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<p>CONSERVANTES</p> <p>CONSERVANTES</p> <p>COSMTICOS &amp; PERFUMES</p> <p>28</p> <p>CONSERVANTES</p> <p>UTILIZADOS EM COSMTICOSOs conservantes so usados em muitos cosmticos para aumentar a vida til dos produtos, impedindo o desenvolvimento de bactrias, fungos, leveduras e mofos que podem causar doenas ou, simplesmente, prejudicar o bom aspecto do produto final. Um produto livre de microorganismos que possam causar danos sade humana, constitui uma exigncia crescente, principalmente por parte dos consumidores e tambm dos rgos responsveis pela vigilncia sanitria do Pas. As conseqncias de um creme ou shampoo contaminado recaem sobre o consumidor, que pode sofrer um dano sade devido populao de microorganismos, em sua pele ou cabelos ficar acima do normal, podendo se tornar patognico; contudo o crescimento de microorganismos pode ainda provocar mudanas de cor, odor e consistncia, resultando no abandono do produto pelo consumidor, reclamaes de produto junto empresa e nas conseqentes perdas financeiras e de imagem da marca ou da empresa como um todo. Embora ajam controvrsias quanto ao seu uso, vrios conservantes so aprovados e aplicados em uma infinidade de produtos cosmticos. Neste artigo, vamos conhecer quais so os principais.</p> <p>29</p> <p>COSMTICOS &amp; PERFUMES</p> <p>CONSERVANTES</p> <p>IntroduoConser vantes so substncias qumicas tambm conhecidas como preser vantes (traduo adaptada do ingls), cuja funo inibir o crescimento de microorganismos no produto, conservando-o livre de deterioraes causadas por bactrias, fungos e leveduras. Eles podem ter atividade bacteriosttica e/ou fungisttica. No funo do conservante compensar ms prticas de fabricao. Isto pode, inclusive, gerar microorganismos resistentes, porm mesmo que o fabricante possa oferecer um produto isento de contaminaes, o prprio consumidor inadver tidamente pode adicionar uma certa carga microbiana durante o seu uso, tornando-se necessrio prover o produto de algum sistema eficiente de conservao. No raro, o que se observa que o formulador deixa a escolha do conservante para o final do processo de desenvolvimento, havendo a tendncia em se lanar mo sempre dos mesmos tipos de ativos. Entretanto, com a rpida e enorme modernizao da cosmtica, para se selecionar o melhor sistema conservante para cada frmula, na sua melhor combinao de tipos de ativo e na concentrao ideal, preciso dominar o conhecimento</p> <p>Conservantes so substncias qumicas, cuja funo inibir o crescimento de microorganismos no produto, conservando-o livre de deterioraes causadas por bactrias, fungos e leveduras.do t rinmio produto-conser vantesmicroorganismos. Como produto, importante considerar aqui sua composio qumica, embalagem e o processo de fabricao. O primeiro aspecto a ser considerado na escolha do conservante a regulamentao do uso de substncias de ao conservante permitidas, uma vez que de carter eliminatrio. No Brasil, atualmente as normas de BPFeC so estabelecidas</p> <p>pela Portaria do Ministrio da Sade No 348 de 18 de agosto de 1997 e a lista de conservantes permitidos para produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes consta da Resoluo RDC No 162 de 1 1 de setembro de 2001. A regulamentao varia de pas para pas. Por exemplo, na comunidade europia a diretiva para cosmticos 76/768 EEC que apresenta as mais de 60 substncias ativas em seu anexo VI, no entanto somente cerca de uma dzia destes so efetivamente usados pelo mercado. O Japo o pas que conta com a lista mais restritiva. Para se definir se a susceptibilidade do produto maior contaminao por bactrias, fungos ou leveduras, avalia-se inicialmente a atividade de gua do produto. Quanto mais aquosa, mais susceptvel a bactrias. Em geral, cremes e loes exigem atividade tanto bacteriosttica