CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA - Dr... · CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA…

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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SO PAULO

PROGRAMA DE EDUCAO MDICA CONTINUADA

DO CREMESP

MIGUELPOLIS

- ATITUDE DO CREMESP QUANTO ABERTURA DE NOVAS

ESCOLAS MDICAS.

- ATITUDE DO CREMESP QUANTO AO PLANO DE CARREIRA DOS

MDICOS.

- FUTURO DO MERCADO DE TRABALHO PARA OS MDICOS.

Conselheiro Aizenaque Grimaldi de Carvalho

Vice-Corregedor do CREMESP

Atribuies dos Conselhos de Medicina

LEI N 3.268, DE 30 DE SETEMBRO DE 1957

Dispe sobre os Conselhos de Medicina e d outras

providncias.

Regulamentada pelo Decreto n 44.045, de

19/07/1958.

Dirio Oficial da Unio, 04 de outubro de 1957.

LEI N 3.268, DE 30 DE SETEMBRO DE 1957

Art. 2 - O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de

Medicina so os rgos supervisores da tica profissional

em toda a Repblica e, ao mesmo tempo, julgadores e

disciplinadores da classe mdica, cabendo-lhes zelar e

trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo

perfeito desempenho tico da medicina e pelo prestgio

e bom conceito da profisso e dos que a exeram

legalmente.

Atribuies dos Conselhos de Medicina

LEI N 3.268, DE 30 DE SETEMBRO DE 1957

Art. 15 - So atribuies dos Conselhos Regionais:

(...)

c) fiscalizar o exerccio da profisso de mdico;

d) conhecer, apreciar e decidir os assuntos atinentes

tica profissional, impondo as penalidades que couberem;

(...)

h) promover, por todos os meios e ao seu alcance, o

perfeito desempenho tcnico e moral da medicina e o

prestgio e bom conceito da medicina, da profisso e dos

que a exeram;

(...).

Atribuies dos Conselhos de Medicina

Abertura de Novas Escolas Mdicas

SECRETARIA DE REGULAO E SUPERVISO DA EDUCAO

SUPERIOR PORTARIA N 543, DE 4 DE SETEMBRO DE 2014 A

SECRETRIA DE REGULAO E SUPERVISO DA EDUCAO

SUPERIOR, no uso da atribuio que lhe confere o Decreto n

7.690, de 2 de maro de 2013, alterado pelo Decreto n 8.066,

de 7 de agosto de 2013, tendo em vista a Lei n 12.871, de 22

de outubro de 2013, a Portaria Normativa n 13, de 9 de julho

de 2013, e o Edital n 3, de 22 de outubro de 2013, ambos do

Ministrio da Educao, resolve:

Art. 1 Fica divulgada a relao de municpios selecionados no

mbito do Edital n 3, de 22 de outubro de 2013, para

implantao de curso de graduao em medicina por instituio

de educao superior privada.

(...)

- Centro Universitrio Baro de Mau- Ribeiro Preto - SP UFBM

- Centro Universitrio Catlico Salesiano Auxilium - UNISALESIANO - Campus

Araatuba/SP

- Centro Universitrio das Faculdade Associadas de Ensino - FAE So Joo

da Boa Vista/SP- UNIFAE

- Centro Universitrio de Adamantina/SP - FAI

- Centro Universitrio de Araraquara-SP - UNIARA

- Centro Universitrio de Votuporanga - SP - UNIFEV

- Centro Universitrio Lusada- Santos - UNILUS

- Centro Universitrio Municipal de Franca - FRANCA - SP - Uni-FACEF

- Centro Universitrio So Camilo - So Paulo/SP - SOCAMILO

- Centro Universitrio Uniseb -Ribeiro Preto/SP - UNISEB

- Faculdade Ceres So Jos do Rio Preto - SP - FACERES

- Faculdade Claretianorc - Rio Claro/SP - CLARETIANORC

- Faculdade das Amricas - So Paulo/SP - FAM

- Faculdade de Cincias da Sade de Barretos Dr. Paulo Prata - FCSB

- Faculdade de Cincias Mdicas da Santa Casa de So Paulo/SP - FCMSCSP

- Faculdade de Cincias Mdicas de So Jos dos Campos - SP - HUMANITAS

Faculdades de Medicina no Estado de So

Paulo autorizadas pelo MEC

(setembro/2017)

