Conhecimento dos acadêmicos em relação a biossegurança ... ?· Este artigo tem como objetivo verificar…

Download Conhecimento dos acadêmicos em relação a biossegurança ... ?· Este artigo tem como objetivo verificar…

Post on 10-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015, So Paulo: Centro Universitrio Senac ISSN 1980-0894 Portal da revista InterfacEHS: http://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/InterfacEHS/ E-mail: interfacehs@sp.senac.br Esta obra est licenciada com uma Licena Creative Commons Atribuio-No Comercial-SemDerivaes 4.0

    Internacional

    136

    Conhecimento dos acadmicos em relao a biossegurana em um

    laboratrio de anatomia humana

    Academics knowledge with regard biosafety into Human Anatomy Laboratory Cristina dos Santos Clausen1, Simone dos Santos Clausen1, Dulcinia Ghizoni Schneider2, Celino Dias Ferraz3, Paulo Roberto Kechele4, Fabiana Oenning da Gama5

    Resumo. A biossegurana tem a finalidade de prevenir e controlar os riscos que possam

    causar danos aos seres humanos e ao meio ambiente. Aferir o conhecimento dos

    acadmicos que frequentam um Laboratrio de Anatomia Humana (LAH), no que

    concerne as normas de biossegurana, se torna importante para que possam ser

    orientados, pois sabe-se que os cadveres, mesmo estando conservados, apresentam

    microorganismos e ainda h exposio dos acadmicos a acidentes com produtos

    qumicos, perfurocortantes e com material biolgico. Foi expressivo como os

    participantes apresentavam conhecimento restrito das normas de biossegurana e dos

    riscos potenciais sade inerentes aos frequentadores do LAH. H necessidade de um

    programa de ensino continuado em biossegurana para os frequentadores do LAH no

    intuito de atualiz-los quanto postura ideal, visto que h risco de contrair diversos

    patgenos e danos biolgicos, fsicos, ergonmicos ou sequelas graves. Estas noes

    bsicas devem ser ministradas antes de adentrarem ao LAH, de forma que os danos

    potenciais sejam minimizados e a preveno efetiva durante uso do LAH seja alcanada.

    Palavras-chave: biossegurana, risco, acadmicos, anatomia.

    Abstract. The biosafety has for purpose prevention and control the risks that can cause

    damage to the human being and to the environment. Evaluate the knowledge of

    academics that go into Human Anatomy Laboratory (HAL), what concerns about

    regulatory biosecurity, became important, because the dead bodies have micro-

    organisms, even though they are preserved, and still has the exposian to accidents with

    chemicals, with piercing and lacerating wounds and biological material. It was expressive

    academics who presented limited knowledge regarding biosafety and about the potencial

    health risks. There is a need for teaching endorsed in biosafety for the academics in

    order to update them concerning the ideal posture within the HAL, seen theres risk of

    containg pathogens and biologicals, physicals, ergonomics damages or severes sequels.

    That basic notions should be taught before get into de HAL, with finality of potential

    harm can be minimized and the efective prevention become reach.

    Keywords: biosafety, risk, academics, anatomy.

    1 Enfermeiras. Ps-graduandas em Gesto e Auditoria em Servios de Sade pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI) e graduadas pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). {cris.clausen@gmail.com, santmone19@gmail.com}. 2 Enfermeira. Professora Doutora em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 3 Farmacutico Bioqumico. Professor Doutor em Cincias Empresariais Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). 4 Mdico. Professor Doutor em Cincias Mdicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 5 Enfermeira. Professora Mestre em Psicopedagogia da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).

    http://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/InterfacEHS/mailto:interfacehs@sp.senac.brhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    137

    1. Introduo

    Os acadmicos dos cursos da sade necessitam de aulas prticas de anatomia sendo o

    uso do Laboratrio de Anatomia Humana (LAH) indispensvel para isso (MACHADO,

    GUIMARES, SILVA, 2012). As atividades de ensino realizadas no LAH abrangem as

    diferentes reas do conhecimento da anatomia humana, bem como o da Biossegurana.

    O ensino da Biossegurana importante para todos os segmentos das cincias da sade

    auxiliando, desta forma, no controle e preveno dos riscos presentes no LAH.

    Na dcada de 1980, a Organizao Mundial da Sade (OMS) classificou a biossegurana

    em quatro grupos de riscos nos quais esto inclusos os riscos qumicos, ergonmicos,

    fsicos, radioativos para os sujeitos expostos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2004).

