTE CAUSAL: Alternaria solani A Pinta Preta a doena fngica principal do tomateiro, estando presente em todas as regies do Estado do Cear. Tem sido por muitos anos o fungo causador dos maiores custos no controle de doenas. Muitas perdas de produo podem ser debitadas na conta da alternria. A pinta preta no obedece a nenhuma regra: a) De clima ataca o tomateiro nos perodos de inverno (poca de chuvas) e vero (perodo do ano sem chuva). Portanto, uma doena de todo o ano, com maior incidncia nos perodos de chuva, onde as condies climticas favorecem, no somente a este fungo, mas a todas as outras doenas. b) De Variedade - independente de ser tomate de crescimento determinado ou indeterminado. Sendo tomate Santa Clara ou do grupo de Hbridos Longa Vida. Todas sofrem as mesmas infestaes desse fungo. c) De Estdio da Planta em qualquer fase: crescimento, florao ou frutificao, a presena da pinta preta pode ser detectada, com maior ou menor grau de dano econmico; f) De Parte da planta afetada diferente de outras doenas fngicas (Ex. septoriose, estenflio e murcha de esclerotium), a pinta preta afeta toda a parte area do tomateiro: caule, folhas e frutos. Algumas severamente afetadas, por exemplos as folhas. d) De Nvel tecnolgico do produtor esse fungo encontrado nos plantios de menor uso de tecnologias, do mesmo modo que verificado nos plantios dos produtores que utilizam todos os recursos tcnicos disponveis. partes so mais

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e) De Localizao geogrfica em todos os Estados do Brasil , onde for cultivado tomate, a Alternria sempre um problema preocupante. Em todo os Estado do Cear, a Pinta Preta est presente na cultura do tomate. SINTOMAS: O fungo Alternaria solani inicia o ataque no tomateiro sempre de modo ascendente. Os primeiros sintomas sero detectados nas folha mais velhas, evoluindo rapidamente para a parte superior. A caracterstica de infectar de baixo da cima, facilita no diagnstico, eliminando qualquer possibilidade de confundir com o Estenflio (S. solani fungo de ataque descendente) . Por outro lado, poder deixar alguma dvida quanto ao ataque de Septoriose (Septoria lycopersici), fungo que tambm tem caracterstica ascendente, quando os sintomas so iniciais. Mas, uma anlise cuidadosa, permite distinguir os sintomas. Vejamos os sintomas apresentados pela Alternria, em cada uma das partes do tomateiro: Sintomas nas folhas o surgimento da pinta preta ser sempre pelas folhas mais velhas, as chamadas folhas baixeira (ou folhas da base). A presena de pequenos pontos de cor preta, so os primeiros indcios da presena do fungo. Nesse estdio possvel confundir com septoriose e com algumas bactrias. Porm, com a evoluo da doena que se d de forma muito rpida a identificao e extremamente fcil. A formao de anis concntricos e o aparecimento de um crculo amarelado em volta dos anis concntricos, tornam os sintomas da pinta preta inconfundveis. Cada anel corresponde a uma gerao de fungo. bom que se esclarea: a formao dos anis concntricos, bem como do crculo amarelo que envolve os anis concntricos, no sero necessariamente perfeitos alguns sero bem formados, outros sero irregulares, conforme podero ser vistos nas fotos. Em uma mesma folhas, surgem vrias manchas , de tamanho diferente; em geral, existe uma pinta preta maior e vrios outras menores (de tamanho decrescente: da pinta preta maior at uma pequena pinta do tamanho de um ponto), que podero se unir, conforme o desenvolvimento de cada pinta preta. As manchas apresentaro no centro um anel de cor mais escura. Com o crescimento da mancha, h a tendncia do centro rasgar, em funo da morte dos 24FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

tecidos foliares. Plantas severamente atacadas secam as folhas de baixo para cima. - Sintomas no caule o aparecimento da pinta preta no caule s constatado em caso se infestao severa ou quando no so tomadas medidas de controle. Sendo muito comum o surgimento de pinta preta em plantios velhos fase final de colheita, ou em hortas abandonadas seja por findar a colheita, ou por qualquer outro motivo. Para diagnosticar a pinta preta em caules, verificar a presena de manchas com formato alongado, de cor escura e com anis concntricos. A mancha provocada pelo fungo ter formato alongado, no sentido do comprimento do caule, sem nunca envolver totalmente o caule. Diferente das folhas, no caule as manchas so isoladas, raramente sero encontradas manchas juntas. No centro da mancha, ser visto um anel mais escuro. Quando os sintomas surgem em plantas novas, os danos so maiores, podendo comprometer totalmente o plantio, pois as plantas retardam o crescimento, ficam com cor amarelada e tendem a tombar quebrando no centro da mancha, pela ao do vento. - Sintomas nos frutos o fungo da aparecimento dos sintomas nas folhas pinta preta s ataca os fruto, quando nenhuma medida for tomada para controlar a doena no incio da infestao da base da planta, conforme descrito acima. Nesses casos, os prejuzos so enormes. Nenhum fruto com sintoma de pinta preta ser comercializado significando perda de produo. Para identificar a presena do fungo Alternria solani nos frutos, verificar a regio do clice regio conhecida pelos produtores como talo do fruto, que corresponde parte superior do fruto. O fruto atacado pela pinta preta apresenta anis concntricos, na base do talo. Em geral o fruto infectado se desprende do cacho, caindo no solo seja pela ao do vento, ou provocado por pessoa: um leve movimento de balanar a planta. As spalas tambm podem ser destrudas pelo fungo. A alternria s atinge o fruto quando as medidas de controle no so adotadas, quer de maneira preventiva, ou por tratamento curativo. Logo ao surgirem os primeiros sintomas nas folhas, o controle curativo tem que ser adotado, evitando o progresso da doena e, consequentemente, prejuzos de frutos danificados.

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CONTROLE A ao dos fungicidas para o controle da pinta preta, com o surgimento de produtos dos grupos qumicos dos triazis e das estrobilurinas, de altssima eficincia. Tornou-se muito mais fcil prevenir e curar o tomateiro contra esse fungo. importante que se tenham uma coisa como bsica : a necessidade de tratamento preventivo pois temos a certeza de que o fungo Alternria solani, de presena constante nos plantios de tomate. Exemplos de fungicidas para controle de Pinta Preta: Doses para 20 litros de gua TRIAZIS: - Caramba = 15 cc - Folicur = 20 cc - Sportak =`20 cc - Score = 10 cc ESTROBILURINAS: - Stroby = 8 cc - Comet = 8 g - Cabrio Top 80 g OUTROS GRUPOS : - Sialex = 20 g - Dacostar = 40 g - Isatalonil = 40 g - Rovral = 30 cc - Orthocide = 50 g - Antracol = 50 g - Polyram = 60 g - Cantus 3 g

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PINTA PRETA Alternaria solani

ANEIS CONCNTRICOS NA FOLHA

QUEIMA DAS FOLHAS BASAIS

ANIS CONCNTRICOS NO CAULE

ANIS CONCNTRICOS NO CAULE

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PINTA PRETA Alternaria solani

FOLHAS DA BASE COM PINTA PRETA E ANEL AMARELO

SINTOMA NO FRUTO

FOLHAS DA BASE COM PINTA PRETA E ANEL AMARELO

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7- REQUEIMA OUTROS NOMES = FITFORA MELA QUEIMA DO TOMATE OLHO DE VIADO NOS FRUTOS QUEIMA DOS FRUTOS TOMBAMENTO AGENTE CAUSAL - Phytophthora infestans, Phytophthora capsici, Phytophthora nicotinae, Phytophthora ssp PINTA PRETA COM ANEIS CONCNTRICOS EM FOLHA As vrias espcies de fungos do gnero Phytophthora provocam danos severos em todas as regies que cultivam tomate no Estado do Cear. Na regio do Carir, sul do Estado do Cear, tem sido o principal fungo do tomateiro. Na regio Central do Estado, tem sido registrado o tombamento de mudas, nos primeiros dias aps o transplante, provocado pela presena da fitfora, com perdas de at 50% de algumas reas. A presena das vrias espcies desse fungo, com sintomas diferentes (cada espcie tem seus sintomas caractersticos), provoca, por vezes, confuso e dvidas no diagnstico da doena. Nas pocas de 80, at ano de 1998, praticamente tnhamos dois tipos de fitrofora: a) Tombamento de mudas; b) Queima do olho do tomate, geralmente em plantas com idade variando entre 15 e 30 DAT. De 1999 em diante, fomos registrando outros sintomas de fitfora, com a presena de todas as espcies atualmente conhecidas. Conforme veremos na descrio a seguir. SINTOMAS I TOMBAMENTO DE MUDAS: A morte de plantas recm transplantada do 1o DAT at 15 DAT, mais comum em solos j cultivado com hortalias principalmente pimento, melo,FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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tomate, beringela. Solos pesados (com alto teor de argila), tendem a favorecer a presena desse fungo, em funo da dificuldade de drenagem e, conseqente , presena de alta umidade no solo por vrios dias. A principal caracterstica de fitfora em planta com morte aps o transplante, pode ser visto no caule da planta, bem prximo ao solo, onde apresentam os tecidos midos e apodrecendo, com diminuio do dimetro do caule, na regio atacada polo fungo. A planta afetada, ao ser puxada, pode quebrar rente ao solo, ficando o sistema radicular enterrado no solo. O tombamento imediatamente verificado, seja pela ao do vento ou pelo prprio peso da planta. Quando uma planta infectada, dificilmente poder ser recuperada. So necessrias medidas preventivas (em reas de risco) ou, na ausncia destas, pulverizaes curativa (quando so notadas as primeiras plantas com tombamento). Preferencialmente o tratamento preventivo dever ser adotado, por ser mais eficiente e mais econmico, favorecendo, ainda, a uniformidade do plantio. Somente os fungicidas especficos e de reconhecida eficincia devem ser usados para o controle de fitfora, tento sempre, o cuidado com a possibilidade de criar resistncia. II REQUEIMA DO OLHO Trata-se da mais antiga espcie do gnero Phytophthora, detectada no Estado do Cear, j nos anos de 1979 causava prejuzos enormes. O diagnstico relativamente fcil. Nas plantas com estdio variando entre 5 DAT at 45DAT, o ataque do fungo verificado de forma descendente. Iniciando nos fololos mais novos, caracteriza-se pela queima do limbo foliar, com manchas de cor semelhante ferrugem (muitos produtores, por tal caracterstica, dizem que o tomate est com ferrugem). As manchas queimam as bordas das folhas, de fora para dentro Com o progresso da doena, o pecolo e o caule so igualmente afetados, provocando a queima total da parte nova da planta, em geral os primeiros 30 centmetros, medindo de cima para baixo, so destrudos. Plantas afetadas pela requeima do olho, paralisam o crescimento, perdendo toda a capacidade produtiva. Em alguns casos, quando o ataque iniciado com plantas com idade acima de 40 DAT, somente uma das guias (ramos) poder ser afetada. Em casos 30FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

de ataque severo, ou quando as medidas de controle no so efetivada, os frutos novos tambm sero atacados, apresentando linhas de cor de ferrrugem, de forma irregular. Nestes casos, os frutos no se desenvolvem, com perda total. Em geral, o ataque detectado em plantas isoladas, espalhadas por toda a rea cultivada. Rapidamente as plantas vizinhas sero contaminadas. No incio da infestao, a Requeima do Olho, poder ser confundida com algumas bactrias. No entanto, com a observao da evoluo durante 48 horas, o fungo apresenta sintomas diferentes das bactrias. As bactrias formam manchas midas e de formato mais regulares (circulares), distribudas por varias partes da planta. Os fungos provocam manchas secas e de formato irregular-alongados, e concentradas na parte nova da planta. O controle da Requeima do Olho, pela sua agressividade, precisa ser feito de modo preventivo em regies e pocas de maior incidncia. Quando medidas preventivas no foram tomadas, tendo sido registrada a presena do fungo, o tratamento curativo tem que ser adotado imediatamente. Nestes casos, a aplicao de fungicidas sistmicos especficos em associao com fungicidas protetores, a nica soluo. III REQUEIMA DAS FOLHAS Diferente dos sintomas descritos nos itens anteriores, a requeima das folhas apresenta algumas particularidades. Os sintomas mais caractersticos so: a) Queima das bordas das folhas, Inicialmente uma fina linha de cor preta observada nas folhas dando a impresso de uma linha formada por um lpis grafite. Com a evoluo, a queima vai aumentando de fora para dentro, provocando o enrolamento dos fololos. O enrolamento para cima, formando, por vezes, um cone. Muito cuidado devemos ter por ocasio do diagnstico, para determinar a severidade do ataque em geral os sintomas iniciais esto em todas as folhas (das mais velhas s mais novas), a presena da linha de cor negra (inicio do ataque) pode passar desapercebido. b) Manchas grandes, em foram de V, quando observamos os fololos segurando pelo pecolo, estaro presentes. Em alguns casos dependendo do fatores climticos as manchas nas folhas podero ser notadas inicialmente no segundoFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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tero da planta progredindo para cima e para baixo na mesma planta, e para os lados nas plantas vizinhas. Quando as folhas esto com sintomas avanados de requeima, os tecidos morrem (necrose do limbo foliar). Ao friccionar a folha com a mo, ela se transformar em p. Sendo mais uma caracterstica da doena. IV REQUEIMA DOS FRUTOS O ataque de Phytophthora nos frutos de tomate, pode acontecer de duas modalidade: a) Nos frutos novos como consequncia do desenvolvimento da Requeima do Olho, conforme descrito anteriormente. As manchas provocada pelo fungo, tem forma irregular em qualquer parte do fruto. So manchas de cor semelhante a chocolate. Aparecem vrias manchas no mesmo fruto. c) Nos fruto velhos H a necessidade de detalhamento dos sintomas, tendo em vista ser diferente de qualquer outro sintoma de Requeima. Para que o fungo apresente sintomas, algumas condies so necessrias. A soma dos fatores seguinte determinam a Requeima dos frutos das pencas de baixo: 1 - Climtica em plantios realizados no perodo seco (sem chuvas - no Cear nos meses de Setembro e Outubro), que estejam prximo ao perodo de Colheita e recebam as primeiras chuvas de Novembro ou Dezembro. 2 - Deficincia hdrica reas com irrigao insuficiente seja pelo mtodo de fornecimento , ou pela quantidade de gua aplicada que recebam guas de chuvas (conforme citado do item 1). 3 - Desequilbrio nutricional junto com as duas condies anteriores, plantios conduzidos com adubao excessiva de nitrognio (Ex. Uria e esterco de galinha), favorecem ao fungo. Acontecendo os trs fatores juntos: Plantios prximos colheita nos meses de Novembro e Dezembro, (transio de vero para inverno), conduzidos com irrigao deficiente, adubados com nitrognio em excesso, que recebam as primeiras chuvas do incio do perodo chuvoso, apresentam a Requeima dos frutos. A presena do fungo favorecida pela absoro de grande quantidade de gua e nitrognio de forma rpida. 32FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

