Contribuição Sindical - Senge-MG ?· 1 SENGE INFORMA Nº 212 - 15/FEVEREIRO/2015 NEGOCIAÇÕES COLETIVAS…

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  • 1 SENGE INFORMA N 212 - 15/FEVEREIRO/2015

    NEGOCIAES COLETIVAS

    Cenrio poltico-econmico pode prejudicar negociaes em 2015

    O ano de 2015 ser difcil para os trabalhadorese as negociaes coletivas devem ficar mais complicadas, principalmente para os profissionais da Engenharia. Esta

    a leitura feita pelo Departamento Intersindicalde Estatsticas e Estudos Socioeconmicos (Dieese).

    Confira na pgina 8.

    CRISE HDRICA

    Falta de planejamento e gesto esto na raiz do problemaAs crises hdrica e energtica tm sido amplamente

    noticiadas pela mdia nos ltimos meses. O medo em geral de que se tenha racionamento, o que pode afetar

    de forma negativa o crescimento do pas. A falta de planejamento e de gesto esto na raiz do problema.

    Veja nas pginas 6 e 7.

    Contribuio SindicalA Contribuio Sindical de 2015

    pode ser paga at o dia 28/2 com a guia do Sindicato. O valor

    para este ano de R$205,13, correspondente a 1/30 do Salrio

    Mnimo Profissional de 2014. Confira na pgina 7.

    Trabalhadores, aposentados, entidades que os

    representam e as principais centrais sindicais do Brasil

    (CUT, Fora Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CBS)

    realizaram, em 28 de janeiro, o Dia Nacional de

    Luta em Defesa dos Empregos e dos Direitos para

    protestar contra as Medidas Provisrias 664 e 665

    que alteram uma srie de benefcios trabalhistas,

    como o seguro-desemprego, o auxlio-doena,

    penso por morte, seguro-defeso, abono salarial e

    auxlio-recluso. Os manifestantes se reuniram em

    diversas cidades do pas e pediram a revogao das

    MPs e que as conquistas trabalhistas e previdencirias

    sejam preservadas. Leia nas pginas 2, 3, 4 e 5.

  • 2 SENGE INFORMA N 212 - 15/FEVEREIRO/2015

    OPINIO

    SINDICATO DE ENGENHEIROS NO ESTADO DE MINAS GERAIS - Rua Ara-guari, 658 - Barro Preto - CEP 30190-110 - Belo Horizonte-MG - Tel.: (31) 3271.7355 - Fax: (31) 3546.5151 e-mail: sengemg@sengemg.org.br - site: www.sengemg.org.br - GESTO 2013/2016 - DIRETORIA EXECUTIVA

    Presidente: Raul Otvio da Silva Pereira 1 Vice-Presidente: Augusto Csar Santiago e Silva Pirassinunga 2 Vice-Presidente: Jos Flvio Gomes Diretor 1 Tesoureiro: Abelardo Ribeiro de Novaes Filho Diretor 2 Tesoureiro: Welhiton Adriano de Castro Silva Secretrio Geral: Elder Gomes Dos Reis Diretor 1 Secretrio: Anivaldo Matias De Sousa DIRETORIAS DEPARTAMENTAIS Diretor de Aposentados: Paulo Roberto Mandello Diretor de Cincia e Tecnologia: Cynthia Franco Andrade Diretor de Assuntos Comunitrios: Josias Gomes Ribeiro Filho Diretor de Imprensa: Mateus Faria Leal Diretor Administrativo: Alrio Ferreira Mendes Jnior Diretor de Assuntos Jurdicos: Ricardo Czar Duarte Diretora da Sade e Segurana do Trabalhador: Anildes Lopes Evangelista Diretor de Relaes Intersindicais: Rubens Martins Moreira Diretor de Negociaes: Antnio Azevedo Diretor de Interiorizao: Ricardo dos Santos Soares Diretor Socioeconmico: Antnio Dias Vieira Diretor de Promoes Cul-turais: Jos Marcius Carvalho Valle CONSELHO FISCAL Iocanan Pinheiro de Arajo Moreira derson Bustamante Virglio Almeida Medeiros Jlio Csar Lima Gilmar Pereira Narciso DIRETORIA REGIONAL ZONA DA MATA Diretor Administrativo: Fernando Jos Diretora Secretria: Vnia Barbosa Vieira Diretora Tesoureira: Ilza Concei-o Maurcio Diretores Regionais: Maria Anglica Arantes de Aguiar Abreu; Gilwayne Alves de Sousa Gomes; Slvio Rogrio Fernandes; Luiz Antnio Fazza; Lircio Feital Motta Junior; Francisco de Paula Lima Netto; Marcos Felicssimo Beaklini Cavalcanti; Carlos Alberto de Oliveira Joppert; Eduardo Barbosa Monteiro de Castro; Joo Vieira de Queiroz

