Comunicado de Imprensa Proposta de Tarifas e Preços para a ... tarifas 2009  · Proposta de Tarifas…

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Comunicado de Imprensa

Proposta de Tarifas e Preos para a Energia Elctrica em 2009 e de Parmetros para o Perodo de Regulao 2009 a 2011

1. Enquadramento

2. Alteraes estruturais introduzidas no sector elctrico e que condicionam as

Tarifas para 2009

3. Principais alteraes introduzidas nas tarifas para 2009

4. Tarifas e preos a aprovar para 2009

5. Variaes das tarifas de Venda a Clientes Finais entre 2008 e 2009

6. Novas possibilidades de optimizao das facturas dos clientes

7. Variaes das tarifas de Acesso s Redes entre 2008 e 2009

8. Anlise da Convergncia Tarifria entre as Regies Autnomas e Portugal

continental

9. Introduo de metas de eficincia a uma gesto mais eficiente das

actividades reguladas

10. Custos de interesse econmico geral includos nas tarifas para 2009

11. Dfices Tarifrios

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1. Enquadramento

De acordo com os procedimentos estabelecidos no Regulamento Tarifrio submete-se, a 15 de

Outubro de 2008, apreciao do Conselho Tarifrio e das restantes entidades habitualmente

consultadas a Proposta de Tarifas e Preos para a Energia Elctrica em 2009 e de Parmetros para

o Perodo de Regulao 2009 a 2011. Esta proposta contempla o estabelecimento das tarifas e

preos para a energia elctrica e outros servios para o Continente e para as Regies Autnomas,

nos termos do Decreto-Lei n. 69/2002, de 25 de Maro, que estendeu s Regies Autnomas dos

Aores e da Madeira a regulao, pela Entidade Reguladora dos Servios Energticos (ERSE), das

actividades de produo, transporte e distribuio de energia elctrica.

O quadro legal do sector elctrico sofreu, desde 2006, uma profunda reestruturao. Procedeu-se

atravs dos Decretos-Lei n. 29/2006, de 15 de Fevereiro e n. 172/2006, de 23 de Agosto

transposio da Directiva n. 2003/54/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junho,

que estabelece regras comuns para o mercado interno da electricidade. Atravs do Decreto-Lei

n. 264/2007, de 24 de Julho aprofundou-se a integrao e operacionalizao do mercado ibrico da

energia elctrica (MIBEL).

A Lei n. 12/2008, de 26 de Fevereiro, relativa aos servios pblicos essenciais veio estabelecer um

conjunto de disposies com incidncia em especial nos contadores e custos inerentes, na

periodicidade de facturao e na leitura dos contadores (prescrio e caducidade).

O Decreto-Lei n. 165/2008, de 21 de Agosto, introduziu mecanismos de estabilizao tarifria

aplicveis em perodos de significativas e excepcionais circunstncias de custos, com impactes

tarifrios elevados, definindo as regras aplicveis ao reconhecimento de ajustamentos tarifrios

referentes aquisio de energia elctrica pelo comercializador de ltimo recurso, e bem como,

repercusso tarifria dos custos de medidas de poltica energtica, de sustentabilidade ou de

interesse econmico geral.

Mais recentemente por Despacho de 3 de Outubro de 2008 do Ministro da Economia e da Inovao,

determinado que o montante de 50 000 000 do valor do equilbrio econmico-financeiro pago

pelos centros electroprodutores hdricos, previsto no artigo 92. do Decreto-Lei n. 226-A/2007,

afecto estabilizao das tarifas de energia elctrica atravs do pagamento de parte dos custos com

a convergncia tarifria de 2009 entre as Regies Autnomas e o Continente, com repercusso

directa na reduo da tarifa de Uso Global do Sistema paga por todos os consumidores.

Por fim, foi aprovado no Conselho de Ministros de 9 de Outubro de 2008 o Projecto de Decreto-Lei

que define um novo regime para o clculo das rendas dos municpios nas concesses de distribuio

de electricidade em baixa tenso.

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2. Alteraes estruturais introduzidas no sector elctrico e que condicionam as

Tarifas para 2009

TRANSPOSIO DA DIRECTIVA N. 2003/54/CE, DE 26 DE JUNHO, QUE ESTABELECE REGRAS COMUNS PARA

O MERCADO INTERNO DA ELECTRICIDADE

O Decreto-Lei n. 29/2006, de 15 de Fevereiro, veio estabelecer as bases da organizao e do

funcionamento do sector elctrico, remetendo para legislao complementar um conjunto de matrias

que concretizam essas bases. O Decreto-Lei n. 172/2006, de 23 de Agosto, surge como parte dessa

legislao complementar, definindo, entre outros, os procedimentos para atribuio da concesso da

Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT) e das concesses de distribuio de

electricidade em alta e mdia tenso e em baixa tenso.

