Comunicando - Julho-Dez 2010

Download Comunicando - Julho-Dez 2010

Post on 25-Mar-2016

230 views

Category:

Documents

5 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Revista Laboratrio do curso de Comunicao Social Relaes Pblicas da Universidade de Caxias do Sul - 2 semestre de 2010

TRANSCRIPT

<ul><li><p>UNIVERSO </p><p>FEMININO</p><p>COMUNICANDORevista Laboratrio do curso de Comunicao Social </p><p>Relaes Pblicas da Universidade de Caxias do Sul | 2 semestre de 2010</p></li><li><p>VIVER UMAUNIVERSIDADECOMO A UCSFAZ TODAA DIFERENA.</p><p>www.ucs.br</p></li><li><p>VIVER UMAUNIVERSIDADECOMO A UCSFAZ TODAA DIFERENA.</p><p>www.ucs.br</p></li><li><p>EditorialNo decorrer das pginas buscamos apresentar as diferentes caractersticas do amplo universo feminino. A mulher que hoje submete-se aos apelos do marketing e das imposies da sociedade por </p><p>um corpo perfeito perspectiva moderna de vida, dos </p><p>desejos ilimitados; a viso daquelas que chegam me-</p><p>lhor idade, que vivem descobrindo novos valores, que </p><p>procuram viver intensamente com planos e expectati-</p><p>vas, com tamanha participao no cotidiano e, princi-</p><p>palmente, que intensificam os cuidados com a beleza e </p><p>a boa aparncia.</p><p>Mulheres decididas, persistentes, delicadas e </p><p>empreendedoras, vantagens que fazem a diferena no </p><p>mundo corporativo atual; mulheres que buscam atingir </p><p>o equilbrio entre a vida profissional e a pessoal.</p><p>Mulheres que conciliam o tempo entre ser me </p><p>e ser mulher. Que encontram satisfao alm dos cui-</p><p>dados com a casa e a famlia, mas que sentem o tempo </p><p>passar mesmo sem poder desfrutar totalmente do que </p><p> ser me.</p><p>Nesta edio, a COMUNICANDO buscou conver-</p><p>sar com diversas mulheres que relatam as suas conquis-</p><p>tas, seus desejos, suas aspiraes e que diariamente </p><p>buscam o seu lugar na sociedade.</p><p>Crd</p><p>ito:</p><p> Ram</p><p>on M</p><p>unho</p><p>z</p></li><li><p>Universidade de Caxias do Sul</p><p>Revista Laboratrio do curso de Comunicao Social </p><p>Habilitao em Relaes Pblicas</p><p>Ano 10 | n 54 | segundo semestre de 2010 </p><p>Universidade de Caxias do Sul</p><p>Rua Franscisco Getlio Vargas, 1130 </p><p>Bloco T (CETEL)</p><p>CEP: 95070-560 Caxias do Sul, RS , CP 1352</p><p>Fone: 54 3218.2100 </p><p>www.ucs.br/cchc/deco</p><p>ExpedienteReitor: Prof. Isidoro Zorzi</p><p>Vice-Reitor: Prof. Jos Carlos Alvino</p><p>Pr Reitoria Acadmica: Evaldo Antnio Kuiava</p><p>Diretora do CECC: Prof. Marliva Vanti Gonalves</p><p>Coordenadora de Relaes Pblicas: Prof. Tassiara Baldissera </p><p>Camatti</p><p>Disciplina: Projeto Experimental IV Produo Grfica</p><p>Prof.: Dinarte Albuquerque Filho</p><p>Projeto Grfico: Dbora Luiza Krauspenhar, Kaila Stedile Grisa, </p><p>Ketlyn Zim, Michele Seefeld e Vanessa Birk.</p><p>Reportagem e diagramao: Ana Paula Villa, Andre Caldart, An-</p><p>dreia Bernardi Contin, Andria Tedesco, Anglica Senter, Bruna </p><p>de Oliveira, Camila Alexandra Storchi, Clariana Fioreze, Claudia </p><p>Favretto, Daiane Basso, Danubia de Oliveira, Dbora Luiza Kru-</p><p>ger Krauspenhar, Francesca Kosma Marcilio, Kaila Stedile Grisa, </p><p>Ketlyn Muniquy Zim, Larissa Lys Vedana Caetano, Luciane Fer-</p><p>nandes Paim, Magali Sebben, Michele Aline Seefeld, Milena </p><p>Folchini Ribas, Natalia Albe do Amaral, Paula Bettiato Visonan, </p><p>Siara Dalcin Salvagni, Vanessa Conci e Vanessa Regina Birk.</p><p>Impresso: Grfica UCS</p></li><li><p>Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.