construcoes em paineis de eps

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CONSTRUES EM PAINIS DE EPS 1. CARACTERSTICAS TCNICAS EPS a sigla internacional do Poliestireno Expandido de acordo com a definio da norma DIN ISO-1043/78. um plstico celular rgido, derivado do petrleo atravs da polimerizao do estireno em gua, constituindo-se em uma espuma termoplstica, classificada como material rgido tenaz. No estado compacto, o poliestireno expandido um material rgido, incolor e transparente. Na polimerizao, o pentano hidrocarboneto que entra em ebulio temperatura ambiente -, utilizado como elemento expansivo. Para melhorar as propriedades do poliestireno, particularmente sua resistncia ao fogo, outros aditivos so acrescentados na fase de polimerizao, apresentando-se, ento o material sob forma granulada, de aspecto vtreo. Para obteno dos blocos de EPS, o material submetido ao de vapor saturado, produzindo uma expanso dos grnulos de poliestireno vtreo em cerca de 20 a 50 vezes o volume inicial, obtendo-se ento os diferentes tipos. A espuma termoplstica resultante contm 98% de ar e 2% em volume de matria slida na forma de poliestireno, o que garante ao EPS suas propriedades fsicas peculiares, de extrema leveza e de excelente isolao termo acsticas. Foi descoberto em 1949 pelos qumicos Fritz Stastny e Karl Buchholz na Alemanha. No Brasil conhecido como Isopor, marca registrada da Knauf, que designa comercialmente os produtos de poliestireno expandido comercializados por ela. So fabricados sete diferentes tipos de EPS, cujas propriedades bsicas tm os seguintes valores:PROPRIEDADES NORMA Mtodo Ensaio Unid. TIPO 1 Kg/m Kg/m W/m.K 10,0 9,0 33 50 25 TIPO 2 12,0 11,0 42 60 30 TIPOS DE EPS TIPO 3 14,0 13,0 0,042 65 120 60 TIPO 4 18,0 16,0 0,039 80 160 80 TIPO 5 22,5 20,0 0,037 110 220 110 TIPO 6 27,5 25,0 0,035 145 275 135 TIPO 7 32,5 30,0 0,035 165 340 170

Densidade Aparente Nominal Densidade Aparente Mnima Condutividade Trmica Mxima (23C) Tenso por Compresso com deformao de 10% Resistncia Mnima Flexo Resistncia Mnima ao Cisalhamento Flamabilidade (se Material Classe F)

NBR 11 949 NBR 11 949 NBR 12094 NBR 8082 ASTMC203 EM-12090 NBR 11948

kPa kPa kPa

Material Retardante Chama

A identificao destes tipos feita atravs de etiquetas de identificao, com o selo da Abrapex em marca d gua, da seguinte forma: TIPO 1 (9 10kg/m) e TIPO 2 (11- 12kg/m) + Classe Tarja Verde ou Tarja Vermelha (se for retardante chama) TIPO 3 (13 14kg/m) e TIPO 4 (16 - 18kg/m) Tarja Azul ou Tarja Vermelha (se for retardante chama) TIPO 5 (20 22,5kg/m), TIPO 6 (2527,5kg/m) e TIPO 7 (25 31,5kg/m) Tarja Preta ou Tarja Vermelha (se for retardante chama). A composio qumica do poliestireno expandido mostra que a combusto do material, por ser um simples hidrocarboneto, no provoca emisso de gases txicos, como acontece com outros plsticos, no contendo e no produzindo gs CFC ou qualquer outro gs agressivo camada de oznio. Por suas caractersticas tcnicas de baixa condutividade trmica; baixo peso; resistncia mecnica; baixa absoro de gua; absoro de choques; resistncia compresso; resistncia ao envelhecimento; no emitir gases txicos; no produzir gases agressivos camada de oznio da Terra, proporciona muitas vantagens na sua utilizao, como: facilidade de manuseio; versatilidade de formatos e tamanhos; resistncia ao envelhecimento; ser imputrescvel, no mofar, no servir como alimento a micro-organismos.

A maior de suas contribuies dada ao meio ambiente, pois no contamina nem o solo, nem a gua e nem o ar, 100% reciclvel e reaproveitvel. Ao ser reciclado, o EPS pode ser utilizado novamente como matria prima. Aps ter cumprido a sua funo, o material torna-se um resduo. No caso do EPS existem diversas possibilidades para a reduo e o aproveitamento deles.

