Controle Alternativo de Pragas

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CALDA DE FUMO 1Medidas de Controle: A nicotina um alcalide que se obtm atravs do fumo, um poderoso inseticida de fcil obteno, tendo ao de contato contra pulges, lagartas, tripes e outras pragas. Preparo: 1. colocar 100 g de fumo de corda cortado em pedacinhos em 1 litro de lcool mantendo abrigado da luz por alguns dias. Filtrar espremendo em pano e guardar o extrato em garrafa escura. Para melhor conservao recomendado acrescentar 4 gramas de fenol por litro de extrato.

2. 3.

Aplicao: Para pulverizar nas plantas, na hora de usar, misturar 200 ml do extrato com 200 gramas de sabo e dez litros de gua. O sabo quanto mais forte (alcalino) melhor, o qual dever ser cortado em pequenos pedaos e dissolvido em gua quente antes de adicionar a mistura.

txico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicao requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias aps a aplicao do fumo. No deve ser empregado o fumo em plantas da famlia da batata.

Quando aplicada como cobertura do solo, pode prevenir o ataque de lesmas, caracis e lagartas cortadeira, porm pode prejudicar insetos benficos do solo como as minhocas.

CALDA DE FUMO 2Medidas de Controle: A nicotina um alcalide que se obtm atravs do fumo, um poderoso inseticida de fcil obteno, tendo ao de contato contra pulges, lagartas, tripes e outras pragas. Segue aqui uma boa alternativa para o controle de pragas e doenas, sem o uso de agrotxicos em hortalias, plantas ornamentais e frutferas. Como dica iremos fazer o controle atravs da calda do fumo, onde utilizaremos os seguintes ingredientes: 100 g de fumo de corda 10 l de gua 20 g de pimenta vermelha (malagueta) 1 l de lcool 50 g de sabo neutro PREPARO: Ferver os 10 litros de gua, retirar do fogo, adicionar 100 g de fumo picado, deixar esfriar (a nicotina vai se dissolver na gua quente). Esse extrato deve ser guardado em um recipiente por at 30 dias. Marcenar as 20 g de pimenta e colocar em vidro ou garrafa com tampa, junto com 1 litro de lcool e deixar descansando uma semana antes de usar. Este preparo pode ser armazenado por alguns meses, se estiver bem tampado. Dissolver 50 g do sabo neutro em 1 litro de gua quente. Na hora de usar, colocar 1 litro do extrato de fumo junto com copo de extrato de pimenta, juntando com a soluo do sabo. Colocar tudo em um pulverizador costal de 20 litros. Agitar a mistura e completar com gua. Augusto Braga Extensionista Agrcola da EMATER-PB

txico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicao requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias aps a aplicao do fumo. No deve ser empregado o fumo em plantas da famlia da batata.

Quando aplicada como cobertura do solo, pode prevenir o ataque de lesmas, caracis e lagartas cortadeira, porm pode prejudicar insetos benficos do solo como as minhocas.