- Faculdade de Medicina de Jundia-SP - FMJ

- Faculdade de Medicina de Marlia-SP - FAMEMA

- Faculdade de Medicina de So Jos do Rio Preto -SP - FAMERP

- Faculdade de Medicina do ABC - FMABC

- Faculdade Israelita de Cincias da Sade Albert Einsten - So Paulo/SP -

FICSAE

- Faculdade Santa Marcelina - FASM

- Faculdade So Leopoldo Mandic - ARARAS - SP - FMANDIC

- Faculdade So Leopoldo Mandic -So Paulo / SLMANDIC

- Faculdade Unifrada Dracena - UNIFRADA-SP

- Faculdades Integradas Padre Albino - Catanduva - SP - FIPA

- Fundao Educacional do Municpio de Assis - SP - FEMA

- Pontifcia Universidade Catlica de Campinas - PUC-CAMPINAS

- Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo - Campus Sorocaba- PUC-SP

- Unio das Faculdades dos Grandes Lagos - S. Jos do Rio Preto - SP -

UNILAGO

- Universidade Anhembi Morumbi - So Paulo/SP - UAM

- Universidade Anhembi-Morumbi - UAM - PIRACICABA.SP

- Universidade Anhembi-Morumbi - UAM - So Jos dos Campos - SP

- UNIVERSIDADE BRASIL - (ex. Universidade Camilo Castelo Branco) -

Fernandpolis/SP UNICASTELO

- Universidade Cidade de So Paulo - UNICID

- Universidade de Franca - UNIFRAN - SP

- Universidade de Marlia/SP - UNIMAR

- Universidade de Mogi das Cruzes - UMC

- Universidade de Ribeiro Preto - UNAERP

- Universidade de Santo Amaro - SP - UNISA

- Universidade de So Caetano do Sul - USCS So Paulo

- Universidade de So Paulo - Campus Ribeiro Preto - USP-RP

- Universidade de So Paulo - Campus So Paulo - USP-SP

- Universidade de So Paulo - USP - Bauru

- Universidade de Taubat UNITAU

- Universidade do Oeste Paulista - Presidente Prudente - UNOESTE

- Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

- Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho - Botucatu/SP -

UNESP

- Universidade Federal de So Carlos - SP UFSCAR

- Universidade Federal de So Paulo - UNIFESP

- Universidade Metropolitana de Santos - SP - UNIMES

- Universidade Municipal de So Caetano do Sul - Campus Bela Vista - USCS-

SP

- Universidade Municipal de So Caetano do Sul/SP - USCS

- Universidade Nove de Julho - So Bernardo do Campo . SP - UNINOVE / So

Bernardo

- Universidade Nove de Julho - So Paulo - UNINOVE

- Universidade Nove de Julho- Mau. SP - UNINOVE - MAU

- Universidade Nove de Julho- Osasco/SP - UNINOVE - OSASCO

- Universidade Nove de Julho/SP - Guarulhos - UNINOVE

- Universidade So Francisco - Bragana Paulista - USF

Fonte: http://www.escolasmedicas.com.br/estado.php

No Estado de So Paulo: 59 Faculdades de Medicina at novembro/2017.

No Brasil: 301 Faculdades de Medicina

A ao mais eficiente do CREMESP na denncia contra a

abertura indiscriminada de Escolas Mdicas a

demonstrao, atravs dos resultados obtidos no EXAME

DO CREMESP, realizado h 11 anos, de que em torno de

60% dos alunos formados no detm o conhecimento

mnimo necessrio e exigido para o exerccio

profissional, o que coloca em risco a populao e,

tambm, o nome da profisso mdica.

Alm disso, tambm exerce aes mais contundentes,

como por exemplo:

(...) O Cremesp tem uma experincia de 10 anos de avaliao dos recm-

formados, por meio de seu exame de final de curso, realizado pela Fundao

Carlos Chagas. um exame com metodologia cientfica aplicada a este tipo de

prova, que avalia conhecimentos bsicos que todo mdico deve saber para

atender adequadamente. Essa experincia tem demonstrado resultados

apreensivos, pois mais da metade no consegue aprovao e erram questes

simples.

Alm disso, determinadas escolas, de forma recorrente, tm alto ndice de

reprovao de seus alunos no Exame do Cremesp. E, mais preocupante, algumas

dessas instituies sero responsveis pelo ensino nas novas faculdades

autorizadas pelo MEC.

