contabilidade topicos avançados 2

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  • 1. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 02 FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia AULA 02 FLUXO DOS CAIXAS Esta aula consta no item 14 do Edital para AFRFB e acreditamos que pelomenos 1 questo sobre o assunto ser cobrada na prova. 1. INTRODUO A Lei n 6.404, de 30 de outubro de 1976 (Lei 6.404/76) estabelece, no art. 176,que as demonstraes contbeis obrigatrias so: balano patrimonial; demonstraodos lucros ou prejuzos acumulados; demonstrao do resultado do exerccio; edemonstrao das origens e aplicaes de recursos. No 4 do mesmo dispositivo nos informado que as demonstraes sero complementadas por notas explicativas eoutros quadros analticos ou demonstraes contbeis necessrios paraesclarecimento da situao patrimonial e dos resultados do exerccio. Percebe-se que a Demonstrao dos Fluxos de Caixa (DFC) no obrigatria,mas encontra amparo no 4 do art. 176 da Lei 6.404/76, quando ela estabelece queas demonstraes so complementadas por outros quadros ou demonstraescontbeis necessrios para o esclarecimento da situao patrimonial. De fato, a DFCcomplementa e esclarece a situao patrimonial no concernente ao aspecto financeirodo patrimnio, servindo de apoio ao processo decisrio na gesto empresarial.Em que pese no haver disposio expressa na lei societria sobre a DFC, a novalei de falncias, Lei no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, no art. 105, inciso I, alnead, dispe que: Art. 105 - O devedor em crise econmico-financeira que julgue no atender aos requisitos para pleitear sua recuperao judicial dever requerer ao juzo sua falncia, expondo as razes da impossibilidade de prosseguimento da atividade empresarial, acompanhadas dos seguintes documentos: I demonstraes contbeis referentes aos 3 (trs) ltimos exerccios sociais e as levantadas especialmente para instruir o pedido, confeccionadas com estrita observncia da legislao societria aplicvel e compostas obrigatoriamente de: a) balano patrimonial; b) demonstrao de resultados acumulados; c) demonstrao do resultado desde o ltimo exerccio social; d) relatrio do fluxo de caixa; Almdessedispositivolegal,aCVM,por meiodoOFCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP N 01/2005, de 25 de fevereiro de 2005, orientando osDiretores de Relaes com Investidores e Auditores Independentes sobre a elaboraode Informaes Contbeis pelas Companhias Abertas, estabeleceu no item 4 asseguintes recomendaes acerca da Demonstrao de Fluxos de Caixa (DFC):INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1

2. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 02 FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4. Demonstrao dos Fluxos de Caixa 4.1 Evoluo da Demonstrao de Fluxos de Caixa As origens da atual demonstrao de fluxos de caixa esto nas demonstraes preparadas dcadas atrs pelas companhias que apresentavam as fontes e aplicaes de fundos obtidos em essncia dos aumentos e diminuies dos itens do balano patrimonial. A diferena entre esses itens foi chamada de posio financeira, denominao que permanece at hoje em vrios pases. Esse formato evoluiu de uma informao suplementar e voluntria para uma demonstrao obrigatria ainda sob o conceito da posio financeira como a variao do capital circulante, ou capital de giro lquido. Na forma prevista pelo artigo 188 da Lei n 6.404/76, a Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos DOAR tem como objetivo indicar as modificaes na posio financeira da companhia, ou seja, as variaes de itens dos ativos e passivos organizados de forma tal que demonstre a variao no capital circulante lquido do perodo. No texto desse artigo, essa demonstrao deve discriminar: I as origens dos recursos, agrupadas em: a) lucro do exerccio, acrescido de depreciao, amortizao ou exausto e ajustado pela variao nos resultados de exerccios futuros; b) realizao do capital social e contribuies para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originrios do aumento do passvel exigvel a longo prazo, da reduo do ativo realizvel a longo prazo e da alienao de investimentos e direitos do ativo imobilizado; II as aplicaes de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribudos; b) aquisio de direitos do ativo imobilizado; c) aumento do ativo realizvel a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; d) reduo do passivo exigvel a longo prazo; III o excesso ou insuficincia das origens de recursos em relao s aplicaes, representando aumento ou reduo do capital circulante lquido; IV os saldos, no incio e no fim do exerccio, do ativo e passivo circulantes, o montante do capital circulante lquido e o seu aumento ou reduo durante o exerccio. A elaborao da demonstrao de origens e aplicaes de recursos evoluiu ao longo do tempo e os seguintes pontos foram adotados na pratica contbil: (i) quando os recursos das operaes da empresa apresentarem-se negativos, eles devem ser demonstrados como uma aplicao de recursos e no como uma reduo na origem de recursos, (ii) os emprstimos dedicados ao financiamento do imobilizado podem ser apresentados como origens e aplicaes, respectivamente, (iii) a reavaliao deve ser excluda dasINICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS2 3. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 02 FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia demonstraes das origens e aplicaes por no representar fluxo de recursos. O conceito de "fundos" e "posio financeira" originrio das primeiras demonstraes, foi ento estreitado para uma definio de caixa ou equivalente de caixa, conforme estabelecido no pronunciamento americano SFAS 95 e no pronunciamento internacional IAS 7, ambos com o ttulo de Statement of Cash Flow. A DOAR est, portanto, baseada nos conceitos de capital circulante lquido e no regime de competncia, o que significa apresentar a disponibilidade dentro do chamado ciclo financeiro da empresa e na gerao de recursos operacionais a partir do resultado elaborado segundo o regime de competncia. A demonstrao dos fluxos de caixa, por outro lado, baseia-se no conceito de disponibilidade imediata, demonstrado segundo o regime de caixa. 4.2 A Demonstrao dos Fluxos de Caixa segundo a norma internacional IAS 7 A seguir esto resumidos e comentados os principais pontos da norma sobre a demonstrao de fluxo de caixa no IAS 7: Objetivos A informao dos fluxos de caixa fornece uma base para avaliao da capacidade de gerao e utilizao desses fluxos de forma estruturada por natureza de atividades. Os usurios da empresa esto interessados em saber como a empresa gera caixa e equivalentes de caixa, e este interesse independe da natureza da empresa. Estrutura Os seguintes tpicos principais devem ser usados em todos os fluxos de caixa: (i) atividades operacionais, (ii) de investimento e (iii) de financiamento. Essa classificao permite avaliar o efeito das atividades sobre o montante de caixa e equivalentes de caixa. Conceitos Caixa e equivalentes de caixa: o caixa compreende numerrio em mos e depsitos bancrios disponveis; Equivalentes de caixa so investimentos de curto prazo, de alta liquidez, que so prontamente conversveis em valores de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor. Atividades operacionais: so as principais atividades geradoras de receita da entidade, alm de outras atividades diferentes das de investimento e financiamento; Esses fluxos so basicamente derivados de transaes geradoras de receita da entidade e, portanto, geralmente resultam das transaes e outros eventos que entram na apurao do resultado. Exemplos so os recebimentos em dinheiro pela venda de bens e servios e o pagamento em dinheiro a fornecedores, a empregados, a seguradores por prmios e de impostos. Atividades de investimento: so aquisio e venda de ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar receitas futuras e fluxos de caixa e que no esto includos nos equivalentes de caixa.INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS3 4. Contabilidade Tpicos Avanados Aula 02 FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Exemplos so os desembolsos para aquisio de ativo imobilizado, intangvel e outros ativos de longo prazo, recebimentos pela venda de ativo imobilizado, aquisio ou venda de aes ou instrumentos de dvida de outras entidades. Atividades de financiamento: so atividades que resultam em mudanas no tamanho e na composio do patrimnio lquido e emprstimos a pagar da entidade, que representam exigncias impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital entidade. Exemplos so o numerrio proveniente da emisso de aes ou instrumentos de capital, pagamento a investidores para adquirir ou resgatar aes da entidade, numerrio proveniente da emisso de debntures, tomada de emprstimo a curto e longo prazo, amortizao de emprstimos e, pagamento de arrendamento (lease). Mtodos para apresentao A entidade pode usar o mtodo direto ou indireto para reportar o fluxo de caixa das atividades operacionais, sendo encorajado o mtodo direto. No mtodo direto as principais classes de recebimentos e desembolsos so divulgados e, no mtodo indireto, o fluxo de caixa lquido das atividades operacionais determinado ajustando-se o resultado (lucro ou prejuzo): (i) pelos efeitos das transaes que no afetam o caixa, como depreciao, diferimentos e provises, lucros ou prejuzos cambiais no realizados, lucros no distribudos de investidas e interesses minoritrios, (ii) variaes ocorridas no perodo nos estoques e nas contas a receber e a pagar e, (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento, (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. Aspectos de classificao e divulgao a) A entidade deve destacar as principais classes de recebimento e pagamentos decorrentes das atividades de investimento e financiamento pelo valor bruto; b) Os fluxos de caixa de transaes em moeda estrangeira devem ser registrados na moeda em que esto expressas as demonstraes contbeis da entidade, convertendo-se o montante em moeda estrangeira tax