FUMO (NICOTINA)Indicao - a nicotina contida no fumo um excelente inseticida, tendo ao de contato contra pulges, tripes e outras pragas. Quando aplicada como cobertura do solo, pode prevenir o ataque de lesmas, caracis e lagartas cortadeiras, porm, pode prejudicar insetos benficos ao solo como as minhocas. 0 fumo em p sobre os vegetais um defensivo contra pragas de corpo mole, como lesmas e outras, sendo menos txico se empregado nesta forma. Na agricultura orgnica seu emprego deve ser precedido de autorizao do orgo certificador. Caractersticas - a calda pronta pode ser acrescida de sabo e cal hidratada, melhorando a sua atividade e persistncia na folha. Quando a nicotina exposta ao sol, diminui sua ao em poucos dias. A adio de algumas gotas de fenol, recomendada para manter suas caractersticas iniciais. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias aps a aplicao do fumo. No deve ser empregado o fumo em plantas da famlia da batata ou tomate (Solanaceae). 0 tratamento com concentraes acima do recomendado, pode causar danos para muitas plantas. A nicotina bem diluda apresenta baixo risco para o homem e animais de sangue quente e 24 horas depois de pulverizada, torna-se inativa. No entanto, em elevada concentrao txica para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. 0 seu preparo e aplicao requerem cuidados. No caso de hortalias e medicinais, aconselhase respeitar um intervalo mnimo de 3 dias antes do consumo. Devido ao seu alto poder inseticida, o seu emprego na agricultura orgnica bastante restrito. Receita 1 - para controle de pulges, cochonilhas, grilos, vagalumes. Ingredientes: 15 a 20 cm de fumo em corda e gua. Preparo: Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 horas, com gua suficiente para cobrir o recipiente. Aplicao: Para cada litro de gua, use 5 colheres (de sopa) dessa mistura, usando no mesmo dia. Receita 2 - controle de lagartas e pulges em plantas frutferas e hortalias. Ingredientes: 100g de fumo em corda, 1 litro de lcool e 100g de sabo. Preparo: misture 100g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de lcool. Junte 100g de sabo e deixe curtir por 2 dias. Aplicao: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de gua. Receita 3 - controle de vaquinhas, pulges, cochonilhas, lagartas. Ingredientes: 1 pedao de fumo em corda (10 - 15 cm); 0,5 litros de lcool; 0,5 litros de gua e 100g de sabo em barra. Preparo: corte o fumo em pequenos pedaos e junte a gua e o lcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabo em 10 litros de gua e junte com a mistura j curtida de fumo e lcool. Aplicao: pode ser aplicado com pulverizador ou regador. No caso de hortalias, aconselha-se respeitar um intervalo mnimo de 3 dias antes da colheita. Receita 4 - controle de pulges, vaquinhas, cochonilhas.

Ingredientes: 20 colheres (sobremesa) de querosene, 3 colheres (sopa) de sabo em p, 1 litro de calda de fumo e 10 litros de gua. Preparo e Aplicao: para o preparo da gua de fumo coloque 20 gramas de fumo de rolo bem forte e picado em 1 litro de gua, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Aps, co-la em pano fino, adicione 3-4 litros de gua limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aquea 10 litros de gua e junte 20 colheres (sobremesa) de querosene e 3 colheres (sopa) de sabo em p. Deixe esfriar em temperatura ambiente e adicione ento 1 litro de calda de fumo. Receita 5 - controle de pulges, lagartas e tripes. Ingredientes: 1,0 kg de folhas trituradas de fumo em 15 litros de gua por 24 horas. Preparo: a soluo coada e adicionado um pouco de sabo. Aplicao: pulverizada conforme a receita acima ou no solo na forma de p feito com folhas secas ou pedaos de folhas colocadas no cho em cobertura.

ESPALHANTE ADESIVOExistem insetos (pulges, por exemplo) que, devido a sua capa cerosa, dificultam a ao de produtos que, como o extrato de fumo, os matem por contato. Neste caso, o espalhante adesivo melhora a ao de contato do extrato de fumo sobre o pulgo e, conseqentemente, permite um controle mais efetivo. A farinha de trigo apresentava boa atuao como espalhante adesivo. Preparo: Misture com a gua os ingredientes a serem pulverizados, acrescentando a farinha por ltimo. Adicione a farinha aos poucos, lentamente e sob forte e constante agitao para que a dissoluo da farinha seja completa. Para evitar obstruo de bicos do pulverizador, prudente coar a calda, podendo-se utilizar para isto a prpria peneira do pulverizador. Dosagem: Utilizam-se 200 gramas de farinha de trigo em cada 10 litros de calda. Esta dose pode ser aumentada ou diminuda de acordo com o grau de cerosidade das folhas. * Eng. Agr., M.Sc., Extensionista Rural do Escritrio Municipal da EMATER/RS de Sobradinho e Coordenador do Plano Piloto de Agricultura Ecolgica para a Regio CentroSerra do RS.