O sintoma caracterstico a formao de uma mancha de tamanho grande, localizada geralmente ao lado do fruto, com formato redondo, com cor variando de marrom claro ao preto e superficial raramente atinge s sementes. Outra caracterstica a presena de grande quantidade de lquido (gua) no interior dos frutos. Cortando um fruto ao meio, mesmo estando em estdio verde, escorre lquido sem a necessidade de fazer presso, o que no ocorre com frutos sadios. Para o controle da Requeima dos frutos, medidas devem ser adotadas, especificamente: a) pulverizar preventivamente com fungicida sistmico especfico, associado a fungicida protetor. Ver relao de produtos citados nas medidas de controle especficas para a Requeima. b) adubar obrigatoriamente obedecendo a relao nitrognio x potssio, no mnimo de 1 x 1,66 (em todo o ciclo), tendo o cuidado de manter a relao de no mnimo 1 x 3, do estdio de pr-colheita (50 a 70 DAT) c) irrigar de modo a fornecer quantidade de gua em volume necessrio s necessidades das plantas ver detalhes sobre o assunto no captulo sobre irrigao. Sempre que possvel irrigar toda a rea cultivada, evitando pontos de alta umidade (encharcamento) e pontos sem gua . d) dependendo da situao nutricional e hdrica, poder ser necessrio uma adubao emergencial somente com potssio. e) No caso de serem registradas chuvas de 50 mm ou acumulado acima de 50 mm em cinco dias, necessrio a amontoa, formando uma leira na linha de plantio, evitando o excesso hdrico e, ao mesmo tempo, favorecendo novo enraizamento. Vale lembrar que somente dever ser feito amontoa quando no tiver sido adotada tal prtica no incio da cultura. CONTROLE 1- FUNGICIDAS - DOSES PARA 20 LITROS DE GUA 1 .1 SISTMICOS FORUM = 15 GRAMAS ALIETE = 50 GRAMAS PREVICUR = 40 ML 1.2 PROTETORESFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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ANTRACOL = 50 GRAMAS ORTHOCIDE = 50 GRAMAS DACOSTAR = 50 GRAMAS DITHANE = 50 GRAMAS ISATHALONIL = 50 GRAMAS POLYRAM = 60 GRAMAS 1.3 SISTMICOS + PROTETORES RIDOMIL GOLD = 40 GRAMAS FORUM PLUS = 60 ML ACROBAT Mz = 80 GRAMAS POSITRON DUO = 50 GRAMAS 2 MEDIDAS AUXILIARES 2.1 EQULBRIO NUTRICIONAL Especial ateno deve ser dada para a relao Nitrognio x Potssio durante todo o ciclo e principalmente aps 50DAT, quando a relao dever ser: 1 x 1 at 25 DAT 1 X 1,5 de 26 a 40 DAT 1 x 2 de 41 a 50 DAT 1 x 3 aps 50 DAT. 2.2 CONTROLE HDRICO evitando (sempre que possvel) perodos com deficincia e dias com excesso de gua. 2.3 No irrigar por asperso ou micro-aspersor. Preferencialmente usar o sistema de gotejamento. 2.4 Nos perodos de maior umidade, utilizar espaamentos maiores. Com densidade mxima de 16.000 plantas por hectare. 3 DADOS SOBRE PULVERIZAES: 3.1 = Preventivamente nas regies e/ou perodos onde o ataque do fungo seja favorvel. 3.2 = Intervalo de aplicao: 34FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

- Preventivo = A cada 10 dias em possibilidade de baixa infestao. A cada 7 dias em possibilidade de alta infestao. - Curativo = A cada 5 dias em baixa infestao. A cada 3 dias em alta infestao 3.3 = Alternar princpios ativos sistmicos e protetores. 3.4 = Associar sempre um produto sistmico com um protetor, evitando a possibilidade de resistncia. 3.5 = Preferencialmente usar produtos com mistura pronta 3.6 = Efetuar cobertura total da planta 3.7 = Usar espalhante-adesivo e redutor de pH. REQUEIMA - Phitophthora ssp

QUEIMA DO TOPO DA PLANTA

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FITFORA NOS FRUTOS

FITFORA Phytophthora ssp

QUEIMA DAS BORDAS DAS FOLHAS

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MANCHAS NO CAULE

QUEIMA DAS BORDAS DAS FOLHAS

8 SEPTORIOSE AGENTE CAUSAL - Septoria lycopersici A incidncia de Septoriose no tomateiro vem aumentando

consideravelmente a cada ano. Na regio do Cariri, Sul do Estado do Cear, tem sido a doena fngica principal desde o ano de 2001. No Norte (Ibiapaba)do Estado do Cear os primeiros casos de incidncia de septoriose, com perdas de produo, foram registradas no ano de 1996. Nas estufas de produo de mudas, onde no existem programas preventivo de controle de doenas, a septoriose causa danos considerveis, ao mesmo tempo, sendo responsveis pela disseminao do fungo a nvel de campo. As mudas sendo infectadas nas estufas, poucos dias aps o transplante, acontece uma verdadeira exploso do fungo no campo. SINTOMAS Trata-se de um fungo ascendente. As folhas mais velhas so as primeiras a serem infectadas pelo patgeno, do mesmo modo que a Pinta Preta (Alternria solani). Em funo desta caracterstica, no incio da infestao, a septoriose poder ser confundida com a Pinta Preta.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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Os primeiros sintomas de septorioses so pequenas manchas nas folhas. As manchas aparecem inicialmente nos ponteiros dos fololos, avanando para dentro. Sobre as manchas, com o auxlio de uma lupa, sero vistos numerosos pontos de cor preta, formando um crculo. O centro de cada mancha fica com a cor clara, lembrando a cor de palha de milho seca. Vejamos algumas diferenas entre a Pinta Preta e a Septoriose. A Pinta Preta apresenta: - manchas com anis concntricos, - mancha amareladas ao redor dos anis, - manchas de tamanho grande, em geral isoladas, - poucas manchas por fololo, - distribuio das manchas em qualquer parte do fololo. A Septoriose tem as seguintes caractersticas: - pontuaes negras sobre as manchas, - ausncia de anel amarelado ao redor das manchas, - manchas pequenas, - numerosas manchas agrupadas, - incio da infestao nas pontas dos fololos, - centro da mancha de cor da palha de milho seca. Comparando as diferenas citadas, fica fcil distinguir um fungo do outro, evitando erro de diagnstico. CONTROLE A nvel de campo, o controle da Septoriose relativamente simples. Maiores dificuldades de controle sero enfrentadas quando as mudas forem transplantadas j infectadas. Dentre os fungicidas com melhor eficincia, merecem destaque: - Sialex, - Folicur - Caramba - Dacostar - Isatalonil 38FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

- Rovral - Orthocide - Strobilurinas . As doses a serem aplicadas sero as mesmas para o controle de Pinta Preta. Tendo o cuidado de no aplicar alguns triazis em plantas com menos de 30DAT. SEPTORIOSE Septoria lycopersici

MANCHAS COR DE PALHA, COM PONTUAES NEGRAS

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PROGRAMA PREVENTIVO DE CONTROLE DE DOENAS FNGICAS CONSIDERANDO REGIO COM ALTA INCIDNCIA DE FUNGOS E PERODO CHUVOSO. DOSES PARA 20 LITROS DE GUA DT = PREVICUR (30 ml) + ORTHOCIDE (50 g) 3DAT = DACOSTAR (50 g) 6DAT = POSITRON DUO (50 g) 9DAT = SCORE (10ml) 12DAT= FORUM PLUS (60 ml) 15DAT= SIALEX (20g) 18DAT= ALIETE (40g) +POLYRAM (60g) 21DAT= SCORE (10ml) 24DAT= PREVICUR (30ml) + ANTRACOL (40g) 27DAT= DACOSTAR (50g) 30DAT= SIALEX (20 g) + ORTHOCIDE (40g) 33DAT= POSITRON DUO (50g) 36DAT= CABRIO TOP (80 g) 39DAT= ACROBAT Mz (80g) 40FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

44DAT= CARAMBA (15 ml) 49DAT= ALIETE (40g) + DACOSTAR (40g) 54DAT= STROBY (10 ml) 59DAT= DACOSTAR (50g) 64DAT= CARAMBA (15ml) 69DAT= PREVICUR (30ml) + ORTHOCIDE (40g) 79DAT= CABRIO TOP (80 g) 85DAT= ANTRACOL (50 g) Para o perodo sem chuvas, com dias quentes e noites midas e frias, o intervalo entre aplicaes dever adaptado, podendo ser de 5 em 5 dias at aos 40DAT, passando a 8 em 8 dias at 70 DAT, depois 12 em 12 dias at o final do ciclo. Quando houver coincidncia de pulverizaes com inseticidas e/ou bactericidas, observar a compatibilidade dos produtos. A preferncia de aplicao ser em funo do diagnstico, quando produtos incompatveis. No dia seguinte completar o tratamento. Sempre usar Espalhante Adesivo e Redutor de pH. PROGRAMA PREVENTIVO DE CONTROLE DE DOENAS FNGICAS CONSIDERANDO REGIO COM ALTA INCIDNCIA DE FUNGOS E PERODO CHUVOSO. DOSES PARA 20 LITROS DE GUA DT = PREVICUR (30 ml) + ORTHOCIDE (50 g) 3DAT = DACOSTAR (50 g) 6DAT = POSITRON DUO (50 g) 9DAT = SCORE (10ml) 12DAT= FORUM PLUS (60 ml) 15DAT= SIALEX (20g) 18DAT= ALIETE (40g) +POLYRAM (60g) 21DAT= SCORE (10ml) 24DAT= PREVICUR (30ml) + ANTRACOL (40g) 27DAT= DACOSTAR (50g)FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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30DAT= SIALEX (20 g) + ORTHOCIDE (40g) 33DAT= POSITRON DUO (50g) 36DAT= CABRIO TOP (80 g) 39DAT= ACROBAT Mz (80g) 44DAT= CARAMBA (15 ml) 49DAT= ALIETE (40g) + DACOSTAR (40g) 54DAT= STROBY (10 ml) 59DAT= DACOSTAR (50g) 64DAT= CARAMBA (15ml) 69DAT= PREVICUR (30ml) + ORTHOCIDE (40g) 79DAT= CABRIO TOP (80 g) 85DAT= ANTRACOL (50 g) Para o perodo sem chuvas, com dias quentes e noites midas e frias, o intervalo entre aplicaes dever ser adaptado, podendo ser de 5 em 5 dias at aos 40DAT, passando a 8 em 8 dias at 70 DAT, depois 12 em 12 dias at o final do ciclo. Quando houver coincidncia de pulverizaes com inseticidas e/ou bactericidas, observar a compatibilidade dos produtos. A preferncia de aplicao ser em funo do diagnstico, quando produtos incompatveis. No dia seguinte completar o tratamento. Sempre usar Espalhante Adesivo e Redutor de pH. Ver no final da apostilha dados de pH e Grupos qumicos. 04 - DOENAS BACTERIANAS DO TOMATE DOENAS BACTERIANAS. 1 - CANCRO BACTERIANO Clavibacter michiganensis. 2 - MURCHA BACTERIANA Ralstonia solanacearum (ex-Pseudomonas solanacearum) 3 - NECROSE MEDULAR Pseudomonas corrugata

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4 - MANCHA BACTERIANA Xanthomonas campestris pv vesicatoria

5 - PINTA BACTERIANA Pseudomonas syringae pv tomato 6 - TALO OCO Erwinia spp

1- CANCRO BACTERIANO: 1.1 - AGENTE CAUSAL Clavibacter michiganensis DANOS O cancro bacteriano, conforme o modo de infeco, poder causar maiores ou menores danos na produo. Quando o ataque se d de modo sistmico, geralmente muito agressivo, provoca a morte das plantas, podendo chegar a 60% da rea. Nos casos de ataque por contato (ou localizado), modo menos agressivo, as perdas sero menores - sendo adotadas as medidas de controle logo no incio do ataque, as perdas podero ser muito pequenas. Srios danos so causados quando o ataque da bactria localizado no cacho, provocando a queda de flores e de frutos novos, com forte reduo da produo, chegando a perda de mais de 20 % da florao. Somente quando a queda acentuada, o produtor percebe a severidade da bactria. Da, a necessidade de monitoramento permanente, quando na condies climticas forem favorveis s bactrias. SINTOMAS - Nos frutos - O surgimento e pequenas manchas, de formato arredondados, com pequenas depresso, de cor esbranquiada e vai evoluindo para marrom claro. A quantidade de manchas por fruto sempre ser mais de uma. Algumas pessoas comparam a mancha formada pelo cancro bacteriano com o olho de passarinho. Qualquer fruto pode ser atacado, muitos casos so encontradas bactrias em frutos novos, em plantas em fase de colheita. Quando comparamos com a pinta bacteriana (Pseudomonas syringae) e com a Mancha bacteriana (Xanthomonas campestris pv vesicatoria), trs caractersticas diferem as bactrias umas das outras:FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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a) A mancha do cancro bacteriano de forma depressiva com halo de cor branco, a pinta bacteriana tem forma levemente elevada, enquanto a mancha bacteriana de forma depressiva, com halo mido (dando a impresso de oleoso) b) O cancro bacteriano no se destaca do fruto, enquanto a pinta bacteriana pode ser retirada facilmente (como se fosse uma verruga), a mancha bacteriana tambm no se destaca, sendo maior que o cancro e a pinta bacteriana. c) O cancro bacteriano tem cor clara (marrom-esbranquiado), enquanto a pinta bacteriana tem cor escura (quase negra), a mancha bacteriana tem cor marrom escuro. - Nos cachos numerosas pintas - de cor marrom-claro - surgem nos cachos, provocando a queda acentuada de flores e frutos novos, deixando , por vezes, cachos com um ou nenhum fruto. O ataque nos cachos, quase sempre de forma generalizada, em toda a rea, apresentando queda de flores em 100% das plantas, principalmente quando as condies climticas so favorveis (noites frias e dias quentes). Nesses casos, medidas curativas so de mxima urgncia. - Na planta o principal sintoma do cancro bacteriano a murcha de somente um lado da planta, que se torna mais evidente nas horas mais quentes do dia (por volta de 9 horas da manh, a murcha perfeitamente visvel). Na parte mais nova olho do tomateiro -, as folhas de um lado murcham e as do outro lado continuam normal, a murcha ser sempre descendente. Uma planta com cancro bacteriano, murcha durante as horas quentes do dia e, no dia seguinte, amanhece com aspecto normal como se no tivesse bactria, durante alguns dias a planta assim se comporta . Com o progresso da doena, toda a planta murchar de modo irreversvel, chegando morte. Sempre surgiram plantas com sintomas de cancro bacteriano, de forma isolada ou em pequenas reboleiras. Lentamente ser disseminada em toda a rea, seja pela prtica de desbrota e amarrio, ou pela ao da gua. Fotos na pgina 45 CONTROLE Em geral os tratamentos qumicos, se usados isoladamente, no so suficientes para o controle da bactria, quando se apresentam de modo sistmico. Todas as medidas devem ser usadas conforme citado a seguir em Controle de 44FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

bactrias .Nos casos em que o ataque por contato, o controle qumico suficiente para o controle total da bactria. CANCRO BACTERIANO - Clavibacter michiganensis

PINTAS NOS FRUTOS

MURCHA LATERAL NO TOPO

PINTAS NOS CACHOS

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2 MURCHA BACTERIANA 2.1 AGENTE CAUSAL - Ralstonia solanacearum (Pseudomonas solanacearum, Burkholderia solanacearum) DANOS Dentre todas as bactrias que afetam o tomateiro, a murcha bacteriana a mais destrutiva e mais comum nas reas cultivadas. Em maior ou menor escala, essa bactria, provoca danos econmicos. Qualquer planta de tomate aps ser infectada fatalmente morre. Dependendo das condies climticas, tipo de solo, espaamento, adubao, tratamento preventivo, e mtodos de conduo e irrigao os danos podero ser at de 100% da rea cultivada. Se todos os fatores de risco estiverem presentes, dificilmente a murcha bacteriana permite colheita com bons nveis de produtividade. Em muitos casos no recomendvel tentar o controle, sendo anti-econmico . Nos casos de ataque generalizado na rea cultivada, prefervel a erradicao e destruio total das plantas, cultivando, nos anos seguintes, com culturas resistentes, a exemplo de milho, cana-de-aucar, mandioca, etc. SINTOMAS Afeta toda a planta, provocando a murcha lenta, progressiva e irreversvel. Diferente do cancro bacteriano, quando a Ralstonia solanacearum ataca o tomateiro, os sintomas so de murcha dos dois lados das plantas. De modo mais rpido e mais agressivo a murcha bacteriana mais destrutiva. Os sintomas de murcha so detectados em plantas com mais de 20 DAT. Para identificar e tirar qualquer dvida quanto ser ou no a murcha bacteriana, basta realizar o teste de cmara mida ou teste do copo . Como fazer o teste: a) cortar um pedao de aproximadamente 15 a 20 cm da haste principal, preferencialmente entre o colo e a bifurcao do caule. b) usando um copo transparente (ou outro recipiente semelhante), colocar gua at 2/3 do recipiente. A gua deve ser a mais limpa possvel, se possvel filtrada. 46FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

c) mergulhar o pedao do caule do tomate, de modo que pelo menos 3 cm fique dentro da gua. Fixar o pedao do caule na borda do recipiente, com um pequeno corte no pedao do caule, ou por meio de um arame fino , ou , ainda, com uso de uma fita adesiva. O importante que o pedao do caule no chegue ao fundo do recipiente, ficando a sua ponta submersa suspensa. d) Aguardar de 1 a 2 minutos, tempo suficiente para que o pus bacteriano inicie sua sada do pedao de caule. Tendo a presena da bactria, um filete contnuo de pus bacteriano sair do pedao de tomate. Dependendo da quantidade de bactria existente, a gua do recipiente ficar com cor esbranquiada, provocado pelo pus bacteriano. Decorrido 2 minutos, no aparecendo o pus bacteriano, temos a certeza de que a murcha foi provada por outro agente causal. Em muitos casos antes mesmo de completar o primeiro minuto, j inicia a sada do pus bacteriano. e) Importante, devemos sempre fazer o teste em mais uma planta. Achamos que para cada 5.000 plantas cultivadas, devemos realizar o teste em no mnimo 2 plantas com sintomas de murcha. Cada planta dever ser testada em gua nova. Fotos pag 47. CONTROLE Para o controle da Rasltonia solanacearum, todas as medidas preventivas devem ser adotadas. Nenhuma medida isolada ter qualquer eficincia. Especial ateno deve ser tomada na escolha da rea, evitando regies de baixada midas e com histrico de encharcamento. Do mesmo modo, reas j cultivada e que apresentaram plantas com murcha bacteriana precisam ser evitadas. O controle da gua de irrigao, junto com a adubao nitrogenada so decisivas para o controle de murcha bacteriana.