</p><p>Kim Mac Millen &amp; Alison Mac Millen</p></li><li><p>As mulheres no mercado de trabalho</p><p>As mulheres percorreram um longo caminho at conquistarem respeito e seu espao no mer-cado de trabalho. Sua luta iniciou-se ngrandes guerras mundiais, quando muitas mulheres tiveram que </p><p>assumir o controle da famlia, enquanto seus maridos </p><p>serviam ao exrcito. </p><p>Aps a guerra, muitas delas se tornaram vivas. </p><p>Outras, tiveram de volta seus maridos mutilados. Com </p><p>isso, tiveram que tomar conta, efetivamente, dos ne-</p><p>gcios da famlia. A partir da consolidao do sistema </p><p>capitalista, por volta do sculo 19, ocorreram mudanas </p><p>no cenrio produtivo empresarial e muitas mulheres fo-</p><p>ram inseridas como mo de obra nas fbricas.</p><p>A partir de ento, novas leis foram regulamenta-</p><p>das para garantir melhores direitos mo de obra femi-</p><p>nina. Conforme artigo 7 XXX, da Constituio Federal, </p><p>os trabalhadores tm assegurados seus direitos proi-</p><p>bio de diferena de salrios, de exerccio de funes e </p><p>de critrio de admisso por motivo de sexo, idade, cor </p><p>ou estado civil e tambm proteo do mercado de </p><p>trabalho da mulher, mediante incentivos especficos, </p><p>nos termos da lei. </p><p>Gradativamente, as mulheres ocupam seu espa-</p><p>o no mercado de trabalho. Em pesquisa realizada em </p><p>1995, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica </p><p>(IBGE), ao longo de 20 anos houve acrscimo na partici-</p><p>pao das mulheres no mercado de trabalho. Conforme </p><p>observado atravs dos dados da Pesquisa Nacional de </p><p>Amostra por Domiclio PNAD (2005), no ano de 1973, </p><p>apenas 30,9% da populao economicamente ativa do </p><p>Brasil eram do sexo feminino. Em 1999, elas j repre-</p><p>sentavam 41,4% do total da fora de trabalho, aproxi-</p><p>madamente 33 milhes de mulheres. Quatro anos de-</p><p>pois, mais 62 mil mulheres ingressaram pela primeira </p><p>vez no mercado, aumentando a participao em 1,1%. </p><p>A mulher economicamente ativa tambm est </p><p>alterando a forma com que os produtos e servios so </p><p>desenvolvidos, comercializados e distribudos. Alm </p><p>disso, a nova condio econmica das mulheres motiva </p><p>a criao de produtos e servios especificamente volta-</p><p>dos para elas como, por exemplo, o desenvolvimento </p><p>da indstria de cosmticos e da moda.</p><p>Barreiras foram vencidas, paradigmas foram </p><p>quebrados e, hoje, as mulheres ocupam cada vez mais </p><p>espao dentro de grandes empresas e organizaes. </p><p>Portanto, o universo feminino se estende alm das pa-</p><p>redes do lar e dos cuidados famlia.</p></li><li><p>EmpreendedorasDevido cultura do nosso Pas e a questes histricas, os homens sempre foram a maioria dos em-preendedores no Brasil; porm, essa rea-</p><p>lidade est em transformao. O nme-</p><p>ro de mulheres empreendedoras cresce </p><p>espantosamente, principalmente pelas </p><p>caractersticas diferentes dos homens </p><p>que se sobressaem no quesito empreen-</p><p>dedorismo. Muitas mulheres tm recor-</p><p>rido ao seu esprito empreendedor para </p><p>garantir melhores condies financeiras </p><p>e tambm para dispor de maior liberda-</p><p>de para administrar a casa, a famlia e a </p><p>vida social.