Construção de Cenários para o Setor Hospitalar: Um Estudo ... ?· Construção de Cenários para…

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<p> 1 </p> <p>Construo de Cenrios para o Setor Hospitalar: Um Estudo no Estado de So Paulo </p> <p>Paulo Csar Gonalves </p> <p>Joo Maurcio Gama Boaventura </p> <p>Benny Kramer Costa Fabio Martins Marques </p> <p> Centro Universitrio Nove de Julho - UNINOVE </p> <p>RESUMO </p> <p>O objetivo deste estudo a construo de cenrios prospectivos para o setor hospitalar no Estado de So Paulo considerando o perodo de 2006 a 2015. Trata-se de um estudo exploratrio, com abordagem qualitativa, em que a coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com especialistas pertencentes a distintos grupos de stakeholders do setor e consulta a dados secundrios. O mtodo empregado possibilitou a identificao e classificao de variveis que podero influenciar o setor hospitalar no Estado durante o perodo. Essas variveis originaram-se de diferentes grupos de stakeholders e elementos do macroambiente. O mtodo empregado tambm permitiu a seleo de variveis-chave para compor os cenrios, nos quais, destacaram-se a destinao de verbas para o setor de sade e o poder aquisitivo da populao como condio para o acesso aos servios hospitalares. A partir da considerao de diferentes comportamentos dessas variveis, foi possvel, ento, a construo de quatro cenrios futuros para o setor hospitalar no Estado de So Paulo entre 2006 e 2015. </p> <p>Palavras-chave: Cenrios. Estratgia. Stakeholders. Setor Hospitalar. </p> <p>1. INTRODUO As profundas modificaes ocorridas no ambiente dos negcios, sobretudo, nas ltimas dcadas, tm obrigado os administradores a acompanhar e entender uma mltipla srie de aspectos, que vo desde mudanas no comportamento dos consumidores at tendncias do mercado internacional. </p> <p> Neste contexto, os servios prestados pelas instituies hospitalares tm passado por mudanas nos ltimos anos, onde fatores como o aumento da oferta de servios, a rpida inovao tecnolgica, o maior nvel de exigncia dos pacientes, o aumento da inflao no setor, entre outros, tm influenciado o panorama setorial (MALIK e PENA, 2004). </p> <p>Essa situao, cujas transformaes dos diversos segmentos da sociedade ocorrem cada vez de forma mais rpida e inesperada, demanda que os gestores hospitalares conheam e entendam quais aspectos futuros podero influenciar o desenvolvimento dos negcios. A explorao de alternativas, nas quais esses gestores criem imagens do futuro por intermdio de um pensamento prospectivo, torna a utilizao da metodologia de construo de cenrios uma importante ferramenta no auxlio das definies e aes estratgicas. </p> <p>A despeito dessa importncia, o setor hospitalar no Brasil no fornece indcios do uso de estudos do futuro, mais precisamente no que tange a utilizao de tcnicas de cenrios no desenvolvimento de sua gesto. Diante da situao, a construo de cenrios pode ser utilizada como uma ferramenta eficaz que possibilita a diminuio dos impactos negativos </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 2 </p> <p>das mudanas, por intermdio do entendimento dos possveis desdobramentos que o futuro do setor pode apresentar. </p> <p> Assim, o presente estudo tem como objetivos descrever possveis cenrios futuros e identificar as principais tendncias e incertezas que se apresentam para o setor hospitalar no Estado de So Paulo no perodo de 2006 a 2015. </p> <p>2. FUNDAMENTAO TERICA O referencial terico para o desenvolvimento do presente trabalho encontra fundamentos nos campos de Estudos do Futuro, Anlise de Stakeholders e Anlise do Ambiente Empresarial. </p> <p>2.1. ESTUDOS DO FUTURO E CENRIOS </p> <p> O interesse do homem em conhecer o futuro acompanha a humanidade desde seus primrdios e a despeito desse interesse ser percebido desde pocas to longnquas, o campo de investigao conhecido como Estudos do Futuro surgiu somente h quase cinqenta