constituiçao estadual

Download Constituiçao estadual

Post on 25-Jul-2015

54 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

CAPTULO IV DA ADMINISTRAO PBLICA Seo I Disposies Gerais Art. 19 - A administrao pblica direta e indireta de qualquer dos Poderes do Estado e dos municpios, visando promoo do bem pblico e prestao de servios comunidade e aos indivduos que a compe, observar os princpios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, da legitimidade, da participao, da razoabilidade, da economicidade, da motivao e o seguinte: (Redao dada pela Emenda Constitucional n. 7, de 28/06/95) (Vide LEC n. 11.088/98, e Lei n. 12.697/07) I - os cargos e funes pblicos, criados por lei em nmero e com atribuies e remunerao certos, so acessveis a todos os brasileiros que preencham os requisitos legais; II - a lei especificar os cargos e funes cujos ocupantes, ao assumi-los e ao deix-los, devem declarar os bens que compem seu patrimnio, podendo estender esta exigncia aos detentores de funes diretivas e empregos na administrao indireta; III - a administrao pblica ser organizada de modo a aproximar os servios disponveis de seus beneficirios ou destinatrios; IV - a lei estabelecer os casos de contratao de pessoal por tempo determinado, para atender a necessidade temporria de excepcional interesse pblico; V - a lei reservar percentual de cargos e empregos pblicos para as pessoas portadoras de deficincia e definir os critrios de sua admisso. (Regulamentado pela Lei n. 10.228/94) 1 - A publicidade dos atos, programas obras e servios, e as campanhas dos rgos e entidades da administrao pblica, ainda que no custeadas diretamente por esta, devero ter carter educativo, informativo ou de orientao social, nelas no podendo constar smbolos, expresses, nomes, slogans ideolgicos poltico-partidrios ou imagens que caracterizem promoo pessoal de autoridade ou de servidores pblicos. (Redao dada

pela Emenda Constitucional n. 26, de 30/06/99) 2 - A ao poltico-administrativa do Estado ser acompanhada e avaliada, atravs de mecanismos estveis, por Conselhos Populares, na forma da lei. Art. 20 - A investidura em cargo ou emprego pblico assim como a admisso de empregados na administrao indireta e empresas subsidirias dependero de aprovao prvia em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, ressalvadas as nomeaes para cargos de provimento em comisso, declarados em lei de livre nomeao e exonerao. 1 - As provas devero aferir, com carter eliminatrio, os conhecimentos especficos exigidos para o exerccio do cargo. 2 - Os pontos correspondentes aos ttulos no podero somar mais de vinte e cinco por cento do total dos pontos do concurso. 3 - A no-observncia do disposto neste artigo acarretar a nulidade do ato e a punio da autoridade responsvel. 4 - Os cargos em comisso destinam-se transmisso das diretrizes polticas para a execuo administrativa e ao assessoramento. (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 1521/STF) 5 - Os cargos em comisso no podem ser ocupados por cnjuges ou companheiros e parentes, consangneos, afins ou por adoo, at o segundo grau: (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) I - do Governador, do Vice-Governador, do ProcuradorGeral do Estado, do Defensor Pblico-Geral do Estado e dos Secretrios de Estado, ou titulares de cargos que lhes sejam equiparados, no mbito da administrao direta do Poder Executivo; (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) II - dos Desembargadores e Juzes de 2 grau, no mbito do Poder Judicirio; (Includo pela

Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) III - dos Deputados Estaduais, no mbito da Assemblia Legislativa; (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) IV - dos Procuradores de Justia, no mbito da ProcuradoriaGeral de Justia; (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) V - dos Conselheiros e Auditores Substitutos de Conselheiros, no mbito do Tribunal de Contas do Estado; (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) VI - dos Presidentes, Diretores-Gerais, ou titulares de cargos equivalentes, e dos VicePresidentes, ou equivalentes, no mbito da respectiva autarquia, fundao instituda ou mantida pelo Poder Pblico, empresa pblica ou sociedade de economia mista. (Includo pela Emenda Constitucional n. 12, de 14/12/95) (Vide ADI n. 2827/STF) Art. 21 - Integram a administrao indireta as autarquias, sociedades de economia mista, empresas pblicas e fundaes institudas ou mantidas pelo Estado. 1 - s empresas pblicas aplicamse as normas pertinentes s sociedades de economia mista. 2 - As fundaes pblicas ou de direito pblico institudas pelo Estado so equiparadas s autarquias, regendo-se por todas as normas a estas aplicveis. Art. 22 - Dependem de lei especfica, mediante aprovao por maioria absoluta dos membros da Assemblia Legislativa: (Redao dada pela Emenda Constitucional n. 2, de 30/04/92) I - a criao, extino, fuso, incorporao ou ciso de qualquer entidade da administrao indireta; II - a alienao do controle acionrio de sociedade de economia mista.

