Conselho Regional de Enfermagem - Coren- ?· Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP)…

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Conselho Regional de Enfermagem de So Paulo (COREN-SP)Plenrio 2015 2017PresidenteFabola de Campos Braga MattozinhoVice-presidenteMauro Antnio Pires Dias da SilvaPrimeiro-secretrioMarcus Vinicius de Lima OliveiraSegunda-secretriaRosngela de MelloPrimeiro-tesoureiroVagner UriasSegundo-tesoureiroJefferson Erecy SantosConselheiros titularesAndra Bernardinelli Stornioli, Cludio Luiz da Silveira, Demerson Gabriel Bussoni, Edinildo Magalhes dos Santos, Iraci Campos, Luciano Andr Rodrigues, Marcel Willan Lobato, Marcelo da Silva Felipe,Marclia Rosana Crivelli Bonacordi Gonalves, Maria Cristina Komatsu Braga Massarollo, Paulo Cobellis Gomes, Paulo Roberto Natividade de Paula, Renata Andra Pietro Pereira Viana, Silvio Menezes da Silva,Vilani Sousa MichelettiConselheiros suplentesAlessandro Correia da Rocha, Alessandro Lopes Andrighetto, Ana Mrcia Moreira Donnabella,Antonio Carlos Siqueira Junior, Consuelo Garcia Correa, Denilson Cardoso, Denis Fiorezi, Edir Kleber Boas Gonsaga, Evandro Rafael Pinto Lira, Ildefonso Mrcio Oliveira da Silva, Joo Batista de Freitas,Joo Carlos Rosa, Lourdes Maria Werner Pereira Koeppl, Luiz Gonzaga Zuquim, Marcia Regina Costa Brito, Matheus de Sousa Arci, Osvaldo de Lima Junior, Rorinei dos Santos, Rosemeire Aparecida de Oliveira de Carvalho, Vanessa Maria Nunes Roque, Vera Lucia Francisco.ElaboraoDra Ivone Martini de OliveiraCOREN-SP-0007475Reviso ortogrfica/Projeto grfico/Ilustrao da capaGerncia de ComunicaoNo autorizada a reproduoou venda do contedo desta cartilha.Distribuio GratuitaSetembro/2015 3 ediondiceLei n 5.905, de 12 de julho de 1973 ......................................................4Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986 ...................................................17Decreto n 94.406, de 08 de junho de 1987 .........................................31Lei n 8.967, de 28 de dezembro de 1994 .............................................48Resoluo COFEN - 311/2007 .............................................................50Cdigo de tica dos Profissionais de Enfermagem ................................52 Princpios Fundamentais....................................... .......................54 Captulo I - Das relaes profissionais ..........................................55 Captulo II - Do sigilo profissional ...............................................73 Captulo III - Do ensino, da pesquisa e da produo tcnico-cientfica .......................................................................................75 Captulo IV - Da publicidade .......................................................78 Captulo V - Das infraes e penalidades ......................................80 Captulo VI - Da aplicao das penalidades ..................................87 Captulo VII - Das disposies gerais............................................88Resoluo COFEN 370/2010 ............................................................90Cdigo de Processo tico-Disciplinar dos Conselhos de Enfermagem ..92 Ttulo I - Disposies gerais .........................................................92 Ttulo II - Dos procedimentos e do processo tico ......................102 Ttulo III - Do julgamento em primeira instncia ......................151Ttulo IV - Das nulidades e anulabilidades .................................160 Ttulo V - Do julgamento em segunda instncia .........................164 Ttulo VI - Da execuo da pena .................................................170 Ttulo VII - Da reviso da pena ..................................................173Ttulo VIII - Da reabilitao .......................................................175Ttulo IX - Da prescrio ............................................................177Ttulo X - Disposies finais .......................................................1784LEI N 5.905, DE 12 DE JULHO DE 1973 Dispe sobre a criao dos Conselhos Federal e Re-gionais de Enfermagem e d outras providncias. O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguin-te Lei: Art. 1 So criados o Conselho Federal de Enferma-gem (COFEN) e os Conselhos Regionais de Enfermagem (COREN), constituindo em seu conjunto uma autarquia, vinculada ao Ministrio doTrabalho e Previdncia Social. Art. 2 O Conselho Federal e os Conselhos Regio-nais so rgos disciplinadores do exerccio da profisso de enfermeiro e das demais profisses compreendidas nos servios de enfermagem. Art. 3 O Conselho Federal, ao qual ficam subordi-nados os Conselhos Regionais, ter jurisdi-o em todo o territrio nacional e sede na Capital da Repblica. 5Art. 4 Haver um Conselho Regional em cada Estado e Territrio, com sede na respectiva capital e no Distrito Federal.Pargrafo nico. O Conselho Federal poder, quando o nmero de profis-sionais habilitados na unidade da federao for inferior a cin-quenta, determinar a forma-o de regies, compreenden-do mais de uma unidade. Art. 5 O Conselho Federal ter nove membros efe-tivos e igual nmero de suplentes, de nacio-nalidade brasileira, e portadores de diploma de curso de enfermagem de nvel superior. Art. 6 Os membros do Conselho Federal e respec-tivos suplentes sero eleitos por maioria de votos, em escrutnio secreto, na Assembleia dos Delegados Regionais. Art. 7 O Conselho Federal eleger, dentre seus membros, em sua primeira reunio, o Pre-sidente, o Vice-Presidente, o Primeiro e o Segundo-Secretrios e o Primeiro e Segun-do-Tesoureiros. 6Art. 8 Compete ao Conselho Federal: I aprovar seu regimento interno e o dos Conselhos Regionais; II instalar os Conselhos Regionais;III elaborar o Cdigo de Deontologia de Enfermagem e alter-lo, quando neces-srio, ouvidos os Conselhos Regionais;IV baixar provimentos e expedir instru-es, para uniformidade de procedi-mento e bom funcionamento dos Con-selhos Regionais;V dirimir as dvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais; VI apreciar, em grau de recursos, as deci-ses dos Conselhos Regionais; VII instituir o modelo das carteiras profis-sionais de identidade e as insgnias da profisso; 7VIII homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais; IX aprovar anualmente as contas e a pro-posta oramentria da autarquia, reme-tendo-as aos rgos competentes;X promover estudos e campanhas para aperfeioamento profissional; XI publicar relatrios anuais de seus traba-lhos; XII convocar e realizar as eleies para sua diretoria; XIII exercer as demais atribuies que lhe forem conferidas por lei. Art. 9 O mandato dos membros do Conselho Fe-deral ser honorfico e ter a durao de trs anos, admitida uma reeleio. Art. 10 A receita do Conselho Federal de Enferma-gem ser constituda de: 8I um quarto da taxa de expedio das carteiras profissionais; II um quarto das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais; III um quarto das anuidades recebidas pe-los Conselhos Regionais; IV doaes e legados; V subvenes oficiais; VI rendas eventuais. Pargrafo nico. Na organizao dos quadros distintos para inscrio de profissionais, o Conselho Fe-deral de Enfermagem adotar como critrio, no que couber, o disposto na Lei n 2.604, de 17 de setembro de 1955. Art. 11 Os Conselhos Regionais sero instalados em suas respectivas sedes, com cinco a vin-te e um membros e outros tantos suplentes, 9todos de nacionalidade brasileira, na pro-poro de trs quintos de enfermeiros e dois quintos de profissionais das demais catego-rias de pessoal de enfermagem reguladas em lei. Pargrafo nico. O nmero de membros dos Conselhos Regionais ser sem-pre mpar, e a sua fixao ser feita pelo Conselho Federal em proporo ao nmero de profissionais inscritos. Art. 12 Os membros dos Conselhos Regionais e respectivos suplentes sero eleitos por voto pessoal, secreto e obrigatrio, em poca determinada pelo Conselho Federal, em Assembleia Geral especialmente convocada para esse fim. 1 Para a eleio referida neste artigo sero organizadas chapas separadas, uma para enfermeiros e outra para os demais profis-sionais de enfermagem, podendo votar em cada chapa, respectivamente, os profissio-nais referidos no artigo 11. 102 Ao eleitor que, sem causa justa, deixar de votar nas eleies referidas neste artigo, ser aplicada pelo Conselho Regional multa em importncia correspondente ao valor da anuidade. Art. 13 Cada Conselho Regional eleger seu Pre-sidente, Secretrio e Tesoureiro, admitida a criao de cargos de Vice-Presidente, Segundo-Secretrio e Segundo-Tesoureiro para os Conselhos com mais de doze mem-bros. Art. 14 O mandato dos membros dos Conselhos Regionais ser honorfico e ter a durao de trs anos, admitida uma reeleio. Art. 15 Compete aos Conselhos Regionais: I deliberar sobre inscrio no Conselho e seu cancelamento; II disciplinar e fiscalizar o exerccio pro-fissional, observadas as diretrizes gerais do Conselho Federal; 11III fazer executar as instrues e provi-mentos do Conselho Federal; IV manter o registro dos profissionais com exerccio na respectiva jurisdio; V conhecer e decidir os assuntos atinentes tica profissional impondo as penali-dades cabveis; VI elaborar a sua proposta oramentria anual e o projeto de seu regimento interno e submet-los aprovao do Conselho Federal;VII expedir a carteira profissional indis-pensvel ao exerccio da profisso, a qual ter f pblica em todo o territ-rio nacional e servir de documento de identidade;VIII zelar pelo bom conceito da profisso e dos que a exeram; 12IX publicar relatrios anuais de seus traba-lhos e a relao dos profissionais regis-trados; X propor ao Conselho Federal medidas visando melhoria do exerccio profis-sional; XI fixar o valor da anuidade; XII apresentar sua prestao de contas ao Conselho Federal, at o dia 28 de feve-reiro de cada ano; XIII eleger sua diretoria e seus delegados eleitores ao Conselho Federal; XIV exercer as demais atribuies que lhes forem conferidas por esta Lei ou pelo Conselho Federal. Art. 16 A renda dos Conselhos Regionais ser cons-tituda de: I trs quartos da taxa de expedio das carteiras profissionais; 13II trs quartos das multas aplicadas; III trs quartos das anuidades; IV doaes e legados; V subvenes oficiais, de empresas ou en-tidades particulares; VI rendas eventuais. Art. 17 O Conselho Federal e os Conselhos Regio-nais devero reunir-se, pelo menos, uma vez mensalmente. Pargrafo nico. O Conselheiro que faltar, du-rante o ano, sem licena prvia do respectivo Conselho, a cin-co reunies perder o manda-to. Art. 18 Aos infratores do Cdigo de Deontologia de Enfermagem podero ser aplicadas as seguintes penas: 14I advertncia verbal; II multa; III censura; IV suspenso do exerccio profissional; V cassao do direito ao exerccio profis-sional. 1 As penas referidas nos incisos I, II, III e IV deste artigo so da alada dos Con-selhos Regionais e a referida no inciso V, do Conselho Federal, ouvido o Con-selho Regional interessado. 2 O valor das multas, bem como as in-fraes que implicam nas diferentes penalidades, sero disciplinadas no Regimento do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais.Art. 19 O Conselho Federal e os Conselhos Regio-nais tero tabela prpria de pessoal, cujo regime ser o da Consolidao das Leis do Trabalho.15Art. 20 A responsabilidade pela gesto Administra-tiva e financeira dos Conselhos caber aos respectivos diretores.Art. 21 A composio do primeiro Conselho Fe-deral de Enfermagem, com mandato de um ano, ser feita por ato do Ministro do Trabalho e Previdncia Social, mediante indicao, em lista trplice, da Associao Brasileira de Enfermagem.Pargrafo nico. Ao Conselho Federal assim constitudo caber, alm das atribuies previstas nesta Lei:a) promover as primeiras eleies para composio dos Conselhos Regionais e instal-los;b) promover as primeiras eleies para composio do Conselho Federal, at noventa dias antes do trmino do seu mandato.16Art. 22 Durante o perodo de organizao do Con-selho Federal de Enfermagem, o Ministrio do Trabalho e Previdncia Social lhe faci-litar a utilizao de seu prprio pessoal, material e local de trabalho.Art. 23 Esta Lei entrar em vigor na data de sua publicao, revogadas as disposies em contrrio.Braslia, 12 de julho de 1973;152 da Independncia e 85 da Repblica. EMLIO G. MDICI Jlio Barata Lei n 5.905, de 12.07.73 Publicada no DOU de 13.07.73 Seo I fls. 6.82517LEI N 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986 Dispe sobre a regulamentao do exerccio da enfer-magem e d outras providncias. O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguin-te Lei: Art. 1 livre o exerccio da enfermagem em todo o territrio nacional, observadas as disposi-es desta lei. Art. 2 A enfermagem e suas atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Con-selho Regional de Enfermagem com juris-dio na rea onde ocorre o exerccio. Pargrafo nico. A enfermagem exercida pri-vativamente pelo Enfermeiro, pelo Tcnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilita-o. 18Art. 3 O planejamento e a programao das insti-tuies e servios de sade incluem planeja-mento e programao de enfermagem. Art. 4 A programao de enfermagem inclui a prescrio da assistncia de enfermagem. Art. 5 (VETADO). 1 (VETADO). 2 (VETADO). Art. 6 So enfermeiros: I o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituio de ensino, nos termos da lei; II o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeira Obsttrica, conferido nos termos da lei; III o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obsttrica ou de Obstetriz, ou equivalente, con-19ferido por escola estrangeira, segundo as leis do pas, registrado em virtude de acordo de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obsttrica ou de Obstetriz;IV aqueles que, no abrangidos pelos inci-sos anteriores, obtiverem ttulo de En-fermeiro conforme o disposto na alnea d do art. 3 do Decreto n 50.387, de 28 de maro de 1961. Art. 7 So Tcnicos de Enfermagem: I o titular do diploma ou do certificado de Tcnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislao e registrado pelo rgo competente; II o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou cur-so estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Tcnico de Enfermagem. 20Art. 8 So Auxiliares de Enfermagem: I o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituio de ensino, nos termos da lei e registrado no rgo competente; II o titular de diploma a que se refere a Lei n 2.822, de 14 de junho de 1956; III o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do art. 2 da Lei n 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido at a publicao da Lei n 4.024, de 20 de dezembro de 1961; IV o titular de certificado de Enfermeiro Prtico ou Prtico de Enfermagem, expedido at 1964 pelo Servio Na-cional de Fiscalizao da Medicina e Farmcia, do Ministrio da Sade, ou por rgo congnere da Secretaria de Sade nas Unidades da Federao, nos termos do Decreto-lei n 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei n 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei n3.640, de 10 de outubro de 1959; 21V o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto--lei n 299, de 28 de fevereiro de 1967; VI o titular do diploma ou certificado con-ferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do pas, registrado em virtude de acordo de intercmbio cul-tural ou revalidado no Brasil como cer-tificado de Auxiliar de Enfermagem. Art. 9 So Parteiras:I a titular do certificado previsto no art. 1 do Decreto-lei n 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei n 3.640, de 10 de outubro de 1959; II a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do pas, registrado em virtude de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil, at 2 (dois) anos aps a pu-blicao desta lei, como certificado de Parteira. 