</p><p>De acordo com a revista Pequenas </p><p>Empresas &amp; Grandes Negcios (2010), a </p><p>tendncia que isso acontea cada vez </p><p>mais, j que as mulheres esto derru-</p><p>bando barreiras e avanando em setores </p><p>tradicionalmente masculinos, como os da </p><p>construo civil e da alta tecnologia. Es-</p><p>tudos feitos pelo Centro para a Liderana </p><p>Feminina, do Babson College, com sede </p><p>em Boston, nos Estados Unidos, aponta-</p><p>vam que 30% dos novos empresrios no </p><p>mundo so mulheres. No Brasil, de cada </p><p>100 brasileiras, 13 esto frente da pr-</p><p>pria empresa. </p><p>Os timos nmeros colocam o </p><p>pas na stima posio do ranking mun-</p><p>dial de mulheres empreendedoras, com </p><p>cerca de oito milhes de donas do pr-</p><p>prio negcio, de acordo com a pesquisa </p><p>realizada pelo Global Entrepreneurship </p><p>Monitor (GEM), levantamento interna-</p><p>cional coordenado pela London Business </p><p>School e pelo Babson College.</p><p>Outra pesquisa, realizada pela </p><p>consultoria Rizzo Franchise, aponta que </p><p>as franquias tocadas por mulheres </p><p>elas somam 56 mil representantes nos </p><p>mais diversos setores apresentaram </p><p>em 2008 um faturamento 32% superior </p><p>quelas comandadas por homens. A ren-</p><p>tabilidade mdia feminina tambm foi </p><p>maior: 28% acima da rentabilidade dos </p><p>franqueados homens. Para Marcus Rizzo, </p><p>autor da pesquisa, os motivos que levam </p><p>as mulheres a faturar mais esto ligados </p><p>s caractersticas de liderana feminina </p><p>para os negcios. </p><p>De acordo com uma publicao no </p><p>www.sucessonews.com.br, ainda maio-</p><p>ria as mulheres que empreendem vislum-</p><p>brando o sustento do que as que acham </p><p>uma oportunidade de mercado. Muitas </p><p>mulheres precisam conciliar as ativida-</p><p>des de casa com as profissionais, e, por </p><p>ser uma atividade mais flexvel, ter um </p><p>empreendimento se torna uma atividade </p><p>secundria e uma forma de complemen-</p><p>tar a renda. </p><p>Alm disso, muitas mulheres ain-</p><p>da possuem uma jornada dupla de tra-</p><p>balho e, consequentemente, esto mais </p><p>suscetveis ao estresse de uma carreira </p><p>profissional. Geni Peteffi, economista e </p><p>vereadora de Caxias do Sul por seis man-</p><p>datos consecutivos, compartilha desta </p><p>questo quando aponta que ns, mu-</p><p>lheres, temos de exercer as funes com </p><p>sensibilidade, dedicao e competncia, </p><p>mesmo tendo na maioria das vezes trs </p><p>jornadas de trabalho em apenas um dia.</p><p>Flvia: Quem faz o ambiente somos ns...</p><p>Crdito: Jlio Soares/FotoObjeti</p><p>va</p><p>Mesmo que as mulheres dedi-</p><p>quem-se tanto ao trabalho quanto o </p><p>homem, quando voltam para casa, ins-</p><p>tintivamente, dedicam-se com a mesma </p><p>intensidade ao trabalho domstico. Fl-</p><p>via Stedile Angeli Gazola, da Dolaimes Co-</p><p>municao e Eventos, concorda com esta </p><p>posio e afirma: Quem faz o ambiente </p><p>somos ns, independente de sermos ho-</p><p>mens ou mulher.</p><p>As mulheres possuem melhor ca-</p><p>pacidade na formao de equipes, so </p><p>mais comunicativas, persistentes, aten-</p><p>tas aos detalhes e so mais abertas a mu-</p><p>danas. Apesar de serem consideradas </p><p>sentimentalistas, agem com mais razo </p><p>na tomada de decises, ao contrrio dos </p><p>homens, que costumam agir de forma </p><p>prtica e impulsiva. </p><p>Na opinio de Marlia Rocca, fun-</p><p>dadora e diretora-geral do Instituto Em-</p><p>9</p><p>Comunicando / Maro 2011</p><p>No mundo 30% dos novos</p><p>empresrios so mulheres.</p><p>No Brasil, 13% esto frente</p><p>da prpria empresa.