CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO ?· conselho regional de medicina do estado de mato…

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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

TERMO DE VISTORIA

Ao dcimo dia do ms de janeiro do ano de 2012, foi realizada vistoria no

CIAPS ADAUTO BOTELHO UNIDADE III , sito no Centro Politico

Administrativo no Municpio de Cuiab, pelo Vice-Presidente Dr. Arlan de

Azevedo Ferreira do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso onde foi

constatado:

Informante: Atade Celestino (enfermeiro);

Nenhum mdico no momento;

Capacidade para atendimentos : 50 pacientes a estrutura no comporta este

nmero de internaes e atualmente esto internados apenas 27 pacientes (

faltam colches, ventilador, banheiro adequado e principalmente funcionrios).

No existe internao de mulheres. As vtimas de dependncia a drogas lcitas

ou ilcitas de Cuiab, baixada cuiabana e todo o estado de Mato Grosso que

necessitarem ou buscarem tratamento so internadas na ala feminina da

Unidade I (Coxip), misturadas s mulheres portadoras de doena mental.

PROFISSIONAIS DA REA DA SADE:

3 mdicos

1 Psiquiatra Dr Josemar (que no vai todos os dias devido a carga horria

insuficiente para um nico psiquiatra)

1 clnico geral Dr Moiss Nadaf

1 Clnico geral Dr Marcelo

-No tem mdico plantonista;

-No tem ambulncia no local para transporte de paciente no caso de urgncia

clnica ou cirrgica ou para realizao de exames complementares fora;

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

-Mdicos apenas na parte da manh e 3 e 5 tarde;

-Sem mdico visitador que faa o acompanhamento dirio dos pacientes

internados, ou ainda mdicos noite, fins de semana e feriados.

2 psiclogas:

Sonia Catarina C. Oliveira-1 vnculo;

Cristina Luiza 2 vnculos;

1 nutricionista:

Danyelle Rodrigues

3 assistentes sociais:

Soraia Mitea

Maria da Mata Figueiredo

Edvania

3 enfermeiras diaristas (no h enfermeiros de planto no perodo noturno)

2 Arte terapeutas

Enfermarias:

1) Enfermaria de Observao : onde so internados os mais idosos, doenas

febris agudas, etc.

- janelas com vidros quebrados;

-piso liso (risco de quedas principalmente dos pacientes em uso de drogas

sedativas)

- teto de PVC danificado.

-banheiro sem sabo lquido- sem limpeza adequada firma de limpeza no

fica todo o perodo no Hospital (no fica ningum tarde).

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Firma Terceirizada de limpeza no trabalha sbado, domingo e feriados.

Enfermaria masculina:

- Seis leitos por enfermeiras;

- camas de madeira, colches de pano (espuma). No possibilitam higienizao

(no lavvel)

- limpeza a cargo dos internados (empresa de limpeza no mantm o local);

- forro em PVC danificado;

- portas danificadas e sem puxadores;

- paredes em mau estado de conservao (pintura).

Posto de enfermagem:

- reduzido espao fsico: divide o espao com preparo de medicamentos

injetveis como soro, e objetos pessoais dos profissionais (bolsa, por exemplo) e

pronturios mdicos ...

- medicamentos misturados a alimentos.

- sem climatizao adequada

- paredes em mau estado de conservao.

a) pronturios:

- adequadamente preenchidos;

- no tem arquivo para guarda dos pronturios;

b) Armrios pequenos, quebrados, com gavetas que guardam psicotrpicos

para uso de pacientes que podem chegar para internao (sem segurana e

fora dos padres preconizados para armazenamento).

c) local sem climatizao adequada;

- lavatrio inadequado para higienizao das mos, sem lavabo ou pia para

expurgo.

- sem lixeira para lixo hospitalar,

- sem carrinho de emergncia;

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Salo de recreao local para lazer e reunies

- goteiras;

Sala utilizada como expurgo

- vrios objetos como vassouras, colches fora de uso jogados pelo ambiente;

Frmacia:

Duas farmacuticas com duas tcnicas assistentes;

- No tem plantonista

-local inadequado com medicao acondicionada em armrios sem segurana

adequada ( psicotrpicos);

-sem bancada para manuseio de medicamentos (so preparados na mesa)-vide

foto.

