Comunicação não-violenta: Técnicas para aprimorar

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<ul><li><p>1. </p><p>Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) </p><p>Rosenberg. Marshall B. Comunicao no-violenta: tcnicas para aprimorar relacionamentos pes-</p><p>soais e profissionais I Marshall B. Rosenberg ; [traduo Mrio Vilela]. -So Paulo: gora, 2006. </p><p>Ttulo original: Nonviolent communication: a language of life. Bibliografia. ISBN 978-85-7183-826-0 </p><p>1. Comunicao interpessoal 2. Conduta de vida 3. No-violncia 4. Re-laes interpessoais L Ttulo. </p><p>05-8849 CDD-153.6 </p><p>ndice para catlogo sistemtico: </p><p>Comunicao no-violenta: Psicologia 153.6 </p><p>Compre em lugar de fotocopiar. Cada real que voc d por um livro recompensa seus autores </p><p>e os convida a produzir mais sobre o tema; incentiva seus editores a encomendar, traduzir e publicar </p><p>outras obras sobre o assunto; e paga aos livreiros por estocar e levar at voc livros </p><p>para a sua informao e o seu entretenimento. Cada real que voc d pela fotocpia no autorizada de um livro </p><p>financia um crime e ajuda a matar a produo intelectual em todo o mundo. </p><p>Comunicao no-violenta </p><p>TCN1CAS PARA APR1MORAR RELAClONAMENTOS </p><p>PESSOA1S E PROF1SSlONA1S </p><p>Marshall B. Rosenberg </p><p>,., - , EDITORA GORA </p></li><li><p>- -~~~-------</p><p>COMUNICAO NO-VIOLENTA Tcnicas para aprimorar reLacionamentos pessoais e profissionais </p><p>Copyright 2003 by Marshall B. Rosenberg Direitos desta traduo adquiridos por Summus Editorial </p><p>Editora executiva: Soraia Bini Cury Assistente de produo: Claudia Agnelli </p><p>Traduo: Mrio Vilela Reviso tcnica: Dominic Barter </p><p>Capa: Renata Buono Projeto grfico e diagramao: Acqua Estdio Grfico </p><p>Fotolitos: Casa de Tipos </p><p>2 edio </p><p>Editora gora Departamento editorial: </p><p>Rua Itapicuru, 613 - 7 andar 05006-000 - So Paulo - SP </p><p>Fone: (11) 3872-3322 Fax: (11) 3872-7476 </p><p>http://www.editoraagora.com.br e-mail: agora@editoraagora.com.br </p><p>Atendimento ao consumidor: Summus Editorial </p><p>Fone: (11) 3865-9890 </p><p>Vendas por atacado: Fone: (11) 3873-8638 Fax: (11) 3873-7085 </p><p>e-mail: vendas@summus.com.br </p><p>Impresso no Brasil </p><p>Agradecimentos </p><p>Sou grato por ter podido estudar e trabalhar com o profes-</p><p>sor Carl Rogers na poca em que ele pesquisava os componen-</p><p>tes de uma relao de apoio. Os resultados dessa pesquisa de-</p><p>sempenharam papel-chave no desenvolvimento do processo </p><p>de comunicao que descreverei neste livro. </p><p>Serei eternamente grato ao professor Michael Hakeem, </p><p>por ter me ajudado a ver as limitaes cientficas e os riscos so-</p><p>ciais e polticos de praticar a psicologia como fui treinado: um </p><p>modo de entender os seres humanos com base em patologias. </p><p>Ver as limitaes desse modelo me estimulou a procurar for-</p><p>mas de praticar uma psicologia diferente, baseada na crescen-</p><p>te clareza a respeito de como ns, seres humanos, deveramos </p><p>viver. </p><p>Tambm sou grato a George Miller e a George Albee, pelos </p><p>esforos para alertar os psiclogos quanto necessidade de en-</p><p>contrar maneiras melhores de disseminar a psicologia. Eles me </p><p>ajudaram a ver que a enorme quantidade de sofrimento em nos-</p></li><li><p>so planeta requer modos mais eficazes