Contabilidade topicos avançados 7

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<ul><li> 1. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 07 Reorganizao Societria Parte I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia REORGANIZAO DE SOCIEDADES 1. INTRODUO Com o advento da nova ordem econmica mundial - a globalizao da economia -, associedades comerciais ou com fins lucrativos necessitam se adaptar a essa realidade para quepossam competir nesse mercado turbulento, carecendo para tanto, muitas vezes, dereorganizao da sua estrutura societria. Reorganizaes societrias so procedimentos espordicos atravs dos quais, pordiversas razes, sociedades so transformadas, fundidas, incorporam ou so incorporadas,dividem-se ou simplesmente vendem ou encerram atividades de unidade fabril ou diviso deprodutos. O tema , freqentemente, cobrado em concursos de nvel superior como AFRF, AFPS,Analista de diversos rgos, entre outros. Trataremos, portanto, do processo de reorganizaosocietria decorrente das operaes de transformao, incorporao, fuso e ciso deempresas, as formas de dissoluo e os consrcios de empresas, pois nesses termos que oassunto cobrado nos principais concursos. Assim, o processo de reorganizao societria envolve a transformao, a concentrao ea desconcentrao de empresas. As principais razes que levam as sociedades a se reorganizar so: A busca de competitividade no mercado em face da conjuntura socioeconmica; O planejamento fiscal, objetivando minimizar a carga tributria; Afastar divergncia entre acionistas; Descentralizao administrativa ou concentrao administrativa; Melhorar a imagem da empresa perante a opinio pblica. 2. FORMAS DE CONCENTRAO A Lei das sociedades annimas, no art. 223, prev trs formas de concentrao societriacom tratamento jurdico prprio: A Incorporao, Fuso e Ciso: Art. 223. A incorporao, fuso ou ciso podem ser operadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e devero ser deliberadas na forma prevista para a alterao dos respectivos estatutos ou contratos sociais. 1 Nas operaes em que houver criao de sociedade sero observadas as normas reguladoras da constituio das sociedades do seu tipo. 2 Os scios ou acionistas das sociedades incorporadas, fundidas ou cindidas recebero, diretamente da companhia emissora, as aes que lhes couberem. 3 Se a incorporao, fuso ou ciso envolverem companhia aberta, as sociedades que a sucederem sero tambm abertas, devendo obter o INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 </li> <li> 2. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 07 Reorganizao Societria Parte I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia respectivo registro e, se for o caso, promover a admisso de negociao das novas aes no mercado secundrio, no prazo mximo de cento e vinte dias, contados da data da assemblia-geral que aprovou a operao, observando as normas pertinentes baixadas pela Comisso de Valores Mobilirios. 4 O descumprimento do previsto no pargrafo anterior dar ao acionista direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas aes (art. 45), nos trinta dias seguintes ao trmino do prazo nele referido, observado o disposto nos 1 e 4 do art. 137. Pela leitura do dispositivo legal, percebe-se que o processo de reorganizao podeenvolver sociedades de diversos tipos societrios, no entanto devem observar as formas dealterao dos atos constitutivos de cada tipo societrio, isto , a deliberao deve ocorrerconforme disposto em contrato social ou estatuto. Assim, se determinado estatuto estabelece que poder ser alterado somente com aaprovao unnime dos integrantes do quadro social dessa forma que o processo dereorganizao deve ser conduzido. Quando do processo de reorganizao resultar sociedade nova, esta dever serconstituda conforme os preceitos legais para o tipo societrio resultante adotado. Pela norma esculpida no pargrafo 3, que de fundamental importncia, percebe-seque a reorganizao societria envolvendo Sociedade Annima de capital aberto (aesnegociadas em bolsa de valores) a sociedade resultante tambm ser aberta e deveprovidenciar na obteno do respectivo registro em at 120 dias. Caso no obtenha esseregistro, ou no observe o prazo para a obteno, dar-se- aos acionistas o direito deretirarem-se da companhia. 