22Art. 10 (VETADO). Art. 11 O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe: I privativamente: a) direo do rgo de enfermagem inte-grante da estrutura bsica da institui-o de sade, pblica e privada, e chefia de servio e de unidade de enferma-gem; b) organizao e direo dos servios de enfermagem e de suas atividades tcni-cas e auxiliares nas empresas prestado-ras desses servios;c) planejamento, organizao, coordena-o, execuo e avaliao dos servios da assistncia de enfermagem; d) (VETADO); e) (VETADO); 23f ) (VETADO); g) (VETADO); h) consultoria, auditoria e emisso de pa-recer sobre matria de enfermagem; i) consulta de enfermagem; j) prescrio da assistncia de enferma-gem; l) cuidados diretos de enfermagem a pa-cientes graves com risco de vida; m) cuidados de enfermagem de maior complexidade tcnica e que exijam co-nhecimentos de base cientfica e capaci-dade de tomar decises imediatas; II como integrante da equipe de sade: a) participao no planejamento, execu-o e avaliao da programao de sa-de; 24b) participao na elaborao, execuo e avaliao dos planos assistenciais de sade; c) prescrio de medicamentos estabeleci-dos em programas de sade pblica e em rotina aprovada pela instituio de sade; d) participao em projetos de construo ou reforma de unidades de internao; e) preveno e controle sistemtico da infeco hospitalar e de doenas trans-missveis em geral; f ) preveno e controle sistemtico de da-nos que possam ser causados clientela durante a assistncia de enfermagem; g) assistncia de enfermagem gestante, parturiente e purpera; h) acompanhamento da evoluo e do tra-balho de parto; 25i) execuo do parto sem distocia; j) educao visando melhoria de sade da populao. Pargrafo nico. s profissionais referidas no inciso II do art. 6 desta lei incumbe, ainda: a) assistncia parturiente e ao parto nor-mal; b) identificao das distocias obsttricas e tomada de providncias at a chegada do mdico;c) realizao de episiotomia e episiorrafia e aplicao de anestesia local, quando necessria. Art. 12 O Tcnico de Enfermagem exerce ativida-de de nvel mdio, envolvendo orientao e acompanhamento do trabalho de enferma-gem em grau auxiliar, e participao no pla-nejamento da assistncia de enfermagem, cabendo-lhe especialmente: 26a) participar da programao da assistn-cia de enfermagem;b) executar aes assistenciais de enferma-gem, exceto as privativas do Enfermei-ro, observado o disposto no pargrafo nico do art. 11 desta lei;c) participar da orientao e superviso do trabalho de enfermagem em grau auxiliar; d) participar da equipe de sade. Art. 13 O Auxiliar de Enfermagem exerce ativida-des de nvel mdio, de natureza repetitiva, envolvendo servios auxiliares de enfer-magem sob superviso, bem como a parti-cipao em nvel de execuo simples, em processos de tratamento, cabendo-lhe espe-cialmente: a) observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas; 27b) executar aes de tratamento simples; c) prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente; d) participar da equipe de sade. Art. 14 (VETADO). Art. 15 As atividades referidas nos arts. 12 e 13 des-ta lei, quando exercidas em instituies de sade, pblicas e privadas, e em progamas de sade, somente podem ser desempenha-das sob orientao e superviso de Enfer-meiro.Art. 16 (VETADO). Art. 17 (VETADO). Art. 18 (VETADO). Pargrafo nico. (VETADO). Art. 19 (VETADO). 28Art. 20 Os rgos de pessoal da administrao p-blica, direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Terri-trios, observaro no provimento e cargos e funes e na contratao de pessoal de enfermagem, de todos os graus, os preceitos desta lei. Pargrafo nico. Os rgos a que se refere este artigo promovero as medidas necessrias harmonizao das situaes j existentes com as disposies desta lei, respei-tados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e sal-rios. Art. 21 (VETADO) Art. 22 (VETADO) Art. 23 O pessoal que se encontra executando tare-fas de enfermagem, em virtude de carncia de recursos humanos de nvel mdio nessa rea, sem possuir formao especfica regu-lada em lei, ser autorizado, pelo Conselho Federal de Enfermagem, a exercer ativida-29des elementares de enfermagem, observado o disposto no art. 15 desta lei. Pargrafo nico. A autorizao referida neste artigo, que obedecer aos cri-trios baixados pelo Conselho Federal de Enfermagem, so-mente poder ser concedida durante o prazo de 10 (dez) anos, a contar da promulgao desta lei. Art. 24 (VETADO). Pargrafo nico. (VETADO). Art. 25 O Poder Executivo regulamentar esta lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias a contar da data de sua publicao. Art. 26 Esta lei entra em vigor na data de sua publi-cao.Art. 27 Revogam-se (VETADO) as demais disposi-es em contrrio. 30Braslia, 25 de junho de 1986;165 da Independncia e 98 da Repblica. JOS SARNEY Almir Pazzianotto Pinto Lei n 7.498, de 25.06.86Publicada no DOU de 26.06.86 Seo I - fls. 9.273 a 9.27531Decreto n 94.406, de 08 de junho de 1987Regulamenta a Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispe sobre o exerccio da Enfermagem, e d ou-tras providncias.O PRESIDENTE DA REPBLICA, usando das atribuies que lhe confere o Art. 81, item III, da Constituio, e tendo em vista o disposto no Art. 25 da Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986, decreta: Art. 1 O exerccio da atividade de Enfermagem, observadas as disposies da Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986, e respeitados os graus de habilitao, privativo de Enfer-meiro, Tcnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiro e s ser permitido ao profissional inscrito no Conselho Regio-nal de Enfermagem da respectiva regio.Art. 2 As instituies e servios de sade incluiro a atividade de Enfermagem no seu planeja-mento e programao. 32Art. 3 A prescrio da assistncia de Enfermagem parte integrante do programa de Enferma-gem. Art. 4 So Enfermeiros: I o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituio de ensino, nos termos da lei; II o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeira Obsttrica, conferidos nos termos da lei; III o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obsttrica ou de Obstetriz, ou equivalente, confe-rido por escola estrangeira segundo as respectivas leis, registrado em virtude de acordo de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obsttrica ou de Obstetriz; 33IV aqueles que, no abrangidos pelos inci-sos anteriores, obtiveram ttulo de En-fermeira conforme o disposto na letra d do Art. 3. do Decreto-lei Decreto n 50.387, de 28 de maro de 1961. Art. 5 So Tcnicos de Enfermagem:I o titular do diploma ou do certificado de tcnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislao e Registrado no rgo competente;II o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou cur-so estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de tcnico de Enfermagem. Art. 6 So Auxiliares de Enfermagem: I o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem, conferido por instituio de ensino, nos termos da Lei e registra-do no rgo competente; 34II o titular do diploma a que se refere a Lei n 2.822, de 14 de junho de 1956; III o titular do diploma ou certificado a que se refere o item III do Art. 2 da Lei n 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido at a publicao da Lei n4.024, de 20 de dezembro de 1961;IV o titular de certificado de Enfermeiro Prtico ou Prtico de Enfermagem, ex-pedido at 1964 pelo Servio Nacional de Fiscalizao da Medicina e Farm-cia, do Ministrio da Sade, ou por rgo congnere da Secretaria de Sade nas Unidades da Federao, nos termos do Decreto-lei n 23.774, de 22 de ja-neiro de 1934, do Decreto-lei n 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei n 3.640, de 10 de outubro de 1959; V o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto--lei n 299, de 28 de fevereiro de 1967; 35VI o titular do diploma ou certificado con-ferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do pas, registrado em virtude de acordo de intercmbio cul-tural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enferma-gem. Art. 7 So Parteiros:I o titular de certificado previsto no Art. 1 do Decreto-lei n 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei n 3.640, de 10 de outubro de 1959;II o titular do diploma ou certificado de Parteiro, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as respectivas leis, registrado em virtude de intercmbio cultural ou revalidado no Brasil, at 26 de junho de 1988, como certificado de Parteiro. Art. 8 Ao enfermeiro incumbe: 36I privativamente: a) direo do rgo de enfermagem in-tegrante da estrutura bsica da insti-tuio de sade, pblica ou privada, e chefia de servio e de unidade de En-fermagem; b) organizao e direo dos servios de enfermagem e de suas atividades tcni-cas e auxiliares nas empresas prestado-ras desses servios; c) planejamento, organizao, coordena-o, execuo e avaliao dos servios da assistncia de enfermagem;d) consultoria, auditoria e emisso de pa-recer sobre matria de enfermagem; e) consulta de enfermagem;f) prescrio da assistncia de enferma-gem;37g) cuidados diretos de enfermagem a pa-cientes graves com risco de vida; h) cuidados de enfermagem de maior complexidade tcnica e que exijam conhecimentos cientficos adequados e capacidade de tomar decises imedia-tas; II como integrante da equipe de sade: a) participao no planejamento, execu-o e avaliao da programao de sa-de; b) participao na elaborao, execuo e avaliao dos planos assistenciais de sade; c) prescrio de medicamentos previa-mente estabelecidos em programas de sade pblica e em rotina aprovada pela instituio de sade; d) participao em projetos de construo ou reforma de unidades de internao; 38e) preveno e controle sistemtico da in-feco hospitalar, inclusive como mem-bro das respectivas comisses; f ) participao na elaborao de medidas de preveno e controle sistemtico de danos que possam ser causados aos pa-cientes durante a assistncia de enfer-magem; g) participao na preveno e controle das doenas transmissveis, em geral, e nos programas de vigilncia epidemio-lgica; h) prestao de assistncia de enfermagem gestante, parturiente, purpera e ao recm-nascido; i) participao nos programas e nas ati-vidades de assistncia integral sade individual e de grupos especficos, par-ticularmente daqueles prioritrios e de alto risco; 39j) acompanhamento da evoluo e do tra-balho de parto; l) execuo e assistncia obsttrica em situao de emergncia e execuo do parto sem distocia; m) participao em programas e ativi-dades de educao sanitria, visando melhoria de sade do indivduo, da famlia e da populao em geral; n) participao nos programas de treina-mento e aprimoramento de pessoal de sade, particularmente nos programas de educao continuada;o) participao nos programas de higiene e segurana do trabalho e de preveno de acidentes e de doenas profissionais e do trabalho; p) participao na elaborao e na opera-cionalizao do sistema de referncia e contrarreferncia do paciente nos dife-rentes nveis de ateno sade; 40q) participao no desenvolvimento de tecnologia apropriada assistncia de sade; r) participao em bancas examinadoras, em matrias especficas de Enferma-gem, nos concursos para provimento de cargo ou contratao de Enfermeiro ou pessoal Tcnico e Auxiliar de Enfer-magem. Art. 9 s profissionais titulares de diploma ou certificados de Obstetriz ou de Enfermeira Obsttrica, alm das atividades de que trata o artigo precedente, incumbe: I prestao de assistncia parturiente e ao parto normal; II identificao das distocias obsttricas e tomada de providncias at a chegada do mdico; III realizao de episiotomia e episiorrafia com aplicao de anestesia local, quan-do necessria.41Art. 10 O Tcnico de Enfermagem exerce as ati-vidades auxiliares, de nvel mdio tcnico, atribudas equipe de Enfermagem, caben-do-lhe: I assistir o Enfermeiro:a) no planejamento, programao, orien-tao e superviso das atividades de assistncia de enfermagem; b) na prestao de cuidados diretos de En-fermagem a pacientes em estado grave; c) na preveno e controle das doenas transmissveis, em geral, em programas de vigilncia epidemiolgica; d) na preveno e controle sistemtico da infeco hospitalar; e) na preveno e controle sistemtico de danos fsicos que possam ser causados a pacientes durante a assistncia de sa-de;42f ) na execuo dos programas referidos nas letras i e o do item II do Art. 8. II executar atividades de assistncia de enfermagem, excetuadas as privativas do Enfermeiro e as referidas no Art. 9 deste Decreto:III integrar a equipe de sade. Art. 11 O Auxiliar de Enfermagem executa as ativi-dades auxiliares, de nvel mdio atribudas equipe de Enfermagem, cabendo-lhe: I preparar o paciente para consultas, exa-mes e tratamentos; II observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nvel de sua qualificao; III executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, alm de outras atividades de Enfermagem, tais como:43a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral; b) realizar controle hdrico; c) fazer curativos; d) aplicar oxigenoterapia, nebulizao, enteroclisma, enema e calor ou frio; e) executar tarefas referentes conserva-o e aplicao de vacinas; f ) efetuar o controle de pacientes e de co-municantes em doenas transmissveis; g) realizar testes e proceder sua leitura, para subsdio de diagnstico; h) colher material para exames laborato-riais; i) prestar cuidados de Enfermagem pr e ps-operatrios; 44j) circular em sala de cirurgia e, se neces-srio, instrumentar; l) executar atividades de desinfeco e es-terilizao.IV prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurana, inclusive: a) aliment-lo ou auxili-lo a alimentar--se; b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependncia de unidades de sade; V integrar a equipe de sade; VI participar de atividades de educao em sade, inclusive: a) orientar os pacientes na ps-consulta, quanto ao cumprimento das prescri-es de Enfermagem e mdicas; 45b) auxiliar o Enfermeiro e o Tcnico de Enfermagem na execuo dos progra-mas de educao para a sade; VII executar os trabalhos de rotina vincula-dos alta de pacientes; VIII participar dos procedimentos ps-mor-te.Art. 12 Ao Parteiro incumbe: I prestar cuidados gestante e partu-riente; II assistir o parto normal, inclusive em domiclio; eIII cuidar da purpera e do recm-nascido.Pargrafo nico. As atividades de que trata este artigo so exercidas sob su-perviso de Enfermeiro Obs-tetra, quando realizadas em instituies de sade, e, sem-pre que possvel, sob controle 46e superviso de unidade de sade, quando realizadas em domiclio ou onde se fizerem necessrias. Art. 13 As atividades relacionadas nos arts. 10 e 11 somente podero ser exercidas sob supervi-so, orientao e direo de Enfermeiro. Art. 14 Incumbe a todo o pessoal de Enfermagem: I cumprir e fazer cumprir o Cdigo de Deontologia da Enfermagem; II quando for o caso, anotar no prontu-rio do paciente as atividades da assis-tncia de Enfermagem, para fins esta-tsticos.Art. 15 Na administrao pblica, direta e indire-ta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territrios, ser exigida como condio essencial para provimento de car-gos e funes e contratao de pessoal de Enfermagem, de todos os graus, a prova de inscrio no Conselho Regional de Enfer-magem da respectiva regio. 