quanto fungisttica, fazendo-se necessrio utilizar misturas de conservantes de amplo espectro de atividade. O segundo passo para se selecionar um sistema conservante conhecer suas propriedades fsico-qumicas para se prever possveis incompatibilidades qumicas com os componentes da frmula e at de inativao do conservante. As propriedades organolpticas tambm devem ser consultadas, a fim de se prever</p> <p>COSMTICOS &amp; PERFUMES</p> <p>30</p> <p>CONSERVANTES</p> <p>possveis interferncias na cor, no odor e tambm no sabor, em caso de produtos para os lbios. Via de regra, o ideal adicionar os conservantes ao final do processo de manufatura aps a fase de resfriamento, pois geralmente um de seus componentes pode sofrer degradao. O conhecimento da flora potencialmente contaminante do produto requer a monitorao dos insumos, destacando-se a gua e as embalagens, das instalaes, dos equipamentos e do ar atravs de anlises microbiolgicas do tipo contagem, swab-test, nmero mais provvel e outras, e com base em padres dados em UFC/mL (unidades formadoras de colnias por mililitro). O monitoramento permite validar mtodos e procedimentos a fim de prevenir contaminaes medida que se combate o seu foco ou causa, bastando na maioria das vezes, determinar o tipo de clula bactria, fungo ou levedura no sendo necessria a identificao morfolgica, a menos que se trate de microorganismo muito reincidente principalmente no sistema de purificao da gua. A eficcia do sistema conservante s pode ser garantida atravs de testes de desafio, ou challenge Tests como so conhecidos, que consistem na inoculao do produto com microorganismos especificados pela CTFA (The Cosmetic,</p> <p>Toyletry and Fragrance Association) e a constante monitorao da carga sobrevivente. Idealmente estes testes devem ser realizados durante os testes de estabilidade das amostras do teste de fbrica e acompanhados com anlises de determinao dos ativos conservantes para melhor interpretao dos resultados.</p> <p>O conservante idealO conservante ideal no existe e por isso que se usam combinaes ou blends de conservantes. Um bom conservante deve apresentar atividade de amplo espectro, ou seja, deve eliminar todos os tipos de microorganismos, que incluem fungos, bactrias Gram positivas e Gram negativas. Em geral, substncias qumicas ativas contra bactrias no so ativas contra fungos e os ativos contra fungos no so efetivos contra bactrias. Outra propriedade que o conservante deve ser efetivo a baixas concentraes. Isso significa que os conservantes so, na realidade, uma forma de segurana e no acrescentam valor mercadolgico aos produtos, devendo ser usados as mais baixas concentraes possveis, de acordo com as exigncias. Baixos nveis de concentrao reduzem as chances de irritao e outras preocupaes de toxicidade.</p> <p>O conservante ideal para uso em cosmticos tambm deve ser solvel em gua e insolvel em leo. Isso se deve ao fato de que os microorganismos crescem na fase aquosa e na interface gua-leo; assim, para serem mais funcionais, os conservantes devem ser acrescentados na fase aquosa. A estabilidade outra importante propriedade. O conservante deve ser estvel a qualquer temperatura e condies de pH que sejam utilizadas durante o processo de fabricao dos cosmticos. Porm, na realidade, sabemos que nenhuma combinao orgnica estvel em calor elevado ou condies de pH extremas. Os conservantes devem ser, ainda, incolores e inodoros, ou seja, no devem acrescentar cor ou odor ao produto, bem como no devem reagir com outros ingredientes para formar cores ou odores. Devem ser compatveis com todos os ingredientes e no devem perder atividade na sua presena. O conservante ideal deve funcionar durante a fabricao e ao longo da vida til dos cosmticos. Deve apresentar facilidade de analise usando mtodos atuais populares; e