    Biossegurana ou segurana biolgica refere-se aplicao do conhecimento, tcnicas e

    equipamentos com a finalidade de prevenir a exposio do trabalhador, laboratrio e

    ambiente a agentes potencialmente infecciosos ou biorriscos. O termo biossegurana

    engloba o uso de equipamentos de proteo individual (EPIs), como luvas e mscaras,

    que formam uma barreira primria entre os trabalhadores e os materiais acarretadores de

    perigo, diminuindo-os (MASTROENI, 2006), minimizam a exposio dos trabalhadores aos

    riscos que ameacem sua segurana e sade, de uso individual, porm cabe ao profissional

    us-los e conserv-los. (CURIA, CSPEDES, NICOLETTI, 2012).

    Dentre os vrios riscos presentes em um LAH, destacam-se o biolgico e o qumico. O

    risco biolgico ocorre quando qualquer ser humano entra em contato ou manuseia animais

    ou materiais biolgicos contendo micro-organismos patognicos/infectantes capazes de

    produxir efeitos nocivos no organismo (LIMA, 2011). Em uma reviso de literatura

    (DEMIRYREK, BAYRAMOGLU, USTAELEBI, 2002) foi verificado que os cadveres,

    mesmo depois de fixados, apresentam potencial infectocontagioso, como Mycobacterium

    tuberculosis, vrus da hepatite B e C, HIV e prons. Os materiais conservantes possuem

    uma debilidade no potencial de inativar microrganismos patognicos; com isso, os

    cadveres so considerados potencialmente lesivos. As doenas ocupacionais so

    resultantes da exposio a agentes qumicos, fsicos ou biolgicos; por isso necessria a

    imunizao preventiva dos profissionais (TEIXEIRA, VALLE, 2010). Pelo potencial

    contaminante dos cadveres, indicada a vacina contra Hepatite B e Ttano, ofertadas

    populao atravs do Sistema nico de Sade (SUS) pelo Plano Nacional de Imunizao

    (PNI) (BRASIL, 2014).

    Riscos qumicos so representados por substncias, em seus diferentes estados fsicos,

    que podem penetrar no organismo e quando absorvidas produzir reaes txicas e

    problemas de sade. So absorvidas pelas visas respiratria, cutnea e digestiva (CURIA,

    CSPEDE, NICOLETTI, 2012). Os produtos qumicos usados para conservao de

    cadveres so formol (VAVRUK, 2012), glicerina e lcool (CARVALHO, et al, 2013). O

    formaldedo tem potencial txico quando excedido o tempo de exposio e a concentrao

    adequada de dissoluo. A exposio contnua gera proliferao celular maior como

    processo de recuperao do ressecamento e das leses que foram geradas pela inalao

    ou contato com o formaldedo (KIM, JAHAN, LEE, 2011). A glicerinao apresenta

    vantagens em relao formolizao na conservao de peas cadavricas: baixo custo,

    longa durabilidade da pea conservada, menor ocupao do espao por no precisar

    conservar as peas em imerso, menores danos sade por exposio a produtos

    qumicos (KIMURA, CARVALHO, 2010). Alm disso, gera desidratao das clulas, possui

    ao rpida na fixao e preservao das peas (SILVA, et al, 2011).

    O trabalho de monitoria no LAH evidenciou descuido dos acadmicos com os riscos

    biolgicos e qumicos. Atitudes tais como: no usar luvas ao manusear os cadveres,

    utilizar objetos para manusear estruturas anatmicas e depois lev-los boca, falta de

    conhecimento quanto conduta adequada perante acidentes, desconhecer a presena de

    fungos em cadveres e estruturas sseas, foram determinantes para averiguar a

    necessidade de expandir os conhecimentos que pudessem esclarecer as dvidas e

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    138

    minimizar os riscos inerentes aos frequentadores do LAH. Este artigo tem como objetivo

    verificar o conhecimento e a aplicao de normas de biossegurana no LAH pelos

    acadmicos da rea da sade, esclarecendo os pontos que so de desconhecimento da

    grande maioria dos seus frequentadores.

    2. Mtodo

    Tratou-se de um estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativa, por meio da

    aplicao de um questionrio construdo pelos pesquisadores e aplicado pelos mesmos,

    com a abordagem dos participantes durante a aula de anatomia humana, fechado,

    supervisionado pelos pesquisadores, de autopreenchimento com 15 questes relativas ao

    conhecimento e aplicao de normas de biossegurana (EPIs, vacinao contra ttano e

    hepatite B, antissepsia das mos), riscos qumicos (formol, lcool e glicerina) e riscos

    biolgicos (existncia de micro-organismos patognicos no LAH). Participaram da pesquisa

    apenas os acadmicos frequentadores do LAH, de uma universidade situada na Grande

    Florianpolis em Santa Catarina, abrangendo os cursos de graduao: Enfermagem,

    Educao Fsica, Fisioterapia, Medicina, Naturologia Aplicada, Nutrio, Odontologia e

    Cosmetologia e Esttica totalizando 8 (oito) cursos e 251 acadmicos que concordaram

    em participar da pesquisa de um total de 280 alunos matriculados na disciplina de

    Anatomia Humana, excluiu-se professores e outros funcionrios do LAH. A pesquisa foi

    realizada no perodo de agosto de 2013 at junho de 2014. Os resultados obtidos

    originaram o Trabalho de Concluso de Curso em Graduao em Enfermagem das autoras.

