contratos codigo civil

Download Contratos  Codigo Civil

If you can't read please download the document

Post on 08-Nov-2015

217 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Contratos Codigo Civil

TRANSCRIPT

Anotaes - EM2 - at 10.08- Prof. Claudio L. B. de Godoy - Direito Civil I.doc

Prezado Aluno,

O servio de anotaes fornecido ao aluno em carter separado e autnomo em relao s aulas, mediante a disponibilizao por meio digital na pgina virtual do Curso Marcato. A continuidade e a gratuidade do servio esto sujeitas poltica do Curso, o qual poder passar a exigir prestaes em separado por parte do aluno.

As anotaes de aula tm apenas o escopo de propiciar ao aluno um norte para os seus estudos. O Curso Marcato envidou esforos para que as notas transmitam o apanhado geral da matria dada em classe. No obstante, dado o carter subjetivo inerente tomada de apontamentos, o Curso e os professores no se responsabilizam pelas informaes jurdicas, filosficas, tcnicas e outras de demais naturezas que sejam expressas por meio desse servio. Logo, a aquisio das notas pelos alunos atravs dos meios postos a sua disposio pelo Curso indica a anuncia aos termos ora expressos.

Bons Estudos!sumrio

51- Contratos

51.1- Requisitos de validade dos contratos

51.1.1- Capacidade

61.1.2- Objeto

61.1.3- Forma

61.2- Elemento bsico do plano de existncia do negcio jurdico

71.3- Formao contratual

71.3.1- Formas de declarao da vontade

71.3.1.1- Expressa

71.3.1.2- Tcita

81.3.1.3- Silncio

91.3.2- Momento em que as declaraes de vontade se encontram

91.3.2.1- Negociaes preliminares

131.3.2.2- Proposta contratual

161.3.2.3- Aceitao

171.3.2.3- Aceitao (continuao)

191.3.3- Lugar da formao do contrato

201.4- Interpretao dos contratos

201.4.1- Critrio subjetivo e objetivo de interpretao das declaraes de vontade

211.4.2- Da hierarquia entre os critrios interpretativos

221.4.3- Interpretao restritiva

221.5- Classificao dos contratos

231.5.1- Contratos tpicos ou atpicos/ nominados ou inominados

241.5.2- Contratos consensuais, formais ou reais

251.5.3- Contratos onerosos ou gratuitos (benficos)

251.5.4- Contratos bilaterais ou unilaterais

261.5.5- Contratos comutativos ou aleatrios

291.5- Classificao dos contratos (continuao)

291.5.6- Contratos instantneos e contratos de durao

301.5.7- Contratos empresariais X contratos existenciais

301.5.8- Contratos relacionais ou cativos

301.6- Contratos de adeso

301.6.1- Conceito

311.6.2- Da natureza contratual

321.6.3- Enzo Roppo e a ideologia do contrato de adeso

321.6.4- Das regras que visam ao restabelecimento do equilbrio nos contratos de adeso

331.7- Contratos preliminares (art. 462 a 466, do CC)

331.7.1- Contratos preliminares X negociaes preliminares

341.7.2- Contratos que no admitem a forma preliminar

341.7.3- Requisitos dos contratos preliminares

351.7.4- Efeitos do contrato preliminar

361.8- Circulao dos contratos

371.9- Institutos contratuais que afetam terceiros

371.9.1- Estipulao em favor de terceiro (art. 436 a 438)

381.9.2- Promessa de fato de terceiro (art. 439 e 440)

391.9.3- Contrato com pessoa a declarar (art. 467 a 471)

411.10- Vcios redibitrios e evico

421.10- Vcios redibitrios e evico (continuao)

421.10.1- Vcios redibitrios (art. 441 e ss)

421.10.1.1- Da aplicao do regime dos vcios redibitrios s alienaes em hasta pblica

431.10.1.2- Da disciplina dos vcios redibitrios no CC e no CDC

441.10.1.3- Das alternativas que se abrem ao adquirente do bem para responsabilizao do alienante

471.10.1.4- Do prazo para tomada de previdncias pelo adquirente

491.10.1.5- Da garantia convencional

501.10.2- Evico (art. 447 e ss)

501.10.2.1- Definio

511.10.2.2- Da clusula exoneratria de responsabilidade do alienante

521.10.2.3- Da indenizao na evico

541.10.2.3- Da indenizao na evico (continuao)

551.10.2.4- Como e de quem cobrar esse ressarcimento?

571.11- Extino dos contraltos: a dissoluo

581.11.1- Resilio

581.11.1.1- Distrato (resilio bilateral)

581.11.1.2- Resilio unilateral

601.11.2- Resoluo

611.11.2.1- Resoluo por inadimplemento

611.11.2.1.1- Clusula resolutiva

631.11.2.1.2- Exceo do contrato no cumprido

631.11.2.2- Resoluo por onerosidade excessiva

641.11.2.2.1- Da evoluo do tema no direito alemo e francs

651.11.2.2.2- Da opo do legislador ptrio

671.11.2.2.3- Alterao das circunstncias

671.11.2.2.4- Requisitos para a incidncia, nas relaes paritrias, da teoria da alterao das circunstncias

701.11.2.2.5- possvel aplicar-se a soluo de reviso do contrato ao CC?

