contrato nº 337/2012 entre a fundaÇÃo instituto de ...· investimentos, custos e despesas.

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CONTRATO N 337/2012 ENTRE A FUNDAO

INSTITUTO DE ADMINISTRAO E O

DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM

DO ESTADO DO PARAN

ETAPA II

RELATRIO 7

Relatrio de avaliao econmica dos eventos sobre o

equilbrio econmico-financeiro dos contratos da co ncesso,

sendo que, em relao aos eventos de engenharia, de vero ser

considerados os valores constantes de laudo a ser f ornecido

pelo DER/PR

Coordenao: Prof. Dr. Jos Roberto F. Savoia

Seis de abril de 2013

2

Consideraes Iniciais

A Fundao Instituto de Administrao FIA, instituio de direito privado, sem

fins lucrativos, de utilidade pblica federal, estadual e municipal, sediada em

So Paulo/SP e inscrita no CNPJ/MF sob no. 44.315.919/0001-40, apresenta

ao Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Paran DER-PR o

stimo relatrio relativo Etapa II do contrato no. 337/2012.

Os dados utilizados no trabalho foram obtidos de fontes internas e externas,

fornecidos pelo DER-PR, ou de domnio pblico. Destaca-se que as

informaes provenientes de Laudos Tcnicos de terceiros so de sua inteira

responsabilidade.

3

Contedo

1 Introduo .................................................................................. 4

2 Eventos de desequilbrio ............................................................ 5

2.1 Variaes nas entradas de caixa .................................................. 8

2.1.1 Lote 1 Econorte ............................................................................ 9

2.1.2 Lote 2 Viapar .............................................................................. 10

2.1.3 Lote 3 Ecocataratas .................................................................... 11

2.1.4 Lote 4 Caminhos do Paran ....................................................... 12

2.1.5 Lote 5 Rodonorte ........................................................................ 13

2.1.6 Lote 6 Ecovia .............................................................................. 14

2.2 Variaes nas sadas de caixa .................................................... 16

2.2.1 Lote 1 Econorte .......................................................................... 16

2.2.2 Lote 5 Rodonorte ........................................................................ 17

3 Consideraes finais ................................................................ 19

Bibliografia ..................................................................................... 20

Apndices ...................................................................................... 21

4

1 Introduo

O presente relatrio apresenta os valores dos eventos sobre o equilbrio

econmico-financeiro dos contratos de concesso rodoviria no Estado do

Paran. Este relatrio tem como premissa fornecer elementos para respaldar a

negociao amigvel a ser realizada entre o DER/PR e as concessionrias.

Os valores dos eventos de engenharia foram fornecidos pelo DER/PR e

integralmente utilizados neste relatrio. Estes dados foram produzidos por meio

de metodologia adequada e coerente com a viso emanada do corpo tcnico

do DER-PR. A FIA os analisou sem estabelecer levantamentos prprios de

campo, em conformidade com o contrato 337/2012.

Em sntese, o presente relatrio tem por objetivo apresentar os valores dos

eventos sobre o equilbrio econmico-financeiro dos contratos de concesso no

Paran, tendo em vista a natureza de cada evento e a atribuio de seus

riscos. Estes valores so preliminares e esto sujeitos a alteraes posteriores.

No captulo 2 apresentaremos os eventos de desequilbrio nas concesses do

Paran, observando as variaes nas receitas, custos, despesas e

investimentos, tanto em termos de valores como nos prazos em que tais

eventos se efetivaram, considerando-os at 2011. No captulo 3 apresentada

a sntese dos fluxos de caixa encontrados no captulo anterior e o captulo

seguinte traz as consideraes finais sobre o tema.

5

2 Eventos de desequilbrio

No presente relatrio realizou-se a apurao de um conjunto amplo de eventos

que levaram perda de receita das Concessionrias e Poder Concedente1.

Tais nmeros devem ser considerados de forma inicial, pois necessitam da

validao jurdica para a sua posterior ratificao e incorporao no escopo de

clculo.

Tanto os eventos que esto considerados neste relatrio como os que no

esto presentes podem, baseados em alguns critrios, serem agregados em

cenrios do modelo de reequilbrio a ser encaminhado nos relatrios finais.

Para padronizar a compreenso dos valores levantados, aqueles grafados em

vermelho nas tabelas do captulo 2 se referem a desequilbrio a favor da

concessionria, enquanto os valores em negrito so a favor do poder

concedente.

