consolidaçãoo da legislação tributária de são...

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GABINETE DO PREFEITO

CONSOLIDAO DO CDIGO TRIBUTRIO DO MUNICPIO DE SO LUS

Art. 1o. Esta Consolidao compreende o Cdigo Tributrio do Municpio de So Lus CTM, obedecidos os mandamentos oriundos da Constituio Federal, do Cdigo Tributrio Nacional, e das demais leis complementares e das resolues do Senado Federal. LIVRO I DAS DISPOSIES GERAIS Art. 2o. Esta Consolidao denominada Cdigo Tributrio do Municpio de So Lus - CTM - regula e disciplina, com fundamento na Constituio Federal, no Cdigo Tributrio Nacional, Leis Complementares e Lei Orgnica do Municpio, os direitos e as obrigaes que emanam das relaes jurdicas referentes a tributos de competncia municipal e s rendas deles derivadas que integram a receita do Municpio. TTULO I DA LEGISLAO TRIBUTRIA CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS Art. 3o. A legislao tributria do Municpio de So Lus compreende as leis, os decretos e as normas complementares que versam, no todo ou em parte, sobre os tributos de sua competncia e as relaes jurdicas a eles pertinentes. Pargrafo nico. So normas complementares das leis e dos decretos: I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas, tais como portarias, circulares, instrues, avisos e ordens de servio, ex-

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PREFEITURA MUNICIPAL DE SO LUS CONSOLIDAO DO CDIGO TRIBUTRIO MUNICIPAL DECRETO N. 33.144, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007 DOM n. 250, de 31/12/2007.

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pedidas pelo Secretrio Municipal de Fazenda e Diretores dos rgos administrativos, encarregados da aplicao da Lei; II - as decises dos rgos singulares ou coletivos de jurisdio administrativa a que a lei atribua eficcia normativa; III - os convnios celebrados pelo Municpio com a Unio, o Estado, o Distrito Federal ou outros Municpios. Art. 4o. Para sua aplicao, a lei tributria poder ser regulamentada por decreto, que tem seu contedo e alcance restritos s leis que lhe deram origem, com observncia das regras de interpretao estabelecidas nesta Consolidao do Cdigo Tributrio.

CAPTULO II DA APLICAO E VIGNCIA DA LEGISLAO TRIBUTRIA Art. 5o. A lei tributria tem aplicao em todo o territrio do Municpio e estabelece a relao jurdico-tributria no momento em que tiver lugar o ato ou fato tributvel, salvo disposio em contrrio. Art. 6o. A lei tributria tem aplicao obrigatria pelas autoridades administrativas, no constituindo motivo para deixar de aplic-la o silncio, a omisso ou a obscuridade de seu texto. Art. 7o. Quando ocorrer dvida ao contribuinte, quanto aplicao de dispositivo da lei, este poder, mediante petio, consultar hiptese concreta do fato.

CAPTULO III DA INTERPRETAO E INTEGRAO DA LEGISLAO TRIBUTRIA Art. 8o. Na aplicao da legislao tributria so admissveis quaisquer mtodos ou processos de interpretao, observado o disposto neste captulo. 1o. Na ausncia de disposio expressa, a autoridade competente para aplicar a legislao tributria utilizar, sucessivamente, na ordem indicada: I - a analogia;

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II - os princpios gerais de direito tributrio; III - os princpios gerais de direito pblico; IV - a eqidade. 2o. O emprego da analogia no poder resultar na exigncia de tributo no previsto em lei. 3o. O emprego da eqidade no poder resultar na dispensa do pagamento do tributo devido. Art. 9o. Interpreta-se literalmente esta Lei, sempre que dispuser sobre: I - suspenso ou excluso de crdito tributrio; II - outorga de iseno; III - dispensa de cumprimento de obrigaes tributrias acessrias. Art. 10. Interpreta-se esta Lei de maneira mais favorvel ao infrator, no que se refere definio de infraes e cominao de penalidades, nos casos de dvida quanto: I - capitulao legal do fato; II - natureza ou s circunstncias materiais do fato, ou natureza ou extenso dos seus efeitos; III - autoria, imputabilidade ou punibilidade; IV - natureza da penalidade aplicvel ou sua graduao.

TTULO II DA OBRIGAO TRIBUTRIA CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS

Art. 11. Decorre a obrigao tributria do fato de encontrar-se a pessoa fsica ou jurdica nas condies previstas em lei, dando lugar referida obrigao. Art. 12. A obrigao tributria principal ou acessria.