    Os dados coletados foram registrados no Programa Excel e analisados de forma descritiva

    por meio do programa estatstico SPSS 16.0 (Statistical Package for the Social Sciences

    (SPSS). Version16.0..[Computer program]. Chicago: SPSS Inc.; 2008).

    O estudo foi aprovado pelo Comit de tica e Pesquisa da Universidade do Sul de Santa

    Catarina- UNISUL sob parecer consubstanciado n 492.995.

    3. Resultados

    Evidenciou-se que foram 251 entrevistados. A Tabela 1 apresenta o nmero de

    entrevistados pertinentes a cada curso de graduao da rea da sade presentes nesta

    pesquisa.

    Tabela 1 Nmero de entrevistados de cada curso de graduao da rea da sade no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    Cursos de

    graduao

    N %

    Entrevistados Entrevistados

    Enfermagem 11 4,4

    Educao fsica 49 19,5

    Cosmetologia e

    esttica

    15 6

    Fisioterapia 30 12

    Medicina 74 29,5

    Naturologia aplicada 18 7,2

    Nutrio 19 7,6

    Odontologia 35 13,9

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    139

    Destes, 182 (72,5%) eram do sexo feminino e 69 (27,5%) do sexo masculino. A faixa

    etria mostrou-se de acordo com a Tabela 2.

    Tabela 2 Faixa etria dos entrevistados no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Faixa etria 18-23 24-29 36-41 42-47 48-53

    Nmero de

    alunos

    187 44 1 2 1

    Porcentagem 74,5% 17,53% 0,4% 0,8% 0,4%

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    A Tabela 3 apresenta dados em relao a fase do curso dos alunos colaboradores da

    pesquisa.

    Tabela 3 Fase do curso de graduao dos alunos colaboradores da pesquisa no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Fase do curso de

    graduao dos alunos

    1 2 3 4 6 7 8 9

    Nmero de alunos 148 59 35 2 2 3 1 1

    Porcentagem 59% 23,5% 13,9% 0,8% 0,8% 1,2% 0,4% 0,4%

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    Na 1 questo, sobre ser a primeira vez que frequenta um LAH, 147 (58,6%) disseram

    no, 103 (41%) declararam que sim. Quando questionados se receberam alguma

    instruo de como comportar-se e/ou quais EPIs devem usar, questo nmero dois, 246

    (98,4%) foram instrudos e 5 (1,6%) relataram no ter sido orientados.

    A 3 questo, sobre o conhecimento do significado do termo biossegurana, 120 (47,8%)

    conheciam seu conceito, 102 (40,6%) afirmaram que o compreendem em parte, 28

    (11,2%) negaram conhecer. Na questo nmero quatro, 184 (73,3%) afirmaram que

    sabem o que significa EPI (equipamentos de proteo individual), enquanto 65 (25,9%)

    no sabiam o que significa.

    Na 5 questo, foram listados EPIs para que o acadmico assinalasse os que devem ser

    utilizados no LAH. Os resultados so apresentados na Tabela 4.

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    140

    Tabela 4 - Itens considerados EPIs segundo os alunos da graduao da rea da sade no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    Na questo nmero seis, 228 (90,8%) declararam que os professores cobram o uso de

    EPIs, 17 (6,8%) afirmaram que existe cobrana parcial.

    Questes concernentes vacinao dos alunos, 73,7% realizaram imunizao contra o

    ttano e somente 45% dos alunos realizou a imunizao contra hepatite B. Os dados so

    demonstrados na Tabela 5.

    Tabela 5 - ndice de alunos vacinados contra Ttano e Hepatite B para o primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Valores

    numricos

    Vacina contra Ttano Vacina contra Hepatite B

    Sim No No sei Sim No No sei No

    respondeu

    Nmero de

    alunos

    185 34 32 113 71 66 1

    Porcentagem 73,7% 13,5% 12,7% 45% 28,3% 26,3% 0,4%

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    Ao ser questionado se os entrevistados conheciam os riscos presentes no LAH, 129

    (51,4%), pouco mais da metade dos frequentadores, responderam positivamente.

