CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S.A. CENTRAIS ELÉTRICAS ?· CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S.A. CENTRAIS…

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<ul><li><p> CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S.A. CENTRAIS ELTRICAS DO NORTE DO BRASIL S.A. ELETRONORTE FURNAS CENTRAIS ELTRICAS S.A. Aproveitamento Hidreltrico Colder Rio Teles Pires MT. Estudo de Impacto Ambiental EIA Volume II Captulos 6.0 ao 8.0 Janeiro de 2009. </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p> CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S.A. CENTRAIS ELTRICAS DO NORTE DO BRASIL S.A. ELETRONORTE FURNAS CENTRAIS ELTRICAS S.A. Aproveitamento Hidreltrico Colder 300 MW Rio Teles Pires MT. Estudo de Impacto Ambiental EIA </p><p>NDICE 6.0 DEFINIO DAS REAS DE INFLUNCIA DO EMPREENDIMENTO .............................1 7.0 DIAGNSTICO AMBIENTAL DA REA DE ABRANGNCIA REGIONAL......................5 7.1 Aspectos Fisiogrficos da Bacia Hidrogrfica do rio Teles Pires ......................................................5 7.1.1 Aspectos climatolgicos ..................................................................................................................7 7.1.2 Aspectos geolgicos ......................................................................................................................12 7.1.3 Aspectos geomorfolgicos.............................................................................................................22 7.1.4 Aspectos pedolgicos ....................................................................................................................27 7.2 Meio Bitico.....................................................................................................................................29 7.2.1 Domnios na rea de Abrangncia Regional (AAR).....................................................................29 7.2.2 Cobertura vegetal da AAR ............................................................................................................34 7.2.3 Fauna silvestre da AAR.................................................................................................................41 7.2.4 Ictiofauna e o ecossistema aqutico na AAR ................................................................................44 7.3 Meio Antrpico ................................................................................................................................46 7.3.1 Formao histrica regional ........................................................................................................47 7.3.2 Perfil demogrfico e econmico ...................................................................................................57 7.3.3 Hierarquia da rede urbana regional.............................................................................................62 7.3.4 Assentamentos rurais ....................................................................................................................65 7.4 reas Protegidas na AAR ................................................................................................................67 7.4.1 Unidades de conservao (UC) ....................................................................................................67 7.4.2 Terras indgenas (TIs) e comunidades tradicionais......................................................................70 7.5 Programas e Projetos Co-localizados ...............................................................................................74 8.0 DIAGNSTICO AMBIENTAL DA REA DE INFLUNCIA INDIRETA...........................81 8.1 Meio Fsico.......................................................................................................................................81 8.1.1 Caracterizao climtica ..............................................................................................................81 8.1.2 Substrato litoestrutural .................................................................................................................90 8.1.3 Relevo............................................................................................................................................93 8.1.4 Solos ..............................................................................................................................................98 8.1.5 Unidades de terrenos ....................................................................................................................99 8.1.6 Aqferos .....................................................................................................................................103 8.1.7 Sismicidade .................................................................................................................................106 8.1.8 Hidrografia e qualidade da