de distribuir habilidades </p><p>to necessrias quanto aquelas oferecidas por uma abordagem </p><p>clnica. Gostaria de agradecer a Lucy Leu por ter editado este livro e </p><p>criado o manuscrito final; a Rita Herzog e Kathy Smith pela as-</p><p>sistncia no processo de edio; e a Darold Milligan, Sonia Nor-</p><p>denson, Melanie Sears, Bridget Belgrave, Marian Moore, Kittrell </p><p>McCord, Virginia Hoyte e Peter Weismiller pela ajuda adicional. </p><p>Por fim, gostaria de expressar minha gratido amiga </p><p>Annie Muller. Ela me encorajou a ser mais claro no referente </p><p>aos fundamentos espirituais de meu trabalho, o que o fortale-</p><p>ceu e enriqueceu minha vida. </p><p>uando conheci Marshall Rosenberg, uma comunicao pro-</p><p>funda se estabeleceu imediatamente entre ns, pois alm de </p><p>termos em comum os ideais de paz, fomos influenciados pelos </p><p>mesmos mestres. </p><p>O presente livro um best-seller internacional. Ele acompanha </p><p>e refora um novo mtodo de resoluo pacfica de conflitos. </p><p>Seu principal mrito nos ensinar a nos colocarmos no lugar </p><p>do outro, desenvolvendo a empatia, que de grande ajuda at </p><p>em casos mais difceis de rupturas e m comunicao. </p><p>Marshall Rosenberg e sua equipe introduziram o mtodo de </p><p>comunicao no-violenta no Brasil h alguns anos, e esta </p><p>obra encontrar um "solo" j fertilizado. </p><p>De todo corao desejo grande sucesso a esta imensa contri-</p><p>buio para o desenvolvimento de uma cultura de paz no </p><p>Brasil e no mundo. </p><p>PIERRE WEIL </p></li><li><p>o trabalho do dr. Marshall Rosenberg sobre a comunicao no-violenta revela, inicialmente, a profundidade que a cul-</p><p>tura de guerra adquiriu, tanto na nossa linguagem quanto </p><p>nos relacionamentos. Por outro lado, sua habilidade pedag-</p><p>gica nos encoraja a entrar em contato com esse centro de hu-</p><p>manidade, onde nos reconhecemos como aprendizes de novos </p><p>modos de estar e de nos articular com os outros e com o </p><p>mundo. Alm de ser uma via de autoconhecimento, a comu-</p><p>nicao no-violenta um instrumento eficiente e mais do </p><p>que oportuno para capacitar aqueles que - comprometidos </p><p>com a implementao de uma Cultura de Paz - visam se </p><p>auto-educar para restabelecer a confiana mtua entre pes-</p><p>soas, instituies, povos e naes. </p><p>LIA DISKIN </p><p>Associao Palas Athena </p><p>Marshall Rosenberg oferece ferramentas das mais eficientes </p><p>para cuidarmos da sade e dos relacionamentos. A CNV conec-</p><p>ta a alma das pessoas, promovendo sua regenerao. o ele-</p><p>mento que falta em tudo que fazemos. </p><p>DEEPAK CHOPRA </p><p>autor de As sete leis espirituais do sucesso </p><p>A notvel mensagem do dr. Marshall fornece aos professores </p><p>passos simples para a comunicao pacfica e uma nova </p><p>maneira de trabalhar com crianas e pais. </p><p>BARBARA MOFFITT </p><p>Diretora executiva do Centro Americano </p><p>de Educadores Montessori </p></li><li><p>As tcnicas dinmicas de Marshall Rosenberg transformam </p><p>potenciais conflitos em dilogos pacificos. Ele ensina ferra-</p><p>mentas simples para desarmar argumentos perigosos e criar </p><p>conexes de compaixo com a famlia, amigos e outros co-</p><p>nhecidos. Eu recomendo este livro com entusiasmo. </p><p>JOHN GRAY </p><p>autor de Homens so de Marte, mulheres so de Vnus </p><p>Acredito