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Comit de Peritos Independentes

SEGUNDO RELATRIO

sobre a

reforma da Comisso

Anlise das prticas actuais e propostas para o tratamento doproblema da m gesto, das irregularidades e da fraude

VOLUME I

(10 de Setembro de 1999)

Comit de Peritos Independentes

Membros

Sr. Andr MIDDELHOEK (Presidente)Sra. Inga-Britt AHLENIUS

Sr. Pierre LELONGSr. Antonio TIZZANO

Sr. Walter VAN GERVEN

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NDICE

VOLUME I

Captulo 1: Introduo..............................................................................27

Captulo 2: A gesto directa .....................................................................30

Captulo 3: A gesto partilhada ...............................................................79

Captulo 4: O ambiente de controlo ......................................................118

VOLUME 2

Captulo 5: Combate fraude e corrupo .......................................153

Captulo 6: Questes de pessoal .............................................................215

Captulo 7: Integridade, responsabilidade e prestao de contasna vida poltica e administrativa europeia .......................269

Captulo 8: Observaes finais...............................................................296

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Recomendaes do Comit dos Peritos Independentes

Captulo 2

O desenvolvimento de uma verdadeira doutrina contratual, a renovao do contextolegislativo, regulamentar e oramental, e o reforo da responsabilidade dos gestoresoramentais devero contribuir para o saneamento da gesto da Comisso, em que assituaes mais preocupantes se manifestaram no fenmeno dos GAT.

Recomendao 1

O domnio contratual deve ser, no seu todo, uma preocupao primordial da Comisso,na perspectiva da mxima transparncia. As instrues devem ser prescritas e deve serdada a formao adequada. No nvel comunitrio, o direito dos contratos pblicos pecapelo emaranhado de textos, de natureza diversa, que so sua fonte: cumpre estudar a suacodificao, no na perspectiva de sobrerregulamentar, mas sim na perspectiva deracionalizar para facilitar o trabalho dos praticantes (cf. 2.1.17).

Recomendao 2

A desadaptao do Regulamento Financeiro s exigncias de uma gesto moderna e deum controlo financeiro eficaz justifica a sua reviso de fundo. Em todo o caso, oRegulamento Financeiro deve estar inserido numa hierarquia clara de normascomunitrias e cingir-se aos princpios essenciais, que todas as instituies devamrespeitar. Quanto aos detalhes, o Regulamento Financeiro deve remeter pararegulamentos especficos para cada instituio (cf. todo o captulo 2).

Recomendao 3

A concluso de um contrato mediante concurso ou procedimento negociado -, ofinanciamento de um projecto no mbito da ajuda externa, ou a concesso de umasubveno, so modalidades distintas de dispndio dos dinheiros comunitrios. Quanto aisto, o Regulamento Financeiro deve enunciar as regras de base para todas as instituies,- transparncia da deciso, no discriminao, controlo ex post da utilizao feita, - eacabar com a desordem conceptual reinante em matria de contratos: a noo de contrato,os vrios tipos de contratos, devem ser especificados (cf. 2.1.21 e segs.).

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Recomendao 4

A nomenclatura oramental actual, que assenta na distino feita no RegulamentoFinanceiro entre a Parte A, para as despesas administrativas, e a Parte B, para as despesasoperacionais, inaplicvel na prtica. abundantemente contornada na fase daimputao das dotaes. Deve ser criada uma nomenclatura por polticas, que mostre ocusto global das mesmas, e dentro da qual as vrias despesas seriam identificadas pornatureza no interior de um mesmo destino, para facilitar a avaliao e permitir autoridade oramental exercer o seu controlo integral (cf. 2.1.15 a 2.1.19).

Recomendao 5

As despesas efectuadas a ttulo da cooperao com pases terceiros constituemactualmente um domnio autnomo e anrquico, se se atender multiplicidade deregimes jurdicos por que regido. Os princpios emanados das directivas comunitriasdevem no s aplicar-se aos contratos pblicos celebrados pela prpria Comisso, comotambm aos contratos celebrados pela mesma na qualidade de mandatria debeneficirios externos de fundos comunitrios (cf. 2.1.33 a 2.1.35).

Recomendao 6

Devem ser elaboradas regras aplicveis s subvenes. Na medida em que comportemuma contrapartida, que a causa da sua concesso, devem, tanto no que diz respeito aoprocedimento de concesso (abertura de concurso), como ao seu controlo (envio CCCC) e gesto (acompanhamento em bases de dados), ser equiparadas a contratos(cf.2.1.40.).

Recomendao 7

Subsiste uma lacuna importante quanto composio da comisso de avaliao: importasupri-la (cf.2.1.28.).

Recomendao 8

A programao de contratos de servios intelectuais deve ser sistematizada. conveniente proscrever a disperso de recursos humanos e financeiros por umamirade de contratos demasiado pequenos, pouco propcios ao controlo, assegurar a boacompreenso dos vrios procedimentos, realar o carcter crucial da boa definio doobjecto do contrato e garantir que a Instituio tenha disposio meios para controlar aboa execuo do contrato (cf. 2.2.17 a 2.2.48).

