Contabilidade topicos avançados 3

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<ul><li> 1. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia Aula 03 Caros alunos(as), para o concurso de AFRFB no h mais a diviso por reas. Noentanto, no edital temos o inquietante item 15 Legislao societria atualizada enormas da CVM. Considerando que quando havia as reas de especializao, na rea de auditoriaquase a metade da prova era sobre o tema Avaliao de Investimentos (14 questesem um total de 30) e mais 9 questes sobre Fluxo de Caixa. Por isso, entendemosque em relao ao item 15 podem aparecer duas ou trs questes na prova desseconcurso que se aproxima e mais uma ou duas questes sobre a DFC, que j vimosna aula 02. Assim, entre DFC e o item 15, acreditamos que possam ser cobradas at5 questes! Desta forma, no h outro jeito a no ser estudar a matria com todo cuidado! No estudo dessa matria, tomamos o cuidado de trazer a legislao societria,da CVM e a legislao fiscal pertinente, alm de no final transcrevermos a ntegra danorma da CVM (Instruo 247/96). Apresentaremos o tema em trs aulas (Aula 03, 04 e 05), apresentando ao finalde cada aula questes de provas da Esaf e de outras instituies sobre o assunto. AVALIAO DE INVESTIMENTOS PARTE I 1 ASPECTOS INICIAIS Uma administrao empresarial eficiente envolve, entre outros aspectos, oadequado gerenciamento dos recursos financeiros de modo a otimiz-los. Isto se faznecessrio pelo fato de os recursos financeiros representarem, geralmente, o fator deproduo mais escasso, e em conseqncia o mais caro, especialmente em nosso Pasonde as taxas de juros praticadas tem sido, historicamente, elevadssimas.Diante de tal situao o administrador moderno deve buscar a melhor soluo derentabilidade para os recursos de sua empresa, alocando-os no objeto social de suaentidade, a includos os estoques de mercadorias, matrias-primas, vendas a prazo,ativo permanente imobilizado e diferido. Se, porm, a entidade apresentar riqueza prpria em excesso ou excesso dedisponibilidades, mesmo que temporrios, dever aplic-los em investimentos que,dependendo da natureza e freqncia dessas sobras, podem ser temporrios oupermanentes, pois deixar esses recursos ociosos, sem nada produzir, seriaconsiderado desperdcio inadmissvel e indicativo de administrao deficiente.Por estes aspectos apresentados que as empresas, mesmo que no seja seuobjeto social principal, aplicam os excessos de recursos, temporrios ou permanentes,em investimentos que podem assumir natureza diversa, porm sempre objetivando amelhor alocao destes e buscando rentabilidade, que , em ltima anlise, o objetivoprincipal de qualquer empreendimento empresarial. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS1</li></ul><p> 2. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -IProfessores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia 2 APLICAES FINANCEIRAS DE LIQUIDEZ IMEDIATA Uma empresa, quando possui excesso de disponibilidades temporrias, nonecessrios para honrar os compromissos imediatos, faz aplicaes financeirasvisando se proteger da desvalorizao da moeda e para auferir alguma vantagemfinanceira. Na hiptese de estas aplicaes financeiras serem do tipo que podem serresgatadas a qualquer tempo, como, por exemplo, os Fundos de Renda Fixa, elasdevero ser classificadas no ativo circulante, no subgrupo disponibilidades.Para a correta avaliao das aplicaes financeiras de liquidez imediata, quando,no final do exerccio, existirem saldos em aplicaes dessa natureza, em observnciaao regime de competncia, devemos contabilizar os rendimentos j ganhos (receitasauferidas ou incorridas) at aquela data e som-los ao investimento, isto , a containvestimentos de liquidez imediata ser debitada, devendo ser creditada uma conta deresultado (rendimentos em aplicaes financeiras, por exemplo), gerando olanamento a seguir: Aplicaes financeiras de liquidez imediata a Receita operacional de variao cambial e/ou jurosProcedendo desta forma teremos, no balano final do exerccio, o valoratualizado do investimento. neste sentido que dispe o final do inciso I do art. 183da Lei n 6.404/76: Art. 183. No balano, os elementos do ativo sero avaliados segundo os seguintes critrios: I - os direitos e ttulos de crdito, e quaisquer valores mobilirios no classificados como investimentos, pelo custo de aquisio ou pelo valor do mercado, se este for menor; sero excludos os j prescritos e feitas as provises adequadas para ajust-lo ao valor provvel de realizao, e ser admitido o aumento do custo de aquisio, at o limite do valor do mercado, para registro de correo monetria, variao cambial ou juros acrescidos; 3 ALGUMAS DEFINIES PRELIMINARES Ttulos de Crdito Quando falamos de ttulos de crdito vm tona aquelespapis emitidos por entidades financeiras como: Letras de Cmbio, Certificado deDepsito Bancrio e outros. Porm, o conceito de ttulos de crdito maisabrangente, envolvendo, tambm, os ttulos emitidos por entidades no financeirascomo: Debntures, Notas Promissrias e as Duplicatas. Todos so emitidos comfinalidade de captar recursos no mercado financeiro ou de financiar as atividades daentidade. Todos esses papis possuem prazo de vencimento e, explicitamente ouimplicitamente, rendem juros que podem ser pr-fixados ou ps-fixados. Valores Mobilirios Representam os ttulos e papis emitidos por entidadesfinanceiras e outras entidades comerciais. Constituem-se de fraes de um patrimniocomo as aes e quotas ou de direitos sobre a participao patrimonial de umaentidade como, por exemplo, o bnus de subscrio, as partes beneficirias e asdebntures. