CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO

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ENCONTRO DO CREMESP COM OS MDICOS. O NOVO CDIGO DE TICA MDICA. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SO PAULO. Cdigos de tica Mdica Brasileiros- 1867-1988. 1867 Cdigo de tica Mdica da Associao Mdica Americana (traduzido para o portugus Salvador- BA) - PowerPoint PPT Presentation

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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SO PAULO

O NOVO CDIGO DE TICA MDICAENCONTRO DO CREMESP COM OS MDICOSCdigos de tica Mdica Brasileiros- 1867-19881867 Cdigo de tica Mdica da Associao Mdica Americana (traduzido para o portugus Salvador- BA)

1929 Cdigo de Moral Mdica

1931 Cdigo de Deontologia Mdica

1945 Cdigo de Deontologia Mdica

1953 Cdigo de tica da Associao Mdica Brasileira

1965 Cdigo de tica Medica

1984 Cdigo Brasileiro de Deontologia Mdica

1988 Cdigo de tica Mdica (em vigor)

2008/2009 Reviso do Cdigo de tica Mdica 2Anlise comparada dos C.E.M de outros pasesResolues exaradas desde 1988Decises judiciais envolvendo o atual C.E.MIncorporao de dilemas bioticosManuteno do esquema clssico: Princpios, Direitos e Deveres O NOVO CDIGO DE TICA MDICAAprovado

IV CONEM

So Paulo 29 de agosto de 2009

O NOVO CDIGO DE TICA MDICA4

So PauloIV Conferncia Nacional de tica Mdica 5Publicao

RESOLUO CFM n 1.931, de 17-09-2009 Aprova o Cdigo de tica Mdica Dirio Oficial da Unio, Poder Executivo, Braslia- DF em 24 setembro de 2009. Seo 1, p. 90-2

Art. 3 O novo Cdigo de tica Mdica entra em vigor 180 dias aps sua publicao.

13/04/2010

O NOVO CDIGO DE TICA MDICA6O NOVO CDIGO composto 01 prembulo com 06 incisos,

25 incisos de princpios fundamentais,

10 incisos de normas diceolgicas direitos

118 artigos de normas deontolgicas deveres 04 incisos de disposies gerais

Esta reforma assimilou o aprimoramentoo melhor uso da tecnocinciao abuso da publicidade inescrupulosaos conflitos de interesse no exerccio profissional envolvendo mdicos e indstria relacionadaa cidadania tanto de mdicos como de pacientes todos cidados com direitos e deveres constitucionaisdo exerccio da autonomia do paciente e do mdicoO NOVO CDIGO DE TICA MDICADois anos de trabalho com intensa reflexo biotica, sempretendo como norte a perseguio de valores voltados realizaodo ideal de vida humana, to presente, ao longo dos sculos, narelao mdico-paciente. Expresses como ecossistema, remunerao digna e justa, meios cientificamente reconhecidos, responsabilidade do mdico em carter pessoal e nunca presumido, intervenes sobre o genoma humano, tele medicina, cuidados paliativos, obstinao teraputica, exerccio mercantilista da medicina, oferta de servios profissionais como prmios em concursos, vnculo com consrcios, pronturio legvel, consentimento livre e esclarecido, assentimento livre e esclarecido em paciente menor de idade, uso de placebo em experimentos, indstria de medicamentos, rteses, prteses, equipamentos e implantes e dignidade e privacidade do paciente sujeito da prtica de docncia, foram, de forma lcida, incorporadas ao novo diploma normativo.

O NOVO CDIGO DE TICA MDICA9Prembulo

I- O presente Cdigo de tica Mdica contm as normas que devem ser seguidas pelos mdicos no exerccio de sua profisso, inclusive no exerccio de atividades relativas ao ensino, pesquisa e administrao de servios de sade, bem como no exerccio de quaisquer outras atividades em que se utilize o conhecimento advindo do estudo da Medicina.O NOVO CDIGO DE TICA MDICA10O NOVO CDIGO DE TICA MDICA

Captulo I

Princpios Fundamentais

XI - O mdico guardar sigilo a respeito das informaes de que detenha conhecimento no desempenho de suas funes, com exceo dos casos previstos em lei.

XV - O mdico ser solidrio com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja por remunerao digna e justa seja por condies de trabalho compatveis com o exerccio tico-profissional da Medicina e seu aprimoramento tcnico-cientfico.

XVI - Nenhuma disposio estatutria ou regimental de hospital ou de instituio, pblica ou privada, limitar a escolha, pelo mdico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados para o estabelecimento do diagnstico e da execuo do tratamento, salvo quando em benefcio do paciente.12XIX - O mdico se responsabilizar, em carter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relao particular de confiana e executados com diligncia, competncia e prudncia.