3. TRANSFORMAO Aps constituda uma sociedade sob determinado tipo societrio, pode ela mudar de tipo,passando, por exemplo, de LTDA para Sociedade Annima e vice-versa. No se trata deconcentrao de sociedades, visto que muda apenas a sua forma jurdica. A lei, no art. 220, define a transformao com o seguinte contexto: A transformao aoperao pela qual a sociedade passa, independentemente de dissoluo e liquidao, de umtipo para outro. Portanto, o que caracteriza o processo de transformao a passagem da sociedadede um tipo societrio para outro. interessante a regra contida no pargrafo nico do art. 220, pois ele estabelece que ospreceitos a obedecer na transformao so os que regem a constituio e o registro do tiposocietrio a ser adotado pela sociedade. Vale dizer, se a sociedade passar de Sociedade porQuotas de Responsabilidade Limitada para Sociedade Annima, todo procedimento dever sero estabelecido na Lei n 6.404/76, alm das Instrues pertinentes ao assunto emitidas pelaComisso de Valores Mobilirios (CVM), se a sociedade resultante for uma sociedade de capitalaberto. A primeira vista, a operao parece ser muito simples. Entretanto, a lei impe algunsfreios sua efetivao, pois estabelece que deve haver o consentimento de todos os sciosou acionistas. Ressalva, contudo, a aprovao de forma linear pelos scios ou acionistasquando haja expressa disposio nos atos constitutivos no sentido de possibilitar atransformao, isto , o estatuto ou o contrato social da sociedade podem prever que a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 </li> <li> 3. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 07 Reorganizao Societria Parte I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagiaempresa ser passvel de transformao, estabelecendo inclusive o forme de suaoperacionalizao. Porm, no presente no contrato social ou estatuto previso detransformao, assegurado ao scio ou acionista dissidente o direito de retirar-se dasociedade com o devido reembolso das aes ou quotas a que faa jus, se o estabelecido na leino for observado. Se a lei assegurou garantias aos scios ou acionistas, com mais razo o fez em relaoaos credores quando estipula, no art. 222, que a transformao jamais prejudicar o direitodos credores, devendo o tipo resultante oferecer as mesmas garantias do tipo anterior satisfao integral dos crditos anteriores transformao. Assim, se uma sociedade queantes da transformao conferia responsabilidade ilimitada aos scios e se esta sociedadeadotou, por transformao, tipo societrio que restrinja a responsabilidade dos scios ouacionistas, estes continuaro a responder pelas obrigaes assumidas pela sociedade, antes datransformao, de forma ilimitada em caso de dissoluo ou insolvncia da sociedade de tipodiferente decorrente da transformao. Para evitar que pessoas, de m f, utilizem o processo de transformao envolvendo ouresponsabilizando terceiros em futuro processo de falncia, o estatuto legal, no pargrafonico do art. 222, tambm imps um limite, estabelecendo que se os credores do tipo anteriorpedirem a falncia da sociedade, respondero pelo processo os scios anteriores ao tiporesultante, ou seja, os que eram scios ao tempo em que surgiram as obrigaes. Art. 220. A transformao a operao pela qual a sociedade passa, independentemente de dissoluo e liquidao, de um tipo para outro. Pargrafo nico. A transformao obedecer aos preceitos que regulam a constituio e o registro do tipo a ser adotado pela sociedade. Deliberao Art. 221. A transformao exige o consentimento unnime dos scios ou acionistas, salvo se prevista no estatuto ou no contrato social, caso em que o scio dissidente ter o direito de retirar-se da sociedade. Pargrafo nico. Os scios podem renunciar, no contrato social, ao direito de retirada no caso de transformao em companhia. Direito dos Credores Art. 222. A transformao no prejudicar, em caso algum, os direitos dos credores, que continuaro, at o pagamento integral dos seus crditos, com as mesmas garantias que o tipo anterior de sociedade lhes oferecia. Pargrafo nico. A falncia da sociedade transformada somente produzir efeitos em relao aos scios que, no tipo anterior, a eles estariam sujeitos, se o pedirem os titulares de crditos anteriores transformao, e somente a estes beneficiar. 