contabilidade topicos avançados 10

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<ul><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1</p><p>Caros alunos, estamos chegando ao final de nosso curso de Contabilidade Tpicos Avanados que, em funo da publicao do edital para AFRF, foi modificado um pouco em relao a sua estrutura inicialmente planejada, tendo em vista, principalmente, o item 15 do programa. </p><p>Nesta aula de hoje apresentamos 28 questes resolvidas de Contabilidade Geral dos concursos mais recentes. Estas questes representam uma pequena amostra do que ser o livro Contabilidade - Questes Resolvidas dos Professores Francisco Velter e Luiz Roberto Missagia. </p><p>1. (CESPE/TCU/1995) Julgue os itens a seguir: (1) A existncia de duas entidades sob controle comum, ainda que consolidem suas </p><p>demonstraes contbeis, no afeta o princpio da entidade, mantendo-se as respectivas autonomias patrimoniais. </p><p>(2) O princpio da continuidade aplica-se tanto cessao integral quanto parcial das atividades de uma entidade, bem como em relao ao grau de utilizao de suas instalaes, com reflexos no nvel de produo. </p><p> Resoluo: 1) (Correta) A existncia de filiais, ou de empresas controladas pela mesma empresa, no afeta o princpio da entidade, pois cada uma mantm contabilidade em separado, visto que mantm autonomia de seus patrimnios. Dessa forma, nem mesmo as demonstraes consolidadas ferem o princpio da entidade, j que no estabelecem novo patrimnio, apenas apresentam o resultado e patrimnio consolidado do grupo econmico; 2) (Correta) O princpio da continuidade estabelece que os eventos que podem geram efeitos relevantes na atividade empresarial devem ser reconhecidos pelas entidades, o que o caso da cessao integral ou parcial das operaes, assim como o grau de utilizao das instalaes. Esse reconhecimento deve ser efetuado, quando for por diminuio das atividades, por meio da constituio da reserva para contingncias a fim de evitar a distribuio de dividendos. </p><p>2. (ESAF/AFRF/2002-1) Abaixo esto cinco assertivas relacionadas com os Princpios Fundamentais de Contabilidade. Assinale a opo que expressa uma afirmao verdadeira. a) A observncia dos Princpios Fundamentais de Contabilidade obrigatria no </p><p>exerccio da profisso, mas no constitui condio de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. </p><p>b) O Princpio da Entidade reconhece o Patrimnio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, exceto no caso de sociedade ou instituio, cujo patrimnio pode confundir-se com o dos scios ou proprietrios. </p><p>c) Da observncia do Princpio da Oportunidade resulta que o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variaes ocorridas no patrimnio da Entidade, em um perodo de tempo determinado. </p><p>d) A apropriao antecipada das provveis perdas futuras, antes conhecida como Conveno do Conservadorismo, hoje determinada pelo Princpio da Competncia. </p><p>e) A observncia do Princpio da Continuidade no influencia a aplicao do Princpio da Competncia, pois o valor econmico dos ativos e dos passivos j contabilizados no se altera em funo do tempo. </p><p> Resoluo: </p></li><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2</p><p>A questo se refere aos Princpios Fundamentais de Contabilidade veiculados pela Resoluo n 750, de 29 de dezembro de 1993, do Conselho Federal de Contabilidade CFC. </p><p>No 1 do art. 1 da referida resoluo encontramos a seguinte redao: </p><p> 1 A observncia dos Princpios Fundamentais de Contabilidade obrigatria no exerccio da profisso e constitui condio de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. </p><p>Percebe-se que a alternativa a est incorreta, pois afirma: ... , mas no constitui condio .... </p><p>No caput do art. 4 encontramos a resposta alternativa b </p><p>Art. 4 O Princpio da ENTIDADE reconhece o Patrimnio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciao de um Patrimnio particular no universo dos patrimnios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituio de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqncia, nesta acepo, o patrimnio no se confunde com aqueles dos seus scios ou proprietrios, no caso de sociedade ou instituio. </p><p>Da anlise do dispositivo conclumos que essa alternativa est, igualmente, incorreta, pois imperiosa a diferenciao dos patrimnios. </p><p>O Princpio da Oportunidade est inscrito no art. 6, pargrafo nico, inciso III, da citada resoluo, que dispe: </p><p>Art. 6 O Princpio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, tempestividade e integridade do registro do patrimnio e das suas mutaes, determinando que este seja feito de imediato e com a extenso correta, independentemente das causas que as originaram. Pargrafo nico. Como resultado da observncia do Princpio da OPORTUNIDADE: I - desde que tecnicamente estimvel, o registro das