XX - A natureza personalssima da atuao profissional do mdico no caracteriza relao de consumo.

XXI - No processo de tomada de decises profissionais, de acordo com seus ditames de conscincia e as previses legais, o mdico aceitar as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnsticos e teraputicos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas.

13XXII - Nas situaes clnicas irreversveis e terminais, o mdico evitar a realizao de procedimentos diagnsticos e teraputicos desnecessrios e propiciar aos pacientes sob sua ateno todos os cuidados paliativos apropriados.

XXIII - Quando envolvido na produo de conhecimento cientfico, o mdico agir com iseno e independncia, visando ao maior benefcio para os pacientes e a sociedade.14O NOVO CDIGO DE TICA MDICA

Captulo IIDireitos dos Mdicos

direito do mdico:

I - Exercer a Medicina sem ser discriminado por questes de religio, etnia, sexo, nacionalidade, cor, orientao sexual, idade, condio social, opinio poltica ou de qualquer outra natureza.

II - Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as prticas cientificamente reconhecidas e respeitada a legislao vigente.16 direito do mdico:

III - Apontar falhas em normas, contratos e prticas internas das instituies em que trabalhe quando as julgar indignas do exerccio da profisso ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo dirigir-se, nesses casos, aos rgos competentes e, obrigatoriamente, comisso de tica e ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdio.

IV - Recusar-se a exercer sua profisso em instituio pblica ou privada onde as condies de trabalho no sejam dignas ou possam prejudicar a prpria sade ou a do paciente, bem como a dos demais profissionais. Nesse caso, comunicar imediatamente sua deciso comisso de tica e ao Conselho Regional de Medicina.

X - Estabelecer seus honorrios de forma justa e digna.

17O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo IIIResponsabilidade Profissional vedado ao mdico:

Art. 1 Causar dano ao paciente, por ao ou omisso, caracterizvel como impercia, imprudncia ou negligncia.

Pargrafo nico. A responsabilidade mdica sempre pessoal e no pode ser presumida.

Art. 9 Deixar de comparecer a planto em horrio preestabelecido ou abandon-lo sem a presena de substituto, salvo por justo impedimento.

Pargrafo nico. Na ausncia de mdico plantonista substituto, a direo tcnica do estabelecimento de sade deve providenciar a substituio.

19 vedado ao mdico:

Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegvel, sem a devida identificao de seu nmero de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdio, bem como assinar em branco folhas de receiturios, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos mdicos.

Art. 15. Descumprir legislao especfica nos casos de transplantes de rgos ou de tecidos, esterilizao, fecundao artificial, abortamento, manipulao ou terapia gentica.

1 No caso de procriao medicamente assistida, a fertilizao no deve conduzir sistematicamente ocorrncia de embries supranumerrios.

20 vedado ao mdico:

2 O mdico no deve realizar a procriao medicamente assistida com nenhum dos seguintes objetivos:

I criar seres humanos geneticamente modificados

II criar embries para investigao

III criar embries com finalidades de escolha de sexo, eugenia ou para originar hbridos ou quimeras.

3 Praticar procedimento de procriao medicamente assistida sem que os participantes estejam de inteiro acordo e devidamente esclarecidos sobre o mesmo.

21 vedado ao mdico:

Art. 16. Intervir sobre o genoma humano com vista sua modificao, exceto na terapia gnica, excluindo-se qualquer ao em clulas germinativas que resulte na modificao gentica da descendncia.

Art. 20. Permitir que interesses pecunirios, polticos, religiosos ou de quaisquer outras ordens, do seu empregador ou superior hierrquico ou do financiador pblico ou privado da assistncia sade interfiram na escolha dos melhores meios de preveno, diagnstico ou tratamento disponveis e cientificamente reconhecidos no interesse da sade do paciente ou da sociedade.22O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo IVDireitos Humanos vedado ao mdico:

Art. 22. Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal aps esclarec-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte.

Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou considerao, desrespeitar sua dignidade ou discrimin-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.24O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo VRelao com Pacientes e Familiares

vedado ao mdico:

Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgncia ou emergncia e impossibilidade comprovada de realiz-lo, devendo, nesse caso, faz-lo imediatamente aps cessar o impedimento.

Pargrafo nico. O atendimento mdico a distncia, nos moldes da telemedicina ou outro mtodo, dar-se- sob regulamentao do Conselho Federal de Medicina.26 vedado ao mdico:

Art. 39 Opor-se realizao de junta mdica ou segunda opinio solicitada pelo paciente ou por seu representante legal.

Art. 41 Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal.