47Pargrafo nico. Os rgos e entidades compre-endidos neste artigo promo-vero, em articulao com o Conselho Federal de Enferma-gem, as medidas necessrias adaptao das situaes j existentes com as disposies deste Decreto, respeitados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e salrios. Art. 16 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao. Art. 17 Revogam-se as disposies em contrrio. Braslia, 08 de junho de 1987; 166 da Independncia e 99 da Repblica.JOS SARNEY Eros Antonio de Almeida Dec. n 94.406, de 08.06.87 Publicado no DOU de 09.06.87 Seo I - fls. 8.853 a 8.85548LEI N 8.967, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1994 Altera a redao do pargrafo nico do art. 23 da Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispe sobre a regulamentao do exerccio da Enfermagem e d outras providncias. O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguin-te Lei:Art. 1 O pargrafo nico do art. 23 da Lei n 7.498, de 25 de junho de 1986, passa a vigo-rar com a seguinte redao: Art. 23 ............................................Pargrafo nico. assegurado aos atendentes de enfermagem, admitidos antes da vigncia desta lei, o exerc- cio das atividades elementares da enfermagem, observado o disposto em seu artigo 15. Art. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua pu-blicao.49Art. 3 Revogam-se as disposies em contrrio. Braslia, 28 de dezembro de 1994;173 da Independncia e 106 da Repblica. ITAMAR FRANCOMarcelo Pimentel 50Resoluo COFEN - 311/2007Aprova a Reformulao do Cdigo de tica dos Pro-fissionais de Enfermagem.O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no uso de sua competncia estabelecida pelo art. 2, c.c. a Resoluo COFEN-242/2000, em seu art. 13, inci-sos IV, V, XV, XVII e XLIX;CONSIDERANDO a Lei n. 5.905/73, em seu arti-go 8, inciso III; CONSIDERANDO o resultado dos estudos origi-nais de seminrios realizados pelo COFEN com a participao dos diversos segmentos da profisso;CONSIDERANDO o que consta dos PADs CO-FEN nos 83/91, 179/91, 45/92, 119/92 e 63/2002;CONSIDERANDO a deliberao do Plenrio em sua 346 ROP, realizada em 30, 31 de janeiro de 2007.RESOLVE:Art. 1 Fica aprovado o Cdigo de tica dos Pro-fissionais de Enfermagem para aplicao na 51jurisdio de todos os Conselhos de Enfer-magem.Art. 2 Todos os Profissionais de Enfermagem de-vero conhecer o inteiro teor do presente Cdigo, acessando o site www.portalcofen.gov.br e requerendo-o no Conselho Regio-nal de Enfermagem do Estado onde exer-cem suas atividades. Art. 3 Este Cdigo aplica-se aos profissionais de Enfermagem e exercentes das atividades elementares de enfermagem.Art. 4 Este ato resolucional entrar em vigor, a partir de 12 de maio de 2007, correspon-dendo a 90 (noventa) dias aps sua publi-cao, revogando a Resoluo COFEN n 240/2000.Rio de Janeiro, 08 de fevereiro 2007Dulce Dirclair Huf BaisCOREN-MS N 10.244PresidenteCarmem de Almeida da SilvaCOREN-SP N 2.254Primeira-Secretria52Cdigo de tica dos Profissionais de EnfermagemPrembuloA Enfermagem compreende um componente prprio de conhecimentos cientficos e tcnicos, construdo e reproduzido por um conjunto de prticas sociais, ticas e polticas que se processa pelo ensino, pesqui-sa e assistncia. Realiza-se na prestao de servios pessoa, famlia e coletividade, no seu contexto e cir-cunstncias de vida.O aprimoramento do comportamento tico do pro-fissional passa pelo processo de construo de uma conscincia individual e coletiva, pelo compromisso social e profissional configurado pela responsabilida-de no plano das relaes de trabalho com reflexos no campo cientfico e poltico.A Enfermagem Brasileira, face s transformaes so-cioculturais, cientficas e legais, entendeu ter chegado o momento de reformular o Cdigo de tica dos Pro-fissionais de Enfermagem (CEPE).A trajetria da reformulao, coordenada pelo Con-selho Federal de Enfermagem com a participao dos 53Conselhos Regionais de Enfermagem, incluiu discus-ses com a categoria de enfermagem. O Cdigo de tica dos Profissionais de Enfermagem est organizado por assunto e inclui princpios, direi-tos, responsabilidades, deveres e proibies pertinen-tes conduta tica dos profissionais de Enfermagem. O Cdigo de tica dos Profissionais de Enfermagem leva em considerao a necessidade e o direito de as-sistncia em enfermagem da populao, os interesses do profissional e de sua organizao. Est centrado na pessoa, famlia e coletividade e pressupe que os tra-balhadores de enfermagem estejam aliados aos usu-rios na luta por uma assistncia sem riscos e danos e acessvel a toda populao. O presente Cdigo teve como referncia os postu-lados da Declarao Universal dos Direitos do Ho-mem, promulgada pela Assembleia Geral das Naes Unidas (1948) e adotada pela Conveno de Genebra da Cruz Vermelha (1949), contidos no Cdigo de ti-ca do Conselho Internacional de Enfermeiros (1953) e no Cdigo de tica da Associao Brasileira de Enfermagem (1975). Teve como referncia, ainda, o Cdigo de Deontologia de Enfermagem do Conselho 54Federal de Enfermagem (1976), o Cdigo de tica dos Profissionais de Enfermagem (1993) e as Normas Internacionais e Nacionais sobre Pesquisa em Seres Humanos [Declarao Helsinque (1964), revista em Tquio (1975), em Veneza (1983), em Hong Kong (1989) e em Sommerset West (1996) e a Resoluo 196 do Conselho Nacional de Sade, Ministrio da Sade (1996)].Princpios Fundamentais A Enfermagem uma profisso comprometida com a sade e a qualidade de vida da pessoa, famlia e coletividade.O profissional de Enfermagem atua na promoo, preveno, recuperao e reabilitao da sade, com autonomia e em consonncia com os preceitos ticos e legais.O profissional de enfermagem participa, como inte-grante da equipe de sade, das aes que visem sa-tisfazer as necessidades de sade da populao e da defesa dos princpios das polticas pblicas de sade e ambientais, que garantam a universalidade de aces-so aos servios de sade, integralidade da assistncia, 55resolutividade, preservao da autonomia das pes-soas, participao da comunidade, hierarquizao e descentralizao poltico-administrativa dos servios de sade.O profissional de enfermagem respeita a vida, a dig-nidade e os direitos humanos, em todas as suas di-menses.O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competncia para a promoo do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princpios da tica e da biotica.Captulo IDas relaes profissionaisDireitos Art. 1 Exercer a enfermagem com liberdade, auto-nomia e ser tratado segundo os pressupostos e princpios legais, ticos e dos direitos hu-manos.56Art. 2 Aprimorar seus conhecimentos tcnicos, cientficos e culturais que do sustentao sua prtica profissional.Art. 3 Apoiar as iniciativas que visem ao aprimo-ramento profissional e defesa dos direitos e interesses da categoria e da sociedade.Art. 4 Obter desagravo pblico por ofensa que atinja a profisso, por meio do Conselho Regional de Enfermagem.Responsabilidades e deveresArt. 5 Exercer a profisso com justia, compro-misso, equidade, resolutividade, dignidade, competncia, responsabilidade, honestida-de e lealdade.Art. 6 Fundamentar suas relaes no direito, na prudncia, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinio e posio ideol-gica.Art. 7 Comunicar ao COREN e aos rgos com-petentes, fatos que infrinjam dispositivos 57legais e que possam prejudicar o exerccio profissional. ProibiesArt. 8 Promover e ser conivente com a injria, calnia e difamao de membro da equipe de enfermagem, equipe de sade e de traba-lhadores de outras reas, de organizaes da categoria ou instituies.Art. 9 Praticar e/ou ser conivente com crime, con-traveno penal ou qualquer outro ato que infrinja postulados ticos e legais.SEO IDas relaes com a pessoa, famlia e coletividade.DireitosArt. 10 Recusar-se a executar atividades que no se-jam de sua competncia tcnica, cientfica, tica e legal ou que no ofeream segurana ao profissional, pessoa, famlia e coletivi-dade.58Art. 11 Ter acesso s informaes relacionadas pessoa, famlia e coletividade, necessrias ao exerccio profissional. Responsabilidades e deveresArt. 12 Assegurar pessoa, famlia e coletividade assistncia de enfermagem livre de danos decorrentes de impercia, negligncia ou imprudncia.Art. 13 Avaliar criteriosamente sua competncia tcnica, cientfica, tica e legal e somen-te aceitar encargos ou atribuies quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem.Art. 14 Aprimorar os conhecimentos tcnicos, cien-tficos, ticos e culturais, em benefcio da pessoa, famlia e coletividade e do desenvol-vimento da profisso.Art. 15 Prestar assistncia de enfermagem sem dis-criminao de qualquer natureza.59Art. 16 Garantir a continuidade da assistncia de enfermagem em condies que ofeream segurana, mesmo em caso de suspenso das atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatrios da categoria.Art. 17 Prestar adequadas informaes pessoa, fa-mlia e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefcios e intercorrncias acerca da assistncia de enfermagem.Art. 18 Respeitar, reconhecer e realizar aes que garantam o direito da pessoa ou de seu re-presentante legal, de tomar decises sobre sua sade, tratamento, conforto e bem-es-tar.Art. 19 Respeitar o pudor, a privacidade e a inti-midade do ser humano, em todo seu ciclo vital, inclusive nas situaes de morte e ps--morte.Art. 20 Colaborar com a equipe de sade no escla-recimento da pessoa, famlia e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefcios e intercorrncias acerca de seu estado de sa-de e tratamento.60Art. 21 Proteger a pessoa, famlia e coletividade contra danos decorrentes de impercia, ne-gligncia ou imprudncia por parte de qual-quer membro da equipe de sade.Art. 22 Disponibilizar seus servios profissionais comunidade em casos de emergncia, epi-demia e catstrofe, sem pleitear vantagens pessoais.Art. 23 Encaminhar a pessoa, famlia e coletividade aos servios de defesa do cidado, nos ter-mos da lei.Art. 24 Respeitar, no exerccio da profisso, as nor-mas relativas preservao do meio am-biente e denunciar aos rgos competentes as formas de poluio e deteriorao que comprometam a sade e a vida.Art. 25 Registrar no pronturio do paciente as in-formaes inerentes e indispensveis ao processo de cuidar.61ProibiesArt. 26 Negar assistncia de enfermagem em qual-quer situao que se caracterize como ur-gncia ou emergncia.Art. 27 Executar ou participar da assistncia sa-de sem o consentimento da pessoa ou de seu representante legal, exceto em iminente ris-co de morte.Art. 28 Provocar aborto ou cooperar em prtica destinada a interromper a gestao.Pargrafo nico. Nos casos previstos em lei, o profissional dever decidir, de acordo com a sua conscincia, sobre a sua participao ou no no ato abortivo.Art. 29 Promover a eutansia ou participar em pr-tica destinada a antecipar a morte do clien-te.62Art. 30 Administrar medicamentos sem conhecer a ao da droga e sem certificar-se da possibi-lidade de riscos.Art. 31 Prescrever medicamentos e praticar ato ci-rrgico, exceto nos casos previstos na legis-lao vigente e em situao de emergncia.Art. 32 Executar prescries de qualquer natureza, que comprometam a segurana da pessoa.Art. 33 Prestar servios que por sua natureza com-petem a outro profissional, exceto em caso de emergncia. Art. 34 Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso com qualquer forma de violncia.Art. 35 Registrar informaes parciais e inverdicas sobre a assistncia prestada.63SEO IIDas relaes com os trabalhadores de enfermagem, sade e outrosDireitosArt. 36 Participar da prtica multiprofissional e interdisciplinar com responsabilidade, au-tonomia e liberdade.Art. 37 Recusar-se a executar prescrio medica-mentosa e teraputica, onde no conste a assinatura e o nmero de registro do pro-fissional, exceto em situaes de urgncia e emergncia.Pargrafo nico. O profissional de enfermagem poder recusar-se a executar prescrio medicamentosa e teraputica em caso de identi-ficao de erro ou ilegibilida-de.64Responsabilidades e deveresArt. 38 Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe.Art. 39 Participar da orientao sobre benefcios, riscos e consequncias decorrentes de exa-mes e de outros procedimentos, na condi-o de membro da equipe de sade.Art. 40 Posicionar-se contra falta cometida durante o exerccio profissional seja por impercia, imprudncia ou negligncia.Art. 41 Prestar informaes, escritas e verbais, completas e fidedignas necessrias para as-segurar a continuidade da assistncia.ProibiesArt. 42 Assinar as aes de enfermagem que no executou, bem como permitir que suas aes sejam assinadas por outro profissio-nal.65Art. 43 Colaborar, direta ou indiretamente, com outros profissionais de sade, no descum-primento da legislao referente aos trans-plantes de rgos, tecidos, esterilizao hu-mana, fecundao artificial e manipulao gentica.SEO IIIDas relaes com as organizaes da categoriaDireitosArt. 44 Recorrer ao Conselho Regional de Enfer-magem, quando impedido de cumprir o presente Cdigo, a legislao do exerccio profissional e as resolues e decises ema-nadas do Sistema COFEN/COREN.Art. 45 Associar-se, exercer cargos e participar de entidades de classe e rgos de fiscalizao do exerccio profissional.Art. 46 Requerer, em tempo hbil, informaes acerca de normas e convocaes.66Art. 47 Requerer ao Conselho Regional de Enfer-magem medidas cabveis para obteno de desagravo pblico em decorrncia de ofensa sofrida no exerccio profissional.Responsabilidades e deveresArt. 48 Cumprir e fazer os preceitos ticos e legais da profisso.Art. 49 Comunicar ao Conselho Regional de En-fermagem fatos que firam preceitos do pre-sente Cdigo e da legislao do exerccio profissional.Art. 50 Comunicar formalmente ao Conselho Regional de Enfermagem fatos que envol-vam recusa ou demisso de cargo, funo ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente Cdigo e a legislao do exerccio profissional.Art. 51 Cumprir, no prazo estabelecido, as determi-naes e convocaes do Conselho Federal e Conselho Regional de Enfermagem.67Art. 52 Colaborar com a fiscalizao de exerccio profissional.Art. 53 Manter seus dados cadastrais atualizados e regularizadas as suas obrigaes financeiras com o Conselho Regional de Enfermagem.Art. 54 Apor o nmero e categoria de inscrio no Conselho Regional de Enfermagem, em as-sinatura, quando no exerccio profissional.Art. 55 Facilitar e incentivar a participao dos pro-fissionais de enfermagem no desempenho de atividades nas organizaes da categoria.ProibiesArt. 56 Executar e determinar a execuo de atos contrrios ao Cdigo de tica e s demais normas que regulam o exerccio da Enfer-magem.Art. 57 Aceitar cargo, funo ou emprego vago em decorrncia de fatos que envolvam recusa ou demisso de cargo, funo ou emprego motivado pela necessidade do profissional 68em cumprir o presente cdigo e a legislao do exerccio profissional.Art. 58 Realizar ou facilitar aes que causem pre-juzo ao patrimnio ou comprometam a finalidade para a qual foram institudas as organizaes da categoria.Art. 59 Negar, omitir informaes ou emitir falsas declaraes sobre o exerccio profissional quando solicitado pelo Conselho Regional de Enfermagem.SEO IVDas relaes com as organizaes empregadorasDireitosArt. 