deve ser de fcil controle, bem como no inflamvel e no txico. Assim, como ainda no foi encontrado o conservante ideal que atende a todos esses critrios, vamos conhecer, a seguir,</p> <p>31</p> <p>COSMTICOS &amp; PERFUMES</p> <p>CONSERVANTES</p> <p>OS PARABENO ABENOS QUADRO 1 - OS PAR ABENOS Nome INCI Benzilparabeno Butilparabeno Etilparabeno Isobutilparabeno Isopropilparabeno Metilparabeno Propilparabeno Benzylparaben Butylparaben Ethylparaben Isobutylparaben Isopropylparaben Methylparaben Propylparaben Nmero CAS 94-18-8 94-26-8 120-47-8 4247-02-3 41 1-73-5 9 99-76-3 94-13-3 Nmero EINECS 202-31 1-9 202-318-7 204-399-4 224-208-8 224-069-3 202-785-7 202-307-7</p> <p>os conser vantes mais utilizados na fabricao de cosmticos. No se trata de uma antologia dos conservantes, mas sim, de um levantamento dos tpicos principais relativos aos preservantes mais usados pelo setor. Ao lado dos mais comuns, existem outros que sero apresentados de forma resumida na forma de um quadro global (Quadro 13). As combinaes ou blends oferecidas pelos grandes nomes do setor no sero apresentadas; porm so produtos altamente efetivos, tais como, para citar somente alguns, as linhas MikroKill, da Arch Personal Care; Nipaguard, da Clariant; Elestab, da Cognis; Germaben, da ISP; Glydant e Geogard, da Lonza; Paragon, da McIntyre; Merguard, da Nalco; Neolone, da Rohm &amp; Haas; Euxyl, da Schlke &amp; Mayr; e outros.</p> <p>Existem outras categorias de conservantes que no sero abordadas no presente artigo, tais como os preservativos que so tambm ingredientes ativos, os conser vantes naturais, os antioxidantes e os agentes quelantes.</p> <p>Os parabenosSo os steres do cido parahidroxibenzoico. O cido parahidroxibenzoico antimicrobiano, porm a medida que o pH aumenta, dissocia-se na forma (inativa) de sais. O pH mais alto, com ainda alguma atividade, um pH de 8. Por isto, os parabenos so raramente usados em pH&gt;6. Os ons de ferro podem causar essa dissociao em nveis de pH menores. As regulamentaes da Unio</p> <p>Europia e do Brasil permitem o uso de no mximo 0,4% de cada parabeno e um mximo de 0,8% de parabeno total, no produto cosmtico. No Japo permitido no mximo 1% de parabeno total, para qualquer produto cosmtico. Os parabenos incluem o metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, isopropilparabeno, isobutilparabeno e benzilparabeno. Os parabenos so na maioria ativos contra fungos. Apresentam atividade contra bactrias Gram positivas, mas so considerados fracos contra bactrias Gram negativas. A limitao no uso de parabenos est na quantidade que pode ser dissolvida na gua. Os parabenos s funcionam em fase aquosa. Os parabenos so inativados (parcialmente ou completamente) por</p> <p>DOS PARABENO ABENOS 100 QUADRO 2 - SOLUBILIDADE DOS PAR ABENOS (gramas por 100 gramas) 25C gua, 25C Benzilparabeno Butilparabeno Etilparabeno Metilparabeno Propilparabeno 0,.01 0,02 0,17 0,25 0,05 gua, 80C 0,05 0,15 0,86 2,00 0,30 Propilenoglicol 1 3 1 10 25 22 26</p> <p>COSMTICOS &amp; PERFUMES</p> <p>OS SAIS PARABENO ABENOS QUADRO 3 - OS SAIS DE PAR ABENOS Nome INCI Butilparabeno sdico Etilparabeno sdico Metilparabeno potssico Metilparabeno sdico Propilparabeno sdico Sodium Butylparaben Sodium Ethylparaben Potassium Methylparaben Sodium Methylparaben SodiumPropylparaben Nmero CAS 36457-20-2 35285-68-8 261 12-07-2 5026-62-0 35285-69-9 Nmero EINECS 253-049-7 252-487-6 247-464-2 225-714-1 252-488-1</p> <p>32</p> <p>CONSERVANTESfortes ligantes de hidrognio, tais como os compostos altamente etoxilados, como os polisorbatos e out ros compostos, como os derivados de celulose, protenas e lecitinas. Podem tambm ser absorvidos por muitos tipos de argilas ou compostos semelhantes. Os parabenos so pH dependentes. A ordem de adio ou o mtodo pelo qual os parabenos so acrescentados