conjuntura 11

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  • 1. Ano II - N 11/Abril de 2014 site: www.sinasefebg.org correio eletrnico: sinasefebg@gmail.com facebook: https://www.facebook.com/sinasefe.nacional?fref=ts A juventude brasileira protagonizou em 2013 jornadas de luta que expressaram a indignao com a falta de qualidade da educao pblica, o descaso com a sade, os problemas de mobilidade urbana, a inse- gurana que muitas vezes protagonizada pelo prp- rio Estado e, sintetizando, um forte questionamento sobre o destino da verba pblica. A populao se mostrou sensibilizada pelo escandaloso gasto governamental em est- dios de futebol elitizados. Hoje, o captulo mais re- cente de uma srie infinita de escndalos com o din- heiro pblico a compra da refinaria de Pasadena nos Estados Unidos. A Petrobrs gastou com essa operao mais de US$ 1,3 bilho em 2008, sendo que a mesma tinha sida adquirida pela em- presa belga Astra Oil em 2005 por apenas US$ 42 milhes. Enquanto PT e PSDB duelam no con- gresso para saber quem so os mais corruptos, os trabalhadores sentem O IFRS j est na Luta o descaso com seus sa- lrios e direitos. Tais fatos explicam a queda acentuada na fora do atual governo desde o ano passado. Em re- cente pesquisa do Ibope/ CNI, o percentual da populao que considera o governo timo ou bom caiu de 43% para apenas 36%, enquanto o ndice de ruim ou pssimo alcan- ou 27%. Esses ndices alimentam-se da completa ausncia de resposta do governo frente s mobili- zaes de junho de 2013. Assim, ao invs de atender as necessidades dos tra- balhadores e da juventude, o governo continua gar- antindo o pagamento inte- gral da dvida pblica que s beneficia os bilionrios que no Brasil crescem de nmero a cada edio do anurio da revista Forbes. Do mesmo modo, os de- bates sobre os 50 anos do golpe militar comeam a apontar para os limites do atual sistema democrti- co, cujo funcionamento excludente e pautado nos interesses dos grupos hegemnicos foi ques- tionado fortemente nas ruas e o ser nas prxi- mas eleies. Nas mais recentes pesquisas de inteno de voto para presidente, embora Dilma permanea na frente, mas com tendncias para que- da, quase 25% do elei- torado afirma que votar branco ou nulo, ou seja, o governo Dilma vem per- dendo apoio popular e as eleies, credibilidade. Nada indica que um novo presidente ir comear um governo forte, aclama- do nas urnas, pois os in- dcios so de que haver recordes de abstenes, votos brancos e nulos. Quem ainda espera que uma campanha eleitoral financiada por grandes empreiteiras e pelo capi- tal financeiro internacion- al ir mudar a situao da classe trabalhadora neste pas? Juventude nas ruas exigindo educao de qualidade Avaliao do governo Dilma em queda livre

2. S e do ponto de vis- ta poltico h cla- ros sinais de crise institucional, do ponto de vista econmico os grandes empresrios e latifundirios faro de tudo para transferir aos tra- balhadores o nus de sua crise. A balana comercial brasileira teve nos primei- ros meses de 2014 seu pior dficit desde o incio de sua medio em 1994, um saldo negativo de mais de US$ 6 bilhes. Tal fato pode ser explicado pela crescente desindustriali- zao da economia bra- sileira nos ltimos anos e pela desvalorizao dos produtos primrios expor- tados pelo Brasil. Da mesma forma, a transferncia de renda para a especulao fi- nanceira continua em alta, a taxa selic apresenta au- mentos consecutivos h um ano e atingiu o patamar atual de 11%. Assim, o pagamento de juros e amortizaes da dvida pblica alcanou a cifra de mais de R$ 1 trilho nos ltimos cinco anos. Mesmo assim, a agncia norte-americana S&P rebaixou sua avaliao sobre a capacidade do Brasil de pagar a dvida pblica, isso porque para os grandes financistas o governo deveria transferir ainda mais recursos para o pagamento de juros. Soma-se a tudo isso, a sonegao fiscal que re- tirou dos cofres pblicos, segundo o Sindicato dos Procuradores da Fazen- da Nacional, mais de R$ 415 bilhes s em 2013, ou seja, o equivalente a 17 anos de bolsa-famlia. Na outra ponta, se- gundo dados da Con- federao Nacional do Comrcio, quase 63% das famlias brasileiras possuem dvidas, sendo que 20% das famlias es- to com suas contas em atraso, rolando juros abu- sivos no carto de crdi- to. Dessa forma, o baixo crescimento econmico dos ltimos anos, que era sustentado pelo consu- mo das famlias brasileiras, est encontrando seu limite. Nesse cenrio, decai a capacidade governamen- tal de fazer concesses aos trabalhadores, j que a prioridade man- ter as taxas de lucro dos financistas, empresrios e latifundirios. Em contra- partida, apenas a forte mo- bilizao dos trabalhadores tem garantido algumas conquistas pontuais. Por exemplo, tivemos as greves vitoriosas dos garis no Rio de Janeiro e dos rodovirios em Porto Alegre, ambas superan- do o peleguismo de seus sindicatos, o cinismo dos governos e as campanhas difamatrias da grande mdia. Neste incio de ano, os servidores pblicos federais esto se mobilizando para cobrarem do governo a conta de suas