60 Participar de movimentos de defesa da dig-nidade profissional, do aprimoramento tc-nico-cientfico, do exerccio da cidadania e das reivindicaes por melhores condies de assistncia, trabalho e remunerao.Art. 61 Suspender suas atividades, individual ou coletivamente, quando a instituio pblica 69ou privada para a qual trabalhe no oferecer condies dignas para o exerccio profis-sional que desrespeite a legislao do setor sade, ressalvadas as situaes de urgncia e emergncia, devendo comunicar imediata-mente, por escrito, sua deciso ao Conselho Regional de Enfermagem.Art. 62 Receber salrios ou honorrios compatveis com o nvel de formao, a jornada de tra-balho, a complexidade das aes e a respon-salidade pelo exerccio profissional.Art. 63 Desenvolver suas atividades profissionais em condies de trabalho que promovam a prpria segurana e a da pessoa, famlia e coletividade, sob seus cuidados, e dispor de material e equipamentos de proteo indivi-dual e coletiva, segundo as normas vigentes.Art. 64 Recusar-se a desenvolver atividades profis-sionais na falta de material ou equipamen-tos de proteo individual e coletiva, defini-dos na legislao especfica.70Art. 65 Formar e participar da comisso de tica da instituio pblica ou privada onde traba-lha, bem como de comisses interdiscipli-nares.Art. 66 Exercer cargos de direo, gesto e coorde-nao na rea de seu exerccio profissional e do setor sade.Art. 67 Ser informado sobre as polticas da institui-o e do servio de enfermagem, bem como participar de sua elaborao.Art. 68 Registrar, no pronturio e em outros do-cumentos prprios da enfermagem, infor-maes referentes ao processo de cuidar da pessoa.Responsabilidades e deveresArt. 69 Estimular, promover e criar condies para o aperfeioamento tcnico, cientfico e cul-tural dos profissionais de Enfermagem sob sua orientao e superviso.71Art. 70 Estimular, facilitar e promover o desenvol-vimento das atividades de ensino, pesquisa e extenso, devidamente aprovadas nas ins-tncias deliberativas da instituio.Art. 71 Incentivar e criar condies para registrar as informaes inerentes e indispensveis ao processo de cuidar.Art. 72 Registrar as informaes inerentes e indis-pensveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva e completa.ProibiesArt. 73 Trabalhar, colaborar ou acumpliciar-se com pessoas fsicas ou jurdicas que desrespeitem princpios e normas que regulam o exerccio profissional de enfermagem.Art. 74 Pleitear cargo, funo ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrncia desleal.Art. 75 Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, casa de sade, unidade 72sanitria, clnica, ambulatrio, escola, cur-so, empresa ou estabelecimento congnere sem nele exercer as funes de enfermagem pressupostas.Art. 76 Receber vantagens de instituio, empre-sa, pessoa, famlia e coletividade, alm do que lhe devido, como forma de garantir assistncia de enfermagem diferenciada ou benefcios de qualquer natureza para si ou para outrem.Art. 77 Usar de qualquer mecanismo de presso ou suborno com pessoas fsicas ou jurdicas para conseguir qualquer tipo de vantagem.Art. 78 Utilizar, de forma abusiva, o poder que lhe confere a posio ou cargo, para impor or-dens, opinies, atentar contra o pudor, asse-diar sexual ou moralmente, inferiorizar pes-soas ou dificultar o exerccio profissional.Art. 79 Apropriar-se de dinheiro, valor, bem mvel ou imvel, pblico ou particular de que te-nha posse em razo do cargo, ou desvi-lo em proveito prprio ou de outrem.73Art. 80 Delegar suas atividades privativas a outro membro da equipe de enfermagem ou de sade, que no seja enfermeiro.Captulo IIDo sigilo profissionalDireitosArt. 81 Abster-se de revelar informaes confiden-ciais de que tenha conhecimento, em razo de seu exerccio profissional, a pessoas ou entidades que no estejam obrigadas ao si-gilo.Responsabilidades e deveresArt. 82 Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento, em razo de sua atividade profissional, exceto nos casos previstos em lei, ordem judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante legal.1 Permanece o dever mesmo quando o fato for de conhecimento pblico e em caso de falecimento da pessoa envolvi-da.742 Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poder ser revelado quando ne-cessrio prestao da assistncia.3 O profissional de enfermagem, intima-do como testemunha, dever compare-cer perante a autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo.4 O segredo profissional referente ao me-nor de idade dever ser mantido, mes-mo quando a revelao for solicitada por pais ou responsveis, desde que o menor tenha capacidade de discerni-mento, exceto nos casos em que possa acarretar danos ou riscos ao mesmo.Art. 83 Orientar, na condio de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade, sobre o dever do sigilo profissional. ProibiesArt. 84 Franquear o acesso a informaes e docu-mentos para pessoas que no esto direta-75mente envolvidas na prestao da assistn-cia, exceto nos casos previstos na legislao vigente ou por ordem judicial.Art. 85 Divulgar ou fazer referncia a casos, situ-aes ou fatos de forma que os envolvidos possam ser identificados.Captulo IIIDo ensino, da pesquisa e da produo tcnico--cientficaDireitosArt. 86 Realizar e participar de atividades de ensi-no e pesquisa, respeitadas as normas tico--legais.Art. 87 Ter conhecimento acerca do ensino e da pesquisa a serem desenvolvidos com as pes-soas sob sua responsabilidade profissional ou em seu local de trabalho.Art. 88 Ter reconhecida sua autoria ou participao em produo tcnico-cientfica.76Responsabilidades e deveresArt. 89 Atender as normas vigentes para a pesquisa envolvendo seres humanos, segundo a espe-cificidade da investigao.Art. 90 Interromper a pesquisa na presena de qual-quer perigo vida e integridade da pessoa.Art. 91 Respeitar os princpios da honestidade e fi-dedignidade, bem como os direitos autorais no processo de pesquisa, especialmente na divulgao dos seus resultados.Art. 92 Disponibilizar os resultados de pesquisa comunidade cientfica e sociedade em geral.Art. 93 Promover a defesa e o respeito aos princ-pios ticos e legais da profisso no ensino, na pesquisa e produes tcnico-cientficas.ProibiesArt. 94 Realizar ou participar de atividades de ensi-no e pesquisa, em que o direito inalienvel da pessoa, famlia ou coletividade seja des-77respeitado ou oferea qualquer tipo de risco ou dano aos envolvidos.Art. 95 Eximir-se da responsabilidade por ativida-des executadas por alunos ou estagirios, na condio de docente, enfermeiro respon-svel ou supervisor.Art. 96 Sobrepor o interesse da cincia ao interesse e segurana da pessoa, famlia ou coletivida-de.Art. 97 Falsificar ou manipular resultados de pes-quisa, bem como us-los para fins diferentes dos pr-determinados.Art. 98 Publicar trabalho com elementos que iden-tifiquem o sujeito participante do estudo, sem sua autorizao.Art. 99 Divulgar ou publicar, em seu nome, pro-duo tcnico-cientfica ou instrumento de organizao formal do qual no tenha participado ou omitir nomes de coautores e colaboradores.78Art. 100 Utilizar, sem referncia ao autor ou sem a sua autorizao expressa, dados, informa-es ou opinies ainda no publicados.Art. 101 Apropriar-se ou utilizar produes tcnico--cientficas das quais tenha participado como autor ou no, implantadas em servi-os ou instituies, sem concordncia ou concesso do autor.Art. 102 Aproveitar-se de posio hierrquica para fazer constar seu nome como autor ou co-autor em obra tcnico-cientfica.Captulo IVDa publicidadeDireitosArt. 103 Utilizar-se de veculo de comunicao para conceder entrevistas ou divulgar eventos e assuntos de sua competncia, com finalida-de educativa e de interesse social.Art. 104 Anunciar a prestao de servios para os quais est habilitado.79Responsabilidades e deveresArt. 105 Resguardar os princpios da honestidade, veracidade e fidedignidade no contedo e na forma publicitria.Art. 106 Zelar pelos preceitos ticos e legais da pro-fisso nas diferentes formas de divulgao.ProibiesArt. 107 Divulgar informao inverdica sobre as-sunto de sua rea profissional.Art. 108 Inserir imagens ou informaes que possam identificar pessoas e instituies, sem sua prvia autorizao.Art. 109 Anunciar ttulo ou qualificao que no possa comprovar.Art. 110 Omitir, em proveito prprio, referncia a pessoas ou instituies.80Art. 111 Anunciar a prestao de servios gratuitos ou propor honorrios que caracterizem con-corrncia desleal.Captulo VDas infraes e penalidadesArt. 112 A caracterizao das infraes ticas e dis-ciplinares e a aplicao das respectivas pe-nalidades regem-se por este Cdigo, sem prejuzo das sanes previstas em outros dispositivos legais.Art. 113 Considera-se infrao tica a ao, omisso ou conivncia que implique em desobedi-ncia e/ou inobservncia s disposies do Cdigo de tica dos Profissionais de Enfer-magem.Art. 114 Considera-se infrao disciplinar a inobser-vncia das normas dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem.Art. 115 Responde pela infrao quem a cometer ou concorrer para a sua prtica, ou dela obtiver benefcio, quando cometida por outrem.81Art. 116 A gravidade da infrao caracterizada por meio da anlise dos fatos do dano e de suas consequncias. Art. 117 A infrao apurada em processo instau-rado e conduzido nos termos do Cdigo de Processo tico das Autarquias Profissionais de Enfermagem.Art. 118 As penalidades a serem impostas pelos Con-selhos Federal e Regional de Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei n 5.905, de 12 de julho de 1973, so as se-guintes:I Advertncia verbal;II Multa; III Censura; IV Suspenso do exerccio profissional; V Cassao do direito ao exerccio profis-sional.821 A advertncia verbal consiste na admo-estao ao infrator, de forma reservada, que ser registrada no pronturio do mesmo, na presena de duas testemu-nhas.2 A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (uma) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade da categoria pro-fissional qual pertence o infrator, em vigor no ato do pagamento.3 A censura consiste em repreenso, que ser divulgada nas publicaes oficiais dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, e em jornais de grande circulao.4 A suspenso consiste na proibio do exerccio profissional da enfermagem, por um perodo no superior a 29 (vin-te e nove) dias, e ser divulgada nas pu-blicaes oficiais dos Conselhos Fede-ral e Regional de Enfermagem, jornais de grande circulao e comunicada aos rgos empregadores.835 A cassao consiste na perda do direito ao exerccio da enfermagem e ser di-vulgada nas publicaes dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulao.Art. 119 As penalidades, referentes a advertncia ver-bal, multa, censura e suspenso do exerccio profissional, so da alada do Conselho Re-gional de Enfermagem, sero registradas no pronturio do profissional de enfermagem; a pena de cassao do direito ao exerccio profissional de competncia do Conselho Federal de Enfermagem, conforme o dis-posto no art. 18, pargrafo primeiro, da Lei n 5.905/73.Pargrafo nico. Na situao em que o proces-so tiver origem no Conselho Federal de Enfermagem ter como instncia superior a As-sembleia dos Delegados Regio-nais.Art. 120 Para a graduao da penalidade e respectiva imposio consideram-se:84I A maior ou menor gravidade da infra-o; II As circunstncias agravantes e atenu-antes da infrao; III O dano causado e suas consequncias; IV Os antecedentes do infrator. Art. 121 As infraes sero consideradas leves, graves ou gravssimas, segundo a natureza do ato e a circunstncia de cada caso.1 So consideradas infraes leves as que ofendam a integridade fsica, mental ou moral de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou aquelas que venham a difamar organizaes da categoria ou instituies.2 So consideradas infraes graves as que provoquem perigo de vida, debi-lidade temporria de membro, sentido ou funo em qualquer pessoa ou as 85que causem danos patrimoniais ou fi-nanceiros.3 So consideradas infraes gravssimas as que provoquem morte, deformidade permanente, perda ou inutilizao de membro, sentido, funo ou, ainda, dano moral irremedivel em qualquer pessoa.Art. 122 So consideradas circunstncias atenuantes:I Ter o infrator procurado, logo aps a infrao, por sua espontnea vontade e com eficincia, evitar ou minorar as consequncias do seu ato;II Ter bons antecedentes profissionais; III Realizar atos sob coao e/ou intimida-o;IV Realizar ato sob emprego real de fora fsica;V Ter confessado, espontaneamente, a autoria da infrao. 86Art. 123 So consideradas circunstncias agravantes:I Ser reincidente; II Causar danos irreparveis;III Cometer infrao dolosamente; IV Cometer a infrao por motivo ftil ou torpe; V Facilitar ou assegurar a execuo, a ocultao, a impunidade ou a vanta-gem de outra infrao;VI Aproveitar-se da fragilidade da vtima; VII Cometer a infrao com abuso de auto-ridade ou violao do dever inerente ao cargo ou funo; VIII Ter maus antecedentes profissionais.87Captulo VIDa aplicao das penalidadesArt. 124 As penalidades previstas neste Cdigo so-mente podero ser aplicadas, cumulativa-mente, quando houver infrao a mais de um artigo.Art. 125 A pena de advertncia verbal aplicvel nos casos de infraes ao que est estabelecido nos artigos: 5 a 7; 12 a 14; 16 a 24; 27; 30; 32; 34; 35; 38 a 40; 49 a 55; 57; 69 a 71; 74; 78; 82 a 85; 89 a 95; 98 a 102; 105; 106; 108 a 111 deste Cdigo.Art. 126 A pena de multa aplicvel nos casos de in-fraes ao que est estabelecido nos artigos: 5 a 9; 12; 13; 15; 16; 19; 24; 25; 26; 28 a 35; 38 a 43; 48 a 51; 53; 56 a 59; 72 a 80; 82; 84; 85; 90; 94; 96; 97 a 102; 105; 107;108; 110; e 111 deste Cdigo. Art. 127 A pena de censura aplicvel nos casos de infraes ao que est estabelecido nos arti-gos: 8; 12; 13; 15; 16; 25; 30 a 35; 41 a 43; 48; 51; 54; 56 a 59; 71 a 80; 82; 84; 85; 90; 91; 94 a 102; 105; 107 a 111 deste Cdigo.88Art. 128 A pena de suspenso do exerccio profissio-nal aplicvel nos casos de infraes ao que est estabelecido nos artigos: 8; 9; 12;15; 16; 25; 26; 28; 29; 31; 33 a 35; 41 a 43; 48; 56; 58; 59; 72; 73; 75 a 80; 82; 84; 85; 90; 94; 96 a 102; 105; 107 e 108 deste Cdigo.Art.129 A pena de cassao do direito ao exerccio profissional aplicvel nos casos de infra-es ao que est estabelecido nos artigos: 9;12; 26; 28; 29; 78 e 79 deste Cdigo.Captulo VIIDas disposies geraisArt. 