anos. </p> <p>Vrios autores, a exemplo de Masini (2002), consideram que os estudos do futuro iniciaram-se na dcada de 1960, quando, aps o impacto da Segunda Guerra Mundial, estudiosos e pesquisadores interessaram-se em estudar o futuro em um nvel global. </p> <p> Dentre as tcnicas de estudos do futuro, a utilizao de cenrios apresenta-se como uma das mais utilizadas. Slaughter (2002) considera a tcnica de cenrios uma das mais produtivas e duradouras de todas as ferramentas desse campo de estudo. </p> <p> Diversas definies de cenrios podem ser verificadas na literatura. Por exemplo, Schwartz (2000, p. 16) define cenrios como um conjunto de histrias escritas ou faladas, sendo construdas delicadamente ao redor de enredos que destacam com ousadia os elementos significativos do cenrio mundial. </p> <p> Os cenrios alternativos, conforme Schwartz (2000), originaram-se aps a Segunda Guerra Mundial como um mtodo de planejamento militar, na qual a Fora Area dos EUA tentou imaginar quais seriam as aes de seus oponentes, traando estratgias alternativas. </p> <p>O conceito de cenrios como ferramenta empresarial foi aprimorado nos anos de 1960 por Herman Kahn, que fizera parte do grupo da Fora Area dos E. U. A. Na dcada de 1970 o uso de cenrios tomou uma nova proporo, com Ian Wilson, da General Electric e Pierre Wack, da Shell que redefiniram o seu emprego como ferramenta de auxilio no planejamento empresarial. Os cenrios desenvolvidos por Wack e Newland na Shell marcam a primeira histria de sucesso e reconhecimento mundial no uso desta tcnica no mbito empresarial. </p> <p>O resultado positivo alcanado pela Shell ao enfrentar a crise do petrleo incrementou a utilizao da tcnica de cenrios no mundo empresarial. Conforme Ringland (1998), na dcada de 1970, uma grande parcela das 1.000 maiores companhias (classificadas pela revista Fortune) adotaram a tcnica de cenrios. Essa euforia, porm, foi reduzida na dcada de 1980 em funo de falhas na previso de eventos importantes. </p> <p>A partir da dcada de 1990, a utilizao de cenrios foi retomada. Mason (1994) argumenta que a volta pelo seu interesse decorre do fato das grandes corporaes precisarem enfrentar mudanas que ocorrem em um ritmo acelerado, cujos modelos mentais baseados somente nas experincias passadas dos gestores no se mostram eficientes. </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 3 </p> <p> Quanto a sua classificao, conforme a literatura, os cenrios podem ser distinguidos em dois nveis de abrangncia: Cenrios de Primeira e Segunda Gerao. Os cenrios de primeira gerao correspondem aos cenrios ambientais ou industriais que representam a forma dos gestores entenderem os desdobramentos do ambiente econmico e sua repercusso no ambiente empresarial; e com base nos cenrios ambientais desdobram-se os cenrios de segunda gerao, destinados tomada de deciso GEORGANTZAS E ACAR (1995). </p> <p> As definies encontradas para cenrios de primeira e segunda gerao levam a concluso de que os cenrios de primeira gerao destinam-se ao entendimento do ambiente em que as organizaes esto inseridas. Podem ser considerados cenrios exploratrios e serviro de base construo dos cenrios estratgicos ou de segunda-gerao. J os cenrios de segunda gerao destinam-se tomada de deciso particular para cada organizao. </p> <p> A lgica interna dos cenrios tambm representa razo de classificao dos mtodos de construo de cenrios. Dentre elas, podemos citar a Lgica Intuitiva, inicialmente descrita por Pierre Wack e utilizada na Shell e, posteriormente, por Peter Schwartz nas empresas de consultoria SRI International e Global Business Network (GBN). Para Ringland (1998), este mtodo caracteriza-se por buscar meios de mudar o pensamento dos gestores para que possam antecipar e se prepararem para o futuro. Enfatiza a necessidade de criar um conjunto de histrias crveis e coerentes sobre o futuro para testar planos de negcios ou projetos. </p> <p> Segundo Wilson (1998), a Lgica Intuitiva um mtodo intuitivo que provoca os administradores a pensar a respeito das incertezas e possibilidades futuras, sendo, porm, um modelo lgico, formal e disciplinado no uso da informao, anlise e estruturao das tarefas. </p> <p> Vrios so os mtodos de construo de cenrios encontrados na literatura. Podemos destacar como os mais comumente citados os seguintes mtodos: SRI Stanford Research Institute (Ringland, 1998); GBN Global Business Network (Schwartz, 2000); Battele Memorial Institute (Millet, 1992); Future Mapping (Mason, 1994); Anlise Prospectiva (Godet, 2000); CSM Comprehensive Situation Mapping (Georgantzas e Acar, 1995) e DSI Decison Strategies International (Schoemaker, 1992). </p> <p> Cabe destacar que no se pode considerar a existncia de um mtodo ideal, portanto, prudente que as organizaes, que decidam pelo uso de cenrios, selecionem dentre os mtodos existentes aquele que se constitui como o mais adequado s suas necessidades, considerando aspectos como: o segmento a que pertence a empresa, seu estgio em relao estratgia vigente, a facilidade de entendimento e aplicao dos modelos, entre outros. </p> <p>2.2. ANLISE DE STAKEHOLDERS E DO AMBIENTE EMPRESARIAL </p> <p>As organizaes sofrem influncia e influenciam diversos agentes que compem o ambiente em que esto inseridas. Cada vez mais os gestores sentem necessidade de entender quais so essas foras de influncia e como podem interagir com os diferentes agentes, conhecidos na literatura como stakeholders. </p> <p>Diversos autores, entre eles Wood (1990), Weiss (1998) e Frooman (1999), referem-se definio de stakeholders, sugerida por Freeman (1984, p. 25) que amplamente utilizada: stakeholders so indivduos ou grupos que podem influenciar ou serem influenciados pelas aes, decises, polticas, prticas ou objetivos da organizao. </p> <p>A idia central da abordagem de stakeholders que o sucesso das organizaes depende da forma como gerenciam as relaes com os grupos (clientes, fornecedores, comunidades, investidores, etc.) que podem afetar a realizao de seus objetivos (FREEMAN e PHILIPS, 2002). </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 4 </p> <p> Para Freeman (1984), a anlise de stakeholders composta, pelo menos, por dois nveis. No primeiro, analisa as diferenas existentes entre os stakeholders de uma maneira relativamente isolada; e no segundo, tenta integrar os requisitos especficos dos stakeholders em um programa que serve a mltiplos grupos, servindo para o desenvolvimento de estratgias genricas ou estratgias que podero atender mltiplas situaes e diversos stakeholders. </p> <p> Alm da influncia dos stakeholders, o ambiente organizacional tambm pode ser bastante condicionado por fatores ambientais. A anlise desses fatores, constitudos, entre outros, por elementos sociais, econmicos, polticos e tecnolgicos, conhecida como anlise do ambiente. Aguilar (1967) define anlise do ambiente como a busca de informaes sobre eventos e relacionamentos no ambiente externo de uma empresa, que iro auxiliar os executivos principais na tarefa de definir a futura linha de ao da empresa. </p> <p>Para Barbosa (1997), variveis macroambientais podem exercer influncia significativa sobre as oportunidades e operaes das organizaes. O autor classifica estas variveis como: demogrficas, econmicas, concorrnciais, culturais e sociais, polticas, tecnolgicas e legais. Conforme cita o autor, estas foras esto inter-relacionadas, onde qualquer mudana em uma das variveis pode alterar as outras. Seu controle pelas organizaes, tambm, relativo, j que o poder das instituies em influenciar o ambiente externo limitado na maioria das vezes. </p> <p>3. METODOLOGIA Para o desenvolvimento deste estudo, a metodologia de pesquisa adotada foi do tipo </p> <p>exploratria e sua abordagem do tipo qualitativa. A obteno dos dados necessrios sua execuo foi realizada no perodo de julho a novembro de 2006, contemplando os