compromisso da irmandade da santa casa ?· compromisso da irmandade da santa casa da misericÓrdia...

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  • COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICRDIA DE CASTRO MARIM

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    Artigo 1.

    (Denominao, fim e natureza jurdica)

    1 - A Irmandade da Santa Casa da Misericrdia de Castro Marim, tambm

    abreviadamente denominada de Santa Casa da Misericrdia de Castro Marim ou

    simplesmente, Misericrdia de Castro Marim, instituda no ano de 1941 uma

    associao de fiis, com personalidade jurdica cannica, cujo fim a prtica das

    Catorze Obras de Misericrdia, tanto corporais como espirituais, visando o servio e

    apoio com solidariedade a todos os que precisam, bem como a realizao de atos de

    culto catlico, de harmonia com o seu esprito tradicional, informado pelos princpios

    do humanismo e da doutrina moral e crists.

    2 - Em conformidade com a sua ereo cannica, a Santa Casa da Misericrdia

    encontra-se sujeita ao regime especial decorrente do Compromisso celebrado entre a

    Unio das Misericrdias Portuguesas e a Conferncia Episcopal Portuguesa, assinado

    em 2 de Maio de 2011 (de ora em diante designado abreviadamente por compromisso

    CEP/UMP) ou de documento bilateral que o substitua, o qual consubstancia o Decreto-

    Geral Interpretativo da Conferncia Episcopal Portuguesa, da mesma data.

    3 - A Santa Casa da Misericrdia tem, tambm reconhecida a sua personalidade

    jurdica civil, com estatuto de Instituio Particular de Solidariedade Social, com o n.

    de registo 52/82, pelo que considerada uma entidade de economia social, nos

    termos da respetiva Lei de Bases, e natureza de Pessoa Coletiva de Utilidade Pblica.

    Artigo 2.

    (mbito, durao e princpios)

    1 - A Santa Casa da Misericrdia, constituda por tempo indeterminado, tem a sua sede

    na Rua D. Maria Emlia do Carmo Batista da Silva n.7 e exerce a sua ao no municpio

    de Castro Marim, a podendo estabelecer delegaes.

  • COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICRDIA DE CASTRO MARIM

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    2 - A Santa Casa da Misericrdia pode igualmente estender a sua ao aos municpios

    limtrofes ao da sua sede, desde que a no exista outra Santa Casa da Misericrdia ou

    que, existindo, esta expressamente no se oponha.

    3 - Sem quebra da sua autonomia e independncia e dos princpios que a criaram e

    orientam, a Santa Casa da Misericrdia poder, com vista melhor realizao dos seus

    fins:

    a) - Negociar e celebrar acordos e parcerias com o Estado Portugus, com as

    Autarquias Locais, com outras Irmandades da Misericrdia, com instituies

    particulares de solidariedade social e com outras entidades nacionais ou estrangeiras

    empenhadas na prtica da solidariedade social e da caridade crist;

    b) - Aceitar a cooperao de outras entidades pblicas ou particulares;

    c) - Empenhar-se em promover a colaborao e o melhor entendimento com as

    autoridades e a populao local em tudo o que respeitar manuteno e

    desenvolvimento das obras sociais, existentes ou a criar, designadamente atravs de

    atuaes de carcter dinamizador e educativo.

    4 - A Santa Casa da Misericrdia poder constituir associaes, unies, federaes e

    confederaes com outras Santas Casa da Misericrdia, instituies do sector da

    economia social, entidades do sector pblico e organizaes do sector privado, para

    criar ou manter, de forma regular e permanente, servios ou equipamentos de

    utilizao comum e desenvolver aes sociais de responsabilidade partilhada.

    5 - A Santa Casa da Misericrdia membro da Unio das Misericrdia Portuguesas,

    com todos os deveres e direitos inerentes a tal condio.

    Artigo 3.

    (Objetivos)

    1 - Para concretizao do seu fim, a Misericrdia pode conceder bens e desenvolver

    atividades de interveno social, designadamente de:

    a) - Apoio Infncia e juventude, designadamente a crianas e jovens em perigo;

  • COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICRDIA DE CASTRO MARIM

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    b) - Apoio s pessoas idosas, s pessoas com deficincia e incapacidade, s pessoas

    em situao de necessidade ou de dependncia, sem-abrigo e a vtimas de violncia

    domstica;

    c) - Apoio famlia e comunidade em geral;

    d) - Apoio integrao social e comunitria;

    e) - Promoo da sade, preveno da doena e prestao de cuidados na

    perspetiva curativa, de reabilitao e reintegrao, designadamente atravs da

    criao, explorao e manuteno de hospitais, unidades de cuidados continuados e

    paliativos, servios de diagnstico e teraputica, cuidados primrios de sade e

    tratamentos de doenas do foro mental ou psiquitrico e de demncias, bem como

    aquisio e fornecimento de medicamentos e assistncia medicamentosa;

    f) - Salvaguarda e defesa do patrimnio cultural e artstico, material e imaterial,

    religioso ou no;

    g) - Promoo da educao, da formao profissional e da igualdade de homens e

    mulheres;

    h) - Habitao e turismo social;