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MURCHA BACTERIANA Ralstonia solanacearum

MURCHA BACTERIANA EM PLANTA

MURCHA BACTERIANA EM PLANTA EM ESTDIO PRODUTIVO

MURCHA GERAL DAS PLANTAS

PUS BACTERIANO EM TESTE DE COPO PROVA DA EXISTNCIA DE MURCHA BACTERINANA

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3- NECROSE MEDULAR 3.1 AGENTE CAUSAL : Pseudomonas corrugata DANOS Danos a nvel econmicos, somente constatado em casos de alta infestao e quando no so adotadas medidas de controle. Em casos onde constatamos a presena de Pseudomonas corrugata e ao mesmo tempo outra bactria a exemplo de cancro bacteriano, os danos so de valores elevados. SINTOMAS ENRAIZAMENTO DO CAULE O primeiro sintoma visvel de uma planta com necrose medular, o surgimento de razes na parte rea da planta. Em qualquer parte do caule numerosas razes comeam a se desenvolver dando a demonstrao de que a planta est tentando se recuperar, buscando emitir novo sistema radicular. At mesmo nos cachos podero surgir razes adventcias. Para um bom observador, a bactria poder ser identificada logo no incio, quando no caule surgem os primeiros pontos, onde surgiro as razes adventcias. Ainda no caule, pelo lado externo, manchas escuras surgiro, no local da insero do pecolo da folha. NA MEDULA DO CAULE um sintoma caracterstico da Necrose Medular, o aparecimento de manchas na medula do caule do tomateiro de cor chocolate e de formato alongado. Efetuando um corte longitudinal no caule de uma planta com sintomas externos dessa bactria, as manchas sero vistas, em contraste com a cor branca da medula do caule NAS FOLHAS com o progresso da doena, as folhas amarelecem e secam, de baixo para cima podendo levar morte da planta. Vale lembrar que somente haver a morte da planta se medidas de controle no foram adotadas. CONTROLE A necrose medular, quando comparada com outras bactrias, tem seu controle relativamente fcil. Pulverizaes com bactericidas e o uso de medidas auxiliares, so altamente eficientes. Ver mais informaes em Controle de Bactrias.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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NECROSE MEDULAR - Pseudomonas corrugata

MANCHAS COR CHOCOLATE NA MEDULA DO CAULE EMISSO DE RAZES LOCALIZADAS NO CAULE

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4- MANCHA BACTERIANA 4.1 AGENTE CAUSAL Xanthomonas campestris pv vesicatoria DANOS Queda da florao, perda direta de frutos com manchas e diminuio da rea foliar, so os danos causados por essa bactria. A perda de florao, em alguns casos pode comprometer totalmente os cachos, com perdas de at 100%. Os frutos quanto apresentam a bactria no so comerciais, principalmente, quando a infestao afeta os frutos verdes, com danos econmicos elevados. SINTOMAS NAS FOLHAS, dezenas de manchas escuras aparecem nas folha mais velhas, progredindo de forma rpida para a parte superior das plantas. Algumas manchas podero se unir, dando a impresso de ser uma mancha grande. No incio as manchas da bactria Xanthomonas campestris, poder ser confundida com a Pinta Preta (Alternaria solani) ou com a Septtoriose (Septoria lycopersici) e Pinta Bacteriana (Xanthomonas campestris). H a possibilidade de ser confundida com a requeima (Phytophtora infestans).Vale lembrar que as quatro doenas atacam inicialmente as folhas da base da planta. Com a evoluo das doenas (monitorando por 48 horas) os sintomas se caracterizam, facilitando a identificao entre bactria e fungo. Observando atentamente a mancha da bactria tem aspecto mais aguado. Provocam o amarelecimento parcial ou total das folhas, um alo amarelo surgem ao redor das manchas. Com a evoluo, a mancha pode se romper no centro. Plantas em qualquer idade podem ser atacadas, at mesmo mudas antes do transplantes so susceptveis. Os pecolos atacados apresentam manchas de cor marrom e forma alongada. NOS CACHOS a queda de grande quantidade de flores, um forte indcio da presena da bactria. Manchas de cor marrom podero aparecer. NOS FRUTOS Diversas manchas nos frutos (muito comum em frutos verdes), de cor marrom-escuro, com um halo aguado (dando a impresso de oleoso). As manchas so deprimidas, com bordas levemente elevadas.

CONTROLEFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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Muito embora seja uma bactria que promova a queda de grande quantidade de flores e destruio de frutos (a nvel comercialmente), o seu controle no dos mais difceis. de primordial importncia o diagnstico precoce e o controle imediato, com uso de bactericidas. Ver em Controle de bactrias MANCHA BACTERIANA - Xanthomonas campesttris

MANCHAS NAS FOLHAS

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MANCHA BACTERIANA - Xanthomonas campesttri

PINTAS DEPRESSIVAS NOS FRUTOS

MANCHS ESCURAS NO PECOLO

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5 PINTA BACTERIANA 5.1 - AGENTE CAUSAL Pseudomonas syringae pv tomato 5.2 Outra demonicao : Mancha bacteriana pequena DANOS Os danos da pinta bacteriana so semelhantes aos provocados pela mancha bacteriana (Xanthomonas campestris). SINTOMAS Inicialmente os sintomas da Pinta bacteriana podem ser confundidos com outras doenas (fngicas: pinta preta e septoriose; bacteriana: mancha bacteriana). NAS FOLHAS: a presena de vrias manchas pequenas (at 3 mm) , quando mais de uma mancha se unem (formando uma nica mancha), o tamanho da mancha ser bem maior , principalmente quando atingem as bordas dos fololos. As manchas so aguadas. NOS FRUTOS as manchas so pequenas, pretas, circulares, superficiais, sendo bem diferentes das manchas provocadas pelo cancro bacteriano (C. michiganensis) e pela mancha bacteriana (X. campestris). Vale lembrar que as manchas nos frutos surgem somente se no forem adotadas medidas de controle, logo ao surgirem os primeiros sintomas nas folhas. CONTROLE O combate pinta bacteriana idntico ao adotado para a mancha bacteriana, erwnia e necrose medular. Ver em Controle de bactrias.

PINTA BACTERIANA Pseudomonas syringae 54FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

MANCHAS ALONGADAS NAS HASTES DOS CACHOS

PINTAS NAS FOLHAS COM COR AMARELADA AO REDOR 6 TALO-OCO 6.1- AGENTE CAUSAL Erwinia carotovora Erwinia spp 6.2 OUTRO NOME: PODRIDO MOLE

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DANOS O talo-oco tem sido responsvel por perdas considerveis em rea de tomate, principalmente na poca chuvosa quando a incidncia maior e o controle mais difcil. Em plantios de Campo j contatamos perdas superiores a 50% da produo esperada. Em estufa, onde a presena da Erwinia mais agressiva, perdas de 80% de plantas mortas, com fortssima reduo da produtividade. SINTOMAS NO CAULE a Erwinia uma bactria praticamente de caule, em tomate. Somente em casos extremos os sintomas sero vistos nos frutos. A destruio total da medula do caule o principal sintoma. A bactria desintegra a medula de forma ascendente, de tal modo que ao fazer presso no caule, com os dedos, o mesmo cede demonstrando claramente que est oco de onde vem o nome popular: talo-oco. Quando a doena est em estado avanado, um odor forte e caracterstico exala ao cortamos o caule. Por fim, a planta murcha e morre. Ao iniciar o processo de murcha, a planta no mais se recupera. O processo de murcha mais evidente em plantas em incio de produo. CONTROLE Nas pocas de chuvas ou em cultivo protegido o mais sensato adotar medidas preventivas, com uso de bactericidas preferencialmente seguindo um Programa Preventivo de Controle de bactrias em geral. Ver detalhes em Controle de Bactrias.

MANCHA MARROM EXTERNA NO CAULE

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TALO OCO OU PODRIDO MOLE Erwinia spp

DESTRUIO DA MEDULA

PLANTA DESTRUIDA POR ERWINIA

MANCHA MARROM NO CAULE

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CAUSAS GERAIS DO SURGIMENTO E AUMENTO DE BACTRIAS 1 PRIORIDADE NO COMBATE A FUNGOS As doenas fngicas, causadoras de grandes prejuzos, se tornaram a preocupao maior dos produtores de tomate. Ao mesmo tempo, o combate s bactrias ficou totalmente esquecido. As bactrias no causavam danos visveis. Por outro lado, a cerca de vinte anos, por ocasio de um surto de bactrias, foram utilizados bactericidas especficos, praticamente erradicando as bactrias. A prioridade, nos ltimos anos, tem sido a pinta preta (Alternaria solani) e a requeima (Phytophthora ssp). 2- POUCO USO DE COBRE Nos ltimos anos o uso de cobre em pulverizaes foi drasticamente reduzido, principalmente nos anos de 1995 a 1997. A no aplicao de cobre na cultura no tomateiro era ainda menor nos meses chuvosos e frios. Foi criado, junto aos produtores, o fato de que nos meses de chuvas (entre janeiro e maio), devem ser aplicados fungicidas conhecidos como massas fortes (termo usado para designar os fungicidas modernos, de ao mais especfica, mais ampla e geralmente sistmica). Os fungicidas chamados de massas fracas, s deveriam ser usadas nos meses secos (junho a dezembro). O cobre, passou a ser utilizado somente nos meses secos. Esse foi um grande erro. A ausncia do cobre, permitiu o surgimento de bactrias, praticamente desconhecidas (Necrose Medular); bem como o aumento da incidncia de outras bactrias, que no causavam grande danos (Talo-oco). 3 USO DE FUNGICIDAS, SEM NENHUMA AO BACTERIANA O surgimento de novos fungicidas, com ao especfica sobre os fungos da pinta preta (Alternaria solani) e da requeima (Phytophthora ssp), permitiu o uso de menor nmero de pulverizaes e a aplicao de produto especfico para a doena presente. Os fungicidas modernos substituram o COBRE, Maneb e Zineb. Dentre muitos, os mais utilizados so: Curzarte Sialex (Procimidone), Score (Difenoconazole), Orthocid (Captan), (Cymoxamil), Dacostar (Clorothalonil), Folicur (Tebuconazole), Caramba

(Metconazole), Stroby e Amistar

(Estrobilurinas). Sendo o COBRE um fungicida e

bactericida, at ento muito utilizado e que mantinha o nvel de bactrias sob controle, a 58FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

sua substituio quase que total, por produtos sem ao bactericida, criou um ambiente favorvel ao aumento das bactrias. A substituio de produtos foi um processo natural, a partir do momento que o produtor, movidos pela necessidade de combater os fungos, teve ao seu alcance os novos produtos, lanados pelas indstrias de defensivos, principalmente as estrobilurinas e os triazis. 4 DESEQUILBRIO NUTRICIONAL Um dos fatores que mais contriburam para o aumento excessivo da incidncia de bactrias, foi (e continua sendo) o desequilbrio nutricional. 4.1 - O uso de Nitrognio em excesso, principalmente na forma de Uria e esterco de galinha. O mais grave o modo de utilizao destes dois produtos: a) Esterco de galinha em fundao, em grandes quantidades. b) Esterco de galinha em cobertura, colocado em uma cova aberta entre as plantas, geralmente entre 15 a 20 dias antes do transplante. c) Uso somente de Uria, em cobertura, notadamente a primeira adubao de cobertura. 4.2 - Pouco uso de Potssio. A grande maioria dos produtores desconheciam os benefcios o potssio. O efeito imediato dos adubos nitrogenados, promovendo um crescimento rpido das plantas, estimulava, cada vez mais, o uso de uria e esterco de galinha poedeiras. Ao mesmo tempo que as plantas cresciam, por fora de adubos com alto teores de nitrognio, o desequilbrio nutricional (pouco potssio, fsforo e clcio), tornava estas mesmas plantas muito sensveis a todas as doenas. As bactrias, tinham ao seu dispor plantas sem nenhuma ou pouca resistncia. 4.3 Relao Nitrognio (N) x Potssio (K2O), por falta de conhecimento sobre adubao, os produtores no levam em considerao a relao de nitrognio e potssio, por ocasio das adubaes. Na verdade, o que vemos, so misturas de adubos, tomando como base a unidade de sacos. No existe um planejamento de adubao, obedecendo a uma relao correta de N x K2O.