Pargrafo nico. Nos casos de doena incurvel e terminal, deve o mdico oferecer todos os cuidados paliativos disponveis sem empreender aes diagnsticas ou teraputicas inteis ou obstinadas, levando sempre em considerao a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.27Captulo VI

DOAO E TRANSPLANTE DE RGOS E TECIDOS

O NOVO CDIGO DE TICA MDICA28 vedado ao mdico:

Art.45 Retirar rgo de doador vivo quando este for juridicamente incapaz, mesmo se houver autorizao de seu representante legal, exceto nos casos permitidos e regulamentados em lei.

O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo VIIRelao entre Mdicos

vedado ao mdico:

Art. 47 Usar de sua posio hierrquica para impedir, por motivo de crena religiosa, convico filosfica, poltica, interesse econmico ou qualquer outro, que no tcnico-cientfico ou tico, que as instalaes e os demais recursos da instituio sob sua direo, sejam utilizados por outros mdicos no exerccio da profisso, particularmente se forem os nicos existentes no local.31O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo VIIIRemunerao Profissional

vedado ao mdico:

Art. 69 Exercer simultaneamente a Medicina e a Farmcia ou obter vantagem pelo encaminhamento de procedimentos, pela comercializao de medicamentos, rteses, prteses ou implantes de qualquer natureza, cuja compra decorra de influncia direta em virtude de sua atividade profissional.

Art. 71 Oferecer seus servios profissionais como prmio, qualquer que seja sua natureza.

Art. 72 Estabelecer vnculo de qualquer natureza com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartes de descontos ou consrcios para procedimentos mdicos.

33O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo IXSigilo Profissional vedado ao mdico:

Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exerccio de sua profisso, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente.

Pargrafo nico. Permanece essa proibio:

mesmo que o fato seja de conhecimento pblico ou o paciente tenha falecidob) quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hiptese, o mdico comparecer perante a autoridade e declarar seu impedimento; c) na investigao de suspeita de crime, o mdico estar impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.

Art. 78 Deixar de orientar seus auxiliares e alunos a respeitar o sigilo profissional e zelar para que seja por eles mantido.35O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo XDocumentos Mdicos vedado ao mdico:

Art. 85 Permitir o manuseio e o conhecimento dos pronturios por pessoas no obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade.

Art. 87. Deixar de elaborar pronturio legvel para cada paciente.

1 O pronturio deve conter os dados clnicos necessrios para a boa conduo do caso, sendo preenchido, em cada avaliao, em ordem cronolgica com data, hora, assinatura e nmero de registro do mdico no Conselho Regional de Medicina.

2 O pronturio estar sob a guarda do mdico ou da instituio que assiste o paciente.37 vedado ao mdico:

Art. 89 Liberar cpias do pronturio sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua prpria defesa.

1 Quando requisitado judicialmente o pronturio ser disponibilizado ao perito mdico nomeado pelo juiz. 2 Quando o pronturio for apresentado em sua prpria defesa, o mdico dever solicitar que seja observado o sigilo profissional.

Art. 90 Deixar de fornecer cpia do pronturio mdico de seu paciente quando requisitado pelos Conselhos Regionais de Medicina.38O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo XIAuditoria e Percia Mdica vedado ao mdico:

Art. 93 Ser perito ou auditor do prprio paciente, de pessoa de sua famlia ou de qualquer outra com a qual tenha relaes capazes de influir em seu trabalho ou de empresa em que atue ou tenha atuado.

Art. 94 Intervir, quando em funo de auditor, assistente tcnico ou perito, nos atos profissionais de outro mdico, ou fazer qualquer apreciao em presena do examinado, reservando suas observaes para o relatrio.40O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo XIIEnsino e Pesquisa Mdica

vedado ao mdico:

Art. 101 Deixar de obter do paciente ou de seu representante legal o termo de consentimento livre e esclarecido para a realizao de pesquisa envolvendo seres humanos, aps as devidas explicaes sobre a natureza e as consequncias da pesquisa.

Pargrafo nico. No caso do sujeito de pesquisa ser menor de idade, alm do consentimento de seu representante legal, necessrio seu assentimento livre e esclarecido na medida de sua compreenso.

Art. 110 Praticar a Medicina, no exerccio da docncia, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, sem zelar por sua dignidade e privacidade ou discriminando aqueles que negarem o consentimento solicitado.42O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo XIIIPublicidade Mdica

vedado ao mdico:

Art. 115 Anunciar ttulos cientficos que no possa comprovar e especialidade ou rea de atuao para a qual no esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina.

Art. 116 Participar de anncios de empresas comerciais qualquer que seja sua natureza, valendo-se de sua profisso.

Art. 117 Apresentar como originais quaisquer idias, descobertas ou ilustraes que na realidade no o sejam.44O NOVO CDIGO DE TICA MDICACaptulo XIVDisposies GeraisI - O mdico portador de doena incapacitante para o exerccio profissional, apurada pelo Conselho Regional de Medicina em procedimento administrativo com percia mdica...

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