controle da dor - .1mg metadona vo = 10mg morfina vo. hidromorfona

Download Controle da Dor -  .1mg metadona VO = 10mg morfina VO. HIDROMORFONA

Post on 08-Oct-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • CONTROLE DA DOR

    Rosmary Arias

    Geriatria HSPE

    Agosto 2011

  • CONCEITO DE DOR

    Experincia sensorial e emocional desagradvel,

    associada a dano real ou potencial, ou descrita em

    termos de tal dano.

    ( Associao Internacional de Estudos da Dor

    IASP)

    A dor uma experincia nica e individual!

  • EPIDEMIOLOGIA DA DOR

    Portadores de neoplasias:

    Prevalncia da dor aumenta medida que a doena

    avana;

    Dor est presente de 30 a 40 % durante todo o perodo

    de tratamento;

    Acomete 70 a 90% dos pacientes em fase final de vida.

    Pacientes com doena crnica no oncolgica:

    Prevalncia de 65% na fase final de vida;

    78% entre portadores de cardiopatias;

    Mais de 50% em pacientes com AIDS.

    Foley, KM in Oxford Textbook of Palliative Medicine,

    1998

  • CLASSIFICAO DA DOR

  • DOR NOCICEPTIVA

    Originada a partir da estimulao dos nociceptores.

    Somtica:

    Origem em receptores da pele e msculo-esquelticos;

    Bem localizada, contnua, em agulhada, latejante,agravada pelo movimento;

    Ex: dor ssea, osteoartrose, infiltrao de tecidos moles.

    Visceral:

    Origem em receptores das vsceras;

    Paroxstica, mal localizada, pode seguir trajeto dedermtomos e ser acompanhada por reaesautonmicas;

    Ex: clicas abdominais, obstruo intestinal, dor emcouraa nas leses de pulmo.

  • DOR NEUROPTICA

    Origina-se de leses ou compresses em

    estruturas do SNC ou SNP.

    Disestsica:

    Ardncia constante, choque, queimao, hiperalgesia

    ou alodnea;

    Ex: neuropatia perifrica do DM, radiculopatias, dor do

    membro fantasma.

    Lancinante:

    Episdica, paroxismos tipo choque;

    Ex: invaso de plexo braquial.

  • DOR COMPLEXA OU MISTA

    Encontrada em pacientes com tumores , que pelo

    seu crescimento, podem causar inflamao e

    destruio de estruturas.

    Dor de mltiplas caractersticas!!

    Associao de drogas para controle efetivo.

  • DOR TOTAL

    Cicely Saunders 1960.

    O indivduo sofre no apenas pelos danos fsicos

    que possui, mas tambm pelas consequncias

    emocionais, sociais e espirituais que a proximidade

    da morte pode lhe proporcionar.

    Qualquer doente em fase final ou fora de

    possibilidades de cura.

    Abordagem multiprofissional.

  • AVALIAO DA DOR

  • ESCALAS DE AVALIAO DA DOR

    Linguagem acessvel ao paciente.

    Descrever intensidade e o tipo da dor.

    Explicar corretamente ao paciente o uso da

    escala.

    A melhor escala aquela que bem aplicada!!

    preciso acreditar no paciente!!

  • ESCALAS DE AVALIAO DA DOR

  • E agora? ? ?

  • Avaliao de Dor no Paciente Confuso No Comunicativo

    Cuidado Paliativo. CREMESP. 2008

  • TRATAMENTO DA DOR

  • PRINCPIOS DO TRATAMENTO DA DOR

    Pela boca:

    VO > TD > VR > SC > EV ..... IM

    Pelo relgio:

    Administrao dos remdios em intervalos regulares;

    Respeitar tempo de ao de cada medicao;

    Diminuies devem ser graduais e cuidadosas.

    Pela escada:

    Obedecer a escada analgsica.

    Pelo indivduo:

    Adaptar o tratamento ao paciente em questo.

    Ateno a detalhes

  • Co

    ncen

    trao

    Pla

    sm

    ti

    ca

    Tempo

    IV

    SC / IM

    VOCmax

    Meia Vida(t1/2)0

    www.epec.net

  • DOR EVN at 4: 1

    degrau

    DOR EVN 5-7: 2 degrau

    DOR EVN 8-10: 3 degrau

  • No

    opiide

    s

    AINES

    Opiides

    Adjuvante

    s

    Modificado de Twycross, R. et al. Palliative Care Formulary PCF I

    (1998)

  • ANALGSICOS NO - OPIIDES

  • Dipirona:

    500 a 1000 mg / dose de 6/6 a 4/4h.

    Paracetamol:

    Tem ao central;

    500 a 750 mg /dose de 8/8h a 6/6h;

    No ultrapassar 4g/dia.

    AINE:

    Tem efeito teto e no se deve ultrapassar a dose

    mxima;

    Preferir os inibidores da COX-2.

  • ANALGSICOS OPIIDES

  • CONSIDERAES GERAIS

    Derivados do pio, podem ser naturais ousintticos.

    Combinam-se aos receptores opiides.

    Antagonizados pelo naloxone.

    Usar apenas UM opiide !!!

    Iniciar com doses baixas e progredir 30% deaumento na dose diria quando necessrio.

    Nunca suspender abruptamente!

  • CONSIDERAES GERAIS

    Efeitos colaterais: sedao, depresso respiratria,

    sonolncia, confuso leve ou euforia, nuseas /

    vmitos, boca seca, sudorese, tremores e

    constipao intestinal.