gua................................................................................................107 8.1.9 Patrimnio paleontolgico..........................................................................................................110 </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>8.2 Meio Bitico...................................................................................................................................111 8.2.1 Cobertura vegetal........................................................................................................................111 8.2.2 Desflorestamento na AII..............................................................................................................118 8.2.3 Fauna terrestre............................................................................................................................119 8.2.4 Ictiofauna e o ecossistema aqutico na rea de Influncia Indireta ..........................................130 8.3 Meio Antrpico ..............................................................................................................................141 8.3.1 Aspectos Gerais...........................................................................................................................142 8.3.2 Caracterizao territorial e demogrfica ...................................................................................143 8.3.3 Economia regional ......................................................................................................................161 8.3.4 Finanas pblicas .......................................................................................................................185 8.3.5 Infra-estrutura urbana fsica e social (nveis de atendimento) ...................................................189 8.3.6 Sade Pblica..............................................................................................................................207 8.3.7 Problemas municipais .................................................................................................................210 8.3.8 Sociedade civil ............................................................................................................................211 8.3.9 Estrutura institucional para gesto ambiental............................................................................213 8.3.10 Patrimnio arqueolgico, histrico e cultural..........................................................................214 </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 1 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>6.0 Definio das reas de Influncia do Empreendimento A delimitao das reas de influncia um aspecto bsico na conduo dos Estudos de Impacto Ambiental. Na prtica, tal procedimento constitui-se na definio das unidades espaciais de anlise adotadas nos estudos, norteando no apenas a elaborao do diagnstico ambiental, mas tambm a avaliao dos impactos ambientais potencialmente decorrentes do planejamento, da implantao e da operao do empreendimento. O diagnstico ambiental da regio de abrangncia do AHE Colder, desenvolvido nos Captulos 7.0, 8.0 e 9.0, tem como objetivo viabilizar uma compreenso sistmica dos diversos componentes dos meios fsico, bitico e antrpico, facilitando a identificao de suas inter-relaes e a dinmica dos processos de transformao em curso. Atendendo a essa diretriz geral, o diagnstico ambiental est estruturado pelo sistema de aproximaes sucessivas, ou seja, analisam-se, em primeiro lugar, todos os aspectos de interesse na escala regional (rea de Abrangncia Regional AAR e rea de Influncia Indireta - AII), de forma a contextualizar e facilitar, em uma segunda instncia, a anlise mais detalhada no nvel local (rea de Influncia Direta AID e rea Diretamente Afetada - ADA). Em atendimento ao item 4 do Termo de Referncia para elaborao do EIA/RIMA do AHE Colder emitido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso em janeiro de 2008, foram adotados trs nveis ou unidades espaciais de anlise, nas quais os componentes ambientais dos meios fsico, bitico e antrpico so tratados em escalas diferenciadas. As unidades de anlise e os critrios de delimitao so indicados a seguir: </p><p>rea de Abrangncia Regional (AAR) A rea de Abrangncia Regional (AAR) a unidade de anlise mais ampla sob o aspecto geogrfico, sendo objeto de caracterizao geral e sinttica dos componentes ambientais. No EIA, a caracterizao da AAR objetiva fornecer elementos para a visualizao geral do contexto scio-ambiental da bacia hidrogrfica do rio Teles Pires, na qual o empreendimento proposto. Nessa perspectiva, para a caracterizao dos componentes ambientais dos meios fsico e bitico, os limites da AAR coincidem com os limites fsicos da bacia hidrogrfica do rio Teles Pires, abrangendo desse modo rea de 141.905 km2. </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 2 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>A