1

1 - A criao de subsidirias das entidades mencionadas neste artigo assim como a participao delas em empresa privada dependero de autorizao legislativa. (Renumerado pela Emenda Constitucional n. 31, de 18/06/02) 2 - Especialmente no caso das Sociedades de Economia Mista Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Companhia Riograndense de Saneamento a alienao ou transferncia do seu controle acionrio, bem como a sua extino, fuso, incorporao ou ciso depender de consulta popular, sob a forma de plebiscito. (Includo pela Emenda Constitucional n. 31, de 18/06/02) 3 - Nas sociedades de economia mista, em que possuir o controle acionrio, o Estado fica obrigado a manter o poder de gesto, exercendo o direito de maioria de votos na assemblia geral, de eleger a maioria dos administradores da companhia, de dirigir as atividades sociais e de orientar o funcionamento dos rgos da companhia, sendo vedado qualquer tipo de acordo ou avena que implique em abdicar ou restringir seus direitos. (Includo pela Emenda Constitucional n. 31, de 18/06/02) 4 - A alienao, transferncia do controle acionrio, ciso, incorporao, fuso ou extino da Companhia Estadual de Energia Eltrica CEEE, Companhia Riograndense de Minerao CRM, Companhia de Gs do Estado do Rio Grande do Sul SULGS e Companhia Estadual de Silos e Armazns CESA, somente podero ser realizadas aps manifestao favorvel da populao expressa em consulta plebiscitria. (Includo pela Emenda Constitucional n. 33, de 19/11/02) 5 - A alienao ou transferncia do controle acionrio, bem como a extino, fuso, incorporao ou ciso da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul - PROCERGS -, depender de manifestao favorvel da populao, sob forma de plebiscito. (Includo pela Emenda Constitucional n. 47, de 16/12/04) 6 - O disposto no 4 no ser aplicvel relativamente reestruturao societria da Companhia Estadual de Energia Eltrica CEEE , que venha a ser

procedida para atender ao que estabelece a Lei Federal n 10.848, de 15 de maro de 2004, no que se refere necessidade de segregao das atividades de distribuio de energia eltrica das demais atividades por ela exercidas, devendo ser observado o seguinte: (Includo pela Emenda Constitucional n. 53, de 12/09/06) I - o Estado do Rio Grande do Sul dever, obrigatoriamente, manter o controle acionrio e o poder direto de gesto das empresas resultantes da reestruturao que venha a ser procedida, conservando, no mnimo, 51% (cinqenta e um por cento) do total do capital votante e 51% (cinqenta e um por cento) do total do capital social, em cada uma das empresas, de forma direta na empresa controladora e atravs desta, nas controladas; (Includo pela Emenda Constitucional n. 53, de 12/09/06) II - fica vedada delegao da gesto a pessoa jurdica em qualquer das empresas referidas no inciso anterior; (Includo pela Emenda Constitucional n. 53, de 12/09/06) III as empresas resultantes, sucessoras ou remanescentes da segregao das atividades da CEEE ficaro sujeitas consulta plebiscitria prevista no 4. (Includo pela Emenda Constitucional n. 53, de 12/09/06) Art. 23 - Todas as pessoas tm direito, independentemente de pagamento de qualquer natureza, informao sobre o que consta a seu respeito, a qualquer ttulo, nos registros ou bancos de dados das entidades governamentais ou de carter pblico. 1 - Os registros e bancos de dados no podero conter informaes referentes a convico poltica, filosfica ou religiosa. 2 - Qualquer pessoa poder exigir, por via administrativa, em processo sigiloso ou no, a retificao ou a atualizao das informaes a seu respeito e de seus dependentes. Art. 24 - Ser publicado no Dirio Oficial do Estado, em observncia aos princpios estabelecidos no art. 19, alm de outros atos, o seguinte: (Regulamentado pela Lei n. 11.454/00)

I - as concluses de todas as sindicncias e auditorias instaladas em rgos da administrao direta e indireta; II - mensalmente: a) o resumo da folha de pagamento do pessoal da administrao direta e indireta e a contribuio do Estado para despesas com pessoal de cada uma das entidades da administrao indireta, especificando-se as parcelas correspondentes a ativos, inativos e pensionistas, e os valores retidos a ttulo de imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e de contribuies previdencirias; b) o balancete econmicofinanceiro, referente ao ms anterior, do rgo de previdncia do Estado; III - anualmente, relatrio pormenorizado das despesas mensais realizadas pelo Estado e pelas entidades da administrao indireta na rea de comunicao, especialmente em propaganda e publicidade; IV - no primeiro dia til dos meses de fevereiro e agosto, o quadro de pessoal dos rgos e entidades da administrao direta e indireta e das subsidirias destas relativo ao ltimo dia do semestre civil anterior, relacionando tambm o nmero de admitidos e excludos no mesmo perodo, distribudos por faixa de remunerao, e quadro demonstrativo d

Recommended

View more >