    Neto DIRETORIA REGIONAL NORTE NORDESTE Diretor Administrativo: Guilherme Augusto Guimares Oliveira Diretor Secretrio: Jess Joel de Lima Diretor Tesoureiro: Melquades Ferreira de Oliveira Diretores Regionais: Holbert Caldeira; Renata Athayde Gomes; Pedro Bicalho Maia; Plnio Santos de Oliveira DIRETORIA REGIONAL SUL Diretor Administrativo: Nelson Benedito Franco Diretor Secretrio: Fernando Barros Magalhes Diretora Tesou-reira: Fabiane Lourdes de Castro Diretor Regional: Nlson Gonalves Filho DIRETORIA REGIONAL TRINGULO Diretor Administrativo: Ismael Dias Figueiredo da Costa Cunha Diretor Secretrio: Pedrinho da Mata Diretor Tesoureiro: Jean Marcus Ribeiro Diretores Regionais: Francielle Oliveira Silva; Hlver Martins Gomes DIRETORIA REGIONAL VALE DO AO Diretor Administrativo: Antnio Germano Macedo Diretor Secretrio: Sergino Ventura Dos Santos Oliveira Diretor Tesoureiro: Bruno Balarini Gonalves DIRETORIA REGIONAL CAMPO DAS VERTENTES Diretor Administrativo: Domingos Palmeira Neto Diretor Secretrio: Wilson Antnio Siqueira Diretor Tesoureiro: Arnaldo Coutinho Brito DIRETORIA REGIONAL CENTRO Diretor Administrativo: Alfredo Marques Diniz Diretor Secretrio: Wellington Vincius Gomes da Costa Diretores Regionais: Aline Almeida Guerra; Gilmar Crtes Slvio Santana; Marcelo Fernandes da Costa; Marcos Moura do Rosrio; Epaminondas Bittencourt Neto; Marcelo de Ca-margos Pereira; Andrea Thereza Pdua Faria; Svio Nunes Bonifcio; Waldyr Paulino Ribeiro Lima; Wanderley Acosta Rodrigues; Laurete Martins Alcntara Sato; Jos Tarcsio Caixeta (licenciado); Carlos Moreira Mendes; Jairo Ferreira Fraga Barrioni; Jucelino Dias Moreira; Paulo Henrique Francisco Santos.

    SENGE INFORMA EDIO: Miguel ngelo Teixeira REDAO: Miguel ngelo Teixeira, Luiza Nunes e Caroline Diamante ARTE FINAL: Viveiros Editorao IMPRESSO: Grfica Millenium

    Nenhum direito a menos!!!RAUL OTVIO DA SILVA PEREIRA*

    Em meio ao maior escndalo de corrupo da histria do pas, de uma crise hdrica sem precedentes e da posse dos governantes elei-tos no ltimo pleito de outubro do ano passado, os trabalhadores brasileiros vivem a ameaa da per-da de conquistas histricas, diante da necessidade de um ajuste nas contas do governo federal. neste contexto que o Sindicato de Enge-nheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) se posiciona e pauta as suas aes, sempre com o pro-psito da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores diante de constantes ameaas, sejam de governos ou do patronato.

    O chamado escndalo do pe-trolo atinge a principal empresa do pas, com desvios bilionrios de recursos de uma estatal conside-rada h bem pouco tempo como modelo de eficincia e de gesto. Mais uma vez, esto no cerne do problema as questes relacionadas ao financiamento de campanhas eleitorais e da governabilidade com a ga-rantia do apoio dos partidos que formam a base de apoio governamental. As solues para estes problemas esto numa reforma poltica abrangente que coba a doao de empresas, que contemple o financiamento pblico e que reestruture a representao partidria no pas, alm da punio exem-plar dos envolvidos, sejam corruptores ou corrompidos.

