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CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIROCmara de Pesquisa e Desenvolvimento ProfissionalHome page: www.crc.org.br / e-mail: cursos@crcrj.org.br

Contabilidade TributriaAdriana Valentee-mail milenar@webdigital.com.br e-mail adrianatvalente@hotmail.com

Atualizao: 21/01/2008

CRC RJ Contabilidade Tributria Adriana Valente 2008.1

1. 1.1

Estrutura do Curso Ementa

Legislao aplicvel: Constituio da Repblica Federativa do Brasil, Sistema Tributrio Nacional e demais normas jurdicas. Clculo e contabilizao dos impostos: ICMS, ISS, IPI, PIS/PASEP, COFINS e IR retido na fonte. Modalidades de tributao das pessoas jurdicas (Lucro Real, Lucro Presumido e Lucro Arbitrado), clculo e contabilizao do IRPJ e CSLL. Livro de Apurao do Lucro Real (LALUR). Clculo de contabilizao do imposto de renda diferido.

1.2

Carga Horria

12 horas. 1.3 Objetivos

Transmitir aos participantes as principais normas jurdicas que verso sobre a competncia tributria da Unio, dos Estados e dos Municpios em relao s pessoas jurdicas de direito privado com finalidade lucrativa, abordando os principais aspectos da relao fisco e contribuinte atravs de exposio terica e exerccios prticos.

1.4

Metodologia

Exposio terica com aplicao de exerccios prticos. 1.5 Leitura Recomendada

Constituio da Repblica Federativa do Brasil Cdigo Tributrio Nacional Lei 5.172/1966 Regulamento do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) Legislao do Imposto Sobre Servios de Qualquer Natureza (ISSQN) Regulamento do Imposto de Renda RIR/99 Contabilidade Tributria Cludio Camargo Fabretti Editora Atlas Manuel de Contabilidade Tributria Jos Hermandes Editora Atlas Silvrio das Neves e Paulo Viceconti Editora Frase

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2.

Conceitos GeraisPRINCPIOS CONSTITUCIONAIS Legalidade Irretroatividade Isonomia Competncia Instituio ou aumento de tributo somente atravs de lei. A lei no pode aumentar tributo em perodo anterior sua publicao. O tratamento tributrio deve ser igual para contribuintes iguais. Quais impostos podem ser cobrados pela Unio, pelos Estados, Distrito Federal e pelos Municpios. Os tributos devem ser graduados conforme a capacidade econmica do contribuinte

Capacidade Contributiva

PRINCIPIOS DA ANTERIORIDADE Anualidade Nonagesimal Os tributos no podem ser aumentados, A lei que aumentou o tributo s entrar em seja por elevao de base de clculo ou vigor noventa dias aps. aumento de alquota no mesmo ano de sua publicao. Ex. Contribuio Social sobre o Lucro Lquido, IPI. Ex. Imposto de Renda

EC 42/2003 Impostos no sujeitos ao princpio da anterioridade: II, IE e IOF Tributos toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Imposto um tributo cuja exigncia no tem qualquer vnculo com uma atividade especfica do Estado esta a caracterstica que o diferencia dos demais tributos. Taxa Tem a caracterstica de ser cobrada em razo do poder de polcia ou pela utilizao, efetiva ou potencial, de servios pblicos, prestados ao contribuinte ou postos sua disposio. O poder de polcia limita ou disciplina atividade de interesse pblico, como os direitos individuais e coletivos, mercado, higiene, tranqilidade pblica. Contribuio De Melhoria S pode ser cobrada para custeio de obras pblicas, poder ser lanada a todos quantos aproveitarem a utilidade da obra pblica. Valorizao imobiliria para o contribuinte. Ex: Despesas com asfalto.

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Fato Gerador a concretizao da hiptese de incidncia tributria prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigao tributria. Exemplos: Prestar servios ISS Fazer circular mercadorias ICMS Receber renda IR Propriedade de automvel - IPVA O fato gerador da obrigao principal a situao definida em lei como necessria e suficiente sua ocorrncia. Da obrigao acessria qualquer situao que, na forma da legislao aplicvel, impe prtica ou a absteno de ato que no configure obrigao principal.

Sujeito Ativo - Art. 119. da Lei 5.172 de 25/10/1966. a pessoa jurdica de direito pblico, titular da competncia para exigir o seu cumprimento. Unio, Estados, Distrito Federal e os Municpios. Sujeito Passivo - Art. 121. da Lei 5.172 de 25/10/1966 a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniria. Pessoa fsica e jurdica

Imposto sobre a renda So os considerados sobre o produto do capital, do trabalho e da combinao de ambos. Contribuio social sobre o lucro, imposto de renda Imposto sobre o patrimnio Cobrado sobre o patrimnio Lquido das pessoas fsicas e jurdicas. PTU, IPVA, ITBI Imposto sobre o consumo So considerados os que incidem sobre a cadeia produtiva. IPI, ICMS, ISS, Pis, Cofins.