A seguir, apresentamos no Quadro 1 uma sntese das rubricas que afetam o

fluxo de caixa do projeto em cada um dos lotes, tendo em vista o que fora

apresentado na Proposta Comercial. Entende-se, desta forma, que eventuais

desequilbrios causados por fatos extraordinrios possam ter seus efeitos

calculados tendo por base o fluxo de caixa original.

1 Na Proposta Comercial dos seis lotes em 1998 foram estabelecidas projees de receitas, investimentos, custos e despesas. calculados no Quadro 19 das planilhas da Proposta Comercial. Nesse quadro, tambm calculada a Taxa Interna de Retorno (TIR) do Projeto.J, o Quadro 21 sintetiza o fluxo de caixa para os acionistas e calcula a respectiva TIR dos Acionistas.

6

Quadro 1 Rubricas do Fluxo de Caixa do Empreendim ento na Proposta Comercial

Fonte: Quadro 19 da Proposta Comercial

Houve poucas alteraes do Quadro 19 do Termo Aditivo de 2002 em relao

Proposta Comercial (Quadro 2). Essencialmente, foram includas as rubricas

de receita alternativa e receita de sanes administrativas.

Quadro 2 Rubricas do Fluxo de Caixa do Empreendim ento no Termo Aditivo de 2002

Fonte: Quadro 19 do Termo Aditivo 2002

1. Entrada de caixa

1.1. Receita tarifria

1.2. Receitas f inanceiras

2. Sadas de caixa

2.1. Custos administrao/operao/conservao

2.2.Custo para execuo servios nos trechos rodovirios de acesso (oferta)

2.3. Seguros/garantias

2.4. Verba Fiscalizao - DER / Polcia Rodoviria

2.5. Investimento da CONCESSIONRIA

2.6. Resciso dos contratos

2.7. Tributos

2.8. Impostos sobre Lucro

3. Saldo de Caixa (1 - 2)

1. Entrada de caixa

1.1 - Receita tarifria

1.2 - Receitas f inanceiras

1.3 - Receita alternativa

1.4 - Receita de sanes administrativas

2. Sadas de caixa

2.1 - Custo de Administrao, operao e conservao

2.2 - Custo para execuo trechos rod acesso (oferta)

2.3 - Seguros / Garantias

2.4 - Verba f iscalizao - DER / Polcia rodoviria

2.5 - Investimentos da CONCESSIONRIA

2.6 - Resciso de contratos

2.7 - Tributos

2.8 - Imposto sobre o lucro

3. Saldo de caixa anual (1-2)

7

A partir da elaborao da matriz de riscos da concesso, elaborada

anteriormente pela FIA, possvel atribuir os riscos aos entes (concessionria,

poder concedente ou ambos) que devem mitig-los ou absorv-los. Como

exemplo, uma reduo de volume de trfego real em relao ao projetado no

implica evento de desequilbrio, pois o risco atribudo no contrato de

concesso como sendo da concessionria. Porm, um no-reajustamento de

tarifa no prazo correto pode produzir diferenas na receita tarifria decorrentes

de fatores supervenientes concessionria.

A seguir so enumerados os eventos de desequilbrio que foram quantificados

e so considerados neste relatrio:

Perdas de Receita por No Reajustamento (PRR). A maioria dos

eventos se concentrou entre 2002 e 2010.

Perdas de Receita por Decises Judiciais (PRDJ). Particularmente foram

computados os valores da deciso que afetou a praa de Jacarezinho

em 2008.

Perda de Receita por Leis (PRL). Foram considerados trs eventos para

todos os lotes, decorrentes das Leis 15.722/2007 e 15.607/2007, em que

envolviam iseno de motos e veculos lindeiros, em alguns dias entre

2007 e 2008.

Variao nas receitas alternativas de 2002 a 2012, utilizando a diferena

entre valores previstos e realizados.

Correo nos custos de administrao, operao e conservao e nos

investimentos referentes mudana no trip para todo o prazo da

concesso. Tal correo produziu novos quadros comparveis aos

quadros 4, 5, 6 e 7 da Proposta Comercial. Tal correo se justifica pelo

fato da supresso e relocao de investimentos no Termo Aditivo de

2002 no ter sido acompanhada da supresso dos custos operacionais

equivalentes.

Atualizao no quadro de investimentos, de acordo com valores orados

e prazos realizados, de 2002 a 2011.

8

Os eventos de desequilbrio a seguir no foram considerados neste relatrio,

ainda que em boa parte deles tenha havido uma quantificao por parte do

Poder Concedente ou das Concessionrias.

Perdas de Receita por Invaso. Existiram eventos de perda de receita

por