    O Senge tem se posicionado pelo am-plo debate em torno da reforma almejada e possvel, apoiando iniciativas como o fi-nanciamento pblico de campanhas e elei-es proporcionais em dois turnos.

    A crise hdrica, com graves consequn-cias no abastecimento de gua e energia eltrica, uma demonstrao clara da falta

    de planejamento e de aes integradas de nossos governantes, bem como reflexo do baixo investimento e do atraso recorrente em importantes obras de infraestrutura no pas. Certamente, a crise influenciar nega-tivamente no crescimento do pas e quem pagar a conta sero os trabalhadores.

    A posse dos governos eleitos em outu-bro do ano passado traz preocupaes e algumas expectativas positivas. Em meio a uma das maiores crises fiscais da histria do pas, o governo federal se v premido a cortar gastos para equilibrar as suas contas. Diferentemente do que havia prometido na campanha eleitoral, mais uma vez o ajuste se d na conta dos trabalhadores. Medidas foram anunciadas que alteram e dificultam

    o acesso dos trabalhadores a bene-fcios como o seguro-desemprego, abono salarial, penso por morte e auxlio-doena.

    A desculpa apresentada de que esto coibindo abusos e fraudes nestes benefcios no passa de uma falcia ou embuste. Dificul-tar e limitar o acesso de milhes de trabalhadores a benefcios ad-quiridos sim corte de direitos. O Senge-MG, junto com a Federao dos Sindicatos de Engenheiros (Fi-senge) e centrais sindicais, repudia qualquer ataque aos direitos dos trabalhadores e defende que h outras formas de se fazer o ajuste necessrio e coibir fraudes e abu-sos, que no sejam com o sacrifcio dos trabalhadores brasileiros.

    Aqui em Minas, a posse do go-vernador Fernando Pimentel abre uma expectativa positiva de que as relaes de trabalho em nossas principais estatais, como a Cemig e Copasa, tero melhores dias. fundamental que seja restabele-

    cido o dilogo com as entidades sindicais nestas empresas e que as negociaes co-letivas se dem em ambiente de respeito s reivindicaes dos profissionais que nelas trabalham.

    Sem dvidas, este ano ser de dificul-dades. A participao e mobilizao dos engenheiros e engenheiras em torno do nosso Sindicato sero fundamentais para que NENHUM DIREITO nos seja usurpado.

    (*) Raul Otvio da Silva Pereira engenheiro eletricista, presidente do Senge-MG e Conselheiro Federal no Confea.

  • 3 SENGE INFORMA N 212 - 15/FEVEREIRO/2015

    NENHUM DIREITO A MENOS

    Medidas Provisrias limitamacesso a conquistas histricas

    Trabalhadores, aposentados, entidades que os representam e as principais centrais sindicais do Brasil (CUT, Fora Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CBS) reali-zaram, em 28 de janeiro, o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Empregos e dos Direitos para protestar contra as Medidas Pro-visrias 664 e 665 que alteram uma srie de benefcios trabalhis-tas, como o seguro-desemprego, o auxlio-doena, penso por morte, seguro-defeso, abono salarial e auxlio-recluso. Os ma-nifestantes se reuniram em diver-sas cidades do pas e pediram a revogao das MPs e expuseram a insatisfao com as aes do governo Dilma, uma vez que esta afirmou durante sua campanha eleitoral que no iria mexer nos direitos dos trabalhadores nem que a vaca tussa.

    O Senge-MG, desde o pri-meiro momento, se posicionou contrariamente s MPs. En-tendemos que as promessas de campanha, de que nenhum direito dos trabalhadores seria retirado, devem ser cumpridas. O governo federal deveria se preocupar em no retirar direi-tos, mas tambm em implantar algumas outras questes que so de fundamental importn-cia para os trabalhadores, como a correo correta e mais justa da tabela do imposto de renda e a questo da extino do Fator Previdencirio, afirma Raul Ot-vio da Silva Pereira, presidente do Senge-MG.

    Clvis Nascimento, presiden-te da Federao Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fi-senge), tambm contra qual-quer retirada de direitos dos tra-balhadores. Os rumos da atual poltica econmica brasileira vo na contramo do fortalecimento do Estado, privilegiando o setor privado, como o caso das per-cias mdicas e o aumento de juros para aquisio de casa pr-pria. O governo precisa seguir a agenda para a qual foi eleito, apostando no fortalecimento do mercado interno e aumento de investimentos pblicos em seto-res primordiais (sade, educa-o, transporte, saneamento e indstria), acredita.