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5- EXCESSO DE GUA O fornecimento de gua em quantidade acima da necessria para o desenvolvimento das plantas, fato comum entre os produtores, vem favorecendo o aumento das bactrias. O fato se torna mais grave quando, em reas de declive acentuado, a gua escorre sobre o solo. Em geral, as hortas so irrigadas com grande volume de gua, sem nenhum controle de volume e distribuio. O sistema de irrigao, por meio de mangueiras, no permite controlar a quantidade da guas; ao mesmo tempo, a distribuio totalmente irregular: reas altas com pouca gua, e as reas de baixas, com excesso hdrico). Outro erro a irrigao logo aps chuvas. Os produtores acreditam ser necessrio irrigar, para lavar as folhas das plantas, retirando, deste modo, os fragmentos de solo que a chuva, eventualmente, possa ter depositado sobre as folhas do tomateiro. 6- PLANTIO EM REAS DE BAIXADA Quase sempre, quando os plantios so feitos em reas de baixadas, a presena de bactrias uma certeza. As reas de baixadas, onde geralmente cultivada a cana-de-aucar, so solos rasos, em muitos casos a rocha (chamada de laje) pode ser vista aflorando. As baixadas so sempre lavadas por guas dos crregos, rios e riachos principalmente nos anos de perodo chuvoso normal (em torno de 1700 mm/ano), provocando encharcamento por vrios meses. Alm disso, so solos com alto teor de matria orgnica. Todos estes fatores, em conjunto, formam ambiente altamente favorvel presena das bactrias que, imediatamente aps o plantio do tomateiro, se instalam na cultura. 7 FOCOS DE PLANTAS CONTAMINADAS No raro, so encontrados verdadeiros focos disseminadores de bactrias, dentro da prpria rea cultivadas, ou em reas vizinhas. Os focos dentro das prprias hortas, nem sempre so eliminados. O que seria correto, erradicando as plantas atacadas, no acontece. As plantas infectadas permanecem, por muito tempo, transmitindo a enfermidade para as plantas sadias. Outro fato, que contribuiu muito para o aumento das bactrias, o abandono de plantios aps a colheita. 60FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

8 MATERIAL CONTAMINADO O produtor somente retira os restos culturais, as varas, estacas e arames das hortas velhas, quando necessita do material para outra horta. Em muitos casos, no mesmo dia que o material retirado de um plantio velho, utilizado em nova rea. Deste modo, muitas bactrias so transportadas de uma rea contaminada, para reas sadias. O transporte de doenas, notadamente bactrias, por meio de materiais de trabalho contaminado, acontece entre propriedades, regies de um mesmo municpio e entre municpios. Raros so os produtores que procedem a algum tipo de desinfeco de estacas e varas. Vale observar, que o material de trabalho: varas, estacas, arames, mangueiras, canos, etc, so utilizados em vrias hortas seguidamente. 9 MTODO DE CONDUO ERRADO Muitos erros so cometidos durante todo o cultivo do tomateiro. Alguns so responsveis pela disseminao de pragas e doenas. Especificamente no casos das bactrias, alguns merecem destaque: 9.1- Abertura de covas para irrigao: pelo mtodo de irrigao com uso de mangueira (a maioria das hortas so irrigadas desse modo), para que a gua se infiltre com maior rapidez, so abertas covas entre as plantas (no salto) e at mesmo no meio das linha, provocando o corte do sistema radicular e formao de reas encharcadas. Quando estas covas transbordam a gua excedente escorre sobre o solo, transportando bactrias para vrios pontos da reas. Por vezes, so formados verdadeiras linhas de plantas atacadas por bactrias, de cima para baixo, demonstrando que , inicialmente, algumas plantas foram afetadas na parte superior da horta; posteriormente, as demais plantas foram atacadas. 9.2- Adubao Todas as vezes que realizada a adubao de cobertura, uma cova aberta (ou reaberta) para depositar o adubo. Mais uma vez, o sistema radicular cortado, com abertura para a entrada de bactrias. Ao mesmo tempo, a planta afetada com a reduo do seu sistema radicular, onde boa parte das razes so cortadas a intervalos de 7, 10 ou 15 dias, conforme o intervalo de adubao. 9.3 Desbrota ou desolhamento trs erros so cometidos por ocasio da retiradas dos brotos laterais:FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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a) desbrota tardia, quando os brotos esto com mais de 15 centmetros de comprimento e resistentes retirada; b) o que muito grave, os brotos retirados so deixados dentro do plantio sobre o solo; c) nenhum tratamento feito aps a desbrota, ficando as feridas abertas e expostas contaminao. 9.4 - Capao ou desbrota do olho os mesmos erros cometidos por ocasio da desbrota lateral, so verificados na capao final. 10 DIAGNSTICO Por falta de conhecimentos dos sintomas que as bactrias apresetam no tomateiro, comum o diagnstico errado ou tardio da doena. Geralmente, os produtores confundem as bactrias com fungos, deficincias nutricionais ou simplesmente fitotoxicidade provocada por defensivos ou adubos qumicos. Realmente no muito fcil a identificao correta de certas bactrias, principalmente no incio da infestao, pois muitas vezes podem ser confundidas com fungos. Por vezes, a identificao no incio prejudicada pois, para os produtores, somente quando os sintomas e prejuzos so bastante visveis, que procuram por socorro de tcnicos experientes. A no identificao das infestaes de bactrias, logo no incio quando so poucas as plantas atacadas, tem sido um dos maiores problemas para o controle eficiente. Em funo do alto grau de infestao, at mesmo a tomada de medidas curativas, com uso de produtos qumicos e medidas complementares, no atendem s necessidades e expectativas do produtor, pois os danos econmicos so irreversveis. Por outro lado, a adoo de medidas preventivas, de altssima importncia, no so usualmente praticadas, a maioria dos produtores acreditam muito mais na aplicao de produtos qumicos (muitas vezes esperando verdadeiros milagres), do que em um conjunto de medidas preventivas de menor custo final e maior eficincia. 11 INFORMAES ERRADAS um fato cotidiano, para os produtores, buscarem informaes tcnicas junto s Revendas de Insumos Agrcolas, em funo da insuficincia da extenso rural (responsvel pela assistncia tcnica no campo), bem como pela proximidade das revendas com os produtores. Infelizmente, as revendas, no estavam preparadas para atender s necessidades dos produtores. No dispunham de pessoas tecnicamente 62FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

habilitadas

para diagnosticar com preciso as doenas nos casos das bactrias,

principalmente. Grosseiros erros foram cometidos. A indicao de fungicidas, quando a necessidade real era um bactericida, era muito freqente. O diagnstico errado e a aplicao de produtos no adequados, colaboraram para o aumento das bactrias. Vale observar, para no cometer injustia, que algumas revendas, dispondo de profissionais tecnicamente bem preparados, colaboraram para o equilbrio da situao: trabalhando com diagnstico correto e indicao de bactericidas, conforme cada caso necessitasse. Nos ltimos anos, mais precisamente desde 1998, quase todas as revendas j contam com tcnicos agrcolas ou agrnomos, prestando assistncia tcnica aos seus clientes. Junto com este fato, as indstrias de defensivos esto, quase que diariamente, com agrnomos trabalhando na regio, colaborando, de modo decisivo, para a melhoria do nvel tecnolgico regional. 12 CLIMA Nos ltimos anos as mudanas climticas tem sido um problema a mais. Em um passado, no muito distante, tnhamos duas situaes bem distintas: um perodo de chuvas regulares entre os meses de dezembro a junho; e um perodo sem chuvas de julho a novembro. Vrios fatores, que aqui no cabem serem discutidos, provocaram mudanas srias. Os perodos com chuvas so muito irregulares: alguns meses com pouca precipitao pluviomtrica, seguidos de meses com muita chuva. Os meses sem chuvas esto com baixa umidade e altas temperaturas diurnas, enquanto no perodo noturno a temperatura cai para 18oC e a umidade relativa muito elevadas superior a 80%. At bem pouco tempo, a incidncia de bactrias estava limitada aos meses de maro, abril e maio. Nos dois ltimos anos, temos registrado a presena de bactrias durante todo o ano, independente de Acreditamos maior ou menor precipitao pluviomtrica. que a irregularidade climtica, esteja, junto com os outros fatores,

contribuindo no s para o aumento das bactrias, mas outras doenas e pragas. 13 QUALIDADE DA GUA Consideramos como sendo um dos mais srios problemas da atualidade, a pssima qualidade da gua. gua utilizada para irrigao, na sua quase totalidade,

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proveniente de crregos, riachos e rios. Com a escassez de chuvas, fato registrados desde o ano de 1997, atingindo os anos de 1998 e 1999, a gua para irrigao tem ficado cada dia em menor volume, restrito a poos amazonas ou buracos cavados nos leitos dos crregos, riachos e rios. A gua que era corrente, portanto, renovada constantemente; passou a ser de uma fonte estagnada, sem renovao. A gua de poos amazonas e/ou buracos, esto, com toda a certeza, com maior probabilidade de estarem contaminadas com bactrias. CONDIES IDEAIS PARA O ATAQUE DE BACTRIAS Muitas e variadas so as condies ideais para ataque de Bactrias. Dentre todas algumas merecem destaque. Vale lembrar que nenhuma condio surge isoladamente. Em geral a soma de vrios fatores favorveis determinam o grau de infestao e de agressividade da (s) bactria (s). O conjunto de condies benficas s bactrias podem promover a incidncia de vrias bactrias ao mesmo tempo. 1 - SOLOS INFECTADOS O solo pode ser contaminado por bactrias de diferentes modos. Causas de contaminao do solo: a) Encharcamento da rea presena natural de bactrias - so de alto riscos os solos que apresentam os problemas de: lavagem pelas guas das chuvas encharcamento peridicos montante ou jusante de barragens baixadas midas permetros de lagoas

Nos casos citados, em geral as bactrias esto presentes em restos de vegetais, transportados e depositados pelas guas (sobrevivendo durante vrios anos). Quando so cultivados com tomateiro as bactrias migram dos restos de vegetais para as plantas cultivadas. Dificilmente o produtor ter sucesso com o cultivo em reas de alto risco. b) Contaminao com restos de culturas - muitos produtores ao erradicarem culturas com bactrias (tomate, pimento, repolho, etc), adotam dois procedimentos errados:

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1- Incorporam os restos das culturas na prpria rea cultivada (em geral com uso de trator) - de tal modo que contaminam toda a rea. 2- Transportam e espalham os restos culturais para outras reas (s vezes despejam os restos das plantas contaminadas em reas dos vizinhos). Em qualquer um dos casos fazem com que reas - antes isentas de bactrias - fiquem imprestveis para o cultivo de tomate por vrios anos. c) Plantas hospedeiras a presena de plantas nativas hospedeiras de bactrias um fato constantemente verificado. rea nunca cultivada pode, mesmo no primeiro plantio, apresentar altssima incidncia de doenas bacterianas. 2 CLIMA Dois fatores do clima favorecem o surgimento ou desenvolvimento de bactrias: a combinao de temperatura e chuva - causa da maior ou menor incidncia das doenas bacterianas. Temperaturas ideais: I Pinta bacteriana 13 a 25 C II Mancha bacteriana 24 a 30 C III Murcha bacteriana 29 a 35 C IV Necrose Medular - 16 a 25 C V - Erwinia 16 a 35 C Para todas as bactrias as temperaturas de 16 a 21 C a faixa ideal . Todas as bactrias so favorecidas pelo perodo chuvoso, onde a umidade relativa do ar permanece acima do 80%. Noites frias , chuvas diurnas e poucas horas de sol (menos de 6 horas de luz solar por dia) formam clima ideal para o aumento de bactrias. Nos perodos de ausncia de chuva, temperaturas noturnas e diurnas entre 22 e 30 C, dias ensolarados (mnimo de 12 horas de luz por dia) so condies climticas no favorveis s bactrias.

3 ADUBAO No que diz respeito nutrio do tomateiro dois aspectos devem ser levados em considerao.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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I Excesso de nitrognio favorece o desenvolvimento de bactrias. Existe uma relao muito grande entre a quantidade de Nitrognio e a quantidade de espcies de bactrias e o grau de agressividade com que elas atacam o tomateiro. Quanto maior for a quantidade de nitrognio, maior ser a incidncia. Por diversas vezes podemos constatar que na presena de uma leve incidncia de bactria em tomateiro, aps uma adubao nitrogenada (exclusivamente com adubo nitrogenado ou com esterco de galinha em cobertura), h uma exploso da bactria impossibilitando qualquer controle de modo eficiente. Plantas excessivamente vigorosas (pela adubao nitrogenda) so mais sensveis ao ataque de bactrias e de controle mais difcil. II Desequilbrio nutricional - a relao nitrognio x potssio, quando em desequilbrio, tornam as plantas mais susceptveis s bactrias. O uso de NPK ou NK onde os teores de Nitrognios so superiores aos de Potssio (Exemplos 3-1-1, 4-0-1), sejam adquiridos de Indstrias crescimento das plantas, sem ou preparados no propriedade rural, a necessria promovem o resistncia. o que chamamos de

crescimento vegetativo desproporcional. Nos casos de desequilbiro nutricional de N e K plantas com idade de 30 dias apresentam porte de plantas de 40 dias, as folhas so excessivamente grandes e suculentas, a distncia entre folhas ultrapassa aos 30 cm (o mesmo acontece com os cachos) e as brotaes laterais so muito vigorosas. H a falsa impresso de que o plantio est timo. No entanto, ao primeiro ataque de bactria a verdade aparece. So plantas falsamente vigorosas, muito sensveis ao menor ataque de bactrias. Alm da proporo N x K, relaes Clcio x Boro, Fsforo x Magnsio, Nitrognio x Enxofre e Clcio x Potssio, precisam de equilbrio . Ver mais detalhes no item sobre Adubao. 4 IRRIGAO O fornecimento de gua, por meio da irrigao, pode ser um fator de disseminao de bactrias. Conforme o mtodo utilizado e o volume de gua aplicado as conseqncia danosas do ataque de bactrias ter maior ou menor impacto na produtividade. Irrigao que promove o molhamento das folhas (asperso e microaspersor) e que permite que a gua escorra dentro da rea (sulco e mangueiras) transportam as bactrias de plantas infectadas para as plantas sadias. Para as bactrias de cancro bacteriano, pinta bacteriana, mancha bacteriana e erwinia a gua nas folhas 66FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

condio ideal para o desenvolvimento. A bactrias da murcha bacteriana disseminada pela gua quando esta escorre no solo. O volume de gua quando aplicado em excesso ao mesmo tempo que realizada adubao nitrogenada, inviabilizam a eficincia dos bactericdas qumicos. O ataque de bactrias se torna incontrolvel. 5 - PRTICAS DE CULTIVO I - ESPAAMENTO nas pocas de chuva (em condies de alta umidade do solo, temperaturas baixas, umidade do ar elevada, poucas horas de luz solar e pouca ventilao), os espaamentos muito adensados de 1,00m x 0,50 m (com densidade de 18000 a 20000 plantas /ha) , agravam as condies climticas, e favorecem s bactrias. II - MTODO DE ENVARAMENTO - o mtodo de envaramento inclinadonas pocas de chuva, dificulta as pulverizaes (dificilmente as folhas da parte interna sero atingidas plos bactericidas no circula). III - ADUBAO DE COBERTURA - quando a adubao de cobertura realizada manualmente costume abrir uma cova entre as plantas (o que chamamos de adubar no salto). Ao abrir a cova, razes so cortadas, favorecendo a penetrao de bactrias principalmente murcha bacteriana e cancro bacteriano. IV - DESBROTA - a desbrota por si s uma porta de entrada de bactrias. Ao realizar a desbrota tardia com brotas grandes (maiores de 10 cm), o fato mais grave. As feridas abertas com a quebra dos brotos laterais e o fato de trabalhadores terem contato com plantas doentes e sadias ao mesmo tempo, levam bactrias de uma planta para outra. As bactrias erwinia, cancro bacteriana e murcha bacterina so altamente disseminadas pela desbrota. V - USO DE VARAS/ESTACAS/ARAME a reutilizao de varas, arames e estacas de um plantio que foi contaminado por bactrias, um meio de transporte e contaminao de bactrias entre reas . Nem sempre a desinfeco eficiente. O mais aconselhvel no reutilizar material contaminado. o que mais grave quando pulverizado produtos de contato) e cria condies de alta umidade na parte interna (o sol no penetra e o vento

