consumidores do século xxi, cidadãos do xvii

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Consumidores do século XXI, cidadãos do XVII. Consumo e Cidadania. Tese de Canclini. Regras abstratas da democracia e as diferentes formas de participação coletivas em espaços públicos perdem força frente a respostas do consumo privado de bens e dos meios de comunicação de massa. - PowerPoint PPT Presentation

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  • Consumidores do sculo XXI, cidados do XVIIConsumo e Cidadania

  • Tese de CancliniRegras abstratas da democracia e as diferentes formas de participao coletivas em espaos pblicos perdem fora frente a respostas do consumo privado de bens e dos meios de comunicao de massa

  • Crticos da globalizao (perspectivas)No a falta mas o excessoCultura do efmeroObsolescncia peridica

  • Vamos nos afastando da poca em que as identidades se definiam por essncias a-histricas: atualmente configuram-se no consumo, dependem daquilo que se possui, ou daquilo que se pode chegar a consumir. As transformaes constantes nas tecnologias de produo, no desenho de objetos, na comunicao mais extensivos ou intensivos entre sociedades e do que isto gera na ampliao de desejos e expectativas- e do que isto gera na ampliao de desejos e expectadores tornam instveis as identidades fixadas em repertrios de bens exclusivos de uma comunidade tnica ou nacional. (CANCLINI, 1999,p.39)

  • Consumidor Internacional Os objetos perdem a relao de fidelidade com os territrios originrios. A cultura um processo de montagem multinacional, uma articulao flexvel de partes, uma colagem de traos que qualquer cidado de qualquer pas, religio e ideologia pode ler e utilizar.p. 41

  • GlobalizaoMelhor definio do que venha a ser globalizaoA Morte da Princesa Diana. Uma princesa inglesa com um namorado egpcio tem um acidente de carro dentro de um tnel francs, num carro alemo com motor holands, conduzido por um belga, bbado de whisky escocs, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa acidentada foi tratada por um mdico americano, que usou medicamentos brasileiros.E isto enviado a voc por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates), e, provavelmente, voc est lendo isso em um computador genrico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fbrica em Singapura, transportado em caminhes conduzidos por indianos, roubados por indonsios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a voc por judeus, atravs de uma conexo paraguaia. Isto , caros amigos, GLOBALIZAO!!!

  • Objetos e seus efeitos Os objetos perdem a relao de fidelidade com os territrios originrios. A cultura um processo de montagem multinacional, uma articulao flexvel de partes, uma colagem de traos que qualquer cidado de qualquer pas, religio e ideologia pode ler e utilizar.p. 41Modificao na relaes econmicas e reflexo no comportamento dos indivduosMundo de oportunidadesChances aparentemente infinitas

  • Consumo como identidadeCidadania: pertencimento a redes sociais, MAS, redes ocupadas pelo consumo

    Para vincular o consumo com a cidadania, e vice-versa, preciso desconstruir as concepes que julgam os comportamentos dos consumidores predominantemente irracionais e as que somente vem os cidados atuando em funo da racionalidade dos princpios ideolgicos.p. 45

  • Nova estrutura de mundo

  • O consumo serve para pensar, pois quando selecionamos os bens e nos apropriamos deles, definimos o que consideramos publicamente valioso, bem como os modos com que nos integramos e nos distinguimos na sociedade, com que combinamos o pragmtico e o aprazvel.p.45

    CONTUDO..

  • se cidado no tem a ver apenas com os direito reconhecidos pelos aparelhos estatais para os que nasceram em um territrio, mas tambm com as prticas sociais e culturais que do sentido de pertencimento.p. 46Nova relao do indivduo com o Estado-naoViso Clssica:Direitos civisDireitos sociaisDireitos polticos

  • Nova CidadaniaCidadania ambientalCidadania racialCidadania de gneroCidadania cultural

    Mas

  • Por qual motivo uma nova cidadania?Estado no d mais conta das necessidades dos indivduos:Desiludidos com as burocracias estatais, partidrias e sindicais, o pblico recorre rdio e televiso para conseguir o que as instituies cidads no proporcionam: servios, justia, reparaes ou simples ateno. No possvel afirmar que os meios de comunicao de massa com ligao direta via telefone, ou que recebem os espectadores em seus estdios, sejam mais eficazes que os rgos pblicos, mas fascinam porque escutam e as pessoas sentem que no preciso se ater a adiamentos, prazos, procedimentos formais que adiam ou transferem as necessidades (...) A cena de televiso rpida e parece transparente; a cena institucional lenta e suas formas (precisamente as formas que tornam possvel a existncia de instituies) so complicadas at a opacidade que gera o desespero.p. 50

  • Estado no d conta das necessidades sociais Ento

  • Mas.

  • consumir tambm se pensa, se reconhece e reelabora o sentido social

  • Em outros termos, devemos nos perguntar se ao consumir no estamos fazendo algo que sustenta, nutre e, at certo ponto, constitui uma nova maneira de ser cidado.p. 55

  • Existem formas de solidariedade poltica nacional e transnacional, como a de movimentos ecolgicos e organizaes no-governamentais, apropriadas ao exerccio da cidadania em um mundo globalizado. Mas as massas e at os setores politizados sentem pouca atrao por estas estruturas internacionais. o que revela a baixa participao na eleies para o parlamento europeu em 1994 e a escassa repercusso que tm nas agendas de movimentos sociais e partidos polticos nacionais os projetos de integrao latino-americana.p. 63

  • Reinveno das polticas:

    A clssica definio socioespacial de identidade, referida a um territrio particular, precisa ser completada com uma definio sociocomunicacional. Tal reformulao terica deveria significar, no nvel das polticas identitrias (ou culturias), que estas, alm de se ocuparem do patrimnio histrico, desenvolvam estratgias a respeito dos cenrios informacionais e comunicacionais onde tambm se configuram e renovam as identidades.p. 59-60

  • Os debates de interesse pblico e a construo de alternativas deviam ser feitas (tambm) nos meios eletrnicos onde as maiorias se informam.

  • BibliografiaCANCLINI, Nstor Garcia. Consumidores e Cidadaos: conflitos multiculturais da globalizacao. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1999.