    Alguns riscos presentes no LAH foram elencados pelos acadmicos na questo 10,

    conforme Tabela 6.

    Equipamentos de

    proteo individual

    N %

    Sim No Sim No

    Jaleco manga longa 245 6 97,6 2,4

    Luva 242 9 96,4 3,6

    Cala comprida 232 19 92,4 7,6

    Calado fechado 230 21 91,6 8,4

    Mscara 137 114 54,6 45,4

    culos de proteo 82 169 32,7 67,3

    Sapatilha 12 239 4,8 95,2

    Jaleco manga curta 2 249 0,8 99,2

    Short/bermuda/saia 0 251 0 100

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    141

    Tabela 6 - Riscos existentes no LAH, pela viso dos acadmicos, no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Riscos N %

    Sim No Sim No

    Qumico 190 61 75,7 24,3

    Biolgico 146 105 58,2 41,8

    Fsico 101 150 40,2 59,8

    Ergonmico 38 213 15,1 84,9

    Outros 6 245 2,4 97,6

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    A 11 questo relativa lavagem das mos aps o manuseio das peas anatmicas, a 12

    questo relativa ao uso do lcool em gel aps a lavagem das mos e a 13 que questiona

    se os acadmicos passam as mos com as luvas de procedimento no rosto, cabelo e

    material de aula durante ou aps os estudos com as peas anatmicas foram agrupadas

    na Tabela 7.

    Tabela 7 Lavagem das mos, uso de lcool em gel, manuseio de peas anatmicas com luvas sujas pelos acadmicos no primeiro semestre de 2014. Palhoa, SC, Brasil, 2014.

    Questes

    Respostas

    Sim No s

    vezes

    No

    responderam

    Hbito de lavar as mos aps o

    manuseio das peas anatmicas,

    mesmo tendo usado luvas de

    procedimentos

    90% 2% 6,8% 1,2%

    Hbito de utilizar lcool em gel

    aps a lavagem das mos

    32,7% 34,7% 32,7% -

    Passar as mos com as luvas de

    procedimento no rosto, cabelo e

    material de aula durante ou

    aps os estudos com as peas

    anatmicas

    35,1% 51% 13,1% 0,8%

    Fonte: Dados de pesquisa, 2014.

    A 14 questo se referiu ao que deve ser feito aps ferir-se com as peas anatmicas.

    Verificou-se que 172 (68,5%) no sabiam o que deve ser feito e 79 (31,5%) confirmaram

    saber o que fazer. Em sequncia, a questo nmero 15, perguntou se saberiam o que

    fazer caso substncias qumicas respingassem nas mucosas ou na pele: 175 (69,7%)

    admitiram no saber, enquanto 76 (30,3%) disseram saber o que deve ser feito.

    4. Discusso

    Os resultados demonstraram que o conhecimento dos acadmicos no que se refere

    biossegurana, risco qumico e risco biolgico presentes no LAH no so adequados, sendo

    abaixo do esperado. Isso representou a necessidade premente de expandir os

    conhecimentos. O conceito de biossegurana abrangente, mas particularmente a noo

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    142

    de riscos deve ser observada por todos os frequentadores do LAH. Esse conceito precisa

    ser aplicado pelo acadmico em toda sua vida: na graduao e profissional. Portanto,

    impretervel que as noes bsicas sejam ministradas nas primeiras aulas de anatomia

    humana para que os acadmicos possam ter conhecimento dos riscos potenciais no LAH e

    entendam a importncia da preveno.

    No presente estudo, uma parcela dos entrevistados conhecia o significado da sigla EPI

    (equipamentos de proteo individual) sendo considerado um bom resultado e espera-se

    que isto reflita no uso adequado de EPIs na prtica. De acordo com a NR 06 so EPIs:

    capacetes, capuz, culos, protetor facial, mscara de solda, protetor auditivo, respirador purificador de ar no motorizado, respirador de ar motorizado, respirador de aduo de ar tipo linha de ar comprimido, respirador de aduo de ar tipo mscara autnoma, respirador de fuga, vestimentas (proteo de tronco e braos, inclui jalecos), colete prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, luvas, creme protetor, manga, braadeira, dedeira, calado (proteo do ps), meia, perneira, cala (proteo das pernas), macaco, vestimenta de corpo inteiro, cinturo de segurana com dispositivo trava-queda, cinturo de segurana com TALABARTE (CURIA, CSPEDES, NICOLETTI, 2012). Um estudo realizado em Gois (SOUZA, et al, 2008) questionou os acadmicos quanto ao conhecimento do

    significado de EPI, apenas 8,9% dos pesquisados responderam que estavam cientes,

    resultado considerado ruim pelos pesquisadores devido a importncia dos EPIs na rea

    da sade.