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6 - MUDAS E SEMENTES As de sementes retiradas de plantas de reas contaminadas, podem conter bactrias. Mesmo sendo uma prtica ultrapassada, alguns produtores ainda retiram sementes de sua prpria rea. Nenhum tratamento - fermentao, trmico ou qumico realizado, tornando o fato mais grave. Do mesmo modo, a aquisio de mudas produzidas em Estufas sem tratamentos preventivos (muitas so as pequenas estufas de mudas que no adotam as medidas mnimas de controle de pragas e doenas), so responsveis por plantios de mudas j infectadas por bactrias. MEDIDAS DE CONTROLE DE BACTRIAS O Controle de bactrias, para que tenha eficincia, passa pela adoo de um conjunto de medidas. Isoladamente nenhuma prtica ter xito. Somente o sinergismos de prticas e produtos, preferencialmente de modo preventivo, so efetivamente eficientes. Podemos relacionar os seguintes cuidados a serem adotados: 1. Escolha do local de Plantio 2. Calagem 3. Adubao qumica de fundao e cobertura 4. Adubao orgnica 5. Uso de mudas sadias 6. Irrigao 7. Cuidados com desbrota e capao 8. Estimular defesa natural da planta 9. Controle qumico 10. Enxertia 11. Cultivo em recipiente 1. Escolha correta do LOCAL DE PLANTIO. Devemos evitar os locais onde: 68FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

a) J foram realizados plantios de solanceas, principalmente pimento e tomate , e que tenham apresentados problemas de bactrias. Sendo uma rea onde a presena de murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum) tenha sido registrado, de modo algum podemos cultivar o tomateiro. certo que nesses casos, o novo plantio ser afetado pelas bactrias e, o que pior, com muito mais agressividade. Em alguns casos j registramos perda total de reas de tomate. b) reas de baixada, onde periodicamente so registrados alagamentos. A presena de bactrias, em reas com alagamento, quase certo. Devemos, portanto, evitar o risco de perdas elevadas. Em geral, nos imveis rurais, dispomos de reas mais elevadas, onde jamais foi registrado alagamentos. 2. CALAGEM . Os baixos teores do pH, junto com outros fatores, pode predispor as plantas ao ataque de bactrias. Devemos estar atentos para corrigir o pH, de modo a variar entre 6 e 6,5. Sempre que disponvel, usar parte da calagem com cal virgem. 3. ADUBAO de Fundao e Cobertura. Especial cuidado deve ser dado ao uso de Nitrognio. O excesso de adubao de fundao e de cobertura com Nitrognio,favorece significativamente a presena de bactrias. Podemos afirmar, sem medo de cometer exageros, que o excesso de nitrognio disponvel, pode inviabilizar as demais medidas de controle de bactrias. O bom resultado de todas as medidas, passa inicialmente pelo controle da adubao nitrogenada. A relao nitrognio-potssio de primordial importncia. Ver mais detalhas no captulo sobre adubao. No entanto, vale lembrar, a relao NxK2O, deve ser de no mnimo 1 x 1,66 at o limite de 1 x 2,5, para todo o ciclo. A relao ideal deve ser determinada levando em considerao todos os fatores determinantes da adubao, sempre considerando que de uma boa adubao depende o eficiente controle de vrias doenas. Alm da correta relao NxK2O, a distribuio da adubao, conforme os estdios da cultura, tem a mesma importncia. Muito cuidado deve ser dado ao uso de esterco de galinha em adubao de cobertura. Em muitos casos a soma do nitrognio do esterco de galinha com o nitrognio de adubos qumicos, provocam um crescimento exagerado das plantas, em um curto espao de tempo. Quando tal fato verificado, em seguida poderemos ter um ataque severo de bactrias e/ou outras doenas.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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Vale lembrar que a adubao no pode ser pensada somente como alimento para a planta. Temos que considerar a adubao como parte de todo um processo produtivo, onde o fornecimento de adubos afeta (positivo ou negativamente) todo o conjunto de fatores de produo. 4. ADUBAO com Matria Orgnica. Solos bem equilibrados, com bons teores de matria orgnica (preferencialmente de procedncia conhecida), produzem a plantas com desenvolvimento vigoroso (entenda vigoroso como plantas saudveis, fortes e sem deficincias nutricionais). A escolha e os teores de matria orgnica ideais, dependem de cada regio, o importante que os teores de Matria Orgnica fique entre 2,5 e 4%. Plantas cultivadas em solos bons so mais resistentes s doenas no s s bactrias, mas a outras doenas. 5. MUDAS SADIAS Somente devem ser plantadas mudas provenientes de Estufas reconhecidamente responsveis. Mudas com manchas nas folhas ou com evidncias de terem sido retiradas folhas doente, devem ser rejeitadas. comum encontrarmos mudas j contaminadas com mancha bacteriana (Xanthomonas campestris). O produtor de mudas deve adotar um programa com adoo de medidas preventivas de controle de bactrias - tais como: desinfeco de bandejas e outros equipamentos, controle de acesso de pessoas, pulverizaes peridicas preventivas com bactericidas. Nunca utilizar sementes retiradas de plantios prprios ou de amigos. Adquirir sementes produzidas e distribudas por empresas idneas e em suas embalagens originais lacradas. 6. IRRIGAO : O controle da quantidade, distribuio , horrio e local de aplicao da gua , na verdade, o fator determinante no controle de doenas, com maior relevncia para o eficiente controle de bactrias. Todo e qualquer esforo ser em vo, se no for aplicado um rgido acompanhamento do uso da gua. Portanto, vamos ver alguns dados importantes: I- Quantidade de gua. O excesso de gua de irrigao, torna o controle de bactrias impossvel. A irrigao, na fase inicial da culturas, nos primeiros 15 DAT, deve ser conduzida de modo 70FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

que as plantas estejam bem prximas do ponto de murcha inicial. A evoluo do volume de gua deve rigorosamente acompanhar o crescimento vegetativo da cultura. O controle de bactrias, no estdio inicial da cultura, se torna mais fcil quando o tomateiro tem pequenas deficincias hdricas at os 15 DAT, sem prejuzos para o crescimento normal (lento e progressivo). Dependendo do sistema de irrigao adotado, o escorrimento de gua dentro da rea cultivada, dissemina as bactrias. A contaminao de plantas sadias, a partir de uma planta infectada por bactria, ocorre de duas maneiras: a) da parte mais alta para os locais mais baixos, formando, por vezes, linhas de plantas mortas de cima para baixo. Demonstrando, de tal modo, o caminho percorrido pelas guas de escorrimento, junto com as bactrias. b) ao longo das linha, para um e/ou outro lado, sempre a partir de uma planta infectada em geral, em estado avanado de infeco. As bactrias, murcha bacteriana, cancro bacteriana e erwnia, so as mais facilmente disseminadas pelo excesso de gua. Quase sempre promovem destruio de grande nmero de plantas. J constatamos perdas de at cem por cento de reas. Em muitos casos a adoo de medidas para o controle das bactrias, em reas com excesso de gua, possuem custo muito elevado, inviabilizando o cultivo, sendo necessrio a erradicao total da cultura como nica medida para conter o avano bacteriano para outras reas. II- Distribuio do volume total a ser aplicado, diretamente relacionada com o volume, a distribuio da gua diz respeito quantidade de mm/hora ou tempo de irrigao. Vrios fatores precisam ser levado em considerao, vale lembrar, antes de tudo, que no existe uma regra fixa e rgida do tempo de irrigao , o acompanhamento dirio do plantio quem vai determinar a real necessidade hdrica da cultura, basta ver os fatores que afetam a distribuio hdrica, ver mais detalhes no captulo de irrigao: a) Estdio cultural (idade das plantas), nos primeiros 5 DAT, a quantidade de gua no deve ultrapassar faixa de 200 a 300 ml/dia/planta. Equivalente, por exemplo, para um gotejador de 1,5 litros /horas, de 8 a 12 minutos por dia de irrigao. A Evoluo da quantidade de gua e, logicamente, do tempo de irrigao, vai crescer conforme o desenvolvimento das plantas. Raramente, o tempo de 3 horas/dia, para o mesmo gotejador de 1,5 l/h, correspondente a 4,5 l/planta/dia, ser ultrapassado, mesmo 71 considerando planta totalmente adulta, com temperatura elevada e solo arenoso.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

b) Temperatura diria nos dias com sol mais forte (temperaturas acima de 30C), a necessidade de gua ser superior aos dias com temperatura amena (menos de 22 C). Temos portanto que tomar, a cada dia, uma atitude, definindo o volume e tempo de irrigao, conforme a temperatura . c) Ventos a presena de ventos forte em algumas pocas do ano, provocam a perda excessiva de gua do solo. Em geral, na Ibiapaba, nos meses de julho, agosto e setembro, so registrados ventos mais fortes. Quando tal fato ocorrer, h a necessidade de maior volume de gua, para compensar as perdas decorrentes da ao dos ventos. Maior ateno deve ser dada, quando a linhas de plantio forem feitas no sentido dos ventos, quase sempre Leste-Oeste. Vale repetir, as perdas de gua pela ao dos ventos so muito grandes. Sendo verificada situaes de ventos + sol fortes, devemos dobrar os cuidados com a possibilidade de falta de gua no solo. Tendo sempre o cuidado de evitar encharcamentos. Em solos arenosos a ao do vento pode, alm do acima citado, ao transportar areia provocar ferimentos nas folhas do tomateiro, sendo uma porta de entrada de bactrias. d) Tipo de solo: Conforme a estrutura e textura do solo, a quantidade e tempo de irrigao ser determinada. Seguindo a lgica, os solos mais arenosos necessitam de maior quantidade de gua, que os solos com alto teor de argila. Cada rea plantada, mesmo dentro do mesmo imvel, ter que ser tratada de modo individualizado. e) Mtodo de irrigao: Dentre os vrios mtodos de irrigao (sulcos, asperso, mangueiras, gotejadores, micro-arperso, etc), uns tm maiores ou menores influncias na disseminao e controle de doenas bacterianas, principalmente pela localizao da gua na plantas. Os mtodos de irrigao que depositam a gua nas folhas (microasperso e asperso), so responsveis pela contaminao de plantas sadias pela distribuio das bactrias, das plantas infectadas para as ss; ainda, promovem a lavagem de bactericidas aplicados via pulverizao foliar diminuindo a eficincia dos bactericidas e dificultando o controle da doena. A irrigao por mangueiras e sulcos, onde a gua aplicada em elevado volume, escorrendo por longo trechos (sulcos) ou em lminas por toda a rea (mangueiras), so responsveis pela distribuio das bactrias especialmente a murcha bacteriana. A irrigao por meio de gotejadores - distribuindo a gua somente no solo (gota a gota), sem molhar as folhas e permitindo o controle rigoroso da vazo o nico mtodo de irrigao que contribui no controle de bactrias, seja evitando a disseminao, 72FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

seja favorecendo a eficincia de bactericidas, permitindo, inclusive, a aplicao de produtos pelo sistema de injeo de defensivos na gua de irrigao. f) Presena de chuvas: No raro encontramos produtores irrigando o tomateiro aps chuvas. Por falta de pluvimetros, de informaes de quantidade de milmetros de chuvas registradas diariamente, sem o conhecimento das necessidades hdricas da cultura e da capacidade de reteno do solo e por acreditar ser necessrio lavar as folhas do tomate aps uma chuva, muitos produtores irrigam logo depois de chuvas. Assim procedendo, mesmo sem querer, estar elevando ao mximo a quantidade de gua do solo, promovendo encharcamento. Consequentemente, todos os problemas decorrentes do excesso hdrico afetaram o tomateiro. As bactrias so beneficiadas pelas chuvas e pela irrigao desnecessria. 7 DESBROTA E CAPAO Aps realizado cada desbrota (em cultivo normal realizado uma desbrota semanal), necessrio a pulverizao com produtos bacterostticso - cobre ou cobre + maneb. Quando em condies de alto risco de infeco, aconselhamos associar um bactericida sistmico com um bacterosttico. A pulverizao deve ser realizar no mesmo dia da desbrota. O mesmo procedimento deve ser adotado por ocasio da capao final. 8 ESTIMULAR DEFESA NATURAL DA PLANTA A cada ano surgem no mercado produtos que estimulam o sistema de defesa natural da planta contra fungos e bactrias. O futuro de controle de doenas passar, antes de tudo, pela resistncia individual de cada planta, por diversos mtodos de estmulos. Um dos produtos disponveis ao produtor rural o KENDAL - composto de vrios elementos. Dentro do programa de controle de bactrias o Kendal tem apresentado timos resultados, como mais uma ferramenta eficiente.

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Vrios outros produtos esto sendo lanados no mercado, no entanto, ser necessrio bastante ateno com a origem dos produtos somente adquirir produtos de empresas reconhecidamente srias e com registro no Mistrio da Agricultura. 9 -CONTROLE QUMICO A associao da medidas preventivas, anteriormente sem a presena de doenas bacterianas. Antes de tratarmos dos produtos e mtodo de controle qumico, alguns tpicos merecem ser discutidos: I Diagnstico. A perfeita e rpida identificao da (s) bactria (s) presentes, de primordial importncia. Quanto mais rpido e preciso for o diagnstico, inclusive tendo o cuidado de quantificar a severidade do ataque , permite a) determinar no programa de tratamento curativo - produtos, - doses, - intervalos de aplicao; b) c) maior eficincia dos produtos aplicados, conseqentemente sucesso no controle da viabilizar economicamente o plantio. Pela reduo das perdas de produo e de doena; menor custo no uso de bactericidas. Para quantificar a severidade do ataque das doenas bacterianas, considerar: S 1 - inicial ou leve = menos de 10% de plantas com sintomas S 2 mdio = de 10 a 20% de plantas com sintomas S 3 severo ou grave = quando mais de 20% de plantas infectadas. Ter especial ateno, quando for diagnosticar, pois dificilmente iremos encontrar somente uma bactria presente, na mesma planta ou na mesma rea, considerando o grau de severidade a soma das bactrias presentes. II As condies climticas locais ou regionais: presena de chuvas, Umidade Relativa do ar, temperatura diurna e noturna (mnima e mxima), so fatores que obrigatoriamente devem ser considerados. Nos meses (ou perodos) onde as condies climticas so mais favorveis ao desenvolvimento das bactrias, as doses de 74FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

citadas, com produtos

qumicos especficos para o controle das doenas, torna possvel o cultivo de tomateiro

bactericidas devem ser maiores (doses mximas recomendadas para cada produto), e os intervalos entre as aplicaes no devem ser maiores do que: a) Preventivo = no mximo de 10 dias b) Curativo = mximo 5 dias Na Ibiapaba, os meses com condies mais favorveis so Maro, Abril e Maio. Os dados climticos podem ser vistos em grficos e quadros anexos, nas pginas podendo servir de comparativo para outras regies. III Histrico da regio e da rea. As informaes da presena de bactrias na cultura de tomate (ou outras solanceas), nos ltimos trs anos ajudam a definir um programa preventivo, bem como, deixar em alerta mximo, com vistorias dirias, visando detectar o momento exato do incio da infestao, facilitando a identificao da bactria, conseqentemente seu controle. Prestar bastante ateno nas bactrias em evoluo nos ltimos anos, h sempre a possibilidade de uma exploso populacional, dificultando o controle e causando prejuzos. PROGRAMA DE CONTROLE QUMICO: I PREVENTIVO: 5 DAT = KASUMIN (50 cc) + CUPRA-500 (50 gr) 15DAT = DITHANE (50 gr)+ CUPRA-500 (50gr) 20 DAT = KENDAL = 60 cc 25DAT = AGRIMICINA(40 gr)+CUPRA-500 (50gr) 35 DAT = POLYRAM (50 gr) + CUPRA-500 (50 gr) 40 DAT = KENDAL = 60 cc 45 DAT = MYCOSHIELD (40 gr) 55 DAT = MANZATE (50 gr) + CUPRA-500 (50 gr) 60 DAT = KENDAL = 60 cc 65 DAT = KASUMIN (50 cc)+CUPRA-500 (50 gr)

O intervalo entre as pulverizaes pode ser considerado o dia de desbrota e no dia da capao final. DOSES PARA 20 LITROS DE GUAFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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Com as aplicaes acima, aps 65 DAT, provavelmente as bactrias estaro sob controle, dispensando outras pulverizaes. II Curativo 1 PULVERIZAO NO DIA DIAGNSTICO AGRIMICINA (50 gr) + CUPRA 500 (50 gr) 2 PULVERIZAO KASUMIN (60 cc) + CUPRA 500 (50 gr) 3 PULVERIZAO KENDAL = 60 cc + MYCHOSIELD (60 gr) 4 PULVERIZAO DITHANE M 45 = (50gr) + CUPRA 500 (50 gr) 5 PULVERIZAO REPETIR A PARTIR DA 1 O COBOX (ou outra marca comercial de cobre) PODE SER USADO EM SUBSTITUIO AO CUPRA, dependendo da disponibilidade no mercado. DOSES PARA 20 LITROS DE GUA Aps cinco pulverizaes o controle realizado. Geralmente novas pulverizaes sero feitas conforme o tratamento Preventivo citado no item I, sendo a primeira aplicao 8 dias depois do 5 tratamento curativo. O INTERVALO DAS PULVERIZAES CURATIVAS DEPENDE DO GRAU DE SEVERIDADE, no entanto, sempre adotar uma pulverizao aps cada desbrota e no dia da captao final. LEVE = 4 EM 4 DIAS aps a 1 Pulverizao GRAVE = 2 EM 2 DIAS aps a 1 Pulverizao