Recomendao 9

5

A Comisso deve solicitar aos seus contratantes e aos grupos de interesses, se for casodisso, que lhe indiquem a composio do seu conselho de administrao e a identidadedos detentores do seu capital. Por uma questo de pedagogia em relao aos proponenteseliminados e na perspectiva de assegurar a sua rigorosa igualdade, a Comisso devepermitir-lhes o acesso aos elementos processuais do concurso ( cf. 2.2.36. a 2.2.38 e2.2.60. a 2.2.63).

Recomendao 10

Os gestores oramentais devem ser responsveis, sentir-se responsveis e serresponsabilizados. O papel do gestor oramental deve ser valorizado, nomeadamentetendo o cuidado de que tenham as necessrias garantias de independncia ou mesmocertas vantagens em termos de carreira, bem como toda a formao e informaonecessrias. O accionamento da responsabilidade disciplinar e pecuniria dos gestoresoramentais no deve permanecer uma eventualidade puramente terica. A dissociaoentre a deciso de autorizar a despesa e a assinatura da proposta de autorizao prejudicial ao esprito de responsabilidade. Assim, deveria existir sempre, se no aidentidade, pelo menos a proximidade entre o gestor oramental e o signatrio docontrato (nico acto que obriga juridicamente a Comisso perante terceiros, enquanto quea autorizao de despesa apenas uma deciso interna) (cf.2.2.49. a 2.2.59.).

Recomendao 11

Deve excluir-se que a Comisso, ou a qualquer Comissrio habilitado pelo colgio,exeram a funo de gestor oramental (cf.2.2.58).

Recomendao 12

O aconselhamento dos gestores oramentais em matria de contratos deve serdesenvolvido. Para tal, devem ser dados Unidade Central de Contratos, recentementeconstituda pela Comisso, mais meios, sob a forma de recursos humanos e informticos,que lhe permitam prestar a assistncia ex ante necessria aos gestores oramentais para amontagem dos seus processos, seguir a execuo ex post dos contratos mais significativose extrair as concluses necessrias na perspectiva da adaptao permanente daregulamentao. Para o efeito, a Unidade Central de Contratos carece de estar emcontacto, atravs da Comisso Consultiva de Compras e Contratos (CCCC), com osprojectos de contratos mais importantes ou mais tpicos. Os seus representantes devem,portanto, nela ter assento e nela constituir o elemento tecnicamente preponderante (cf.2.2.75. a 2.2.77).

Recomendao 13

A CCCC, remetida actualmente a um controlo quase mecnico da aplicao dos textos, eque atrasa um processo j excessivamente pesado, deve ser reformada. O nmero de

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processos tratados pela CCCC deve ser extremamente limitado. A seleco dos processosdeve ser feita sob a responsabilidade pessoal do presidente da CCCC, assistido pelosecretariado desta e da Unidade Central de Contratos, trabalhando em sinergia. Osprocessos no seleccionados devem ser imediatamente liberados, fazendo-se emcontrapartida um exame profundo do pequeno nmero de processos seleccionados peloseu carcter exemplar. As reunies da CCCC devem fazer-se a um nvel hierrquicosuficientemente elevado, mas que, no entanto, permita que os membros efectivos estejamrealmente presentes na maioria das reunies. A CCCC deve ter composio paritria, deforma a ser uma cmara de dilogo entre as DG funcionais e as DG operacionais. Oslimiares para efeitos de envio CCCC devem ser substancialmente aumentados, sendo-omais ou menos consoante os tipos de contratos.(cf.2.2.78. a 2.2.98.).

Recomendao 14

Por fim, a Comisso deve criar um ficheiro central de contratos e contratantes: no sendoisso conseguido no quadro do sistema SINCOM, os servios centrais, em colaboraocom os gestores oramentais, devem examinar outras alternativas (desenvolvimento dabase da CCCC) (cf. 2.2.64. a 2.2.73).

Recomendao 15

A multiplicao e a diversificao das tarefas de gesto da Comisso, em conjunto com aimpossibilidade de lhes fazer face expandindo indefinidamente o nmero de funcionrios,justifica uma poltica de externalizao. Neste contexto, necessrio que a utilizao derecursos do sector privado esteja controlada, de forma a serem respeitadas as exignciasdo servio pblico. Alm disso, este comit sugere que seja aprofundadamente exploradaa soluo da criao de agncias de execuo sujeitas tutela exclusiva da Comisso (cf.todo o ponto 2.3.).

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Captulo 3

A extrema complexidade da legislao torna a seco Garantia do FEOGA vulnervel fraude e faz com o seu controlo seja muito difcil. O controlo da despesa a ttulo doFEOGA Garantia permanece uma questo importante e actual, apesar da reduogradual da parte percentual do FEOGA,