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  • EnergiaC O M P R E E N D E R A S P O L T I C A S

    D A U N I O E U R O P E I A

    Garant i r um aprovis ionamento f ivel de energia a preos acess ve is um dos maiores desaf ios que a Unio Europeia enfrenta atualmente , e s poder venc- lo se integrar melhor as pol t icas energt icas europeias e falar a uma s voz na cena mundial .

    Uma energia sustentvel,

    segura e a preos

    acessveis para os europeus

  • COMPREENDER AS POLTICAS DA

    UNIO EUROPEIA

    NDICE

    Por que necessria uma poltica energtica europeiaInteresses comuns num domnio estratgico . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3

    Como est a Europa a prepararseUma estratgia europeia para a energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5

    O que faz a Unio EuropeiaDar poder aos consumidores e estimular o setor da energia . . . . . . . . . .9

    Trabalhos em curso2020 e anos seguintes: construir uma unio da energia . . . . . . . . . . . . . . . 14

    Outras leituras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

    Compreender as polticas da Unio Europeia: Energia

    Comisso Europeia Direo-Geral da Comunicao Informao dos cidados 1049 Bruxelas BLGICA

    Manuscrito atualizado em novembro de 2014

    Capa e imagem da pgina 2: Digital Vision/Getty Images

    16 p. 21 29,7 cm ISBN 978-92-79-42206-5 doi:10.2775/60992

    Luxemburgo: Servio das Publicaes da Unio Europeia, 2015

    Unio Europeia, 2015 Reproduo autorizada. As fotografias s podem ser utilizadas ou reproduzidas separadamente mediante a autorizao prvia dos titulares dos direitos de autor.

    A presente publicao faz parte de uma coleo que descreve a ao da Unio Europeia em vrios domnios, as

    razes da sua interveno e os resultados obtidos.

    A coleo est disponvel em linha: http://europa.eu/pol/index_pt.htm

    http://europa.eu/!JF89wH

    Como funciona a Unio EuropeiaA Europa em 12 lies

    Europa 2020: a estratgia europeia de crescimentoOs pais fundadores da Unio Europeia

    Ao climticaAgenda digital

    AgriculturaAjuda humanitria e proteo civil

    AlargamentoAlfndegas

    AmbienteAssuntos martimos e pescas

    Bancos e finanasComrcio

    ConcorrnciaConsumidores

    Cooperao internacional e desenvolvimentoCultura e audiovisual

    Educao, formao, juventude e desporto Emprego e assuntos sociais

    EmpresasEnergiaFiscalidade

    Fronteiras e seguranaInvestigao e inovao

    Justia, direitos fundamentais e igualdadeLuta contra a fraude

    Mercado internoMigrao e asilo

    OramentoPoltica externa e de segurana

    Poltica regionalSade pblica

    Segurana alimentarTransportes

    Unio Econmica e Monetria e o euro

  • 3E N E R G I A

    A luz, o calor, o transporte, a produo industrial: a ener-gia vital para a prestao de servios indispensveis vida quotidiana dos cidados e das empresas. Todavia, os recursos energticos fsseis (petrleo, gs e carvo) da Europa no so inesgotveis: necessrio geri-los bem e desenvolver recursos novos, tanto mais que a Europa consome cada vez mais energia e importa-a em quantidades crescentes. Os pases da UE compreenderam, assim, o interesse de agirem de forma coordenada neste domnio altamente estratgico e adotaram regras comuns, que lhes permitem avanar na mesma direo para acederem a uma quantidade de energia suficiente, a preos moderados e poluindo o menos possvel.

    Um setor complexo

    Ligar o computador ou andar de automvel so coisas aparentemente triviais, mas representam a fase final de um processo complexo. Para comear, h que extrair

    Por que necessria uma poltica energtica europeia

    Interesses comuns num domnio estratgico

    So necessrios meios tcnicos, logsticos e financeiros enormes para produzir e transportar a energia at ao

    consumidor final.

    W

    intershall

    19952000200520102012

    100%

    90%

    80%

    70%

    60%

    50%

    40%

    30%

    20%

    10%

    0%

    Gs naturalPetrleo (**)Carvo (*)Total

    Dependncia das importaes

    (*) Inclui a lignite.(**) Inclui produtos petrolferos.

    Fonte: Eurostat, abril 2013 .

    IMPORTAES DE COMBUSTVEIS FSSEIS PELA UE-27 (1995-2012)

    da terra recursos energticos como o gs, o petrleo ou o carvo, ou transformar a lenha em calor e produzir eletricidade a partir do vento, utilizando turbinas elicas, da gua, em barragens, e da luz do sol, em painis solares (fotovoltaicos). Depois, necessrio transportar essa energia, s vezes atravs de continentes ou do mar, at ao local onde ser consumida, o que exige instalaes capazes de produzir um abastecimento energtico contnuo durante vrias dezenas de anos. Esto, assim, em jogo, meios tcnicos, logsticos e financeiros enormes.