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A aplicao do Cupra 500 + Dithane M45, necessita uma pr-mistura das doses em gua, pelo perodo mnimo de 4 horas, para que seja efetuada a reao qumica, transformando os dois princpios ativos (cobre e cobre (produto bacterosttico). COMPOSIO DOS BACTERICIDAS: KASUMIN = Kasugamycin 20 g/l AGRIMICINA = Oxitetraciclina (terramicina) 15 g/Kg + Estreptomicina 150 g/Kg MYCOSHIELD = Oxitetraciclina (terramicina) 200 g/Kg AGRIMAICIN 500 = Cobre metlico (tribsico) 400 g/Kg + Oxitetraciclina 3 g/Kg CUPRA 5OO + DITHANE M 45 = Cobre metlico 500 g/Kg + 800 g/Kg de Mancozeb COBOX + POLYRAM = Oxicloreto de cobre + Metiram mancozeb) em bisditiocarbamato de

10- ENXERTIA o mtodo mais seguro para o controle de bactrias sistmicas de solo. A enxertia se torna mais importante quando o plantio realizado em Estufas ou em regies que historicamente as bactrias so o fator limitante da produo. Com uso de enxertia possvel o controle de bactrias (principalmente as de solo), bem como nematides. As empresas produtoras de sementes esto, mesmo que timidamente, iniciando o lanamento de porta-enxertos. A enxertia em tomate um processo fcil, com alto ndice de pegamento (mais de 95 %). 11 - CULTIVO EM RECIPIENTE Este mtodo de cultivo deve ser usado somente em cultivo em estufa. Vrios recipientes podem ser utilizados: vasos plsticos, tnel de plstico, sacos plsticos 40x40

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cm, etc. A grande vantagens do plantio em recipientes o isolamento total das plantas do solo. Temos usado sacos de plstico de 40x40 cm, com 0,15 mm de espessura, com excelentes resultados controlando 100% as bactrias. 05 - DOENAS VIRTICAS DO TOMATE RELAO DE DOENAS VIRTICAS: 1 = TOPO AMARELO TMV Vrus do Mosaico do Tabaco 2 = FRISAMENTO DO OLHO GEMINIVIRUS - TG/TY Vrus do Encrespamento Amarelo da Folha do Tomate 1- T M V VRUS DO MOSAICO DO TABACO OUTRAS DENOM INAOES: Vrus do topo amarelo Vrus do olho branco TMV, por muitos anos (aproximadamente entre 1980 at 1995), foi a principal doena virtica do tomateiro no Cear. Naquele perodo basicamente eram cultivados dois tipos de tomateiro o MM70 e o Santa Clara, cultivares altamente sensveis ao TMV, principalmente o Santa Clara (substituto do MM70). O TMV provocou uma das mais srias crises tcnica e econmica na regio da Ibiapaba, tendo proporcionada perdas enormes. Em algumas regies o cultivo de tomate tornou-se invivel, dado o alto grau de infestao do vrus, conhecido entre os produtores por olho-branco. Somente com a introduo de hbridos resistentes o problema foi solucionado. O primeiro hbrido resistente ao TMV introduzido na Ibiapaba foi o ALTAIR, comercializado no Brasil pela Feltrin Sementes. Foi um marco na explorao de tomate na Ibiapaba os produtores s acreditaram na resistente do Altair, aps vrias demonstraes - por meio de plantios em uma mesma rea de tomate Santa Clara e Altair onde a resistncia era visual. A partir de ento, todos passaram a acreditar que a nica soluo para erradicar o vrus era o cultivo de tomates resistentes. 78FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

Atualmente praticamente uma regra: todos os tomates hbridos so resistentes ao TMV. Com o cultivo de quase 100% das reas com tomates hbridos, desapareceu da Ibiapaba. TRANSMISSOR: Pulgo SINTOMAS O TMV quando infecta o tomateiro, provoca: a) descolorao da parte nova (ponteiros) das plantas, os fololos ficam com um verde muito claro, dando a impresso de quase branco de onde gerou o nome de olhobranco. b) Paralisao do crescimento da planta. Quando a infestao ocorre em plantio com menos de 20 DAT, os danos so irreversveis. Quase sempre a infestao com o vrus acontece em toda a rea. Nesses casos, a erradicao total das plantas a nica medida aconselhvel. Em plantas com idade superior a 30 DAT, os danos so severos, mas possvel de colheita mesmo com baixa produtividade. CONTROLE a) Controle do transmissor. Na pratica muito difcil o controle do pulgo, de modo eficiente, para evitar a transmisso de vrus a picada de prova do pulgo suficientes para transmitir o vrus. Porm, sendo adotado um programa preventivo, usando inseticidas sistmicos - Exemplo Orthene, Hamidop, Vexter. O programa de controle da Mosca Branca, ou mesmo tempo controla o pulgo e outros insetos sugadores. b) Adubao de cobertura com macros-elementos e foliar com micros-elementos, ajuda consideravelmente no fortalecimento das plantas, de modo que elas possam reagir uma presena do vrus. No elimina o vrus, claro. No entanto, por meio da reao das plantas ao vrus, possvel fazer com que elas voltem a crescer, atingindo produtividade aceitvel. o vrus

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ATAQUE DE TMV EM TOMATE SANTA CLARA

PRIMEIRO PLANO : TOMATE SANTA CLARA COM TMV SEGUNDO PLANO : TOMATE LONGA VIDA RESISTENTE AO TMV 2 GEMINIVIRUS 2.1- OUTRA DENOMINAO- Frisamento do Tomate Nos ltimos cinco anos o Geminivrus a principal doena do tomateiro no Estado do Cear todas as regies produtoras esto com alta incidncia desse vrus. Os prejuzos causados pelo frisamento do tomateiro so incalculveis, no entanto, de modo superficial podemos afirmar que no menos de 40% o volume geral de perdas na produtividade. Muitos so os casos de perda de 100%, com erradicao total dos plantios. Atualmente no se pergunta se tem geminivirus na horta, mas qual a quantidade de plantas atacadas.

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TRANSMISSOR Mosca branca (Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii) ver detalhes sobre a mosca branca no item Pragas. SINTOMAS NA PLANTA uma planta de tomate infectada pelo geminivirus apresenta os sintomas na parte mais nova (no olho). Os fololos iniciam a mudana de colorao do verde para o quase amarelo, a mudana de cor constatada inicialmente na base de cada fololo. Ao mesmo tempo surge o encrestamento (frisamento) de todo o topo da planta, com fololos pequenos e enrolados. Praticamente a planta paralisa o crescimento. O sintoma de frisamento muito semelhante deficincia de boro. Em muitos casos pode existir a deficincia de boro e no o ataque do vrus. A diferena principal entre a deficincia de Boro e o Vrus a mudana de cor da base do fololo (sintoma caracterstico do vrus). Outro aspecto importante, o ataque do vrus inicialmente em plantas isoladas, espalhadas por toda a rea, a cada dia surgem novas plantas com sintomas. A deficincia de boro, quase sempre, apresenta sintomas em todas as plantas ao mesmo tempo. Com a paralisao do crescimento, consequentemente, a frutificao deixa de existir. Quando a planta infectada pelo vrus com mais de 40DAT, as folhas em geral tendem a enrolar, ficam sem o brilho normal e ficam menos suculentas. Dependendo do estdio em que a planta infectada, os danos sero mais ou menos significativos. Plantas que apresentam os sintomas de geminivrus antes dos 20 DAT, pode ser considerada como perda total. Nos casos em que os sintomas so vsveis entre 21 e 35 DAT as perdas sero significativas, podendo existir produo, desde que medidas nutricionais sejam adotadas, ver detalhes abaixo. Para os tomateiro que apresentam sinais da existncia do vrus com idade acima de 35DAT os danos econmicos sero menores, principalmente porque j teremos o mnimo seis cachos emitidos. O vrus quando infecta com mais de 35 DAT no paralisa totalmente o desenvolvimento da planta. Sendo adotadas algumas medidas nutricionais, a planta reage ao vrus, atingindo produtividades mdias. Em casos de incidncia virtica em plantas com mais de 50 dias, os danos sero mnimos por vezes passando desapercebido. Normalmente uma planta com mais de 50 DAT j se encontra com 9 a 10 cachos emitidos e com as pencas da base praticamente formadas. Nas variedades maisFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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precoces, com 60DAT inicia a colheita principalmente quando as condies climticas so favorveis. 2.4 MEDIDAS DE CONTROLE I - MEDIDAS NUTRICIONAIS AUXILIARES. Sempre que uma planta infectada por um vrus, h a necessidade de reforo nutriconal, em cobertura e pr via foliar, principalmente. O fornecimento de macros, micro-elementos e aminocidos de fundamental importncia. evidente que o controle da praga vetora tem que ser realizado, ver detalhes do controle da mosca branca no item sobre Pragas. Temos visto que alguns elementos so mais necessrios para uma planta com geminivrus, sendo o caso do Boro, Clcio, Fsforo e Magnsio. O Boro e o Clcio so essenciais para o desenvolvimento das clulas, portanto com atuao de destaque nas partes mais novas exatamente onde o vrus mais causa danos. Com o fornecimento de Clcio+Boro, estamos fornecendo condies para que a planta possa reagir, desenvolvendo novas clulas continuando com seu processo normal de crescimento. O Fsforo o elemento que fornece energia planta. Mais do que outra, uma planta com geminivrus requer energia para enfrentar o vrus. O Magnsio elemento essencial para a formao da Clorofila. Tendo em vista que o vrus provoca a destruio da clorofila dos fololos, temos que estimular a formao de quantidade maior de clorofila. Com a adubao de Magnsio, estimulamos a fomao de clorofila, permitindo que a planta possa repor as perdas provocada pelo vrus. Com a ao conjunta (sinergismo) do Boro+Clcio e do Magnsio+Fsforo, o tomateiro pode reagir ao vrus. Diversos so os casos em que a recuperao excelente. Exemplo de Programa de Adubao Foliar, com doses para 20 L de gua : 1 Dia Clcio SL17 = 50 cc + Boroplus (10%) 20 cc + Kempi 10 cc 2 Dia MgAtivatto = 50 cc + Plantafol 10-55-10 = 100 cc 3 Dia Megafol ou Torpeed = 50 cc Intervalo de 48 horas. Repetir o tratamento acima por 4 vezes, obedecendo o mesmo intervalo de 48 horas. Continuar aplicando o tratamento a cada 5 dias, aps a 4 aplicao. 82FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

Os foliares podero ser aplicados junto com defensivos, quando compatveis. No entanto, o ideal que a pulverizao seja separada, dando preferncia para pulverizar primeiro com os foliares quando for usar defensivos no mesmo dia. Programa de adubao de cobertura: As quantidades prevista no programa de adubao de cobertura, devero ser acrescidas de 30 a 50%, conforme o grau de incidncia do vrus. Durante 15 dias a adubao ser reforada, voltando s doses normais em seguida. II - USO DE MUDAS SADIAS Tem sido muito comum plantas com idade entre 5 a 10 DAT, j apresentarem sintomas de geminivrus. Entre a transmisso (pela mosca branca)e o aparecimentos dos primeiros sintomas (primeiras plantas com frisamento) existe o intervalo de 12 dias em mdia. Para que os sintomas apaream entre 5 a 10DAT, a transmisso foi efetuada quando as mudas estavam em fase de produo, nas Estufas. Portanto, a aquisio de mudas isentas de vrus, produzidas em Estufas de reconhecida responsabilidade, o primeiro e mais importante passo para a produo sem Geminivirus. III - CONTROLE DO VETOR O controle da Mosca Branca (Bemisia ssp), por ser o nico transmissor do Geminivrus, essencial. O nvel de mosca branca, tem que ficar abaixo de uma mosca adulta por planta. Ver em controle de pragas, programa de controle de mosca branca. IV CULTIVO DE HBRIDOS TOLERANTES A cada ano esto sendo lanados novos hbridos com TOLERNCIA ao Geminivirus, no entanto, alguns problemas esto sendo registrados a nvel de campo: a) Hbridos com Baixa produo de flores, com conseqente baixa produtividade; b) Frutos no aceitos plos consumidores , por serem muito grandes e de baixa vida ps-colheita; c) Outros apresentam baixa tolerncia, sendo facilmente quebrada; d) As mudanas climticas provocam deformaes de frutos;FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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e) Falta de definio dos nveis de adubao para cada hbrido -, produzem frutos por vezes muito pequenos e noutras vezes frutos grande e moles. Somente por meio de hbridos com alta tolerncia ou RESISTENTES, ser possvel o controle do Geminivrus (ou qualquer outro vrus). Portanto, a soluo ser gentica, o combate mosca branca (vetor) continuar sendo necessria, mas no a soluo definitiva do problema da virose .

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FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

GEMINIVRUS

.

GEMINIVRUS EM TOMATE LONGA VIDA

FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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SINTOMAS NO TOPO DAS PLANTAS

..

SINTOMAS NOS FOLOLOS DO TOPO, DESCOLORAO, ENROLAMENTO E TAMANHO REDUZIDO

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FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

. .

SINTOMAS NO TOPO DAS PLANTAS

SINTOMAS NOS FRUTOS

FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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06 - GRFICO DE OCORRNCIA DE PRAGAS DO TOMATE NO CEAR OCORRNCIA DE PRAGAS EM TOMATE ENVARADO PLANTIO DE CAMPO CEAR MOSCA BRANCA (Bemisia ssp ) - PULGO (Myzus persicae)MOSCA BRANCA FASE CRTICA

TRAA

- Tuta absoluta

BROCA oleucinoides elegantalis)

PEQUE

LAGARTAS (Heliothis zea Spodoptera frugiperda ) BROCAS GRANDES

MOSCA MINADORA (RISCADEIRA) Liriomyza sativa

FORMIGA LAGARTA ROSCA (A. ipsilon) CACHORRO DE AREIA COLHEITA FLORAO FASE INICIAL E FRUTIFICAO

DAT D T 01 07 14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98 105 112 119 126 DAT = DIAS APS TRANSPLANTE 88FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

D.T. = DIA DO TRANSPLANTE TOMATE SANTA CLARA = CONSIDERAR AT 112 DAT TOMATE HBRIDO LONGA VIDA = CONSIDERAR AT 126 DAT MOSCA BRANCA = PERODO CRTICO = TRANSMISSO DE GEMINIVIRUS. BROCA PEQUENA = PREOCUPAO COM OVOS E LARVAS ANTES DE PENETRAR NOS FRUTOS PRAGAS CITADAS = PRESENTES NO ESTADO, COM DANOS ECONMICOS 07 - PRAGAS DO TOMATE RELAO DE PRAGAS 1- LAGARTA ROSCA -Agrotis ypsilon 2- FORMIGAS 3- MOSCA BRANCA Bemisia ssp 4- MINADORA Liriomyza sativa 5- TRAA Tuta absoluta 6- BROCA PEQUENA DOS FRUTOS Neoleucinodes elegantalis 7- MICRO-CARO - Aculops lycopersici

1 LAGARTA ROSCA A Lagarta Rosca vem se tornando uma praga importante, provocando perdas significativas em reas de tomate. A maior incidncia tem sido verificada em reas que j tenham sido cultivadas com outras hortalias. Nos ltimos anos o cultivo sucessivo das mesmas reas, uma necessidade, pela falta de novas reas. Mesmo com a rotao de culturas, algumas doenas e pragas aumentam at porque algumas so comuns a vrias culturas. A Lagarta Rosca uma praga de vrias culturas, alm do tomate merece destaque, milho, cenoura, repolho, pimento, feijo, rosas. O ataque de lagarta rosca, nos ltimos anos, tem sido responsvel pela maioria da necessidade de replanta em hortas recm transplantadas. Nos casos mais graves, na primeira noite aps o transplante, perdas de at 20% podem ser registradas.FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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DESCRIO: 1- Classificao: ORDEM = Lepidoptera FAMLIA = Noctuidae GNERO = Agrotis ESPCIE =Agrotis ipsylon, Huf ( A. ipsilon ou Agrotis sp ) 2- Descrio Adulto: Mariposa Ovo: Postura nas folhas Larva: Lagarta de hbito noturno, de cor marrom claro com listra marrom escuro. Pupa: De cor marrom, ficam no solo. MODO DE ATAQUE A lagarta rosca passa o dia no solo, saindo noite para se alimentar. Ela corta as plantas rente ao solo. Plantas que aparecem pela manh tombadas sobre solo, com claros sinais de ter sido cortado por algum inseto, indicam a presena de lagarta rosca. Cavando ao redor da planta cortada, a uma profundidade de at 15 cm, a lagarta poder ser encontrada. Ao ser tocada, ela se enrola de onde originou seu nome. CONTROLE A aplicao de defensivos para o combate lagarta rosca, deve ser realizado diretamente nas covas ou no colo das plantas, conforme o grau de infestao. I= Para solos com alta infestao: Pulverizar as covas 2Dias antes do Transplante Produtos: Vexter/Astro/Nufos/Lorsban (CLORPIRIFOS ) Dosagem: 30 ml/20Lde gua Repetir a aplicao no dia do Transplante II = Para solo com baixa infestao Pulverizar o colo das plantas imediatamente aps o Transplante com um dos produtos citados no item I, na mesma dosagem. Repetir, se ainda aparecerem plantas cortadas, 3 DAT. 90FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

LAGARTA ROSCA Agrotis ipsylon.

