controle de custos e perdas do setor de ...· contabilidade, considerando as particularidades dessa

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  • CONTROLE DE CUSTOS E PERDAS DO SETOR DE HORTIFRUTIGRANJEIROS DE UM SUPERMERCADO

    Elisângela Moraes Oliveira1

    Antônio Osório Gonçalves2

    RESUMO

    O presente estudo tem como objetivo salientar a importância do manejo e reaproveitamento de produtos no setor de hortifrutigranjeiros em um Supermercado de médio porte no período de 2010 a 2011 de Santa Cruz do Sul. Trata-se de pesquisa descritiva, caracterizada como estudo de caso e pesquisa bibliográfica, de abordagem quantitativa. Mostra que cuidados simples e exposição apropriada de produtos, reduz custos sem altos investimentos. Os resultados encontrados indicam que o setor de hortifrutigranjeiros representa o percentual de 10,36% do total do faturamento, e a recuperação de 36,17% nas perdas no período analisado no setor, mostra que a empresa possui controle interno capaz de evitar perdas e promover reaproveitamento no setor de hortifrutigranjeiros, qualificando resultados.

    Palavras-chave: Controle de Perdas; Reflexos dos controles internos; Reaproveitamento.

    ABSTRACT

    This study aims to highlight the importance of management and reuse of products in the horticultural sector in a medium sized supermarket in the period 2010 to 2011 Santa Cruz do Sul. It is descriptive, characterized as a case study and literature, a quantitative approach. It shows that simple care and proper exposure of products, reduces costs without large investments. The results indicate that the horticultural sector represents the percentage of 10,36% of total revenue, 36,17% and the recovery of losses in the sector during the period analyzed, shows that the company has internal control can prevent losses and promote reuse in the horticultural sector, qualifying results.

    Key-words: Loss Control; Reflections of internal controls; Reuse.

    1 Graduanda do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Dom Alberto

    1

  • 2 Especialista em Auditoria e Gerência Contábil pelo Instituto Nacional de Pós Graduação,São Paulo, SP, em convenio com a Fundação Universidade Federal de Rio Grande, RS. 1 INTRODUÇÃO

    Hoje em dia o mercado está cada vez mais competitivo e para se manter as

    empresas precisam encontrar um diferencial seja ele em produtos ou serviços,

    existem vários fatores que se deve levar em consideração entre eles se destaca

    preço e qualidade. Considerando que as necessidades do cliente não mantêm uma

    postura linear, a empresa deve se adequar, segundo Berto e Beulke (2006, p.9), “a

    gestão dos materiais pode ocorrer no aspecto físico e monetário. No aspecto físico,

    o melhor controle deve ser efetuado sobre os níveis de estocagem”.

    Neste contexto a empresa precisa, além de um bom atendimento e qualidade

    dos produtos, oferecer preços competitivos, para manter suas vendas e atrair novos

    clientes, destaca-se a importância da análise dos controles internos para a redução

    de perdas. Diante disso surgem algumas questões: Como controlar o desperdício no

    setor de hortifrutigranjeiros? E que reflexos o controle de perdas trará no resultado

    da empresa?

    O controle das perdas é imprescindível para a maximização dos resultados.

    Uma empresa que consegue ser eficiente na aplicação de seus recursos tende a

    obter melhores resultados.

    Para se manter no mercado a empresa precisa ser competitiva, atender às

    necessidades dos seus clientes em preço, qualidade e atendimento. Nesse sentido,

    esta pesquisa na área de controle e diminuição de perdas vem para destacar a

    importância de pequenos cuidados no manuseio e reaproveitamento de produtos no

    setor de hortifrutigranjeiros no Supermercado estudado no período de 2010 a 2011

    em Santa Cruz do Sul.

    O objetivo da pesquisa foi encontrar formas de reduzir desperdícios do setor

    de hortifrutigranjeiros de forma que seja favorável para a empresa, clientes e

    colaboradores, reutilizando produtos antes descartados e evitando manejos

    inadequados objetivando reduzir perdas.

    De modo mais especifico buscou-se: i) caracterizar a empresa pesquisada; ii)

    identificar os desperdícios havidos no setor de hortifrutigranjeiros; e, iii) desenvolver

    formas de recuperar parte das perdas, através de reaproveitamento dos produtos. O

    2

  • estudo justifica-se por apresentar uma contribuição prática no processo de

    implementação de um instrumento de controle utilizado pela empresa em questão. O

    trabalho encontra-se estruturado da seguinte forma: inicialmente apresentam-se a

    fundamentação teórica do estudo; a seguir descreve-se o método e os

    procedimentos do mesmo; por fim são apresentados os resultados da pesquisa e as

    considerações finais deste estudo.