722- Contratos em espcie

722.1- Alterao no tratamento do tema pelo novo CC

722.1.1- Alteraes pontuais em contratos conhecidos

732.1.2- Insero de novos contratos no texto do CC

732.1.3- Unificao dos tipos contratuais civis e comerciais

742.2- Compra e venda (art. 481 e ss)

742.2.1- Origem histrica

752.2.2- Definio e caractersticas

762.2.3- Elementos

762.2.3.1- Objeto

792.2.3.1- Objeto (continuao)

812.2.3.2- Preo

862.2.3.3- Consentimento

922.2.4- Das clusulas especiais compra e venda

922.2.4.1- Retrovenda

922.2.4.2- Venda a contento e a venda sujeita a prova

932.2.4.3- Preempo ou preferncia

932.2.4.4- Compra e venda com reserva de domnio

942.2.4.5- Venda sobre documentos ou venda contra documentos

952.3- Contrato estimatrio

972.4- Contrato de doao

982.5- Contratos comerciais

982.5.1- Contrato de comisso

992.5.2- Contratos de agncia e distribuio

1022.5.3- Contrato de corretagem

1042.5.4- Contrato de transporte

106NDICE REMISSIVO

1- Contratos1.1- Requisitos de validade dos contratos

Vimos a principiologia dos contratos e, agora, temos de examinar o tema relativo formao dos contratos. Contudo, antes de tratar desse tema, a rigor, deveramos fazer o exame dos requisitos dos contratos. Acontece que essa matria se volta parte geral, porque os requisitos de validade dos contratos so os mesmos requisitos dos negcios jurdicos tratados na parte geral. Por isso, vamos fazer apenas uma breve anlise do tema atinente aos requisitos para, ento, tratarmos da formao dos contratos especificamente.1.1.1- Capacidade

O primeiro dos requisitos de validade a capacidade e vamos estudar isso na parte geral. No entanto, devemos distinguir a legitimidade (ou legitimao, a depender do autor estudado) de capacidade, pois esses so conceitos distintos.

A legitimidade pressupe que algum seja capaz de praticar um determinado negcio jurdico com determinadas pessoas. Nota-se que a legitimidade melhor se aprecia pela negativa. Ou seja, podemos definir legitimidade ao respondermos pergunta: quando falta legitimidade? Falta legitimidade quando uma pessoa capaz no pode praticar determinado negcio jurdico com determinada pessoa. , na verdade, um impedimento de carter relacional.

O exemplo mais tpico de falta de legitimao o impedimento matrimonial. Ex.: Eu sou capaz, minha irm capaz, mas no podemos nos casar, porque a lei impe uma barreira intransponvel para a prtica daquele negcio jurdico.

Isso, no campo dos contratos, acontece de maneira muito freqente. A ttulo de exemplo, o artigo 497 estabelece que o tutor no pode comprar os bens do tutelado. Tal impedimento se justifica em virtude de sua situao relacional, pois o tutor deve velar e cuidar do patrimnio do tutelado. Art. 497. Sob pena de nulidade, no podem ser comprados, ainda que em hasta pblica:

I - pelos tutores, curadores, testamenteiros e administradores, os bens confiados sua guarda ou administrao;

[...]

O artigo 1.749 coloca os impedimentos do tutor e diz que o tutor no pode, por instrumento particular, adquirir bens do tutelado. Lendo esse dispositivo, tem-se a impresso, a contrario sensu, de que, por instrumento pblico, isso seria possvel. Contudo, isso no verdade, porque o artigo 497 deixa clara a falta de legitimidade (que alguns autores chamam de falta de legitimao). Art. 1.749. Ainda com a autorizao judicial, no pode o tutor, sob pena de nulidade:

I - adquirir por si, ou por interposta pessoa, mediante contrato particular, bens mveis ou imveis pertencentes ao menor;

[...]

s vezes, a falta de legitimao no chega a ser um impedimento, mas apenas uma barreira (uma restrio). Ex.: nos termos do artigo 496, o ascendente pode vender os bens para quem quiser da forma que quiser, mas, se quiser vender para o descendente, ele tem uma restrio de legitimidade. Isso porque ele s pode vender com anuncia dos demais herdeiros.Art. 496. anulvel a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cnjuge do alienante expressamente houverem consentido.

Pargrafo nico. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cnjuge se o regime de bens for o da separao obrigatria.

1.1.2- Objeto

Com relao ao objeto, no vamos fazer nenhuma observao, porque no h nada de peculiar. Vale lembrar que o objeto, para ser lcito, tem que ser possvel, do ponto de vista fsico e do ponto de vista jurdico.

A ttulo de exemplo, o artigo 426 estabelece um exemplo de ilicitude do objeto, ao determinar a impossibilidade jurdica relativa ao pacta corvina.

Art. 426. No pode ser objeto de contrato a herana de pessoa viva.

1.1.3- Forma

O terceiro requisito de validade excepcional, porque a forma do negcio jurdico nem sempre exigida como requisito de validade. Vamos analisar essa matria de forma mais apurada quando estudarmos a classificao dos contratos. Por ora, cumpre salientar que a regr