LAGARTA

LAGARTA ATACANDO UM CAULE

PUPA 2 FORMIGAS Talvez a praga mais antiga seja a formiga. Mesmo depois de tantos anos, ainda se constitui uma praga importante. Os danos so causados nos primeiros DAT. Perdas de at 10%, em uma nica noite, tem sido registrado. Ao menor descuido as formigasFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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cortam as plantas recm transplantadas, cortando prximo ao solo. Uma planta so provocados pela ao de formigas.

de

tomate cortada por formigas no mais se recupera. Grande parte dos casos de replanta A formigade-roa e a formiga-de-ninho , so as responsveis pelas perdas em tomateiros no Cear. Para o controle da formiga-de-roa o uso de inseticidas na formulao de iscas resolve o problema. timos resultados temos conseguido com uso da isca Blitz. Para o combate formiga-de-ninho os melhores resultados so as aplicaes de inseticidas lquidos, diretamente no ninho. Com o uso de Vexter/Astro/ Nufos( Clorpirifos ) na dosagem de 30 ml/20L de gua, as formigas so eliminadas. Utilizar um pulverizador costal, sem o bico, somente com a lana. Como medida auxiliar de alta eficincia, aconselhamos espalhar dentro e ao redor ( em todo o permetro ) da rea plantadas, galhos de mandioca, que funcionam como atrativo para a formigas. Elas do preferncia s folhas de mandioca. De tal modo que o tomateiro no ser atacado e permite localizar com facilidade os formigueiros, o que muito importante. 3- MOSCA BRANCA A mosca branca atualmente a praga mais importante para a cultura do tomate. Os danos diretos j so muito grandes. O dano indireto, muito mais srio, tem sido o responsvel pelos maiores prejuzos nas reas cultivadas com tomate. Foi a primeira praga a merecer do Governo Federal o Alerta Fitossanitrio Nmero 1, por iniciativa do CENARGEN ( Embrapa DF ) Inmeros seminrios, simpsios, palestras e reunies foram realizadas por todo o Pas, para tratar especificamente da mosca branca.

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3.1 CLASSIFICAO ORDEM = Hemiptera FAMLIA = Aleyrodidae GNERO = Bemisia ESPCIES = Bemisia tabaci ( ou raa A ) Bemisia argentifolii ( ou raa B ) 3 .2 DESCRIO Exclusiva para mosca branca Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. Outras espcies de mosca possuem vrias caractersticas diferentes, postura, ovos e ninfas. A mosca branca no uma mosca e nem branca. As moscas so da ordem Dptera, a mosca branca Hemptera. O corpo da mosca branca de cor amarela. O nome vem da semelhana com uma mosca e em funo das asas possurem uma camada de p branco. Adulto: um pequeno inseto voador, sugador, de vo rpido, que vive sob as folhas, onde realiza sua postura, ecloso, desenvolvimento das ninfas e completa todo o seu ciclo. Mede pouco menos de 1 mm, com as fmeas um pouco maior que os machos, quando so vistas em par, o macho o menor, sendo facilmente visvel a diferena de tamanho. O corpo de cor amarelada e as asas so recobertas por uma fina camada de cor branca de onde vem o nome. Atacam as plantas durante todo o dia. Se deslocam nas plantas de forma ascendente, nas folhas mais velhas so encontradas maiores quantidades de ninfas e nas folhas seguintes os adultos e ovos so mais presentes. Quase sempre na mesma folha temos ovos, ninfas em todos os estdios e adultos, o que detectamos a presena maior ou menor de uma das fases. O ataque da mosca branca acontece em qualquer idade da cultura. Em tomates transplantados nas primeiras horas do dia, no final da tarde j so encontradas moscas brancas nas plantas. Da, a necessidade de tratamento preventivo no dia do transplante, conforme veremos no item sobre controle dessa praga que merece total ateno. A ausncia de um controle planejado e permanente, pode levar a nveis to elevados do a praga, inviabilizando totalmente a cultura. uma regra: nas reas de tomate existem moscas branca. Um pequeno nmero de adultos suficiente para infectar uma grande quantidade de plantas, tendo em vista oFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

principalmente

sobre

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carter migratrio das moscas dentro de um mesmo plantio. Uma mosca transmite vrus para vrias plantas. A populao de adulto nos meses de chuva, em razo das condies climticas desfavorveis, reduzida consideravelmente. Nos perodo secos ( sem precipitao pluviomtrica ) comum verificarmos verdadeiras exploses populacionais da mosca branca. A mosca branca prefere os meses de alta temperatura, baixa umidade relativa do ar e ausncia de chuva. A presena de vrias espcies de plantas cultivadas e/ou nativas em todos os estdios o ambiente ideal para a mosca branca. O deslocamento da mosca branca segue o sentido dos ventos. Ovo Postura na face inferior da folha de modo disperso, um ovo em cada local. Os ovos eclodem com 5 a 7 dias (variando conforme a temperatura), tem formato piriforme ou ovide, cor branco-amarelado (mudando de cor, at atingir a cor marrom quando prximo ecloso), medem cerca de 0,2 mm, apresentando dificuldade para visualizao a olho nu, sendo mais prtico o uso de uma lupa. Cada adulto fmea da mosca branca, pode pr de 30 a 400 ovos. Ha relatos de que pode chegar a mais de 1.000 ovos por adulto. Nas condies ideais de cultura e clima ( temperatura alta e baixa umidade relativa do ar ), a postura gira em torno de 300 ovos/fmea. Ninfa No primeiro nstar muito pequena ( 0,3 mm ), um pouco alongada e mvel e muito gil se desloca alguns centmetros ( por poucas horas ), a procura do melhor local para se fixar a partir de ento no mais se movimenta. medem entre 0,4 a 0,5 mm. No quarto nstar ( ou pupa ), muda de translcida para opaca, evoluindo para cor amarelada, aparecem os ocelos ( dois pontos de cor escura da parte frontal ), adquire mais volume no corpo, medindo de 0,6 mm a pouco menos de 1 mm . Ao completar o estdio de pupa, o adulto eclode por meio de uma fenda aberta na parte frontal-superior. Aps emergir, o invlucro fica preso folha, podendo ser visualizado com facilidade, 94FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

No

segundo e terceiro nstar so de formato oval levemente alongado, translcidas e fixas,

translcido e apresenta a fenda ( que vista de frente tem a forma de um T ) de sada do adulto. 3.3 CICLO DE VIDA ADULTO = de poucas horas a 20 dias OVO = 5 a 7 dias NINFA = 15 dias TOTAL DE DIAS = de 21 a 28 dias, em mdia, podendo ser de vida mais longa. O ciclo de vida varia conforme a temperatura. Nos meses de temperatura mais baixa, o ciclo maior. Quanto mais quentes forem os dias, mais rpido o ciclo ser completado. 3.4 - DANOS: A) DIRETOS: Pelo fato de ser inseto sugador a mosca branca retira sua alimentao da planta, sugando a seiva, debilitando a planta. Ao mesmo tempo que suga a seiva, a mosca branca injeta toxinas e vrus. A presena de toxina mais visvel nos frutos que ficam com aspecto esbranquiados e sem sabor (o que chamamos de isoporizao ). As folha se enrolam para cima ( expondo a face inferior), ficam menores, duras, sem brilho e speras. As ninfas so altamente sugadoras de seiva. A alta populao de mosca branca, promove a retirada de grande quantidade de seiva. A grande densidade da mosca branca eliminam substncias aucaradas ( excrementos ) sobre o folhas e frutos, onde se desenvolvem fumaginas. Com isso se forma uma camada de cor negra sobre folhas e frutos, prejudicando a fotossntese e dando aparncia feia aos frutos ( em alguns casos os produtores lavam os frutos para retirar a fumagina ) Basta imaginar que em uma horta, sem controle de mosca branca, com 16.000 plantas ( 1 hectare ), com a populao de 10 adultos/planta , quantidade Teramos cerca de 160.000 facilmente encontrada em hortas com infestao as plantas, considerando mdia ( J contamos cerca de 60 moscas adultas em apenas um fololo de tomate ). insetos sugando diariamente somente os adultos, sem calcular as ninfas. No sendo realizado o controle, considerando: a) o ciclo completo de 30 dias, b) condies climticas favorveis, c) hospedeiro timo ( que permite completar o ciclo ),FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

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d) postura de 400 ovos/adulto ( mximo ) e) reproduo de 50% de fmeas frteis ( igual a 200 fmeas/ciclo ) f) das fmeas frteis, somente 50% sero reproduo til, g) rea de 1 ha ( 16.000 plantas ) com 10 adultos/plantas, h) sem medidas de controle, i) calculada com as plantas com 5 DAT, podemos projetar o crescimento populacional das moscas, considerando uma taxa de crescimento de 25% do total de postura, para cada ciclo. 1 Ciclo =Aos 5 DAT = 160.000 adultos 2 Ciclo = Aos 35 DAT = 160.000 x 100 = 16.000.000 moscas 3 Ciclo = Aos 65 DAT = 16.000.000 x 100 = 1.600.000.000 moscas 4 Ciclo = Aos 95 DAT = 1.600.000.000 x 100 = 160.000.000.000 Para uma horta de 16.000 plantas, considerando somente 4 ciclo da mosca branca e uma infestao inicial de 10 adultos/planta. Os valores acima foram calculados visando demonstrar a rapidez da evoluo da praga, o quanto de seiva pode ser retirada e a quantidade de excrementos aucarados que sero eliminados. Vale lembrar que em uma mesma planta existem todas as fases: ovo, ninfas e adultos com o ciclo sendo completado todos os dias. O que justifica a importncia atual da mosca branca no mundo. No causa nenhum espanto a formao de nuvem de mosca branca, em regies onde no foram adotadas medidas de controle. B ) INDIRETOS: A transmisso de vrus do grupo Geminivirus, o dano indireto da mosca branca, muito mais grave que os danos diretos por ela provocados. Ver detalhes dos sintomas no item Vrus. Plos dados abaixo podemos ter uma idia da agressividade do vrus no tomateiro. GEMINIVRUS: FAMLIA = Geminiviridea GNERO = Bogomovirus Principais Grupos = TYLCV ( Tomato Yellow Leaf Curt Virus) TGMV ( Tomato Golden Mosaic Virus ) Vejamos um exemplo de Amostragem de Nveis de vrus em tomateiro no Cear: 96FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEAR LABORATRIO DE VIROLOGIA VEGETAL PRESENA DE GEMINIVIRUS NO TOMATEIRO ABSORO COM AMOSTRAS FOLIARES

MUNICPIO Guaraciaba Ibiapina So Benedito Tiangu Ubajara Tomate sadio

N Plan SINTOMAS 70 15 23 32 58 10

Mdia

Min. 1,037 1,497 0,967 1,204 0,947 0,215

Mx. 2,774 2,149 2,240 2,129 3,418 0,298

Lcurl, Lrl, Lrd, St, Fab 1,971 Lcurl, Lrl, Lrd, St, Fab 1,732 Lcurl, Lrl, Lrd, St, Fab 1,695 Lcurl, Lrl, Lrd, St, Fab 1,570 Lcurl, Lrl, Lrd, St, Fab 2,098 0,253

Data do teste : 11 de junho de 1999 Lcurl Leaf curl, Lrl enrolamento para baixo Lrd enrolamento para a direita St nanismo ( Stunt ) Fab queda floral ( Flouver abscission ) Testes realizados por Prof. Dr. Jos Albrsio de Arajo Lima Dr. Joaquim Torres Filho e Equipe da UFC.

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3.5 - DADOS SOBRE TRANSMISSO DE GEMINIVRUS: TIPO : Persistente-circulativo AQUISIO A mosca branca sadia adquire o vrus ao se alimentar de plantas infectadas, que pode ser tomate ou qualquer outra espcie. O perodo de aquisio (tempo necessrio para a mosca branca adquirir o vrus) de aproximadamente 15 minutos, se alimentando de uma planta contaminada. CIRCULAO O vrus no interior da mosca branca, aps a aquisio, circula pelo seu corpo at atingir as glndulas salivares quando estar pronto para ser transmitido para uma planta sadia. O perodo de circulao (ou perodo de latncia) demora de 4 a 20 horas. TRANSMISSO A mosca infectada transmite o vrus quando est se alimentando de uma planta. Ao introduzir seu aparelho sugador (estilete) na folha da planta visando sugar a seiva (que seu alimento), a mosca branca ao mesmo tempo transmite o vrus e toxinas. Enquanto durar a vida da mosca em fase adulta, ela estar transmitindo o vrus, perodo que pode durar at 20 dias. Uma nica mosca pode transmitir vrus para vrias plantas, tendo em vista seu movimento dentro de uma mesma horta. Na Serra da Ibiapaba mosca branca somente iniciou a transmisso de vrus em agosto de 1998, quando foram detectados os primeiros sintomas. Nessa poca todos os municpios j tinham alta incidncia de mosca branca, provocando somente os danos diretos. A evoluo foi muito rpido tendo em vista que os produtores e tcnicos da regio no acreditavam na agressividade e nos danos que a mosca branca poderia trazer. Somente quando o mal j estava feito que foram dar crdito, mas j era tarde a quantidade de mosca e a infestao de vrus estavam fora de controle. No Cear, consideramos impossvel a erradicao (ou mesmo um controle eficaz) da praga, antes da introduo de hbridos tolerantes, por vrios fatores:

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I = A existncia de plantios durante todo o anos, com plantas em todos os estdios de vida (todos os dias so plantas novas hortas de tomate) Com plantios novos sendo realizados vizinhos a hortas velhas com mosca branca e viroses. II = O cultivo de vrias culturas hospedeiras, dentre elas o pimento, repolho, abobrinha, pepino, feijo, feijo vargem, couve, mandioca, beringela, maxixe, algodo, abbora, melancia, rosas e flores diversas. III = Vrias plantas nativas hospedeiras, com destaque para jurubeba roxa, jurubeba branca, mata-pasto, taboquinha, babo, goiabinha, e muitas outras. IV = O abandono de hortas com altas infestao de mosca e com 100% das plantas com vrus. O produtor ao sentir que a sua horta est em situao de perda total, no erradica de imediato as plantas. O que pior, em muitos casos abandona totalmente o plantio, passando vrios dias para erradicar. No perodo em que o plantio ficou abandonado at a erradicao (que pode levar at mais de 1 ms), as moscas ficam sem nenhum controle e com a reproduo plena. V = Infelizmente os hortas aps a ltima colheita no so imediatamente erradicadas. J verificamos plantios que aps a colheita ficam mais de 2 meses abandonados. Com as brotaes novas (local preferido pelos adultos da mosca branca) que surgem nas plantas e com o grande nmero de ninfas e moscas adultas existentes, h uma exploso populacional, sendo incalculvel o nmero da praga. VI = Falta de um programa de controle da mosca branca. Com a total falta de pesquisa e sem Assistncia Tcnica os produtores no dispem de um programa mnimo preventivo de combate mosca branca. Mesmo pela importncia econmica dessa praga, nenhuma medida foi adotada pelo governo Federal, Estadual e Municipal, visando manter a pragas em nveis de danos econmicos mnimos. Cada produtor tenta controlar a praga de um modo diferente. Erros graves foram e continuam sendo cometidos, seja no uso de produtos sem eficincia, na dosagem errada, na falta de alternncia de princpios ativos, na preocupao somente com o inseto na fase adulta, na tentativa de controlar a praga somente quando os nveis de danos so altos e visuais, etc, etc. Informaes so levadas aos produtores por pessoas no capacitadas, em geral orientaes que mais desorientam do que ajudam. VII = A produo sem nenhum controle de mudas em estufas. Existem dezenas de pequenos produtores de mudas, muitos sem nenhum conhecimento tcnico. No 99 realizam pulverizaes contra a mosca branca. No controlam o acesso de pessoas aoFRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

interior das estufas. Mudas contaminadas com geminivrus so comercializadas livremente. A produo e comercializao de mudas so realizadas sem nenhum controle. 3. 6 - MEDIDAS DE CONTROLE: A mosca branca uma praga que morre facilmente, mas de difcil controle, pelo seu poder de reproduo rpida, alta ovoposio, completar o ciclo em vrias plantas cultivadas e nativas, alm de usar outras tantas como hospedeiras-alimentar. Somente um conjunto de Medidas de Controle permitem a manuteno em nveis aceitveis, vejamos as mais imprescindveis: 1- Aquisio de mudas isentas de mosca branca adultos, ovos e ninfas. 2- Isolamento da rea a ser cultivada com plstico amarelo, pelo menos nos trs lados do sentido do ventos. O plstico deve ter altura mnima de 1,5 m, sendo pulverizado com leo lubrificante SAE 40, ou pincelado com graxa incolor + leo SAE 40 . O uso de cola especiais ideal, no entanto o preo muito elevado sendo mais usado em culturas mais nobres, exemplo da rosas, onde se usa a isca Tatoo. O que tambm recomendado para preparar armadilhas de monitoramento em campo e estufas. 3- Transplantar as mudas com idade mnima de 22 DAS, plantas com 28 DAS devem ser preferidas, desde que tenham qualidade. 4- Fazer uma aplicao com inseticida do grupo qumico Neonicotinide nas bandejas, no dia anterior ou no dia do transplante, exemplo Confidor, Saurus ou Actara. 5- Realizado o transplante, seguir um programa mnimo de controle da mosca branca, de modo preventivo (mesmo porque a presena da praga uma certeza). 6- Monitorar a regio, sempre em busca de informao para determinar o grau de infestao com geminivirus na regio do plantio a ser realizado (ao preferencialmente governamental).Com o resultado do dados, determinar intervalo de pulverizao.

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3.7 - PROGRAMA DE PULVERIZAO O INTERVALO entre cada pulverizao depende do risco em potencial (grau de infestao de mosca branca virtica na regio da horta a ser plantada). Realizar o tratamento abaixo at 45DAT. Aps 45DAT, reavaliar a situao da horta, passando a usar no programa os inseticidas com curto perodo de carncia. Conforme a evoluo quantitativa da presena de mosca branca, o intervalo deve ser modificado. Se iniciado com intervalo pequeno, pode ser aumentado conforme a mosca for diminuindo a incidncia. Se for iniciado com intervalo maior, poder ser reduzido se a mosca branca aumentar a quantidade. Nenhum programa de pulverizao pode ser fixo. Os produtos, doses e intervalos de pulverizaes devem ser modificados conforme as necessidades peridicas, considerando todos os fatores locais clima, quantidade da praga, estdio e sanidade geral das plantas, lanamento de novos grupos qumicos e/ou princpios ativos, disponibilidade de produtos no mercado e tipo de tomate cultivada. O importante monitorar, sempre no horrio da manh, entre 8 e 10 horas de cada dia. Vistoriando 0,5% das plantas, a cada dia, at os 30DAT. abrangendo toda a rea plantada. DADOS PARA DETERMINAR INFESTAO DE MOSCA BRANCA ADULTA EM TOMATEIRO COM AT 30DAT CONSIDERANDO 0,5% DE PLANTAS PARA AMOSTRAGEM REA DE 1,0 ha. Grau de infestao Gravssimo Muito Grave Grave Medianamente grave Levemente grave Sob controle Soma de mosca > 150 100 a 149 50 a 99 25 a 49 5 a 24 26 11 25 6-10 2 1,1 a 2 0.3 a 1 0,1 a 0,2 > 26 11-25 6-10 10 5a9 2a4 1a2

Obs: Na Serra de Ibiapaba as provveis espcies que atacam roseiras so Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii.

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FOTO 1: Fumagina causada pelo ataque de Mosca branca em uma folha de rosa.

FOTO 2: Armadilhas amarelas com cola especial para monitoramento de moscabranca.

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FOTO 3: Detalhe da estufa, mostrando a barreira fsica contra a entrada de mosca branca exercida pelo plstico.

FOTO 4: Monitoramento de pragas e doenas em um plantio comercial de rosas.

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FOTO 5: Comparativo entre dois tipos de formao de pulmo em rosas. Fileira dupla (A) e fileira nica (B).

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FOTO 6: Presena de mosca-branca em plantas daninhas.

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3) SCIARA (Fungus gnats): O mosquito sciara um pequeno inseto (2 a 5mm) pertencente a ordem dptera (Gnero: Bradysia sp.) e famlia sciaridae disseminado mundialmente em viveiros de plantas, floriculturas e jardins. Seu ciclo de vida compreende 4 estgios : ovo, larva, pulpa e adulto (foto 1) que na temperatura ideal de 250C e umidade elevada ocorre entre 10 e 14 dias. As fmeas procuram locais midos para ovoposio e chegam a por at 200 ovos. O adulto tem asas cinza fosca e antenas longas (fotos 2 e 3) sendo encontrados andando sobre vasos e canteiros ou voando ao redor das plantas. A larva, de at 8mm, translcida e com caracterstica particular em possuir a cabea preta (foto 4). O adulto se alimenta de fungos existentes na matria orgnica do substrato e as larvas, de fungos e tambm de tecidos das plantas. So conhecidos ao redor de 100 gneros e possivelmente mais de 1000 espcies do mosquito. 193 espcies colocadas em 29 gneros esto reportados para o neotrpico. SINTOMATOLOGIA As plantas comeam a murchar devido ao ataque direto da larva se alimentando dos tecidos da raiz formando galerias e indiretamente por serem contaminadas por algum tipo de patgeno, como fungos, bactrias, etc. (foto 5) DANOS - Na falta de matria orgnica migram para as plantas. - Destroem o sistema radicular e o colo das plantas, formando galerias em toda sua extenso. - Apodrecimento do colo das plantas e reduo de tamanho. - Morte acentuada de mudas em estufas de propagao. - Perdas considerveis na produo devido morte de plantas atacadas. CONTROLE Para que se obtenha sucesso no controle de sciara (Fungus gnats) a associao de prticas alternativas, controle biolgico e a utilizao correta de defensivos agrcolas deve ser levada em considerao. 212FRUTAL2003 - COOPERATIVISMO E AGRONEGCIO CONTROLE DE PRAGAS E DOENAS DE FLORES E HORTALIAS

I - Medidas alternativas: - Adquirir mudas de locais idneos. - Distribuio de armadilhas amarelas (atrativas de adultos) com cola adesiva dispostas na horizontal acima dos vasos e na vertical em baixo das bancadas (adultos). (foto 6) - Distribuio de iscas feitas com pedaos de batata-inglesa cortados em cunha ao nvel do solo e substrato (larvas). - Utilizao de mulching ou outras formas para manter a superfcie do solo ou substrato seco, evitando assim que as fmeas depositem seus ovos (foto 7). - Isolamento do cultivo com uso de telas com malhas finas (volta ao mundo, tela antiafdeos) para evitar o trnsito de adultos de um local afetado para outro. - Evitar entrar no local de cultivo com roupa amarela. II) Controle Biolgico: Diversos agentes biolgicos de controle esto sendo utilizados por produtores do mundo inteiro. Estes incluem caros e nematides predadores. III) Controle Qumico: O controle qumico deve ser realizado com pulverizaes direcionadas para o colo das plantas (foto 8), com produtos eficientes, procurando sempre alternar os grupos qumicos e princpios ativos, pois a praga adquire resistncia muito rpido aos defensivos. Objetivando aumentar a eficincia do controle de sciara, utilizando defensivos qumicos, foi realizado um experimento por CRUZ, G.F. et al. a nvel de laboratrio, onde os resultados se encontram disposio no livro de resumos do 430 Congresso Brasileiro de Olericultura. A seguir temos a relao dos princpios ativos com respectivas dosagens e modo de ao, que exerceram melhor controle de larvas de Fungus gnats : Princpio Ativo Cartap Carbaryl Pyridaben Difluobenzuron Dose (ml/100 litros) 250 150 100 50 Modo de ao Contato Contato Contato Fisiolgico

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Ateno: Nem um dos produtos utilizados tm registro para controle de Fungus gnats (Diptero : Siciaridae), devendo ento a quem interessar entrar em contato com ministrio da agricultura ou rgos competentes.

FOTO 1: Detalhe da pulpa (A), larva (B) e adulto (C) de Fungus gnats (Sciara)

FOTOS 2 e 3: Asas cinza-fosca (D) e antenas longas (E).

FOTO 4: Detalhe da cabea da larva (cor preta).

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FOTO 5: Sintomatologia do ataque de sciara em uma planta de grbera.

FOTO 6: Armadilhas amarelas distribudas em um cultivo de grberas.

FOTO 7: Alternativas para manter a superfcie do substrato do vaso seco.

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FOTO 8: Detalhe da pulverizao dirigida para o colo da planta de grbera.

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4 - LAGARTA Lagarta rosca Agrotis ipsilon. A lagarta rosca provoca danos na cultura de rosas, podendo levar plantas adultas morte. Mudas recm plantadas so mais facilmente atacadas e danificadas. Ver danos nas fotos 1, 2, 3, e 4.

FOTO 1 Lagarta rosca em rosas

FOTO 2 Adulto da Lagarta Rosca

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DANOS PROVOCADOS PELO ATAQUE DE LAGARTA ROSCA

FOTO 3 Caule danificado e lagarta rosca

FOTO 4 Lagarta rosca danificando o caule de uma

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Lagarta do Cartucho do milho Spodoptera frugiperda Os danos causados por esta praga afetam a qualidade das hastes por danificarem as folhas e botes florais. Flores para exportao tero que ser totalmente isentas de larvas de lepidpteros, sob pena de apreenso e incinerao de todo lote exportado, se constatado uma nica larva. Ver fotos 5, 6, 7 e 8

FOTO 5 - Lagarta do Cartucho ou Lagarta Militar

FOTO 6 Adulto de Spodoptera frugiperda

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DANOS PROVOCADOS PELA LAGARTA DO CARTUCHO

FOTO 7 - Folha furada pela lagarta Spodoptera frugiperda

FOTO 8 Boto floral destrudo por lagarta militar

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MTODOS DE CONTROLE DE LEPIDOPTEROS Dentre os vrios mtodos de controle de lagartas, podemos destacar: a) Uso de armadilhas com feromnio (atrativo sexual ), visando captura dos adultos

machos, com reduo de fmeas fertilizadas e postura de ovos. FOTO 9 Armadilha com feromnio = 4 unidades/ha b) Aplicao de vespas de trichogramma, parasitas de ovos de lepidopteros.

FOTO 10 Aplicao

FOTO 11 Vespa de Trichogramma.

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c) Controle qumico, com uso de inseticidas, apresenta dificuldade de produtos com registro em rosas. Por outro lado, o uso de trichogramma e feromnio efetuam um controle satisfatrio. Ver no captulo sobre tomate, relao de defensivos com eficincia sobre Agrotis ipisilon e Spodoptera frugiperda. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: 1- AMORIM, 14.02.2003. 2- SILVA, L. O que Fungus gnats? [Onlina]. URL: http://www.aflori.com.br. Arquivo capturado em 15/02/02. 3- AZEVEDO, F.R. Identificao e controle de caros de importncia agrcola para o estado do Cear. Agricultura irrigada do Cear, ano 3, n.3. 40p. 4- HOEST, R.K. Compendio de enfermedades de rosas. Equador, Maio de 1998, 50p. 5- GALLI, F., et al. Manual de Fitopatologia. Editora Agronmica ceres LTDA. 1980, 587p. 6- ROMOLEROUX, A.T. Vademecum florcula ,20 Edio, Quito Ecuador, 2001, 496p. 7- OLIVEIRA, M.R.V., SILVA. O.L.R. Alerta fitossanitrio 1. Ministrio da Agricultura, Braslia-DF, 1997, 16p. 8- REIJERS e STWART - Doenas em roseiras cultivadas em estufas (cd-Room) 9- ANDREI, E. Compndio de defensivos Agrcolas. Organizao Andrei editora LTDA. So Paulo, 1999, 672p. D.S. Famlia Sciaridae On Line

URL:http://www.inbio.ac.cr/papers/insectocr texto 629.html.arquivo capturado em

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CURRCULO DO INSTRUTOR

Nome: Formao: Cargo: Endereo Com.: Cidade: Telefone E-mail

Gustavo Filgueira Cruz Engenheiro Agrnomo Gerente Geral de Produo Stio Lagoa Jussara s/n So Benedito (88) 9961.7876 UF Fax CE CEP 62.370-000

Empresa/Instituio: Reijers Produo de Rosas Ltda.

reijersceara@uol.com.br

CURRICULUM VITAE Eng. Agrnomo, pela Universidade Federal do Cear (UFC), em 1996; Ministrao de diversos cursos na rea de Plantas Medicinais, pela Universidade Federal do Cear UFC em 1999; Mestrado em Fitotecnia na rea de Plantas Medicinais, pela Universidade Federal do Cear UFC em 1999; Bolsista de Desenvolvimento Cientfico Regional (DCR) pelo CNPq de mar/1999 a nov/2000; Credenciado para emisso de CFO (Certificado Fitossanitrio de Origem), pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em 2002; Gerente Geral de Produo da Empresa Reijers Produo de Rosas Ltda., no municpio de So Benedito CE, desde 2002.

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CURRCULO DO INSTRUTOR

Nome: Formao: Cargo: Endereo Com.: Cidade: Telefone E-mail

Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa Tcnico em Agropecuria Proprietrio CE 187 Distrito de Sussuanha Guaraciaba do Norte (88) 652.1083 / 9962.9248 estufamcapa@lig.com.brCURRICULUM VITAE

Empresa/Instituio: Estufas Macap

UF Cear Fax

CEP

62.380-000

88 652.1210

Tcnico em Agropecuria, pela EICAM Mombaa, CE, em 1975; Coordenador de Escritrio Local da ANCAR-CE de 1976 a 1979; Gerente da Empresa Fazenda Bom Indstria e Comrcio produo de hortalias e fruticulturade 1979 a 1981; Gerente da Companhia Industrial Ducoco Fazenda Amontada produo de Coco, de 1981 a 1984; Gerente da Agropecuria Lima Fazenda Salgado Itapipoca CE, produo de caju, de 1984 a 1985; Proprietria da Solorico Com. e Rep. Ltda. insumos e implementos agrcolas de 1986 a 1996; Proprietrio das Estufas Macap produo de mudas e hortalias em estufas, desde 1995; Consultor e coordenador tcnico do Projeto Pingo Dgua Quixeramobim CE, 2001 2002; Consultor do Governador do Estado do Maranho Projeto Ilha da Produo (hortalias e frutas), So Luiz MA, de julho/2002 a Fev/2003; Consultor tcnico de vrias empresas no desenvolvimento de defensivos e sementes e programas de controle de pragas e doenas em hortalias.

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