    Associar laxativo quando iniciar opiide!!

    Mioclonia:

    Neurotoxicidade!!

    dose 25-30% ou rodiziar opiide;

    Hidratar o pcte;

    Aumentar novamente em caso de piora da dor aps

    controle da mioclonia.

  • CODENA

    Opiide fraco, natural;

    Potente antitussgeno;

    Mais obstipante;

    Dose: 7,5 60 mg VO 6/6 a 4/4h;

    No h apresentao parenteral no Brasil;

    10 mg de codena VO = 1 mg de morfina VO.

  • TRAMADOL

    Opiide fraco, sinttico;

    Menos obstipante / mais nauseante;

    Metabolismo heptico, fundamental para sua

    ao;

    Se administrao parenteral, preferir via SC , de

    maneira contnua ou intermitente ( bolus);

    Pode diminuir limiar convulsivo;

    Dose 50-100 mg VO, EV ou SC 6/6h;

    Dose mxima : 400 mg/dia;

    5 mg tramadol VO = 1 mg morfina VO;

    10 mg tramadol parenteral = 1 mg morfina VO.

  • MORFINA DE AO RPIDA

    Opiide forte, barato e muito seguro, se usado da

    forma correta;

    No Brasil, apresentaes orais ( cp de 10 e 30mg e

    soluo oral ) e parenterais ( amp 2 mg/ml e 10

    mg/ml);

    Dose inicial: 5 a 10 mg VO 4/4h;

    Intervalo ideal de administrao de 4/4h;

    Converso VO : parenteral = 3 : 1;

    Metabolismo renal;

    Metablito ativo: morfina 6 glicurondeo

    (dialisvel);

    Administrao parenteral deve ser em bolus SC ou

    infuso contnua.

  • MORFINA DE LONGA AO

    Dimorf LC - cps de 30, 60 e 100 mg;

    Deve ser usado de 12/12 8/8h;

    No deve ser administrada via sondas;

    1 mg morfina rpida = 1 mg morfina longa durao;

    Incio de ao: 3-4h;

    Sempre dar 1 dose de morfina rpida na 1

    administrao.

  • FENTANIL TRANSDRMICO

    Opiide sinttico, menos nauseante e obstipante;

    Administrao por via transdmica;

    Apresentaes : adesivos com 12,5 / 25 / 50 / 75 /

    100mcg/h;

    Troca do adesivo : a cada 72h;

    Incio da ao: 24h manter opiide anterior nas

    primeiras 12h de uso;

    Dose diria de fentanil = 1/3 dose diria de morfina.

  • OXICODONA

    Opiide sinttico, com menos efeitos colaterais;

    No Brasil, em cps de 10/ 20 e 40 mg, com duas camadas

    de liberao;

    Deve ser administrado de 12/12h;

    1 mg de oxicodona VO = 2 mg de morfina rpida VO;

    Contra-indicada na insuficincia heptica pelo risco de

    intoxicao;

    Tambm no deve ser administrado atravs de sondas.

  • METADONA

    Pode ser usado para qualquer dor forte;

    Dor neuroptica antagonista do receptor NMDA;

    tima opo nos casos de falha da morfina;

    Metabolismo 50% renal e 50% heptico, depsito em

    tecido adiposo e com maior excreo intestinal;

    Apresentao: cps de 5 e 10mg;

    Meia-vida longa e imprevisvel ( 10 a 75h) aumenta

    risco de intoxicao;

    Administrao : 12/12 a 8/8h;

    1mg metadona VO = 10mg morfina VO.

  • HIDROMORFONA

    Opiide forte, sinttico, semelhante morfina;

    Oferece menos efeitos aversos no produz

    metablitos;

    Pode ser usada na IR moderada ou severa;

    5 a 7 vezes mais potente que morfina oral;

    Deve ser administrada 24/24h;

    Apresentao OROS com sistema push pull;

    Contra-indicada em pctes com aumento do trnsito

    intestinal.

  • DOSES DE RESGATE

    Doses extras de opiide que podem ser oferecidas

    no momento do escape da dor.

    Sempre deve ser calculada como 1/6 a 1/10 da

    dose diria do opiide em questo.

    Exceo: os resgates de fentanil so feitos com

    morfina rpida.

  • MEDICAMENTOS ADJUVANTES

  • ANTICONVULSIVANTES

    Muito utilizados na dor neuroptica e nas dores

    agudas de difcil controle;

    Principais:

    Gabapentina;

    Carbamazepina;

    Pregabalina.

  • ANTIDEPRESSIVOS TRICCLICOS

    Inibe a recaptao da serotonina na primeira

    sinapse do neurnio aferente;

    Doses so menores do que as usadas com efeito

    anti-depressivo;

    Principais:

    Amitriptilina;

    Nortriptilina;

    Imipramina.

    Muito utilizados na dor neuroptica.

  • OUTRAS DROGAS E TERAPIAS

    Outros antidepressivos :

    Inibidores duais ( ex: Venlafaxina).

    Relaxantes musculares:

    Baclofeno, ciclobenzaprina.

    Ansiolticos (BZP):

    Controlam manifestaes emocionais relacionadas ao

    sofrimento fsico.

    Antipsicticos ( Quetiapina, Clorpromazina,

    Haloperidol):

    a percepo da dor.

    Bifosfonatos e RT:

    Auxiliam na dor por leses sseas.

  • OBRIGADA!

    !