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Abordagem Sindrmica nas Unidades de Sade do Municpio de So Paulo

CONTROLE DAS DOENAS SEXUALMENTE TRANSMISSVEIS (DST)

Programa Municipal de DST/Aids de So PauloSecretaria Municipal da SadeRua General Jardim, 36 - 4 andarVila Buarque - CEP 01223-010Fone 11 3397.2207 dstaids@prefeitura.sp.gov.brwww.dstaids.prefeitura.sp.gov.br

CrditosPrograma Municipal de DST/AIDS de So Paulo - SMS - PMSPMaria Cristina Abbate - Coordenadora

ELABORAOElcio Nogueira Gagizi Farmacutico-Bioqumico Ncleo de DST Setor de Assistncia Programa Municipal de DST/Aids SMS/SP.

COLABORAODra. Elizabete T. Onaga Mdica Especialista em DST Centro de Referncia e Treinamento em DST/Aids SES/SPDr. Roberto Jos Carvalho Silva Mdico Especialista em DST Centro de Referncia e Treinamento em DST/Aids SES/SPDr. Rubens Y. Matsuo Mdico Especialista em DST Centro de Referncia e Treinamento em DST/Aids SES/SP e SAE Cidade Dutra - SMS/SPDr. Alexandre Csar de Arajo Mdico Infectologista Setor de Assistncia Programa Municipal de DST/Aids SMS/SPMarina Arago Wahlbuhl Gonalves Psicloga Setor de Assistncia Programa Municipal de DST/Aids SMS/SPElza Ferreira Psicloga Setor de Preveno Programa Municipal de DST/Aids SMS/SPLuciana de Abreu Relaes Pblicas Setor de Comunicao Programa Municipal de DST/Aids SMS/SPProf. Ktia Cristina Bassichetto Nutricionista Setor de Informao e Desenvolvimento Cientfico Programa Municipal de DST/Aids SMS/SPDra. Anna Luiza Lins Gryschek Enfermeira Setor de Assistncia Programa Municipal de DST/Aids SMS/SP

PRODUOOlho de Boi Comunicaes www.olhodeboi.com

DATAAgosto / 2008

2a edio revista e ampliada - Agosto/2008Esta material inclui CDRom contendo: Orientaes para o controle das DST Abordagem Sindrmica Instruo Tcnica para Prescrio e a Utilizao de Penicilinas e Preveno da Sfilis Congnita Diretrizes para o Diagnstico e Tratamento do HPV na Rede Municipal Especializada em DST/Aids - SMS/SPEste material poder ser copiado ou reproduzido desde que citada a fonte

Introduo

Na cidade de So Paulo, assim como no Brasil, as Doenas Sexualmente Transmissveis

(DST) so um grave problema de Sade Pblica.

Muitas delas, quando no tratadas em tempo e de forma adequada, podem evoluir

para complicaes mais graves e at o bito. Alm disso, as DST:

So o principal fator facilitador da transmisso do HIV;

Durante a gestao, algumas podem ser transmitidas ao feto, gerando

importantes leses e at mesmo a interrupo da gravidez (Manual

de Controle das DST MS 1999).

Introduo

Introduo

Atualmente muitas dificuldades se apresentam para o

efetivo controle das DST, como:

O acesso ao tratamento: na maioria das vezes,

o paciente procura o servio de sade e, no

recebendo o tratamento imediato, fica no aguardo

do agendamento ou referenciado para um Servio

Especializado em DST/Aids. Assim, desiste do

tratamento, seja pela demora, pelo desaparecimento

dos sintomas ou pela soluo da farmcia.

O acolhimento e o aconselhamento, voltados para

preveno e interrupo da cadeia de transmisso,

so prticas ainda pouco incorporadas na rotina da

ateno primria e pelos profissionais de sade;

Os dados epidemiolgicos relativos s DST no so

coletados de forma sistemtica na maior parte dos

Servios de Sade, com exceo da aids, sfilis congnita

e sfilis na gestante, que so de notificao compulsria.

No entanto, h indcios da magnitude das DST atravs

de indicadores indiretos (aumento dos casos de sfilis

congnita e aumento dos casos de cncer de colo

uterino relacionados ao HPV) e de pesquisas realizadas

pelo Ministrio da Sade.

Portanto, devido sua magnitude, vulnerabilidade e

factibilidade de controle, o Programa Municipal de

DST/Aids da Secretaria Municipal da Sade de So Paulo,

elaborou um Plano de Ao para controle das DST,

envolvendo reas Tcnicas e Ateno Bsica, bem como

os Servios de Assistncia Especializada em DST/Aids e

os diferentes setores administrativos e gerenciais locais

Coordenadorias de Sade, Supervises Tcnicas de

Sade, Supervises de Vigilncia em Sade, Conselhos

Gestores e outros ciente de que a ateno a esses

agravos deve ser feita de forma integrada entre os

diversos nveis.