    Para Clvis, necessrio for-talecer a agenda das Centrais Sindicais contra a retirada de direitos e pela abertura do dilo-go com o governo federal. Te-mos que mobilizar a sociedade para reivindicar direitos nas ruas, principal espao de disputa po-ltica. Um governo no avana sozinho, mas sim com presso popular da sociedade civil orga-nizada, afirma.

    O presidente da Fisenge acre-dita que em vez de cortar direi-tos, o governo deveria investir em um trabalho de combate corrupo. O prprio Governo divulgou a informao de que 57,5% das penses so de um salrio mnimo. Mesmo assim, a justificativa para as MPs de coi-bio de fraudes. Urge ressaltar que prticas lgubres e burlistas

    partem de um problema estrutu-ral da sociedade, que necessita de um debate mais aprofun-dado, que a corrupo. Para enfrent-la, o caminho o for-talecimento de instrumentos de controle social, transparncia e

    participao popular. A corrup-o no combatida com reti-rada de direitos. Tais medidas re-presentam um retrocesso hist-rico nas lutas dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil, diz Clvis.

    Clvis Nascimento,presidente da Fisenge

    Raul Otvio da Silva Pereira, presidente do Senge-MG

  • 4 SENGE INFORMA N 212 - 15/FEVEREIRO/2015

    Aposentados e pensionistas de todo o Brasil se reuniram, no dia 25 de janeiro, em Aparecida (SP) para, mais uma vez, comemorar o Dia Nacional dos Aposentados (24) e reforar suas bandeiras de luta e tambm para protestar contra as Medida Provisrias 664 e 665 anunciadas pelo governo federal no final de 2014. As MPs alteram as regras de diversos direitos tra-balhistas, entre eles da penso por morte, e vo prejudicar milhares de trabalhadores e suas famlias.

    A MP 664 afeta diretamente os aposentados, uma vez que al-tera as regras para a penso por morte. Ela vai limitar os direitos dos pensionistas. No meu entendi-mento, os pensionistas adquiriram esse direito atravs da legislao que orienta todas as aes do go-verno federal, dos estados e muni-cpios. E a previdncia social, por questes financeiras, mais uma vez, atravs do executivo brasilei-ro, do governo federal, vem traba-lhando para a retirada de direitos. A Dilma, inclusive, disse que no ia mexer nos direitos dos trabalhado-res nem que a vaca tussa. A vaca

    Em resposta s justificativas apresentadas pelo governo fe-deral para as Medidas Provisrias 664 e 665, que alteram as regras previdencirias do Brasil, mexen-do no seguro-desemprego, pen-so por morte, auxlio-doena, entre outras, o Departamento Intersindical de Estatsticas e Es-tudos Socioeconmicos (Dieese) lanou, em janeiro de 2015, o trabalho Consideraes sobre as Medidas Provisrias 664 e 665 de 30 de dezembro de 2014. A anlise refuta os argumentos uti-lizados pelo governo Dilma para justificar as alteraes, que sero

    prejudiciais aos trabalhadores.O governo federal justifica

    a adoo dessas Medidas no contexto de ajuste das contas pblicas, como parte integrante do esforo fiscal para 2015 de alcanar um supervit primrio de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto), alegando que podero gerar uma economia de gasto de R$ 18 bilhes. Deve-se regis-trar, no entanto, que as vrias medidas de apoio e benefcios ao setor empresarial adotadas pelo prprio Governo nos lti-mos anos - como a reduo de alquotas de IPI e desoneraes,

    entre outras - representaram cerca de R$ 200 bilhes a ttulo de renncia fiscal, ou seja, de recursos que o Tesouro Nacio-nal deixou de receber. No h como justificar, portanto, que o ajuste se inicie exatamente pela parcela mais vulnervel da po-pulao, atesta o documento do Dieese.

    A justificativa que as MPs vo corrigir distores nos be-nefcios tambm refutada pelo Departamento. Assim como as Centrais Sindicais, o Dieese reconhece a necessida-de se ter mais transparncia e

    controle na gesto dos recursos pblicos, mas sem penalizar os trabalhadores. O Governo Fe-deral tem reiterado que essas medidas no extinguem direitos trabalhistas. Todavia, as novas regras para a utilizao dos be-nefcios restringem seu alcance, excluindo milhes de pessoas da possib...

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