    Quanto aos itens listados para serem assinalados como EPI na 5 questo, foi de grande

    valia que todos os pesquisados afirmaram que short/bermuda/saia no so EPI. Dos

    equipamentos descritos na questo, esto inclusos como EPIs: culos de proteo, luvas,

    vestimentas (proteo de tronco e braos, inclui jalecos de manga longa), calado para

    proteo dos ps, mscaras, cala para proteo das pernas (BRASIL, 2010). Alm dos

    EPIs citados, inclui-se ainda os seguintes EPIs para frequentar um LAH: luvas de nitrilo,

    avental impermevel, luvas grossas e longas de borracha e protetor facial (SAN

    FRANCISCO STATE UNIVERSITY, 2007).

    Mesmo confirmando que mscara e culos de proteo so EPI, a frequncia de aderncia

    ao uso foi baixa. No perodo da coleta de dados, observou-se que foram raros os alunos

    que utilizaram a mscara para proteger-se do cheiro do formol ou utilizaram os culos de

    proteo para evitar a irritao ocular pelos gases exalados. Portanto, a orientao e

    correo das distores so fundamentais atravs de um programa de educao ampliada

    e continuada dos frequentadores do LAH. As sapatilhas ainda so um problema de

    conscientizao das acadmicas, difcil faz-las compreender que o dorso do p tambm

    uma regio exposta aos riscos do ambiente e ainda foi possvel constatar, durante o

    perodo de observao, que existia um pequeno nmero de acadmicos que tentaram

    frequentar as aulas prticas e/ou que em dia de prova vestiam bermudas, chinelos,

    sapatilhas ou estavam sem jaleco. Um processo de educao em sade ainda se faz

    necessrio para adequar os acadmicos s Boas Prticas de Laboratrio (BPLs) e

    conscientiz-los que o uso de EPI um fator de proteo a sua sade. Ao se considerar a

    realidade do LAH, local do estudo, e relacionar com a literatura e a Norma

    Regulamentadora N 6 (BRASIL, 2010), os EPIs mais indicados e de fcil acesso para os

    alunos seriam: jaleco de manga longa, mscara, culos de proteo, luvas de

    procedimento, cala, calado fechado (SAN FRANCISCO STATE UNIVERSITY,2007).

    Tratando-se da imunizao contra o ttano, o resultado encontrado foi insatisfatrio, pois

    apenas pouco mais da metade dos entrevistados confirmaram estar imunizados contra a

    bactria Clostridium tetani, considerando-se que a maioria est na 1 fase do seu Curso.

    A situao ainda mais preocupante quanto a imunizao de Hepatite B. de extrema

    importncia a vacinao para frequentar o LAH, pois permite que o acadmico esteja

    protegido contra o potencial infeccioso dos cadveres, devido a existncia de

    microrganismos que resistem at mesmo aos processos de fixao e a conservao dos

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    143

    cadveres que ainda possuem a capacidade de gerar doenas infectocontagiosas tais

    quais: hepatites virais, HIV, tuberculose, encefalopatias (DEMIRYREK, BAYRAMOGLU,

    USTAELEBI, 2002). Devido ao risco biolgico presente no LAH, para melhor efetuar a

    proteo ao acadmico, ressalta-se a necessidade do uso adequado de EPIs que buscam

    prevenir a contaminao por esses microrganismos, dentre eles a mscara.

    A baixa aderncia vacinao dos entrevistados preocupante. Um outro estudo concluiu

    que os acadmicos de medicina no esto devidamente imunizados contra a Hepatite B,

    pois apenas 43,3% possuem a vacina (ARENT, CUNHA, FREITAS,2009). imprescindvel

    a vacinao para todos os acadmicos e os resultados da atual pesquisa geram um alerta

    para a necessidade de informao quanto a esse item e orientao para adequar a

    caderneta de vacina, pois serve para toda a vida acadmica e profissional.

    Foi possvel notar que os acadmicos no possuam conhecimento completo dos riscos

    presentes no LAH. Quanto ao Risco Qumico a resposta foi satisfatria, um risco de fcil

    assimilao pelos acadmicos, principalmente devido ao odor desagradvel do formol. O

    Risco Biolgico desconhecido por um percentual considervel. A percepo deles quanto

    a esse risco est relacionada falta de conhecimento em relao capacidade dos

    conservantes (formol e glicerina) em inativar os agentes patolgicos presentes nos

    cadveres, alm da proliferao de microrganismo provenientes da respirao, saliva e

    mos dos acadmicos que podem se desenvolver no LAH quando em ambiente favorvel.