Entre as estratgias adotadas, inclui-se o atendimento

imediato das DST por Abordagem Sindrmica nas

Unidades Bsicas de Sade e Estratgias de Sade

da Famlia e outros equipamentos de sade, quando

houver queixa ou suspeita.

Abordagem Sindrmica

O tratamento imediato e eficiente das DST fundamental para o seu controle.

Deve ter como princpios: a cura da doena, a preveno das complicaes e

seqelas e impedir a cadeia de transmisso.

Para as DST sintomticas mais comuns (como, por exemplo: sfilis, herpes

genital, uretrites gonoccicas ou no, corrimentos vaginais e desconfortos

plvicos), a Abordagem Sindrmica constitui o mtodo mais rpido de

identificao de um agravo e, como no necessita de grandes recursos

laboratoriais, os indivduos podero ser tratados no momento da consulta.

A Abordagem Sindrmica baseia-se na identificao de sinais e sintomas

verificados no momento da avaliao clnica. Para as DST, esta forma de

abordagem bastante resolutiva, pois, independentemente de serem

causadas por um grande nmero de microorganismos, estes apenas

determinam um nmero limitado de sndromes.

Abordagem Sindrmica

4

Abordagem Sindrmica

As principais caractersticas da Abordagem

Sindrmica so1:

Classificar os principais agentes etiolgicos, segundo

as sndromes clnicas por eles causadas;

Utilizar fluxogramas que ajudam o profissional a

identificar as causas de uma determinada sndrome;

Indicar o tratamento para os agentes etiolgicos

mais freqentes na sndrome;

Incluir a ateno dos parceiros, o aconselhamento

e a educao sobre a reduo de risco, a adeso ao

tratamento e o fornecimento e orientao para a

utilizao adequada de preservativos;

Incluir a oferta da sorologia para sfilis, hepatites e

para o HIV. 1 Manual de Bolso Controle das DST MS 2006 pg 31.

Os fluxogramas apresentados tm o intuito de

conduzir o profissional a tomar decises e aes para

as condies a serem tratadas, utilizando-se para isso,

na maior parte dos casos, de medicamentos de

dose nica.

Estes facilitam a adeso ao tratamento e promovem

resolutividade para os desconfortos apresentados,

alm de barrar a cadeia de transmisso, prevenindo

novas ocorrncias.

Acolhimento e Aconselhamento

Acolhimento uma ao que os servios de sade necessitam e que envolve

todos os funcionrios, desde o porteiro, passando pela recepo, triagem e

sala de espera. Consiste na capacidade de ateno e disponibilidade para

receber bem o usurio, ouvir o motivo que o levou ao servio e dar respostas

s suas demandas1.

O Aconselhamento consiste em um processo educativo e pode se desenvolver

atravs de um dilogo interativo, baseado em uma relao de confiana. Tem

um papel importante na promoo da sade, pois visa proporcionar pessoa

condies para que avalie seus prprios riscos e tome decises realistas quanto

a sua preveno e aos problemas que possam estar relacionados s DST/HIV/

Aids e s Hepatites Virais (MS, 2003).

Acolhimento e Aconselhamento

1 Manual de Aconselhamento em DST/HIV/Aids para Ateno Bsica Fique Sabendo MS.

Acolhimento e Aconselhamento

O Aconselhamento pode representar a porta de entrada para o cuidado preventivo.

No contexto das DST/Aids, o Aconselhamento tem por objetivos promover:

Reduo do nvel de estresse;

Reflexo que possibilite a percepo dos prprios riscos e adoo de prticas mais seguras;

Adeso ao tratamento;

Comunicao e tratamento de parceiros sexuais.

Pode ocorrer de forma coletiva e/ou individual e em momentos antes e depois do teste. Neste contexto, o

profissional que o desenvolve tem um papel diferenciado e deve possuir algumas habilidades e caractersticas,

que, entre outras, se destacam:

Capacidade de escuta, sensibilidade s demandas do indivduo;

Conhecimento tcnico;

Compromisso tico.

O processo de aconselhamento deve estimular o indivduo a reconhecer-se como sujeito na preveno das

DST/Aids, para manuteno de sua sade. Deve levar em considerao o contexto de vida e os aspectos

socioculturais nos quais este indivduo est inserido.

Acolhimento e Aconselhamento

Durante o processo de aconselhamento individual, caber ao profissional de sade os seguintes procedimentos gerais:

Reafirmar o carter confidencial e o sigilo das informaes prestadas;

Identificar com clareza a demanda do usurio;

Prestar apoio emocional ao usurio;

Facilitar ao usurio a expresso de sentimentos;

Identificar as crenas e valores do usurio acerca das DST;

Utilizar linguagem compatvel com a cultura do usurio;

Explicar os benefcios do uso correto do preservativo masculino e/ou feminino e fazer a demonstrao;

Estimular a auto-estima e a autoconfiana do usurio;

Favorecer o fim de estigmas, mitos e preconceitos relacionados s DST.

Atribuies

Atribuies das diferentes instncias para o contr

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