O dever dos Conselhos de Medicina impedir o ingresso na sociedade de

mdicos mal formados. E o nico mtodo comprovado internacionalmente que

consegue esse objetivo o exame terminal ao final da graduao, com uma

prova cognitiva bsica, tecnicamente bem feita, como o Cremesp faz h 10

anos.

(aprovada na sesso plenria de 14/07/2015)

Cremesp toma medidas judiciais contra a

abertura de novas escolas autorizadas pelo

Governo Federal

Distribuio de mdicos, por regio do pas, segundo o DATASUS/2016.

Fatores que interferem na fixao dos mdicos nos locais:

- Possibilidade de aperfeioamento tcnico e cientfico

(Residncia Mdica, educao mdica continuada, etc.);

- Maiores oportunidades de trabalho;

- Centros Mdicos com condies adequadas;

- Possibilidade de ascenso profissional;

- Qualidade de Vida;

- Remunerao condizente;

- Plano de Carreira, entre outros fatores.

Algumas das demandas a serem vencidas:

- Aprovao da Emenda Constitucional n 454/09, que cria a

carreira de Estado dos mdicos no servio pblico.

- Regulamentao da Emenda Constitucional n 29, dando fim

ao subfinanciamento da sade, com cumprimento da

destinao mnima para a sade de 15% do oramento

municipal, 12% do estadual e 10% do oramento da Unio,

sendo excludas do financiamento do SUS aquelas despesas no

relacionadas como aes e servios de sade.

- Isonomia entre remunerao de mdicos federais, estaduais e

municipais, tendo como referncia o salrio mnimo

profissional.

Plano de Carreira dos Mdicos

A Federao Nacional dos Mdicos (FENAM) divulgou o piso

salarial dos mdicos para 2017: R$ 13.847,93, para 20 horas

semanais de trabalho.

O valor mnimo proposto para uma consulta tambm foi

alterado, passando para R$ 170,00.

Segundo a nota divulgada no site da FENAM, o piso salarial

reajustado anualmente e serve para orientar as negociaes

coletivas da categoria. O aumento calculado segundo o

ndice Nacional de Preos ao Consumidor (INPC), do IBGE,

aplicado sobre clculos realizados pelo DIEESE (Departamento

Intersindical de Estatstica e Estudos Socioeconmicos).

Futuro do Mercado de Trabalho

para os Mdicos

Algumas Dificuldades:

- Abertura indiscriminada de Escolas Mdicas;

- Nmero excessivo de mdicos formados;

- Vagas de Residncia Mdica insuficientes para atender aos

mdicos formados;

- Formao deficitria e dificuldades de atualizao

profissional tcnica e cientfica;

- Piora na Qualidade de Vida do mdico;

- Sobrecarga de trabalho para sobreviver com a dignidade que

a profisso impe;

- Risco de ocorrncia de disputas no ticas na busca de

espao dentro da profisso;

- Empobrecimento da classe;

- Prestao de servio deficitrio populao que pode

repercutir em sanes ticas ao mdico.

Algumas Aes e Possibilidades:

- Monitoramento dos Cursos de Medicina (no Estado de So

Paulo h 11 anos pelo EXAME DO CREMESP);

- Mobilizao da Categoria em prol das demandas existentes;

- Aes governamentais inter-setoriais propiciando a

interiorizao do profissional mdico;

- Cumprimento da Emenda Constitucional 29;

- Votao da Emenda Constitucional n 454/09;

- Contratos formais de trabalho;

- Buscar atualizao profissional e educao mdica

continuada;

- Valorizao do SUS e da Estratgia de Sade da Famlia;

- Apoderamento do conhecimento referente s novas

tecnologias (novos parmetros no exerccio da Medicina).

Concluindo:

A discusso e as aes no sentido de tornar que a

abertura de Escolas Mdicas ocorra com base em

critrios reais, claros e fundamentados e para que

haja a elaborao de um Plano de Carreira que atenda

as necessidades dos mdicos, no intuito de termos um

mercado de trabalho adequado e promissor no futuro,

no atribuio de uma s Entidade Mdica, mas

deve ser travada com a unio das Entidades Mdicas,

levada a efeito com a devida mobilizao poltica

junto aos membros dos Poderes constitudos.

Obrigado pela ateno!!!

Conselheiro Aizenaque Grimaldi de Carvalho

Vice-Corregedor do CREMESP

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