130 Os casos omissos sero resolvidos pelo Con-selho Federal de Enfermagem.Art. 131 Este Cdigo poder ser alterado pelo Con-selho Federal de Enfermagem, por iniciati-va prpria ou mediante proposta de Conse-lhos Regionais.Pargrafo nico. A alterao referida deve ser precedida de ampla discusso 89com a categoria, coordenada pelos Conselhos Regionais.Art. 132 O presente Cdigo entrar em vigor 90 dias aps sua publicao, revogadas as disposi-es em contrrio.Rio de Janeiro, 08 de fevereiro de 2007.90RESOLUO COFEN N 370/2010Resenha: Altera o Cdigo de Processo tico das Autarquias Profissionais de Enfermagem para aperfeioar as re-gras e procedimentos sobre o processo tico-profis-sional que envolvem os profissionais de enfermagem e aprova o Cdigo de Processo tico. O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no uso das atribuies que lhe so conferidas pela Lei n. 5.905, de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resoluo COFEN n. 242, de 31 de agosto de 2000;CONSIDERANDO a necessidade de se aperfeioar as regras procedimentais e processuais dos processos ticos dos profissionais de enfermagem;CONSIDERANDO os estudos realizados pela Co-misso de Reformulao do Cdigo de Processo ti-co das Autarquias Profissionais de Enfermagem, que fora instituda do COFEN e as sugestes enviadas pelos Conselhos Regionais de Enfermagem;CONSIDERANDO o que mais consta do Processo Administrativo COFEN N 196/2010.91Resolve:Art. 1 Aprovar o CDIGO DE PROCESSO TICO DOS CONSELHOS DE EN-FERMAGEM, que estabelece as normas procedimentais para serem aplicadas nos processos ticos em toda jurisdio de todos os Conselhos de Enfermagem.Art. 2 Os Conselhos Regionais de Enfermagem devero dar ampla publicidade ao Cdigo de que trata a presente Resoluo, devendo os profissionais de enfermagem conhecer seu inteiro teor.Art. 3 O presente Cdigo de Processo tico en-tra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2011, revogando as disposies em contrrio, em especial a Resoluo COFEN N 252/2001.Braslia/DF, 03 de novembro de 2010.Manoel Carlos Neri Da Silva COREN-RO n. 63.592PresidenteGelson Luiz De Albuquerque COREN-SC n. 25.336 Primeiro-Secretrio92Cdigo de Processo tico-Disciplinardos Conselhos de EnfermagemTtulo IDisposies geraisArt.1 O presente Cdigo de Processo tico-Dis-ciplinar contm, sistematizado, o conjunto de normas que regem a aplicao, em todo o territrio nacional, pelos Conselhos de Enfermagem, do Cdigo de tica dos Pro-fissionais de Enfermagem.Captulo IDo sistema de apurao e deciso das infraes ticasArt. 2 Constituem o sistema de apurao e deciso das infraes tico-disciplinares:I Como rgo de admissibilidade: o Ple-nrio do respectivo Conselho, no mbi-to de sua competncia;93II Como rgo de instruo: as comis-ses, criadas em cada Conselho, para este fim;III Como rgo de julgamento em primei-ra instncia:a) o Plenrio dos Conselhos Regionais de Enfermagem;b) o Plenrio do Conselho Federal de En-fermagem, quando se tratar de Conse-lheiro e Suplente, Federal ou Regional, na forma do art. 6;c) o Plenrio do Conselho Federal, no impedimento e/ou suspeio da maio-ria absoluta dos Conselheiros efetivos e suplentes do Conselho Regional;d) o Plenrio do Conselho Federal, nos processos em que o Plenrio do Con-selho Regional indicar a pena de cassa-o.94IV Como rgo de julgamento em segun-da e ltima instncia:a) o Plenrio do Conselho Federal, re-ferente aos recursos das decises dos Conselhos Regionais de Enfermagem;b) a Assembleia Geral dos Delegados Re-gionais, referente aos recursos das deci-ses do Plenrio do Conselho Federal, nas hipteses do inciso anterior, alneas b, c e d.Captulo IIDa CompetnciaArt. 3 Determinar a competncia:I o lugar de inscrio do profissional;II o lugar da infrao eIII a prerrogativa de funo.Art. 4 A competncia, por regra, ser determinada pelo lugar de inscrio do profissional.95Pargrafo nico. Nos casos de cancelamento ou transferncia da inscrio, per- manecer competente o Conse- lho Regional perante o qual se iniciou o processo.Art. 5 A competncia ser determinada pelo lugar da infrao, quando o profissional for ins-crito em mais de um Conselho.Art. 6 A competncia pela prerrogativa de funo do Plenrio do Conselho Federal, quando se tratar de Conselheiro e Suplente, Federal ou Regional, enquanto durar o mandato.1 Cessado o exerccio do mandato, deixa o profissional de gozar da prerrogati-va de funo, devendo o processo ser remetido ao Conselho Regional com-petente, que dar prosseguimento ao feito.2 Em caso de interveno do Conselho Federal no Conselho Regional, perma-necer a competncia pela prerrogativa de funo pelo perodo inicialmente previsto para o trmino natural do mandato.96Captulo IIIDo impedimento e da suspeioArt. 7 Est impedido de atuar no processo o mem-bro do Plenrio ou da Comisso de Instru-o que:I ele prprio, seu cnjuge, parente con-sanguneo ou afim, em linha reta ou colateral at o terceiro grau, seja parte ou interessado no feito, inclusive quan-do litigante com qualquer das partes em processo judicial ou administrativo;II seja subordinado de qualquer das par-tesIII tenha atuado na primeira instncia, pronunciando-se de fato ou de direito sobre a matria discutida no processo;IV seja cnjuge ou tenha relao de paren-tesco por vnculo de consanguinidade ou afinidade em linha reta ou colateral at o terceiro grau, de defensor, de pe-rito, de funcionrio do Conselho que j 97tenha atuado no processo ou daqueles que tiverem realizado a averiguao prvia eV ele prprio tenha servido como teste-munha ou desempenhado qualquer das funes acima, salvo o Conselheiro Relator da fase de admissibilidade, que no est impedido de elaborar o pare-cer de que tratam os artigos 20 e 26.1 As hipteses de impedimento previstas nos incisos I e II deste artigo se aplicam aos profissionais de que trata o art. 30.2 O Conselheiro que tiver realizado pro-cedimento de averiguao prvia, ou participado da Comisso de Instruo, no poder ser designado o Relator de que trata o art. 110, assim como no poder votar, sendo-lhe, contudo, per-mitido o uso da palavra na sesso de julgamento.98Art. 8 Pode ser arguida a suspeio de profissional indicado para realizar averiguao prvia, de membro do Plenrio ou da Comisso de Instruo que: I seja amigo ntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;II esteja ele, seu cnjuge, ascendente ou descendente respondendo a processo por fato anlogo;III ele prprio, seu cnjuge, parente con-sanguneo, ou afim at o terceiro grau, seja litigante em processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes; IV tenha aconselhado qualquer das partes;V seja credor ou devedor, tutor ou cura-dor de qualquer das partes eVI seja scio, acionista ou administrador de pessoa jurdica envolvida ou interes-sada no processo.99Art. 9 O impedimento ou a suspeio decorrente de parentesco por casamento ou unio es-tvel cessa com a dissoluo do respectivo vnculo entre os cnjuges ou companheiros, salvo sobrevindo descendente.Pargrafo nico. Ainda que dissolvido o casa-mento ou unio estvel, sem descendentes, no poder atu-ar como membro do Plenrio ou da Comisso de Instru-o o(a) sogro(a), padrasto/madrasta, o(a) cunhado(a), o genro, a nora ou enteado(a) de quem for parte no processo.Art. 10 A suspeio no poder ser declarada, nem reconhecida, quando a parte injuriar mem-bro do Plenrio ou da Comisso de Instru-o ou, propositadamente, oferecer motivo para cri-la.Art. 11 Os membros do Plenrio ou da Comisso de Instruo, quando houver impedimento ou suspeio, abster-se-o de atuar no pro-100cesso, o que devem declarar nos autos, sob pena de responsabilidade.Pargrafo nico. Observar-se-, neste caso, o disposto no 2 do art. 7 des-te Cdigo.Art. 12 O impedimento poder ser arguido e reco-nhecido em qualquer fase do processo.Art. 13 A suspeio dever ser alegada na defesa prvia ou, se superveniente, na primeira oportunidade que a parte tiver para mani-festar nos autos, sob pena de precluso.Art. 14 Arguido o impedimento ou a suspeio pela parte, o membro arguido, de forma justi-ficada, dever se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias sobre o reconhecimento ou no da arguio.1 Reconhecido pelo membro arguido o impedimento ou a suspeio, o Presi-dente do Conselho, no prazo de 5 (cin-co) dias, nomear membro substituto.1012 No reconhecido pelo membro arguido o impedimento ou a suspeio, o feito ter regular prosseguimento, devendo a questo ser apreciada pelo Plenrio do Conselho na ocasio do julgamento do processo.Captulo IVDas partesArt. 15 So partes do processo:I as pessoas fsicas ou jurdicas que o ini-ciem por meio de denncia; eII o profissional indicado como autor da infrao.Art. 16 As partes podero ser representadas por ad-vogado constitudo nos autos por meio de procurao, em qualquer fase do processo.102Ttulo IIDos procedimentos e do processo ticoCaptulo IDa admissibilidadeArt. 17 O procedimento tico-disciplinar inicia-se de ofcio ou por denncia.Art. 18 Inicia-se de ofcio quando o Presidente de Conselho vier a saber, atravs de auto de in-frao, ou por qualquer meio, de fato que tenha caracterstica de infrao tica ou dis-ciplinar.Art. 19 Nos casos previstos no artigo anterior, quando o fato no contiver elementos su-ficientes para a instaurao do processo tico-disciplinar, o Presidente do Conse-lho determinar fiscalizao que proceda a apurao do ocorrido e fixar prazo para emisso de relatrio circunstanciado.Art. 20 Recebido o relatrio circunstanciado, o Pre-sidente do Conselho, no prazo de 5 (cinco) dias, determinar a juntada de certido de 103situao cadastral, financeira e de ante-cedentes ticos, e designar Conselheiro Relator para emitir, no prazo de 10 (dez) dias, parecer fundamentado, esclarecendo se o fato tem indcios de infrao tica ou disciplinar e indicando os artigos suposta-mente infringidos do Cdigo de tica, ou de outras normas do Sistema Cofen/Con-selhos Regionais, bem como se preenche as condies de admissibilidade, aps o que o parecer ser submetido deliberao do Plenrio.Art. 21 A denncia o ato pelo qual se atribui a algum a prtica de infrao tica ou dis-ciplinar.Art. 22 A denncia ser apresentada por escrito, ou quando verbal, reduzida a termo por servi-dor ou Conselheiro contendo os seguintes requisitos:I Presidente do Conselho a quem diri-gida;104II nome, qualificao e endereo do de-nunciante;III narrao objetiva do fato ou do ato, se possvel com indicao de localidade, dia, hora, circunstncias e nome do au-tor da infrao;IV o nome e endereo de testemunhas, quando houver;V documentos relacionados ao fato, quando houver; eVI assinatura do denunciante ou represen-tante legal.Art. 23 A denncia irretratvel, salvo nos casos em que houver conciliao.1 Em se tratando de denncia em que o fato se circunscreva s pessoas do denunciante e do denunciado, e no resulte em bito, poder ser realizada audincia prvia de conciliao pelo Conselheiro Relator, possibilitando o 105arquivamento mediante retratao ou ajustamento de conduta.2 O denunciado que tenha descumprido conciliao anteriormente realizada, ainda que por fato e em processo diver-so, no ter direito ao benefcio.Art. 24 Apresentada a denncia, o Presidente do Conselho, no prazo de 5 (cinco) dias, deter-minar a juntada de certido de situao ca-dastral, financeira e de antecedentes ticos e designar Conselheiro Relator.Art. 25 O Conselheiro Relator, preliminarmente, no caso previsto no 1 do art. 23, poder designar, no prazo de 5 (cinco) dias, audin-cia de conciliao, que dever ser realizada em no mximo 30 (trinta) dias.1 Ocorrendo a conciliao, o Conselhei-ro Relator lavrar o termo conciliatrio e encaminhar os autos ao Presidente do Conselho que incluir o processo na pauta da primeira reunio do Plenrio, 106para homologao e arquivamento, ato contra o qual no caber recurso.2 No ocorrendo, por qualquer motivo, a conciliao, o Conselheiro Relator prosseguir na forma do artigo seguin-te.3 A conciliao poder ocorrer, em qual-quer fase do processo, por manifesta-o expressa das partes.Art. 26 Quando no couber conciliao, o Conse-lheiro Relator dever, no prazo de 10 (dez) dias, emitir parecer fundamentado, escla-recendo se o fato tem indcios de infrao tica ou disciplinar e indicando os artigos supostamente infringidos do Cdigo de tica, ou de outras normas do Sistema Co-fen/Conselhos Regionais, bem como se pre-enche as condies de admissibilidade, aps o que o parecer ser submetido delibera-o do Plenrio. 1 Em caso de necessidade, para subsidiar o parecer, o Conse-107 lheiro Relator poder realizar ou solicitar averiguao prvia, interrompendo-se o prazo pre- visto no caput deste artigo. 2 A deliberao do Plenrio ter incio aps a leitura do parecer do Conselheiro Relator, que emitir seu voto.3 A seguir, ser franqueada a pa- lavra aos demais conselheiros, ocasio em que podero so- licitar vista, desde que devi- damente fundamentada, e, caso seja concedida, a votao ser suspensa at a prxima reunio de Plenrio. 4 Apresentado voto divergente, ser retomada a votao.Art. 27 So condies de admissibilidade:I ser o denunciado profissional de enfer-magem ao tempo do fato que deu ori-gem ao processo;108II a identificao do denunciado;III dos fatos relatados decorrerem indcios de infrao tica e/ou disciplinar, pre-vista no Cdigo de tica, ou de outras normas do Sistema Cofen/Conselhos regionais;IV haver, aps a averiguao prvia, ele-mentos suficientes para a instaurao do processo tico-disciplinar; eV no estiver extinta a punibilidade pela prescrio.Art. 28 A deliberao do Plenrio sobre a admis-sibilidade, como ato de instaurao ou de arquivamento, dever ser redigida no prazo de 5 (cinco) dias, pelo Conselheiro Relator, ou pelo Conselheiro condutor do voto ven-cedor, sob forma de Deciso, que a assinar conjuntamente com a Presidncia, conten-do, no mnimo:109I a qualificao do denunciado;II o nmero do parecer aprovado pelo Plenrio;III a data da reunio do Plenrio que deli-berou sobre o arquivamento ou instau-rao do processo;IV a indicao dos dispositivos do Cdigo de tica, ou de outras normas do siste-ma Cofen/Conselhos Regionais, supos-tamente infringidos pelo denunciado; eV a assinatura do Conselheiro condutor do voto vencedor e do Presidente do Conselho.Art. 29 Deliberando o Plenrio pela instaurao do processo tico-disciplinar, o Presidente do conselho designar Comisso de Instru-o, por Portaria, para apurao dos fatos, encerrando-se a fase de admissibilidade.110Captulo IIDa averiguao prviaArt. 30 A averiguao prvia poder ser realizada pelo Relator, por fiscal do Conselho, por um profissional de enfermagem, ou por Co-misso composta de at 3 (trs) membros do quadro de inscritos, que estejam adimplen-tes com suas obrigaes relativas ao Conse-lho e no respondam a processo tico.Art. 31 A averiguao prvia consiste em procedi-mento sumrio, preliminar, sem contradi-trio e ampla defesa, com a finalidade es-pecfica de colher elementos formadores da convico, para determinar a instaurao do processo tico-disciplinar ou o arquiva-mento da denncia.Art. 32 Na averiguao prvia podero ser adotadas diligncias, tais como:I requisio e juntada de documentos e provas materiais;111II convocao dos envolvidos ou de tes-temunha, para esclarecimento, que poder ser escrito ou verbal, reduzido a termo, sem prejuzo do direito am-pla defesa, a ser exercido no momento oportuno; eIII inspeo in loco.Art. 33 O prazo para apresentar o relatrio de averi-guao prvia de 30 (trinta) dias, a contar de sua solicitao.Captulo IIIDos atos processuaisArt. 