    Inclui-se o fato que a goma de mascar, uso de lentes de contato, e batom podem agravar

    a absoro txica do formaldedo, devendo; por isto, ser avaliadas com muito cuidado

    (SAN FRANCISCO STATE UNIVERSITY, 2007). O formaldedo causador de toxicidade,

    irritao ocular e de mucosas tendo elevado potencial carcinognico (BAIRD, CANN, 2011).

    Alunas gestantes necessitam de cuidados especiais ao frequentar o LAH devido a ao

    teratognica do formaldedo (KIM, JAHAN, LEE, 2011).

    Os Riscos Fsico e Ergonmico foram pouco assinalados, durante o processo de

    aprendizagem notvel a confuso que o conceito desses riscos pode gerar. H

    desconhecimento do significado de risco ergonmico, ignorando sua importncia. Quando

    assinalados outros riscos, provvel que os acadmicos ainda no saibam observar um

    ambiente para identificar os riscos que ali se encontram. importante salientar que

    durante o perodo de coleta de dados no LAH, foi possvel identificar os riscos: qumico,

    biolgico, ergonmico, fsico e o mecnico. O Risco Qumico estava na presena de formol,

    glicerina e lcool para uso de fixao e conservao dos cadveres e peas anatmicas. O

    Risco Biolgico estava presente na colnia de fungos em cadveres em conservao por

    formol e glicerina e nos ossos. Pesquisas demonstraram (DEMIRYREK, BAYARAMOGLU,

    USTAELEBI, 2002; PRZYBYSZ, et al, 2009) que h presena de microrganismos em

    laboratrios de anatomia e pela reviso de literatura conseguiram isolar e identificar vrios

    tipos de patgenos, dentre eles fungos, vrus e bactrias.

    Os dados relativos lavagem das mos foram adequados, pois 225 (90%) dos

    entrevistados a aderiram como prtica habitual. Mostraram a preocupao da maioria dos

    acadmicos em lavar as mos aps seus estudos com as peas anatmicas, vista a

    importncia da higienizao das mos para reduzir o nmero de microrganismos

    presentes. consenso que essa a forma mais simples e fcil de prevenir contaminaes

    num ambiente de sade ou alimentar. Resultados diferentes foram obtidos em outro

    estudo (PINTO, BAPTISTA, 2010) em que os acadmicos reconheceram a importncia,

    mas houve baixa adeso tcnica de lavagem das mos.

    preconizado o uso do lcool em gel aps a utilizao da luva (BRASIL, 2007) para evitar

    a transmisso de microrganismos, mesmo tendo usado o EPI em questo. A luva pode

    apresentar microfuros ou se desintegrar permitindo a contaminao das mos. No

    presente estudo, observou-se que muitos acadmicos passavam as mos com as luvas

    sujas no material de aula, caneta, caderno talvez ultrapassando o percentual de

    acadmicos que responderam sim quando questionados sobre essa ao. Tambm tm

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    144

    aqueles que usam diversos utenslios inadequados para tal, como canetas e lpis para

    manipular as peas anatmicas conservadas no formol, lcool e glicerina e no utilizando

    normas de higienizao para a sua posterior utilizao segura. Essas atitudes aumentam

    a exposio aos riscos biolgicos e qumicos.

    Em relao aos acidentes com material biolgico, no LAH da presente pesquisa, notou-se

    o desconhecimento prtico em relao ao assunto. Quando ocorriam acidentes, os alunos

    costumavam recorrer ao professor, monitor ou tcnico do laboratrio, pois no sabiam

    que procedimentos realizar. Nos casos ocorridos em que solicitaram auxlio s

    pesquisadoras, normalmente chegavam espremendo o local da leso o que

    contraindicado pelo MS, pois aumenta a rea de contato com o material biolgico

    potencialmente contaminado. Uma pesquisa de levantamento bibliogrfico verificou que a

    preocupao com acidentes com material perfurocortante vem aumentando devido ao fato

    de se conhecer os danos causados sade provenientes da possvel contaminao com

    agentes biolgicos (MARZIALE, 2002).

