composi†ƒo florstica da vegeta†ƒo da regenera†ƒo

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  • COMPOSIO FLORSTICA DA VEGETAO DA REGENERAO NATURAL. 1 ANO APS DIFERENTES NVEIS

    DE EXPLORAO DE UMA FLORESTA TROPICAL MIDA. (*)

    Gil Vieira (**) Roberto T. Hosokawa (***)

    RESUMO

    0 pnzzntz tnabako teve. como faimJU.da.dz dztznminan a compoio $p't&$te4 V O Zn

    diczA de agnzgazao dab zpzcie> a fizgzvizhaoo natunaZ. dz. urna. ^Zonzta tnopioal mida da

    nzgio dz Manam, ob quaX/io nZvzi dz zx.pZofm.oao. Pzlo nzAultado obznvou-z a in-

    ^Z.uzncia dot, X/uztamzntob no numzfio total dz ZndivZduoA no numzfio dz indivZduo cla

    4e de tamanho. A (,Zofiz&ta ztudada compn.ze.Yidw 291 zpzcizb, 169 gznzno 56 faamZtia botciica. A tzAtzmunha aph.zozn.toa o mznoh. nmeAo dz z-bpzci-Z. 0t> vaonz do gn.au dz ko_

    mogznzA.dadv Quoclzntz dz mituAa dz Jzntch tamban zv^dzncianam uma alta hztzhogznzi-

    dadz, zndo a tztemunm maio hztznogznza. A& {amZlAOi, pnzdominantzA ^onam: Ba'ucAa-

    ', Annonaczaz, Violaczaz, MzZatomataczaz Rubiaczaz. faatnZla maio niza zm Z_ pzcxz faonam: CazAoZpiniaczaz, Sapotaczaz, Launaczaz c Mimoaczaz. 0 ndicz dz Tn.ack.zh.

    & Bniclilz apnzzntou maicn nmzho de zpciz aqnupada no& 4 tnatamznto, j\ o Zndicz

    dz Payandzh. apnzznt.ou maion numzfio dz Zpzciz no aghupada->.

    INTRODUO

    A Amaznia ocupa cerca de 40 do territrio nacional, sendo caracterizada pela am

    pia variabi1 idade de espcies florestais. Sua cobertura florestal tem sido alvo de uma

    explorao desordenada e se)et Uva em face da demanda por espcies de alto valor comer-

    cial.

    A fragilidade do ecossistema e a constante interferncia humana impem a necessi-

    dade de estudos sobre a composio flor'stica e o gregarismo de espcies para assegurar,

    atravs de projetos de manejo, a reposio de reas exploradas.

    Trabalhos sobre a composio fl or fs t i ca e o gregarismo da regenerao natural em

    florestas tropicais sao escassos. Essas informaes sao importantes para fornecer sub-

    sdios para projetos de manejo e enriquecimento do povoamento florestal com espcies de

    valor econmico.

    (*) Parte do trabalho de dissertao do primeiro autor - Curso de Mestrado em Manejo Florestal - Convnio INPA/FUA.

    (**) Instituto Nacional de Pesquisas da Amaznia - INPA, Manaus-AM. (***) Universidade Federal do Paran - Curitiba-PR.

    ACTA AMAZON I CA, I9(0nico): AO I 1 3 - ' 989 . 4 0 1

    http://faimJU.da.dzhttp://zx.pZofm.oaohttp://compn.ze.Yidwhttp://aph.zozn.toahttp://gn.auhttp://Tn.ack.zh

  • Segundo Fino) (1969), caracterizada como regenerao natural todas a s p l a n t a s s U

    periores a 10 cm de altura e DAP inferior a 10 cm. Entretanto, Rollet (1969) considerou

    todos os indivduos com DAP inferior a 5 cm.

    A composio florstica pode ser caracterizada pelo quociente de mistura e pela

    agregao das espcies. Referente ao quociente de mistura, Lamprecht (1962) citou que

    esse parmetro expressa a composio florstica das florestas atravs da medio da in-

    tensidade de mistura.

    0 quociente de mistura a relao entre o numero de espcies e o nmero total de

    plantas que ocorrem num povoamento e segundo Frster (1973) foi introduzido por Jentsch

    em 1 9 1 1 ; por isso usualmente chamado de quociente de mistura de Jentsch.

    Uma comunidade ou associao vegetal deve ser caracterizada com a suficiente exa-

    tido para permitir sua identificao em qualquer momento e poder compar-la com outras

    comunidades semelhantes.

    No caso de flotesta tropical mida, Budowski ( 1951 ) indicou que as espcies que Ify

    tegram as diferentes etapas de sucesso apresentam caractersticas definidas em sua dis

    tribuio; estes padres de distribuio sao resultantes de vrios fatores como clima,

    solo, relevo e geologia.

    Payandeh (1970) afirmou que, devido a dificuldade da anlise da distribuio espa

    ciai ou do agrupamento das espcies tropicais, os mtodos mais comuns so os que se ba-

    seiam na suposio de que as plantas ocorrem em grupos e em determinada di st r i bu i ao por

    espcie. So chamados mtodos de quadrado e distncia.

    Um mtodo de quadrado para medir o grau de agregao de indivduos o ndice de-

    senvolvido por M c . Guiness (1934) e leva em considerao as relaes entre freqncia e

    dens i dade.

    Fracker & Brischle (1944) tambm usaram a relao existente entre freqncia e den

    sidade para determinar o ndice de agregao das espcies.

    Payandeh (1970) afirmou que os resultados obtidos pelo mtodo dos quadrados so v

    lidos, prticos, fceis de aplicar e de confiabilidade estatstica, porm pode existir

    uma variabi1idade com o tamanho do quadrado.