seguintes recursos: (a) dados secundrios, visando obter conhecimentos mais profundos e uma viso mais apurada sobre o setor hospitalar, coletados em revistas, publicaes especializadas, informaes de rgos governamentais, internet, entre outros; (b) entrevistas em profundidade amparadas por um roteiro pr-estabelecido e um questionrio semi-estruturado, com profissionais ligados ao setor hospitalar, e pertencentes a diferentes grupos de stakeholders; e (c) entrevistas estruturadas com os profissionais participantes da etapa anterior e amparada por um questionrio estruturado nas informaes colhidas na fase anterior. </p> <p> O mtodo de construo de cenrios selecionado ao desenvolvimento deste trabalho se baseia na proposio de Boaventura (2005), que conduz gerao das variveis-chave de cenrios com base na aplicao de fundamentos de mtodos j consagrados, da teoria de anlise de stakeholders e da considerao de variveis do macroambiente contendo elementos Sociais, Econmicos, Polticos e Tecnolgicos (SEPT). Trata-se de uma metodologia apoiada no conceito de Lgica Intuitiva e o fluxograma empregado pode ser observado na Figura 1. </p> <p> Figura 1. Fluxograma do mtodo utilizado de Boaventura (2005) </p> <p>Identificao dos stakeholders do setor em estudo e gerao </p> <p>das variveis </p> <p> Construo dos </p> <p>Cenrios </p> <p>Qualificao de importncia e incerteza das </p> <p>variveis </p> <p> Identificao das variveis-chave </p> <p>1 3 4 2 </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 5 </p> <p>1) Identificao dos stakeholders do setor e gerao das variveis do ambiente de estudo </p> <p> Esta etapa objetiva identificar por meio de entrevistas em profundidade com profissionais do setor em estudo, quais so os stakeholders do setor e quais variveis de influncia so originadas por esses stakeholders e por elementos do macroambiente (Sociais, Econmicas, Polticas e Tecnolgicas). </p> <p>2) Qualificao de importncia e incerteza </p> <p> Nesta fase, o objetivo a qualificao das variveis identificadas na fase anterior em relao a dois atributos: sua importncia e sua incerteza. Esta qualificao obtida com uma segunda rodada de entrevistas com os especialistas que devero atribuir conceitos s variveis identificadas na fase anterior, seguindo uma escala pr-estipulada. As variveis selecionadas so as que representam maior importncia no setor em estudo, considerando o conceito de importncia e incerteza desenvolvido por Mitroff e Emshoff (1979) e apresentado na Figura 2, em que: a) as variveis situadas esquerda so descartadas em funo de sua irrelevncia no sistema; b) as variveis situadas na parte direita superior caracterizam tendncias potenciais; c) as variveis situadas na parte direita inferior caracterizam as potenciais incertezas que influenciam o sistema em estudo, porm, no sendo possvel saber se ocorrero. </p> <p> Fonte: Mitroff e Emshoff (1979) </p> <p>Figura 2. Grfico importncia e incerteza </p> <p>3) Identificao das variveis-chave </p> <p> O objetivo desta fase a identificao das variveis-chave do setor. Os especialistas devero atribuir conceitos em relao importncia e dependncia das variveis selecionadas na fase anterior. Com base nos resultados obtidos, elaborado o grfico de influncia x dependncia, que torna possvel identificar as variveis-chave, considerando a classificao proposta por Godet (2000a), conforme apresentado na figura 3 e detalhado a seguir. </p> <p>Certeza </p> <p>Incerteza </p> <p>Menor Importncia </p> <p>Maior Importncia </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 6 </p> <p>Influncia </p> <p>Dependncia </p> <p>1 </p> <p>4 3 </p> <p>2 </p> <p>5 </p> <p>Dependncia mdia </p> <p>Influncia mdia </p> <p>Figura 3. Grfico influncia x dependncia Fonte: Godet (2000a) </p> <p>Setor 1 localizam-se as variveis que explicam e condicionam o sistema. So denominadas variveis de influncia e caracterizam-se por possuir alta influncia e baixa dependncia. </p> <p>Setor 