caracterizao dos componentes ambientais do meio scio-econmico tem tambm como referncia os limites geogrficos da bacia. Todavia, as informaes de base estatstica disponibilizadas pelos rgos e fontes oficiais encontram-se consolidadas por regies de planejamento ou por municpio, cujos limites no coincidem com os contornos da bacia hidrogrfica. Tal aspecto justifica, para o diagnstico do meio antrpico, a delimitao de unidade de anlise mais ampla, que engloba o territrio de 35 municpios dos estados do Mato Grosso e do Par situados total ou parcialmente na bacia hidrogrfica do rio Teles Pires, conforme listado na Tabela 6.0.a. Tabela 6.0.a rea de Abrangncia Regional do Meio Scio-Econmico - Municpios situados na bacia do rio Teles Pires </p><p>Estado Municpios </p><p>Mato Grosso </p><p>Alta Floresta Apiacs Carlinda Cludia Colder Guarant do Norte Ipiranga do Norte* Itaba Juara Lucas do rio Verde Marcelndia Matup Nobres Nova Brasilndia Nova Cana do Norte Nova Guarita Nova Monte Verde </p><p>Nova Mutum Nova Santa Helena Nova Ubirat Novo Mundo Paranata Paranatinga Peixoto de Azevedo Planalto da Serra Rosrio D'Oeste Santa Rita do Trivelato Sinop Sorriso Tabapor Tapurah Terra Nova do Norte Vera </p><p>Par Jacareacanga Novo Progresso Nota: *municpio desmembrado de Tapurah e instalado em 1 de janeiro de 2005. A Figura 6.0.a representa a AAR adotada para caracterizao dos meios fsico e bitico (limites fsicos da bacia hidrogrfica do rio Teles Pires) e do meio antrpico (limites polticos dos municpios drenados pelo rio Teles Pires e afluentes). Deve-se registrar que a seleo dos municpios foi efetuada a partir da malha municipal digital dos municpios brasileiros de 20071. Municpios como Porto dos Gachos (MT), Primavera do Leste (MT) e Itaituba (PA) possuem pores muito restritas dos seus territrios no interior da bacia hidrogrfica do rio Teles Pires, o que justifica e excluso desses municpios da rea de Abrangncia Regional. A representao cartogrfica da AAR efetuada preferencialmente na escala de 1:2.000.000. </p><p> 1 Disponvel em ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/malhas_digitais/ </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 3 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p> rea de Influncia Indireta (AII) A rea de Influncia Indireta (AII) definida em funo da susceptibilidade potencial aos impactos indiretos decorrentes de aes de planejamento, implantao e operao do empreendimento, abrangendo os sistemas naturais e o sistema scio-econmico. O Termo de Referncia para elaborao do EIA/RIMA do AHE Colder estabelece que a AII deve considerar parte da bacia hidrogrfica. Considerando tal diretriz, foram definidos diferentes contornos para AII, sendo um para os meios fsico e bitico e outro para o meio scio-econmico. Para os meios fsico e bitico foi estabelecido como AII o setor intermedirio da bacia do rio Teles Pires limitado a montante pelo eixo do aproveitamento do TPR-775 (AHE Sinop), previsto no Estudo de Inventrio aprovado pela ANEEL (ENGEVIX-ELETRONORTE/FURNAS/ELETROBRAS, 2005), e a jusante pela foz do ribeiro guia no rio Teles Pires. A rea total da AII dos meios fsico e bitico de 3.633,03 km2. Em conformidade com as diretrizes constantes no Termo de Referncia para elaborao do EIA/RIMA, a AII de meio antrpico compreende o territrio dos municpios afetados pelo empreendimento, caso de Itaba, Nova Cana do Norte, Colder e Cludia. Integra tambm a AII o municpio de Sinop, que embora no afetado diretamente pelo empreendimento, constitui reconhecido plo da regio norte do estado do Mato Grosso. A rea total da AII do meio scio-econmico de 9.488,18 km2. A Figura 6.0.b representa os limites das reas de influncia indireta adotadas. A representao cartogrfica efetuada na escala 1:250.000. rea de Influncia Direta (AID) e rea Diretamente Afetada (ADA) A rea de Influncia Direta (AID) e a rea Diretamente Afetada (ADA) so unidades de anlise caracterizadas e analisadas de forma conjunta no Captulo 9.0 do EIA. A AID constitui o espao sujeito aos impactos diretos decorrentes da implantao e operao do empreendimento. Engloba para a anlise dos componentes dos meios fsico, bitico e antrpico, a rea de inundao do reservatrio, referenciada pela cota do nvel dgua mximo maximorum (cota 268,5 m), acrescida de uma largura de 1.000 metros, o que garante o envolvimento da rea Diretamente Afetada (ADA). Esta ltima constitui o espao diretamente afetado pelas obras e pelo reservatrio, o que inclui, alm da rea de inundao, o espao destinado a implantao do canteiro administrativo e industrial e outras reas de apoio. A AID composta ainda pelo trecho de 10 quilmetros do rio Teles Pires compreendido entre o eixo do AHE Colder e a foz do ribeiro da guia. Nesse setor, a AID envolve faixa de 1.000 metros de largura ao longo de cada uma das margens do rio Teles Pires, o que garante amplamente o envolvimento das reas marginais e do segmento fluvial imediatamente a jusante do aproveitamento