SABO0 sabo (no detergente) tem efeito inseticida e quando acrescentado em outros defensivos naturais pode aumentar a sua efetividade. 0 sabo sozinho tem bom efeito sobre muitos insetos de corpo mole como: pulgo, lagartas e mosca branca. Raspar o sabo at obter 1 colher de ch que ser colocada em 1 litro de gua at total dissoluo. O sabo pode tambm ser fervido para dissolver e aplicado quando frio.

CRAVO DE DEFUNTOCravo-de-defunto (Tagetes minuta) e ou Cravorana (Tagetes sp) silvestre. As plantas inteiras, principalmente no florescimento, so boas repelentes de insetos e nematides (no solo). Usadas em bordadura das culturas ou em pulverizaes na forma de extratos alcolicos, atuam tanto por ao direta contra as pragas, quanto por "disfarce" das culturas pelo seu forte odor. Frmula Geral: 200 gramas de planta verde, mascerados por 12 (doze) horas em lcool (aproximadamento 1 litro) e diludos em 18 a 19 litros de gua (20 litros para pulverizao)

CINAMOMOCinamomo (Melia azedorach L., famlia Meliaceae) O ch das folhas e o extrado acetnico-alcolico dos frutos (ambos na dosagem mdia de 200 gramas para um volume final de 20 litros para pulverizao) so inseticidas. Os frutos devem ser modos e seu p pode ser usado na conservao de gros armazenados. Observao: uma rvore ornamental comum no sul do Brasil, de origem asitica.

SABONETEIRASaboneteira ( Sapindus saponaria L.) rvore nativa da Amrica Tropical, usada como ornamental , possui nos frutos um efeito inseticida. Para se ter uma idia de seu poder de ao, vale mencionar que seis frutos bastam para preservar 60 quilos de gros armazenados. Os estratos podem ser feitos dos frutos amassados diretamente em gua (uso imediato) ou

conservados por extrao acetnica e/ou alcolica. Em ambos os casos, 200 gramas so suficientes para o volume de 20 litros de um pulverizador costal.

QUSSIA OU PAU-AMARGOQussia ou Pau-amargo (Quassia amara, famlia Simarubaceae) Arbusto alto, nativo da Amrica Central, com ao inseticida especialmente contra moscas e mosquitos, pelo alto teor de substncias amargas na casca e madeira. Estas partes podem ser usadas em p ou extrato acetnico-alcolico, assim como os ramos e folhas, variando apenas a concentrao: 200 gramas de cascas ou madeira moda.

MUCUNA PRETAMucuna-preta (Mucuna sp ou Stizolobium oterrium) Plantada associada ao milho, evita mais de 90% da instalao dos gorgulhos nas espigas

PURUNGO OU CABAA (ATRATIVO)Purungo ou Cabaa (Lagenaria vulgaris) Plantado em bordadura (em forma de cercas-vivas) ou com seus frutos cortados e espalhados na lavoura o melhor atrativo para o besourinho ou vaquinha verde-amarela (Diabrotica speciosa).

TAIUTajuj (Cayaponia tayuya) Planta da famlia das cucurbitceas, atrativa para as vaquinhas. Sua limitao consiste no fato de que as razes que so a parte mais til da planta, so de cultivo mais difcil que o do Purungo.

LEITE DE VACAOdio da abobrinha, causado pelo fungo Sphaerotheca fuliginea, uma das principais doenas da cultura e de outras cucurbitceas (pepino e outras variedades de abbora), sobretudo em cultivo protegido (estufas). A doena ataca toda a parte area da planta (folhas, ramos, caules, flores), fazendo com que esta perca o vigor e tenha sua produo prejudicada. O mtodo de controle mais utilizado nos sistemas convencionais de cultivo o emprego de fungicidas. Contudo, seu uso contnuo resulta no apenas em riscos de contaminao ambiental como na seleo de populaes do fungo resistentes aos produtos. Aliado a esses

fatos, existe um mercado crescente para alimentos produzidos sem a utilizao de agrotxicos, sendo o de produtos orgnicos, o mais conhecido Como no sistema de produo orgnico no se permite o uso de fungicidas, esse grupo de agricultores dispe de poucas alternativas para o controle do Odio da abobrinha, fato que comea a mudar com a descoberta do leite cru como produto promissor para esse fim. De acordo com o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, possivelmente o leite apresenta mecanismos variados de ao no controle do Odio da abobrinha, que so:

O leite pode ter ao direta sobre o fungo devido sua propriedade germicida. O leite contm vrios sais e aminocidos na sua composio, sendo que essas substncias so conhecidas por induzirem resistncia nas plantas.

O leite modifica as caractersticas da superfcie da folha, como pH, nutrientes, gorduras entre outras e com isso no permite a instalao do patgeno. A tcnica foi desenvolvida pensando em ser uma alternativa para a agricultura orgnica. Entretanto, devido ao baixo custo e facilidade de obteno do produto, vem sendo adotada por diversos produtores, sejam eles orgnicos ou convencionais. Esses produtores esto utilizando o leite de vaca cru na concentrao de 5%, isto , 5 litros de leite para 95 litros de gua, uma vez na semana e quando a infestao est muito alta utilizam a 10%, para o controle do Odio da abobrinha e do pepino. Atualmente, alm da explicao do mecanismo de ao envolvido no controle do Odio com o leite da vaca cru, esto sendo realizados estudos para verificar se o leite controla o Odio de outras culturas, como as do quiabo, do pimento, da roseira e do feijoeiro, mas sempre pensando na utilizao dessas tcnicas para a agricultura orgnica.

MANIPUEIRA (MANDIOCA)No decurso de dez anos (1976/85), cresceu em mais de 500% o consumo de agrotxicos no Brasil, enquanto, no mesmo perodo, a rentabilidade da produo agrcola brasileira crescia em apenas 5%. A discrepncia entre estes dados atesta, em linhas gerais, o malogro econmico de to elevado investimento. O emprego abusivo de agrotxicos, sobre ser um empreendimento de elevado custo -at mesmo anti-econmico em muitos casos constitui, em funo da alta toxicidade da maioria desses compostos, um permanente risco ecologia e, sobretudo, sade humana. Consciente desses graves inconvenientes, o Setor de Fitopatologia da Universidade Federal do Cear (Brasil) criou, h mais de dez anos, uma linha de pesquisa direcionada para a descoberta de defensivos agrcolas no-convencionais, a partir de extratos ou derivados vegetais. Neste particular, sobressaiu-se a manipueira (nome indgena brasileiro designativo

do extrato liquido das razes de cassava, Manihot esculenta Crantz), um sub produto da fabricao da farinha de mandioca (Fig. 1.), que, at ento, era praticamente desprezado, sem qualquer aproveitamento econmico. Este composto, uma ve ztestado como nematicida e, posteriormente, como inseticida, revelou extraordinria eficincia e notvel economicidade; e sem os riscos de toxidez dos produtos comerciais.

Fig. 1. Extrato lquido das razes de mandioca -a manipueira- coletado na casa-de-farinha (prdio ao lado) e sendo estocado para posterior aplicao no campo.

Iniciada em 1979 (11), esta linha de pesquisa, intitula da "Utilizao da Manipueira como Defensivo Agrcola", j produziu doze trabalhos cientficos, de zdos quais relativos a primeira etapa do projeto (utilizao como nematicida), reunindo um acervo de resultados positivos. Os dois outros trabalhos (9, 10) correspondem segunda etapa (utilizao como inseticida) e relatam pesquisas recentes que atestam a eficcia do composto no combate, tambm, a insetos fitoparasitos. Uma resenha de todas essas pesquisas apresentada em seguida.

UTILIZAO DA MANIPUEIRA CO...