variaes patrimoniais deve ser feito mesmo na hiptese de somente existir razovel certeza de sua ocorrncia; II - o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos fsicos e monetrios; III - o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variaes ocorridas no patrimnio da ENTIDADE, em um perodo de tempo determinado, base necessria para gerar informaes teis ao processo decisrio da gesto. </p><p>Comparando o contedo desse inciso III com o contedo da alternativa c, verifica-se que a alternativa representa a transcrio literal do dispositivo. Portanto esta a alternativa correta. </p><p>O enunciado da alternativa d diz respeito ao princpio da prudncia e no ao da competncia. Portanto esta alternativa esta incorreta. </p><p>O princpio da competncia, ao qual atribumos o cognome de princpio das receitas e despesas, nos diz quando (em qual perodo) devemos reconhecer as receitas e considerar incorridas as despesas. </p><p>O princpio da prudncia, que chamamos de princpio das provises, nos determina que, em duas hipteses igualmente vlidas, utilizemos aquela da qual resulte menos Patrimnio Lquido e se aplica a fatos que j estejam escriturados na entidade. A implementao do Princpio efetuada por meio de provises ativas e passivas. </p><p>No 2, do art. 5 da mesma norma contabilista, encontramos o seguinte dizer: </p><p> 2 A observncia do Princpio da CONTINUIDADE indispensvel correta aplicao do Princpio da COMPETNCIA, por efeito de se relacionar diretamente quantificao dos componentes patrimoniais e </p></li><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3</p><p> formao do resultado, e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de gerao de resultado. </p><p>Denotamos que este princpio indispensvel correta aplicao do princpio da competncia. Portanto, influncia a aplicao do princpio da competncia e a alternativa e est errada. </p><p> Resposta: Letra C </p><p>3. (ESAF/AFRF/2003) Quando o Contador registra, no fim do exerccio, uma variao cambial para atualizar a dvida em moeda estrangeira; quando faz proviso para crdito de liquidao duvidosa; ou quando faz um lanamento de ajuste do estoque ao preo de mercado est apenas: a) cumprindo a sua obrigao profissional. b) executando o regime contbil de competncia. c) cumprindo o princpio fundamental da prudncia. d) satisfazendo o princpio fundamental da entidade. e) seguindo a conveno do conservadorismo. Resoluo: A proviso para crdito de liquidao duvidosa (ou proviso para devedores duvidosos PDD) e a proviso para ajuste ao valor de mercado so PROVISES ATIVAS. Visam cobrir a perda de ativos, contabilmente. No so reservas, mas sim lanamentos contbeis para ajustar o valor dos ativos da empresa situao real. A PDD no mais dedutvel da base de clculo do IR. Seu valor calculado pela empresa com base em estimativas sobre crditos relativos a vendas a prazo que possivelmente no sero pagos no exerccio seguinte. Por esse motivo o ativo deve ser ajustado, j que o mesmo deve refletir, de forma bem prxima realidade, os valores circulantes com os quais a empresa poder contar para o prximo ano. O mesmo pode se afirmar com relao ao ajuste ao valor de mercado, aplicvel a ativos circulantes da empresa que no mais possuem o valor de venda com que foram registrados anteriormente. J a variao cambial para atualizar uma dvida um ajuste passivo, quando temos uma dvida em moeda estrangeira. Esse ajuste deve ser efetuado para acertar o valor do passivo da empresa, que em reais, mesmo que o pagamento no v ser efetuado naquele momento. No se trata exatamente de uma proviso passiva, mas sim um ajuste passivo ao princpio da competncia. Tanto a proviso ativa quanto a passiva geram lanamentos do tipo: Despesa com Proviso a Proviso para.... A conta de proviso ativa retificadora de ativo, enquanto a proviso passiva conta normal de passivo, ou seja, ambas so de natureza CREDORA. Por tudo o que foi comentado, vemos que as provises acima, assim com qualquer outra proviso, atendem basicamente aos princpios contbeis citados abaixo: </p><p>a) Competncia: pois a despesa com a proviso deve ser lanada no perodo em que ocorrer a estimativa de perda (ou obrigao), e no quando a perda se consumar. O reconhecimento da estimativa de perda o fato gerador da obrigao ou da reduo do ativo; </p></li><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4</p><p>b) Prudncia: na dvida entre elementos igualmente vlidos perante a legislao e os demais princpios contbeis, deve-se escolher aquele que representar o menor valor para o ativo e o maior valor para o passivo. Como as provises ativas so contas retificadoras de ativo reduzem o valor do mesmo quando contabilizadas. J as provises passivas, por serem contas normais de PASSIVO, aumentam o valor do mesmo quando contabilizadas. </p><p>Ateno: As Convenes Contbeis so como restries aos princpios. A conveno do conservadorismo (letra E), por sua vez, basicamente repete o enunciado do Princpio da Prudncia. </p><p>c) Oportunidade: no momento de ocorrncia de um fato contbil deve-se lan-lo imediatamente, mesmo que se tenha somente razovel certeza de sua ocorrncia. Isso fundamental para o lanamento das provises. Reparem, estamos falando de estimativas. </p><p>Por tudo o que foi explicado, ficam as seguintes concluses: </p><p>1) As provises obedecem aos princpios da Prudncia, Competncia e Oportunidade. 