</p></li><li><p>preender Endeavor, o sucesso dos em-</p><p>preendimentos liderados por mulheres </p><p>se deve ao fato de que a mulher j tem o </p><p>papel de me, dona de casa, esposa, ami-</p><p>ga Com tantas responsabilidades em </p><p>mos, natural que ela seja mais conser-</p><p>vadora do que o homem na hora de abrir </p><p>um negcio, pondera. </p><p>Lisete Alberici Oselame proprie-</p><p>tria da empresa Interface Comunicao </p><p>e Eventos, tambm v o mercado e o </p><p>ambiente mais propcio para empreen-</p><p>dimentos liderados por mulheres, j que </p><p>as mesmas esto mostrando competn-</p><p>cia e comprometimento na conduo das </p><p>empresas.</p><p>As mulheres empreendedoras ge-</p><p>ralmente mantm com maior facilidade o </p><p>foco no trabalho, agem com persistncia, </p><p>dedicao e entusiasmo. E ainda usam </p><p>todas as peculiaridades femininas a seu </p><p>favor para fazerem diferena e se torna-</p><p>rem empreendedoras de sucesso.</p><p>Este o caso de Liane Costa, que </p><p>fundou a Livraria Liceis em 1990, em </p><p>meio a uma enorme crise econmica, </p><p>por acreditar que na crise que surgem </p><p>as oportunidades. Ela um exemplo de </p><p>Em 1978 as mulheres ganhavam </p><p>33% menos do que os homens</p><p>Hoje essa diferena caiu para </p><p>16%</p><p>Fonte: Revista Voc S/A, junho de </p><p>2009</p><p>mulher empreendedora que soube </p><p>administrar os obstculos como de-</p><p>graus de crescimento e no desani-</p><p>mou frente s adversidades do mer-</p><p>cado. Somos guerreiras, sabemos o </p><p>que queremos e temos credibilidade </p><p>quando o assunto inovao, perse-</p><p>verana, esforo e f em nosso traba-</p><p>lho, destaca Liane.</p><p>Liane acrescenta que a livra-</p><p>ria surgiu do sonho de um negcio </p><p>prprio. Fundei a minha empresa </p><p>no bairro So Jos, em Caxias do Sul, </p><p>quando todos me diziam que eu de-</p><p>veria ir para o centro da cidade. Mas </p><p>acreditei no meu potencial e comecei </p><p>o processo de descentralizao do co-</p><p>mrcio, justamente porque no meu </p><p>bairro no havia papelaria/livraria.</p><p>Atuando tambm como diretora </p><p>do Sindilojas de Caxias do Sul h 11 anos, </p><p>Liane soma os louros da sua iniciativa. </p><p>Fomos case de sucesso por quase dois </p><p>anos pela Univarejo/Sindilojas, selo de </p><p>qualidade bronze pelo Sindilojas jovem, e </p><p>recebi o trofu empreendedorismo femi-</p><p>nino em 2007 pelo Sebrae/Microempa.</p><p>As mulheres lutaram por mui-</p><p>tos anos para conquistar o seu espao </p><p>no mercado de trabalho e hoje ocupam </p><p>cargos ditos masculinos at alguns anos </p><p>atrs. Segundo o INSPER, carreiras na </p><p>engenharia, administrao, economia, </p><p>advocacia e medicina foram as que mais </p><p>atraram a fora de trabalho feminina nos </p><p>ltimos 30 anos, o que reflete nos melho-</p><p>res cargos ocupados por elas no topo das </p><p>organizaes.</p><p>Apesar disso, de acordo com as </p><p>informaes da 31 Pesquisa Salarial e de </p><p>Benefcios realizada pela Catho Online, </p><p>homens ainda recebem salrio at 70% </p><p>maior que o oferecido ao sexo oposto. </p><p>Porm, como para toda regra existem </p><p>excees, a pesquisa investigou posies </p><p>em que a remunerao feminina maior, </p><p>onde destacam-se as professoras com </p><p>doutorado, modelistas e gerentes de ho-</p><p>tis mulheres com doutorado podem </p><p>ganhar 25% a mais do que homens e mo-</p><p>delistas e gerentes de hotis, 22%.</p><p>10 Comunicando / Maro 2011</p><p>Lisete: comprometimento na conduo...