que os princpios e as tcnicas deste livro podem li-</p><p>teralmente mudar o mundo, porm, mais importante do que </p><p>isso, eles podem melhorar a qualidade de vida entre compa-</p><p>nheiros, filhos, vizinhos, colegas de trabalho e todas as pes-</p><p>soas com as quais interagimos. Minha recomendao no </p><p>poderia ser ma is enftica. </p><p>JACK CANFIELD </p><p>co-autor da srie Histrias para aquecer o corao </p><p>Sumrio </p><p>Prefcio................................................................................ 13 </p><p>1. Do FUNDO DO CORAO - O CERNE DA COMUNICAO </p><p>NO-VIOLENTA ............................................................... . </p><p>2. A COMUNICAO QUE BLOQUEIA A COMPAIXO ................ .. </p><p>3. </p><p>4. </p><p>OBSERVAR SEM AVALIAR .................................................. </p><p>IDENTIFICANDO E EXPRESSANDO SENTIMENTOS .................. .. </p><p>5. ASSUMINDO A RESPONSABILIDADE POR NOSSOS </p><p>SENTIMENTOS ................................................................ </p><p>19 </p><p>37 </p><p>49 </p><p>63 </p><p>79 </p><p>6. PEDINDO AQUILO QUE ENRIQUECER NOSSA VIDA................ 103 </p><p>7. RECEBER COM EMPATIA.................................................... 133 </p><p>8. O PODER DA EMPATIA ...................................................... 159 </p><p>9. CONECTANDO-NOS COMPASSIVAMENTE COM NS MESMOS .... 179 </p><p>10. EXPRESSANDO A RAIVA PLENAMENTE .................................. 197 </p><p>11. O uso DA FORA PARA PROTEGER .................................... 223 </p><p>12. LIBERTANDO-NOS E ACONSELHANDO OS OUTROS .................. 235 </p><p>13. EXPRESSANDO APRECIAO NA COMUNICAO </p><p>NO-VIOLENTA ............................................................... . 253 </p><p>Eplogo ................................................................................ 265 </p><p>Bibliografia .......................................................................... 269 </p><p>indice remissivo ......................................................... 273 </p><p>Sobre o CNVC e a CNV.............................................................. 283 </p></li><li><p>prefcio </p><p>Crescer como pessoa de cor na frica do Sul do Apartheid, </p><p>na dcada de 1940, no era nada agradvel. Principalmente se </p><p>voc era brutalmente lembrado da cor de sua pele a cada mo-</p><p>mento do dia. Depois, ser espancado aos 10 anos por jovens </p><p>brancos que o consideravam negro demais e em seguida por jo-</p><p>vens negros que o consideravam branco demais era uma expe-</p><p>rincia humilhante que poderia levar qualquer um vingana </p><p>violenta. </p><p>Fiquei to indignado com essa vivncia que meus pais de-</p><p>cidiram me levar para a ndia e me deixar por algum tempo com </p><p>meu av, o lendrio Mohandas Karamchand Gandhi, para que </p><p>eu pudesse aprender com ele a lidar com a raiva, a frustrao, a </p><p>discriminao e a humilhao que o preconceito racial violento </p><p>pode provocar. Naqueles dezoito meses, aprendi mais do que </p><p>esperava. Hoje, meu nico arrependimento que eu tinha ape-</p><p>nas 13 anos e, ainda por cima, era aluno medocre. Se eu fosse </p><p>mais velho, um pouco mais sensato e pensasse mais, poderia ter </p><p>13 </p></li><li><p>I MARSHALL B. ROSENBERG I </p><p>aprendido muito mais. No entanto, as pessoas devem se conten-</p><p>tar com o que recebem e no