    A falta de percepo quanto aos perigos dos produtos qumicos, encontrado numa

    pesquisa (COSTA, FELLI, 2004) corrobora o resultado obtido na atual. Isso reflete a

    realidade a qual os acadmicos esto inseridos. Quando se fala em biossegurana e BPLs,

    est incluso o conhecimento das substncias qumicas as quais esto sendo utilizadas no

    laboratrio. Na observao dos acadmicos no LAH, foi verificado que, mesmo com

    orientaes quanto aos perigos dos produtos utilizados, ainda ocorriam casos em que,

    propositalmente, entravam em contato com o produto qumico. Isso acontece nos casos

    apontados na questo 13 que interrogou se os acadmicos passam as mos com as luvas

    de procedimento no rosto, cabelo e material de aula durante ou aps os estudos com as

    peas anatmicas. No LAH, no existe nenhum material informativo quanto ao

    procedimento a ser tomado quando ocorre um acidente, seja com perfurocortantes ou

    com produtos qumicos. Se algum aluno se ferir com agulha, bisturi ou tesoura,

    imediatamente buscavam perguntar ao monitor, tcnico do laboratrio e professores sobre

    o que deveriam fazer. O principal ponto observado foi a imensa necessidade em instru-

    los quanto aos riscos de um LAH, quais as noes bsicas de biossegurana necessrias

    para frequentar um LAH a fim de melhorar as prticas e conscientiz-los. uma

    necessidade urgente e premente de manter-se um conhecimento e divulgao dinmicos

    aos frequentadores do LAH, visto que a preveno dos acidentes e riscos biolgicos e

    fsicos que possam comprometer a sade do indivduo no esto adequadamente

    esclarecidos.

    5. Concluso

    Verificou-se que os acadmicos possuem pouco conhecimento das normas de

    biossegurana, bem como de sua adequada aplicao prtica. As orientaes oferecidas

    no incio de cada semestre no LAH so pouco esclarecedoras a ponto de serem

    incorporadas prtica. Os alunos possuem muitas dvidas, o que gera preocupao devido

    ao fato que para frequentar o LAH so necessrias medidas especficas diante dos

    inmeros riscos l existentes. Por meio dos dados apresentados nesta pesquisa,

    constatou-se que h necessidade de adequar a vacinao dos acadmicos a fim de

    melhorar a cobertura vacinal e instru-los que a preveno se faz para o transcorrer da

    vida acadmica e profissional.

    O estudo levou reflexo de que o LAH uma estrutura complexa, tanto do ponto de vista

    estrutural, quanto das atividades realizadas. A prtica se torna to natural que os cuidados

    so esquecidos e os riscos se tornam invisveis aumentando a exposio a eles.

    O esforo para melhorar as questes de segurana no laboratrio deve estar na

    conscientizao do fator humano. O ensino continuado a melhor estratgia para alcanar

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    145

    a adequao da postura dos acadmicos do LAH atravs de um programa de educao.

    Todos que o frequentam precisam estar devidamente informados quanto s normas de

    biossegurana e atualizados quanto ao porqu da necessidade de medidas de controle

    dentro do LAH.

    Referncias

    ARENT, Patrcia Mendes; CUNHA, Luissaulo; FREITAS, Paulo Fontoura.Situao

    vacinal dos estudantes de medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina no

    perodo prvio ao internato. Rev. Cinc. Md., Campinas, 18(1):13-20,

    jan./fev., 2009. Disponvel em:

    . Acesso em: 09 dez. 2015.

    BAIRD, Colin; CANN, Michael. Qumica ambiental. 4. ed. Porto Alegre:

    Bookman, 2011.

    BRASIL. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (ANVISA). Higienizao das

    mos em servios de sade. 2007. Disponvel em:

    .

    Acesso em: 31 mai. 2014.

    ______. Ministrio da Sade. Calendrio Nacional de Vacinao. Disponvel

    em: .

    Acesso em: 30 jul. 2014.

    ______. Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE). NR06: Equipamento de

    Proteo individual EPI, atualizada. Braslia, 2010. Disponvel em:

    . Acesso em: 7 set. 2013.

    CARVALHO, Yuri K. et al. Avaliao do uso da glicerina proveniente da produo

    de biodiesel na conservao de peas anatmicas. Pesquisa Veterinria

    Brasileira, Rio de Janeiro, v. 33, n. 1, jan. 2013. Disponvel em:

    < http://www.scielo.br/pdf/pvb/v33n1/21.pdf >. Acesso em: 12 set. 2013.

    COSTA, Taiza Florncio; FELLI, Vanda Elisa Andres. Acidentes do trabalho com

    substncias qumicas entre os trabalhadores de enfermagem. Revista Brasileira

    de Enfermagem, v. 57, n. 3, 2004. Disponvel em:

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    146

    . Acesso em: 08 fev.

    2014.

    CURIA, Luiz Roberto; CSPEDES, Livia; NICOLETTI, Juliana. Segurana e

    medicina do trabalho. 9. ed. atual. So Paulo: Saraiva, 2012.