    A energia um setor estratgico porque no podemos dispens-la. De facto, indispensvel para termos luz eltrica, para nos protegermos do frio e para o transporte das pessoas e mercadorias, estando tambm na base de todos os setores econmicos: agricultura, indstria e servios, bem como do prprio progresso cientfico. A nossa qualidade de vida gera grandes necessidades de energia, o que causa, inevitavelmente, poluio (do ar, da gua, dos solos e do clima), cujo impacto importa reduzir o mais possvel.

  • 4C O M P R E E N D E R A S P O L T I C A S D A U N I O E U R O P E I A

    O maior importador mundial

    Em termos de energia, a Europa depende do exterior. A Unio Europeia, a segunda maior economia mundial, consome um quinto da energia produzida a nvel mundial, mas possui muito poucas reservas energticas. Felizmente, temos, na Europa, uma carteira energtica o chamado cabaz energtico bastante diversificada: desde as numerosas barragens na ustria, as minas de carvo na Polnia e as centrais nucleares em Frana, at s exploraes petrolferas no mar do Norte e aos campos de gs natural na Dinamarca e nos Pases Baixos, nenhum pas europeu se assemelha a outro, o que no constitui uma desvantagem, desde que todos sejam suficientemente solidrios para tirarem partido desta diversidade.

    A dependncia energtica europeia tem consequncias enormes para a nossa economia. Compramos petrleo aos pases da Organizao dos Pases Exportadores de Petrleo (OPEP) e Rssia, e gs natural Arglia, Noruega e Rssia. Esta situao implica, para ns, uma perda de riqueza superior a 350 mil milhes de euros por ano e os custos da energia aumentam constantemente. No nos resta, por conseguinte, outra opo: os pases da UE tm de ser eficientes, solidrios e ambiciosos para poderem diversificar as suas fontes de energia e as respetivas rotas de aprovisionamento.

    Os condicionalismos climticos

    Vrios peritos de renome demonstraram o custo exorbitante que as alteraes climticas tero, se o mundo no conseguir reduzir as emisses de gases com efeito de estufa. Essa reduo diz diretamente respeito ao setor da energia, que depende, em mais de 80%, dos combustveis fsseis, cuja combusto emite dixido de carbono (CO2), o principal gs com efeito de estufa. No futuro, o setor energtico europeu ter, assim, de reduzir a utilizao dos combustveis fsseis e recorrer mais a fontes de energia com baixas emisses de carbono (hipocarbnicas).

    A Europa deve agir a partir de uma base comum

    O interesse dos pases europeus pelo setor da energia tem uma longa histria. Comeou logo a seguir Segunda Guerra Mundial, quando os fundadores da Europa unida decidiram pr os meios da guerra ao servio da paz, nas palavras de Jean Monnet. Deste modo, o carvo e o ao, por um lado, e a energia nuclear, por outro, esto na base dos primeiros tratados europeus, respetivamente, o da Comunidade Europeia do Carvo e do Ao (o Tratado CECA), que foi integrado

    na poltica da Unio Europeia em 2002, e o Tratado Euratom sobre a energia atmica, ainda em vigor.

    A partir da dcada de 1960, os Estados europeus compreenderam a necessidade de se mostrarem solidrios face a eventuais problemas de aprovisionamento de energia, o que os levou a partilhar reservas de petrleo estratgicas e a instaurar um mecanismo de resposta em caso de crise. Atualmente, a poltica energtica afeta igualmente muitos outros domnios: a indstria, o ambiente, os transportes, a investigao e a inovao, e at mesmo as relaes externas.

    Os objetivos europeus

    A Unio Europeia dispe dos poderes e instrumentos necessrios para instituir uma poltica energtica que visa:

    garantir o seu aprovisionamento energtico;

    assegurar que os preos da energia no travam a sua competitividade;

    proteger o ambiente e, em especial, lutar contra as alteraes climticas;

    desenvolver as redes energticas.

    Os EstadosMembros podem desenvolver as fontes de energia que entenderem, mas devem ter em conta os objetivos da UE em matria de energias renovveis.

    N

    ASA/Goddard Space Flight Center

    Um mercado nico de 500 milhes de europeus.

  • 5E N E R G I A

    Como est a Europa a prepararse

    A Europa tem atualmente de importar mais de metade da energia que consome, porque possui poucas reservas de energia e s lhe resta aceitar o preo imposto pelos mercados mundiais ou at por um ou outro pas fornecedor. Uma soluo eficaz para diminuir a fatura energtica consiste em reduzir a quantidade de energia consumida. Isto parece evidente, mas ser possvel consumir menos e conservar, simultaneamente, a nossa qualidade de vida e o nosso conforto?

    Economizar energia

    No fcil passarmos a consumir menos energia, mas a resposta afirmativa: podemos atingir esse objetivo consumindo melhor e com maior eficincia. E isso s pode trazer vantagens: reduzimos as emisses de CO2, criamos novos postos de trabalho e poupamos dinheiro ao diminuir a nossa dependncia das importaes de energia. Alm disso, temos a oportunidade de exportar o nosso knowhow. A eficincia energtica figura, por iss

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