    I) - Empreendedorismo e outras respostas e servios no includos, nas alneas

    precedentes, desde que enquadrveis no mbito da economia social, isto , desde que

    contribuam para a efetivao dos direitos sociais dos cidados e para a

    sustentabilidade da instituio;

    j) - Atividade agrcola;

    2 - Sob a invocao da Nossa Senhora da Misericrdia, sua Padroeira, a Irmandade da

    Misericrdia, manter o culto divino na sua igreja, e exercer as atividades que

    constarem deste compromisso e as mais que vierem a ser consideradas convenientes.

    3 - A Misericrdia pode, ainda, prosseguir, de modo secundrio ou instrumental,

    outras atividades, a ttulo gratuito ou geradoras de fundos, para garantir a sua

    sustentabilidade econmico-financeira, por si ou em parceria, desde que permitidas

    por lei e deliberadas pela Assembleia Geral. A Misericrdia pode tambm criar

    fundaes pias autnomas canonicamente eretas.

  • COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICRDIA DE CASTRO MARIM

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    4 - Quando cumpra os critrios definidos pelo Regulamento n. 346/2013, do

    Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de abril, e pela Lei n. 18/2015, de 4 de

    maro, sobre atividades secundrias e instrumentais, a Misericrdia assume a natureza

    de empresa social ou sociedade de empreendedorismo social, para os efeitos a

    definidos.

    5 - Para a promoo dos seus fins compromissrios, a Misericrdia apoia e incentiva o

    voluntariado, promovendo a cooperao e a tica na responsabilidade.

    Artigo 4.

    (Bandeira e Braso)

    1 - A Bandeira o smbolo representativo da Santa Casa da Misericrdia.

    2 - Alm da sua Bandeira, denominada da Misericrdia, a Santa Casa da Misericrdia

    usa os trajes habituais. designados por Opas ou Balandraus.

    3 - A Assembleia Geral poder deliberar a utilizao de qualquer outro smbolo que

    se venha a entender por conveniente para prossecuo dos fins sociais.

    Artigo 5.

    (Dos irmos da Misericrdia)

    1 - Constituem a Irmandade da Santa Casa da Misericrdia todos os seus atuais irmos

    e os que, de futuro, nela venham a ser admitidos.

    2 - O nmero de irmos ilimitado e deve representar a comunidade em que se

    insere.

    Artigo 6.

    (Admisso e readmisso)

    1 - Podem ser admitidos como irmos os indivduos de ambos os sexos que renam as

    seguintes condies.

  • COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICRDIA DE CASTRO MARIM

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    a) - Sejam maiores de idade;

    b) - Sejam naturais ou residentes no municpio sede da Irmandade da Misericrdia

    ou a ela ligados por laos de afetividade;

    c) - Gozem de boa reputao moral e social;

    d) - Aceitem os princpios de doutrina e da moral crist e revelem, pela sua conduta

    social ou pela sua atividade pblica, respeito pela f catlica e seus fundamentos;

    e) - Se comprometam ao pagamento de uma quota, de valor e periodicidade

    aprovados em Assembleia Geral.

    2 - A admisso dos irmos feita mediante proposta assinada por dois irmos e pelo

    prprio candidato, em que este se identifique, se comprometa a cumprir as obrigaes

    de irmo e indique o montante da quota que subscreve.

    3 - Tal proposta ser submetida apreciao e deliberao da Mesa Administrativa

    numa das suas reunies ordinrias posteriores apresentao nos Servios

    Administrativos da Irmandade da Misericrdia, no prazo impretervel de sessenta dias.

    4 - Sero admitidos os candidatos que renam as condies legais e compromissrias.

    5 - A admisso de novos irmos ter efeito compromissrio e legal depois de estes

    assinarem, perante o Provedor, no prazo de trinta dias a contar da notificao da

    admisso, documento pelo qual se comprometam a desempenhar com fidelidade os

    seus deveres de irmos, aps o que sero inscritos no respetivo livro.

    6 - A readmisso de irmo obedece aos mesmos termos da admisso.

    Artigo 7.

    (Deveres)

    Todos os irmos so obrigados;

    a) - A honrar, defender e proteger a Santa Casa da Misericrdia em todas as

    circunstncias, em especial quando ela for injustamente acusada ou atacada no seu

    carcter de Instituio particular e eclesial, procedendo com reta inteno e ao servio

    da verdade e do bem co

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