    DEMIRYREK, Deniz; BAYRAMOGLU, Alp; USTAELEBI, Semsttin. Infective

    Agents in Fixed Human Cadavers: A Brief Review and Suggested Guidelines.The

    Anatomical Records, v.269, p.194 197, 2002. Disponvel em:

    < http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ar.10143/pdf >. Acesso em: 28

    mai. 2014.

    LIMA, Tnia Mara Azevedo de. Exposio aos agentes qumicos, fsicos e

    biolgicos. 2011. Disponvel

    em:. Acesso em: 19 set. 2013.

    KIM, Ki-Hyun; JAHAN, ShaminAra; LEE, Jong-Tae. Exposure to formaldehyde and

    its potential human health hazards. Journalof Environmental Science and

    Health: Environmental Carcinogenesis and Ecotoxicology Reviews, v. 29, p. 277-

    299, nov. 2011. Disponvel em:

    . Acesso em: 10 ago. 2013.

    KIMURA, Adriana Kimie; CARVALHO, Wanderson Lus de. Estudo da relao

    custo x benefcio no emprego da tcnica de glicerinao em comparao

    com a utilizao da conservao por formol. 2010. 30f. Trabalho de

    Concluso de Curso de Extenso (Ttulo de Higienista Ocupacional) - Universidade

    Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho, Araquara, So Paulo, 2010. Disponvel

    em:. Acesso em: 8 set. 2013.

    MACHADO, Hosani Aleixo; GUIMARES, Lamartine de Paula; SILVA, Mrio Souza

    Lima e. Preparao de peas anatmicas atravs da dissecao de cadveres do

    laboratrio de anatomia do ITPAC - Araguana. Revista Cientfica do ITPAC,

    Araguana, v.5, n.3, jul., 2012. Disponvel em:

    . Acesso em: 30 out. 2013.

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    147

    MARZIALE, Maria Helena Palucci; RODRIGUES, Christiane Mariani. A produo

    cientfica sobre os acidentes de trabalho com material perfurocortante entre

    trabalhadores de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem,

    Ribeiro Preto, v. 10, n. 4, Jul. 2002. Disponvel em:

    . Acesso em: 08 fev. 2014.

    MASTROENI, Marco Fbio. Biossegurana aplicada a laboratrios e servios

    de sade. So Paulo: Atheneu; 2006.

    PINTO, Fernanda A. O.; BAPTISTA, Margarete A. Higienizao das mos: hbitos,

    obstculos e a tcnica desenvolvida por pelos discentes do 6 ano de medicina e

    do 4 ano de enfermagem de um hospital escola. Revista Arquivos de Cincias

    da Sade, v. 17, n. 3, p. 117-121, jul./set., 2010. Disponvel em:

    < http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-17-3/IDP%201.pdf >. Acesso

    em: 30 mai. 2014.

    PRZYBYSZ, Carlos Henrique; et al. Avaliao do possvel crescimento e

    resistncia de espcies fngicas ao formol. Revista Sade e Pesquisa, v. 02,

    n.03, p. 325-331, set/dez. 2009. Disponvel

    em:. Acesso em: 26 jul. 2013.

    SAN FRANCISCO STATE UNIVERSITY. Anatomy lab safety plan. 2007.

    Disponvel em:

    . Acesso em: 21 mar. 2014.

    SILVA, Nathalia Alves; et al. Comparative study between two techniques using a

    glycerin in the conservation of central nervous system. Journal of

    Morphological Science: functional anatomy and cell biology, v. 28, n. 04, p.

    280 - 282, 2011. Disponvel em: . Acesso

    em: 28 set. 2013.

    SOUZA, Adencia Custdia Silva e; et al. O uso de equipamentos de proteo

    individual entre graduandos da rea da sade e a contribuio das instituies

    formadoras. Cincia, Cuidado e Sade, v.7, n.1, p.27 36, Jan./Mar, 2008.

    Disponvel em:

  • InterfacEHS Sade, Meio Ambiente e Sustentabilidade - Vol. 10 no 2 Dezembro de 2015

    148

    . Acesso em: 31 mai. 2014.

    TEIXEIRA, Pedro; VALLE, Silvio. Biossegurana uma abordagem

    multidisciplinar. 2. ed. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2010.

    VAVRUK, Jos William. A importncia do estudo da anatomia humana para o

    estudante da rea da sade. O Anatomista: Revista de divulgao cientfica da

    sociedade brasileira de anatomia, v. 02, abr. jun., p. 04 - 35, 2012. Disponvel

    em: . Acesso em: 30 out.

    2013.

    WORLD HEALTH ORGANIZATION. Laboratory Biosafety Manual.2004.

    Disponvel em:

    . Acesso em: 18 fev. 2014.

    Recebido em 30/09/2015 e Aceito em 21/12/2015.

Recommended

View more >