hidreltrico. </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 4 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>Apresentado no Captulo 9.0, o diagnstico ambiental da AID e da ADA tem como referncia um amplo conjunto de informaes obtidas em levantamentos de campo desenvolvidos entre setembro de 2007 e dezembro de 2008. A rea total da AID de 596,1 km2. Considerando o reservatrio, a rea do eixo do barramento, bem como as reas de apoio, a rea da ADA totaliza 140,63 km2. A representao cartogrfica geral efetuada na escala 1:50.000. A Figura 6.0.c ilustra a abrangncia e configurao espacial da ADA e da AID. </p><p> A Tabela 6.0.b resume as abordagens adotadas para cada unidade. Tabela 6.0.a Contedos abordados nas unidades de anlise, nveis de abrangncia e escalas de representao cartogrfica do diagnstico ambiental </p><p>Unidades de Anlise Meios Abordagem Adotada </p><p>Escala cartogrfica </p><p>Meio fsico Fisiografia da bacia do rio Teles Pires; Meio bitico Aspectos biogeogrficos; </p><p>AAR Meio antrpico </p><p>Histrico de ocupao regional, perfil scio demogrfico e econmico e redes urbanas; Terras Indgenas e etnias existentes na bacia do rio Teles Pires; </p><p>1:2.000.000 </p><p>Meio fsico </p><p>Aspectos climatolgicos; Recursos hdricos superficiais; Recursos hdricos subterrneos; Substrato rochoso; Tipos de relevo e de solos; Tipos de terrenos; Recursos minerais; </p><p>Meio bitico Vegetao natural e remanescente; Fauna terrestre; Ictiofauna; </p><p>AII </p><p>Meio antrpico </p><p>Aspectos demogrficos; Atividades econmicas; Infra-estrutura fsica e social; Arqueologia; </p><p>1:250.000 </p><p>Meio fsico Tipos de terrenos; Qualidade da gua; Caractersticas geotcnicas; </p><p>Caracterizao florstica e fitossociolgica da vegetao na AID </p><p>Meio bitico Cobertura vegetal remanescente; Fauna terrestre; Biota aqutica: ictiofauna, plncton, bentos e macrfitas aquticas; </p><p>AID e ADA </p><p>Meio antrpico </p><p>Padro fundirio; Populao; Infra-estrutura; Uso e ocupao do solo; Atividades produtivas; </p><p>1:50.000 </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 5 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>7.0 Diagnstico Ambiental da rea de Abrangncia Regional 7.1 Aspectos Fisiogrficos da Bacia Hidrogrfica do rio Teles Pires Situada entre 710 e 1445 de latitude sul e 5345 e 5810 de longitude oeste, a bacia hidrogrfica do rio Teles Pires abrange setores territoriais dos estados do Par e principalmente do estado do Mato Grosso, totalizando uma rea de drenagem de 141.905 km2. A bacia est situada ainda entre as bacias dos rios Juruena, a oeste, e Xingu, a leste. Em conjunto com o rio Juruena, que tambm drena importante poro territorial do estado do Mato Grosso, o rio Teles Pires forma o rio Tapajs, um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas. As cabeceiras do rio Teles Pires esto situadas na poro central do estado do Mato Grosso, na regio da localmente denominada Serra Azul, no contexto do conjunto morfoescultural formado pelas unidades de relevo Provncia Serrana e Depresso de Cuiab-Paranatinga, conforme individualizao geomorfolgica do IBGE (Mapa de Unidades de Relevo do Brasil IBGE, 2006). Trata-se, na prtica, de regio de planaltos elevados sustentados pelos dobramentos da Faixa Paraguai-Araguaia, com cotas altimtricas de at 800 metros que, alm das cabeceiras dos rios formadores do Teles Pires, engloba tambm as nascentes dos formadores do rio Xingu, do rio Arinos e do rio Cuiab, este ltimo contribuinte do rio Paraguai. Com base nas caractersticas da rede de drenagem e nas variaes hipsomtricas, a bacia pode ser compartimentada em trs setores principais, denominados no presente EIA como o alto, mdio e baixo curso (Figura 7.1.a). A partir da regio das cabeceiras, o rio desenvolve percurso na direo NNW, por cerca de 1.600 km, at a sua confluncia com o rio Juruena, em altitude de 95 metros, onde, conforme registrado anteriormente ocorre a formao do rio Tapajs. A zona denominada Alto Curso estende-se das nascentes at a confluncia com o rio Verde, na regio do municpio de Sinop. Nesse trecho de aproximadamente 710 quilmetros, o canal principal da bacia (rio Teles Pires) recebe contribuies dos rios Moroc, Celeste, dos Gachos e Caiabi. A rea de contribuio de 34.414 km2 e abrange setor do estado do Mato Grosso caracterizado pela intensa ocupao agrcola, favorecida em parte pela condio topogrfica do Planalto dos Parecis, marcado por formas suaves. Assim como o prprio rio Teles Pires, os principais afluentes do seu alto curso desenvolvem tambm percurso na direo NNW, posicionando-se paralelamente ao canal principal da bacia (Figura 7.1.a). </p></li><li><p>ANDRADE GUTIERREZ ELETRONORTE </p><p>FURNAS </p><p>AHE Colder 300 MW 6 Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Volume II </p><p>J o Mdio Curso compreende o setor da bacia situado entre a foz do rio Verde e a foz do rio So Benedito, cuja confluncia com o rio Teles Pires ocorre j em trecho s