- falta frequente de medicamentos amitriptilina e carbamazepina

(funcionrios declaram que as vezes trazem de outros locais de trabalho

medicamentos essenciais em falta).

No momento: sem amitriptilina, carbamazepina.

Repouso de funcionrios feminino:

- gambiarra para funcionamento de ventilador;

- lmpadas queimadas;

- ausncia de cortina (cobertor na janela)

- pequeno armrio de apoio (criado mudo enferrujado /danificado).

- banheiro sem saboneteira ou sabonete, papel toalha ( os funcionrios trazem

de casa);

- ralos do banheiro sem tampa;

rea externa:

Sem muro ou telas que assegurem a no entrada de ces, gatos;

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Paredes em geral necessitando pintura, reboco.

Refeitrio:

A firma terceirizada responsvel pela cozinha no est fazendo limpeza

preconizada no ambiente;

Mesas com fungos nos tampos;

Bebedouro sem manuteno, pssimas condies de higiene;

Pombos se misturam aos internos e funcionrios no horrio da refeio;

Paredes mal conservadas.

Cozinha:

- A firma de terceirizao seria a responsvel pela higienizao mas est

providenciando (SIC) um funcionrio para realizar a limpeza que vem sendo

feita informalmente e de forma completamente ineficiente pela outra

terceirizada (limpeza).

- Sem climatizao suficiente

- No tem segurana por falta de grade de proteo no local onde so recebidos

os pratos (foto).

Em linhas gerais funcionando adequadamente em relao a preparo de

alimentos.

Lavanderia:

Terceirizada. Recebem roupas limpas da unidade I.

Problemas de ordem geral constatados ou relatados pelos servidores:

A unidade funciona numa parceria entre SES e SEJUSP. A estrutura fsica da

SEJUSP. A SES justifica no investimento na manuteno por ser atribuio

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da outra Secretaria. O Termo de Cooperao Tcnica entre as duas Secretarias

no tem sido ajustado h anos e os recursos no vm.

Os recursos financeiros destinados Unidade Hospitalar so centralizados em

mais de 70% para pagamento de terceirizadas;

Os projetos de terapias e manuteno das dependncias dispem de recursos

irrisrios, completamente insuficientes. Motivo principal para a sensao atual

de abandono da Unidade;

A terceirizada de limpeza s trabalha de manh, no tem oferecido material

de limpeza. A empresa est atrasada h trs meses no pagamento dos

funcionrios que se mostram desestimulados pela grave situao financeira em

que se encontram.

No tem mdicos de planto e tambm a farmcia no funciona em regime de

planto;

Os servidores tem a percepo de que a localizao atual desta Unidade

facilita ao acesso de familiares, tem uma estrutura horizontal mais

humanizada. Falta melhorar a segurana de funcionrios e pacientes, alm de

investimentos no local em termos de estrutura fsica ( espao para convivncias

como campo de futebol, quadra de esportes, uma vez que h espao para isso).

Oitenta porcento das internaes so compulsrios ( mandado judicial). Isto

significa que muitos dos internados no tem a inteno precpua de tratamento

e frequentemente so detectados indcios clnicos de consumo de drogas lcitas

ou ilcitas dentro da prpria unidade de tratamento.

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Boa parte dos internos no tem a inteno de tratamento e fica difcil o

controle do uso de drogas dentro da unidade.

As vezes a unidade usada para proteo do paciente de agressores externos,

dos locais de onde vem, como por exemplo, usam a internao para se

protegerem de rixas no presidio (cultura de presidio), ameaas de morte por

dvidas de trfico de drogas, etc.

No tem qualquer estrutura para atendimento de emergncia no caso de uma

parada cardaca, ou convulso por overdose de medicamentos ou por doenas

de base pr-existentes.

No existe internao de mulheres. As vtimas de dependncia a drogas lcitas

ou ilcitas de Cuiab e todo o Mato Grosso, que necessitarem ou buscarem

tratamento, so internadas na ala feminina da Unidade I (Coxip), misturadas

s mulheres portadoras de doena mental.

Dr. Arlan de Azevedo Ferreira

Conselheiro do CRM-MT

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