perdas in- flacionrias que se acu- mulam desde 2010. Por exemplo, os servidores do Ministrio da Cultura aprovaram indicativo de greve para maio, onde muitas de suas reivindi- caes procuram barrar a precarizao de suas condies de trabalho. A maioria dos servidores pblicos federais desde 2010 apenas conquistou deste governo, pela mo- bilizao, a reposio sa- larial em parcelas de 5% em trs anos, 2013, 2014 e 2015. O saldo negativo acumulado entre 2010 e 2012 nos salrios dos servidores chegou a 17% e se somam s atuais per- das inflacionrias, pois em 2013 a inflao oficial foi de 6,1% e em 2014 os dados apontam para uma acelerao. Cada vez mais o cenrio infla- cionrio caminha no Bra- sil para se tornar muito parecido com o da Argen- tina, onde ningum mais confia nos dados oficiais. Nesta conjuntura, os servidores do IFRS demonstram que iro se mobilizar contra a pre- carizao de seu tra- balho e por melhorias em seus salrios. As- sim, nossos colegas do campus Porto Alegre do IFRS ligados FASUBRA esto em greve desde o dia 17 de maro. Eles se mobilizam contra as per- das inflacionrias que di- minuem suas condies de vida, pressionam pelo cumprimento dos acor- dos da Greve de 2012 e querem a efetivao de seu direito flexibili- zao da jornada de tra- balho. J nossos colegas do SINASEFE campus Serto paralisaram suas atividades por duas horas no dia 19/03. Em vrios campi, os servidores tm se reunido para debater e produzir materiais sobre o fim do ponto docente e sobre as 30 horas dos Tcnicos. O SINASEFE seo Bento Gonalves j realizou duas Assemblias Gerais neste ano e, re- sultado dessas reunies, pressionou a Reitoria a receber nossa seo e negociar a pauta que deliberamos. Tudo isso indica que os servidores do IFRS j esto na luta e com disposio cres- cente. Portanto, o SINASEFE Bento Gonalves chama os servidores ligados a sua base para debater- mos a mobilizao que queremos e o que fare- mos para avanarmos em nossas condies de trabalho. Qualquer movi- mento precisa partir dos servidores. Vamos nos colocar em movimento. Vamos estar dispostos como em 2011 e 2012 para lutar pela educao pblica, gratuita e de qualidade. Ento, cole- gas, participem da roda- da de assembleias que o SINASEFE estar pre- parando para debater os rumos de um movimento que j nacional. Venham discutir, propor e atravs do debate democrtico encaminhar a luta que os servidores anseiam. Cresce o descontentamento com o sistema poltico Responsabilidade pela publicao: Sinasefe Seo Bento Gonalves - Coordenao: Rodrigo Belinaso Guimares - Editorao: Felipe DallIgna Greve dos garis mostrou que no carnaval tambm teve luta 3. Responsabilidade pela publicao: Sinasefe Seo Bento Gonalves - Coordenao: Rodrigo Belinaso Guimares - Editorao: Felipe DallIgna Reitora pressionada pela greve do Sinasefe Nacional recebe a seo BG 3 N o dia 31/03, a Reitora e os Pr-Reitores do IFRS discutiram uma pauta sindical com a dire- toria do SINASEFE BG, a reunio de mais de trs horas foi nas dependncias da Reitoria. Na oportuni- dade foram discutidos os seguintes assuntos: 1)Fim do ponto eletrnico. O SINASEFE BG pautou que a discusso sobre o registro de ponto com os Tcnicos deveria ser realizada por local de trabalho, o registro poderia ser realizado de forma manual ou eletrnica, segundo a convenin- cia dos servidores. Em relao ao ponto do- cente, o SINASEFE BG pautou que este deveria ser suspenso imediatamente, pois os docentes EBTT j possuem os registros diri- os no sistema acadmico, alm de assinaturas em atas de reunies e consel- hos e, ainda, os relatrios de suas atividades de pes- quisa e extenso. Por lti- mo, foi discutido que o IFRS poderia defender junto aos rgos de controle externos o fim do ponto docente e que um inqurito do Minis- trio Pblico no motivo suficiente para implantar o ponto eletrnico para todos os servidores. Neste as- sunto, no tivemos acordo, pois a Reitoria manteve seu encaminhamento de efetivar o ponto eletrnico para todos os servidores do IFRS. O SINASEFE BG procurar alternativas judi- ciais e continuar a mobi- lizar os servidores contra o ponto eletrnico. 2) 30 horas para os Tcnicos: O SINASEFE BG cobrou da Reitora a ime- diata ampliao da flexibili- zao da jornada de trabalho para os campi do IFRS que no a realizam. O SINASEFE BG lembrou que j houve no IFRS reso- luo do CONSUP sobre a viabilidade das 30 horas, mas que foi revogada por Reitora do IFRS recebe comitiva do SINASEFE BG e discute pauta dos servidores se tratar de ato da repre- sentante mxima da in- stituio. Dessa forma, cobramos nova resoluo assinada pela Reitora per- mitindo as 30 horas no IFRS. Lembramos tambm que as CIS dos diferentes campi j realizaram estu- dos de viabilidade para a flexibilizao da jornada e que com o novo concurso esse direito pode comear a ser estendido. A Reitoria comprometeu-se a avan- ar nas 30 horas no IFRS e chamar as CIS de todos os campi para discutir os estudos de viabilidade no prazo de 30 dias. O SINASEFE BG espera que com isso seja publicada nova resoluo interna so- bre as 30 horas e que t