APROFUNDAMENTO DA INTEGRAO E OPERACIONALIZAO DO MERCADO IBRICO DA ENERGIA ELCTRICA

(MIBEL)

O Decreto-Lei n. 264/2007, de 24 de Julho, estabelece um conjunto de disposies destinadas a

promover o aprofundamento do Mercado Ibrico de Electricidade (MIBEL), sendo de destacar as

seguintes: (i) Cessao antecipada dos Contratos de Aquisio de Energia (CAE) por opo dos

produtores e sua participao no mercado, (ii) Introduo dos Custos para a Manuteno do

Equilbrio Contratual (CMEC) na tarifa de Uso Global do Sistema, paga por todos os consumidores e

(iii) Aprovisionamento do comercializador de ltimo recurso (EDP Servio Universal) para satisfao

dos consumos dos seus clientes no mercado de energia elctrica.

LEI DOS SERVIOS PBLICOS ESSENCIAIS

No incio do ano de 2008 aprovada a Lei n. 12/2008, de 26 de Fevereiro, relativa aos servios

pblicos essenciais, que vem proibir a cobrana aos utentes de qualquer importncia a ttulo de

preo, aluguer, amortizao ou inspeco peridica de contadores ou qualquer outra taxa de efeito

equivalente independentemente da designao utilizada. Tanto no sector elctrico como no sector do

gs natural, desde h muitos anos que o fornecimento e instalao dos contadores constitui encargo

dos operadores das redes, os quais no podem cobrar directamente aos consumidores qualquer

quantia a ttulo de aluguer ou indemnizao pelo uso daqueles aparelhos. No entanto, esses custos

por integrarem as infra-estruturas de distribuio eram considerados para efeitos de clculo de tarifas.

Com a entrada em vigor da Lei n. 12/2008, os custos com os contadores deixam de ser

considerados no clculo das tarifas de electricidade e de gs natural.

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Adicionalmente a Lei n. 12/2008 estabelece a regra da facturao mensal a qual assume uma

natureza supletiva, ou seja, a facturao ser mensal se as partes no acordarem outra

periodicidade. A possibilidade de escolha da periodicidade de facturao por parte dos consumidores,

permite preservar a existncia de acordos celebrados entre os prestadores dos servios e os

consumidores, que vo de encontro s suas necessidades e preferncias, como por exemplo as

modalidades de facturao que asseguram estabilidade e previsibilidade de pagamentos peridicos,

o que tem sido considerado pelos aderentes um elemento positivo na gesto dos oramentos das

famlias.

Por ltimo, a Lei n. 12/2008 em resultado de uma clarificao das regras de prescrio e de

caducidade aplicveis aos servios pblicos essenciais, que conduzem necessidade das exigncias

do pagamento das facturas terem lugar dentro do prazo de 6 meses, obriga realizao de leituras

da responsabilidade dos operadores das redes de 3 em 3 meses.

Todas as disposies referidas tm incidncia tarifria.

ESTABILIDADE TARIFRIA

Mais recentemente foi aprovado o Decreto-Lei n. 165/2008, de 21 de Agosto, que prev mecanismos

de estabilizao tarifria aplicveis em perodos de significativas e excepcionais circunstncias de

custos, com impactes tarifrios elevados. Este Decreto-Lei define as regras aplicveis, nas situaes

excepcionais de custos, ao reconhecimento de ajustamentos tarifrios referentes aquisio de

energia elctrica pelo comercializador de ltimo recurso, entidade titular de licena de

comercializao de energia elctrica sujeita a obrigaes de servio universal, bem como

repercusso tarifria dos custos de medidas de poltica energtica, de sustentabilidade ou de

interesse econmico geral.

No mbito do Decreto-Lei n. 165/2008 e por se verificarem condies que a ERSE considerou de

modo fundamentado, excepcionais e susceptveis de provocar variaes e impactes tarifrios

significativos para os consumidores de energia elctrica em 2009, a ERSE: (i) Props ao ministro

responsvel pela rea da energia a repercusso nas tarifas elctricas dos ajustamentos referentes a

custos decorrentes da actividade de aquisio de energia elctrica pelo comercializador de ltimo

recurso; (ii) Informou o ministro responsvel pela rea da energia dos impactes tarifrios associados a

diferentes cenrios para repercusso nas tarifas elctricas dos custos decorrentes de medidas de

poltica energtica, de sustentabilidade ou de interesse econmico geral.

Os preos dos combustveis fsseis nos mercados internacionais observaram um elevado

crescimento, em particular desde o final do ano de 2007. Este crescimento, motivado por diversos

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factores escala global, afectou no s o custo do petrleo e os seus derivados mas tambm os

custos do carvo e do gs natural.

Evoluo dos preos spot de crude, gs natural e carvo

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100

150

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250

300

Preo spot do petrleo (Brent), gs natural (Zeebrugge) e carvo (NWE)(a evoluo inclui a taxa de cmbio EUR/USD)

Gs natural (Zeebrugge) Carvo