A indstria do EPS esfora-se continuamente em reduzir a quantidade de matria utilizada no fabrico dos seus produtos, tanto atravs de melhoramentos do material como atravs de formas que otimizam o desempenho. Os produtos de EPS podem ser reutilizados em muitas situaes, como em embalagens especialmente projetadas para suportarem viagens mltiplas. Ao reduzir o peso das embalagens, reduz o peso total da mercadoria transportada, conseqentemente, reduzindo o consumo de combustveis dos veculos de transporte, o impacto do excesso de cargas transportadas sobre as pavimentaes das rodovias e a emisso gs carbnico no meio ambiente. Os resduos provenientes de embalagens industriais e de distribuio so viveis de serem submetidos reciclagem mecnica por se encontrarem limpos. Existem vrias alternativas para este processo de reciclagem: Os resduos so modos e reintroduzidos no processo de fabrico, sendo misturados com material virgem; Os resduos so triturados e misturados com terra. Tal contribui para a drenagem e a areao dos solos; Os resduos triturados tambm contribuem para a areao dos resduos orgnicos, facilitando a sua transformao em composto; O EPS modo com diferentes granulometrias misturado com diversos materiais para produzir materiais de construo, tais como tijolos porosos, rebocos isolantes; Os resduos de EPS so facilmente trabalhados, atravs da desgaseificao, fuso (ou sinterizao) e granulagem do plstico, obtendo-se poliestireno compacto, que pode voltar a ser utilizado como matria prima num sem nmeros de produtos. A reciclagem Qumica trata-se de uma maneira de obter as matrias primas com que so fabricados os plsticos. No aproveitamento energtico, como com todos os plsticos, o EPS contm um alto teor calorfico. Um Kg de EPS contm tanta energia quanto 1,3 litros de combustvel para aquecimento. A utilizao de resduos de EPS como fonte energtica reduz a necessidade de consumir combustveis fsseis, conservando os recursos naturais. As emisses provenientes de combusto do EPS, estas so anlogas s dos outros combustveis vapor dgua, dixido de carbono e quantidades diminutas de cinzas no txicas. Sobre o EPS podemos concluir que: um bom exemplo para o uso eficiente dos recursos naturais; O fabrico e utilizao no comportam nenhum risco para a sade humana nem para o meio ambiente; No danifica a camada de oznio. No utiliza, nem nunca utilizou, no processo de fabrico gases das famlias CFC e HCFC; O processo de fabrico consome pouca energia e no geram resduos;

A utilizao de EPS no isolamento trmico de edifcios proporciona uma poupana notvel de energia; O EPS no constitui substrato para fungos e outros microorganismos; Representa uma pequenssima parte dos resduos slidos urbanos; Encerra um alto poder calorfico, o que o torna propcio para a recuperao energtica atravs da incinerao; No solvel em gua, pelo que no liberta substncia para o ambiente; 100% reciclvel.

2. REFERNCIAS NORMATIVAS NBR 11752 Materiais celulares de poliestireno para isolamento trmico na construo civil e cmaras frigorficas. NBR 7973 Determinao de absoro de gua Mtodo de ensaio. NBR 8081 Permeabilidade ao vapor d gua Mtodo de ensaio. NBR 8082 Resistncia compresso Mtodo de ensaio. NBR 10411 Inspeo e amostragem de isolantes trmicos Procedimento. NBR 11948 Ensaio de Flamabilidade Mtodo de ensaio. NBR 11949 Determinao da massa especfica aparente. Mtodo de ensaio. NBR 12094 Determinao da condutividade trmica Mtodo de ensaio. ASTM C-203 Test method for breaking load and flexural properties of block-type thermal insulation. 3. APLICAES Por sua baixa condutividade trmica e leveza, o EPS sempre esteve relacionado ao conforto ambiental, nos isolamentos trmicos e acsticos em paredes e lajes, aliado a diversos processos de impermeabilizao, de nivelamento de lajes e tratamento de juntas de dilatao. Indicado para o preenchimento de vazios, especialmente em painis e lajes industrializados, pode tambm ser empregado como concreto leve, como aterro estvel em solos frgeis com ampla aplicao na engenharia rodoviria, como dreno de grande eficincia, painis divisrios, fachadas contnuas, painis autoportantes, blocos vazados, forma para colunas. Por suas caractersticas tcnicas, onde leveza, facilidade de manuseio e versatilidade se aliam boa resistncia mecnica e compresso, capacidade de absoro de choques, baixo envelhecimento, baixa condutividade trmica e absoro de gua, e considerando a necessidade de construes sustentveis, que faam uso racional da energia, o EPS vem sendo apontado como um produto estratgico.

3.1 ISOLAMENTOS TRMICOS E ACSTICOS Em edificaes trreas a superfcie de exposio ao calor ou frio tem 70% da troca de calor atravs do telhado. Em sobrados, em mdia de 50%. Quem pretende projetar ou construir com resultados confortveis e de econmica de energia com ar condicionado deve sempre pensar no isolamento trmico da cobertura. Em climas de variaes muito grandes em relao s temperaturas de conforto o mesmo cuidado deve ser tomado tambm com as paredes. O EPS pode sempre ser fornecido em placas nas espessuras adequadas a um bom isolamento trmico ou qualquer outra determinada pelo consumidor, facilitando bastante seu manuseio e aplicao.

O isolamento trmico de telhados pode ser feito diretamente sob as telhas. Neste caso h diferentes posies de acordo com o processo construtivo usado, tipo de telha ou at para telhado j concludo.

a) Telhado de fibrocimento Colocam-se as placas de EPS em dimenses adequadas, juntamente com as telhas, sobre as teras ou entre elas. Usa-se como apoio fios de arame esticados transversalmente as teras e fixados nelas.

Por suas caractersticas fsicas e de alta resistncia mecnica relacionada com baixo coeficiente de condutividade trmica (0,030 a 0,034 w/m C) e baixo ndice de absoro de gua, tornam o EPS o mais indicado para o isolamento trmico de coberturas planas ou telhados.

ESPESSURAS MNIMADA DA PLACA RECOMENDADA PARA ISOLAMENTO DE TELHADO Zona Quente Sem ar condicionado ESPESSURA PLACA 5 a 7 cm Zona Quente Zona Fria Com ar condicionado 5 a 12 cm 5 a 15 cm

b) Telhado de telhas cermicas, de concreto ou ardsia Colocam-se as placas de EPS com juntas verticais sobre os caibros, se possvel