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1o. A obrigao principal surge com a ocorrncia do fato gerador, tem por seu objeto o pagamento do tributo ou penalidade pecuniria, extinguindo-se juntamente com o crdito dela decorrente. 2o. A obrigao acessria decorre da legislao tributria e tem por objeto prestaes positivas ou negativas nela prevista no interesse do lanamento, da cobrana e da fiscalizao dos tributos. 3o. A obrigao acessria, pelo simples fato da sua no observncia, converte-se em obrigao principal relativamente penalidade pecuniria. Art. 13. Se no for fixado o tempo do pagamento, o vencimento da obrigao tributria ocorre 30 (trinta) dias aps a data da apresentao da declarao do lanamento ou da notificao do sujeito passivo.

CAPTULO II DO FATO GERADOR

Art. 14. O fato gerador da obrigao tributria principal a situao definida nesta Consolidao do Cdigo Tributrio como necessria e suficiente para justificar o lanamento e a cobrana de cada um dos tributos do Municpio. Art. 15. O fato gerador da obrigao acessria qualquer situao que, na forma da legislao aplicvel, imponha a prtica ou a absteno de ato que no configure obrigao principal. Art. 16. O lanamento do tributo e a definio legal do fato gerador so interpretados independentemente, abstraindo-se: I - a validade jurdica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsveis ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II - os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. Art. 17. Salvo disposio em contrrio, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I - tratando-se de situao de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstncias materiais necessrias a que produzam os efeitos que normalmente lhe so prprios;

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II - tratando-se de situao jurdica, desde o momento em que ela esteja definitivamente constituda, nos termos do direito aplicvel.

CAPTULO III DO SUJEITO ATIVO

Art. 18. Sujeito ativo da obrigao o Municpio de So Lus.

CAPTULO IV DO SUJEITO PASSIVO

Art. 19. Sujeito passivo da obrigao principal a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniria. Pargrafo nico. O sujeito passivo da obrigao principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relao pessoal e direta com a situao que constitua o respectivo fato gerador; II - responsvel, quando, sem revestir a condio de contribuinte, sua obrigao decorra de disposio expressa em lei. Art. 20. Sujeito passivo da obrigao acessria a pessoa obrigada prtica ou absteno de atos discriminados na legislao tributria do Municpio, que no configurem obrigao principal de tributo ou penalidade pecuniria. Art. 21. O sujeito passivo, quando convocado, fica obrigado a prestar as declaraes solicitadas pela autoridade administrativa que, quando julg-las insuficientes ou imprecisas, poder exigir que sejam completadas ou esclarecidas. 1o. A convocao do contribuinte ser feita por quaisquer dos meios previstos nesta Consolidao do Cdigo Tributrio. 2o. Feita a convocao do contribuinte, ter ele o prazo de 20 (vinte) dias para prestar os esclarecimentos solicitados, sob pena de que se proceda ao lanamento de ofcio, sem prejuzo da aplicao das demais sanes cabveis, a contar: I - da data da cincia aposta no auto;

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II - da data do recebimento, por via postal ou telegrfica; se a data for omitida, contar-se- este aps a entrega da intimao agncia postal telegrfica; III - da data da publicao do edital, se este for o meio utilizado.

CAPTULO V DA CAPACIDADE TRIBUTRIA

Art. 22. A capacidade tributria passiva independe: I - da capacidade civil das pessoas naturais; II - de encontrar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privao ou limitao do exerccio de atividades civis, comerciais ou profissionais ou da administrao direta de seus bens e negcios; III - de estar a pessoa jurdica regularmente constituda, bastando que configure uma unidade econmica ou profissional.

CAPTULO VI DO DOMICLIO TRIBUTRIO

Art. 23. Na falta de eleio, pelo contribuinte ou responsvel, de domiclio tributrio, para os fins desta Consolidao do Cdigo, considera-se como tal: I - quanto s pessoas fsicas, a sua residncia habitual ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade, no territrio do Municpio; II - quanto s pessoas jurdicas de direito privado ou s firmas individuais, o lugar de cada estabelecimento situado no territrio do Municpio; III - quanto s pessoas jurdicas de direito pblico, qualquer de suas reparties no territrio do Municpio. 1o. Quando no couber a aplicao das regras previstas em quaisquer dos incisos deste artigo, considerar-se- como domiclio tributrio do contribuinte ou responsvel o lugar da situao dos bens ou da ocorrncia dos atos que derem origem obrigao.

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