2 localizam-se as chamadas variveis de transmisso, que apresentam grande influncia e dependncia. Aes nestas variveis so retransmitidas para outras variveis. </p> <p>Setor 3 localizam-se as variveis que sofrem influncia das variveis dos setores 1 e 2. So chamadas de variveis resultantes e possuem baixa influncia e alta dependncia. </p> <p>Setor 4 localizam-se as variveis de baixa influncia e dependncia. Essas variveis no so determinantes para o sistema e podem ser excludas da anlise. </p> <p>Setor 5 localizam-se as variveis denominadas meio-termo. So variveis sobre as quais nada pode ser afirmado. </p> <p>4) Construo dos cenrios </p> <p> Com base na classificao das variveis, considerando seu grau de influncia e dependncia no setor em estudo, ento desenvolvida a etapa seguinte que se dedica construo dos cenrios futuros. </p> <p>4. ANLISE DOS RESULTADOS </p> <p>4.1. IDENTIFICAO DOS STAKEHOLDERS </p> <p> Foram convidados a participar desta pesquisa especialistas do setor hospitalar. Como critrio de seleo, levou-se em considerao que estes especialistas pertencessem a diferentes grupos de stakeholders do setor em estudo e que, de preferncia, exercessem atividades de comando nos grupos a que pertenciam. </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 7 </p> <p>O perfil dos especialistas entrevistados correspondeu s seguintes funes: 1) Superintendente Executiva de organizao no-governamental (ONG) voltada rea de sade; 2) Diretor de Relacionamento ao Cliente de empresa de plano de sade; 3) Membro do Conselho de Administrao do Sindicato dos Estabelecimentos em Servios de Sade do Estado de So Paulo; 4) Chefe de Depto. de Sistema de Gesto da Qualidade de hospital privado de grande porte; 5) Gerente Administrativa de hospital privado de grande porte; 6) Gerente Distrital de Contas Corporativas de fabricante de material mdico-hospitalar lder de mercado; 7) Professora e pesquisadora especializada na rea hospitalar; 8) Gerente Regional de Negcios de fabricante de equipamentos mdicos lder de mercado; 9) Gerente de Vendas de fabricante de medicamentos de grande porte; 10) Mdico Anestesista; 11) Gerente do Depto. de Gerenciamento de Risco da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. </p> <p> A primeira rodada de entrevistas objetivou identificar quais stakeholders compem o setor hospitalar no Estado de So Paulo. Uma lista sugestiva de stakeholders do setor foi fornecida aos entrevistados, ficando claro, porm, que poderiam ser includos novos stakeholders ou desconsiderados os sugeridos. </p> <p> A lista sugerida contemplou: Indstrias Farmacutica, de Equipamentos Mdicos e de Material Mdico-Hospitalar; Sade Suplementar; Instituies de Pesquisa; Ministrio da Sade; SUS; Mdicos; Pacientes; Sindicatos; ONGs; Instituies Financeiras; Imprensa; Concorrentes; Associaes (AHESP, AMB, ANAHP, COREN, etc.); Outros (especficar) </p> <p> Os stakeholders identificados pelos especialistas no divergiram da lista apresentada. Solicitou-se, ento, que os especialistas identificassem quais foras de influncia os stakeholders e segmentos do macroambiente exercem ou poderiam exercer sobre o setor em um perodo de dez anos. A partir das variveis apresentadas, fez-se uma avaliao objetivando adequar a descrio das citaes que, ditas de forma diferente, tinham o mesmo significado. </p> <p>4.2. QUALIFICAO DAS VARIVEIS </p> <p> A segunda etapa da consulta se constituiu de entrevistas que objetivaram qualificar as variveis identificadas na etapa anterior em relao a dois pontos: a) nvel de importncia das variveis para o setor; b) nvel de incerteza dessas variveis. </p> <p>SEGeT Simpsio de Excelncia em Gesto e Tecnologia 8 </p> <p>Importncia x Incerteza</p> <p>-3,00</p> <p>-2,00</p> <p>-1,00</p> <p>0,00</p> <p>1,00</p> <p>2,00</p> <p>3,00</p> <p>4,00</p> <p>5,00</p> <p>-2,00 -1,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00</

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