como investir em tesouro direto

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  • 8/19/2019 Como Investir Em Tesouro Direto

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    O leitor mais assíduo já percebeu o quanto temos nos dedicado para garimpar as melhores oportunidades de investimento a partir dos desdobramentos da Tempestade Perfeita.

    A essa altura, aliás, creio que não precisamos mais nos estender no conceito, já amplamente difundido e materializado.

    Suas implicações, evidentemente, são em grande parte para o mal, sobretudo no que diz respeito ao mercado de ações - vide a quantidade de pregões sangrentos na Bolsa brasileira desde o início do ano!

    Mas a vida de um investidor minimamente sensato não se resume à renda variável.

    E para todos os efeitos, o cenário norteado pela combinação entre o eventual downgrade do risco soberano brasileiro e a retirada dos estímulos à economia americana também tem seus benefícios...

    Questões como tapering e resultado fiscal do governo já aparecem endereçadas e embutidas nos prêmios de risco. Evidência disso é a curva de juros, que não tem feito outra coisa que não seja subir.

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    A reprodução indevida, não autorizada, deste relatório ou de qualquer parte dele sujeitará o infrator a multa de até 3 mil vezes o valor do relatório, à apreensão das cópias ilegais, à responsabilidade reparatória civil e persecução criminal, nos termos dos artigos 102 e seguintes da Lei 9.610/98

     TESOURO DIRETO Se você não pode contra a Selic, junte-se à ela

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    Temos hoje uma Selic na casa de 13% ao ano, e não vemos a menor condição de afrouxo monetário no Brasil no curto prazo.

    O que vemos de fato é um cenário de juros de 13,75% ao final de 2015, reforçando a

    atrativididade de aplicações que ganham com o aperto.

    É o caso de algumas modalidades do Tesouro Direto, segmento onde identificamos a primeira grande oportunidade gerada pelas enxurradas do Perfect Storm.

    O programa não é exatamente uma novidade. Está à disposição dos brasileiros desde  janeiro de 2002, quando foi implementado pelo Tesouro Nacional em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

    De lá pra cá, tem sido cada vez mais comum a voz de especialistas recomendando algum título público como forma de proteger a parte do portfólio mais exposta às oscilações do mercado.

    Por conta disso, normal seria que a popularidade da aplicação deslanchasse na mesma velocidade em que se multiplicam as sugestões. Na prática, porém, isto não acontece.

    Uma breve olhada nas estatísiticas do governo revela a existência de um longo caminho para que o Tesouro Direto participe com mais intensidade da rotina dos

    poupadores brasileiros.

    No encerramento do ano passado, por exemplo, eram apenas 463,3 mil CPFs cadastrados no programa. A título de comparação, o Banco Central contabilizava no fim de 2012 (último dado disponível) nada menos que 108,9 milhões de cadernetas de poupança, de longe a aplicação mais popular do país.

    No mesmo sentido, no que diz respeito ao estoque, a cifra de R$ 16,7 bilhões

    (dividida conforme a tabela abaixo) acumulada até o final de março também erapouco relevante em relação ao saldo de R$ 646,5 bi da poupança ao final de abril.

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    Para preencher uma lacuna

    Entendemos que um dos motivos por trás dessa enorme discrepância seja justamente a falta de informações práticas sobre os procedimentos necessários para desbravar o mercado.

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    Fonte: Tesouro Nacional

    Fonte: Banco Central

  • 8/19/2019 Como Investir Em Tesouro Direto

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    Para a grande maioria de potenciais investidores, não basta uma “mera” indicação de quais títulos comprar. Tão ou mais importante é conhecer os fundamentos que os regem e o que precisa ser feito (falamos do trabalho braçal mesmo) para conseguir adquirí-los.

    Pensando nisso, decidimos criar esta minissérie de cinco capítulos para ensinar os fundamentos do Tesouro Direto a quem os desconhecem. Podemos descrevê-la como um guia básico do tema, embora nas próximas edições iremos também dar alguns pitacos sobre os melhores títulos disponíveis para compra no cenário atual.

    Aliás, entendemos que o momento para lançar o produto não poderia ser mais apropriado. Com o Relatório Focus precificando a tempestade perfeita como algo menos pontual e mais perene, vemos uma alta probabilidade de câmbio e Selic irem ainda mais para cima em 2015.

    E se você não pode contra a Selic, ao menos por enquanto, junte-se à ela.