ser demasiado gananciosas - uma </p><p>lio fundamental no modo de vida no-violento. Como pode-</p><p>rei esquecer isso? </p><p>Uma das muitas coisas que aprendi com meu av foi a com-</p><p>preender a profundidade e a amplitude da no-violncia e a re-</p><p>conhecer que somos todos violentos e precisamos efetuar uma </p><p>mudana qualitativa em nossas atitudes. Com freqncia, no </p><p>reconhecemos nossa violncia porque somos ignorantes a res-</p><p>peito dela. Presumimos que no somos violentos porque nossa </p><p>viso da violncia aquela de brigar, matar, espancar e guerrear </p><p>- o tipo de coisa que os indivduos comuns no fazem. </p><p>Para me fazer compreender isso, meu av me fez desenhar </p><p>uma rvore genealgica da violncia, usando os mesmos princ-</p><p>pios usados nas rvores genealgicas das famlias. Seu argu-</p><p>mento era que eu entenderia melhor a no-violncia se com-</p><p>preendesse e reconhecesse a violncia que existe no mundo. </p><p>Toda noite, ele me ajudava a analisar os acontecimentos do dia </p><p>- tudo que eu experimentara, lera, vira ou fizera aos outros - e </p><p>a coloc-los na rvore, sob as rubricas "fsica" (a violncia em </p><p>que se tivesse empregado fora fsica) ou "passiva" (a violncia </p><p>em que o sofrimento tivesse sido mais de natureza emocional). </p><p>Em poucos meses, cobri uma parede de meu quarto com </p><p>atos de violncia "passiva", a qual meu av descrevia como mais </p><p>insidiosa que a violncia "fsica". Ele explicava que, no fim das </p><p>contas, a violncia passiva gerava raiva na vtima, que, como in-</p><p>divduo ou membro de uma coletividade, respondia violenta-</p><p>mente. Em outras palavras, a violncia passiva que alimenta a </p><p>fornalha da violncia fsica. Em razo de no compreendermos </p><p>ou analisarmos esse conceito, todos os esforos pela paz no </p><p>frutificam, ou alcanam apenas uma paz temporria. Como po-</p><p>14 </p><p>I COMUNICAO NO-VIOLENTA I </p><p>demos apagar um incndio se antes no cortamos o suprimen-</p><p>to de combustvel que alimenta as chamas? </p><p>Meu av sempre enfatizou de forma eloqente a necessida-</p><p>de da no-violncia nas comunicaes - algo que Marshall Ro-</p><p>senberg vem fazendo de modo admirvel h muitos anos, em </p><p>seus escritos e seminrios. Li com considervel interesse seu </p><p>livro Comunicao no-violenta - Aprimorando seus relacionamentos </p><p>pessoais e profissionais e fiquei impressionado com a profundida-</p><p>de do trabalho e a simplicidade das solues. </p><p>A menos que "nos tornemos a mudana que desejamos ver </p><p>acontecer no mundo" (como diria meu av), nenhumamudan-</p><p>a jamais acontecer. Infelizmente, estamos todos esperando </p><p>que os outros mudem primeiro. </p><p>A no-violncia no uma estratgia que se possa utilizar </p><p>hoje e descartar amanh, nem algo que nos torne dceis ou fa-</p><p>cilmente influenciveis. Trata -se, isto sim, de inculcar atitudes </p><p>positivas em lugar das atitudes negativas que nos dominam. </p><p>Tudo que fazemos condicionado por motivaes egostas ("Que </p><p>vantagem eu levo nisso?"), e essa constatao se revela ainda </p><p>mais verdadeira numa sociedade esmagadoramente materialis-</p><p>ta, que prospera com base num duro individualismo. Nenhum </p><p>desses conceitos negativos leva construo de uma famlia, co-</p><p>munidade, sociedade ou nao homognea. </p><p>No importante que