4. ASPECTOS LEGAIS NA INCORPORAO, CISO E FUSO O processo de reorganizao societria envolvendo as operaes de incorporao, fusoou ciso regido pelos arts. 223 a 234 da Lei n 6.404/76. (Lei das S.As.) Ressalte-se que, embora a lei regente das operaes envolvendo reorganizaosocietria seja a das sociedades por aes, tais procedimentos no so vedados a outros tiposde empresas, podendo se beneficiar do processo de reorganizao qualquer empreendimentoempresarial, independentemente do tipo societrio adotado. As operaes de concentrao e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 </li> <li> 4. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 07 Reorganizao Societria Parte I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagiadesconcentrao de pessoas jurdicas so igualmente importantes, tanto para as sociedadespor aes quanto para as sociedades constitudas por quotas de responsabilidade limitada(Ltda.) ou outra forma jurdica adotada. A Lei 6.404/76, ao regulamentar as operaes de incorporao, fuso ou ciso, deixou deser uma lei especfica para as sociedades por aes, ao prescrever no artigo 223, e pargrafos,que: Art. 223 - A incorporao, fuso ou ciso podem ser entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e devero ser deliberadas na forma prevista para a alterao dos estatutos ou contratos sociais. 1 - Nas operaes em que houver criao de sociedades, sero observadas as normas reguladoras da constituio das sociedades do seu tipo. 2 - Os scios ou acionistas das sociedades incorporadas, fundidas ou cindidas recebero, diretamente da companhia emissora, as aes que lhes couberem. 3. Se a incorporao, fuso ou ciso envolverem companhia aberta, as sociedades que a sucederem sero tambm abertas, devendo obter o respectivo registro e, se for o caso, promover a admisso de negociao das novas aes no mercado secundrio, no prazo mximo de cento e vinte dias, contados da data da assemblia-geral que aprovou a operao, observando as normas pertinentes baixadas pela Comisso de Valores Mobilirios (CVM). 4. O descumprimento do previsto no pargrafo anterior dar ao acionista direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas aes (art. 45), nos trinta dias seguintes ao trmino do prazo nele referido, observado o disposto nos 1 e 4 do art. 137. (Grifou-se). 4.1. PROTOCOLO Segundo a Lei das Sociedades por Aes, as condies de incorporao, fuso ou cisoconstaro de protocolo firmado pelos rgos da administrao ou dos scios das empresasinteressadas no processo. O protocolo basicamente uma proposta ou contrato firmado pelos rgos daadministrao ou pelos scios das empresas que integraro o processo de incorporao, fusoou ciso, devendo ser, posteriormente, objeto de deliberao, em assemblia, pelos acionistasou scios dessas mesmas sociedades. O protocolo ou proposta de incorporao, fuso e ciso deve apresentar os elementosconstantes no artigo 224 da Lei n 6.404/76: Art. 224. As condies da incorporao, fuso ou ciso com incorporao em sociedade existente constaro de protocolo firmado pelos rgos de administrao ou scios das sociedades interessadas, que incluir: I - o nmero, espcie e classe das aes que sero atribudas em substituio dos direitos de scios que se extinguiro e os critrios utilizados para determinar as relaes de substituio; II - os elementos ativos e passivos que formaro cada parcela do patrimnio, no caso de ciso; INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 </li> <li> 5. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 07 Reorganizao Societria Parte I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia III - os critrios de avaliao do patrimnio lquido, a data a que ser referida a avaliao, e o tratamento das variaes patrimoniais posteriores; IV - a soluo a ser adotada quanto s aes ou quotas do capital de uma das sociedades possudas por outra; V - o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou reduo do capital das sociedades que forem parte na operao; VI - o projeto ou projetos de estatuto, ou de alteraes estatutrias, que devero ser aprovados para efetivar a operao; VII - todas as demais condies a que estiver sujeita a operao. Pargrafo nico. Os valores sujeitos a determinao sero indicados por estimativa. A Lei n 6.404/76, no seu artigo 226, exige laudo pericial, para avaliao dos ativos dassociedades envolvidas no processo de reorganizao. A sociedade que tiver patrimnioabsorvido por ou...</li></ul>