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 3. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto MissagiaAplicaes Financeiras As aplicaes financeiras se caracterizam pelaalocao de recursos em ttulos e papis de natureza monetria, constituindo-se emdireito ou ttulos de crdito. Esses direitos ou ttulos de crdito se apresentam comprazo de vencimento e taxas de rentabilidade pr ou ps-fixados. So exemplos representativos de direitos ou ttulos dessa natureza: Certificados de Depsito Bancrios Caderneta de Poupana Debntures conversveis ou no em aes Depsitos a prazo fixo Investimentos Diferentemente das aplicaes financeiras, os investimentosse caracterizam mais por alocaes de recursos em bens de natureza no monetria.So as aplicaes em valores mobilirios que no possuem prazo de vencimento etampouco taxa de rendimento predeterminados, como as participaes societrias emesmo em bens imveis e bens mveis como obras de arte. Entretanto, tambm so considerados investimentos as alocaes de recursosem papis de natureza monetria representados por direitos ou ttulos de crditocomo, por exemplo, aes adquiridas ou cotadas em mercado de valores mobilirios(bolsa de valores); quotas de capital; investimentos em ouro; fundo de aes, queno possuem a caracterstica de permanncia.Alm destas definies, a Instruo CVM No 387, de 28 de abril de 2003, queestabelece normas e procedimentos a serem observados nas operaes realizadascom valores mobilirios, em prego e em sistemas eletrnicos de negociao e deregistro em bolsas de valores e de bolsas de mercadorias e futuros e d outrasprovidncias, trouxe em seu artigo 2 definies que, por sua relevncia e afinidadeaos temas aqui tratados, esto a seguir transcritos: Corretora de Valores: a sociedade habilitada a negociar ou registrar operaescom valores mobilirios por conta prpria ou por conta de terceiros em bolsa eentidades de balco organizado; Corretora de Mercadorias: a sociedade habilitada a negociar ou registraroperaes com valores mobilirios negociados em bolsa de mercadorias e futuros;Operador Especial: pessoa natural ou firma individual detentora de ttulo debolsa de mercadorias e futuros, habilitada a atuar no prego e nos sistemaseletrnicos de negociao e de registro de operaes, executando operaes por contaprpria e por conta de corretoras, desde que autorizadas pela bolsa;Entidade de Balco Organizado: pessoa jurdica que administra sistemaeletrnico de negociao e de registro de operaes com valores mobilirios; Comitente ou Cliente: a pessoa, natural ou jurdica, e a entidade, por conta daqual as operaes com valores mobilirios so efetuadas; Cmara de Compensao e de Liquidao: cmara ou prestador de serviosde registro, compensao e liquidao de operaes com valores mobilirios,integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro SPB;Membro de Compensao ou Agente de Compensao: a pessoa jurdica,instituio financeira ou a ela equiparada, responsvel perante aqueles a quem prestaservios e perante a cmara de compensao e de liquidao pela compensao eliquidao das operaes com valores mobilirios sob sua responsabilidade; INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS3 4. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -IProfessores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia Ordem: ato mediante o qual o cliente determina a uma corretora que compre ouvenda valores mobilirios, ou registre operao, em seu nome e nas condies queespecificar;Oferta: ato mediante o qual a corretora ou o operador especial apregoa ouregistra a inteno de comprar ou vender valores mobilirios; Participante com Liquidao Direta: instituio financeira detentora de ttulode membro de compensao que realiza e liqida operaes para sua carteira prpriaou para fundos sob sua administrao. 4 INVESTIMENTOS TEMPORRIOS 4.1 - CONCEITO Em economia de preos crescentes e taxas de juros atrativas, os investimentosem ttulos e valores mobilirios a curto e mdio prazo se constituem em boasalternativas para alocar as disponibilidades que no sero necessrias durante operodo de aplicao. As principais opes no mercado financeiro e no de capitais paraaplicao dos excessos de recursos so: Aplicaes Temporrias em Aes Aplicaes Temporrias em Ouro Bnus do Tesouro Nacional - BTN Certificado de Depsito Bancrio (RDB/CDB) Commodities Depsitos a Prazo Fixo Fundo de Aplicao Financeira - FAF Fundo de Curto Prazo Fundo de Investimentos de Renda Fixa ou Varivel Letras de Cmbio Letras Financeiras do Tesouro - LFTDesta forma, pode-se conceituar investimento temporrio como sendo aalocao de recursos ou disponibilidades temporrias em aplicaes de carter nopermanentes, isto , aqueles investimentos que possuem o carter e a inteno derealizao, classificveis no ativo circulante ou no ativo realizvel a longo prazo. 