34 O Presidente do Conselho determinar a autuao da denncia ou outro ato inaugu-ral do processo ou do procedimento tico--disciplinar, por funcionrio, que dever mencionar a natureza do feito, o nmero do registro, os nomes das partes e a data do seu incio.112Art. 35 O processo ter a forma de autos judiciais e os termos de juntada, vista, concluso e outros semelhantes constaro de notas datadas e rubricadas pelo funcionrio res-ponsvel pela autuao do procedimento tico-disciplinar na fase de admissibilida-de e, quando instaurado o processo tico--disciplinar, pela Comisso de Instruo ou funcionrio auxiliar da Comisso.Art. 36 As peas juntadas, os despachos, os parece-res, as decises, as citaes, as intimaes e as notificaes sero numerados em ordem cronolgica e numrica pelo funcionrio do Conselho ou por membro da Comisso de Instruo, sendo facultado s partes, aos ad-vogados, aos fiscais e s testemunhas rubri-car as folhas correspondentes aos atos nos quais intervieram.Art. 37 O direito de consultar os autos e de pedir certides de seus atos restrito s partes e a seus procuradores, sendo facultado a tercei-ros que demonstrem e justifiquem o interes-se jurdico no feito em petio dirigida ao presidente da Comisso de Instruo.113Art. 38 Os atos processuais realizar-se-o, de ordi-nrio, na sede do Conselho, podendo ser realizados em outro lugar por necessidade da Comisso de Instruo ou por solicita-o fundamentada das partes, desde que acolhida pela Comisso de Instruo.Art. 39 O processo tramitar em sigilo, at seu tr-mino, quanto identidade do profissional denunciado.1 Estende-se o dever de sigilo Comis-so de Instruo, aos Conselheiros e a todos aqueles que dele tomarem conhe-cimento, em razo de ofcio.2 Os atos do processo sero realizados em carter reservado.Captulo IVDa comunicao dos atosSeo IDa citaoArt. 40 Citao o ato pelo qual se chama o de-nunciado ao processo para defender-se, indispensvel para a validade do processo tico-disciplinar.114Art. 41 A citao poder ser feita:I por servidor do Conselho, por meio de mandado;II por carta registrada, com aviso de rece-bimento pelos Correios eIII por edital, quando inacessvel, incerto ou no sabido, e esgotados todos os meios de localizar o endereo do de-nunciado.Art. 42 So requisitos formais da citao:I o nome do denunciante e do denuncia-do nos procedimentos tico-disciplina-res iniciados por denncia;II o nome do denunciado e do Conselho, nos procedimentos tico-disciplinares iniciados de ofcio;III endereo residencial do denunciado, quando conhecido;115IV endereo do local de trabalho do de-nunciado, quando no conhecido o residencial;V o fim para que feita a citao;VI a indicao do prazo em que se dever apresentar defesa prvia, com advertn-cia dos efeitos da revelia;VII a assinatura do Presidente da Comisso de Instruo;VIII a fotocpia da denncia, ou do docu-mento que deu origem aos procedi-mentos tico-disciplinares iniciados de ofcio; eIX a fotocpia da Deciso do Plenrio pela instaurao do processo tico-discipli-nar, acompanhada do Parecer do rela-tor ou do condutor do voto vencedor.Art. 43 No sendo conhecido o endereo do denun-ciado, ou restando infrutfera a citao pes-soal ou por carta registrada, e certificando--se esta condio nos autos, a citao ser feita por edital.1161 A publicao do edital na imprensa ofi-cial ou em jornal de grande circulao e no stio eletrnico do Conselho de Enfermagem respectivo deve ser certi-ficada nos autos, juntando-se cpia do meio, impresso ou eletrnico, em que foi divulgada.2 Na hiptese deste artigo, o prazo para defesa ser de 15 (quinze) dias, a partir da data de juntada, nos autos, da publi-cao do edital. Art. 44 O processo tico-disciplinar seguir, sem a presena do denunciado, quando regular-mente citado ou intimado para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo justi-ficado.Art. 45 O desatendimento da citao ou da intima-o, ou a renncia pela parte ao direito de defesa e prtica dos atos processuais, no importam em reconhecimento da verdade dos fatos.1171 No prosseguimento do processo, ser ga-rantido s partes o direito de ampla defesa e contraditrio.2 O comparecimento espontneo do denun-ciado aos atos processuais ou a prtica do ato objeto da comunicao supre a sua falta ou a irregularidade.Seo IIDa intimaoArt. 46 Na intimao das partes, testemunhas e demais pessoas que devam tomar conheci-mento de qualquer ato, ser observado, no que for aplicvel, o disposto para as cita-es, devendo conter, alm dos requisitos previstos nos incisos I, II, III e IV do art. 42, o seguinte:I data, hora e local em que o intimado deve comparecer;II se o intimado deve comparecer pessoal-mente, ou fazer-se representar eIII a informao da continuidade do pro-cesso, independentemente de seu com-parecimento.118Art. 47 Devem ser objeto de intimao os atos do processo que resultem, para as partes, em imposio de deveres, nus, sanes ou res-tries ao exerccio de direitos e atividades e atos de outra natureza de seu interesse.1 A intimao observar a antecedncia mnima de 3 (trs) dias teis, quanto data de comparecimento.2 Nenhum ato da instruo poder ser praticado sem a prvia intimao das partes e de seus defensores.3 vlida a intimao efetuada por cincia nos autos, pela parte ou por seu defensor constitudo, e certificada por funcionrio do Conselho ou pelo Se-cretrio da Comisso de Instruo. Seo IIIDas notificaesArt. 48 Quando necessrio, sero notificados ao chefe imediato, o dia e o horrio de-signado para as partes ou testemunhas comparecerem aos atos do processo.119Art. 49 As notificaes sero utilizadas para comunicar s partes e seus defensores, legalmente constitudos ou nomeados, Conselheiros relatores, membros da Comisso de Instruo e fiscais do Con-selho, das nomeaes, determinaes e despachos, para que possam praticar certos atos processuais.Seo IVDa carta precatriaArt. 50 As comunicaes entre os Conselhos sero feitas mediante ofcios ou cartas precatrias.Art. 51 Os ofcios ou as cartas precatrias, inde-pendem de remessa pela Presidncia do Conselho, podendo ser encaminhados pelo Presidente da Comisso de Ins-truo diretamente aos Presidentes dos Conselhos.120Art. 52 A carta precatria ser expedida me-diante registro postal, ou outro meio eficaz, devendo ser instruda, quando houver, com os seguintes documentos e dados:I indicao do Conselho de origem e de cumprimento do ato;II a finalidade a que se refere;III cpia da denncia ou do documen-to que a tiver instaurado de ofcio;IV cpia da deciso que ensejou a ins-taurao do processo;V relatrio de apurao; eVI questionrio para as testemunhas, previamente elaborado pela Comis-so de Instruo.121Art. 53 O Presidente da Comisso de Instruo mandar trasladar, na carta precat-ria, quaisquer outras peas, bem como instru-la com documentos dos autos, sempre que estes devam ser examinados na diligncia pelas partes, peritos ou tes-temunhas, ou facilitar o cumprimento da precatria pelo deprecado.Art. 54 A expedio da carta precatria no sus-pender a instruo do processo, mas impedir a concluso dos trabalhos da Comisso, devendo ser juntada aos au-tos aps a sua devoluo.Art. 55 Recebida a carta precatria, o Presiden-te do Conselho deprecado designar, no prazo de 5 (cinco) dias, Conselheiro ou Fiscal para executar as ordens soli-citadas no prazo de 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por uma nica vez, mediante requerimento justificado dirigido ao Presidente do Conselho de-precado.122Pargrafo nico. Poder o Presidente do Conselho deprecado recu-sar a carta precatria, se esta no estiver corretamente instruda.Art. 56 A carta precatria poder ter carter itinerante, antes ou depois de lhe ser ordenado o cumprimento, e poder ser apresentada ao Conselho Regional de Enfermagem diverso do que dela cons-ta, a fim de se praticar o ato e facilitar seu cumprimento.Art. 57 Cumprida a carta precatria ou trans-corrido o prazo mximo de 60 (sessen-ta) dias do recebimento da carta pelo Conselho deprecado, sem o seu cum-primento, esta dever ser devolvida ao Presidente da Comisso de Instruo do Conselho deprecante, justificando os motivos da impossibilidade de seu cumprimento, independentemente de traslado, no prazo de 5 (cinco) dias.123Captulo VDos prazosArt. 58 Todos os prazos sero contnuos e pe-remptrios, no se interrompendo por frias, sbados, domingos ou feriados.Art. 59 No se computar, no prazo, o dia do comeo, incluindo-se, porm, o do ven-cimento.Art. 60 O trmino dos prazos ser certificado nos autos pelo Secretrio da Comisso de Instruo ou funcionrio auxiliar da Comisso, sendo considerado findo o prazo, ainda que omitida aquela forma-lidade, se feita a prova do dia em que comeou a correr.Art. 61 O prazo que terminar ou se iniciar em dias em que no houver expediente no Conselho de Enfermagem, ou em que o expediente se encerrar antes do horrio 124normal, ser considerado prorrogado at o dia til imediato.Art. 62 Salvo os casos expressos, os prazos cor-rero a partir:I da juntada do comprovante ou da contraf da citao, da intima-o ou da notificao nos autos; II da audincia ou sesso em que for proferida a deciso, se a ela estiver presente a parte; eIII do dia em que a parte manifestar, nos autos, cincia inequvoca do despacho, ou da deciso.Art. 63 No havendo prazo estipulado neste Cdigo para o respectivo ato e nem de-finido pelo Presidente do Conselho ou da Comisso de Instruo, este ser de 5 (cinco) dias para a sua prtica.125Captulo VIDa comisso de instruoArt. 64 A Comisso de Instruo tem por fina-lidade organizar e instruir o processo tico disciplinar, visando apurao dos fatos descritos na deciso de admissibi-lidade e instaurao do processo, reali-zando todos os atos necessrios busca da verdade, com estrita observncia aos princpios da ampla defesa e do contra-ditrio.1 A Comisso de Instruo ser com-posta de at 3 (trs) membros, de categoria igual ou superior do de-nunciado, escolhidos dentre os ins-critos no Conselho de Enfermagem.2 A Comisso de Instruo ser obri-gatoriamente composta de Presi-dente e Secretrio e, se formada por trs membros, de um Vogal.1263 O membro designado para compor a Comisso de Instruo abster-se-- de servir no processo, quando houver impedimento ou suspeio, o que declarar nos autos ou poder ser arguido pelas partes em qual-quer fase do processo.4 No poder ser membro da Comis-so de instruo o profissional que esteja respondendo a processo tico--disciplinar, ou que esteja inadim-plente com suas obrigaes junto ao Conselho.Art. 65 Compete Comisso de Instruo:I ouvir as partes e as testemunhas, em audincia previamente marcada;II determinar a oitiva das pessoas que estejam envolvidas ou tenham co-nhecimento dos fatos, independen-127temente daquelas arroladas pelas partes;III colher todas as provas necessrias para o esclarecimento do fato e de suas circunstncias;IV proceder ao reconhecimento de pes-soas e coisas, bem como acarea-o, quando necessrio;V solicitar percias e demais procedi-mentos ou diligncias considerados necessrios perfeita instruo do processo e busca da verdade real dos fatos;VI verificar os antecedentes profissio-nais do denunciado; eVII ultimar a instruo do processo tico disciplinar, elaborar relatrio conclusivo de seus trabalhos e en-caminh-lo ao Presidente do Con-selho.1281 Os atos da Comisso de Instruo sero, de regra, realizados na sede do Conselho em que tramitar o processo.2 A Comisso de Instruo poder utilizar integrantes do quadro de funcionrios e a estrutura adminis-trativa do Conselho para a prtica de atos de sua competncia, tais como:I digitar os depoimentos tomados em audincia;II redigir os atos processuais determi-nados e encaminh-los ao Secret-rio da Comisso de Instruo para tomar as devidas assinaturas;III formalizar e expedir as correspon-dncias legais, aps determinao da Comisso; e129IV realizar e registrar os atos processu-ais de mera movimentao.Art. 66 Incumbe ao Presidente da Comisso de Instruo: I convocar e presidir as reunies da Comisso;II determinar a citao do denuncia-do;III determinar a intimao das partes, seus procuradores e testemunhas;IV designar, previamente, as datas das audincias;V tomar depoimentos;VI solicitar percias, provas ou dilign-cias necessrias;130VII estar presente aos atos da Comisso, assinar termos, relatrios e docu-mentos por ela elaborados;VIII decidir sobre a juntada ou o desen-tranhamento de documentos do processo;IX verificar e sanear irregularidades do processo;X designar defensor dativo, quando for o caso;XI decidir sobre a necessidade de arro-lar maior nmero de testemunhas pelas partes;XII indeferir pedidos considerados im-pertinentes, meramente proletat-rios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos;131XIII solicitar, por escrito, ao Presidente do Conselho, assessoramento tc-nico e cientfico sempre que julgar necessrio ao processo;XIV coordenar a elaborao do relatrio final;XV solicitar, se for o caso, prorrogao de prazos para a realizao de traba-lhos e diligncias; eXVI proceder ao encerramento dos tra-balhos da Comisso.Art. 67 Ao Secretrio da Comisso de Instruo incumbe:I secretariar as reunies e substituir o Presidente em sua ausncia;132II supervisionar e acompanhar os tra-balhos da Comisso ou de seus au-xiliares;III redigir atas de reunies e os termos de depoimentos, inquiries acarea-es, ou de qualquer outra atividade da Comisso;IV organizar o processo, colocando em ordem cronolgica, de juntada, os documentos que o constituem, numerando-os e rubricando-os; eV providenciar a elaborao e a expe-dio de intimaes, notificaes, requerimentos, ofcios e demais atos necessrios instruo do processo.Art. 68 Ao Vogal da Comisso de Instruo in-cumbe substituir o Secretrio, na ausn-cia deste.133Art. 69 A Comisso de Instruo concluir seus trabalhos no prazo de 120 (cento e vin-te) dias, contados do recebimento dos autos, prazo esse prorrogvel por igual perodo pelo Presidente do Conselho, mediante solicitao justificada do Pre-sidente da Comisso.Captulo VIIDa instruoArt. 70 O Presidente da Comisso de Instruo, aps notificado de sua nomeao e da instaurao do processo tico-discipli-nar pelo Plenrio, dever determinar, no prazo de 5 (cinco) dias, a citao do denunciado para apresentar defesa pr-via, no prazo de 15 (quinze) dias.Art. 71 Na defesa prvia, o denunciado poder arguir preliminares e alegar tudo o que interesse sua defesa, expondo as razes de fato e de direito; oferecer documen-tos e justificaes; especificar as provas 134pretendidas e arrolar at trs testemu-nhas, qualificando-as e requerendo sua intimao, quando necessrio.Art. 72. Regularmente citado, e no apresentan-do defesa no prazo legal, o denunciado ser declarado revel nos autos e, caso no tenha constitudo defensor, o Presi-dente da Comisso de Instruo nome-ar um defensor dativo para apresentar a defesa no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da nomeao.1 A nomeao de defensor dativo de-ver recair em profissional de enfer-magem de categoria igual ou superior ao denunciado, desde que no exer-a a funo de Conselheiro do Siste-ma Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem; ou, facultativamente, em advogado que no seja Procu-rador do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.1352 O denunciado revel poder intervir em qualquer fase do processo, no lhe sendo, contudo, devolvidos os prazos vencidos.Art. 73 Recebida a defesa prvia, o Presidente da Comisso de Instruo, conforme o caso, determinar a realizao das diligncias que entender pertinentes e designar dia, hora e local para ouvir as partes, as testemunhas arroladas e as determinadas pela Comisso, observa-dos os prazos mnimos para realizao dos atos preparatrios de intimaes e notificaes.Art. 74 Na audincia de instruo, dever pro-ceder-se tomada de declaraes do ofendido, a inquirio das testemunhas arroladas pela acusao e pela defesa, nesta ordem; bem como aos esclareci-mentos das diligncias, s acareaes e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o denun-ciado.136Art. 75 s partes, ser concedido o prazo de 3 (trs) dias, aps intimao, para impug-nao de documentos novos.Art. 76 Surgindo, em qualquer momento da fase de instruo, provas de elementos ou circunstncias da infrao tico-dis-ciplinar, no referidas pelo Conselheiro Relator na fase de admissibilidade, de-ver a Comisso de Instruo intimar as partes para manifestao no prazo de 5 (cinco) dias, ocasio em que podero produzir provas.Art. 77 Encerrada a instruo processual, o Pre-sidente da Comisso determinar a inti-mao das partes para apresentao das alegaes finais, no prazo de 10 (dez) dias.Art. 78 Concludo o procedimento, a Comisso de Instruo elaborar relatrio dos tra-balhos realizados, contendo a narrativa objetiva dos fatos apurados, os apon-137tamentos das provas testemunhais e materiais colhidas, emitindo concluso fundamentada sobre a caracterizao da infrao tico-disciplinar.Pargrafo nico. No relatrio da Comisso no poder conter indica-o de penalidade a ser im-posta.Art. 79 Entregue o relatrio, o Presidente do Conselho determinar a extrao de cpias, ou a remessa em arquivo digi-tal para os membros do Plenrio das seguintes peas: parecer inicial, defesa prvia, laudos periciais, alegaes finais, relatrio final.Pargrafo nico. O Presidente do Conselho distribuir os autos, no pra-zo de 5 (cinco) dias, a um Conselheiro, que emitir parecer conclusivo para jul-gamento do Plenrio.138Seo IDas testemunhasArt. 