Tributos Vinculados e no Vinculados Vinculados Taxas, contribuio de melhoria e contribuies sociais (INSS, Pis, Cofins e CSLL). O tributo pago vinculado a um servio j prestado ou a prestar. No vinculados Impostos, pois Independe de qualquer atividade estatal relacionada ao contribuinte. Classificao dos Impostos Diretos Sujeito passivo de direito e de fato o mesmo. Ex.: IR, IPTU, IPVA Indiretos Sujeito passivo de direito um e o de fato outro EX.: ICMS, IPI, ISS

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Exerccios 1 Defina tributos de acordo com CTN Lei 5.176 de 25/10/1966.

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Cite alguns princpios constitucionais tributrios.

3

Conceitue tributos.

4

Cite exemplos de impostos diretos e indiretos.

5

Considere os seguintes impostos: I - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI II - Imposto sobre importao de produtos estrangeiros - II III - Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana - IPTU IV - Imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual, internacional e de comunicao - ICMS. V - Imposto sobre operaes de crdito, cmbio e seguros, ou relativo a ttulos ou valores mobilirios IOF. Assinale, na tabela abaixo, a opo que apresenta corretamente a relao entre cada imposto e a esfera governamental responsvel por sua cobrana:

(A) (B) (C) (D) (E)

FEDERAL I III IeV II e V I, II e V

ESTADUAL IV e V I e II III e IV I e III IV

MUNICIPAL II e III IV e V II IV III

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Imposto de Renda - Modalidades de Tributao das Pessoas Jurdicas

Imposto de Renda

Critrios Definidos Pela Constituio Federal Generalidade Toda e qualquer forma de renda ou provento Universalidade Progressividade

Todos que auferirem renda.

Cobra-se mais de quem tem mais e vice versa.

Adriana Valente

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Formas de TributaoFormas de TributaoLucro Real Lucro Presumido Lucro Arbitrado Super Simples

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3.1

Perodos de Apurao

Perodo de Apurao

Perodo de Apurao Lucro Real Trimestral (ou) Anual Lucro Presumido Lucro Arbitrado Super Simples

Trimestral

Trimestral

Mensal

Adriana Valente

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3.2

Lucro Real Trimestral

Conceito O Lucro Real o resultado (Lucro ou Prejuzo) do perodo de apurao (antes de computar a proviso para o imposto de renda), ajustado pelas adies, excluses e compensaes prescritas ou autorizadas pela legislao do imposto sobre a renda. Verifica-se de imediato que, como ponto de partida para determinao do lucro real o resultado lquido apurado na escriturao comercial, as pessoas jurdicas tributadas com base no lucro real so obrigadas a mant-la em boa ordem e guarda, com a estrita observncia das leis comerciais e fiscais e dos princpios contbeis geralmente aceitos. Pessoas Jurdicas Obrigadas Tributao com Base no Lucro Real Esto obrigadas tributao com base no Lucro Real, as pessoas jurdicas: Cuja receita total, no ano-calendrio anterior, seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhes) ou proporcional ao nmero de meses do perodo, quando inferior a doze meses, a partir de 01/01/2003; Cujas atividades sejam bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econmicas, sociedades de crditos, financiamentos e investimentos, sociedades de crdito imobilirio, sociedades corretoras de ttulos, valores mobilirios e cmbio, distribuidoras de ttulos e valores mobilirios, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crdito, empresas de seguros privados e de capitalizao e entidades de previdncia privada aberta; Que tiverem lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior; Que, autorizadas pela legislao tributria, usufruam de benefcios fiscais relativos iseno ou reduo de impostos;. Que, no decorrer do ano-calendrio, tenham efetuado pagamentos mensal por estimativa ou tenham reduzido ou suspendido o pagamento mensal por estimativa, mediante levantamento do balano ou balancete especfico para esse fim; Que explorem as atividades de prestao cumulativa e contnua de servios de assessoria de crdito, seleo e riscos, administrao de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditrios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestao de servios (factoring). Nota: 1 As pessoas jurdicas que no se enquadrarem nas hipteses acima podero optar, por ocasio do pagamento do imposto correspondente ao 1 trimestre do ano-calendrio em vigor, pela tributao com base no lucro presumido. 2 considera-se receita bruta total, para fins de determinao do limite referido, o somatrio: a) receita bruta total; b) demais receitas