2) A variao cambial passiva um ajuste efetuado principalmente em funo dos </p><p>princpios da competncia e da oportunidade. Prudncia poderia ser tambm aplicvel, pois o valor da taxa de cmbio vai variando at o momento do pagamento. Apesar de o lanamento no ser feito com base em estimativa, mas sim em uma taxa de cmbio acertada entre partes, como ainda no se deu o vencimento da dvida, considera-se que o valor da dvida (em reais), no conhecido em seu valor exato, por isso que se considera a aplicao do princpio da prudncia tambm. </p><p>3) Pelo explicado nas concluses 1 e 2, restaram as alternativas B, C e E. Achamos ruim a opo da ESAF pela letra C, j que Princpio da Prudncia (letra C) e Conveno do Conservadorismo (letra E) dizem basicamente a mesma coisa. Alm disso, em nossa modesta opinio, aplica-se certamente o princpio da competncia (letra B), que leva adoo do regime de competncia. Como constava a palavra apenas no enunciado, a questo deveria ter sido anulada, porm no foi. </p><p> Resposta: Letra C </p><p>4. (ESAF/AFRF/2002-1) A firma Comrcio Livre Ltda. apurou os seguintes valores, em 31.12.01: Depsito no banco R$ 150,00 Salrios do ms R$ 620,00 Comisses Ativas R$ 450,00 Ttulos a Receber R$ 900,00 Aluguis Passivos R$ 600,00 Produtos para Venda R$ 750,00 Equipamentos R$ 1.000,00 Servios Prestados a Prazo R$ 1.500,00 Capital Inicial R$ 2.650,00 Duplicatas a Pagar R$ 2.200,00 Lucros Anteriores R$ 120,00 Casa e Terrenos R$ 1.350,00 Receitas de Vendas R$ 1.000,00 Impostos Atrasados R$ 450,00 Ao elaborar Balancete de Verificao e o Balano Patrimonial com fulcro nas contas e saldos acima, a empresa encontrar: </p></li><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5</p><p>a) Saldos devedores no valor de R$ 5.650,00. b) Ativo Circulante no valor de R$ 2.250,00. c) Passivo Circulante no valor de R$ 4.150,00. d) Ativo Permanente no valor de R$ 2.950,00. e) Patrimnio Lquido no valor de R$ 3.000,00. Resoluo: Patrimnio Lquido Salrios do ms (620,00) Comisses Ativas 450,00 Aluguis Passivos (600,00) Capital Inicial 2.650,00 Lucros Anteriores 120,00 Receitas de Vendas 1.000,00 </p><p>1.1 TOTAL DO PL = $3.000,00 Saldos Devedores Depsito no banco 150,00 Salrios do ms 620,00 Ttulos a receber 900,00 Aluguis Passivos 600,00 Produtos para venda 750,00 Equipamentos 1.000,00 Servios prestados a prazo 1.500,00 Casa e Terrenos 1.350,00 TOTAL = 6.870,00 Ativo Circulante Depsito no banco 150,00 Ttulos a receber 900,00 Produtos para venda 750,00 Servios prestados a prazo 1.500,00 TOTAL = 3.300,00 Passivo Circulante Duplicatas a Pagar 2.200,00 Impostos Atrasados 450,00 Total = 2.650,00 ATIVO PERMANENTE Equipamentos 1.000,00 Casa e Terrenos 1.350,00 TOTAL = 2.350,00 Resposta: Letra E </p></li><li><p>Contabilidade Tpicos Avanados Aula 10 EXERCCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter &amp; Luiz Roberto Missagia </p><p>INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6</p><p>5. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Carnes &amp; Frutas S/A, em 30 de agosto de 2000, obteve um financiamento em cinco parcelas semestrais iguais de R$ 3.000,00 e repassou, por R$ 20.000,00, uma de suas mquinas, dividindo o crdito em 10 parcelas bimestrais. Todos os encargos foram embutidos nas respectivas parcelas e no se verificou nenhum atraso nas quitaes. Devedores e credores admitem compensar dbitos e crditos dessas operaes em 2002, mas s o faro poca prpria, cabendo empresa dar ou receber a quitao restante. Em decorrncia desses fatos, se observarmos o balano de fim de exerccio, elaborado com data de 31.12.00, certamente vamos encontrar a) valores a receber a curto prazo R$ 16.000,00. b) valores a receber a longo prazo R$ 4.000,00. c) valores a pagar a curto prazo R$ 7.000,00. d) valores a pagar a longo prazo R$ 13.000,00. e) saldo a compensar a longo prazo R$ 2.000,00. Resoluo: As operaes foram realizadas em 30 de agosto de 2000, ento, pelo emprstimo, temos que os vencimentos sero: 28 fevereiro 2001 R$ 3.000,00 30 agosto 2001 R$ 3.000,00 28 fevereiro 2002 R$ 3.000,00 (Longo Prazo) 30 agosto 2002 R$ 3.000,00 (Longo Prazo) 28 fevereiro 2003 R$ 3.000,00 (Longo Prazo) Valores a receber pela alienao de suas mquinas: 30 de outubro 2000 R$ 2.000,00 30 de dezembro 2000 R$ 2.000,00 28 de fevereiro 2001 R$ 2.000,00 30 de abril 2001 R$ 2.000,00 30 de junho 2001 R$ 2.000,00 30 de agosto 2001 R...</p></li></ul>