    Heinsdijk ( 1961) trabalhando com espcies da regio amaznica, observou que a d\s_

    tribuio de muitas dessas espcies aproxima-se do padro da distribuio de Poisson,com

    exceo quando havia um elevado nmero de espcies na amostra.

    No presente trabalho estudou-se a composio florstica e o gregarismo da vegeta-

    o de uma floresta tropical mida de terra-firme, um ano apos ter sido explorada em di

    ferentes intensidades de desbastes em relao rea basal.

    MATERIAL MTODOS

    0 presente trabalho foi realizado na rea do projeto de "Avaliao da Biomassa Le

    nhosa e Manejo Florestal para Fins Energticos" (INPA/DST, 1983), situado no ncleo de

    Apoio da ZF-2 da Estao Experimental de SJ lvicultura Tropical era Manaus. Esta r e a em

    402 Vieira & Hosokawa

  • estudo est localizada em zona equatorial mida, possui um regime trmico bastante ele-

    vado e uma alta precipitao anual. 0 tipo climtico A W na classificao de Kppen.

    A vegetao desta Regio denominada como mata tropical mida por Ducke Black (195*0 e floresta latifoliada equatorial por Romariz ( 197*0.

    0 experimento foi constitudo por k tratamentos, variando-se as intensidades de duao de densidade em relao a rea basal das espcies potenciais para produo de ca_r

    vo vegetal, conforme a Tabela 1 .

    Tabela I. Caracterizao dos tratamentos.

    Tratamento Reduo da Dens i dade

    DAP Limite (cm) Nmero de Arvores Reti radas

    Volume Real dos Fus tes Retirados

    ( m V b a )

    1 TESTEMUNHA

    2 25 da rea basal DAP > 52 9 ^9,00

    3 50 da rea basal DAP > 33 1 7 ^ ,56

    75 da rea basal DAP > 20 109 197 ,05

    Fonte: 19 Relatrio do Projeto da Biomassa Lenhosa e Manejo Florestal para fins Energ-ticos (INPA/PETROBRAS, 1983).

    Os efeitos dos tratamentos foram avaliados sob os seguintes aspectos:

    Vegetao da regenerao natural e amostragem

    A avaliao da regenerao foi realizada 1 ano aps a realizao do corte seleti-

    vo. Os resduos da explorao foram deixados, sendo retirado apenas as toras e galhos

    grossos.

    Os dados foram coletados utilizando-se a amostragem sistemtica em faixas cortan-

    do toda a populao. Para cada tratamento (rea de 1 ha) foram utilizadas 9 parcelas

    de 2 100 m , plotados paralelamente em intervalo de 10 metros. Dentro destas parcelas esto 10 unidades primrias (2 kO m) e 50 unidades secundrias (2 2 m ) .

    A classificao da regenerao natural seguiu a recomendao de Higuchi et al. (1985) conforme a Tabela 2 .

    Tabela 2. Classificao da regenerao natural.

    Smbolo Classe de Tamanho Amplitude de Classe

    Plntula

    Muda 1

    Muda 2

    Estabeleci da

    < 50 cm 50 cm < < 150 cm 150 cm < < 300 cm > 300 cm e DAP < 5 cm

    = Altura total da planta.

    Composio florist i ca ...

  • Composio florstica e ndices d e agregao

    A composio florstica foi avaliada pela distribuio do nmero de ndvduos por

    espcies e famlias que ocorreram na rea pesquisada, comparando-as em cada parcela dos

    diferentes tratamentos,

    0 quociente de mistura de Jentsch foi calculado do seguinte modo:

    Q.M. Jentsch = nmero de espcies/nmero de indivduos.

    0 grau de homogeneidade foi calculado pela frmula utilizada por Laboriau Matos Filho (1984):

    = ^ x ~ ^ n onde: = grau de homogeneidade

    = nmero de espcies com 80 a 100 de freqncia absoluta

    = nmero de espcies com 0 a 20 de fre qncia absoluta

    = nmero total de espcies = nmero de classes de freqncia

    Usou-se o ndice Mc Guiness (1934) para avaliar o grau de agregao das espcies,

    calculado pela frmula:

    , . n / . , n total de plantas por espcie I.G.A. = D/d, onde D = 0 ; r , , ^ ; E n9 total de plantas examinadas

    d = -In (1 - ^ )

    n9 de parcelas em que ocorre a espcie 100 n total de parcelas examinadas

    I.G.A. = ndice do grau de agregao D = densidade observada

    d = densidade esperada

    f = freqncia

    In = logartmo neperiano

    0 ndice de Fracker & Brischle (1944) foi calculado do seguinte modo:

    = (D - d ) / d 2 onde: = ndice de agregao D = densidade observada

    d = densidade esperada

    0 nvel de agregao foi estimado pelo ndice de Payandeh (1970) calculado pela

    seguinte frmula:

    _ onde: = ndice de agregao S 2 = varincia do nmero de plantas por unida-

    x de de amostra x = mdia do numero de plantas por unidade de

    amostra

    Vi e i ra & Hosokawa

  • RESULTADOS DISCUSSES

    Vegetao da regenerao natural

    0 nmero de indivduos variou entre parcelas e tratamentos, como m o s t r a a Tabela 3

    Tabela 3- Auxiliar para anlise de varincia; nmero de indivduos por parcela nos po-voamentos, 1 ano aps diferentes nveis de reduo de densidade. E.E.S.T. INPA/MANAUS. ]$&.

    75

    1 7 ^2 968 671 1 .298 2 680 558 527 851 3 767 83 776 982 S 789 701 732 1 . 1 1 7 5 689 680 82*+ 665 6 933 563 627 1.59** 7 7 1 5 1.027 581 1 .2*4*4 8 932 757 386 9*+9 9 8A6 817 50*4 1.018

    Total 7 .093 6.90