80 Toda pessoa poder ser testemunha.Art. 81 A testemunha far, sob palavra de hon-ra, a promessa de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado, devendo declarar seu nome, idade, estado civil, residncia, profisso, lugar onde exerce sua atividade, se parente, e em que grau, de alguma das partes, quais suas relaes com qualquer delas; e relatar o que souber, explicando sempre as razes de sua cincia, ou as circunstncias pe-las quais a Comisso possa avaliar sua credibilidade.Pargrafo nico. No se deferir o compro-misso a que alude o artigo aos doentes e deficientes mentais e aos menores de 18 (dezoito) anos, nem s pes-soas referidas no art. 83.139Art. 82 O depoimento ser prestado oralmente, no sendo, entretanto, vedada teste-munha breve consulta a apontamentos.Art. 83 A testemunha, quando profissional de enfermagem, no poder eximir-se da obrigao de depor. Poder, entretan-to, recusar-se a faz-lo se for ascendente ou descendente, ou afim em linha reta; cnjuge, ainda que separado; irmo, pai, me ou filho do denunciado, sal-vo quando no for possvel, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato de suas circunstncias.Art. 84 O Presidente da Comisso de Instruo, quando julgar necessrio, poder ouvir outras testemunhas, alm das indicadas pelas partes.Art. 85 As testemunhas sero inquiridas, cada uma de per si, de modo que uma no saiba, nem oua, os depoimentos das outras, devendo o Presidente adverti-las 140das penas cominadas ao falso testemu-nho.Art. 86 Se o Presidente da Comisso de Instru-o reconhecer que alguma testemunha, quando profissional de enfermagem, fez afirmao falsa, calou ou negou a ver-dade, remeter cpia do depoimento Presidncia do Conselho para as provi-dncias cabveis.Art. 87 As perguntas podero ser formuladas pelas partes diretamente s testemu-nhas, podendo o Presidente da Comis-so de Instruo indeferir aquelas que possam induzir a resposta, no tenham relao com a causa ou importem na repetio de outra j respondida, e com-plementar a inquirio sobre os pontos no esclarecidos.1 Devero constar na ata da audincia as perguntas que a testemunha dei-141xar de responder, juntamente com as razes de sua absteno.2 O procurador das partes poder as-sistir ao interrogatrio, bem como inquirio das testemunhas, sendo--lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, mas facultado reinquiri--las, diretamente ou por intermdio do Presidente da Comisso.Art. 88 O Presidente da Comisso no permi-tir que a testemunha manifeste suas apreciaes pessoais, salvo quando inse-parveis da narrativa do fato.Art. 89 Antes de iniciado o depoimento, as par-tes podero contraditar a testemunha ou arguir circunstncias ou defeitos que a tornem suspeita de parcialidade ou in-digna de f.Pargrafo nico. O Presidente da Comisso far consignar a contradita 142ou arguio e a resposta da testemunha, mas s no lhe deferir compromisso legal nos casos do art. 83.Art. 90 Na redao do depoimento, o Secretrio da Comisso de Instruo ou funcion-rio auxiliar designado dever cingir-se, tanto quanto possvel, s expresses usadas pelas testemunhas, reproduzin-do fielmente suas frases.Pargrafo nico. No caso de digitao por funcionrio auxiliar, este se restringir ao registro da verso, frases e expresses determinadas pela Comis-so de Instruo.Art. 91 O depoimento da testemunha ser re-duzido a termo e ser assinado por ela, pelo Presidente da Comisso, demais membros presentes na audincia, pelas partes e seus procuradores.143Art. 92 O Presidente da Comisso de Instru-o certificar a ocorrncia nos autos e extrair cpias Presidncia do Conse-lho, para a adoo das medidas cabveis, quando a testemunha, regularmente in-timada e sendo profissional de enferma-gem, deixar de comparecer sem motivo justificado.Art. 93 As pessoas impossibilitadas, por enfer-midade ou por velhice, de comparecer para depor, podero ser inquiridas onde estiverem. Se qualquer testemunha hou-ver de ausentar-se, ou por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instruo j no exista, o Presidente da Comisso poder, de of-cio ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o depoimento.Art. 94 Os Conselheiros Federais e Regionais, efetivos ou suplentes, tanto quanto as autoridades do governo, quando arrola-dos como testemunhas, sero inquiridos em local, dia e hora, previamente ajusta-144dos entre eles e o Presidente da Comis-so de Instruo, e podero optar pela prestao de depoimento, por escrito, caso em que as perguntas formuladas pelas partes lhes sero transmitidas por ofcio.Art. 95 A testemunha residente no interior do Estado poder ser ouvida em seu domi-clio, ou outro local previamente indica-do, devendo seu depoimento ser tomado por pessoa designada pelo Presidente do Conselho, mediante Portaria, acompa-nhada dos documentos necessrios para o ato.Art. 96 A testemunha que morar fora da rea de jurisdio do Conselho ser inquirida por meio de carta precatria, devendo ser intimadas as partes.Seo IIDo interrogatrio do denunciadoArt. 97 O denunciado, regularmente intimado para audincia de inquirio, ser quali-145ficado e interrogado na presena de seu defensor, se houver constitudo; cientifi-cado do inteiro teor da acusao e infor-mado pelo Presidente da Comisso do seu direito de permanecer calado e de no responder perguntas que lhe forem formuladas.Pargrafo nico. O silncio, que no im-portar em confisso, no poder ser interpretado em prejuzo da defesa, mas poder constituir elemento para a formao do conven-cimento da Comisso de Instruo.Art. 98 Havendo mais de um denunciado, estes sero interrogados separadamente.Art. 99 O interrogatrio ser constitudo de duas partes: sobre a pessoa do denuncia-do e sobre os fatos.1461 Na primeira parte, ao interrogado ser perguntado:I sobre residncia, profisso, lugar onde exerce sua atividade, informa-es familiares e sociais;II sobre vida pregressa, notadamente se responde a algum processo judi-cial ligado ao caso e s imputaes de infrao tico-disciplinar ora apurada; III se j processado judicialmente so-bre estas questes, qual o juzo do processo, se houve suspenso condi-cional ou condenao, qual a pena imposta e se a cumpriu.2 Na segunda parte, ser-lhe- pergun-tado:I se verdadeira a acusao que lhe feita;147II no sendo verdadeira a acusao, se tem algum motivo particular a que atribu-la, se conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prtica da infrao tico-disci-plinar, e quais sejam, e se com elas esteve, antes ou depois da prtica da infrao;III onde estava ao tempo em que foi co-metida a infrao e se teve notcia desta;IV se conhece as provas j apuradas;V se conhece as vtimas e testemunhas j inquiridas ou por inquirir, desde quando, e se tem algo alegar contra elas;VI se sabe como foi praticado o ato;VII todos os demais fatos e pormenores que conduzam elucidao dos an-tecedentes e circunstncias da infra-o; e148VIII se tem algo mais a alegar em sua de-fesa.Art. 100 Aps o interrogatrio, o Presidente da Comisso indagar das partes se restou algum fato a ser esclarecido, formulan-do as perguntas correspondentes, se en-tender pertinente e relevante.Art. 101 Se o interrogado negar a acusao, no todo ou em parte, poder prestar escla-recimento e indicar provas.Art. 102 Se confessar a autoria, ser perguntado sobre os motivos e as circunstncias do fato e se outras pessoas concorreram para a prtica da infrao, indicando quais sejam.Pargrafo nico. A confisso, quando feita fora do interrogatrio, ser tomada por termo nos au-tos.149Seo IIIDa acareaoArt. 103 A acareao ser admitida sempre que os depoentes divergirem em suas de-claraes sobre fatos ou circunstncias relevantes.Pargrafo nico. Os acareados sero reper-guntados para que expli-quem os pontos divergentes, reduzindo-se a termo o ato de acareao.Seo IVDa prova documentalArt. 104 Salvo os casos expressos em lei, as par-tes podero apresentar documentos em qualquer fase do processo.Art. 105 Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papis, pbli-cos ou particulares.150Art. 106 A Comisso de Instruo poder pro-videnciar a juntada de documentos relacionados ao objeto do processo, in-dependentemente de requerimento das partes.Seo VDa prova pericialArt. 107 A prova pericial consiste em exame, vis-toria ou avaliao.Pargrafo nico. A percia no poder ser realizada quando:I a prova do fato no depender de conhecimento especial;II for desnecessria, em vista de outras provas produzidas; eIII a sua realizao for impraticvel.151Art. 108 A percia ser realizada nos termos in-dicados pela Comisso de Instruo, seguindo as normas subsidirias, espe-cialmente o Cdigo de Processo Penal.Art. 109 As despesas com a percia correro por conta da parte interessada na prova, apresentando-se o recibo nos autos.Ttulo IIIDo julgamento em primeira instnciaCaptulo IDo julgamentoArt. 110 Recebido o processo da Comisso de Instruo, o Presidente do Conselho, no prazo de 5 (cinco) dias, designar um Conselheiro Relator para a emisso de parecer conclusivo.Pargrafo nico. A designao de que trata este artigo dever observar o disposto no 2 do art. 7 deste Cdigo.152Art. 111 O Relator emitir o parecer conclusivo no prazo de 20 (vinte) dias, entregando-o, com os autos do processo, ao Presidente do Conselho.Art. 112 O Relator poder, no prazo de 5 (cinco)dias, a contar da data de recebimento do processo, devolv-lo Comisso de Ins-truo, especificando as diligncias que julgar necessrias e fixando prazo para seu cumprimento.1 Ocorrendo o previsto no caput des-te artigo, o prazo para a emisso de parecer conclusivo pelo Conse-lheiro Relator ser interrompido, iniciando-se nova contagem a partir da data do recebimento do processo da Comisso de Instruo.2 Cumpridas as diligncias especifi-cadas, o Presidente da Comisso de Instruo conceder vista s partes, 153pelo prazo de 05 (cinco) dias, para se manifestarem.3 Transcorrido o prazo para mani-festao das partes, o Presidente da Comisso de Instruo devolver o processo diretamente ao Conselhei-ro Relator, que dar continuidade sua tramitao.4 O Presidente da Comisso de Ins-truo poder, uma nica vez, solicitar ao Conselheiro Relator a prorrogao do prazo para cumpri-mento das diligncias que lhe forem determinadas.Art. 113 O parecer conclusivo do Conselheiro Relator dever conter:I parte expositiva, onde relatar su-cintamente os fatos e a indicao sumria das provas colhidas;154II parte conclusiva em que apreciar o valor da prova obtida, declarando se h ou no transgresso ao Cdigo de tica dos Profissionais de Enfer-magem, ou de outras normas do Sis-tema Cofen/Conselhos Regionais, e em quais artigos est configurada, com indicao da penalidade cab-vel.Art. 114 Recebido o parecer do Conselheiro Re-lator, o Presidente do Conselho deter-minar a incluso do processo na pauta da primeira sesso plenria subsequente, determinando a prvia notificao/inti-mao das partes e de seus procuradores para o julgamento, com o mnimo de 15 (quinze) dias de antecedncia.Art. 115 Aberta a sesso e iniciado o julgamento, o Conselheiro Relator apresentar o seu parecer, sem emitir voto, em seguida, cada parte ou seu procurador poder produzir sustentao oral por 10 (dez) minutos.155Art. 116 Cumpridas as disposies do artigo an-terior, os Conselheiros podero pedir a palavra para:I esclarecer dvidas acerca dos fatos constantes do processo, podendo ter acesso aos autos para verificao;II requerer e especificar diligncias; eIII ter vista dos autos at a prxima reunio Plenria, na secretaria do Conselho.Pargrafo nico. O requerimento a que alu-de o inciso II deste artigo somente ser deferido com aprovao do Plenrio.Art. 117 Deferida a diligncia, o julgamento ser suspenso, sendo fixado, pelo Plenrio, prazo no superior a 30 (trinta) dias para seu cumprimento.156Pargrafo nico. As partes sero intimadas para, no prazo de 3 (trs) dias, manifestarem-se sobre o cumprimento das dilign-cias deferidas pelo Plenrio.Art. 118 Cumprida a diligncia, o Presidente do Conselho mandar incluir o processo na pauta da primeira reunio Plenria subsequente.Captulo IIDa decisoArt. 119 A deliberao do Plenrio ter incio aps a apresentao do parecer pelo Conselheiro Relator, que emitir seu voto.Art. 120 Em seguida, o Presidente do Conselho franquear a palavra aos demais Conse-lheiros para que emitam seus votos.Pargrafo nico. Caber ao Presidente do Conselho o voto de desem-pate.157Art. 121 Em caso de condenao, o Plenrio fixa-r a pena.Art. 122 A deliberao do Plenrio dever ser re-digida, no prazo de 5 (cinco) dias, pelo Conselheiro Relator ou pelo Conselhei-ro condutor do voto vencedor sob forma de deciso, que a assinar juntamente com o Presidente do Conselho.Pargrafo nico. A deciso conter:I o nmero do processo; II o nmero do parecer aprovado pelo Plenrio;III o nome das partes, a qualificao e o nmero de sua inscrio profissio-nal;IV a ementa do julgamento;V o relatrio contendo a exposio sucinta dos fatos, os argumentos da acusao e da defesa;158VI a indicao dos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a de-ciso;VII a indicao do(s) artigo(s) do Cdi-go de tica dos Profissionais de En-fermagem em que se ache incurso o denunciado;VIII a indicao das circunstncias agra-vantes ou atenuantes definidas no Cdigo de tica dos Profissionais de Enfermagem;IX a absolvio ou a pena imposta; eX a data e as assinaturas do Presidente e do Conselheiro redator da deciso.Art. 123 Indicada a pena de cassao, o julga-mento ser suspenso e os autos remeti-dos ao Conselho Federal para julgamen-to.1 Recebidos os autos, o Presidente do Conselho Federal designar Conse-lheiro Relator.1592 O Conselheiro Relator dispor de 10 (dez) dias para elaborar o pare-cer, contados do prazo de recebi-mento do processo.Art. 124 Na hiptese de o Conselho Federal dis-cordar da pena mxima proposta pelo Conselho Regional, sero os autos de-volvidos ao Regional de origem, para aplicao de outra penalidade.1 Concordando o Conselho Federal com a proposta de cassao, profe-rir deciso, sob forma de acrdo, a ser redigido pelo Conselheiro Re-lator ou Conselheiro condutor do voto vencedor, que o assinar junta-mente com o Presidente.2 Na aplicao da pena de cassao, o Conselho Federal delimitar o per-odo de seu cumprimento, para fins da reabilitao.160Ttulo IVDas nulidades e anulabilidadesArt. 