nos reunamos nos momentos de cri-</p><p>se e demonstremos patriotismo agitando a bandeira; no bas-</p><p>ta que nos tornemos uma superpotncia, construindo um arse-</p><p>nal que possa destruir vrias vezes este mundo; no suficiente </p><p>que subjuguemos o resto do mundo com nosso poderio militar, </p><p>porque no se pode construir a paz sobre alicerces de medo. </p><p>A no-violncia significa permitirmos que venha tona </p><p>aquilo que existe de positivo em ns e que sejamos dominados </p><p>15 </p></li><li><p>I </p><p>I MARSHALL B. ROSENBERG I </p><p>pelo amor, respeito, compreenso, gratido, compaixo e preo-</p><p>cupao com os outros, em vez de o sermos pelas atitudes ego-</p><p>cntricas, egostas, gananciosas, odientas, preconceituosas, sus-</p><p>peitosas e agressivas que costumam dominar nosso pensamento. </p><p> comum ouvirmos as pessoas dizerem: "Este um mundo </p><p>cruel, e, se a gente quer sobreviver, tambm tem de ser cruel". </p><p>Tomo humildemente a liberdade de discordar de tal argumento. </p><p>O mundo em que vivemos aquilo que fazemos dele. Se </p><p>hoje impiedoso, foi porque nossas atitudes o tornaram assim. </p><p>Se mudarmos a ns mesmos, poderemos mudar o mundo, e </p><p>essa mudana comear por nossa linguagem e nossos mtodos </p><p>de comunicao. Recomendo entusiasticamente este livro e a </p><p>aplicao do processo de Comunicao No-Violenta que ele </p><p>prega. um primeiro passo significativo para mudarmos nossa </p><p>comunicao e criarmos um mundo mais compassivo. </p><p>16 </p><p>ARUN GANDHI </p><p>Fundador e presidente do </p><p>M. K. Gandhi Institute for Nonviolence </p><p>j~ I </p><p>I I </p><p>PALAVRAS SO JANELAS (OU SO PAREDES) </p><p>Sinto-me to condenada por suas palavras, </p><p>To julgada e dispensada. </p><p>Antes de ir, preciso saber: </p><p>Foi isso que voc quis dizer? </p><p>Antes que eu me levante em minha defesa, </p><p>Antes que eu fale com mgoa ou medo, </p><p>Antes que eu erga aquela muralha de palavras, </p><p>Responda: eu realmente ouvi isso? </p><p>Palavras so janelas ou so paredes. </p><p>Elas nos condenam ou nos libertam. </p><p>Quando eu falar e quando eu ouvir, </p><p>Que a luz do amor brilhe atravs de mim. </p><p>H coisas que preciso dizer, </p><p>Coisas que signzficam muito para mim. </p><p>Se minhas palavras no forem claras, </p><p>Voc me ajudar a me libertar? </p><p>Se pareci menosprezar voc, </p><p>Se voc sentiu que no me importei, </p><p>Tente escutar por entre as minhas palavras </p><p>Os sentimentos que compartilhamos. </p><p>RUTH BEBERMEYER </p></li><li><p>1. Do fundo do corao o CERNE DA </p><p>lNTRODUO </p><p>COMUN1CAO NO-YlOLENTA </p><p>o que eu quero em minha vida compaixo, um ~uxo </p><p>entre mim mesmo e os outros com base numa entrega </p><p>mtua, do fundo do corao. </p><p>MARSHALL B. ROSENBERG </p><p>Acredito que de nossa natureza gostar de dar e receber de </p><p>forma compassiva. Assim, durante a maior parte da vida, tenho </p><p>me preocupado com duas questes: o que acontece que nos </p><p>desliga de nossa natureza compassiva, levando-nos a nos com-</p><p>portarmos de maneira violenta e baseada na explorao das ou-</p><p>tras pessoas? E, inversamente, o que permite que algumas pes-</p><p>soas permaneam ligadas sua natureza compassiva mesmo nas circunstncias mais penosas? </p><p>Minha preocupao com essas questes comeou na infn-</p><p>cia, por volta...</p></li></ul>