    2 REFERENCIAL TEÓRICO

    2.1 Controle de Custos e Perdas

    A necessidade de redução de estoques e tempo de reposição dos produtos,

    são as principais causas das preocupações por parte dos acadêmicos e

    profissionais de gestão.

    Controlar os produtos em relação a preço qualidade e demanda que varia

    muito em função das estações do ano, e localização geográfica.

    Bosseau e Cordon (2000) apud Machado (2002) “analisam os FLV (frutas

    verduras e legumes), como sendo compostos de duas grandes classes. A primeira é

    formada por produtos de menor perecibilidade, maior facilidade de controle

    econômico e usualmente localizado próximo aos produtores, de forma a minimizar

    dificuldades com logística, a exemplo da pêra. O segundo grupo caracterizado pela

    alta perecibilidade e complexidade de gestão, como o agrião”.

    Devido a mudança de hábitos alimentares preocupações com o bem estar e

    saúde percebe-se um grande crescimento no setor nos últimos anos.

    Para Belick e Chaian (1999), “as questões ligadas à qualidade e a

    segmentação dos produtos têm alterado a forma de produzir e comercializar

    hortifrutículas. Os supermercados tem dado atenção cada vez maior à seção FLV,

    investindo em qualidade e variedade, de modo a agregar valor à categoria”. Por

    esse motivo a seção vem aumentando sua participação na receita das lojas. Em

    1999, ainda segundo Belick e Chaim “os FLV representavam em média 6,4% do

    faturamento dos supermercados, chegando a ter participação de 10% em algumas

    3

  • redes. EM 2006, os FLV já representavam entre 8% e 12% do faturamento dos

    supermercados (APAS, 2006)”.

    Spanhol, Lima-Filho e Sproesser (2007) “compartilham a idéia de que a

    deteriorização desse tipo de alimentos requer maiores cuidados com melhorias no

    processo de manipulação, ambiente climatizado e, ainda, mão-de-obra

    especializada”. De acordo com Souza (1998) apud Machado (2002), “é necessário

    adotar estratégias que acompanhem o comportamento do consumidor de FLV e

    aumentam o seu valor agregado”. Existe a necessidade de ser acompanhado o

    comportamento do consumidor a fim de se usar de técnicas para aumentar o valor

    agregado.

    Conforme Becker (2002), “os fatores situacionais têm grande poder de

    influenciar o ato da compra. Para ele, um ambiente agradável e confiável em alguns

    casos é determinante do ato de compra, pois muitos consumidores definem suas

    compras no ponto de venda”.

    O cliente se sentindo bem com o ambiente, sendo bem tratado, tende a se

    tornar um cliente assíduo, o que resultará em acréscimo de vendas. Musica, prêmios

    e atenção às suas necessidades, funcionários satisfeitos, uniformizados, faz com

    que se sinta importante, confiante na empresa e com o ambiente refletindo

    diretamente em vendas, não somente no setor FLV mas em toda a loja.

    Porter (1997) “ no seu modelo de cadeia de valor, prega que a empresa para

    ter vantagem competitiva deveria diminuir os custos e ter diferenciação nos vários

    grupos de operações”. Com cuidados simples de estocagem, compra e manuseio

    dos produtos perecíveis principalmente, se consegue evitar desperdícios e reduzir

    os custos tornando a empresa mais competitiva.

    Devido a crescente exigência do consumidor no que tange a qualidade dos

    FLV encontrados no varejo alimentar, Camargo (2006) “defende a idéia de que o

    abastecimento bem gerenciado dos FLV, a eficiência logística e a utilização de

    tecnologias são aspectos importantes para o sucesso das atividades da

    organização”.

    Torna-se cada vez mais necessário o investimento em novas tecnologias,

    mão-de-obra especializada para que as empresas não venham a perder espaço no

    4

  • mercado, se adequando a cada dia às mudanças nos processos, devido ao fato do

    cliente estar cada vez mais exigindo qualidade nos serviços produtos e preço.

    2.2 Contabilidade Gerencial

    Este estudo será desenvolvido na área de contabilidade gerencial, Segundo

    Crepaldi (2006), “a contabilidade Gerencial é uma atividade fundamental na vida

    econômica. Mesmo nas economias mais simples, é necessário manter a

    documentação dos ativos, das dívidas e das negociações com terceiros. O papel da

    contabilidade torna