s formulaes freqentemente determina se eles sero inativados. Os melhores mtodos para incorporar parabenos em uma formulao incluem: pr-dissoluo em um solvente apropriado, como o propileno glicol, adio do sal a temperat ura ambiente (os sais de parabeno so altamente solveis em gua) e ajuste do pH a faixa cosmtica, ou adicionar o parabeno em p a temperatura de emulsificao (75-80C), na fase aquosa. Adicionar parabenos na fase oleoso no recomendado, uma vez que os parabenos funcionam somente em fase aquosa. Tambm, adicionar os parabenos na gua antes de aquecimento pode resultar em um tempo significativamente maior para dissolvlos. Aquecendo-os em gua para dissolvlos pode causar saponificao em emulses aninicas, j que a base colocada junto, ao mesmo tempo. Os parabenos so steres orgnicos e esto sujeitos saponificao; as condies para que isto acontea dependem da combinao de temperat ura, pH e tempo. Os parabenos podem ser absorvidos por recipientes de polietileno. Os parabenos e seus sais so disponveis como ps puros.</p> <p>Os preservantes que reagem com acetilacetonaFormaldedo. O formaldedo um dos produtos qumicos mais comuns de uso atual. o aldedo mais simples, de frmula molecular H2CO e nome oficial IUPAC metanal. O formaldedo um gs. normalmente utilizado em soluo aquosa a cerca de 37% em massa contendo metanol como preservativo contra a polimerizao, sendo tambm conhecido como formalina. A toxicidade da formalina e do formaldedo, o gs anidro, muito diferente. O formaldedo em concentraes acima do limite classificado como carcinognico humano e tm sido relacionado com cncer dos pulmes e nasal e com possvel cncer no crebro e leucemia. O formaldedo permitido pela Unio Europia em at 0,2% como formaldedo livre, menos em produtos orais, onde o limite de 0,1%; proibido em aerossis. Produtos com mais de 500 ppm de formaldedo (formaldedo livre total de qualquer fonte) devem conter aviso na etiqueta. No Brasil, o formaldedo permitido em at 0,1% em produtos orais, at 0,2% em todos os outros usos e at 5% em produtos para endurecer unhas, sendo proibido em aerossis. No Japo, o formaldedo proibido. O formaldedo bastante ativo principalmente contra bactrias e mostra tambm boa atividade contra fungos. inativado por protenas e gelatina. estvel em pH de 3 a 9. altamente voltil, podendo evaporar dos produtos acabados pela simples ao de abrir e</p> <p>fechar o recipiente. uma substncia qumica muito reativa e apresenta forte odor. Pode reagir com componentes de fragrncia, amnio e ferro. Tem ao sensibilizante e irritante na pele. O formaldedo um produto natural, presente em todas as clulas do corpo humano. Tambm encontrado em frutas, como mas, uvas e pras. solvel em gua e melhor incorpor-lo na formulao a frio, devido a sua volatilidade. DMDM Hidantoina. produto da reao de 2 moles de formaldedo com 1 mole de dimetil Hidantoina, formando o dimetilol dimetil Hidantoina ou 1,3Dimetilol-5-5-dimetilhidantoina). O produto comercial est disponvel como soluo em gua a 55%, p anidro ou soluo a 55% em propileno glicol. A soluo aquosa contm at 2% de formaldedo livre. O DMDM Hidantoina muito ativo contra bactrias e fraco contra fungos. Mostra mais baixa atividade na presena de bissulfetos e reaes com o cido dehidroactico e a avobenzona. estvel em pH de 3 a 9 e em temperaturas at 80C, onde libera formaldedo. O Brasil e a Comunidade Econmica Europia permitem at 0,6% do ingrediente ativo em qualquer produto. A DMDM Hidantoina solvel em gua e propileno glicol. Na forma lquida facilmente adicionado aos produtos; em p, precisa ser pr-dissolvido em gua. Imidazolidinil ura. uma uria heterocclica de substituio, produzida pela reao de alantona com formaldedo. comercializada na forma de p branco, puro. O produto muito solvel</p> <p>OS PRESERVANT ANTES REA ACETIL ACETONA...</p>