4.2 CLASSIFICAO E CRITRIOS DE AVALIAOO art. 179, inciso III, da Lei n 6.404/1976 determina que as participaespermanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, noclassificveis no ativo circulante, e que no se destinem manuteno da atividade dacompanhia ou da empresa, devem ser classificadas no grupo do Ativo Permanente nosubgrupo Investimento.Desta forma, a lei aventa a hiptese de haver investimentos classificveis noAtivo Circulante. H, porm, a possibilidade da classificao de investimentos no AtivoRealizvel a Longo Prazo, quando o prazo de resgate assim o requerer ou quando aentidade adquirente assim o desejar. Antes de seguirmos em nosso estudo, porm a ele pertinente, cabe umaressalva no concernente classificao das contas relativas ao investimento em ouro. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 5. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -IProfessores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto MissagiaSobre o tema a Comisso de Valores Mobilirios (CVM), pronunciou-se com maestriapor meio do item 4 do Parecer de Orientao n 18, de 18 de janeiro de 1990 (PO n18/90), dispondo que:4. APLICAES EM OUROClassificveis, junto s empresas que no tenham por objeto social a suacomercializao ou industrializao, como Ativo Circulante ou Realizvel aLongo Prazo. Tal tipo de aplicao dever ser avaliada pelo custo deaquisio atualizado monetariamente pelo BTN fiscal de final do perodo oupelo valor de mercado, dos dois o menor, devendo, quando for o caso, serconstituda proviso para ajuste ao valor de mercado.Entende-se por:- custo de aquisio: o preo pago na compra do ouro e constante dodocumento representativo da transao em bolsa ou emitido por empresahabilitada ao comrcio do metal, acrescido da corretagem, emolumentos etaxas efetivamente devidos pelo comprador;- valor de mercado: a mdia aritmtica ponderada das cotaes dirias,ocorridas durante o prego da bolsa do pas em que se verificar o maiorvolume de negociaes, no dia do encerramento do exerccio social ou, senesse dia no houver prego, no dia do ltimo prego anterior. Portanto, resta cristalino que os investimentos em ouro devem ser classificadosou no ativo circulante ou no ativo realizvel a longo prazo, dependendo da inteno dainvestidora quanto a sua realizao. J nas empresas que possuem como objeto social a sua comercializao ouindustrializao, como o caso das fabricantes de jias, a classificao do ouro ser,sempre, no ativo circulante, em estoques de matrias-primas ou mercadorias, nesseltimo caso quando os produtos estiverem acabados. Agora, aps este breve esclarecimento sobre a classificao do ouro, cabeacrescentar que a avaliao dos demais investimentos temporrios deve seguir aorientao contida no art. 183, inciso I da lei societria, isto , os investimentos emValores Mobilirios no permanentes, que possuem caracterstica de realizao,devem ser avaliados pelo custo de aquisio ou valor de mercado, dos dois o menor. de ressaltar ainda que o ajuste ao valor de mercado efetuado por meio deproviso para ajuste ao valor de mercado. Para dar maior clareza ao assunto, transcrevemos a seguir a ntegra do art. 183da Lei n 6.404, de 30 de outubro de 1976, que se constitui no diploma legal arespeito de avaliao de ativos, entre eles os investimentos. Art. 183. No balano, os elementos do ativo sero avaliados segundo os seguintes critrios: I - os direitos e ttulos de crdito, e quaisquer valores mobilirios no classificados como investimentos, pelo custo de aquisio ou pelo valor do mercado, se este for menor; sero excludos os j prescritos e feitas as provises adequadas para ajust-lo ao valor provvel de realizao, e ser admitido o aumento do custo de aquisio, at o limite do valor do mercado, para registro de correo monetria, variao cambial ou juros acrescidos; INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 6. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 03 AVALIAO DE INVESTIMENTOS -IProfessores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comrcio da companhia, assim como matrias-primas, produtos em fabricao e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisio ou produo, deduzido de proviso para ajust-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; III - os investimentos em participao no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisio, deduzido de proviso para perdas provveis na realizao do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que no ser modificado em razo do recebimento, sem custo para a companhia, de aes ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisio, deduzido de proviso para atender s perdas provveis na realizao do seu valor, ou para reduo do custo de aquisio ao valor de mercado, quando este for...</p>