</p><p>Crd</p><p>ito:</p><p> Jlio</p><p> Soa</p><p>res/</p><p>Foto</p><p>Obj</p><p>etiva</p><p>Crdito: Divulgao</p></li><li><p>No mbito poltico, as mulheres comearam a escalar degraus de poder no mundo ocidental ainda no sculo 19, em campanhas pelo </p><p>direito ao voto. De acordo com Jardim e </p><p>Moreira (2003), os primeiros movimen-</p><p>tos em prol das mulheres surgiram em </p><p>Manchester (Inglaterra), em 1865, quan-</p><p>do foi organizado o primeiro grupo de </p><p>mulheres dispostas a lutar pelo direito </p><p>do voto feminino. Direito, este, que s </p><p>foi outorgado pelo governo ingls em </p><p>1928.</p><p>O Brasil, por sua vez, passou por </p><p>um processo histrico muito especfico, </p><p>com a marca da escravido, da estrutu-</p><p>ra econmica baseada na monocultura </p><p>que se organizava em latifndios e da </p><p>famlia patriarcal influenciada pelo mo-</p><p>delo portugus. Este podem ser alguns </p><p>No poderfatores responsveis, de acordo com as </p><p>duas autoras, pelo forte patriarcalismo </p><p>das estruturas sociais, pelo grande pa-</p><p>ternalismo ainda hoje vigente em nosso </p><p>pas, pelo imenso conservadorismo da </p><p>sociedade brasileira e pelas enormes di-</p><p>ferenas entre homens e mulheres.</p><p>As autoras ainda destacam que </p><p>as primeiras vozes femininas a desafiar </p><p>organizadamente a ordem social vigen-</p><p>te foram as sufragistas (mulheres que </p><p>reivindicam o direito de voto em as-</p><p>semblias polticas). Na dcada de 1919, </p><p>Bertha Luz, criou a Liga pela Emancipa-</p><p>o Feminina, que, em 1922, passou a se </p><p>chamar Federao Brasileira para o Pro-</p><p>gresso Feminino. O movimento promo-</p><p>veu a entrada da mulher no mercado de </p><p>trabalho, a sua participao nas escolas </p><p>superiores e a na produo intelectual; </p><p>entretanto, faltava o direito ao </p><p>voto.</p><p>Por muitos anos, a ala </p><p>feminina brasileira tinha pou-</p><p>ca participao poltica, pois </p><p>os principais direitos polticos, </p><p>como votar e se candidatar </p><p>eram negados a elas, j que </p><p>acreditavam que a famlia es-</p><p>taria para sempre ameaada, </p><p>pois o voto afloraria a concor-</p><p>rncia entre os sexos e, con-</p><p>sequentemente, provocaria a </p><p>anulao dos laos sagrados </p><p>da famlia. Foi em 1932, no go-</p><p>verno de Getlio Vargas, que </p><p>as mulheres conquistaram o </p><p>direito do voto, atravs de, </p><p>segundo Jardim e Moreira, </p><p>uma poltica de influenciar </p><p>delicadamente os polticos Manuela: temos que lutar para mudar a vida...</p><p>Crd</p><p>ito:</p><p> Ass</p><p>esso</p><p>ria </p><p>de Im</p><p>pren</p><p>sa</p><p>com entrevistas, campanhas com cartas </p><p>e telegramas. Desde ento, as mulheres </p><p>comearam a quebrar paradigmas e ir </p><p>contra os preconceitos machistas. Com </p><p>isso, elas vem conquistando as trs es-</p><p>peras de poder: Executivo, Legislativo e </p><p>Judicirio. </p><p>Na esfera do Legislativo, Manuela </p><p>Pinto Vieira Dvila, a deputada federal </p><p>mais votada em 2006, se destaca pelas </p><p>conquistas no mundo feito de homens </p><p>at cerca de 70 anos atrs. Eleita vere-</p><p>adora mais jovem de Porto Alegre, Ma-</p><p>nuela afirma no ter sofrido preconceito </p><p>ao entrar na rea pblica por ser mulher. </p><p>Posso dizer que senti muito mais o pre-</p><p>conceito por ser jovem do que por ser </p><p>mulher.</p><p>Manuela afirma que ainda existe </p><p>um grande espao a ser ocupado pelas </p><p>mulheres na poltica e, por acreditar </p><p>que temos que lutar para mudar a vida </p><p>do nosso povo decidi enfrentar este pa-</p><p>radig...</p></li></ul>