125 Os atos praticados podero ser conside-rados nulos ou anulveis. Os atos nulos so insanveis e independem da argui-o das partes.Os atos anulveis podero ser sanados e devero ser arguidos pelas partes.Art. 126 A nulidade ocorrer nos seguintes casos:I quando inexistir o ato de instaura-o do processo;II por falta de citao do denunciado;III por falta de designao de defensor dativo;IV por supresso de quaisquer das fases de defesa;161V por impedimento declarado de qualquer dos membros do Plenrio ou da Comisso de Instruo; eVI por inexistncia de fundamentao da deciso.Art. 127 A anulabilidade ocorrer nos seguintes casos:I por falta de intimao das testemu-nhas arroladas pelas partes;II por suspeio declarada de qualquer dos membros do Plenrio ou da Co-misso de Instruo;III pela incompetncia do Conselho; eIV por falta de cumprimento das for-malidades legais prescritas no pre-sente Cdigo.162Art. 128 As anulabilidades devero ser arguidas pelas partes em at 5 (cinco) dias da data da cincia do ato anulvel Art. 129 Nenhum ato ser anulado se da anulabi-lidade no resultar prejuzo para as par-tes ou no houver infludo na apurao da verdade ou na deciso da causa.Pargrafo nico. Ainda que da anulabilidade possa resultar em prejuzo, ela somente ser pronuncia-da pelo Presidente da Co-misso de Instruo, pelo Conselheiro Relator ou pelo Plenrio quando no for possvel suprir-se a falta ou repetir-se o ato.Art. 130 Quando determinado ato for anulvel, ser considerado vlido nos seguintes casos:163I se no forem arguidas em tempo oportuno;II se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido suas finalidades; eIII se a parte, ainda que tacitamente, houver aceitado seus efeitos.Art. 131 Os atos processuais, cuja nulidade tenha sido declarada, retornaro s instncias competentes para repetio ou retifica-o.1 A nulidade de um ato, uma vez de-clarada, causar a nulidade dos atos que dele diretamente dependam ou sejam consequncia.2 O Presidente da Comisso de Ins-truo, o Conselheiro Relator ou o Plenrio, quando pronunciar a nuli-dade, declarar os atos aos quais ela se estende.164Art. 132 Nenhuma das partes poder arguir nu-lidade a que tenha dado causa, ou para qual tenha concorrido, nem poder ar-guir nulidade de formalidade cuja ob-servncia s parte contrria interessa.Ttulo VDo julgamento em segunda instnciaCaptulo IDos recursosArt. 133 Da deciso proferida pelo Conselho Re-gional caber recurso ao Conselho Fe-deral, com efeito suspensivo, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da cincia da deciso pelas partes.1 Das decises de arquivamento de denncias caber o recurso previsto no caput deste artigo.1652 Os recursos sero interpostos peran-te o rgo prolator da deciso em primeira instncia.Art. 134 Recebido o recurso, o Presidente do Conselho determinar a intimao da parte contrria para, querendo, apre-sentar contrarrazes, no prazo de 15 (quinze) dias, aps o que ser remetido ao rgo de segunda instncia.Art. 135 Recebido o processo pela secretaria do Conselho Federal, os autos sero en-caminhados ao seu Presidente que, no prazo de 5 (cinco) dias, designar Con-selheiro Relator, o qual ter o prazo de 10 (dez) dias para emitir seu parecer.Art. 136 Com a entrega do parecer, o Presidente do Conselho designar dia para o julga-mento, intimando as partes e notifican-do seus procuradores, com antecedncia mnima de 20 (vinte) dias.166Captulo IIDo recurso para a assembleia geral dos delegados regionaisArt. 137 Das decises do Plenrio do Conselho Federal, nas hipteses do Art. 2, inciso III, alneas b, c e d, caber recurso para a Assembleia Geral dos Delegados Regionais, no prazo de 15 (quinze) dias.Art. 138 Recebido o recurso, o Presidente do Conselho Federal determinar a intima-o da parte contrria para, querendo, apresentar contra razes, no prazo de 15 (quinze) dias.1 A Assembleia dos Delegados Regio-nais ser convocada pelo Presidente do Conselho Federal na forma do que dispuser o seu Regimento In-terno e dever reunir-se para julgar o recurso, em at 120 (cento e vinte) dias, a contar do seu recebimento.1672 No ato de convocao da Assem-bleia dos Delegados Regionais, o Presidente do Conselho Federal designar Delegado Relator e deter-minar o envio de cpias da deciso recorrida, do recurso e das contrar-razes do recurso a cada Delegado Regional.3 O Delegado Relator ter o prazo de 20 (vinte) dias para emitir seu pare-cer.4 Recebido o parecer, o Presidente do Conselho Federal dever designar a data do julgamento e determinar a intimao das partes e de seus pro-curadores, com antecedncia mni-ma de 20 (vinte) dias.Captulo IIIDo julgamento na segunda instnciaArt. 139 Aberta a sesso de julgamento, o Conse-lheiro Relator apresentar o parecer sem 168emisso de voto, sendo a seguir, dada a palavra, sucessivamente, por 10 (dez) minutos, ao recorrente e ao recorrido.Pargrafo nico. O primeiro Conselheiro a usar da palavra ser o Rela-tor, que emitir seu voto.Art. 140 Encerrado o julgamento, o Presidente do Conselho anunciar a deciso, a qual ser lavrada na forma de acrdo.1 O acrdo ser redigido, no prazo de 5 (cinco) dias, pelo Conselheiro Relator ou pelo condutor do voto vencedor, que o assinar juntamente com o Presidente do Conselho. 2 O acrdo, no que couber, conter os mesmos elementos referidos no pargrafo nico do art. 122.Art. 141 Lavrado e publicado o Acrdo, ser o processo devolvido ao Conselho de ori-169gem para execuo da pena e respectiva divulgao da deciso, se for o caso.Pargrafo nico. Quando a penalidade im-posta for a cassao, o Con-selho Federal far publicar o Acrdo, ressalvado ao Conselho Regional o di-reito de dar publicidade ao mesmo.Art. 142 No julgamento do recurso, o rgo jul-gador, independentemente do pedido das partes, poder aplicar penalidade diversa daquela decidida pelo rgo de julgamento em primeira instncia, po-dendo alterar a classificao da infrao, aumentar, reduzir a pena ou absolver o denunciado.1 Em observncia aos princpios da ampla defesa e do contraditrio, caber pedido de reconsiderao no caso de aumento de pena decorrente 170de recurso interposto pelo denun-ciado.2 O pedido de reconsiderao de-ver ser apresentado ao Conselho Federal, no prazo de 10 (dez) dias, contados da cincia da deciso mais gravosa pelo denunciado e ser en-caminhado pelo Presidente ao Con-selheiro condutor do voto vencedor, o qual ter o prazo de 10 (dez) dias para emitir seu parecer.3 Com a entrega do parecer, o Pre-sidente do Conselho designar dia para o julgamento a ser realizado na forma deste captulo, intimando a parte e notificando seu procurador, com antecedncia mnima de 20 (vinte) dias.Ttulo VIDa execuo da penaArt. 143 No cabendo mais recurso, sero os au-tos devolvidos instncia de origem do processo, para a execuo do decidido.171Art. 144 A execuo das penalidades impos-tas pelos Conselhos Regionais ou pelo Conselho Federal se processar na for-ma estabelecida nas decises ou acr-dos, sendo registradas no pronturio do profissional infrator.1 As penas aplicadas se estendem a todas as inscries do profissional junto ao Conselho de Enfermagem, independentemente da categoria em que o profissional tenha cometido a infrao. 2 O Presidente do Conselho dar conhecimento instituio empre-gadora do infrator, da deciso que impuser penalidade de suspenso do exerccio profissional.3 No caso de cassao do exerccio profissional, alm da publicao dos editais e das comunicaes endere-adas s autoridades interessadas no 172assunto, ser apreendida a carteira profissional do infrator, proceden-do-se ao cancelamento do respecti-vo registro no Conselho.Art. 145 Impossibilitada a execuo da penalida-de, esta ficar suspensa at seu efetivo cumprimento, sem prejuzo das anota-es nos pronturios e publicaes dos editais, quando for o caso.Pargrafo nico. O no pagamento da pena de multa importar na sua inscrio em dvida ativa para posterior execuo ju-dicial.Art. 146 Cumpridas todas as decises de primei-ra ou segunda instncia, o Presidente do Conselho que tiver atuado como rgo de julgamento em primeira instncia determinar o arquivamento do proces-so.173Ttulo VIIDa reviso da penaArt. 147 facultado ao punido, ou em caso de seu falecimento, aos seus herdeiros, apresentar pedido de reviso da pena, a qualquer tempo, aps a publicao do acrdo, ou quando no couber mais re-curso, nas seguintes hipteses:I forem apuradas provas idneas da inocncia do punido ou de circuns-tncias que possam atenuar a pena, ou desclassificar o fato configurador da infrao, de modo a alterar a pe-nalidade;II a deciso condenatria estiver fun-dada em prova testemunhal ou pe-ricial cuja falsidade ficar comprova-da; eIII ficar evidenciado que o processo se desenvolveu eivado de nulidade.174Pargrafo nico. No julgamento da reviso sero aplicadas, no que couber, as normas previstas neste Cdigo.Art. 148 A reviso ter incio por petio Pre-sidncia do Conselho Regional, com as provas documentais comprobatrias dos fatos arguidos.1 A reviso ser distribuda a um Conselheiro Relator, por designa-o do Presidente do Conselho.2 No ser admitida a renovao do pedido de reviso, salvo se funda-mentado em novas provas.Art. 149 A deciso no processo revisional poder reduzir ou extinguir a pena, sendo veda-do o seu agravamento.1 A absolvio implicar no restabele-cimento de todos os direitos perdi-175dos em virtude de punio anterior-mente aplicada.2 A reviso da pena somente surtir efeito aps o seu trnsito em julga-do.Art. 150 Qualquer recurso, na reviso, somente ser recebido no efeito devolutivo.Art. 151 A reviso ser processada em apenso aos autos originais do processo ou, ainda, acompanhada de fotocpias integrais dos autos originais.Ttulo VIIIDa reabilitaoArt. 152 Aps 2 (dois) anos do cumprimento da pena aplicada pelo Conselho de Enfer-magem, sem que tenha sofrido qualquer outra penalidade tico-disciplinar, ou esteja respondendo a processo adminis-trativo ou criminal, e mediante provas 176efetivas de bom comportamento, per-mitido ao profissional requerer a reabili-tao profissional.1 O requerimento de que trata o ca-put deste artigo dever ser instrudo com as provas e certides pertinen-tes.2 Havendo necessidade, o Conselho poder determinar a realizao de percia para avaliar a efetiva recupe-rao do profissional.3 Quando a infrao tico-disciplinar constituir crime, a reabilitao pro-fissional depender da correspon-dente reabilitao criminal.Art. 153 A reabilitao, caso a cassao tenha ocorrido por fato imputado como cri-me, seguir os mesmos trmites da re-abilitao penal, com a reparao na rea cvel ou demonstrao de absoluta 177impossibilidade de faz-lo, ou, ainda, declarao de renncia da vtima, com demonstrao por parte do denunciado de constante bom comportamento p-blico e privado.Art. 154 Os efeitos da reabilitao consistem em retirar do pronturio do profissional qualquer apontamento referente con-denao e, no caso de cassao, a outor-ga de nova inscrio.Art. 155 O pedido de reabilitao dever ser for-mulado diretamente ao Conselho que executou a pena, cabendo recurso ao Conselho Federal. Ttulo IXDa prescrioArt. 156 A pretenso punibilidade das infra-es tico-disciplinares prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data de ocor-rncia do fato.1781 Aplica-se a prescrio a todo pro-cesso tico-disciplinar paralisado por mais de 3 (trs) anos, penden-te de despacho ou julgamento, de-vendo ser arquivado, de ofcio ou a requerimento da parte interessada, sem prejuzo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisao.2 A prescrio interrompe-se pela ins-taurao de processo tico-discipli-nar, ou pela notificao vlida feita ao denunciado, inclusive por meio de editais.3 Interrompida a prescrio, todo o prazo comea a contar novamente do dia dessa interrupo.Ttulo XDas disposies finaisArt. 157 vedada vista dos autos fora da secreta-ria do Conselho, porm as partes pode-179ro, a qualquer tempo, acess-los, inclu-sive obter cpia de peas, por meio de requerimento formulado ao Presidente do Conselho ou de Comisso de Instru-o, a expensas do requerente.Art. 158 Em qualquer fase do processo, poder ser solicitada pela Presidncia a mani-festao da Assessoria Jurdica do Con-selho.1 A manifestao da Assessoria Jur-dica versar, exclusivamente, sobre as questes processuais e de legali-dade.2 defeso ao Assessor Jurdico mani-festar-se sobre questes tico-disci-plinares.Art. 159 As disposies do presente Cdigo aplicam-se aos que exercem atividades de enfermagem, independentemente da regularidade de sua inscrio no Conse-lho Regional.180Pargrafo nico. Este Cdigo no se aplica a quem no for inscrito ou au-torizado pelo Conselho Re-gional, aplicando-se, contu-do, ao profissional inscrito ou autorizado ao tempo da prtica da conduta que deu origem ao processo.Art. 160 As questes omissas neste Cdigo deve-ro ser supridas utilizando-se, subsidia-riamente, os dispositivos previstos no Cdigo de Processo Penal, no que lhes for aplicvel.Art. 161 Este Cdigo entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2011, sem prejuzo da va-lidade dos atos realizados sob a vigncia do Cdigo anterior.Art. 162 Revoga-se a Resoluo n 252/2001 e demais disposies em contrrio.Endereos do COREN-SPAraatubaRua Jos Bonifcio, 245 Centro - CEP 16010-380Tel. (18) 3624.8783/3622.1636Fax: (18) 3441.1011BotucatuPraa Dona Isabel Arruda,157 Sala 81 Centro - CEP 18602-111Tel. (14) 3814.1049/3813.6755CampinasRua Saldanha Marinho, 1046Botafogo - CEP 13013-081 Tel. (19) 3237.0208/3234.1861Fax: (19) 3236.1609GuarulhosRua Morvam Figueiredo, 65Conjuntos 62 e 64Edifcio Saint Peter, CentroCEP 07090-010Tel. (11) 2408.7683/2087.1622ItapetiningaRua Cesrio Mota, 418 CentroCEP 18200-080Tel. (15) 3271.9966/3275.3397MarliaAv. Rio Branco, 262 CentroCEP 17500-090 Tel. (14) 3433.5902/3413.1073 Fax: (14) 3433.1242Presidente PrudenteAv. Washington Luiz, 300 Centro CEP 19010-090Tel. (18) 3221.6927/3222.7756Fax: (18) 3222.3108Registro - NAPENcleo de Atendimento ao Profissional de Enfermagem: apenas registro e atualizao de dados de profissionais.Av. Prefeito Jonas Banks Leite, 456 salas 202 e 203 Centro CEP 11900-000Tel. (13) 3821.2490Ribeiro PretoAv. Presidente Vargas, 2001Conjunto 194 Jardim Amrica CEP 14020-260 Tel. (16) 3911.2818/3911.2808Santo Amaro - NAPENcleo de Atendimento ao Profissional de Enfermagem: apenas registro e atualizao de dados de profissionais.Rua Amador Bueno, 328,sala 1 trreo Santo AmaroSo Paulo - SPCEP 04752-005Tel. (11) 5523.2631Santo AndrRua Dona Elisa Flquer, 70conjuntos 31, 36 e 38 3 andar CentroCEP 09020-160Tel. (11) 4437.4324 (atendimento) 4437.4325 (fiscalizao)SantosAv. Dr. Epitcio Pessoa, 214 Embar CEP 11045-300 Tel./Fax: (13) 3289.3700 3289.4351 ou 3288.1946So Jos do Rio PretoAv. Dr. Alberto Andal, 3764Vila RedentoraCEP 15015-000 Tel.(17) 3222.3171/3222.5232Fax: (17) 3212.9447So Jos dos CamposAv. Dr. Nelson Davila, 389 Sala 141A CentroCEP 12245-030Tel. (12) 3922.8419/3921.8871Fax: (12) 3923.8417So Paulo - SedeAl. Ribeiro Preto, 82Bela VistaCEP 01331-000 Tel. (11) 3225.6300 Fax: (11) 3225.6380 So Paulo - COREN-SP Educao (apenas cursos e aperfeioamento)Rua Dona Veridiana, 298Vila Buarque (Metr Santa Ceclia)CEP 01238-010Tel. 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