    Pense em alternativas que ganham com os juros maiores. Nós pensamos, e ponderando pela relação risco x retorno, não fomos capaz de encontrar uma melhor que os títulos públicos via Tesouro Direto.

    De antemão, já deixamos registrado nossa simpatia pelas NTN-Bs, beneficiadas em tempos de inflação elevada, como o atual. Nas próximas edições, traremos nossa impressão detalhada sobre o título, bem como as respectivas recomendações.

    Obviamente discorreremos também sobre os demais produtos disponíveis no Tesouro, mas antes disso iremos prepará-lo para atuar neste mercado com informações simples, porém de extrema importância para que o processo corra de forma tranquila e com maiores chances de ser bem-sucedido.

    Nos próximos capítulos, trataremos de todos os procedimentos necessários para se investir no Tesouro Direto. Começaremos pelo cadastro, passando pelas instituições disponíveis e as respectivas taxas cobradas, a estrutura tributária, até chegarmos efetivamente na compra de um título.

    Daí em diante, detalharemos o funcionamento de cada uma das modalidades de investimento deste mercado, selecionando aquelas que consideramos mais atrativas para o contexto atual.

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    Depois de comentarmos sobre a conjuntura e o momento especialmente convidativo

    aos títulos públicos, nesta segunda edição trataremos de todos os procedimentos necessários para se investir no Tesouro Direto, além de outros aspectos relevantes como a tributação.

    Espero que após a leitura do primeiro relatório você tenha se convencido da importância da modalidade para a formação de um patrimônio a longo prazo - era este o objetivo do texto inaugural.

    E se você tomou a decisão de aplicar um dinheiro, mas ainda precisa de informações

    sobre como proceder para comprar uma Tesouro SELIC, Tesouro Inflação, ou qualquer outro título negociado pelo programa, este capítulo certamente irá ajudá-lo.

    Partindo do pressuposto de que você possua CPF e conta corrente, o passo-a-passo começa com o cadastro em alguma instituição financeira (também chamada de Agente de Custódia) que esteja habilitada no Tesouro Direto.

    Acessando este link: https://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-instituicoes- financeiras-habilitadas, é possível encontrar a lista de todas as instituições habilitadas a oferecer o produto a seus clientes, com as respectivas informações de contato.

    O cadastro junto à uma instituição é necessário por ser ela a responsável pelos dados do investidor junto à BM&F Bovespa, repasse de recursos financeiros referentes aos eventos de custódia e de venda antecipada (pagamento de juros e resgates), além do recolhimento dos impostos vinculados (IR e IOF).

    Após o fornecimento das informações e envio da documentação exigida, você irá

    receber via e-mail uma senha de acesso à área restrita do Tesouro Direto (conforme

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     TESOURO DIRETO Nesta edição, o passo-a-passo para operar no programa

    https://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas

  • 8/19/2019 Como Investir Em Tesouro Direto

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    a imagem abaixo), onde são realizadas as operações de compra e venda de títulos, assim como consultas a saldos e extratos.

    Caso o custodiante escolhido seja um agente integrado (isto é, possui seu sistema

    integrado ao do Tesouro Direto), as compras poderão ser feitas no site da própria instituição - embora o acesso à área restrita da página do Tesouro permaneça para consultas complementares.

    E se você precisar alterar suas informações depois de efetuado o cadastro, basta solicitar as mudanças à instituição escolhida e apresentar a documentação necessária - alterações de e-mail e senha podem ser realizadas pelo próprio investidor, diretamente na área restrita.

    Vai de tradicional ou programado?

    Uma vez cadastrado, você pode optar por adquirir os títulos a qualquer momento (investimento tradicional) ou agendar com antecedência e regularidade suas aplicações (investimento programado). Abaixo, listamos as principais características das duas modalidades:

    Investimento tradicional

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  • 8/19/2019 Como Investir Em Tesouro Direto

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    + Operações de compra e venda que podem ser realizadas a qualquer momento do dia, dentro do período de funcionamento do programa (das 9h às 5h em dias úteis e 24 horas por dia em fins de semana e feriados);

    + valor da compra poderá ser ajustado pela quantidade de títulos desejada ou pelo montante total a ser investido;

    + operação de venda realizada da mesma maneira.

    Em relação à recompra dos títulos feita pelo Tesouro Nacional, o investidor pode vender os seus títulos todos os dias